Categoria: Mercado
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Sabesp busca parceiros para a privatização da Copasa
24/04/2026A Sabesp tem conversado com grandes fundos de private equity em torno de…
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Custos de integração travam ganhos da Petz Cobasi
23/04/2026Ainda não será neste ano que a Petz Cobasi começará a capturar as…
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Perfin fica de fora da privatização da Copasa (mas nem tanto)
22/04/2026A decisão da Perfin Investimentos de não participar da privatização da Copasa, que se inicia amanhã, causou forte estranheza no mercado. Segunda maior acionista individual da estatal de saneamento, com 15%, a gestora era dada como nome certo na disputa. Por essa razão, seu recuo tem alimentado diferentes especulações entre os investidores. Línguas ferinas falam em uma fissura na relação com a Aegea – ambas são sócias na gaúcha Corsan. Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que a Aegea vai entrar sozinha na oferta de ações da Copasa em meio a uma crise de confiança e a turbulências internas entre seus acionistas – ver RR.
Outra hipótese aventada para a desistência da Perfin é um reposicionamento tático da gestora. Nesse caso, em vez de entrar em uma disputa de controle que tende a ser altamente competitiva, a gestora teria optado em ser a fiel da balança no bloco minoritário da Copasa, valendo-se da expressiva posição acionária que já possui, Com essa postura, preservaria capital, evitaria risco operacional e manteria influência relevante sobre a governança da companhia no pós-privatização, negociando diretamente com o futuro controlador. Ou seja: a Perfin ficaria de fora da privatização, pero no mucho. Aproveitaria a posição que já tem como atalho para uma composição posterior com o novo acionista de referência da companhia. Faz todo o sentido. A julgar pelo seu track record de sucesso, pode-se afirmar que a decisão da gestora de José Roberto Ermírio de Moraes Filho e Ralph Gustavo Rosenberg de não entrar na privatização da Copasa se deve muito mais a um cálculo estratégico do que a um momento de hesitação.
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Agibank ainda paga o preço da sua “fila” no INSS
17/04/2026
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BRB contabiliza os destroços financeiros herdados do Master
16/04/2026O BRB trata como de difícil recuperação uma parcela dos ativos herdados do Banco Master — em especial as participações em renda variável, como Oncoclínicas e Ambipar. Dentro do próprio banco, esses ativos são considerados destroços financeiros, dada a quase impossibilidade de capitalização e de saída. A Oncoclínicas, que chegou a ser avaliada em cerca de R$ 11 bilhões no IPO em 2021, viu seu valor de mercado encolher para algo próximo de R$ 2 bilhões–R$ 3 bilhões recentemente — uma destruição de mais de 70% do valuation. No mesmo período, a companhia passou a operar com alavancagem elevada (dívida líquida/Ebitda na casa de 3,5x a 4x) e forte pressão de caixa, o que reduz drasticamente o apetite de potenciais compradores. A Ambipar seguiu trajetória semelhante: após atingir um pico de valor de mercado superior a R$ 30 bilhões em 2021, passou a negociar em patamares abaixo de R$ 10 bilhões, acumulando uma queda superior a 60% desde o auge. Mais do que a desvalorização em si, pesa a perda de liquidez e a mudança de percepção de risco: são empresas que saíram da categoria de growth para ativos pressionados por estrutura de capital e execução, o que implica descontos adicionais em qualquer tentativa de venda.
Essa percepção ajuda a explicar a engenharia montada com a Quadra Capital. A estrutura, de cerca de R$ 15 bilhões, separa de forma implícita o que ainda pode ser monetizado do que já é visto como problema. Apenas R$ 4 bilhões entram como dinheiro novo, via cotas seniores de um FIDC. O restante permanece sob risco do próprio BRB, na forma de cotas subordinadas — ou seja, depende da performance dos ativos para se converter em caixa. O desenho privilegia direitos creditórios, que, ainda que carreguem inadimplência, ao menos têm fluxo e tese de cobrança. Já as participações acionárias seguem outro regime: dependem de mercado, de comprador e de valuation — três variáveis hoje em xeque tanto no caso da Oncoclínicas quanto da Ambipar.
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MAK empurra Oncoclínicas contra a parede em takeover camuflado
15/04/2026
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Ometto e Shell divergem sobre poder dos credores na Raízen
14/04/2026
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Pão de Açúcar vende o que ainda tem de ativos imobiliários
13/04/2026Em meio ao processo de recuperação extrajudicial, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) prepara uma nova rodada de monetização de ativos imobiliários. A estratégia, segundo o RR apurou, combina três frentes simultâneas: venda de imóveis não estratégicos, ampliação de operações de sale and leaseback e renegociação em massa de contratos de aluguel. A companhia já iniciou um mapeamento interno para identificar imóveis passíveis de alienação. Em paralelo, abriu conversas com proprietários para reprecificar uma base de arrendamentos que soma R$ 4,37 bilhões, com foco em redução de desembolso e devolução de pontos de baixa rentabilidade. O problema é que o GPA já queimou parte relevante da lenha. Com 726 lojas em operação, a empresa não dispõe mais de um grande estoque de imóveis livres para monetização imediata. Pelas estimativas do setor, entre 60% e 80% da rede opera em imóveis alugados. Em outras palavras, a companhia já fez, na prática, a migração para um modelo asset light. O espaço para vender ativos “puros” diminuiu — e as alternativas ficaram mais complexas. Mas o principal vetor de geração de caixa pode estar fora da venda de ativos. A renegociação da base de aluguel passa a ser tão relevante quanto qualquer desinvestimento. Isso envolve desde a devolução de lojas deficitárias até a reprecificação de contratos — redução temporária de aluguel, alongamento de prazos ou conversão parcial de custos fixos em variáveis. Em termos financeiros, reduzir essa obrigação futura pode ter impacto maior do que levantar algumas centenas de milhões com vendas pontuais. Procurado pelo RR, o GPA não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
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MAK Capital manobra por mudanças de cima a baixo na gestão da Oncoclínicas
8/04/2026A passagem de Carlos Gil pelo comando da Oncoclínicas pode ser breve. Corre à boca miúda no mercado que a MAK Capital, acionista da empresa, manobra nos bastidores para substituir o executivo, no cargo há pouco mais de um mês. Dona de pouco mais de 6% do capital, a gestora norte-americana tornou-se uma pedra pontiaguda no sapato dos demais acionistas e dos dirigentes da Oncoclínicas. Já formalizou um pedido de destituição de todo o conselho da companhia e, ontem, apresentou uma chapa com quatro nomes para a eleição do novo board, marcada para o próximo dia 30. Os norte-americanos travam uma queda de braço com a atual administração, que não apenas defende a permanência de Gil como CEO, mas também indicou seu nome para a vice-presidência do Conselho. Uma nova e abrupta troca na gestão executiva seria um solavanco a mais para a rede de clínicas oncológicas, afetada pela crise do Master. O banco foi seu sócio até o ano passado. Além disso, a empresa mantinha cerca de R$ 478 milhões aplicados em CDBs da instituição financeira. Com dívidas superiores a R$ 4 bilhões, a Oncoclínicas enfrenta uma situação financeira delicada. Consta que seu caixa é suficiente apenas para manter os custos operacionais por mais 15 dias. Porto, Starboard e a própria MAK já apresentaram propostas para injetar capital na companhia. Consultada, a Oncoclínicas não quis comentar o assunto. A MAK não retornou até o fechamento desta matéria.
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Credores da Fictor exigem mudanças na gestão
8/04/2026Os credores da Fictor se mobilizam para impor à mesa um conjunto de exigências que pode redefinir os rumos da recuperação judicial. Entre elas, a substituição da atual gestão e questões de ordem contábil, como a reclassificação de créditos — especialmente no caso de estruturas como SCPs. Além disso, devem exigir garantias adicionais e um cronograma mais crível de geração de caixa. A Fictor, que um dia se apresentou para comprar o Banco Master, entrou em recuperação judicial com uma dívida superior a R$ 4 bilhões. São mais de 13 mil credores.
O endurecimento da postura reflete a percepção de que o problema da Fictor vai além de uma crise de liquidez e toca na própria estrutura do negócio. A companhia operava com um modelo fortemente apoiado em captação contínua de recursos e em estruturas societárias supostamente pouco transparentes, o que agora levanta dúvidas sobre a real segregação de ativos e a extensão das garantias disponíveis.
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Sucessão na B3 se mistura ao redesenho do seu modelo de negócio
7/04/2026A sucessão no comando da B3 vai além da escolha de um nome para substituir Gilson Finkelsztain, de saída do cargo de CEO para assumir a presidência do Santander no Brasil. A mudança se dá em um momento fulcral de transição da empresa do papel clássico de uma bolsa – monopolista, diga-se de passagem – para um modelo de infraestrutura financeira digital, em que negociação, registro e liquidação passam a ser integrados em novas arquiteturas tecnológicas. A missão no 1 do novo será avançar na tokenização de ativos e na digitalização de registros. Segundo informações filtradas pelo RR, a estratégia discutida no Conselho de Administração é consolidar a B3 como uma provedora de infraestrutura financeira para bancos, corretoras e fintechs. Nesse modelo, a companhia deixaria de capturar valor apenas na intermediação de negociações e passaria a monetizar o uso de sua estrutura por terceiros.
Em tempo: esse contexto aumenta a complexidade da sucessão de Gilson Finkelsztain e ajuda a explicar as divergências existentes dentro do Conselho da B3. Parte do board defende a escolha de um executivo da casa. Os principais candidatos são Luiz Masagão, VP de produtos e clientes, Mario Palhares, VP de operações – conforme informou ontem o Pipeline, do Valor Econômico. No entanto, há um grupo de conselheiros que prega a contratação de um nome de fora, no mercado.
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Minoritários querem um velho conhecido no comando da Tupy
1/04/2026A repentina saída de Rafael Lucchesi da presidência da Tupy traz de volta ao centro do tabuleiro o nome de Fernando Rizzo, ex-CEO da companhia. No que depender de um grupo de minoritários da empresa, liderados pela gestora Charles River, Rizzo é o preferido para comandar a metalúrgica. Nesse caso, substituiria exatamente aquele que o substituiu no ano passado. A campanha dos fundos pelo retorno do executivo é mais um round na disputa societária da Tupy. Os minoritários questionam a governança ou o que eles consideram a falta de governança imposta por Previ e BNDESPar, que, juntos, detêm 57% do capital. Os investidores discutem, inclusive, a possibilidade de entrar na Justiça, sob o argumento de que o fundo de pensão e o braço do BNDES têm extrapolado limites do exercício regular do poder de controle – conforme informou o RR. Para os fundos, os dois principais acionistas têm funcionado como instrumentos de interferência do governo Lula na administração da Tupy. O eventual regresso de Rizzo teria o condão de distensionar o ambiente societário e até mesmo frear um contencioso.
Fernando Rizzo acumulou uma trajetória de mais de três décadas na Tupy, estando na presidência entre 2018 e 2025. Sob sua gestão, a empresa avançou na estratégia de internacionalização e diversificação do portfólio, incluindo aquisições e expansão para novos segmentos ligados à transição energética. Rizzo sempre foi visto como um anteparo para conter eventuais ingerências políticas na companhia. Se ele vai voltar ao cargo, como querem os principais minoritários, são outros quinhentos. Mas o fato é que o mercado não fez a menor cerimônia em celebrar a queda de Lucchesi, ex-presidente do Conselho do BNDES. Desde a sua saída do cargo de CEO, na última sexta-feira, a ação da Tupy acumula alta superior a 10%.
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Raízen encontra resistências à conversão de dívida em ações
31/03/2026A julgar por uma primeira rodada de tratativas com os principais credores, os acionistas da Raízen terão de subir uma ladeira íngreme em seu processo de recuperação extrajudicial. Os detentores de títulos de dívida da companhia têm manifestado forte objeção às condições apresentadas pela companhia. A portas fechadas, classificam a proposta de conversão de ao menos 45% do passivo em participação acionária de um haircut travestido de reestruturação de capital. Do outro lado da mesa estão bancos como Santander, Itaú, JP Morgan, Rabobank e BNP Paribas, entre outros. O passivo total em renegociação é de R$ 65 bilhões. A eventual conversão de 45%, por exemplo, representaria a transformação de aproximadamente R$ 30 bilhões de debt em equity. A reação contrária tem razões objetivas. Para esses investidores, a proposta altera de forma abrupta a natureza do risco originalmente contratado. Títulos de crédito — com fluxo definido, prioridade de pagamento e proteção jurídica — seriam convertidos em ações de uma companhia que enfrenta deterioração operacional e elevada incerteza sobre geração de caixa. Em outras palavras, os credores seriam empurrados para uma posição subordinada, sem garantias equivalentes e expostos à volatilidade de mercado.
Outro ponto sensível é a precificação implícita da conversão. Interlocutores próximos às negociações afirmam que o valuation embutido na proposta não reflete adequadamente o risco atual da companhia. Ao aceitar a troca, os investidores cristalizariam perdas relevantes em um momento em que ainda enxergam espaço para negociação de melhores termos — seja via alongamento de prazos, reforço de garantias ou ajustes no percentual de conversão. Ou seja: os controladores da Raízen, Cosan e Shell, ainda têm muita ladeira para escalar.
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Afinal, o que a MAK Capital quer da Oncoclínicas?
27/03/2026
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Moelis é promessa de mais estresse na relação entre GPA e credores
26/03/2026
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Com a conta do FGC para pagar, Banestes avalia oferta de ações
24/03/2026O governo do Espírito Santo planeja um follow on do Banestes. A avaliação é que há uma janela de oportunidade diante dos recentes resultados do banco. Em 2025, a instituição financeira atingiu o maior lucro da sua história – R$ 413 milhões, alta de 5,3% em comparação ao ano anterior. Além da captação de recursos em si, a oferta de ações permitiria reduzir a excessiva concentração de capital nas mãos do estado. O free float do banco público é de apenas 8% – os 92% restantes permanecem nas mãos do governo capixaba. A ideia do follow on ganha corpo após o Banestes ser chamado a participar da recomposição do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), na esteira da liquidação do Banco Master. Caberá à instituição financeira arcar com cerca de R$ 120 milhões. A ida ao mercado chama atenção pelo fato de o Banestes ser hoje um dos últimos dos moicanos. Trata-se de um dos três bancos estaduais ainda sobreviventes no país, ao lado do Banrisul e do BRB. Este último, como se sabe, atravessa delicada situação financeira e institucional, no rastro justamente do episódio do Banco Master.
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Guerra no Irã ricocheteia no IPO da BRK Ambiental
23/03/2026A escalada do conflito no Irã praticamente detonou os planos de IPO da BRK Ambiental, controlada pela Brookfield. O pipeline de investidores estrangeiros — que vinha sendo estruturado como pilar central da oferta — perdeu tração à medida que a guerra no Oriente Médio jogou a precificação de risco global nas alturas. Segundo informação que circula em petit comité, dois fundos internacionais que já haviam manifestado a firme intenção de participar da oferta decidiram abandonar a operação. Caso se confirme, o cancelamento do IPO, estimado em R$ 4 bilhões, será um duro baque para a BRK. A empresa carrega uma estrutura de capital pressionada pelo elevado endividamento. O passivo de curto prazo gira em torno de R$ 12 bilhões, o que significa uma preocupante alavancagem de seis vezes o Ebitda. Sem a injeção de capital via equity, a holding de concessões de saneamento perde um instrumento direto de desalavancagem e tende a permanecer dependente do mercado de crédito — justamente em um momento de encarecimento global do funding. Isso pode alongar o ciclo de maturação financeira e postergar a convergência da alavancagem para níveis mais próximos de 4x o Ebitda.
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Bancos pressionam acionistas do Pão de Açúcar por aporte de capital
19/03/2026
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Sabesp reúne artilharia pesada para disputar a privatização da Copasa
19/03/2026A Sabesp promete entrar na disputa pela Copasa com munição pesada. A empresa está montando um project finance de alto calibre para a privatização da empresa mineira, prevista para ser concluída até maio. Entre os cenários em análise está a estruturação de operações de capital mais sofisticadas, incluindo novas emissões de dívida ESG e instrumentos híbridos, como bonds subordinados. Esse tipo de captação permitiria à companhia reforçar seu caixa e ampliar seu capex sem pressionar de forma significativa os indicadores de alavancagem — um ponto particularmente sensível diante do plano de investimentos de aproximadamente R$ 70 bilhões até 2029. Outra hipótese sobre a mesa é buscar um novo financiamento junto a agências multilaterais. Em janeiro, a Sabesp fechou uma operação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Na ocasião, a empresa captou US$ 1,35 bilhão por meio de blue bonds dentro de um modelo conhecido como “A/B loan”. O próprio BID entrou com credor âncora, aportando US$ 150 milhões.
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BlackRock acumula um “latifúndio” de ações da SLC Agrícola
18/03/2026Circula à boca miúda no mercado que a BlackRock tem atuado de forma intensa na ponta compradora de ações da SLC Agrícola. Nos bastidores, a gestora norte-americana é apontada como uma das principais responsáveis pela demanda e consequentemente pela valorização do papel – nos últimos cinco pregões, a alta acumulada passa de 8%. O apetite da BlackRock está ancorado em uma tese clássica: exposição a commodities agrícolas em um cenário de preços ainda elevados e oferta global pressionada. Soma-se a isso o fato de a SLC negociar a múltiplos considerados descontados em relação a pares internacionais, o que reforça o apelo para investidores globais. A entrada da BlackRock também dialoga com a estratégia de alocação em mercados emergentes, em meio à busca por ativos com geração de caixa em dólar. E, last, but not least, a empresa de propriedades agrícolas vem de uma boa safra de resultados. Em 2025, registrou lucro de R$ 565 milhões, alta de 17,3% em relação ao ano anterior. O Ebitda, por sua vez, subiu 30% no mesmo intervalo de comparação, chegando a R$ 2,6 bilhões.
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Em recuperação extrajudicial, Wetzel avalia aporte de capital
16/03/2026Os acionistas da catarinense Wetzel, uma das mais tradicionais metalúrgicas do país, discutem a possibilidade de venda de uma participação relevante do capital. Além da família Wetzel, que se mantém como maior acionista, a companhia tem entre seus sócios Gabriel Junqueira Pamplona Skaf, filho de Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Segundo informações que circulam no mercado, haveria, inclusive, uma certa pressão de credores pela entrada de um novo investidor. A Wetzel entrou em recuperação extrajudicial na semana passada, com dívidas na casa dos R$ 100 milhões. Não é de hoje que a empresa convive com uma situação financeira asfixiante. Em 2024, a metalúrgica implementou uma reestruturação que incluiu a venda de uma unidade produtiva de fundição de ferro — a chamada UPI Ferro — para a Schulz por cerca de R$ 115,2 milhões. A expectativa era de que a alienação da fábrica e a concentração das atividades nas divisões de alumínio e eletrotécnica garantissem uma nova fase de estabilidade financeira. No entanto, o movimento não produziu o efeito esperado sobre o caixa da empresa, forçando a Wetzel a voltar à mesa de negociação com credores. Procurada pelo RR, a companhia informou, por meio de nota, que o processo de recuperação extrajudicial “tramita atualmente em segredo de justiça, razão pela qual detalhes não podem ser divulgados neste momento”. Segundo a empresa, o plano já teve a aprovação de credores que representam 57% das dívidas totais. Perguntada especificamente sobre a hipótese de venda de parte do capital, a Wetzel não se pronunciou.
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BlackRock vai às compras nos shoppings brasileiros
12/03/2026Ou os ativos brasileiros estão muito baratos ou a BlackRock enxerga que haverá um salto no consumo interno logo ali na frente. Ou, o que é mais provável, ambas as premissas são verdadeiras. Segundo informações que circulam no mercado, a gestora norte-americana vem comprando em bolsa expressivos volumes de ações do Iguatemi e da Multiplan, montando, assim, posições em dois dos maiores players do setor de shopping centers do país. A leitura é que a BlackRock, um colosso com mais de US$ 14 trilhões sob gestão, está se antecipando a um ciclo favorável para o varejo e para os ativos imobiliários brasileiros. Há ainda um segundo vetor por trás dessa movimentação: a qualidade intrínseca dos ativos. Iguatemi e Multiplan são vistas como plataformas premium, com portfólios concentrados em regiões de alta renda, capacidade de repasse de aluguel e forte resiliência operacional.
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Venda de participação da Rumo sinaliza desmonte da holding Cosan
11/03/2026
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C6 Bank avalia nova captação após emissão de R$ 700 milhões
6/03/2026
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A face dupla do BTG no aumento de capital da Raízen
4/03/2026
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O avanço nada silencioso da Inpasa sobre a Vibra
2/03/2026Corre no mercado que o empresário José Odvar Lopes, dono da Inpasa, voltou a comprar volumes significativos de ações da Vibra em Bolsa. Por meio de diferentes veículos de investimento, Lopes já teria mais de 12% do capital, consolidando-se como o maior acionista individual da antiga BR Distribuidora. O que antes surgia sob forma de mera suposição agora já ganha contornos de algo inexorável: tudo leva a crer que o empresário planeja indicar integrantes para o Conselho e conquistar influência direta na gestão da Vibra.
Há, inclusive, relatos ouvidos pelo RR de que Lopes tem mantido tratativas com outros acionistas minoritários da Vibra na tentativa de articular um bloco de votos coordenado para assembleias gerais e disputas futuras de assentos no conselho de administração. Procurada pelo RR, a Inpasa não se manifestou.
José Odvar Lopes encontrou caminho aberto para avançar no capital da Vibra. Essa estrada foi pavimentada, sobretudo, pelo Cade. Em meados de fevereiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou sem restrições o investimento de Lopes na companhia. A área técnica do órgão antitruste entendeu que, não obstante a integração vertical entre produção de etanol e distribuição, não haveria capacidade nem incentivo econômico para fechamento de mercado ou discriminação de concorrentes. A linha é tênue. A Vibra é a maior distribuidora de etano do país; a Inpasa, por sua vez, é uma das maiores produtoras. Minoritários da Vibra já manifestaram preocupação à Comissão de Valores Mobiliários sobre possíveis conflitos de interesse e implicações de governança decorrentes da interseção societária entre as duas empresas.
Com a crescente escalada no capital da Vibra, José Odvar Lopes poderá costurar por dentro uma aproximação da companhia com a Inpasa, fazendo com que ambas avancem em sinergias comerciais e estratégicas no mercado de etanol e combustíveis renováveis. Se essa convergência se consolidar, o empresário poderá, na prática, dissolver o muro informal que hoje mantém as companhias em campos distintos, alinhando produção e distribuição sob uma lógica de coordenação estratégica cada vez mais estreita. Seria quase uma fusão. Aonde Lopes pretende chegar ao investir na Vibra? A resposta parece cada vez mais clara.
Mercado
Valora testa a “primavera” dos Fiagros
2/03/2026Após um período de forte estiagem – e de quase demonização -, os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) estão voltando a florescer. Que o diga a Valora. Há informações no mercado de que a gestora já teria assegurado demanda para o follow-on de R$ 400 milhões do seu fundo listado na B3, o VGIA11. Com isso, o patrimônio do veículo de investimento saltará para cerca de R$ 1,2 bilhão. Ressalte-se que a oferta ainda poderá subir mais R$ 100 milhões, com a emissão de cotas adicionais. E não é só: na paralela, a Valora lançou recentemente um novo Fiagro, o Valora Agro Pré I, com o objetivo de captar R$ 450 milhões. No caso do VGIA11, a carteira é composta majoritariamente por CRAs e outros títulos estruturados da cadeia produtiva, com foco em operações pulverizadas e garantias reais. Já o Valora Agro Pré I foi estruturado no modelo master-feeder, permitindo maior flexibilidade na alocação em diferentes instrumentos do agronegócio, como CRAs, LCAs e CPRs.
Mercado
General Atlantic espreita a porta de saída na Pague Menos
27/02/2026Há rumores no mercado de que a General Atlantic planeja se desfazer de parte ou mesmo integralmente da sua participação na Pague Menos, um dos maiores grupos de varejo farmacêutico do país. A operação se daria por meio de um block trade em bolsa. Atualmente, a gestora norte-americana tem 9,8% do capital. Chegou a deter 17%, mas reduziu sua fatia no ano passado, aproveitando-se do follow on de R$ 250 milhões feito pela Pague Menos. Consta, inclusive, que a oferta de ações se deu, sobretudo, por pressão da General Atlantic. A gestora usou a operação como janela para se desfazer de parte dos papéis em seu poder. Ressalte-se que desde o follow on, em outubro, a ação da Pague Menos disparou, com uma alta acumulada superior a 100%. Ou seja: o desinvestimento da General Atlantic surfaria na onda da forte valorização dos papéis.
Mercado
Cosan avalia pulverização do capital da Compass
26/02/2026Há um zunzunzum no mercado de que a Cosan trabalha com a hipótese de abrir mão do controle da Compass Gás e Energia, com a pulverização do capital em bolsa. Na última segunda-feira, o grupo de Rubens Ometto comunicou ao mercado que avalia o IPO da empresa de distribuição de gás. A transformação da Compass em public company permitiria à Cosan buscar uma captação maior em meio ao seu árduo processo de reestruturação de capital e equacionamento do seu passivo. Como se não bastasse, cabe lembrar que o conglomerado empresarial terá logo ali na esquina o custo do aporte de recursos na Raízen, assim como sua sócia, a Shell – uma conta que pode chegar a R$ 5,5 bilhões. Ou seja: a Cosan precisa fazer caixa. A Compass é vista como um dos ativos mais cobiçados do setor. Tem participações em oito distribuidoras de gás, a começar pela maior empresa do setor no Brasil, a Comgás. O que, ressalte-se, não é garantia de sucesso em um IPO. Em 2020, a Cosan também iniciou o processo de abertura de capital da sua controlada. Mas engavetou o projeto. Vá lá que apareceu uma pandemia no meio do caminho.
Mercado
CPP amplia tese global de healthcare e volta os olhos ao Brasil
25/02/2026Circulam no mercado informações de que o Canada Pension Plan Investment Board (CPP Investments) — um dos maiores gestores de ativos do mundo, com mais de US$ 600 bilhões sob o seu guarda-chuva — tem planos de investir no setor de saúde no Brasil. O que se ouve no setor é que o fundo está prospectando negócios em infraestrutura hospitalar e clínicas de diagnóstico de alta complexidade. O CPP tem um histórico de investimentos globais em healthcare. O mais recente deles foi fechado há pouco mais de um mês: a formação de uma joint venture com a IRA Capital para adquirir e operar prédios médicos ambulatoriais nos Estados Unidos. Os canadenses aportaram US$ 143 milhões no negócio.
Mercado
Faros MFO entra no jogo das grandes fortunas e já mira aquisições
24/02/2026
Mercado
Após IPO, Agibank mira multiplataforma própria de crédito e risco
13/02/2026O mercado já mapeia os próximos passos do Agibank após o IPO na Bolsa de Nova York e o reforço de capital de US$ 240 milhões. Há informações de que o banco avalia a compra de empresas de infraestrutura de crédito em áreas como antifraude, biometria, analytics de crédito, plataformas de cobrança e esteiras digitais de originação. A lógica é clara: montar um ecossistema proprietário de originação, risco e cobrança e, com isso, reduzir custo de aquisição de clientes. Outra frente no radar do Agibank é infraestrutura de funding. A instituição financeira tem planos de capacidades ligadas à estruturação de FIDCs, securitização e gestão de carteiras. Ao mesmo tempo, o banco mira o mercado norte-americano, partindo da premissa de que o próprio IPO o credencia para associações ou compra de ativos nos Estados Unidos. O Agibank tem especial interesse na incorporação de negócios focados em prevenção a fraudes e inteligência de dados, que possam ser replicados em suas operações no Brasil.
Empresa
General Mills bate à porta de private equities para vender a Yoki
13/02/2026A General Mills ampliou o espectro de busca de um comprador para a Yoki. Segundo informações apuradas pelo RR, o grupo norte-americano tem conversado com gestoras de private equity. Entre os potenciais candidatos ao negócio estariam o Pátria Investimentos e o Advent. Somam-se a players da área de alimentos que já demonstraram interesse pela empresa, casos da Camil e da 3Corações. A General Mills comprou a Yoki em meados de 2012, desembolsando R$ 2 bilhões. Agora estaria tentando levantar algo entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões. Não é simples. Com uma ampla linha de produtos, que vai de farinha a salgadinhos, e faturamento anual na casa dos R$ 2 bilhões, a Yoki tem operado com margens cada vez mais apertadas, em muitos casos inferior a 10%. Procurada pelo RR, a General Mills informou que “não comenta rumores de mercado”.
Mercado
Capitânia monta plataforma para consolidar shoppings no Nordeste
12/02/2026
Mercado
“Liquidação” de ações antecipa decepção com o balanço do BB
11/02/2026No fim da tarde de ontem, em um movimento quase sincronizado, investidores institucionais descarregaram ações do Banco do Brasil, pressionando a cotação do papel. Segundo informações que circularam à boca miúda, o JP Morgan teria sido um dos principais puxadores das operações de venda. O movimento refletiu o pessimismo do mercado em relação aos resultados do BB em 2025, que serão divulgados hoje. Há estimativas de que a última linha do balanço mostrará uma queda de mais de 50% em relação ao lucro de 2024 (R$ 37,8 bilhões). O BB sofre os efeitos do aumento do risco de crédito e da inadimplência, sobretudo, no agronegócio. A instituição financeira é credora de quase todos os grandes grupos do setor que entraram em recuperação judicial, a exemplo da Agrogalaxy e do Grupo Formoso. O agronegócio é o maior segmento na carteira de crédito do BB – responde por mais de um terço. Quando vai bem, é sinônimo de resultados férteis para o banco. Quando vai mal, espalha algumas ervas daninhas no balanço da instituição financeira.
Mercado
The Simple Gym acelera expansão e mira entrada em São Paulo
11/02/2026A The Simple Gym vai anabolizar sua presença no mercado de fitness. Coqueluche entre influenciadores nas redes sociais, a startup carioca planeja abrir até três academias no Rio de Janeiro ao longo de 2026, duplicando o número de unidades. A ideia é ganhar musculatura para o passo seguinte: a entrada em São Paulo. O que se ouve no mercado é que esse movimento pode ser acompanhado de um novo aporte de capital. Entre os seus investidores, a figura principal é Rony Meisler, fundador da Reserva. Meisler aportou recursos na The Simple Gym no ano passado, por meio da Rebel Ventures, seu fundo de venture capital que tem como foco marcas do setor de saúde e de bem-estar. Para além do dinheiro que já colocou no negócio – e do que ainda deve colocar -, o empresário tem atuado como uma espécie de mentor estratégico da companhia, ajudando a calibrar posicionamento, crescimento orgânico e disciplina de execução — algo considerado crucial em um setor conhecido por queimar caixa como quem queima caloria na esteira.
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Suzano avalia venda de terras e ativos logísticos para reduzir alavancagem
10/02/2026Reduzir a alavancagem virou palavra de ordem na Suzano. A empresa está montando um pacote de ativos que serão colocados à venda, como forma de reforçar o caixa e alongar o passivo. Segundo fontes próximas à companhia, a desmobilização deverá começar por terras próximas a centros urbanos. São áreas que passaram por razoável valorização imobiliária nos últimos anos. Outro bloco sensível envolveria ativos logísticos, especialmente terminais portuários. É o caso do Itacel, no Porto de Itaqui (MA), e do Terminal de Uso Privado de Caravelas (BA). Até mesmo o Portocel, associação com a Cenibra em Aracruz (ES), pode entrar na temporada de desmobilização de participações. São empreendimentos vistos como atrativos para fundos de infraestrutura, dispostos a pagar múltiplos elevados por receitas previsíveis e contratos de longo prazo. Nesses casos, a ideia da Suzano não seria zarpar de vez desses empreendimentos, mas, sim, manter uma fatia acionária. No último balanço, em setembro de 2025, a relação dívida líquida/Ebitda da Suzano estava em 3,1 vezes. A empresa tem acenado ao mercado que pretende descer essa sarrafo para 2,5 vezes. Muito provavelmente ainda não vai ser nas demonstrações de dezembro, que serão divulgadas hoje pela empresa. Procurada pelo RR, a Suzano não se manifestou até o fechamento desta matéria.
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re.green entra na mira de fundos internacionais de clima
10/02/2026A re.green, startup brasileira de restauração ecológica, entrou no radar de fundos internacionais de investimento em clima e sustentabilidade. Um deles seria o TPG Rise Climate, da gestora norte-americana TPG, com quase US$ 300 bilhões em ativos. Fundada pelo economista Thiago Picolo e pelo cientista Bernardo Strassburg, a empresa tem a ambiciosa meta de restaurar um milhão de hectares de florestas na Amazônia e na Mata Atlântica. A re.green já recebeu aportes substanciais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): além de um contrato de cerca de R$ 187 milhões firmado no início de 2024, a re.green teve aprovado um novo financiamento de R$ 250 milhões do Fundo Clima, elevando o total de crédito a R$ 437 milhões. Além disso, tem entre seus investidores uma espécie de dream team, composto por Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, o family office da família Moreira Salles, e a gestora Dynamo, além do empresário Guilherme Leal, cofundador da Natura. O modelo de negócio da startup combina aquisição ou arrendamento de terras com parcerias com pequenos proprietários e empresas para viabilizar a recuperação florestal, remunerando investidores por meio da venda de créditos de carbono gerados nas áreas restauradas.
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Silvio Tini é um “ativo” cobiçado na disputa societária do Pão de Açúcar
9/02/2026Em meio às divergências societárias no Grupo Pão de Açúcar, Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado de capitais brasileiro, desponta como a pedra angular da assembleia de acionistas convocada para o próximo dia 27 de março. Tanto a família Coelho Diniz, dona da maior participação no capital (24,6%), quanto os minoritários Rafael Ferri e Hugo Fujisawa, que somam cerca de 4%, vêm tentando angariar o apoio de Tini. O investidor já tem cerca de 12% do GPA – e o que se ouve no mercado é que vem comprando mais ações em Bolsa. Ferri e Fujisawa tentam emplacar dois representantes no Conselho. Ao mesmo tempo, querem derrubar a poison pill prevista no estatuto, abrindo caminho para que qualquer investidor ultrapasse o sarrafo de 25% do capital sem a necessidade de uma oferta pelo restante das ações. Nessa disputa por espaço entre minoritários e a família Coelho Diniz, Tini tem o peso suficiente para fazer a balança pender para um lado ou para o outro. Seja pela sua crescente fatia no capital, seja pela conhecida disposição de intervir diretamente nos rumos das companhias de que se torna sócio. Um spoiler da assembleia: há informações no mercado de que Tini seria favorável à retirada da pílula de veneno. Procurado pelo RR, por meio da Bonsucex, sua holding de investimentos, Silvio Tini não retornou até o fechamento desta matéria.
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Os próximos passos do bilionário fundador da Brex
6/02/2026Corre no mercado que o investidor Henrique Dubugras, cofundador da Brex ao lado de Pedro Franceschi, planeja a criação de um fundo de venture capital próprio, usando parte do caixa construído após a venda bilionária da companhia. Recursos não lhe faltam. A fintech especializada na gestão de despesas corporativas foi adquirida pelo Capital One por US$ 5,15 bilhões no mês passado. Com 29 anos e uma fortuna estimada em cerca de US$ 1,5 bilhão, Dubugras figura como um dos empreendedores brasileiros mais respeitados e de maior notoriedade no Vale do Silício. A expectativa entre investidores e interlocutores próximos é que ele use a liquidez e a rede global de contatos para montar um veículo de investimento focado em tecnologia e inovação. No radar estão startups de infraestrutura financeira, insurtechs e empresas de software empresarial. Outra frente possível seria o apoio a startups brasileiras com ambições globais. Dubugras, que tem fama de prodígio entre seus pares, fez muito pela Brex. Agora, pode fazer também por um ecossistema de inovação entre startups brasileiras.
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Fictor, Reag e uma tabelinha cheia de impedimentos no Palmeiras
4/02/2026Ainda que involuntariamente, o Palmeiras tornou-se palco de uma tabelinha entre protagonistas de escândalos financeiros. Nos bastidores do clube, o que se diz é que o patrocínio da Fictor ao Verdão teria sido costurado por João Carlos Mansur, fundador da Reag, liquidada pelo Banco Central. Mansur é um nome influente na política do clube. Ocupa uma cadeira de membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras e, no passado, teve um papel razoavelmente relevante nas tratativas com a WTorre para a construção do Allianz Parque. Cisca daqui, dribla dali, a Fictor foi parar na camisa do Palestra. Firmado em 2025, o patrocínio renderia ao Palmeiras cerca de R$ 30 milhões por temporada. Renderia. O contrato foi rescindido na última segunda-feira após a Fictor entrar com pedido de recuperação judicial.
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Em meio à recuperação judicial, 2W entra no radar da Lumina
3/02/2026Corre à boca miúda no setor elétrico que a Lumina Capital Management mantém conversas com a 2W Ecobank. Em pauta um possível aporte de capital na empresa de energia. Trata-se de uma special situation bem ao gosto da gestora de Daniel Goldberg, Fernando Chica e cia. A 2W enfrenta uma recuperação judicial, com dúvidas superiores a R$ 2 bilhões. Entre os maiores credores estão Credit Suisse, BTG e Sumitomo. A empresa nasceu como uma comercializadora de energia e posteriormente montou um portfólio de projetos em geração eólica. A Lumina, ressalte-se, está capitalizadíssima para fazer o que faz de melhor: buscar ativos estressados. No fim do ano, a gestora conclui a captação de seu terceiro fundo, levantando US$ 1,5 bilhão. O setor de energia renovável é um prato cheio: está povoado de empresas que sofrem os efeitos perversos do curtailment, os cortes obrigatórios de geração de energia impostos pelo ONS.
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Azimut avança na gestão de recursos com novas aquisições no Brasil
2/02/2026O RR apurou que a italiana Azimut está negociando novas aquisições na área de wealth management no Brasil. Há duas operações no pipeline, ambas envolvendo portfólios superiores a R$ 10 bilhões, segundo uma fonte que a companha a movimentação da instituição. Em dezembro, a Azimut comprou o controle da Knox Capital, vinculada à XP e com uma carteira de aproximadamente R$ 7 bilhões sob gestão. No ano passado, a empresa chegou a R$ 50 bilhões sob gestão no Brasil. Nos bastidores, os italianos falam em duplicar essa cifra em até dois anos. O Brasil já é a terceira maior operação global da Azimut, que administra mais de US$ 100 bilhões em 20 países.
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Fundo canadense prepara sua saída do capital da Allos
30/01/2026
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Nem tudo é o que parece ser no jogo societário do Pão de Açúcar
29/01/2026Na condição de minoritários ativistas do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Hugo Fujisawa e Rafael Ferri falam por si ou são mímicos de terceiros? Essa é a pergunta que ricocheteia no mercado. A ofensiva da dupla, com a convocação da assembleia extraordinária de acionistas e a articulação para a indicação de até dois conselheiros, tem alimentado especulações de que ambos, na verdade, estão representando interesses alheios ainda não devidamente mapeados. Essa percepção ganhou ainda mais corpo com a proposta de derrubada da poison pill prevista no estatuto do GPA, formalmente apresentada por Fujisawa e defendida por Ferri. A extinção da pílula de veneno, que será levada à votação na assembleia prevista para 27 de março, permitirá que qualquer acionista tenha mais de 25% do GPA sem a necessidade de realizar uma oferta pública para a aquisição do restante do capital. Essa possibilidade tem suscitado uma segunda pergunta no mercado: Fujisawa e Ferri estariam dublando algum investidor ainda oculto na coxia ou personagens que já estão à vista de todos sobre o palco? Todos parecem estar dentro de uma sala de espelhos em que os reflexos mais confundem do que explicam. Por um lado, a retirada da poison pill possibilitará que qualquer player compre ações, monte uma posição relevante no capital e passe a disputar espaço com a família Coelho Diniz, hoje a principal acionista do Pão de Açúcar, com 24,6% do capital; por outro lado, o próprio clã pode ser o principal favorecido. O fim da cláusula de barreira permitiria aos Coelho Diniz aumentar sua fatia e consolidar sua posição hegemônica na gestão do grupo.
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Atlas busca aporte internacional para viabilizar projetos de minerais críticos
28/01/2026O que se diz em petit comité no setor de mineração é que a Atlas Critical Minerals abriu conversas com fundos de investimento internacionais na busca por um aporte de capital. A venda de uma participação acionária surge no radar com o objetivo de viabilizar os projetos da empresa na exploração de minerais críticos, notadamente terras raras, grafite de alta pureza e outros insumos estratégicos. Em janeiro, a companhia, controlada pelo investidor brasileiro Marc Fogassa, realizou um IPO simbólico na Nasdaq, precificando sua oferta inicial a cerca de US$ 8 por ação e levantando US$ 9,6 milhões. A operação serviu como um termômetro para dimensionar o apetite dos investidores por uma colocação de papéis à vera. Os projetos da Atlas no Brasil se concentram em Minas Gerais e Goiás, com foco em terras raras — essenciais para ímãs de alta performance, veículos elétricos e aplicações industriais estratégicas —, grafite de grau nuclear, titânio, cobre e urânio, além de uma frente de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero, que começou a gerar receita em 2025 e é vista como uma fonte de caixa inicial para sustentar iniciativas de maturação mais longa.
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Por que tamanho apetite da BlackRock pelos ADRs da Axia?
26/01/2026Há rumores no mercado de que a BlackRock tem atuado intensamente na ponta compradora de ADRs da Axia (ex-Eletrobras). A ofensiva da maior gestora de recursos do mundo, com mais de US$ 14 trilhões em ativos, seria uma das principais razões para a alta de 14% dos papéis acumulada nos últimos dias. O que a BlackRock farejou? Nas bolsas, há uma forte expectativa de que a Axia aumente a voltagem da sua política de dividendos em 2026. No ano passado, a empresa aprovou a distribuição recorde de R$ 8,3 bilhões a seus acionistas. Relatórios recentes de casas de análise já revisaram para cima as estimativas de lucro e de geração de caixa para 2026, criando um pano de fundo favorável para dividendos extraordinários ou aumento do payout. O gatilho mais imediato é a alta do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) – o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo no Brasil -, que tem impulsionado as margens das geradoras com maior exposição ao mercado livre. Soma-se a isso o histórico recente da companhia, que vem utilizando reservas de lucro e instrumentos societários para devolver capital aos acionistas. Como sempre, o BlackRock sabe muito bem onde está pisando.
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Loggi busca mais munição financeira para ocupar espaço deixado pela FedEx
23/01/2026Há um burburinho no mercado de que a Loggi é candidata a realizar uma nova rodada de capitalização. Seria uma oportunidade de buscar novos investidores, que se juntariam a grandes fundos de venture capital que já estão dentro do negócio – casos de SoftBank, Monashees, GGV Capital e Microsoft. A movimentação se dá em um momento frenético do mercado de encomendas expressas no Brasil. Para o bem e para o mal. A FedEx, um dos gigantes mundiais do setor, acaba de anunciar que encerrará suas operações de entregas domésticas no país a partir de fevereiro. Por um lado, a saída de cena da companhia abre espaço para a concorrência, ao “desbloquear” a demanda de e-commerces e operadores logísticos que eram atendidos pelos norte-americanos e agora terão de realocar volumes e contratos de frete nacional; por outro, a desistência escancara a dificuldade de um negócio com margens cada vez mais apertadas. Nos últimos anos, a Loggi expandiu sua operação de forma agressiva, ampliando sua rede de coleta e entrega para mais de quatro mil cidades e implantando centenas de centros de distribuição e pontos de parceria. No entanto, fontes de mercado já sinalizavam, em rodadas de investimentos anteriores, a necessidade da empresa de reforçar sua estrutura de capital. Em setembro do ano passado, a Loggi fechou um financiamento de R$ 102 milhões junto à Finep, sua primeira capitalização desde 2021.
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PicPay, dos irmãos Batista, chega à Nasdaq com demanda cheia
22/01/2026Informação que circula à boca miúda no mercado: a J&F, dos irmãos Batista, já tem demanda garantida para a totalidade dos papéis do PicPay que serão colocados na Nasdaq. Mais do que isso: a procura pelas ações já teria superado em aproximadamente 20% o valor da oferta. Ao todo, a J&F planeja levantar US$ 434 milhões, o que significa um valuation de US$ 2,6 bilhões para a fintech. Um personagem importante da operação é Marcelo Claure, híbrido de megainvestidor e principal executivo da chinesa Shein na América Latina. Além da Bicycle, sua gestora, ter se comprometido a aportar US$ 75 milhões no IPO do PicPay, o próprio Claure se envolveu diretamente nas sondagens junto a fundos internacionais, ajudando a construir o book antes mesmo da fase final de precificação.
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CloudWalk mira IPO em Nova York e testa apetite de investidores internacionais
20/01/2026A CloudWalk planeja realizar seu IPO em Nova York, possivelmente ainda neste semestre. Segundo informações colhidas pelo RR, a fintech de pagamentos fundada por Luis Silva tem feito sondagens junto a investidores internacionais para medir a temperatura do mercado e avaliar a demanda pelos papéis. Leva como principal chamariz a crescente operação nos Estados Unidos, por meio do aplicativo JIM.com, lançado em 2024 e voltado para pequenos empreendedores e microcomércios. Entre outros serviços, a startup vem se notabilizando no mercado norte-americano pelo uso de ferramentas de IA vinculadas, por exemplo, ao FedNow, equivalente ao Pix nos EUA. A CloudWalk, que tem entre seus acionistas fundos globais – Coatue, DST Global e Valor Capital – virou uma máquina de fazer dinheiro. No terceiro trimestre, sua receita anualizada chegou a US$ 1,2 bilhão. Por sua vez, o lucro projetado para 12 meses bateu nos US$ 128 milhões. Além disso, a fintech mantém hoje mais de R$ 13 bilhões em FIDCs. É com esses números vistosos que Luis Silva tem se sentado frente a frente com os potenciais investidores para o IPO.
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Ferri amplia ofensiva e lidera bloco de minoritários no Pão de Açúcar
20/01/2026Para todos os efeitos, o novo pedido de assembleia do Grupo Pão de Açúcar (GPA), divulgado ontem, leva a assinatura do investidor Hugo Shoiti Fujisawa. No mercado, porém, é voz corrente que a caligrafia pertence a outro acionista: Rafael Ferri. Passo a passo, Ferri tem conseguido reunir ao seu lado um bloco de minoritários com o objetivo de se contrapor ao principal acionista do GPA, a família Coelho Diniz. O burburinho é que seu mais novo aliado seria Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado brasileiro. Desde o fim do ano passado, Tini tem comprado ações da rede varejista na Bolsa. Já teria algo em torno de 4%. Somando-se à participação conjunta de Ferri e de Fujisawa, o trio conta com 8% do capital. E há outros “minoritários-satélite” que têm se engajado à ofensiva. Ou seja: aos poucos vai se formando uma coalização capaz de, no mínimo, dar alguma dor de cabeça aos Coelho Diniz, donos de 24,5%. Ferri já havia solicitado anteriormente uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mas o pedido foi negado pelo Pão de Açúcar na semana passada. Agora, volta à carga tendo ao seu lado um vozerio maior de acionistas. O que está em jogo é a indicação de dois nomes para o Conselho de Administração da GPA e, consequentemente, uma participação mais ativa na gestão da rede varejista. Entre outros pontos de atrito que têm se acumulado nos últimos meses, Ferri e Fujisawa foram contrários à mudança de CEO da companhia – conforme informou o RR. Partiu dos Coelho Diniz a decisão de contratar Alexandre Santoro para o cargo, até então ocupado interinamente pelo CFO da empresa, Rafael Sirotsky.
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Capitânia articula nova captação no CPOF11 em meio a deal bilionário
16/01/2026
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Agibank busca Plano B diante de obstáculos para IPO em Nova York
14/01/2026O Agibank avalia alternativas para a captação de recursos diante do iminente adiamento do seu IPO em Nova York, segundo informações filtradas pelo RR. Entre as hipóteses sobre a mesa, estaria um aumento de capital por parte dos atuais acionistas. Ou a entrada de um novo investidor, por meio de um aporte primário, com a consequente diluição das participações dos sócios. O controle do Agibank está nas mãos do fundador da instituição, Marciano Testa, com 70%. Os 30% restantes são divididos entre a Vinci Partners, de Gilberto Sayão, e a Lumina, de Daniel Goldberg. O plano do banco era protocolar o seu pedido de IPO nos Estados Unidos ainda neste mês, mas a operação deve ser postergada – conforme informou a Bloomberg no último dia 9. O pano de fundo é o abalo reputacional da instituição financeira a partir das suspeições levantadas pelo INSS. No fim do ano passado, a autarquia suspendeu a concessão de novos empréstimos consignados a aposentados pelo Agibank. Uma auditoria da CGU identificou supostas irregularidades em operações realizadas pelo banco. Conforme o RR antecipou, investidores internacionais já haviam sinalizado sua resistência a participar da oferta de ações por questões de compliance. O RR entrou em contato com o Agibank, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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Advent prepara venda do controle da Allied
9/01/2026Circula à boca miúda no mercado que o Advent abriu conversações com potenciais candidatos à compra da Allied, empresa de distribuição de eletrônicos, como smartphones e notebooks, com faturamento anual superior a R$ 4 bilhões. Do outro lado da mesa estão fundos de private equity. Um deles seria o Vinci Partners. O Advent detém uma participação de 65%. O desafio é realizar o desinvestimento sem consumar um prejuízo. Há 11 anos, a gestora norte-americana pagou aproximadamente R$ 1 bilhão pelo controle da Allied. Hoje, o valor de mercado da companhia é de aproximadamente R$ 800 milhões.
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Bendine surge como o nome certo no lugar certo para o Digimais
23/12/2025
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O (muito) que ainda falta para a fusão entre Kepler Weber e GSI
22/12/2025
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Perfin escala o capital da Copasa em meio ao processo de privatização
22/12/2025Circula no mercado que, na semana passada, a Perfin Investimentos voltou a comprar volumes expressivos de papéis da Copasa na B3. Entre participação direta e ações por empréstimo na carteira de seus fundos, a gestora já tem algo próximo de 10% do capital votante da estatal mineira. A nova investida causou ainda mais estranheza entre os operadores do mercado porque uma semana antes a Perfin havia liquidado parte dos instrumentos derivativos de liquidação vinculados a papéis da Copasa. A intensa movimentação da gestora de Ralph Gustavo Rosenberg e José Roberto Ermírio de Moraes Filho em torno da estatal chama ainda mais atenção pelo timing. A instituição financeira monta uma posição no capital no momento em que a Copasa dá alguns passos para a sua privatização. Na semana passada, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o projeto que autoriza a desestatização da empresa, possivelmente mediante a sua transformação em public company. Mantida a atual participação, a Perfin já começaria esse jogo com um razoável quinhão societário da Copasa, ainda mais em um cenário de pulverização do seu capital. Procurada pelo RR, a Perfin não se manifestou.
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JiveMauá encontra um terreno fértil em meio a créditos podres
19/12/2025
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Aegea e BRK Ambiental entram juntas na estreita curva dos IPOs
18/12/2025
Mercado
Agibank enfrenta crise de desconfiança às vésperas de IPO em Nova York
12/12/2025Na iminência de realizar seu IPO em Nova York, o Agibank terá de debelar uma crise de confiança entre investidores internacionais. Corre no mercado que uma grande gestora norte-americana já teria sinalizado que não participará da oferta do banco por restrições impostas por suas regras de compliance. O motivo é a recente decisão do INSS de suspender, por tempo indeterminado, a concessão de novos empréstimos consignados pela instituição financeira. Uma auditoria da CGU identificou irregularidades em operações de crédito, incluindo pouco mais de mil operações assinadas após o falecimento dos supostos tomadores do financiamento. Em agosto, a autarquia já havia suspendido o contrato com o Agibank para o pagamento da folha de benefícios previdenciários após “denúncias de graves violações”. O RR fez seguidas tentativas de contato com o Agibank, por meio da sua assessoria de imprensa, ao longo de toda a tarde de ontem, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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Raízen avalia grupamento de ações para conter erosão do papel
11/12/2025Circulam no mercado rumores de que a Raízen poderá anunciar, ainda neste ano, um grupamento de ações. Seria uma forma de estancar a sangria do papel, que desde o início do ano acumula uma queda de quase 60% no rastro da disparada do passivo da empresa. Ressalte-se que a B3 já alertou a joint venture entre a Cosan e a Shell pelo tempo em que a ação vem sendo negociada abaixo de R$ 1. Pelas normas da Bolsa, caso a cotação fique em patamar inferior a esse valor por mais de 30 pregões consecutivos, a empresa é instada a apresentar um plano para se reenquadrar nessa cláusula de barreira. No caso da Raízen, já são 46 pregões seguidos em que a ação se mantém abaixo de R$ 1. Os principais fundos têm se desfeito da sua posição na empresa, diante da sua descontrolada alavancagem. O passivo de curto prazo da companhia chegou a R$ 53 bilhões em setembro, ou seja, uma relação dívida líquida/Ebitda de 5,1 vezes – contra 2,6 vezes no terceiro trimestre do ano passado.
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Aumento de capital desponta como um teste de fogo para a Casas Bahia
9/12/2025O pré-Natal da Casas Bahia promete ser tenso. A assembleia extraordinária convocada pela empresa para o dia 17 dezembro, com o objetivo de deliberar sobre um aumento de capital de até R$ 13,25 bilhões, funcionará como um teste da confiança — ou desconfiança — do mercado em relação à atual gestão. O aumento de capital, apontado pela diretoria como peça central para reduzir dívida líquida e reequilibrar o fluxo financeiro, exige dos acionistas disposição para aportar novos recursos ou aceitar diluições substanciais — uma preocupação real para investidores que já viram a ação cair quase 70% apenas nos últimos oito meses. Nos bastidores, gestoras e credores discutem se a diretoria e mesmo a Mapa Capital, que assumiu o controle acionário há alguns meses, têm lastro suficiente para levar adiante um plano deste porte. Entre os investidores, a percepção é que a aprovação ou não da capitalização poderá ter impacto até mesmo na permanência de Renato Franklin no cargo de CEO. Franklin carrega como handicap o acordo com os credores da rede varejista para a renegociação de R$ 4 bilhões em dívidas. Mas esse crédito do executivo pode vir a se deteriorar no caso de um resultado adverso na assembleia de credores. Até porque a Casas Bahia tem apresentado uma performance financeira ainda errática. No terceiro trimestre, a companhia teve prejuízo de R$ 496 milhões, 34% a mais do que em igual período no ano passado. Ao menos, o Ebitda chegou a R$ 587 milhões, alta de 19,6% sobre o terceiro trimestre de 2024.
Last but not least: nesse contexto, há ainda a variável Michael Klein, que tanto pode ser um fator de apoio ou de instabilidade para a Casas Bahia – ultimamente a segunda hipótese tem prevalecido. Em abril, Klein tentou derrubar o presidente do Conselho da empresa, Renato Carvalho do Nascimento. E tem permanentemente feito gestões junto a outros minoritários com o objetivo de interferir na gestão da companhia – vide RR (https://relatorioreservado.com.br/noticias/o-teste-de-fogo-para-a-governanca-da-casas-bahia/). Por tudo isso – e por ser quem é, filho do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein – o empresário será um personagem importante na assembleia de acionistas.
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Warburg Pincus aposta pesado em tecnologia para alavancar a VOLL
8/12/2025Tecnologia, tecnologia e mais tecnologia. Esse é o eixo central da estratégia de investimentos que vem sendo alinhavada pelo Warburg Pincus para a VOLL, empresa de gestão de viagens corporativas adquirida no mês passado junto à Localiza. A maior parcela dos quase R$ 300 milhões aportados pelos norte-americanos na companhia será destinada à montagem de uma nova estrutura digital. A ordem é usar e abusar de IA, para automação de reservas e reforço em processos preditivos de venda e alertas de oportunidade a clientes. O setor, de uma maneira geral, ainda opera com um grau expressivo de processos quase analógicos. A VOLL deve movimentar neste ano cerca de R$ 2 bilhões em GMV (Gross Merchandise Volume ou Volume Bruto de Mercadoria). O que se diz no mercado é que a Warburg Pincus tem com meta aumentar esse valor em 50% nos próximos dois anos.
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Kinea prepara fundo de infraestrutura e mira Copasa em 2026
8/12/2025O RR apurou que a Kinea, braço de private equity do Itaú, planeja montar um novo fundo voltado a investimentos em infraestrutura, com ênfase na área de saneamento. O alvo principal, nesse caso, é a Copasa, que o governo Romeu Zema promete levar a leilão em 2026. A Kinea entraria na disputa de mãos dadas com a Aegea, da qual é acionista. Replicariam assim o modelo da Corsan, a empresa de água e esgoto do Rio Grande do Sul – ambas são sócias no consórcio que arrematou a concessionária. A Kinea tem cerca de R$ 140 bilhões sob gestão, mas o setor de infraestrutura ainda ocupa uma parcela pequena do portfólio, algo em torno de R$ 900 milhões.
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CloudWalk acelera o passo para seu IPO em Nova York
4/12/2025A CloudWalk, uma das maiores fintechs brasileiras da área de pagamentos, está acelerando os preparativos para abrir o capital na Nasdaq. Segundo o RR apurou, sua intenção é realizar a operação no primeiro semestre de 2026. A instituição financeira já tem sondado investidores internacionais para aferir a demanda. Tem colocado sobre a mesa números reluzentes. Até setembro, sua receita anualizada bateu nos R$ 6,4 bilhões, mais do que o dobro do valore registrado em 2024 (R$ 2,7 bilhões). Significa dizer que a fintech deverá romper pela primeira vez a barreira de US$ 1 bilhão em faturamento – em 2019, seu primeiro ano, a receita foi da ordem de US$ 2 milhões. Fundada pelo investidor Luis Silva, a CloudWalk tem se mostrado uma máquina de captar recursos, notadamente por meio de Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs). Nos últimos quatro anos, estruturou 11 FIDCs, no valor total de R$ 14,7 bilhões. Na operação mais recente, fechada há cerca de dois meses, a fintech levantou R$ 4,2 bilhões. O RR entrou em contato com a CloudWalk, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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BR Partners sai em busca de uma nova geografia societária
3/12/2025O BR Partners está organizando um roadshow para o início de 2026, junto a investidores da Europa e do Oriente Médio. O que se diz no mercado é que o alvo vai além dos hedge funds tradicionais. No caso do Oriente Médio, a intenção do banco de investimentos é atrair fundos soberanos da região.
É o esforço do BR Partners para aumentar sua base de acionistas estrangeiros após a abertura de capital na Nasdaq, com a emissão de ADRs realizada em setembro. Ressalte-se que os números recentes do banco não têm ajudado muito. Impactado por um mercado de M&As mais fraco – seu principal segmento de atuação -, o BR Partners reportou um lucro de R$ 42 milhões no terceiro trimestre, queda de 15,8% em relação a igual período em 2024. O ROE, por sua vez, recuou de 23,7% para 20,9% na comparação entre os mesmos intervalos.
Mercado
HSI coloca o pé na soleira do mercado de imóveis residenciais
3/12/2025
Mercado
QI Tech desponta como candidata à compra de Fidcs da antiga Reag
1/12/2025
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SC Lowy deve seguir passos da Pimco e deixar capital da Oi
1/12/2025Há um zunzunzum no mercado de que a SC Lowy também vai zerar sua posição na Oi, em torno de 3% do capital. Seguiria, assim, os passos da Pimco, que, na semana passada, se desfez da sua participação de 19,8% na empresa de telecomunicações. O nome dos compradores não foi divulgado, mas especula-se que os papéis tenham ficado com fundos dedicados a special situations e distressed assets. SC Lowy e Pimco detinham bonds da companhia e se tornaram acionistas após a conversão da dívida em equity. Ocorre que o risco Oi está cada vez mais alto. No último dia 5 de novembro, o juiz Igor Fonseca Rodrigues, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a desconsideração de personalidade jurídica do grupo de acionistas de referência da empresa, formado exatamente pela Pimco e pela SC Lowy, além da Ashmore. Ao mesmo tempo, decretou a destituição dos diretores da operadora que haviam sido indicados pelo trio. Pior: a decisão trouxe a reboque a ameaça de execução de bens dos sócios para o pagamento de dívidas trabalhistas da Oi.
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JP Morgan enche o prato de ações da MBRF
27/11/2025
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Investidores da Vibra vão à CVM por risco de conflito com a Inpasa
25/11/2025
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Riza desarma campo minado da Virgo no ecossistema de securitização
24/11/2025A Riza passou no teste de fogo da incorporação da Virgo, vista como um campo minado de suspeições. No mercado, o entendimento é que a instituição financeira do trio Daniel Lemos, Paulo Mesquita e Renato Jerusalmi debelou o que ameaçava se tornar uma crise de confiança em relação à própria securitização de títulos. A Riza separou o joio do trigo na carteira da Virgo, neutralizando o risco de que operações talvez menos ortodoxas contaminassem a indústria de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Um dos casos mais rumorosos foi a suposta utilização indevida de clientes para investir em um CRI da Cedro Participações. O negócio rendeu uma denúncia contra a Virgo na CVM, feita por um executivo da própria securitizadora, Eduardo Levy. No entorno da Riza, havia um certo receio de que a compra da Virgo pudesse, de alguma forma, respingar na reputação da casa, o que não aconteceu, nem de longe. Prova disso é que a empresa de investimentos acaba de levantar R$ 400 milhões com a emissão de um Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais). O resultado, considerado robusto dada a conjuntura, funcionou como uma espécie de “prova de estresse” bem-sucedida.
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Saída do Pátria levanta dúvidas sobre a gestão da Smart Fit
18/11/2025A saída do Pátria Investimentos do capital da Smart Fit ainda neste ano estava escrita nas estrelas – e no RR. Agora, a expectativa do mercado se volta ao impacto que o leilão de ações prestes a ser realizado pela gestora pode vir a ter sobre a configuração acionária e, mais do que isso, sobre a gestão da rede de academias. A oferta de 12,9% da empresa de uma só vez abre caminho para a entrada ou para o fortalecimento de investidores institucionais já presentes no capital da Smart Fit, caso do GIC, fundo soberano de Cingapura, e da canadense CPPIB. A hipótese de consolidação de um acionista de relevância, na contramão da pulverização, aumenta a probabilidade de mudanças no Conselho e na própria gestão executiva, historicamente nas mãos da família Corona, uma das fundadoras da empresa. Há um componente adicional nessa ginástica. O desinvestimento do Pátria e o consequente redesenho societário se dão no momento em que o CEO, Edgar Corona, prepara seu filho, Diogo Corona, COO da companhia, para assumir a presidência. A ver se esse roteiro, escrito a quatro mãos entre os Corona e os Pátria, será mantido.
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Motiva enfrenta dilema com a venda de seus aeroportos
17/11/2025
Mercado
A difícil reconstrução da PDG
14/11/2025A PDG está no meio do fogo cruzado. Nos últimos dias, ricocheteiam no mercado especulações sobre o futuro da incorporadora imobiliária. De um lado, surge a informação de que a empresa estaria prestes a ser alvo de uma aquisição hostil em bolsa – hoje, seu market cap não passa de R$ 6,6 milhões; do outro, há relatos de que o management da companhia estaria até mesmo trabalhando com a hipótese de encerramento gradual das atividades caso não haja um novo aporte de capital. Em contato com o RR, a PDG rechaça essa possibilidade. A empresa informou ter retomado suas operações com dois empreendimentos em obras: o ix. Tatuapé, com entrega prevista para os próximos meses e o ix. Santana. A companhia diz ainda que “há previsão de novos lançamentos em um futuro breve”.
O fato é que a crise financeira da PDG tem contribuído para alimentar dúvidas e questionamentos em relação aos próximos passos da empresa. A companhia atravessou uma conturbada recuperação judicial entre 2017 e 2021 para a repactuação de mais de R$ 8 bilhões. Mesmo com o fim da RJ, ainda não conseguiu dar ao mercado sinais claros de recuperação. No ano passado, teve um prejuízo de R$ 336 milhões, frente um lucro de R$ 1,74 bilhão em 2023. No primeiro semestre deste ano, acumulou perda de R$ 183 milhões, 35% superior à registrada no mesmo período em 2024. Em outubro, a PDG anunciou o segundo grupamento de ações no ano na tentativa de conter o desabamento dos papéis. Desde janeiro, a ação caiu 99,7%. Hoje, é negociada em torno de R$ 0,010.
Além das dificuldades de performance da PDG, o mercado se ressente também da falta de informações mais claras sobre o atual quadro societário da empresa. No mês passado, houve dois grandes movimentos de acionistas. O Itamaracá Fundo de Investimento em Direitos Creditórios vendeu integralmente a sua participação, equivalente a 35,1% do capital. Quase que simultaneamente, o VKR Fundo de Investimento em Direitos Creditórios se desfez de toda as ações da incorporadora em sua carteira, correspondente a 33,18%. Perguntada sobre a atual composição acionária, a PDG disse ao RR que “possui capital muito pulverizado e controle difuso, sem acionistas com posição acima de 5%”. A empresa afirmou ainda que “a saída do Itamaracá é reflexo da capitalização de créditos em ações com posterior monetização. Desta forma, a saída do Itamaracá, ou de qualquer outro acionista advindo do mecanismo de capitalização de créditos em ações, é prevista quando se trata de conversão de dívidas em equity, conforme Plano de Recuperação da Companhia”.
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Nova rodada de capitalização entra na mira da Akad
13/11/2025Há um zunzunzum no mercado que a Akad, insurtech controlada pela GP Investimentos, avalia realizar uma nova rodada de capitalização. O que se diz à boca muda é que a empresa já vem sondando fundos de venture capital. O aporte permitiria à empresa a expansão para novos segmentos do mercado segurador, notadamente com produtos mais massificados. A perspectiva de uma nova capitalização ocorre menos de dois anos após a Akad levantar R$ 110 milhões em sua Série A, liderada pela Valor Capital, com participação de Endeavor Scale-Up Ventures, Actyus e Across Capital. A startup é uma das plataformas digitais de seguros que mais crescem no país, apoiada por um modelo altamente automatizado: 80% das apólices são emitidas online, com uso intensivo de inteligência artificial. A Akad ampliou sua atuação além do seguro empresarial para pequenas e médias empresas, obtendo autorização da Susep para operar também no segmento de pessoas físicas.
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Começa a “Fase 2” do Flourish Ventures no Brasil
12/11/2025Corre na Faria Lima que o norte-americano Flourish Ventures vai iniciar ainda neste ano uma nova rodada de investimentos no Brasil. Depois de uma primeira fase voltada a bancos digitais e carteiras de pagamento, vide o Banco Neon, a gestora de venture capital de Pierre Omidyar, fundador do Ebay, mira em startups que operem nos cruzamentos entre finanças e outras áreas da economia. No radar empresas que misturam crédito com educação profissional, serviços financeiros com soluções de saúde ou tecnologia para microempreendedores informais. O que se diz no mercado é que o Flourish concentra seu interesse em plataformas que possam sobreviver sem rounds sucessivos de capital, com clientes pagantes e base sólida de receita. A gestora administra cerca de US$ 850 milhões em ativos.
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Novo investidor desponta como prioridade na Agrogalaxy
10/11/2025Corre no mercado que o Aqua Capital, de Sebastián Popik, tem feito sondagens junto a outros private equities com o objetivo de vender parte da Agrogalaxy, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do país. A empresa está em recuperação judicial, com uma dívida superior a R$ 4 bilhões. Uma parte significa do problema já foi equacionada com a repactuação da dívida e a redução dos compromissos de curto prazo para R$ 1,6 bilhão. Ainda assim, o entendimento é que a Agrogalaxy precisa de dinheiro novo para revigorar sua operação – um dinheiro que o Aqua não está disposto a desembolsar. A crise financeira achatou a companhia. Antes eram 140 lojas; hoje, são 60. No terceiro do trimestre do ano passado, a empresa tinha mais de R$ 600 milhões de pedidos; agora, esse número caiu praticamente à metade – algo em torno de R$ 330 milhões. Além da necessidade de capitalização da Agrogalaxy, há motivações de ordem reputacional para o Aqua Capital reduzir sua participação. A grave situação da empresa respingou na imagem da gestora no mercado. Até porque a casa de investimentos não tem colhido bons resultados no agronegócio. Igualmente controlada pelo Aqua, a Solubio, fabricante de biológicos on-farm, também atravessou um período turbulento por conta de um complexo processo de renegociação de dívidas, mais precisamente R$ 120 milhões em CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
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Cogna ganha musculatura na negociação com Yduqs
7/11/2025
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Databricks tem mais startups brasileiras no seu radar
4/11/2025A Databricks, gigante norte-americana de dados e inteligência artificial avaliada em mais de US$ 100 bilhões, prepara novos movimentos no Brasil. Corre no mercado que a empresa trabalha com uma pré-seleção de cinco startups das áreas de processamento de dados e automação de IA. Ao menos um dos aportes deverá ser anunciado ainda neste ano. Em setembro, por meio do Databricks Ventures, seu braço de investimentos, o grupo norte-americano fez sua primeira operação no país, ao injetar recursos na catarinense Indicium, que aplica ferramentas de analytics moderno, com integração de dados em tempo real. Com isso, o Brasil entrou no seleto rol de países com investimentos do fundo de venture capital da Databricks, juntando-se a Canadá, Israel, Holanda e China, além, claro, dos Estados Unidos. O veículo tem participações em 29 startups, sendo 21 delas norte-americanas.
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Andreessen Horowitz recoloca o Brasil no seu radar
31/10/2025
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Afinal, o que o Magazine Luiza está ganhando com a AliExpress?
30/10/2025O anúncio da parceria entre a Casas Bahia e o Mercado Livre colocou o Magazine Luiza na berlinda – vide a queda de 6% do papel em único pregão, na última quinta-feira. O mercado tem questionado o acordo similar firmado entre a rede de Luiza Helena Trajano e a chinesa AliExpress no ano passado. Aos olhos dos minoritários, o negócio tornou-se uma zona um tanto quanto cinzenta. Nas palavras do gestor de um fundo acionista do Magazine Luiza, os investidores se ressentem da escassez de informações acerca dos resultados da aliança, que envolve a venda cruzada de produtos nas duas plataformas de e-commerce. Há poucos dados disponíveis sobre fluxo de pedidos, participação do cross-border, volume de faturamento e até mesmo sobre o portfólio ofertado de parte a parte. No mercado, existe uma percepção de assimetria. A leitura é que o Magazine Luiza abriu sua vitrine e assumiu parte do ônus logístico do parceiro, sem comprovar o retorno. Já o AliExpress teria capturado tráfego e base local. O RR encaminhou uma série de perguntas ao Magazine Luiza, mas não obteve retorno.
Mercado
Caixa estuda emissão de títulos no exterior
24/10/2025A Caixa Econômica avalia realizar uma emissão de bonds até o fim do ano. O banco já estaria, inclusive, fazendo sondagens junto a potenciais tomadores. A Caixa vislumbra a possibilidade de matar dois coelhos com uma só cajadada. O primeiro deles é aproveitar a demanda reprimida por seus títulos. A instituição financeira teve uma amostra do apetite do mercado em maio, quando lançou US$ 700 milhões em bonds. Na ocasião, a procura chegou a US$ 3,5 bilhões. Além disso, a Caixa enxerga uma oportunidade na janela que se abriu para captações de empresas brasileiras no exterior. A Prio levantou US$ 700 milhões no início do mês. Em setembro, Aegea e Vamos amealharam, respectivamente, US$ 750 milhões e US$ 350 milhões com a colocação de títulos em dólar.
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Quanto valem os ativos florestais da Eucatex?
21/10/2025
Mercado
Dona da C&A Brasil estuda nova venda de ações de olho na disparada do papel
16/10/2025Há um forte bochicho no mercado de que a holandesa Cofra, controlada da C&A, estuda vender até o fim do ano mais uma fatia da sua participação na subsidiária brasileira. A holding da família Brenninkmeijer detém 52% da C&A Brasil. Em novembro de 2024, por meio de um leilão em bolsa, os holandeses negociaram o equivalente a 13% da companhia. De lá para cá, o papel deu um salto: acumula uma alta de 42%. Nesse intervalo, inclusive, a ação da C&A Brasil chegou a sua máxima histórica, R$ 19,94 em junho deste ano. No mercado, há quem acredite que o papel tem tudo para voltar a esse patamar em breve, o que aumenta o estímulo para a Cofra ofertar ações em mercado. Procurada pelo RR, a C&A Brasil não se manifestou.
Mercado
Centauro enxerga o futuro voltando para o passado
14/10/2025- No mercado, a leitura é que a SBF Ventures, criada pelo Grupo SBF/Centauro com o objetivo de consolidar um ecossistema de ativos para além do varejo, parece estar com os dias contados. No início de outubro, o conglomerado do empresário Sebastião Bonfim vendeu suas participações nos canais Desimpedidos e Acelerados e na empresa de corridas e eventos X3M. Há outros negócios ainda pendurados na SBF Ventures, notadamente da área de entretenimento, que também deverão ser ofertados em mercado. Aos poucos, o grupo está fazendo o caminho de volta às origens, focando seus esforços na rede de artigos esportivos Centauro. Os últimos meses da companhia têm sido marcados por queda das margens e pela entrega de resultados mais fracos aos acionistas – o lucro no segundo trimestre, de R$ 46 milhões, caiu 79% em relação ao mesmo período em 2024.
Mercado
A difícil missão da PDG de manter suas quatro paredes sólidas
7/10/2025O aumento de capital de R$ 345 milhões homologado pela PDG na semana passada pouco ou nada serviu para diluir a desconfiança do mercado em relação ao próprio futuro da companhia. A operação se deu basicamente pela conversão de debt em equity, com a consequente entrada de credores no capital. Ou seja: dinheiro novo que é bom, nada. A ducha de água gélida foi tão grande que a ação despencou 61% em um único pregão, na última sexta-feira. Aos olhos dos investidores, a PDG tem poucas chances de soerguimento se não receber uma substancial injeção de recursos. Com uma receita pequena – apenas R$ 54 milhões no primeiro semestre deste ano, um grão de areia para quem já faturou R$ 10 bilhões ao ano -, a incorporadora não tem gerado caixa para fazer frente a sua dívida. Entre janeiro e junho, registrou ínfimo Ebitda de R$ 2,3 milhões. No mesmo período, teve um prejuízo de R$ 185 milhões, 35% a mais do que as perdas registradas em igual intervalo no ano passado. Na falta de um aporte de capital, a alternativa vista pelos investidores seria a PDG vender um volume expressivo de terrenos – seu landbank soma aproximadamente R$ 3 bilhões.
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Família Roldão encontra uma porta fechada no Pão de Açúcar
7/10/2025A eleição dos novos conselheiros do Grupo Pão de Açúcar (GPA), ontem, trouxe uma pista sobre o futuro societário da companhia. Aos olhos do mercado, a Roldão Atacadista, uma das postulantes à compra da participação do Casino, é carta fora do baralho. A família Coelho Diniz, hoje a maior acionista individual do GPA, com 26,4%, se articulou nos bastidores junto a outros investidores para brecar a indicação de Ricardo Roldão, acionista da Roldão. Há algumas semanas, o empresário vem comprando ações do Pão de Açúcar em Bolsa. Roldão via na sua nomeação para o Conselho uma forma de ter, desde já, influência nos desígnios da companhia e, assim, costurar por dentro, a possível compra da participação de 22,5% do Casino. Ficou na vontade. Faltaram votos para Roldão garantir uma cadeira no board.
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Com selo de investment grade, Vibra prepara captação
2/10/2025Há informações no mercado que a Vibra avalia uma emissão de títulos em dólar. Seria a primeira captação da empresa após obter seu grau de investimento – na semana passada, a S&P Global Ratings atribuiu à companhia a nota BBB- com perspectiva estável, dois degraus acima da classificação de risco do Brasil (BB). A Vibra vislumbra a oportunidade de se aproveitar da janela que se abriu para empresas brasileiras. A Aegea emitiu recentemente US$ 750 milhões em bonds. Já a Vamos, locadora de máquinas e caminhões, levantou US$ 350 milhões com a emissão de títulos em dólar. Procurada pelo RR, a Vibra não quis manifestar.
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Investidor argentino prepara o bote sobre ativos da Loma Negra
1/10/2025O empresário argentino Marcelo Mindlin, fundador do Grupo Emes, está muito perto de colocar as mãos na Loma Negra, a controlada da Intercement no país vizinho. Mindlin vai chegar com munição de sobra à assembleia geral de acionistas da companhia marcada para o próximo dia 6. Nos últimos dias, Mindlin comprou mais uma fatia da dívida da cimenteira da Mover Participações, antiga Camargo Corrêa. Ao lado de um grupo de investidores estrangeiros, o empresário já havia adquirido os créditos do Itaú e do Banco do Brasil contra a Intercement, no valor superior a R$ 4,2 bilhões. Os detentores de bonds detêm o equivalente a 80% do passivo total da companhia e, com conversão de debt em equity, devem assumir o controle acionário. O fatiamento dos ativos ainda é algo a ser decidido, mas, nos bastidores, Mindlin não esconde o apetite em encampar o braço da Intercement na Argentina. A Loma Negra reúne 23 fábricas de cimento, com capacidade instalada de 28 milhões de toneladas por ano, além de 14 unidades de produção de concreto.
Mercado
Kinea e Pátria têm um duelo na área de real estate
26/09/2025Kinea, leia-se Banco Itaú, e Pátria estão travando uma disputa no mercado por recursos para dois de seus principais fundos de real estate. Executivos das duas gestoras têm batido à porta de grandes investidores institucionais – em alguns casos, à mesma porta – na tentativa de assegurar demanda para suas respectivas ofertas, lançadas simultaneamente. Trata-se de um teste não apenas para Kinea e Pátria, mas para a própria indústria de fundos imobiliários no Brasil neste momento. Ambas ambicionam realizar o maior lançamento da modalidade no ano. A Kinea busca captar R$ 2,5 bilhões para o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11). Já o Pátria anunciou a emissão de cotas do fundo imobiliário HGLG 11 no valor de R$ 2 bilhões. Mas a oferta pode chegar a R$ 2,5 bilhões caso seja exercido o lote adicional de 25%.
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Intercement negocia mais um waiver com credores
25/09/2025A InterCement já se movimenta para conseguir uma nova prorrogação do período de proteção contra credores – o prazo atual expira em 9 de outubro. A extensão aprovada deu algum fôlego à companhia, mas a direção não conseguiu finalizar todos os termos necessários para consolidar o plano de recuperação. As negociações com os credores ainda esbarram em cláusulas financeiras, garantias e compromissos de reestruturação. Outro ponto crucial é a montagem de uma estrutura financeira capaz de suportar os desembolsos previstos sem comprometer o caixa no curto prazo. O maior entrave é o empresário argentino Marcos Marcelo Mindlin e seu grupo Generación Argentina S.A, que compram boa parte dos bonds em poder do Itaú e do Banco do Brasil.
Mercado
A melancólica retirada da Reag da B3
25/09/2025A decisão dos novos controladores da Reag de cancelar o registro de companhia aberta é mais uma camada de cimento na lápide sobre o conglomerado financeiro idealizado por João Carlos Mansur. E, mais do que isso, sobre a forma como ele foi construído. A Reag chegou à B3 em janeiro deste ano na esteira do take over da GetNinjas, após o contencioso que ejetou o então acionista de referência da empresa, Eduardo L’Hotellier. A partir da tomada do controle, Mansur aproveitou-se do registro da companhia para fazer um IPO reverso e levar a Reag para a Bolsa. Os tempos de capital aberto não duraram sequer oito meses. No mercado, a saída da B3 é interpretada como uma confissão dos novos acionistas de que a Reag passará a ser um negócio bem menor quando comparada à gestora com R$ 300 bilhões em ativos pré-Operação Carbono Oculto. Neste momento, por sinal, o maior desafio do grupo de executivos que assumiu o controle da firma é reter os grandes investidores institucionais após a grave crise deflagrada pela acusação de servir para lavagem de dinheiro do PCC.
Mercado
Azul perde altitude na carteira da BlackRock
23/09/2025Corre no mercado que, nos últimos dias, a BlackRock se desfez de um significativo volume de ações da Azul, o que ajudaria a explicar a queda de 10% do papel nos últimos cinco pregões. É o segundo movimento mais contundente dos norte-americanos na ponta de venda no intervalo de quatro meses. A maior gestora de ativos do mundo, com uma carteira de mais de US$ 12 trilhões, chegou a ter quase 6% da Azul. Agora, já estaria abaixo dos 4%. Tão ou mais importante do que o percentual negociado, é o efeito simbólico do recuo da BlackRock. Aos olhos do mercado, trata-se de uma mensagem de que os norte-americanos não levam muita fé no plano de repactuação das dívidas da companhia aérea no âmbito do chapter 11, a lei de recuperação judicial dos Estados Unidos.
Mercado
Matrículas abertas: Cogna procura um sócio para sua plataforma de cursos livres
23/09/2025A Cogna busca um sócio para a Voomp, sua plataforma de cursos livres. Há conversas com fundos de private equity, segundo uma fonte próxima à empresa. Criado há quase três anos, o negócio ainda opera no vermelho. No setor, a leitura é que a Cogna não encontrou até o momento o “pulo do gato” para se para se diferenciar em um mercado superofertado. Além da competição com outros marketplaces da área de educação, como a Alura, da Crescera Capital (ex-Bozano), a Voomp enfrenta a crescente concorrência com influencers que oferecem cursos para tudo e para todos na internet, especialmente no TikTok e no YouTube. São oponentes sem custos fixos elevados: bastam uma ring light, uma boa narrativa de venda e viralização nas redes sociais. Consultada, a Cogna não se pronunciou.
Mercado
Acionistas da Pague Menos precisam acertar os ponteiros para o follow-o
18/09/2025Os dois maiores acionistas da Pague Menos ainda buscam uma convergência em relação ao melhor timing para o follow-on da empresa. O que se diz no mercado é que a General Atlantic, dona de 17% do capital, é quem mais pressiona pela oferta de ações. Os norte-americanos querem usar a operação como porta de saída da companhia. Por sua vez, o empresário Deusmar de Queirós, acionista controlador, ainda não estaria convicto de que este é o melhor momento para a colocação dos papéis. O entendimento é que a Pague Menos poderia levantar um volume maior de recursos mais à frente, ao acentuar a redução do seu nível de alavancagem. Hoje, a relação dívida líquida/Ebitda é de 2,6 vezes. Ao que parece, a General Atlantic vai impor sua visão e seu senso de premência. Na última segunda-feira, a empresa anunciou ao mercado que avalia uma oferta primária (novas ações) e secundária (com a venda de títulos já existentes), no valor total de R$ 250 milhões. Consultada pelo RR, a Pague Menos limitou-se a reproduzir o Fato Relevante divulgado ao mercado, confirmando que “a potencial oferta, se concretizada, envolverá ações de emissão da Companhia e de fundos geridos pela General Atlantic”.
Mercado
Vivo reforça o caixa do seu fundo de venture capital
16/09/2025A Vivo está aumentando sua aposta na área de venture capital. Corre no mercado que a operadora espanhola aportará algo em torno de R$ 100 milhões adicionais na Vivo Ventures, seu braço para investimentos em startups. O fundo já levantou cerca de R$ 320 milhões, dos quais aproximadamente metade foi alocada em empresas em desenvolvimento. O primeiro sinal de que a operação de venture capital da Vivo subiu de patamar veio na semana passada. A Vivo Ventures assinou seu maior cheque, ao aportar R$ 35 milhões na gestora Parallax, uma das maiores acionistas da fintech Asaas.
Mercado
Agronegócio está longe de ser um solo fértil para a Aqua Capital
15/09/2025A renegociação de R$ 120 milhões em CRAs (Créditos de Recebíveis Agrícolas) aliviou o garrote da Solubio, mas está longe de resolver a entressafra financeira da companhia. A fabricante de bioinsumos para o setor agrícola precisa reforçar seu caixa e alongar o perfil do seu passivo, superior a R$ 200 milhões. A Aqua Capital, acionista controladora, trabalha com dois cenários: uma captação em mercado via emissão de dívida ou um novo aporte de recursos próprios. Segundo fontes próximas à empresa, o pêndulo está mais para a primeira hipótese. Isso porque a gestora do argentino Sebastian Popik também tem seus limites. No fim do ano passado, já liderou um aumento de capital na Solubio de R$ 100 milhões para fazer frente a uma delicada situação financeira que ameaçava travar a companhia. Além disso, a Aqua tem outro problema ainda maior em sua carteira para equacionar: a Agrogalaxy, também sua controlada. A empresa, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, que entrou em recuperação judicial com uma dívida superior a R$ 4,5 bilhões. O RR fez seguidos contatos com a Aqua Capital, mas não obteve uma resposta até o fechamento desta matéria.
Mercado
Novos donos da Reag buscam um híbrido de investidor e cleaner
9/09/2025O acordo de management buyout da Reag Investimentos seria apenas um rito de transição. O grupo de executivos da gestora que fechou a compra do controle, no último fim de semana, já estariam em busca de um sócio externo para a operação. No limite, há, inclusive, a possibilidade de venda de uma participação majoritária. A disposição de trazer um “forasteiro” para o negócio tem diferentes motivações. A chegada de um novo investidor funcionaria como um cobertor financeiro. Por ora, ainda não está claro quais serão os impactos de médio prazo da Operação Carbono Oculto sobre a saúde financeira da Reag, notadamente no que diz respeito à perda de clientes. Ao mesmo tempo, a entrada de um novo acionista teria um valor simbólico. Ajudaria no processo de higienização da imagem da empresa de investimentos. Neste momento, é praticamente inevitável que o mercado olhe com desconfiança para uma “nova” gestão conduzida pelos antigos executivos da empresa, todos ligados ao ex-controlador, João Carlos Mansur. Se houve falhas no compliance da Reag, mais especificamente no processo de diligência da origem dos recursos de alguns de seus investidores, elas se deram sob a administração dos mesmos dirigentes que agora estão assumindo o controle. Consultada pelo RR, a Reag não se manifestou.
Mercado
Grupo Ultra estuda mais um aporte de capital na Hidrovias
8/09/2025Há um bochicho no mercado de que a Ultrapar avalia realizar um novo aporte na Hidrovias do Brasil. Seria mais um movimento do grupo com o objetivo de equilibrar a estrutura de capital da empresa e reduzir o nível de alavancagem. Ressalte-se que, desde o fim do ano passado, a relação dívida líquida/Ebitda da companhia já recuou de 6,6 para quatro vezes, por conta da capitalização de R$ 500 milhões feita pelo Ultra e da venda de ativos, como a transferência das operações de cabotagem no Pará para a Norsul. Esta última permitiu à Hidrovias do Brasil se livrar de mais de R$ 500 milhões de passivo. Mesmo assim, o índice de alavancagem atual ainda é considerado alto pelo acionista controlador. Mesmo porque uma relação dívida líquida/Ebitda de 3,5 vezes já é suficiente para disparar os covenants atrelados a debêntures da empresa.
Mercado
CVM investiga disparada das ações da Casas Bahia
5/09/2025A súbita elevação das ações da Casas Bahia acendeu o sinal de alerta na CVM. Segundo informações apuradas pelo RR, a autarquia deverá abrir um processo para investigar movimentações atípicas com o papel da rede varejista.
Entre os pregões da última sexta-feira, dia 29 de agosto, e da segunda-feira desta semana, 1º de setembro, as cotações subiram mais de 50%. Ressalte-se que, nos 12 meses anteriores, o papel acumulava uma queda de 45%, o que aumenta a estranheza com a súbita valorização.
A CVM já teria mapeado as instituições financeiras que mais operaram com ações da Casas Bahia nos dois dias. Consultada pelo RR, a CVM informou que não “comenta casos específicos”. A autarquia limitou-se a dizer que “acompanha e analisa informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.” Talvez seja esse o caso.
Em parte, o aumento das ações da Casas Bahia é atribuído a um movimento chamado de short squeeze. À medida que as cotações começaram a subir, gestoras que vinham apostando na queda da ação se viram obrigadas a zerar rapidamente sua posição.
Com a reduzida quantidade de papéis no mercado, esses investidores foram forçados a cobrir sua posição e a buscar ações para honrar as vendas no mercado à vista, o que pressionou as cotações para cima. Pode até fazer sentido, mas, aos olhos da CVM, não justifica o boom dos preços.
Mercado
Warren Buffett foi generoso com Lemann e cia.
4/09/2025A “desfusão” da Kraft Heinz, anunciada na última quarta-feira, é um atestado de que nem tudo que Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles tocam vira ouro. Um ano e meio após a 3G vender sua participação no negócio, a cisão da companhia coloca por terra o projeto do megagrupo de alimentos idealizado pelo trio, um Frankestein corporativo que jamais gerou os resultados esperados. No ano passado, a receita global da Kraft Heinz foi de US$ 26,5 bilhões, 3% inferior à registrada em 2016 (US$ 27,4 bilhões), primeiro exercício completo após a fusão. Nesse mesmo período, o setor de alimentos como um todo nos Estados Unidos cresceu 58% – de US$ 760 bilhões, em 2016, para US$ 1,2 trilhão, em 2024. A queda de faturamento até pode ser atribuída à desmobilização de ativos no meio do caminho, como a divisão de queijos na América do Norte e a marca de nozes e amendoins Planters. Ocorre que a própria venda de unidades de negócio faz parte do problema e não da solução, uma vez que a maioria delas se deu por dificuldades de integração entre as diversas operações que Lemann, Sicupira e Telles tentaram apinhar na mesma gôndola. Isso para não falar de episódios desabonadores. Em 2021, a Kraft Heinz fechou um acordo com a SEC e pagou uma multa de US$ 62 milhões para encerrar uma investigação sobre fraudes contábeis. Dois anos antes, a empresa realizou um impairment de US$ 15,4 bilhões de marcas como Kraft e Oscar Mayer, uma das maiores baixas contábeis já realizadas por uma corporação nos Estados Unidos. Na própria quarta-feira, logo após o anúncio do spinf off, Warren Buffett, parceiro de longa data da tríade de investidores brasileiros e ainda hoje maior acionista individual da Kraft Heinz, manifestou publicamente sua decepção com a companhia: “A fusão não se revelou uma ideia brilhante”. Buffett foi generoso com Lemann e cia. A julgar pelos números, a percepção do mercado é ainda pior. Desde a sua criação, em 2015, a empresa perdeu metade do seu market cap.
Mercado
Há mais senões do que cifras na venda da Reag Investimentos
4/09/2025Os executivos da Reag Investimentos que articulam a aquisição da gestora estão amarrando um contrato de risco com o atual controlador, João Carlos Mansur. A proposta não prevê qualquer desembolso imediato pelo negócio. Haveria um tempo de carência, de 12 a 24 meses, para o pagamento. O valor, por sua vez, só seria fixado ao final desse prazo e calibrado em função da carteira de ativos retidos e dos resultados financeiros. Ou seja: do que restará da Reag após a grave crise reputacional deflagrada com as denúncias de envolvimento com o PCC. E, mesmo assim, com todas essas amarras, os executivos da gestora ainda não estão certos de que assumirão esse risco apenas entre si. O que corre no mercado é que eles buscam parceiros externos para a compra do controle da Reag.
Mercado
Os próximos passos do Mercado Livre no varejo farmacêutico
4/09/2025A aquisição da Cuidamos Farma, drogaria localizada em Jabaquara, na capital paulista, é apenas a primeira drágea de uma posologia maior. O Mercado Livre deverá partir para a compra de outras farmácias. O objetivo é montar uma rede de distribuição que permita não apenas a venda física, mas, sobretudo, o abastecimento do e-commerce. Ou seja: as lojas serão uma operação secundária, atuando em função da estratégia digital do grupo. Nesse sentido, a Cuidamos Farma funcionará como uma “cobaia”, que permitirá ao Mercado Livre testar modelos de negócio, como o “click & collect”, no qual o cliente compra um produto online e o retira numa loja física, ou “Subscribe & Save”, literalmente um serviço de assinatura para entregas automáticas de medicamentos de uso contínuo. Tudo devidamente turbinado pelo Mercado Pago, o braço financeiro do grupo.
Mercado
XP e Tauá mandam tabelinha com a Reag para escanteio
2/09/2025A acusação de envolvimento da Reag Investimentos com o PCC calou fundo na XP Investimentos e na Tauá Partners. A dupla discute se deve ou não seguir adiante com o projeto de compra da SAF da Portuguesa de Desportos e reforma do estádio do Canindé, uma operação da ordem de R$ 1,4 bilhão feita em parceria com a Revee, controlada da Reag. Procurada pelo RR, a Tauá não quis comentar o assunto. A XP, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria. A rigor, a gestora de João Carlos Mansur já é tratada como carta fora do baralho, dadas as circunstâncias. Ainda assim, mesmo sem a incômoda companhia, XP e Tauá temem os eventuais danos reputacionais de permanecer em um negócio até então compartilhado com a Reag e, mais do que isso, bastante identificado com a figura de Mansur. A ver.
Mercado
Escândalo policial tira Virgo das mãos da Reag Investimentos
1/09/2025Além da queda de 15% do seu market cap em único dia, as acusações de envolvimento com o crime organizado tiveram outro impacto imediato sobre a Reag Investimentos. O escândalo forçou a gestora a desistir da aquisição da securitizadora Virgo, de Ivo Koz. A Reag esteva no páreo até os últimos metros – em uma disputa com o Pátria e a Riza Asset Management, que acabou fechando o negócio. Há informações de que as tratativas entre as duas empresas avançaram até a noite da última quarta-feira. Nas primeiras horas do dia seguinte, no entanto, estourou a Operação Carbono Oculto, com a operação de busca e apreensão na sede da Reag. Ainda que os dois casos sejam absolutamente incomparáveis, a Virgo também enfrenta um momento delicado. A securitizadora é alvo de uma investigação da CVM por possíveis irregularidades no uso de recursos de fundos de reserva de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
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Kinea avança a passos largos no capital da LWSA
28/08/2025Circula no mercado que, nos últimos dois dias, a Kinea, leia-se Itaú, voltou a atuar fortemente na ponta compradora de ações da LWSA, a antiga Locaweb. A gestora de recursos já teria ultrapassado os 10% de participação no capital da empresa de tecnologia – há pouco mais de um mês, essa fatia era de apenas 5%. Com isso, tornou-se o terceiro maior acionista, atrás do bloco formado pelos acionistas fundadores (28%) e pela norte-americana General Atlantic (15%). A investida tem alimentado especulações sobre a disposição da Kinea de participar da gestão da LWSA, com a indicação de um representante para o Conselho.
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Reag Investimentos busca o “perdão” da CVM
28/08/2025Há informações no mercado de que a Reag Investimentos vai apresentar à CVM uma nova proposta de termo de compromisso na tentativa de encerrar as investigações referentes à compra da GetNinjas. A primeira oferta de acordo feita pela gestora de João Mansur, que previa o pagamento de R$ 300 mil, acabou rechaçada pela autarquia. Conforme descrito no próprio Processo Administrativo Sancionador instaurado pela CVM (no 19957.018146/2024-16), “após analisar o caso, o Comitê de Termo de Compromisso (CTC) entendeu não ser conveniente e oportuna a aceitação da proposta apresentada, considerando (a) a gravidade do caso; (b) e que as referidas aquisições de participação acionária relevante foram seguidas de efetiva aquisição do controle da GetNinjas pelo Fundo Reag, sendo que, atualmente, esse fundo detém 65,018% do capital da Companhia”. Em contato com o RR, a CVM informou que, “a depender da análise concreta do caso, os acusados estarão sujeitos às penalidades dispostas no art. 11 da Lei 6385/76”. O referido artigo prevê penas que vão de advertência ou multa à inabilitação temporária de até 20 anos para o exercício de cargo de administrador ou de conselheiro fiscal de companhia aberta. Também consultada, a Reag não se manifestou até o fechamento desta matéria.
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Estados Unidos viram um ponto de interrogação na MRV
18/08/2025Vender ou não vender? Eis o dilema da MRV em relação à Resia, seu braço imobiliário nos Estados Unidos. A empresa, com negócios na Flórida, Texas e Geórgia, tem se notabilizado como um sugadouro de recursos, com forte impacto contábil sobre a holding. Em julho, a MRV realizou em seu balanço um impairment de US$ 144 milhões referente a perdas da subsidiária norte-americana. Feita essa assepsia nas demonstrações contábeis, os investidores aguardam que a MRV dê seu veredito em relação ao futuro da Resia. No fim do ano passado, a empresa de Rubem Menin anunciou o plano de alienação de US$ 800 milhões de ativos nos Estados Unidos até 2026. Desse total, apenas US$ 117 milhões foram cumpridos até o momento. No mercado, há informações de que, entre os cenários contemplados, a MRV avalia a venda de todos os empreendimentos imobiliários e do banco de terrenos da Resia, com o consequente fechamento da companhia. Procurada, a MRV não quis comentar o assunto.
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Investidores só têm olhos para a baixa temporada da CVC
15/08/2025
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Frubana deixa o Brasil, mas ainda tem contas a pagar
15/08/2025Nem tudo é prosperidade no mercado de delivery no Brasil. Em meio ao investimento recorde do iFood, à chegada da chinesa Meituan e ao retorno da 99Foods, a colombiana Frubana encerrou suas atividades no país deixando para trás pendências financeiras. O que se diz no mercado é que a plataforma de entrega de itens de supermercados teria acumulado dívidas com parceiros comerciais e processos trabalhistas. Ao todo, a startup tinha cerca de 500 funcionários no país. A Frubana se notabilizou por seu revés multilateral. Mesmo após receber mais de US$ 270 milhões de pesos-pesados do venture capital, como Tiger Global, Monashees e Softbank, já havia fechado suas operações na própria Colômbia e no México. O Brasil era o último fio de esperança da plataforma de entregas se manter de pé. O RR tentou contato com o investidor Fabián Gómez Gutiérrez, fundador da Frubana, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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A nova estratégia de Lemann, Telles e Sicupira na área de real estate
11/08/2025Quais serão os próximos passos de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles na área de real estate? O recente processo de alienação de ativos da São Carlos Empreendimentos, controlada pelo trio, tem alimentado especulações no mercado.
No setor, há informações de que a empresa está reduzindo seu portfólio de edifícios comerciais para aumentar sua posição em outros segmentos, como galpões logísticos e industriais. Existe um boom na demanda por estruturas de armazenagem, notadamente com a crescente chegada de grandes grupos de e-commerce chineses no Brasil.
O que também se ouve ao pé do ouvido é que a São Carlos avalia criar seus próprios fundos de investimento, em parceria com uma gestora da área de real estate. O objetivo seria atrair capital, sobretudo, de administradoras de fortunas e de family offices. É dinheiro que chama dinheiro que chama dinheiro.
Esse reposicionamento justificaria a intensa venda de ativos dos últimos meses. Em junho, a São Carlos se desfez de 19 imóveis do Best Center, sua vertical de centros de conveniência, por R$ 308 milhões.
No mês passado, a empresa de Lemann, Sicupira e Telles negociou em um só pacote oito prédios comerciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas para a gestora JiveMauá. Com o acordo, embolsou mais R$ 837 milhões.
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Na Pague Menos, sai a expansão agressiva e entra a redução do passivo
8/08/2025A Pague Menos, um dos maiores grupos do varejo farmacêutico do país, está passando por um momento de inflexão estratégica. Depois de anos de forte expansão, a prioridade agora é reduzir o nível de alavancagem, ou seja, frear a expansão da rede de lojas para se concentrar no equilíbrio financeiro. O total de inaugurações neste ano deve girar em torno de 50 lojas, número modesto para os padrões recentes do grupo controlado por Deusmar de Queirós. Cada tempo com a sua prioridade. Entre junho de 2024 e junho deste ano, a Pague Menos já reduziu sua relação dívida líquida/Ebitda de 3,4 vezes para 2,6 vezes. Mérito do executivo Jonas Marques Neto, primeiro CEO da companhia de fora da família controladora. O índice, no entanto, ainda está acima do patamar considerado confortável pela direção da empresa. Internamente, o grupo cearense trabalha com a meta de chegar a uma relação de 2 para 1 até o fim deste ano.
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Minoritários da Zamp contestam valor da oferta pública
8/08/2025Corre no mercado que duas gestoras minoritárias da Zamp estão questionando o valor da oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pelo Mubadala para fechar o capital da empresa. O fundo de Abu Dhabi apresentou uma proposta de R$ 3,50 por ação da companhia, controladora do Burger King no Brasil. A cifra representa um prêmio ínfimo sobre o atual valor de tela – R$ 3,48 no fechamento de ontem. O leilão está marcado para o dia 8 de setembro. Até lá, os dois minoritários insurretos deverão buscar a adesão de outros investidores como forma de pressionar o Mubadala a aumentar a oferta. O fundo precisa da aprovação do equivalente a dois terços do free float para assegurar o fechamento de capital da Zamp.
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Regulamentação do BR do Mar vira um barco sem rumo
5/08/2025Um dos pontos mais importantes da regulamentação do BR do Mar, programa de estímulo à navegação de cabotagem, está à deriva. Até o momento, o governo não conseguiu fixar os critérios para definição das chamadas “embarcações verdes”, ou seja, as normas socioambientais que terão de ser cumpridas pelas companhias de navegação para ter direito a benefícios da nova legislação. O anúncio das regras vem sendo sucessivamente postergado. Em seu mais recente aceno às empresas do setor, o Ministério dos Portos e Aeroportos e a Antaq garantiram que a regulamentação será apresentada em novembro. Os armadores duvidam da promessa. O receio no setor é que o arremate na legislação seja rebocado para o ano que vem, atrasando ainda mais sua implementação. Entre outros benefícios, o BR do Mar prevê que as “embarcações verdes” terão acesso facilitado a recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e prioridade na análise de processos administrativos. Além disso, a tonelagem afretada pode chegar a 100% da capacidade da frota, em vez de limitações de até 50%. São bons estímulos, desde que saiam do papel.
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Ebrasil e cia. se movimentam para aumentar quinhão na Brava Energia
4/08/2025O bloco de acionistas da Brava Energia comandado pela Yellowstone, leia-se o Grupo Ebrasil, quer aumentar seu latifúndio no capital. O grupo tem se movimentado para comprar ações em poder de minoritários. O caminho para a investida foi aberto no último dia 10 de julho, com a derrubada da pílula de veneno que impunha restrições a participações societárias acima de 25%. Logo após a extinção da poison pill, Ebrasil, JiveMauá e a família Queiroz Galvão formaram um agrupamento que detém aproximadamente 20% do capital. O que se diz no mercado é que a tríade quer chegar a 35%, não apenas com a aquisição de papéis em bolsa, mas eventualmente atraindo também outros minoritários, caso da Maha Energia. O objetivo seria a montagem de um bloco de controle da petroleira. Em tempo: o apetite da Ebrasil, JiveMauá e Queiroz Galvão por ações tem se refletido na cotação em mercado. Nos últimos 20 dias, o papel acumula alta de 13%.
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Fundadores da Tok & Stok lançam nova cartada para recuperar controle da empresa
1/08/2025Os empresários Régis e Ghislaine Dubrule não desistem. Corre no mercado que o casal pretende levar à GTF Capital uma proposta para a compra de uma participação relevante na Toky, grupo criado a partir da fusão da Mobly com a Tok & Stok, fundada pelos Dubrule. Buscam, inclusive, o apoio dos bancos credores para a investida. Na última quarta-feira, um grupo de gestoras encabeçada pela GTF, do investidor Rafael Ferri, fechou a aquisição de 42,7% da holding junto à alemã Home24. Na prática, os Dubrule querem assumir o controle e a gestão do negócio. Só não se sabe se para manter ou desfazer a fusão por dentro. Régis e Ghislaine, que detinham uma participação de 40% da Tok&Stok, sempre se mostraram contra o M&A com a Mobly, chegando, inclusive, a acionar a Justiça na tentativa de suspender a operação.
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Gestora de fortunas de Dubai prepara desembarque no Brasil
31/07/2025Corre na Faria Lima que a Holborn, gestora de fortunas sediada em Dubai, prepara-se para abrir um escritório em São Paulo até o início de 2026. Nas últimas semanas, representantes da firma de investimentos vêm mantendo contatos com bancos e fundos de venture capital no Brasil. O desembarque no país faz parte de uma estratégia de expansão global, por ora ainda bastante centrada na Ásia e na África. A maior parte do patrimônio sob gestão da Holborn, na casa dos US$ 5 bilhões, vem de investidores ingleses e norte-americanos.
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Quem vai cuidar das joias da Vivara?
28/07/2025No mercado, a leitura é que a indicação de Paulo Kruglensky para o board da Vivara representará, na prática, um downgrade do CEO da companhia, Icaro Borrello. Entre os investidores, predomina o entendimento de que Kruglensky não está voltando para ser apenas um conselheiro a mais e, sim, para ter ingerência direta na gestão executiva da companhia. Sobrinho do empresário Nelson Kaufman, fundador e principal acionista da Vivara, o executivo foi presidente da rede de joalherias entre 2021 e 2024. Em sua gestão, ganhou prestígio junto ao mercado por entregar resultados consistentes de forma sucessiva. Não por acaso, sua saída do cargo no ano passado, quando o próprio Kaufman assumiu a presidência, mergulhou a Vivara em uma crise de governança e de confiança, que levou à derrubada das ações. O resultado foi tão catastrófico que poucos dias depois o empresário deixou à gestão.
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BTG é mais do que um credor para a Aeris
25/07/2025O BTG, ao que parece, está em uma categoria “especial” entre os credores da Aeris, fabricante de equipamentos de energia eólica da família Negrão. O que se diz no mercado é que o banco de André Esteves tem auxiliado o clã nas negociações com outras instituições financeiras para a renegociação do passivo da companhia. A dívida total supera R$ 1,5 bilhão.
O entrosamento entre o BTG e a Aeris tem alimentado especulações sobre a possível entrada do próprio banco no capital da empresa. Procurado pelo RR, o BTG não quis comentar o assunto.
Recentemente, o BTG fechou um acordo com a companhia para a renegociação de uma dívida em torno de R$ 200 milhões, referente ao financiamento de uma subscrição de ações em 2023. Com isso, os Negrão ganharam mais dois anos para recomprar os direitos econômicos sobre os papéis – os direitos políticos pertencem à família. Isso até lá não houver um novo acordo dentro do acordo, dando ao BTG a efetiva posse das ações e consequentemente poder de voto na Aeris. A ver.
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Saída da Previ enfraquece minoritários da BRF na disputa contra a Marfrig
24/07/2025No mercado, a leitura é que a recém-anunciada saída da Previ do capital da BRF praticamente aniquila a ofensiva dos minoritários que contestam os termos da fusão com a Marfrig. Os principais “órfãos” são o fundo Latache e Adriano Fontana, da família fundadora da Sadia. Os dois investidores vêm tentando adiar mais uma vez a assembleia de acionistas convocada para deliberar sobre a operação – a CVM já remarcou o evento em duas ocasiões. Latache e Fontana apostavam suas fichas no poder de pressão do fundo de pensão, que também contestava as condições do M&A junto à autarquia. Como se não bastasse, a saída de cena da Previ automaticamente fortalece ainda mais a posição de Marcos Molina, fundador da Marfrig. Ao adquirir a participação da fundação, Molina aumentou sua participação no capital da nova empresa resultante da fusão de 51% para 59%. Era pedra cantada. A investida de Molina sobre as ações pertencentes à Previ estava escrita nas estrelas. E no RR, que antecipou a informação.
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Alavancagem pesa sobre o telhado da Eternit
4/07/2025
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Basf mira novo FIDC na casa de R$ 1 bilhão
30/06/2025A Basf está preparando a terra para o lançamento de mais um FIDC no Brasil. Segundo fonte do setor financeiro, a empresa e a gestora Opea já estariam discutindo uma nova emissão para o primeiro semestre de 2026, com possibilidade de ampliação do tíquete e diversificação do perfil de investidores. A estrutura pode repetir a fórmula de sucesso: cotas sêniores lastreadas em recebíveis de produtores e distribuidores. A Basf captou R$ 800 milhões em sua terceira emissão do Opea Agro Insumos FIDC no início de 2025, consolidando esse modelo como um braço estratégico de financiamento para a distribuição de insumos agrícolas no país. O crescimento consistente do volume emitido — quase o dobro em relação à primeira captação, em 2022 — reforça a expectativa em relação à nova rodada em estruturação. E com cifras superiores à anterior. Há informações de que o novo fundo pode ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão. Procurada, a Basf não quis se manifestar.
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O que esperar da Aura Minerals após o IPO na Nasdaq
27/06/2025Prestes a realizar seu IPO na Nasdaq, a Aura Minerals estuda ampliar sua liquidez na B3, com medidas como recompra de ações ou eventual desdobramento após a conclusão da emissão no mercado norte-americano, segundo fontes próximas à companhia. A empresa deve anunciar também novos investimentos nas minas brasileiras — em especial no projeto Borborema (RN) — e avalia aquisições que possam complementar sua presença na América Latina.
Com a operação na Nasdaq, a Aura estima levantar cerca de US$ 300 milhões. Segundo informações filtradas pelo RR, a empresa já teria assegurado demanda para esse valor. Com receita de US$ 624 milhões nos últimos 12 meses até março e quatro minas operacionais (além de uma em ramp-up), a Aura vem de um ciclo de valorização expressiva: os papéis triplicaram de valor ao longo do último ano, impulsionados pela alta do ouro.
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Brasil receberá maior aporte do novo fundo da Advent para América Latina
24/06/2025
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Marfrig e BRF contam os votos para isolar investidores contrários à fusão
17/06/2025Segundo informações filtradas pelo RR, Marfrig e BRF calculam que vão chegar à assembleia geral extraordinária (AGE) com mais de 75% dos minoritários a favor da fusão entre as duas empresas – entram na conta apenas os votos válidos, ou seja, excluindo-se abstenções. A estimativa, ressalte-se, congrega tanto minoritários que já declararam seu voto à distância como aqueles que se pronunciarão formalmente somente na AGE, mas já teriam adiantado sua posição em conversas reservadas com as duas companhias. A Assembleia estava originalmente marcada para amanhã, mas foi suspensa pela CVM, que solicitou mais informações sobre a operação. Um mero detalhe, no entendimento da Marfrig e da BRF. Para as duas empresas, o principal já estaria feito. O contingente de mais de 75% votos favoráveis ao M&A já seria o bastante para isolar os minoritários contrários aos termos da operação. É o caso da gestora Latache e do investidor Alex Fontana, que entraram com manifestação na CVM contestando os termos de troca de ação no M&A.
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Aura Minerals garimpa investidores para a sua oferta na Nasdaq
16/06/2025
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Canary conclui captação de seu novo fundo
16/06/2025O tempo parece estar melhorando para a indústria de venture capital, que passou por uma longa temporada de chuvas. A Canary, dos investidores Florian Hagenbuch e Marcos Toledo, concluiu a captação de seu novo fundo, atingindo a meta de captação em torno de US$ 120 milhões – inclusive, com demanda acima desse valor. Sob certo aspecto, a gestora tem um hedge natural: a maior parte da sua base de cotistas é formada por investidores institucionais, como o IFC, do Banco Mundial. A Canary tem participações em startups como Buser e Alice. Historicamente, a gestora assinou cheques médios na casa dos US$ 3 milhões. No entanto, o que se diz no mercado é que ela deverá adotar uma postura mais comedida nos futuros investimentos, com desembolsos próximos dos US$ 2 milhões.
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A chapa esquenta na Zamp, controladora do Burger King
12/06/2025Fundos minoritários da Zamp, dona do Burger King no Brasil, estão se reunindo em bloco na tentativa de barrar a primeira oferta do Mubadala para o fechamento de capital da empresa. Um dos principais “insurretos” é a gestora norte-americana King Arthur, dona de 5,06% da companhia. O que se diz no mercado é que os investidores buscam esticar o preço para a casa dos R$ 3,70 – a proposta apresentada pelo fundo de Abu Dhabi é de R$ 3,50 por ação. Alguns desses fundos compraram ou aumentaram sua participação no capital na última semana de maio, após a Zamp divulgar formalmente que seu controlador avaliava realizar uma OPA para adquirir os papéis em circulação. Pegaram uma onda de alta, que jogou a cotação para perto de R$ 3,60. Daí a pressão por uma nova oferta, superior a R$ 3,70. Ocorre que, desde o anúncio da oferta, a maré do papel está em baixa. Em apenas dez dias, a ação caiu para perto de R$ 3,30. Ao menos em tese, esse cenário deixa o Mubadala em uma posição um tanto quanto confortável para resistir à pressão dos minoritários e manter o valor inicial da OPA. A ver.
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B3 analisa aumentar sua participação na Dimensa
10/06/2025A B3 avalia fazer uma oferta ao menos por um pedaço da participação societária da Totvs na Dimensa. A Bolsa de Valores já é acionista minoritária da empresa de softwares para o mercado financeiro, com 37,5%. Dona do restante das ações (62,5%), a Totvs pretende reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua posição no capital. Na semana passada, ao surgirem as primeiras informações sobre o seu interesse em sair do negócio, a empresa de Laércio Cosentino, inclusive, divulgou um comunicado ao mercado confirmando que “analisa continuamente potenciais oportunidades de investimento e desinvestimento, sem que haja decisão de venda ou redução de participação”. No setor, corre à boca miúda que há divergências entre a Totvs e a B3 por conta da estratégia de expansão da Dimensa. Desde 2021, quando foi criada, a empresa fez cinco aquisições – a mais recente, no ano passado, foi a compra da Quiver, por R$ 115 milhões. O apetite por M&As de seu acionista controlador, a Totvs, acabou causando efeitos colaterais. Consta que a Dimensa teve dificuldades na integração das empresas adquiridas, com impacto na sua performance. No ano passado, a companhia de softwares registrou um lucro de R$ 48 milhões, 39% inferior ao de 2023. Consultada pelo RR, a B3 não se manifestou.
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Marex transforma Agrinvest em plataforma de commodities agrícolas
9/06/2025A julgar pelo seu track record, a compra da Agrinvest, uma das maiores consultorias e corretora de commodities do Brasil, é apenas o ponto de partida para a Marex esticar seus tentáculos no país. Os ingleses pretendem transformar a empresa brasileira em um hub de serviços financeiros, aproveitando-se da sua base de clientes para negociar contratos futuros e derivativos, tanto na B3 quanto na CME (Chicago Mercantile Exchange). Operações mais sofisticadas, como swaps de commodities, créditos de carbono, e financeirização de estoques agrícolas também estão no radar. Outro passo que deverá ser dado pelos britânicos é alargar o terreno de atuação da Agrinvest para outros produtos, como arroz, algodão e etanol. Hoje, a companhia concentra suas atividades na corretagem de grãos de soja e milho – no caso deste último, comercializa aproximadamente 14 milhões de toneladas por ano. A Marex é um gigante global das commodities agrícolas, além de operar também com metais e energia. Com capital aberto na Nasdaq e valor de mercado da ordem de US$ 3 bilhões, tem mais 40 escritórios espalhados pelo mundo e negocia contratos em 60 bolsas internacionais.
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Um prato cheio de intrigas na fusão entre Marfrig e BRF
5/06/2025Além da disputa aberta na CVM, há também uma guerra de narrativas nos bastidores entre acionistas da Marfrig e da BRF, empresas em processo de fusão. Investidores próximos a Adriano Fontana, membro da família fundadora da antiga Sadia e acionista minoritário da BRF, disseminam a informação de que ele tentou algumas vezes um acordo com Marcos Molina.
No entanto, o empresário, controlador da Marfrig/BRF, teria se recusado a rever a relação de troca das ações na fusão entre as duas companhias. Toda a ação provoca uma reação igual e contrária. Do lado oposto surgem insinuações de que Adriano e seu pai, Alex Fontana, não teriam o apoio de outros integrantes de família que também herdaram a participação na BRF.
Há quem diga também que, ao questionar formalmente os termos do M&A, os Fontana estariam falando em nome de outros minoritários sem o devido consentimento. No fim das contas, não obstante o processo aberto na CVM e, sobretudo, o tiroteio de intrigas, a tendência é que as partes acertem os ponteiros. Há muito em jogo, seja para o acionista majoritário, seja para os minoritários.
Não será por conta de 3%, a participação atribuída aos Fontana, que a fusão vai travar. Da mesma forma, os integrantes do clã não vão perder a oportunidade de manter uma posição acionária em um conglomerado da cadeia da proteína com valor de mercado superior a R$ 50 bilhões e receita líquida na casa dos R$ 210 bilhões.
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BlackRock puxa êxodo de investidores do capital da Azul
29/05/2025Ao menos por ora, o pedido de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos só aumentou a desconfiança entre os investidores em relação ao futuro da companhia. Que o diga o BlackRock, maior gestora de ativos do Planeta, com quase US$ 12 trilhões sob o seu guarda-chuva. Há um zunzunzum no mercado de que os norte-americanos pretendem zerar sua posição acionária na companhia. Nos dias que antecederam a decisão da empresa de recorrer ao chamado Chapter 11, o BlackRock já havia negociado uma parcela da sua participação, caindo para menos de 5% das preferenciais da Azul. Outros fundos de investimento já começaram a seguir o mesmo caminho, pressionando ainda mais o papel para baixo. No dia seguinte ao pedido de recuperação judicial, os ADRs da Azul em Nova York chegaram a cair 40%.
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Os últimos exercícios do Pátria Investimentos na Smart Fit
28/05/2025Informação que circula em um seleto grupo de gestores: o Pátria trabalha com o horizonte de zerar sua posição na Smart Fit no fim deste ano ou no início de 2026. O timing é regido pelo block trade em bolsa realizado há cerca de 15 dias, quando a firma de investimentos ofertou 16,5% da rede de academias. Na ocasião, o Pátria firmou um lock up de seis meses, comprometendo-se, portanto, a só voltar a vender ações da empresa ao fim desse período.
A gestora chegou ter 40,45% do capital, mas a partir de 2023 passou a reduzir gradativamente sua participação acionária. Mesmo após o recente leilão, ainda permanece com uma fatia de 13,6%, por meio do seu fundo V. Trata-se do segundo maior acionista, atrás da família Corona, com 14,9%.
Na operação, ressalte-se, o Pátria firmou um lock up de seis meses, comprometendo-se, portanto, a só voltar a vender ações da Smart Fit ao fim desse prazo. A cotação do papel, ressalte-se, acumula uma alta de aproximadamente 42% desde o início do ano, apensar da companhia viver um momento de contrastes financeiros. No ano passado, a receita líquida da Smart Fit chegou a R$ 5,5 bilhões, alta de 31% em comparação ao exercício anterior. Em contrapartida, a empresa perdeu rentabilidade: no mesmo período, o lucro caiu 54%, fechando em R$ 539 milhões.
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Grupo Plural é forte candidato à compra de gestoras nos Estados Unidos
26/05/2025O Grupo Plural, firma de investimentos de Manuel Fernandez, está se movimentando no mercado em busca de aquisições. Na mira, gestoras de recursos com operação nos Estados Unidos. A empresa elegeu como prioridade a expansão dos seus negócios em solo norte-americano. A meta seria duplicar sua carteira no exterior em até um ano – hoje, o volume de recursos sob gestão fora do Brasil gira em torno de US$ 400 milhões. A ofensiva nos Estados Unidos será capitaneada por Renato Bucholtz, ex-J. Safra, recém-contratado para assumir o escritório do Grupo Plural em Miami – conforme noticiou o Pipeline, do Valor Econômico.
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Minoritários da PDG vão à CVM contra suposta mudança de controle
30/04/2025Um grupo de minoritários da PDG está acionando a CVM. Os investidores querem que a autarquia investigue uma história muito mal contada envolvendo a incorporadora imobiliária. No início do mês, o minoritário Luciano Carvalho, dono de 2,5% da companhia, entrou com uma ação no TJ-SP pedindo a imediata suspensão do aumento de capital anunciado pela PDG. Alegava que a operação daria, irregularmente, o controle da empresa a um grupo restrito de investidores, em prejuízo dos demais acionistas. Menos de uma semana depois, sem qualquer explicação, Carvalho pediu a extinção do processo antes mesmo da apresentação da defesa. Em entrevista ao Pipeline, do Valor Econômico, seu próprio advogado, Stéfano Faria, disse desconhecer os motivos da decisão de seu cliente. Os minoritários que bateram à porta da CVM querem desvendar o que há por trás do súbito recuo, além do parecer da autarquia se o aumento de capital foi ou não lesivo aos investidores. Consultada pelo RR, a autarquia confirmou que “o assunto está sendo analisado no âmbito do processo 19957.003483/2025-90”. Também procurada, a PDG não quis se manifestar.
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L Catterton traça os possíveis caminhos para deixar o St Marche
29/04/2025A reestruturação do passivo de R$ 538 milhões do St Marche é um jogo a ser jogado em dois tempos. O primeiro, conforme já anunciado ao mercado, prevê um empréstimo de R$ 127,5 milhões. O norte-americano L Catterton, controlador da empresa, vai entrar com um terço do valor, diluindo sua participação acionária, hoje de 65%. Em um segundo momento, de acordo com informações que circulam no mercado, a intenção da gestora é oferecer aos credores a possibilidade de conversão de debt em equity, com a transferência do restante das suas ações e consequentemente a sua saída em definitivo do capital da companhia. O St Marche entrou em processo de recuperação extrajudicial há cerca de duas semanas, uma derradeira tentativa de evitar uma recuperação judicial. Asfixiada pelo passivo, a rede de supermercados enfrenta uma situação financeira delicada. Tem operado com caixa negativo, e mais de 70% do seu faturamento mensal estão comprometidos com o pagamento de dívidas.
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Michael Klein busca aliados para um novo bote sobre o Conselho da Casas Bahia
23/04/2025No mercado, o recuo de Michael Klein em sua ofensiva para assumir a presidência do Conselho da Casas Bahia vem sendo tratado como um mero jogo de cena. Por de trás da cortina, Klein estaria se articulando com acionistas da companhia para formar um grande bloco com peso suficiente para impor mudanças no management. Dono de 10,4% da rede varejista fundada por seu pai, Samuel Klein, o empresário já teria arregimentado um grupo de minoritários com algo em torno de 15% do capital.
A ideia de Klein seria reunir sob a sua liderança o equivalente a 35% da Casas Bahia, contando com a sua participação. Pelo seu cálculo, isso lhe permitiria rearrumar as cadeiras do board da empresa ao seu gosto. No início de abril, Klein chegou a convocar uma assembleia extraordinária de acionistas com o objetivo de se eleger chairman da companhia e também emplacar o seu indicado, Luiz Nannini, no Conselho.
Poucos dias depois, pediu o cancelamento da AGE. Não foi por boniteza, mas, sim, por precisão. O empresário identificou o risco de ser derrotado na votação. Agora, trata de buscar aliados para um novo bote sobre o board da Casas Bahia.
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Lírio Parisotto esquenta a disputa pelas vagas no Conselho da Eletrobras
22/04/2025Lírio Parisotto, um dos mais influentes investidores ativistas do mercado de capitais brasileiro, tem atuado fortemente nos bastidores da eleição do futuro Conselho de Administração da Eletrobras. Minoritário da empresa, Parisotto vem buscando o apoio de outros acionistas para emplacar Marcelo Gasparino no órgão colegiado da companhia. Gasparino é o atual vice-presidente do Conselho da Vale. Até fevereiro deste ano, estava também no board da Petrobras. Há uma intensa disputa para as cadeiras de conselheiro da Eletrobras, alimentada, sobretudo, pela criação de dois assentos adicionais para o governo. A gestão Lula já indicou os nomes de Mauricio Tolmasquim, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, e dos ex-ministros de Minas e Energia Nelson Hubner e Silas Rondeau. Este último enfrenta resistências entre acionistas da Eletrobras, que temem uma ingerência direta do grupo político de José Sarney na gestão da companhia. Rondeau é visceralmente ligado ao ex-presidente da República.
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Península espreita a porta de saída da Sanar
15/04/2025A nova rodada de captação da plataforma de educação médica Sanar deve servir de porta de saída para alguns investidores da empresa. O que se diz no mercado é que a Península, family office dos herdeiros de Abilio Diniz, é a maior interessada na realização de uma oferta secundária de ações, que lhe permitiria se desfazer da sua posição acionária. Procurada, a gestora não se pronunciou. O clã Diniz entrou no capital da healthtech em 2022. Sua participação está pendurada na Altitude Ventures, braço de venture capital da Península, um negócio, aliás, que parece estar murchando – ver RR (https://relatorioreservado.com.br/noticias/herdeiros-de-abilio-diniz-puxam-o-freio-nos-investimentos-em-venture-capital-2/). A Sanar pretende levantar R$ 200 milhões na operação, entre uma colocação primária e outra secundária.
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Kinea ergue quatro paredes sólidas no real estate
11/04/2025Há informações no mercado de que a Kinea, braço de private equity do Itaú, vai iniciar a captação para um novo fundo de real estate. A meta da gestora é levantar ao longo deste ano até R$ 10 bilhões para investimentos em ativos imobiliários. Ou seja: superar em mais de 50% a cifra amealhada em 2024, da ordem de R$ 6,5 bilhões. A Kinea tem pautado sua tese de desenvolvimento imobiliário em captações voltadas para um único ativo. Já foram 14 investimentos dentro dessa estratégia.
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Capitalização da Sequoia deixa porta entreaberta para a saída de fundador
10/04/2025
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Acionistas do Carrefour montam “frente ampla” para votar fechamento de capital
9/04/2025Alguns dos principais minoritários do Carrefour Brasil articulam a formação de um bloco para votar conjuntamente na assembleia geral de acionistas do próximo dia 25, que vai deliberar sobre o fechamento de capital da empresa. A coalizão societária reúne investidores como a canadense BCI, as norte-americanas Wishborn Partners e Ruane Cunniff, além da Tempo Capital. Pressionado pelos minoritários, o Carrefour aumentou a oferta para a recompra de ações, conforme o RR antecipou. O valor passou de R$ 7,70 para R$ 8,50, um prêmio de 46,2% sobre a cotação média ponderada nos 30 dias anteriores à data de 10 de fevereiro, quando a OPA foi lançada. A primeira proposta foi rechaçada pelos investidores antes mesmo de ser levada à votação. Contratadas por acionistas do Carrefour Brasil, as consultorias de aconselhamento de votos ISS e Glass Lewis estão produzindo um parecer sobre nova oferta, que deverá pautar a posição dos minoritários na assembleia do dia 25.
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Rio Bravo e Correios têm um encontro marcado nos tribunais
2/04/2025A Rio Bravo, de Gustavo Franco, e os Correios estão à beira de um contencioso. A empresa de investimentos, gestora do fundo Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11), vai acionar a estatal na Justiça pelo rompimento unilateral do contrato de locação de um galpão em Contagem (MG). Em jogo, um pedido de indenização que pode passar dos R$ 300 milhões. A Rio Bravo alega que os Correios descumpriram uma série de cláusulas contratuais. Segundo informações filtradas pelo RR, a gestora de recursos tentou um acordo com a estatal, sem sucesso. Procurada, a Rio Bravo confirmou que vai entrar na Justiça contra os Correios. Segundo a gestora, “tudo será detalhado em breve aos cotistas e ao mercado em geral”. Os Correios, por sua vez, informaram ao RR que o fim do contrato “decorreu dos inúmeros problemas apresentados pelo imóvel desde a sua entrega, com o agravamento das faltas de solidez e de segurança da edificação, em 2024”. A empresa afirma ainda que “foi forçada a suspender as operações no prédio em 14 de outubro de 2024, em função dos riscos apresentados, posteriormente ratificados pela Defesa Civil, momento em que foi interrompido o pagamento de aluguel”.
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Neeleman não quer perder altitude na fusão entre Azul e Gol
31/03/2025Há um zunzunzum no mercado de que David Neeleman estaria se valendo de fundos de investimento para comprar ações da Azul em bolsa. Seria mais um movimento do empresário com o objetivo de aumentar sua participação acionária e consequentemente seu poderio na futura companhia a ser criada na fusão com a Gol. Desde já, existe, digamos assim, um sutil e compreensível jogo de forças com os Constantino. No mês passado, Neeleman anunciou ao mercado que acompanharia a chamada de capital da Azul, no valor de R$ 3,3 bilhões, evitando, assim, a diluição da sua fatia na empresa. Atualmente, o fundador da companhia tem 67% das ordinárias, com uma participação econômica total de 4,49%. Procurada, a Azul não quis se pronunciar.
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Há muitas perguntas ainda sem resposta no rastro das acusações contra a XP
24/03/2025Uma das maiores tragédias do “esquema Ponzi” é que ele só é descoberto depois que o mal já está feito. Por esse motivo, todas as precauções são necessárias para que a malfeitoria não ocorra. Até agora, não há qualquer indício de que a XP Investimentos participe, ainda que remotamente, da operação de uma “pirâmide financeira”, conforme a grave acusação da empresa de análises norte-americana Grizzly Research. Até prova em contrário, o banco de investimentos de Guilherme Benchimol é a vítima e não o delinquente do episódio. No entanto, o caso tem despertado alguns questionamentos no mercado. Primeiro em relação aos órgãos reguladores, mais precisamente o Banco Central e a CVM. Existem fragilidades nos mecanismos de fiscalização e controle do sistema financeiro no país? Há alguma porosidade no arcabouço regulatório que facilite a montagem de esquemas de pirâmide financeira e fraudes congêneres? BC e CVM pretendem abrir algum procedimento para investigar as acusações contra a XP? Em casos de irregularidade provinda de empresas internacionais o que fazem os organismos regulatórios – notadamente a CVM, que se autointitula “xerife do mercado”? Por ora, eles parecem dispostos a manter uma prudente distância do assunto. Procurado pelo RR, o Banco Central não se manifestou até o fechamento desta matéria. A CVM, por sua vez, saiu-se como uma resposta protocolar e generalista. Ressaltou que “está, permanentemente, modernizando a regulamentação e supervisão, em função de fatores diversos, tais como estruturas inovadoras, experiência da supervisão, demandas de agentes de mercado e interações com demais reguladores.”. Afirmou ainda que o trabalho de fiscalização ocorre com base em dois pilares: “espontâneo, por meio do Plano de Supervisão Baseada em Risco (SBR), elaborado pelas áreas técnicas; e por demanda, no qual há a fundamental participação do investidor, denunciando irregularidades por ele observadas.” Perguntada se havia aberto algum procedimento relativo às acusações contra a XP, nenhuma palavra.
Mas não são apenas os agentes reguladores que estão em permanente estado de sonolência. Os questionamentos se estendem à própria XP. Causa estranheza a omissão do banco em reagir no território dos supostos meliantes, entrando com processo na SEC e na própria Justiça norte-americana. Seriam medidas recomendáveis no esforço de saneamento dos prejuízos causados à imagem do banco. É bom também que a XP demonstre sua resiliência e credibilidade, informando, por exemplo, que a operação maledicente, digamos assim, da Grizzly não afetou em nada sua clientela; que não houve impacto na manutenção dos investidores. Há uma pergunta basilar que não pode pairar no ar: será que, em alguma medida, a XP foi imprudente e não tomou os cuidados obrigatórios para evitar o surgimento de qualquer suspeita ou ilação contra si e suas operações, por mais estapafúrdia ou irresponsável que possa soar? Existem outras dúvidas derivativas. Até que ponto a faraônica estrutura comercial montado por Guilherme Benchimol não abre brechas para que terceiros perpetrem malfeitos – e eventualmente construam suas pirâmides – aproveitando-se do valioso nome da XP?
A suposta denúncia da Grizzly, no mínimo, joga luz sobre o controverso modelo de vendas do banco, baseado em um exército de agentes autônomos. Mal comparando, na prática é uma grande rede de franquias, como se a XP fosse uma espécie de “Casa do Pão de Queijo dos Investimentos”. Essa malha, formada por mais de 400 escritórios e cerca de 15 mil assessores, já criou muita polêmica entre as próprias instituições financeiras. Em 2020, por exemplo, o Itaú Unibanco lançou uma campanha publicitária, iniciada com um anúncio no intervalo do Jornal Nacional, contra a atuação indiscriminada dos agentes autônomos. Em um dos filmetes, o ator Marcos Veras diz: “A moda aqui em 2019 é ter conta em corretora. Assessor também tá na moda. Insiste o tempo todo, ‘investe nisso, investe naquilo, não tem risco’. Estou me sentido o rei de Wall Street”. O próprio Veras, agora interpretando um investidor no ano seguinte, reaparece na tela respondendo ao incauto personagem: “Aqui em 2020, deu para ver que não tinha risco para ele [assessor financeiro], que ganhava comissão por tipo de investimento. Ainda bem que você deixou seu dinheiro no Personnalité. São especialistas isentos. Aprendeu?” Ao fim, o locutor fecha o comercial com a frase “Em 2020, invista com o Itaú Personalitté. Em 2021, você vai agradecer por isso”. Nem foi preciso dar nomes aos bois. Todos entenderam o recado e a quem ele se endereçava: à XP, a meca dos agentes autônomos. Bem, o Itaú devia saber melhor do que ninguém do que estava falando. Tinha conhecimento de causa. Na ocasião, o banco dos Setubal e dos Moreira Salles era sócio da XP, com a expressiva participação de 49,9% – não por acaso, a campanha causou grande estranheza à época.
O RR enviou uma série de perguntas à XP, que não quis se pronunciar. O fato é que, ao basear seu poderio comercial predominantemente nesse contingente de assessores financeiros, o banco se expôs a eventuais fragilidades. Quanto maior a terceirização e pulverização do efetivo, maiores os riscos. A recomendação de investimentos e consequentemente a gestão dos recursos foram se afastando cada vez mais do banco. Talvez os agentes autônomos tenham ficado autônomos demais. Há de se ressaltar também a atual complexidade da indústria de fundos, com seus Long & Short, High-Frequency Trading (HFT), Overlay Strategy e Smart Beta. O Gladius FIM CP IE e o Coliseu FIM CP IE, por exemplo – os dois fundos da XP acusados pela Grizzly de estarem no centro de um esquema de pirâmide – são produtos “market makers”. Como tal, têm a função de dar liquidez a operações com derivativos feitas por clientes. Não é simples decifrar toda essa sofisticada engrenagem, que eventualmente acaba por abrir fendas para operações heterodoxas.
A Grizzly Research está longe de ser um árbitro isento e, ao que parece, não tem um background que lhe permita posar de certificadora de gestoras de recursos. A firma de análise nova-iorquina opera na modalidade conhecida como “short seller”. Empresas com esse perfil costumam cavoucar os indicadores financeiros de companhias abertas, levantam eventuais ameaças ou problemas de performance e apostam no mercado na queda das ações. Depois, publicam relatórios de research apontando para tais vulnerabilidades. Então, é só esperar que o papel desabe para lucrar com as operações realizadas. Bem, no mercado há quem considere que empresas como a Grizzly têm seu valor, por expor riscos que outros analistas desprezam ou desconhecem. Maniqueísmos à parte, talvez fosse o caso de se discutir até mesmo uma regulação mais rígida para eventuais manipuladores do mercado travestidos de casas de análise de investimento.
Em todo o caso, ainda que as acusações da Grizzly contra os Gladius e o Coliseu sejam absolutamente infundadas, o simples surgimento de inferências e suspicácias atinge o principal ativo da XP: seu capital reputacional. Há coisas que, do ponto de vista simbólico, não devem acontecer de jeito algum, como um advogado ser preso ou engenheiro ver a casa onde mora desabar por um erro de cálculo. Instituições financeiras não podem ter sobre si a mais tênue dúvida acerca da sua credibilidade. Uma vez que a denúncia, mesmo que falsa, vem à tona, a XP não tem como controlar a fantasia alheia. Aliás, o assunto foi divulgado em mídias pelo mundo afora. E não faltam ingredientes para que ele seja alimentado. Menção a pirâmides financeiras e a esquema Ponzi automaticamente remetem a uma das maiores fraudes financeiras da história, que levou à condenação de Bernard Madoff a 150 anos de prisão. Ao menos a XP conta com a solidariedade de seus concorrentes. Conforme o Valor Econômico informou na última quinta-feira, a área de pesquisa do BTG que cobre o setor financeiro elaborou uma análise em que classifica a tese da Grizzly como infundada.
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Minoritários forçam Carrefour a repensar valor da recompra de ações
20/03/2025
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Falta de dinheiro sobre a mesa trava venda da HSI Investimentos
18/03/2025
Mercado
Yduqs é o combustível que impulsiona a ação da Cogna
14/03/2025Há, desde ontem, um zunzunzum no mercado de que Cogna e Yduqs retomaram as conversas para uma possível fusão. Seria o combustível por trás da disparada da ação da Cogna, que acumula alta superior a 20% nos últimos 30 dias. As tratativas entre as duas empresas vão e vêm, vêm e vão há mais de um ano. Não é para menos. A costura é complexa, dada a dimensão do negócio. Juntas, as duas companhias teriam cerca de 2,5 milhões de alunos, ou seja, um terço do mercado privado no ensino superior, além de um Ebitda combinado de mais de R$ 2 bilhões. Outra dificuldade é contemplar os interesses dos principais acionistas de parte a parte: Chaim Zaher e Advent, do lado da Yduqs, e Alaska Investimentos, do lado da Cogna.
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Rural Ventures aduba o caixa de startups do agronegócio
14/03/2025A Rural Ventures deverá dar a partida, nas próximas semanas, em uma nova rodada de aportes em agtechs. Os cheques girariam em torno de R$ 1 milhão. A gestora comandada pelos ex-XP Fernando Rodrigues e André Amorim concluiu, no fim do ano passado, a montagem de seu primeiro fundo de venture capital, com a captação de R$ 50 milhões em mercado. Anteriormente, a Rural já havia feito aportes em sete agtechs, mas essencialmente com recursos do bolso de seus fundadores. Nos últimos meses, uma rede de empresários e investidores do agronegócio se juntou à empresa de investimentos, como José Américo Basso, CEO da fabricante de sementes Jotabasso, e Fabio de Rezende Barbosa, acionista e presidente do grupo sucroalcooleiro NovAmérica.
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RBR prepara captação de novo fundo de real estate
11/03/2025A RBR Asset iniciou os preparativos para a captação de um novo fundo imobiliário. Ricardo Almeida, sócio fundador e CEO da gestora, vem sondando investidores para aferir o apetite e calibrar o tamanho da operação. A ideia seria buscar, no mínimo, R$ 1 bilhão. A RBR tem cerca de R$ 11 bilhões sob administração. No ano passado, Almeida chegou a colocar à venda parte do capital da empresa, mas nenhuma negociação andou. O que se diz no mercado é que ele não topou qualquer interferência do eventual sócio na gestão da RBR, o que afastou os interessados. Procurada, a gestora não se manifestou.
Mercado
Sun Hung Kai Properties fecha o cerco aos principais acionistas da PDG
21/02/2025O RR apurou que a Sun Hung Kai Properties Limited (SHKP), uma das maiores incorporadoras imobiliárias de Hong Kong, tem abordado diretamente os principais acionistas da PDG para comprar o controle da empresa. É uma operação de pressão. Conforme a própria companhia informou ao mercado na última quarta-feira, a PDG recebeu uma proposta “não solicitada” para a aquisição de todas as suas ações. A SHKP aposta que, obtendo o aval dos maiores acionistas, o restante vem de arrasto, até por falta de alternativa. A incorporadora paulista tem o capital pulverizado em bolsa – o maior acionista individual é o investidor Thiago José Moises da Silva, com 8,28%. Estava escrito nas estrelas e no RR, na edição do último dia 11 que a PDG era uma presa fácil para um take over. Com seguidos prejuízos, a companhia virou pó na bolsa. Procurada, a PDG não se pronunciou.
Mercado
Bancos advisers querem oferta maior no follow on da Caixa Seguridade
19/02/2025
Mercado
Entre o boato e o fato, muita gente ganhou dinheiro com a Brava Energia
4/02/2025Os papéis da Brava Energia foram alvo de estranhas movimentações na última sexta-feira. Segundo fontes, minoritários da empresa já levaram o caso à CVM, levantando suspeições de manipulação de mercado. Logo na abertura do pregão, surgiram fortes rumores de que, ao longo do dia, a empresa anunciaria a venda de um pacote de ativos onshore para a Fluxus, da J&F. Tão logo a notícia se espalhou, houve uma enxurrada de ordens de compra, e o papel disparou, subindo quase 7%. Ocorre que, poucas horas depois, a Fluxus veio a público comunicar sua desistência do negócio. Ato contínuo, a ação desabou. Mas, a essa altura, muitos investidores já haviam ganhado uma bolada. Em contato com o RR, a CVM informou que “acompanha e analisa informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário”. A autarquia disse ainda que “não comenta casos específicos”.
Mercado
O que está por trás da recompra de ações da Cogna?
3/02/2025O anúncio do programa de recompra de ações da Cogna disparou uma onda de especulações no mercado. A operação vem sendo interpretada como um indício de que a empresa estaria perto de fechar um acordo de M&A. Desde o fim do ano passado circulam informações sobre tratativas para uma fusão com a Yduqs. Nas últimas semanas, surgiram também no setor relatos de conversações entre a Cogna e a Cruzeiro do Sul Educacional. A recompra de ações e a consequente redução do free float seriam uma tentativa de elevar o preço da ação e, com isso, melhorar ainda mais o valuation da companhia à mesa de negociações. O frisson do mercado diante de um possível M&A tem se refletido no papel, que registra uma alta de 28% no ano – ainda longe, no entanto, de compensar a queda acumulada de 52% nos últimos 12 meses. Procuradas, Yduqs e Cruzeiro do Sul disseram não comentar “rumores de mercado”. A Cogna também não se pronunciou.
Mercado
Na Engie Brasil, sai o follow on e entra emissão de dívida
31/01/2025A Engie Brasil está sondando bancos para uma emissão de dívida. A empresa busca reforço de caixa para cumprir seu plano de investimentos, que prevê o desembolso de mais de R$ 12 bilhões até o fim de 2026. A captação via debt surge como um Plano B. Inicialmente, o grupo franco-belga chegou a estudar um follow on, mas a ideia foi desenergizada diante das condições adversas do mercado. Na paralela, a Engie contempla também a possibilidade de venda de ativos. No setor não é de hoje que se comenta sobre o interesse da companhia em negociar mais um pedaço da sua participação na Transportadora Associada de Gás (TAG). Há pouco mais de um ano, a Engie vendeu 15% da empresa para a canadense CDPQ por R$ 3,1 bilhões. Ainda mantém em suas mãos 32,5%, hoje avaliada em torno de R$ 7 bilhões.
Mercado
Tarpon quer reduzir posição na Serena. A questão é quando
30/01/2025
Mercado
Novo aporte de capital entra no radar da Cora
28/01/2025A fintech Cora tem feito sondagens no mercado sobre a possibilidade de realizar uma nova captação. A empresa fundada por Igor Senra e Leonardo Mendes já levantou mais de US$ 115 milhões, junto a fundos como Kaszek, Tiger Capital e a chinesa Tencent. O novo aporte ajudaria a Cora a turbinar suas operações na área de crédito. Em meados do ano passado, o banco digital recebeu o aval do Banco Central para transformar sua licença de sociedade de crédito direto (SCD) em sociedade de crédito, financiamento e investimento, tornando-se uma financeira de fato e de direito. Com foco em pequenas e médias empresas, a Cora reúne uma carteira com aproximadamente 1,6 milhão de clientes.
Mercado
DGF já gasta por conta de seu novo fundo de venture capital
27/01/2025A DGF Investimentos está garimpando companhias de softwares no Brasil, notadamente startups com soluções de inteligência artificial. Os cheques devem chegar à casa dos R$ 25 milhões. A gestora está na fase de captação de seu oitavo fundo de venture capital, com a meta de levantar R$ 300 milhões.
Mercado
Os movimentos de Chaim Zaher para aumentar sua fatia na Yduqs
27/01/2025O empresário Chaim Zaher tem se movimentado para aumentar sua participação acionária na Yduqs. O avanço se daria com a compra das ações em poder da SPX Capital, de Rogério Xavier. Há pouco mais de uma semana, a SPX reduziu sua fatia na empresa de educação de 5,1% para 4,9%, o que foi interpretado por analistas como um sinal de que a gestora pretende desembarcar do capital. Chaim e sua filha, Adriana Zaher, detêm 13,6% da Yduqs. A compra de apenas metade da participação da SPX já seria o suficiente para colocar a família Zaher como a maior acionista, à frente do Advent, dono de 15% do capital. Mas que ninguém enxergue nessa possível ultrapassagem uma disputa entre o empresário e o fundo norte-americano. Chaim Zaher e Advent tocam, em sintonia, a gestão do grupo educacional. Procurado pelo RR, o empresário não quis se pronunciar. Também consultada, a SPX Capital não retornou.
Mercado
XP avança no capital da dona da Centauro
23/01/2025A XP Investimentos tem avançado passo a passo no capital do Grupo SBF, dono da rede de lojas Centauro. Nas últimas duas semanas, atuou intensamente na ponta compradora, chegando próximo de 6,1%. A julgar pelos movimentos recentes não deve parar por aí. Talvez o apetite da XP seja uma demonstração de confiança em relação aos fundamentos da companhia de varejo; talvez a gestora esteja apostando mesmo em novas recompras do papel em bolsa. No fim do ano, a SBF aprovou um programa de aquisição de até 10% das ações em circulação, na tentativa de conter a queda da cotação. Desde setembro, o papel acumula uma depreciação de 40%.
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Baixa demanda é entrave para reabertura do capital do Basa
23/01/2025Os planos do governo de reabrir o capital do Banco da Amazônia (Basa) têm esbarrado na azia do mercado. As sondagens conduzidas pelos bancos contratados para estruturar o “re-IPO” – UBS, XP, Bank of America, Citigroup e Caixa Econômica – apontam para uma reduzida demanda pelos papéis. No momento, o pool de instituições financeiras está recalibrando o tamanho da operação. A Fazenda trabalha, desde o início, com um número cabalístico, de R$ 2 bilhões, para a emissão. Talvez tenha de se contentar com menos. Ou, o que é pior, engavetar a operação até que o estômago do mercado melhore.
Mercado
Softbank reavalia o seu tamanho no Brasil
21/01/2025Há um bochicho no mercado de que o Softbank poderá reduzir sua equipe no Brasil, comandada por Alex Szapiro. A julgar pelo track records, faz sentido. Administrador do Vision Fund, o maior fundo de capital de risco do mundo, o banco japonês vem diminuindo seus aportes no país ao longo dos últimos dois anos. No passado, pesaram e muito as bilionárias perdas sofridas pela instituição financeira. No presente, há o que parece ser um deslocamento geopolítico do Softbank. Os japoneses estão fechados com Donald Trump. Em dezembro, o CEO global do banco, Masayoshi Son, esteve na Flórida para anunciar, ao lado do próprio Trump, um investimento de US$ 100 bilhões nos Estados Unidos ao longo dos próximos quatro anos. O RR entrou em contato com o Softbank, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Mercado
Disparada das ações é um convite para Previ deixar a BRF
21/01/2025Corre no mercado a informação de que a Previ avalia vender parte ou mesmo a totalidade da sua participação na BRF, de 6,1%. As condições são atrativas para uma saída em grande estilo. A cotação do papel está no maior patamar desde junho de 2021. Somente nos últimos 12 meses, acumula uma alta superior a 80%. O Marfrig, de Marcos Molina, acionista majoritário da BRF, é candidatíssimo à compra. Outra possibilidade seria um aumento da participação do Salic, o fundo soberano da Arábia Saudita para o agronegócio. Parceiros de Molina, os árabes detêm 11% da BRF.
Mercado
Votorantim e Temasek replicam sua parceria no venture capital
20/01/2025
Mercado
Família Zogbi aposta alto em real estate nos Estados Unidos
17/01/2025A CIX Capital negocia a compra de um megaempreendimento imobiliário, no segmento residencial, em Miami. Há informações no mercado de que a negociação deve ser fechada em fevereiro. Esta promete a ser a primeira tacada de um longo ciclo de investimentos da gestora da família Zogbi nos Estados Unidos. A CIX Capital já anunciou ter reservado mais de US$ 100 milhões para o setor de real estate em terras norte-americanas.
Mercado
Across Capital prepara nova investida no Brasil
14/01/2025Corre na Faria Lima que a Across Capital vai fechar ainda neste trimestre a capitalização de mais uma empresa de softwares no Brasil. O cheque seria da ordem de US$ 15 milhões. A gestora já aportou recursos em três empresas brasileiras: Zig, Akad Seguros e QI Tech – nesta última, o maior desembolso, de US$ 50 milhões. A Across é comandada pelo brasileiro Rafael Costa e pelo norte-americano Mike Silva, ambos ex-Vulcan Capital, o antigo fundo de Paul Allen, cofundador da Microsoft.
Mercado
Vinci Partners reavalia sua posição na Vitru Educação
10/01/2025
Mercado
Oferta de ações da Caixa Seguridade deve superar previsão inicial
8/01/2025A direção da Caixa Econômica ainda discute o calibre do follow on da Caixa Seguridade, leia-se o número de ações que serão ofertadas em Bolsa. O plano original prevê a colocação de 2,75%, o suficiente para a empresa atingir o free float mínimo exigido pelas regras do Novo Mercado (20%). Nesse caso, a captação seria da ordem de R$ 1,2 bilhão, com base no atual valor da ação. No entanto, as sondagens já feitas pela Caixa a bancos e fundos de investimentos indicam que há demanda por um volume maior de papéis, por baixo, por baixo, superior a R$ 2 bilhões.
Mercado
Ultra avança sobre ações de sócios na Hidrovias do Brasil
3/01/2025
Mercado
IDC Ventures avança sobre fintechs no Brasil
13/12/2024
Mercado
Mercado já precificou um futuro sem o governo Lula
12/12/2024O frisson causado pela segunda cirurgia do presidente Lula confirma a incompetência da comunicação do governo e retira dos generais e acólitos de Jair Bolsonaro a primazia sobre o “gabinete do ódio”. Se os irresponsáveis do Palacio do Planalto tivessem anunciado a previsão de mais uma cirurgia logo após a primeira, a repentina torcida pela abreviação do seu mandato – estimulada, diga-se de passagem – seria dissipada. Imagina-se que os médicos não fariam a divulgação dos procedimentos cirúrgicos no presidente dessa forma esquizofrênica, ou seja, dividida em duas etapas, se não houvesse algo acertado com os comunicólogos do governo. Com relação à nova versão do “gabinete do ódio”, é como se o mercado tivesse feito um take over e um rembranding, simultaneamente. Os generais e acólitos bolsonaristas saíram temporariamente de cena. O mercado, um ectoplasma segundo o jornalista Elio Gaspari, instalou o “gabinete da morbidez”, fazendo das redes e de algumas mídias o espaço para o seu banquete fúnebre. Por volta das 14h, o monitoramento da Internet mostrou uma inundação de notícias sobre o “agravamento” do estado de saúde de Lula e sua associação com a melhoria dos ânimos do mercado. Nenhum pudor, nenhum escrúpulo. O discurso entusiástico se dirigia a uma outra bolha, o tal mercado.
Trata-se de uma questão quase metafísica. Na individualidade dos seus membros, o mercado não é nem bom nem mau. Mas, quando seu credo ideológico, a racionalidade dos lucros crescentes é ameaçada, aí sim, ele pode ser pérfido e cruel. Por volta do mesmo horário já citado acima, criou-se nas redes uma espécie de jogo de apostas em três variáveis “favoráveis” ao ajuste econômico – leia-se fiscal: o prolongamento do martírio de Lula com a ampliação da sua internação hospitalar; a permanência na UTI por um prazo maior e o término antecipado da sua gestão. Adivinhem qual é a opção mais votada… Um destaque para o fato de que a alternativa da recuperação rápida e desejável do presidente não constou dessa loteria funesta. Nietzche diria que tudo isso é demasiadamente humano. O filósofo, se assistisse aos acontecimentos, talvez trocasse o predicado humano, a despeito do subtexto da palavra. Tudo isso, quer seja sobre os disfarces de diagnóstico viciado, torcida mórbida e perversidade enrustida, é demasiadamente desumano. Como bem apontou, com seu habitual tom de pilhéria, a coluna “The Piauí Herald”, da revista Piauí, é capaz do dólar cair a R$ 1 se Lula se submeter a mais cinco cirurgias…
Mercado
“Stone do México” quer concorrer com a original no Brasil
12/12/2024As antenas da Faria Lima captaram a informação de que a mexicana Clip estaria preparando sua aterrissagem no Brasil. A fintech é comumente chamada de “Stone do México” em alusão à empresa brasileira de pagamentos. Em junho, recebeu um aporte de US$ 100 milhões, liderado pelo Morgan Stanley, recursos que borbulham em seu caixa e devem ser usados na expansão de seus negócios na América Latina. A Clip reúne ainda entre seus investidores outros pesos-pesados do venture capital como General Atlantic e Softbank.
Mercado
O novo pouso da BlackRock na Embraer
6/12/2024Desde a manhã há um alarido no mercado de que a BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, com mais de US$ 10 trilhões, voltou a comprar expressivos lotes de ações da Embraer. Em setembro, os norte-americanos já haviam adquirido uma fatia expressiva de papéis da fabricante de aeronaves, chegando a 5,5% do capital.
Mercado
Trígono Capital semeia captação de novo fundo
6/12/2024Há um alarido no mercado de que a Trígono Capital está preparando o solo para a captação de um novo fundo. Parcela expressiva dos recursos deverá ser alocada em empresas da cadeia do agronegócio, um terreno bem conhecido para a firma de investimentos. Com mais de R$ 3 bilhões em ativos, a gestora de Werner Roger é a maior acionista da Kepler Weber, uma das principais companhias de armazenagem de grãos da América Latina. Tem também participações acionárias em grupos sucroalcooleiros, como a São Martinho e a Jalles Machado. A Trígono passa por uma mudança de perfil. Historicamente focada em small caps, tem buscado montar posição em empresas de maior porte ou large caps. Procurada pelo RR, a gestora não quis se manifestar.
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Forrado de dólares, General Catalyst volta a olhar para o Brasil
2/12/2024O General Catalyst tem feito o coração dos donos de startups brasileiras bater mais forte. Há informações de que o fundo norte-americano está prestes a iniciar uma nova rodada de investimentos no Brasil. O venture capital acaba de levantar cerca de US$ 8 bilhões, a maior captação registrada no segmento de capital de risco nos últimos dois anos. O General Catalyst já tem participações em startups brasileiras, como a Tractian, especializada em internet das coisas, e a healthcare Genial Care. Em tempo: além de novas empresas, é possível que o fundo norte-americano aporte recursos em startups já investidas. É o que esperam os acionistas da própria Tractian, Igor Marinelli e Gabriel Lameirinhas. A empresa está negociando uma nova rodada de capitalização da ordem de US$ 120 milhões – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico, no último dia 21.
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The Yield Lab irriga startups do agronegócio
22/11/2024Informação captada pelas antenas da Faria Lima: a gestora The Yield Lab Latam tem reservados cerca de US$ 30 milhões para investimentos em agtechs no Brasil. Em meados deste ano, o venture capital montou um fundo da ordem de US$ 50 milhões. Braço latino-americano da The Yield Lab, uma malha de fundos nascida nos Estados Unidos com ramificações na Europa e na Ásia, o The Yield Lab Latam conta com recursos de agências multilaterais, como o BID, e de grandes empresas, a exemplo da Nestlé.
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L Catterton prepara seu check out do Decolar.com
22/11/2024Há um bochicho no mercado de que a L Catterton prepara seu desembarque da Decolar.com, maior plataforma de e-commerce da área de turismo da América Latina. A gestora norte-americana entrou no capital da empresa em 2020, com um aporte da ordem de US$ 150 milhões. A eventual saída do Decolar.com estaria vinculada a uma rearrumação da carteira de investimentos da L Catterton no Brasil. Há partidas e chegadas. O fundo procura um comprador para a sua participação de 70% na rede de supermercados paulista St. Marché, avaliada em R$ 1 bilhão. Por outro lado, anunciou no início desta semana sua entrada no capital da rede de hospitais veterinários WeVets, com atuação em São Paulo e Rio Grande do Sul. Procurada, a L Catterton não se manifestou.
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Das criptomoedas ao crédito, Bitso ganha reforço de capital no Brasil
19/11/2024Há um zunzunzum na Faria Lima de que a Bitso, plataforma de criptomoedas mexicana com forte atuação no Brasil, deverá receber um novo aporte dos fundos investidores. A capitalização seria liderada pela Kaszek Ventures, maior gestora de capital de risco da América Latina. Em grande parte, a injeção de recursos mira o mercado brasileiro e o reforço das operações de crédito no país. No ano passado, a Bitso foi a primeira empresa de criptoativos a receber autorização do Banco Central para oferecer empréstimos no Brasil. Ressalte-se que recentemente a fintech passou por uma troca de comando no país, com a nomeação de Bárbara Espir para o posto de country manager.
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Investidores preparam saída em bloco da Facily
19/11/2024
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Reag prospecta ativos na área de seguros
14/11/2024A Reag, de João Carlos Mansur, está vasculhando o mercado de seguros em busca de aquisições. Trata-se do novo tentáculo da holding de investimentos, que, nos últimos meses, comprou firmas de private equity, instituições da área de crédito, gestoras de fortuna, além de outros pingentes adicionado ao seu colar na área financeira.
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Crescera Capital está prestes a fechar captação de novo fundo
8/11/2024
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Venture capital argentino vem ao Brasil para montar seu terceiro fundo
7/11/2024
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Frubana prepara nova colheita de capital no Brasil
6/11/2024Há informações no mercado de que a startup colombiana Frubana tem se movimentado junto a fundos de venture capital no Brasil em busca de um aporte de recursos. Desde 2022, quando levantou US$ 75 milhões, a empresa não faz uma rodada de capitalização. A captação pode ser determinante para o próprio futuro da foodtech, que conecta produtores rurais a redes de restaurantes. No momento, o Brasil é a única operação ativa da Frubana. No início do ano, a empresa, que tem entre seus investidores pesos-pesados como Monashees, SoftBank e Tiger Global, suspendeu suas atividades no México e na própria Colômbia.
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EMS e Hypera: as hostilidades estão reservadas para o segundo tempo
30/10/2024
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Infracommerce deve receber uma transfusão de capital
28/10/2024Os principais investidores da Infracommerce – à frente Pátria Investimentos e IG-neous, que juntos detêm 14% das ações – discutem um aporte de capital na companhia. A injeção de recursos se daria em caráter emergencial. A empresa de soluções tecnológicas para a área de e-commerce atravessa delicada situação financeira. Neste mês, a Infracommerce conseguiu fechar um acordo com credores para a reestruturação de dívidas no valor de R$ 640 milhões.
Ainda assim, o que se diz no mercado é que a companhia enfrenta dificuldades para honrar compromissos de curto prazo. Na semana passada, a empresa captou R$ 70 milhões junto à Geribá Investimentos por meio da emissão de notas comerciais, o que dá um alívio temporário, mas não resolve os problemas estruturais de caixa. Procurados, Pátria e IG-neous não se pronunciaram.
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Fabricante de “carros voadores” da Embraer prepara nova captação internacional
21/10/2024
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Caixa quer follow-on do seu braço de seguridade ainda neste ano
21/10/2024A direção da Caixa Econômica corre contra o tempo. O banco pretende realizar ainda neste ano o follow-on da Caixa Seguridade. A informação que circula à boca miúda na própria Caixa é que, de acordo com as sondagens feitas junto a fundos e bancos de investimento, a instituição já teria demanda firme para levantar cerca de R$ 1,5 bilhão. Todo muito bom, tudo muito bem, mas, para quem quer colocar a operação na rua até dezembro, a Caixa está sossegada demais. Até o momento, sequer contratou os bancos coordenadores da oferta.
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Cosan vai ter de recalibrar a propaganda para o IPO da Moove
14/10/2024“A Cosan tentou vender o que não tinha”. Grosso modo, é como um celebrado gestor de fundos, em conversa com o RR, resume a frustrada tentativa de IPO da Moove, braço de lubrificantes do grupo de Rubens Ometto. Na “venda” da operação, os coordenadores da oferta – uma tropa de alto coturno, formada por Itaú BBA, BTG Pactual, Santander, J.P. Morgan, BofA Securities e Citigroup – usaram e abusaram da mensagem de que a companhia estava em franco processo de internacionalização, o que lhe permitiria ter receita em moeda forte e crédito em condições mais vantajosas. Na melhor das hipóteses, um surto de wishful thinking que o mercado jamais comprou. Nem poderia. Praticamente toda a receita e Ebitda da Moove ainda são gerados no Brasil.
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Luiz Barsi está de saída da AES Brasil?
10/10/2024
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Softbank desperta no Brasil, mas com prudência
30/09/2024
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IPO serve de trampolim para CVC Capital vender participação na Moove
27/09/2024O CVC Capital Partners deverá se aproveitar da abertura de capital da Moove na Bolsa de Nova York, para vender integralmente a sua participação na empresa. O fundo norte-americano detém 30% da distribuidora de lubrificantes da Cosan. Estima-se que o valuation da companhia de Rubens Ometto possa chegar a US$ 2 bilhões, o que precificaria a parte do CVC em aproximadamente US$ 600 milhões. Por essas e outras, a operação vem sendo chamada no mercado de IPO do ano no “Brasil”. Só que em Nova York.
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Maya Capital recolhe os flaps e suspende captação para novo fundo
20/09/2024
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Venture capital norte-americano mira edtechs no Brasil
13/09/2024
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Peterson Partners sobrevoa o capital da Azul
13/09/2024Segundo fonte próxima à Azul, a Peterson Partners, de Utah, é um dos potenciais investidores com quem David Neeleman vem conversando para uma possível injeção de capital na companhia aérea. Conforme noticiou o Valor Econômico, na edição do último dia 4, Neeleman tem proximidade com fundos de investimento localizados no estado norte-americano – relações que começaram a ser construídas no tempo em que o fundador da Azul estudou na Universidade de Utah. A Peterson Partners, que administra pouco mais de US$ 2 bilhões em ativos, é historicamente bastante ligada ao empresário. Tão ligada que ambos parecem ser uma coisa só. No passado, o asset management investiu na própria Azul e na JetBlue, igualmente fundada por Neeleman. Não para por aí. Em 2021, a Peterson Partners ajudou financeira na decolagem da Breeze Airways, outra companhia criada pelo empresário
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Será que a Tarpon vai pular do barco da Hidrovias?
11/09/2024
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Iridium entra na mira da XP Investimentos
5/09/2024
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Venture capital argentino tem US$ 50 milhões reservados para o Brasil
3/09/2024O venture capital NXTP está prospectando startups de tecnologia no Brasil, especialmente desenvolvedores de softwares para fintechs e e-commerce. O país deverá receber quase metade dos recursos do mais recente fundo montado pela empresa, da ordem de US$ 100 milhões. Sediada em Buenos Aires, a NXTP reúne recursos de investidores de diferentes países da América Latina.
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Vibra faz “road show” dos seus próprios dividendos
29/08/2024O presidente da Vibra, Ernesto Pousada, tem feito um corpo a corpo junto aos principais fundos acionistas da empresa e bancos de investimento. As conversas passam por três pontos: dividendos, dividendos e dividendos. Pousada vem tentando dissipar os rumores de que a recente aquisição dos 50% restantes da Comerc, um negócio de R$ 3,5 bilhões, terá impacto sobre a política de remuneração dos acionistas da Vibra. O CEO garante que a regra de distribuição de, no mínimo, 40% do lucro líquido será mantida, prática esta, ressalte-se, que tornou a companhia uma das darlings do mercado. O que Pousada não diz é se a Vibra, ao menos no curto prazo, terá espaço para pagar dividendos extraordinários. Analistas da Goldman Sachs já disseram que não.
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Reag Investimentos tem mais uma aquisição no gatilho
28/08/2024O que se diz e o que se ouve no mercado é que a Reag Investimentos está perto de fechar mais uma aquisição. O deal deverá ser sacramentado em até dois meses. Nos últimos cinco meses, a gestora comprou a Quasar Asset Management, a Empírica e 25% da Confrapar – esta última representou sua entrada no segmento de private equity. Por essas e outras, o fundador e CEO da Reag, João Carlos Mansur, é tido por seus pares como um dos personagens mais agressivos do mercado neste momento. Há pouco mais de um ano, sua casa de investimentos tinha cerca de R$ 80 bilhões sob gestão. Recentemente, bateu na marca de R$ 180 bilhões. A aposta do RR? Os R$ 200 bilhões vêm ainda neste ano.
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Saúde é o que interessa para a Riverwood Capital
27/08/2024Há um zunzunzum na Faria Lima de que a norte-americana Riverwood Capital está em negociações com duas healthtechs brasileiras. Ao menos um deal deve ser fechado ainda neste ano. O setor é umas meninas dos olhos da gestora do Vale do Silício no Brasil. Em janeiro, por exemplo, a Riverwood aportou R$ 160 milhões na Amigo Tech, uma startup de software para clínicas e médicos.
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Gestora chilena sobrevoa o setor de e-commerce no varejo
13/08/2024A chilena Falcom Asset Management está vasculhando ativos na área de e-commerce no Brasil. Sua ponta de lança no país será o recém-montado fundo Tactical Latam Equities, criado para investimentos em países da América Latina. A Falcom tem uma posição na Falabella, uma das maiores redes de varejo do Chile.
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Banco do Brasil quer engordar seu fundo de venture capital
8/08/2024
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Brasil pode ganhar um upgrade no mapa da Bridgestone
8/08/2024
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A dura negociação entre Gilberto Sayão e Rodrigo Galindo
7/08/2024A Vinci Partners, de Gilberto Sayão, tem sido um osso duro de roer nas negociações para a venda da Farmax, empresa de personal care – notadamente cosméticos. Do outro lado da mesa, está Rodrigo Galindo, chairman da Cogna e fundador do private equity Vidya. Galindo quer o controle; por ora, a Vinci bate o pé e só aceita negociar uma fatia minoritária. Há discordâncias também em relação ao valuation da Farmax.
Esta pode ser a primeira grande investida do Vidya, fundo de mais de R$ 500 milhões montado por Galindo. O investidor olha para os mais diversos setores, de saúde à tecnologia. Só deve passar ao largo da área de educação, devido ao natural conflito de interesses com a própria Cogna. Procurada, a Vidya não retornou até o fechamento desta matéria. A Vinci, por sua vez, não quis comentar o assunto.
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BlackRock é o segundo “acionista de referência” da Sabesp
6/08/2024O BlackRock – potentado da gestão de recursos, com mais de US$ 10,5 trilhões – está montando uma posição de respeito no setor de saneamento no Brasil. O movimento mais recente é a compra de um volume expressivo de ações da Sabesp em bolsa. Ontem, no fim do dia, circulava no mercado a informação de que os norte-americanos teriam atingido a participação de 5,5%. Ou seja: a gestora já é o segundo maior acionista privado da Sabesp, atrás apenas da Equatorial Energia, acionista de referência, com 15% do capital. Há método por trás dessa investida. O BlackRock já tem participações na Copasa, de Minas Gerais, e na Sanepar, do Paraná. Passo a passo, a gestora norte-americana caminha para ser um importante investidor do setor de saneamento, onde reside um dos maiores problemas estruturais do país – estima-se que mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a tratamento de esgoto e aproximadamente 35 milhões não recebem água potável. Ressalte-se que o BlackRock está por trás do iShares MSCI Water Management Multisector, um dos grandes ETFs (exchange-traded fund) listados na Nasdaq e voltados a investimentos em gestão de águas.
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RM Farma entra na bula dos fundos de venture capital
6/08/2024Fundos de venture capital vêm rondando a RM Farma, startup voltada ao setor farmacêutico. No mercado, há quem diga que o interesse pode acelerar os planos do empresário Thiago Marques, fundador da empresa, de realizar uma nova rodada de capitalização. Na primeira, no ano passado, a RM Farma recebeu R$ 22 milhões de um grupo de investidores liderado pela PG&MP, casa de investimentos do empresário Paulo Morais, fundador da Espaçolaser. O aporte envolveu a transferência de 35% da empresa. A RM Farma desenvolveu uma plataforma de gestão para redes de farmácias de pequeno e médio porte. Sua carteira já reúne quase mil estabelecimentos, com faturamento somado de quase R$ 3 bilhões.
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Investidor Silvio Tini busca o salvo-conduto da CVM a qualquer custo
5/08/2024O megainvestidor Silvio Tini de Araújo vai recorrer da decisão da CVM, que o inabilitou para cargos em companhias abertas por cinco anos. É o Plano A. No entanto, no entorno de Tini há quem diga que ele e seus advogados já trabalham em um Plano B: a negociação de um acordo com o órgão regulador para comutar sua pena em multa financeira. Ele foi condenado por ter repassado informações privilegiadas sobre a Alpargatas, da qual é um dos principais acionistas, com 10%. No mercado, o julgamento é visto como um dos casos mais importantes do ano na CVM por se tratar de quem se trata. Tini é considerado um dos maiores investidores ativistas do mercado de capitais brasileiro, ao lado de Luiz Barsi Filho. Procurado, por meio de sua holding, a Bonsucex, Silvio Tini não se pronunciou.
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Carlyle vende seus últimos farelos acionários na Rede D´Or
30/07/2024A razoavelmente longeva sociedade entre o Carlyle e a família Moll, iniciada em 2018, está chegando ao fim. A gestora norte-americana vai ofertar em mercado o punhadinho de ações da Rede D´Or que ainda restou em sua carteira, algo como 0,5% do capital. Tomando-se como base apenas a atual cotação do conglomerado hospitalar – em torno de R$ 27 -, o blocktrade movimentaria algo em torno de R$ 162 milhões. Em determinado momento, o Carlyle chegou a ser o segundo maior acionista individual da Rede D´Or, com quase 12% de participação, atrás apenas dos controladores. Nos últimos anos, no entanto, iniciou um suave ciclo de desinvestimento com uma sequência de ofertas ao mercado. Na mais recente, em maio, levantou R$ 2 bilhões. Consultado, o Carlyle não se pronunciou.
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Cosan faz as contas para o IPO da Moove em Nova York
29/07/2024
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Enel tem tudo para ser um saco de pancadas eleitoral
29/07/2024Até prova em contrário, a Enel conseguiu um voto de confiança de Lula, do ministro Alexandre Silveira e do governador Tarcísio Freitas após apresentar a eles um novo plano de investimentos para São Paulo, no valor de R$ 6,2 bilhões. No entanto, os italianos têm uma pedra no sapato difícil de ser removida: o prefeito Ricardo Nunes. O alcaide tem se mostrado menos flexível nas conversas com a cúpula do grupo, mais especificamente o CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, e o presidente da subsidiária brasileira, Antonio Scala.
Qualquer semelhança com a proximidade da disputa eleitoral de outubro não seria mera coincidência. As seguidas falhas no fornecimento de energia na capital paulista tornam a empresa um potencial alvo de ataques tanto de Nunes quanto de seus adversários. Nenhum candidato, especialmente o atual prefeito, vai correr o risco de poupar uma prestadora de serviços que, neste momento, não conta com a menor simpatia do eleitor paulistano – para se dizer o mínimo. Ou seja: a Enel tem tudo para ser a Geni da campanha eleitoral em São Paulo. Procurada pelo RR, a companhia não quis comentar o assunto.
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Emissão de títulos verdes entra no radar da Corsan
29/07/2024Há um zunzunzum no mercado de que a gaúcha Corsan, controlada pela Aegea, planeja uma emissão de títulos ESG. Os recursos seriam canalizados para o programa de investimentos da empresa de saneamento, que precisa cumprir metas ousadas: a maior delas, ampliar os serviços de coleta e tratamento de esgoto dos atuais 21% para 90% da população do Rio Grande do Sul até 2033. Em 2021, quando ainda era estatal, a Corsan emitiu R$ 450 milhões em debêntures que foram classificadas como títulos verdes, devido ao impacto social e ambiental da captação.
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Vinci Partners prepara o bote sobre a HSI
26/07/2024
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Juca Abdalla avança no capital e no conselho da Petrobras
26/07/2024Há um alarido no mercado de que Juca Abdalla, dono do Banco Clássico, voltou a comprar ações da Petrobras em volumes mais significativos. O banqueiro já é um dos principais minoritários da estatal, não apenas pela sua participação de mais de 2% no capital ordinário, mas também pela aliança com outros acionistas, o que lhe garante um assento no Conselho desde 2021.
Na última eleição para o board, no entanto, em abril deste ano, Abdalla encontrou mais dificuldades do que o esperado. O banqueiro foi reconduzido ao Conselho, mas com ressalvas do Comitê de Pessoas (Cope) da Petrobras. O órgão considerou que ele não estava integralmente em conformidade com o estatuto da companhia por ser executivo e administrador de outras empresas que têm contratos com a Petrobras. Procurado pelo RR, por meio do Banco Clássico, Juca Abdalla não se manifestou.
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Minoritários tentam barrar assembleia de acionistas da Kora Saúde
23/07/2024
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ATG tem o desafio (quase impossível) de furar o monopólio da B3
19/07/2024A B3 está se considerando a Petrobras do setor bursátil brasileiro. A empresa tem o monopólio do mercado de valores mobiliários. A princípio, a ATG – marca fantasia da futura bolsa do Rio e nome do operador da iniciativa, o Americas Trading Group – é uma iniciativa fadada ao nanismo. A pergunta repetida entre os agentes financeiros é se a nova plataforma terá escala de negócios para enfrentar a B3, a dona do mercado. Hoje, os operadores da “Bolsa única” dizem que a ATG está longe das condições para esse enfrentamento. Mas há controvérsias.
Um dos principais sócios da nova empresa, o fundo soberano Mubadala, é um artilheiro que não pode ser desprezado. Em hipótese alguma. Trata-se de um dos maiores investidores do mundo, com potencial não só de alocar recursos do seu manancial sem fim, mas também de atrair outros fundos gigantescos. Em segundo lugar, está o fator Eduardo Paes. O atual prefeito e virtual prefeito reeleito do Rio já anunciou que tem como sua prioridade a ATG. Paes é um obstinado e promete dar incentivos a torto e a direito às empresas que optarem pelos negócios na “sua bolsa”. Mesmo que a nova “BVRJ”, como era chamada a Bolsa do Rio, faça só cosquinha na B3, é sempre saudável ver alguma competição com o dono da bola.
Para o Rio de Janeiro, a iniciativa é positiva seja qual for o placar desse jogo. O Brasil, para quem não se lembra, já teve 27 bolsas de valores. Aos poucos, por adensamento, o setor foi se consolidando. Mas, até a década de 80, ainda restavam quatro delas com alguma expressão (Extremo Sul – Rio Grande do Sul e Santa Catarina; Minas, Espírito Santo e Brasília; Pernambuco e Paraíba; e Ceará, que englobava os demais estados), todas representadas pela Comissão Nacional das Bolsas de Valores (CNBV). No final, ficaram as bolsas do Rio e de São Paulo, ficando a primeira disparadamente a mais significativa. Depois, com a criação dos mercados futuros de ouro e a termo, em São Paulo, e a colaboração de um episódio com impacto similar ao da fraude contábil das Americanas na Bolsa do Rio (o caso Naji Nahas), a Pauliceia ganhou de goleada. E a Bolsa do Rio simplesmente fechou. Essa derrota acachapante é uma das responsáveis pelo abandono do Centro do Rio.
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Eletrobras começa a girar o dimer até apagar sua participação na CTEEP
16/07/2024A oferta anunciada pela Eletrobras para vender parte expressiva das suas ações na CTEEP é vista no mercado como um test drive. A demanda e o valor alcançado serviriam de termômetro para a ex-estatal se desfazer do restante dos papéis – possivelmente ainda neste ano. Hoje, a Eletrobras tem 9,7% das ordinárias e 52,4% das preferenciais da CTEEP. A companhia flerta com a sua saída em definitivo do capital desde o ano passado – conforme informou o RR. Procurada, a Eletrobras não se pronunciou.
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Para o venture capital da Afya, saúde é o que interessa
10/07/2024De uma fonte do RR muito, mas muito próxima mesmo da Afya Educação: o braço de venture capital da empresa tem cerca de R$ 30 milhões para descarregar em startups. O fundo trabalha com um teto de aportes em torno de R$ 5 milhões por empresa. Na mira, healthtechs e mais healthtechs, a exemplo dos três investimentos já realizados, o mais recente o cheque de R$ 2 milhões para a Caveo, plataforma de assessoria contábil para profissionais da área de saúde. Total sinergia com a Afya, uma das principais holdings de universidades de medicina do país.
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Follow on da Caixa Seguridade volta ao radar da CEF
10/07/2024Está quente, está frio, está quente novamente: dentro da Caixa Econômica é voz corrente que a direção do banco retomou o projeto de follow on da Caixa Seguridade. Diante das condições do mercado, a cúpula da instituição financeira recalibrou as expectativas e trabalha com a possibilidade de levantar algo em torno de R$ 2 bilhões, abaixo dos R$ 3 bilhões previstos inicialmente. Com 82,75% do capital, a Caixa tem gordura societária de sobra para ofertar ações da sua controlada de seguros e previdência. Em tempo: ao que parece, os radares dos departamentos de research já captaram sinais da operação. Na semana passada, a XP Investimentos soltou um relatório estabelecendo o preço-alvo de R$ 18 para a ação da Caixa Seguridade ao fim de 2025, ou seja, uma alta de aproximadamente 26% em relação à cotação atual. Procurada pelo RR, a Caixa não se pronunciou.
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Azul vira uma ação de primeira classe para a BlackRock
8/07/2024
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Luiza Helena Trajano não merece a pecha de vira-casaca
5/07/2024
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Compra da Credz serve de trampolim para a DM Financeira
4/07/2024O céu é o limite para a DM Financeira. No mercado, espocam informações sobre planos da empresa de ampliar seu raio de ação, originalmente concentrado na área de crédito. Um dos alvos seria desenvolver soluções de pagamento para o varejo. A DM tem um insumo valioso nas mãos, com forte potencial para a oferta de serviços financeiros: sua base de clientes. Em abril, a empresa comprou a carteira de empréstimos da Credz, financeira dos irmãos Zogbi, antigos controladores da Ripasa e do Banco Zogbi. Com isso, superou a marca de R$ 4 bilhões em financiamentos. Passou a ser também a maior operadora de cartões private label de lojas, com mais de 13 mil pontos de venda. Em conversa com o RR, a DM informou que “seguirá mantendo como uma das estratégias de expansão a aquisição de operações.”. E confirmou também que trabalha para “oferecer produtos voltados para crédito, serviços e seguros” e está “empacotando tais soluções dentro do nosso aplicativo, o DMAPP”.
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Novo fundo da Barn Investimentos está prestes a sair do forno
3/07/2024
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Viver passa de incorporadora a incorporada pela Reag
3/07/2024A mudança no comando da incorporadora Viver tem chacoalhado os corredores da companhia. O que se diz é que o executivo Cláudio Kawa Hermolin teria sido escolhido a dedo para substituir Ricardo Piccinini da Carvalhinha, e seu principal papel seria prestar continência à Reag Investimentos. Pode ser. Pode não ser. O fato é que, nos últimos meses, especialmente no início do ano, a gestora de João Carlos Mansur ampliou sua posição no capital da empresa, de controle pulverizado. Tornou-se a maior acionista individual, com 14,3%. No mercado, a aposta geral é que a Reag estaria preparando o terreno para o take over da Viver, em um script semelhante à tomada de poder na GetNinjas. Em contato com o RR, a Reag informou que não está comprando mis ações da Viver. A gestora disse ainda que a indicação de Cláudio Kawa Hermolin foi “aprovada pela AGE competente”. Está feito o registro.
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É bom seguir o rastro da Previ na Vibra Energia
1/07/2024Na última sexta-feira, circulou no mercado a informação de que a Previ voltou a comprar um volume mais expressivo de ações da Vibra em Bolsa. Em março, o fundo de pensão já havia feito um movimento semelhante. A Previ já ultrapassou os 5%, o que lhe dá direito de voto nas assembleias de acionistas. Foi o suficiente para eleger, com o apoio de outros minoritários, o seu diretor de investimentos, Claudio Gonçalves, para uma cadeira no conselho da companhia. Se atingir 10%, crescem as chances de emplacar um segundo nome no board. Como em qualquer movimento mais sensível feito pela Previ, nunca se sabe ao certo onde termina sua estratégia de investimento e começam os interesses do governo. Tratando-se do antigo braço de distribuição de combustíveis da Petrobras e do permanente flerte da gestão Lula com a sua reestatização, nesse caso a resposta não parece ser tão difícil… Procurada pelo RR, a Previ não se manifestou.
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André Esteves e os Moreira Salles disputam cada ação da Eneva
28/06/2024Informação que correu ontem como um rastilho de pólvora no mercado: o BTG, de André Esteves, estaria rondando o Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, para comprar sua participação de 4% na Eneva. Faz todo o sentido. Muito sentido. O banco de André Esteves disputa um acirrado rali com os Moreira Salles pela hegemonia no capital e consequentemente no management da Eneva. Recentemente, o BTG chegou a 37% da empresa de energia, por meio de diferentes veículos de investimento. Está se aproximando da Cambuhy, gestora dos Moreira Salles, que se vale de uma coalizão societária para ainda permanecer no topo. Ao lado da Dynamo, Atmos e Velt, o clã forma um bloco coeso, com 40% das ações da Eneva. O que está em jogo é o poder de decidir para onde virar o manche da companhia. O BTG é tido como o principal artífice da estratégia da Eneva de buscar M&As nas mais diversas áreas da cadeia de energia, vide a frustrada negociação com a Vibra e os recentes rumores de uma possível associação com a petroleira PetroReconcavo. Procurados, BTG e Gávea não se pronunciaram até o fechamento desta matéria.
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CVC Capital deve deixar a Moove com um lucro aditivado
28/06/2024O IPO da Moove, o braço de lubrificantes do Grupo Cosan, desponta como uma operação sob medida para a CVC Capital Partners. A informação que circula entre os executivos da Cosan é que os norte-americanos vão aproveitar a janela para vender a maior parte ou mesmo integralmente a sua posição de 30% na empresa. É lucro certo. Em dezembro de 2018, quando se associou à Moove, a CVC desembolsou cerca de R$ 560 milhões, ou algo como US$ 145 milhões em valores da época. Segundo informou a Bloomberg no último dia 19, a Cosan está buscando um valuation da ordem de R$ 12 bilhões para a sua controlada. Caso esse market cap seja alcançado no IPO, a CVC embolsaria, portanto, algo em torno de R$ 3,6 bilhões com a oferta de todos os 30% – o equivalente a US$ 663 milhões. Ou seja: em seis anos, o investimento poderá render à gigante global de private equity um ganho em dólar de 350%.
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Será o grand finále do Pátria Investimentos na SmartFit?
26/06/2024A iminente aquisição da rede de academias Velocity – informação publicada inicialmente pelo site Brazil Journal na semana passada – é vista no mercado como a “última dança” do Pátria Investimentos na SmartFit. O que se diz em petit comité é que a gestora deverá zerar sua posição no capital da empresa até o fim deste ano. E a compra da Velocity seria um movimento fundamental para aumentar o preço de saída. Hoje, a valor de mercado, os 32% do Pátria na SmartFit valem aproximadamente R$ 4 bilhões. Em tempo: o GIC, fundo soberano de Cingapura, deverá aproveitar o embalo para também se desfazer do restante da sua participação na companhia, em torno de 8%.
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Vanguard Group circula nas estradas da Ecorodovias
26/06/2024Há um forte rumor no mercado de que, desde a semana passada, o norte-americano Vanguard Group tem comprado seguidamente papéis da Ecorodovias. A princípio, teria farejado um ótima oportunidade de realização de lucro mais à frente, tratando-se de uma ação que já caiu quase 30% no ano sem razões mais fortes para tanto – na última segunda-feira, por exemplo, o Bank of America soltou um relatório classificando o papel como uma boa opção de compra. Ainda assim, qualquer movimento do Vanguard Group é acompanhado com atenção redobrada pelas mesas de operação. Maior gestora de fundos do mundo, com mais de US$ 7 trilhões sob sua guarda, a empresa de investimentos norte-americana tem, digamos assim, uma capacidade preditiva como poucos. Vai que a Ecorodovias está prestes a anunciar algum fato novo de maior impacto…
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RBR Asset entra no radar do Pátria Investimentos
25/06/2024
Mercado
Beyoung cansa a beleza dos gestores da XP Asset
21/06/2024Há um alarido no mercado de que a XP Asset avalia se desfazer de participações do fundo. O que se diz é que o desinvestimento começaria pela marca de cosméticos Beyoung. Trata-se de um ativo que não tem feito muito bem à pele dos cotistas do fundo. Em dezembro de 2020, quando a XP entrou no negócio, o custo de aquisição foi de R$ 159 milhões. No último relatório divulgado pela gestora, em março, a participação estava marcada a R$ 76 milhões, uma desvalorização de 52%. Deixar a Beyoung significará “realizar” o prejuízo. Que remédio? O negócio jamais decolou. Em seu próprio relatório, a XP se refere à empresa como a “de maior risco de exposição e pior desempenho operacional dentre todas as companhias investidas do Fundo I”. Procurada pelo RR, a XP não quis se manifestar.
Mercado
Rede D´Or prepara sua resposta à fusão Dasa/Amil
18/06/2024Informação que ricocheteia no mercado: a família Moll, maior acionista da Rede D´Or, estaria preparando uma nova oferta de ações da empresa. Ressalte-se que, em 22 de maio, o clã ganhou gordura ao aumentar sua participação no negócio, com a compra de parte dos papéis colocados à venda pelo fundo norte-americano Carlyle – uma operação de R$ 400 milhões.
Foi uma “pechincha”. A família pagou R$ 29,44 por ação, um desconto de 5% em relação ao fechamento do pregão no dia anterior. O momento é mais do que sintomático para a eventual ida da Rede D´Or ao mercado. A aposta no setor é que a companhia vai partir para uma nova temporada de aquisições de hospitais. Seria uma reação à recente fusão entre a Dasa e a Amil, que criou a segunda maior empresa do setor no país. Procurada, a Rede D´Or disse que “não comenta especulações de mercado”.
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GetNet, do Santander, vai voltar à bolsa?
17/06/2024Há um bochicho no mercado de que o Santander avalia reabrir o capital da Getnet em Nova York. Seria um “meia volta, volver” apenas dois anos depois da empresa de soluções de pagamento do conglomerado espanhol sair simultaneamente da Nasdaq e da B3. De lá para cá, o negócio, que já era bom, subiu de patamar, saltando de uma receita de R$ 3 bilhões para um faturamento previsto da ordem de R$ 10 bilhões neste ano. De uma “simples” empresa de maquininhas, a GetNet virou uma multiplataforma de pagamentos. Consultado, o Santander não se manifestou.
Mercado
Gestora americana reserva mais alguns milhões de dólares para o Brasil
14/06/2024
Mercado
Os green bonds em dose dupla de Rubens Ometto
13/06/2024
Mercado
O que o BlackRock viu (de novo) nas Casas Bahia?
11/06/2024Desde a última sexta-feira, há um burburinho no mercado de que o BlackRock voltou a comprar volumes expressivos de ações da Casas Bahia. Por si só, a investida da maior gestora de ativos do mundo, com mais de US$ 10,5 trilhões em carteira, já seria suficiente para chamar a atenção do mercado. Mas há outro ponto lembrado nas mesas de operação: no fim de janeiro, a BlackRock adquiriu uma quantidade expressiva de papéis da Casas Bahia. Três meses depois, a rede varejista anunciou um importante acordo com os seus maiores bancos credores. Na ocasião, a ação chegou a subir 46% em menos de uma semana. O que será que o radar da BlackRock teria captado desta vez?
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Telefónica estuda novos investimentos em venture capital no Brasil
10/06/2024Informação que “circula” entre as antenas da Vivo: a Telefónica estaria disposta a aumentar para cerca de R$ 500 milhões o volume de recursos para investimentos em startups no Brasil, por meio do CVC Vivo Ventures. O fundo foi criado com aproximadamente R$ 300 milhões, dos quais apenas R$ 60 milhões já foram alocados. A disposição dos espanhóis em engordar sua operação de venture capital pode ser medida pela contratação do ex-Valor Capital Group Phillip Trauer – informação publicada pelo Pipeline, do Valor Econômico, no último dia 4. Trauer será o head não apenas do CVC Vivo Ventures, mas também da Wayra Brasil, braço global da Telefónica.
Mercado
Reag Investimentos persegue uma meta arrojada
7/06/2024A Reag não vai parar na aquisição da Empírica, anunciada na última terça-feira. Corre no mercado que o próprio João Carlos Mansur, comandante-em-chefe da empresa de investimentos, tem deixado escapar em petit comité que a meta seria chegar a R$ 50 bilhões em crédito estruturado sob gestão. Ou seja: duplicar a atual carteira, já contabilizando os R$ 9 bilhões amealhados com a compra da Empírica. É mais um front de negócios que vem garantindo a rápida escalada da Reag Investimentos, que já tem sob o seu guarda-chuva mais de R$ 160 bilhões em ativos. Aliás, há quem diga que Mansur não vai sossegar até bater nos R$ 200 bilhões. Pode ser que sim, pode ser que não.
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Emissão de green bonds entra no radar da Eneva
6/06/2024Bochicho que correu entre mesas de operação do mercado no final da tarde de ontem: a Eneva estaria preparando um nova captação, dessa vez com a emissão de títulos atrelados a metas de sustentabilidade. Não seria nada para já, mas para o último trimestre do ano. No momento, a Eneva está no meio do processo de lançamento de R$ 3 bilhões em debêntures, divididas em quatro tranches. A companhia precisa fazer caixa. De um lado, está a necessidade de reduzir seu nível de alavancagem – no balanço de março, a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 5,1 vezes; do outro, está a avidez da Eneva por M&As. Recentemente surgiram notícias de tratativas com a PetroReconcavo para uma possível fusão. Para não falar do que é quase um pensamento fixo entre os acionistas da empresa: a associação com a Vibra Energia, história que vai e volta, volta e vai. Procurada, a Eneva não se pronunciou
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O que Ronaldo Iabrudi reserva para o Pão de Açúcar?
4/06/2024
Mercado
Fundo soberano de Abu Dhabi aumenta aposta na Loft
3/06/2024É o que se diz, o que se comenta na Faria Lima: o ADQ, de Abu Dhabi, deverá liderar um novo aporte na Loft, startup do setor imobiliário. Trata-se do mais “pobrezinho” entre os fundos soberanos dos Emirados: tem cerca de US$ 120 bilhões em ativos. A ADQ entrou na Loft em agosto do ano passado. Na ocasião, a proptech foi avaliada em cerca de US$ 1,45 bilhão, muitos andares abaixo da rodada de capitalização de 2021, quando seu valuation beirou os US$ 3 bilhões.
Mercado
Follow on da Caixa Seguridade pode chegar a 20% do capital
3/06/2024Assunto do momento no mercado de seguros: a oferta de ações da Caixa Seguridade pode chegar a 20% do capital. Ou seja: o free float da subsidiária da Caixa Econômica mais do que dobraria, saindo de 17,5% para 37,5%. O banco estatal ainda manteria uma confortável posição no controle, de 62,5%. Agora, não é nada para já. O que se comenta à boca pequena é que o follow on deve ficar para o último trimestre do ano.
Mercado
General Atlantic sobe o “piso” dos seus gastos com educação
27/05/2024Informação captada pelas “antenas” da Faria Lima: a General Atlantic teria reservado cerca de R$ 1 bilhão para novos investimentos em educação no Brasil, notadamente a compra de startups da área. Há um zunzunzum também de que as futuras aquisições poderiam ser incorporadas à Arco Educação, da qual a General Atlantic é uma das maiores acionistas ao lado da também norte-americana Dragonner.
Mercado
Assaí deixa uma herança indesejável no balanço do Pão de Açúcar
20/05/2024O balanço do Grupo Pão de Açúcar (GPA) no primeiro trimestre tem alimentado preocupações no mercado. Entre minoritários há o temor de que o custo referente a ações trabalhistas de funcionários e ex-funcionários do Assaí seja superior aos R$ 300 milhões estimados pelo próprio GPA para este ano. A portas fechadas, alguns analistas chegam a especular sobre o risco de a despesa superar os R$ 450 milhões gastos no ano passado com os processos trabalhistas. Até porque o velho lugar comum do futebol se aplica ao caso: a Justiça trabalhista também é uma “caixinha de surpresas”, quase sempre contra o empregador. É a herança nada alvissareira deixada pelo Assaí, que foi controlado pelo GPA até 2022. Consultado, o Pão de Açúcar não se pronunciou.
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O próximo tijolo da BB Asset no setor de real estate
17/05/2024Corre à boca pequena que a BB Asset deverá aumentar sua aposta no setor de real estate. A informação é que a gestora do Banco do Brasil estuda a emissão de um segundo fundo “de tijolo”. Com base no êxito do primeiro, lançado há cerca de duas semanas, dentro da instituição financeira tem quem fale em uma captação próxima de R$ 1,5 bilhão. O fundo BB Premium Malls (BBIG11) levantou R$ 990 milhões, acima da oferta inicial de R$ 800 milhões. Mas a demanda pelos papéis bateu perto de R$ 1,2 bilhão. Em tempo: a Iguatemi, que prestou consultoria imobiliária para o BBIG11, já está a postos para carregar os próximos tijolos com a BB Asset. Procurada, a instituição não retornou até o fechamento desta matéria.
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Vinci Partners esbanja prosperidade no real estate
16/05/2024Informação que vem sendo cochichada de ouvido em ouvido no setor de real estate: a Vinci Partners estaria preparando mais uma captação para o fundo Vinci Shopping Center (VISC). Seria mais uma demonstração da prosperidade do braço de investimentos imobiliários da gestora de Gilberto Sayão. Entre outubro e dezembro do ano passado, o VISC levantou R$ 1,2 bilhão em duas emissões. Procurada, a Vinci não se pronunciou.
Mercado
Um candidato a unicórnio roda nas estradas brasileiras
13/05/2024A Buser, startup de venda de passagens de ônibus, é a darling do momento na Faria Lima. A informação que corre a 120 km/h é que um bancão de investimento está rondando a empresa, tentando antecipar seu IPO – o fundador, Marcelo Vasconcellos, costuma dizer que a abertura de capital está no radar, mas não para agora. O mercado já vê o carimbo de “unicórnio” na fuselagem dos ônibus do Buser. É quase consenso de que o valuation da empresa já passou de US$ 1 bilhão.
Mercado
Tem muita porta aberta nos shoppings da Multiplan
9/05/2024A recente venda de 8,85% da Multiplan que estavam nas mãos do Ontario Teachers acendeu um sinal de alerta no empresário José Isaac Peres e seus herdeiros. Com a operação, o free float passou de 44% para 53%. É ação demais dando sopa no mercado, ainda mais tratando-se de uma família que comanda seus negócios com mão de ferro, abrindo pouco espaço para forasteiros. Os Peres têm hoje 25,2% do capital da Multiplan. Uma hipótese para ampliar essa posição é negociar diretamente a compra das ações ainda em poder do Ontario Teachers, um antigo parceiro de José Isaac Peres. O fundo canadense manteve 18,5%. Pelo acordo societário, Peres tem direito de preferência sobre essa tranche. Quem o conhece de perto aposta as fichas que a probabilidade do empresário exercer a opção de compra é grande.
Mercado
O futuro da Kora Saúde ainda passa pela HIG Capital?
8/05/2024O pedido da HIG Capital de retirada da Kora Saúde do Novo Mercado tem provocado um tiroteio de informações cruzadas nas bolsas. Há um forte zunzunzum de que o passo seguinte da gestora norte-americana seria o fechamento de capital da empresa de medicina de grupo e a posterior a associação ou venda a um player da área de saúde – a Rede D´Or seria um pretendente, conforme o RR já informou. Não seria a única possibilidade que povoa as discussões na HIG.
Mesas de operação disparam também a hipótese de a HIG fazer uma oferta de ações da Kora, mesmo no segmento básico de listagem da B3, com o objetivo de pulverizar o capital e, consequentemente, reduzir sua exposure no negócio. Entre projéteis de um lado e de outro, um fato parece ter o consenso entre investidores e analistas: não foi para permanecer como acionista majoritária que a HIG tirou a empresa de plano de saúde do Novo Mercado
Mercado
Pátria vai tirar o corpo fora da SmartFit?
7/05/2024O RR ouviu uma história com pé e cabeça de que o Pátria vai zerar sua posição na SmartFit. A gestora detém 32% do capital da rede de academias. O Pátria vive um momento de rearrumação na sua prateleira de participações societárias. Negociou parte de suas ações na Hidrovias do Brasil para o Ultra e colocou à venda o controle da Gran Coffee, fabricante de máquinas de café. Tratando-se de quem se trata, tudo leva a crer que a desmobilização de ativos é o sopro que antecede uma nova rajada de investimentos em private equity. Consultado, o Pátria não quis se pronunciar.
Mercado
Investidores enxergam a governança da Vivara como uma bijuteria
7/05/2024Ao que tudo indica, vai demorar até que a Vivara consiga convencer o mercado de que voltou a ter uma governança 24 quilates. Até porque a companhia não se ajuda muito. Corre no mercado que fundos com posição na empresa teriam identificado sinais de interferência do acionista controlador e chairman, Nelson Kaufman, sobre a gestão do novo CEO, Otavio Lyra. Kaufman também teria chamado para si a escolha do novo CFO – Lyra está ocupando os dois cargos de forma provisória. O empresário é respeitadíssimo no setor pela sua trajetória – transformou duas lojinhas do pai em uma das maiores redes de joalheiras do Brasil. Mas, ultimamente, ficou marcado por arranhar a confiança dos investidores. Em março, anunciou seu retorno à presidência executiva depois de 13 anos longe da gestão. Nos dois dias seguintes, a ação da Vivara despencou quase 20%, e Kaufman foi obrigado a recuar. Pero no mucho, a julgar pelo que dizem à boca miúda investidores minoritários da companhia. Consultada, a Vivara não se manifestou.
Mercado
B3 assume o papel de xerife do mercado que um dia já foi da CVM
6/05/2024A B3 é hoje a principal demolidora da casa de alvenaria em que se tornou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Retificamos: é o segundo maior agente desconstrutor; o primeiro é a própria CVM, que canibaliza a si mesma. A B3 comprou a velha tese da autorregulamentação do mercado e está fazendo uma verdadeira maratona nessa área. Antes, ninguém acreditava nas regras que provinham das bolsas, “antro de prostituição”, segundo o saudoso economista Moyses Glatt, um dos criadores dos mercados a termo na Bolsa de Valores de São Paulo. Essa percepção mudou. A B3, junção de todas as antigas bolsas, não para de criar regulamentos de aperfeiçoamento do Novo Mercado. Hoje, a instituição é quem organiza de fato a “legiferação” e implementa as ações de melhoria das transações com ações e debêntures. Agora mesmo, modernizou a anacrônica concepção de que a CVM é o xerife do mercado. A B3, entre várias mudanças de aprimoramento das obrigações das companhias abertas, vai criar uma espécie de fast track para suspender as empresas que estejam se valendo de práticas suspeitas, fora das regras de conformidade ou com conduta desapropriada. Talvez a CVM seja informada em tempo real. Talvez depois do fato consumado. Ou, sabe-se lá, no dia seguinte por meio do mercado. Mas as missões estatutárias de acompanhamento, denúncia e punição, algumas das principais atribuições da CVM, vão para a prateleira do passado. O xerife agora é outro.
Só para dar um background sobre a CVM, a autarquia é uma espécie de patinho feio entre as instituições que gravitam em torno do mercado acionário. Seu orçamento é irrisório. Suas multas são baixas. Grande parte delas prescreve através das contestações na Justiça. O número de processos julgados pela instituição caiu para mais da metade entre 2018 e 2022. A CVM iniciou o ano de 2023 com um déficit de 30% no quadro de servidores em relação a 2010. Segundo estudo da FGV, em 2022 só houve 50 julgamentos. O comportamento de privilegiar a pena pecuniária permaneceu como parâmetro. Só que o valor total dessas multas, em 2022, segundo o estudo obtido pelo RR, somou R$ 48,4 milhões, sendo que R$ 20,4 milhões correspondem a ilícitos em mercado. Em não raros casos ainda cabe recurso. A título de blague, talvez fosse o caso de a CVM pensar no instituto da delação premiada. Puniria mais e arrecadaria muito mais.
Nos últimos três governos, foi acalentada a junção da CVM e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), outro patinho feio xifópago. O novo órgão ficaria mais parrudo, teria um status maior e poderia pleitear melhores condições de funcionamento ao governo federal. Mas, bulhufas! Nada aconteceu e nada deverá acontecer. Alguém, imagina, por exemplo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, realizando uma visita ou mesmo um elogio à CVM, órgão vinculado a sua Pasta? Apostas na mesa. O que ficou é a saudade dos tempos em que a autarquia era presidida por Roberto Texeira da Costa, um quadro de estirpe, no período de implementação da Lei das S/A, com um notável colegiado e tendo em Mario Henrique Simonsen um dos maiores estimuladores. Mas isso é conversa de ancião. Por ora, é tecer loas à B3, que segue na sua cruzada pelo aperfeiçoamento do mercado de valores mobiliários. Que a instituição, hoje “mãe de todas as bolsas brasileiras”, continue entregando o bom serviço que presta.
Mercado
Inteligência artificial é o novo alvo de Marcelo Claure
6/05/2024A “holding” Marcelo Claure é imparável. O investidor tem conversado com startups de tecnologia, no Brasil e nos Estados Unidos, e buscado “geniozinhos” da área com objetivo de montar um colar de negócios em Inteligência Artificial. Segundo fontes próximas a Claure, uma de suas fixações no momento é o uso de IA para experiências de consumo, notadamente em e-commerce. Mais sinérgico, impossível. Claure é o nº 1 da Shein no Brasil. Além de fundador da gestora Bicycle, partner de Eduardo Melzer e Pedro Parente na EB Capital, investidor em projetos de extração de lítio no Chile e na Bolívia, sua terra natal, sócio de clubes de futebol etc etc etc. Procurado pelo RR, por intermédio da assessoria da Shein, Marcelo Claure não quis se pronunciar.
Mercado
Estiagem no mercado de venture capital não perdoa nem o sobrenome Lemann
3/05/2024Uma informação de boa fonte, que tem grande trânsito junto a elite do mercado financeiro. Segundo o deepthroat, Lara Lemann, filha de Jorge Paulo Lemann, e sua sócia na Maya Capital, Monica Saggioro, têm gastado algumas horas do dia matutando sobre o lançamento de um novo fundo. A questão é o timing: há dúvidas – ou seriam certezas? – se este é o momento ideal para abrir a captação. Além da entressafra no mercado global de venture capital, a Maya está digerindo resultados frustrantes de algumas das empresas investidas. O RR teve a informação de que uma das startups do seu portfólio, que já recebeu mais de R$ 400 milhões em aportes dos seus acionistas, estaria por um fio. Não há de ser nada: onde houver um Lemann, jamais será inverno. Procurada, a Maya não retornou até o fechamento desta matéria.
Mercado
Marcos Molina aumenta o preço do seu “perdão” na CVM
30/04/2024Marcos Molina não desiste. O RR apurou que a defesa do dono da Marfrig está preparando uma nova proposta de termo de compromisso a ser encaminhada à CVM. O empresário tenta encerrar um processo administrativo contra ele.
A CVM investiga eventuais irregularidades em contratos a termo e à vista da MMS, empresa de Molina, que teriam o objetivo de aumentar a liquidez das ações da Marfrig e mantê-la no panteão das empresas integrantes do Ibovespa. No âmbito do processo, a autarquia já manifestou que a “MMS teria elevado de forma abrupta giro de negócios com o papel da Marfrig”, configurando um “excesso de demanda e de oferta artificial”. O volume de operações teria chegado a R$ 425 milhões.
Molina, ao que parece, vislumbra que a dor de cabeça em caso de condenação pode ser grande. Ele já fez três tentativas de acordo com a CVM, todas rechaçadas pelo órgão regulador. Entre a primeira e terceira proposta, o valor colocado à mesa pelo empresário para encerrar a investigação saltou de R$ 2 milhões para R$ 13,3 milhões. Procurado pelo RR, Molina não se pronunciou.
Mercado
Será o ato final do Casino no Pão de Açúcar?
26/04/2024Desde ontem, no fim da tarde, há um zunzunzum no mercado de que o Casino estaria prestes a anunciar a venda de uma nova tranche de ações do Pão de Açúcar ou até mesmo sua saída em definitivo do Brasil. O rebuliço na bolsa se retroalimenta com pesadas ordens de aquisição do papel. Um dos players mais frenéticos na ponta compradora seria a SPX Capital, gestora de Rogério Xavier.
Mercado
Rio de Janeiro ocupa vários metros quadrados na carteira da Valora
26/04/2024A Valora, do investidor Daniel Pegorini, estaria em negociações para a compra de mais dois prédios corporativos no Rio de Janeiro. Os recursos virão do fundo imobiliário recém-captado pela gestora, que levantou R$ 335 milhões. Já fazem parte da carteira cinco imóveis empresariais, também no Rio, comprados junto a um fundo do BTG, além do Edifício Cidade Jardim, em São Paulo.
Mercado
Vale a pena ver de novo? Reag prepara take over da Viver
23/04/2024A Reag Investimentos tem comprado seguidamente ações da incorporadora imobiliária Viver. Além das operações em bolsa, o RR apurou que a gestora de João Carlos Mansur negocia diretamente a aquisição de papéis junto a minoritários, notadamente fundos de investimento. A julgar pelo track records, a Reag está preparando o bote para o take over da companhia.
Trata-se de um script parecido ao GetNinjas: a Reag escalou a compra do papel em Bolsa, se articulou com outros investidores, assumiu o controle e ainda tirou da jogada o fundador da empresa e então maior acionista, Eduardo L’Hotellier. E, desta vez, ainda há uma vantagem adicional: uma aquisição hostil da Viver sairia bem “baratinho”.
A empresa está avaliada na Bolsa por apenas R$ 83 milhões, para efeito de comparação um terço do market cap da GetNinjas. Em contato com o RR, a Reag informou que “através de um de seus fundos, possui 14,33% de ações da Viver e conforme anunciado, tem intenção de participar da administração da empresa”.
Mercado
Bancos credores pressionam Intercement
22/04/2024A demora em fechar a venda da Intercement está colocando uma espada sobre a cabeça dos dirigentes e acionistas da Mover Participações, a antiga Camargo Corrêa. A companhia já procurou Banco do Brasil e Itaú para renegociar uma nova prorrogação do vencimento de suas debêntures, série com valor total de US$ 584 milhões. A dívida vem sendo rolada seguidamente, mas tudo tem um limite. O novo vencimento está previsto para 8 de maio. O RR apurou que o Itaú vem adotando uma postura menos flexível nas tratativas. O banco dos Setúbal estaria condicionando uma nova extensão à venda da Intercement, com garantias já apresentadas pelo futuro controlador. Mas onde está ele? As negociações tanto com a Votorantim quanto com a CSN prosseguem a passos lentos. Consultado, o Itaú disse que “não comenta casos específicos de clientes”. Já a Intercement não se manifestou.
Mercado
Advent dá ignição no IPO da Fortbras
18/04/2024A Fortbras, uma das maiores distribuidoras de autopeças da América Latina, como receita acima dos R$ 3 bilhões por ano, tirou seu IPO da gaveta. A abertura de capital servirá como janela para o Advent, acionista controlador, reduzir sua participação no negócio, iniciando seu processo de desinvestimento. A primeira tentativa de oferta de ações, em 2021, virou monóxido de carbono diante da falta de liquidez nos mercados internacionais. Consultado, o Advent não se pronunciou.
Mercado
São Pedro Capital sobe mais degraus no capital da Enjoei
18/04/2024A São Pedro Capital, de Alex Dias, ex-CEO do Google no Brasil, tem se movimentado no mercado para aumentar sua participação no capital da Enjoei, plataforma de e-commerce de artigos usados. Segundo a fonte do RR, dois fundos de investimento, que juntos detêm cerca de 8%, estariam na ponta vendedora. A São Pedro já é o maior acionista individual da empresa, com 11%, ultrapassando, inclusive, os acionistas fundadores, Ana Luiza Mclaren e Tiê Lima. Procurada, a gestora de recursos não se manifestou.
A ação da Enjoei, ressalte-se, está barata. Em novembro de 2020, no IPO, o valuation da companhia era de R$ 2 bilhões. Três meses depois, a empresa atingiu sua máxima histórica, com market cap de R$ 3,9 bilhões. De lá para cá, no entanto, perdeu 90% do seu valor de mercado. Por mais que a empresa de e-commerce ainda esteja em seu período de maturação, os investidores parecem ter enjoado do negócio por conta dos seguidos prejuízos, em torno de R$ 270 milhões nos últimos quatro anos.
Mercado
Petz se arma contra oferta hostil de seus concorrentes
16/04/2024Sergio Zimerman, fundador da Petz, está comprando mais papéis da empresa em mercado. Quer chegar a 51%, incluindo ações e títulos derivativos – entre fevereiro e março, avançou de 42,9% para 48% do capital total. Zimerman segue a linha de que o ataque é a melhor defesa. Busca uma posição majoritária para se blindar contra uma possível aquisição hostil em bolsa. O risco duplicou. Há informações de que, além da Cobasi, a Petlove também teria interesse em enredar a Petz por meio de um take over. Ressalte-se que a ação da empresa está no seu menor patamar histórico (R$ 3,66) – desde o IPO, a rede de petshops perdeu 78% do seu valor de mercado. Ou seja: as circunstâncias nunca foram tão favoráveis para algum pitbull da concorrência morder o controle da Petz. Apenas como um exercício matemático, tomando-se como referência a atual cotação do papel, a compra de 50% mais uma das ações demandaria cerca de R$ 850 milhões.
Mercado
BlackRock já enxerga investimento na Qualicorp pelo retrovisor
12/04/2024Corre no mercado que, nos últimos dois dias, o BlackRock voltou a vender um volume expressivo de ações da Qualicorp. No início do mês, a maior gestora de recursos do mundo já havia reduzido sua participação no capital da operadora de planos de saúde. O movimento do BlackRock tem alimentado rumores sobre a intenção dos norte-americanos em zerar sua posição na companhia. A empresa de investimento é o terceiro maior acionista da Qualicorp, atrás da Rede D´Or e do Pátria Investimentos. A operadora de medicina de grupo não vive exatamente seu melhor momento. Em 2023, teve uma queda no número de vidas de 13% em comparação ao ano anterior. No mesmo intervalo, a receita líquida recuou 10%.
Mercado
Natura prepara lançamento de green bonds
8/04/2024A Natura vai voltar ao palco das captações internacionais. A empresa prepara uma emissão de títulos atrelados a metas de sustentabilidade. No mais recente lançamento de green bonds, em 2021, a companhia amealhou US$ 1 bilhão. Após uma profunda reestruturação, que incluiu a venda da The Body Shop e da Aesop, a ida ao mercado será um bom teste para a Natura e – por que não dizer? – para a gestão de Fabio Barbosa, CEO da empresa. Procurada, a companhia não quis se manifestar.
Mercado
Movida quer encher o tanque com emissão de US$ 750 milhões
8/04/2024As primeiras reuniões com bancos e fundos de investimentos animaram a Movida. O RR apurou que a empresa de locação de veículos já identificou demanda suficiente para colocar em mercado o valor máximo previsto para a sua emissão de títulos no exterior, de US$ 750 milhões. Se confirmado, a operação responderá sozinha por quase 7% do volume total de títulos dívida emitidos por companhias brasileiras no exterior entre janeiro e a primeira semana de abril. Consultada pelo RR, a Movida informou que “não comenta rumores de mercado”.
Mercado
Flourish Ventures joga sua rede sobre fintechs brasileiras
4/04/2024A Flourish Ventures está garimpando fintechs das áreas de crédito e de soluções de pagamento no Brasil. Segundo a fonte do RR, há conversas em curso com três startups. A Flourish é a gestora venture capital do multibilionário Pierre Omidyar, fundador do eBay. Com aproximadamente US$ 600 milhões sob administração, a gestora já contabiliza aportes no Brasil, o principal deles no Banco Neon.
Mercado
MRV planeja novo “circuit breaker” contra a queda das suas ações
3/04/2024Os dirigentes do MRV discutem a possibilidade de lançar um novo programa de recompra de ações da empresa – o mais recente foi anunciado em dezembro. O motivo principal é estancar a queda de valor de mercado da construtora. Desde o início do ano, a ação já acumula uma queda de 30%. Se comparado ao pico histórico na pré-pandemia, mais precisamente em janeiro de 2020, a depreciação do papel chega a 62%. Ao mesmo tempo, talvez seja o momento propício para a própria MRV encarteirar ações, surfando na maré de baixa. O mau humor do mercado é até injustificável. A retomada do Minha Casa, Minha Vida é garantia de novo fôlego para a empresa. Só a Faixa 1 do programa habitacional, para famílias com renda máxima de R$ 2.640, concentra mais de 30% das vendas da MRV. De repente, até o próprio Rubem Menin, controlador da companhia, aproveita a oportunidade e aumenta um tiquinho a sua participação no capital. O RR entrou em contato com a MRV, mas a empresa não se pronunciou.
Mercado
Grupo Ultra quer derrubar pílula de veneno da Hidrovias do Brasil
26/03/2024O Grupo Ultra, que, no último domingo, anunciou uma oferta para comprar 17% da Hidrovias do Brasil, tem mantido, na paralela, conversas com a Tarpon Investimentos. O Ultra busca o apoio da gestora para convocar uma assembleia de acionistas extraordinária e alterar o estatuto da Hidrovias do Brasil, com o objetivo de mudar ou mesmo extinguir a pílula de veneno da empresa, hoje de 20%. A Tarpon tem 15% da companhia. A coalizão com a gestora pode ser um movimento societário determinante para jogar por terra a poison pill, abrindo caminho para o Ultra ter uma posição ainda maior na empresa de logística. O grupo, que já detém uma participação minoritária, está comprando as ações pertencentes ao Pátria Investimentos e o Temasek. Essa operação estava escrita nas estrelas, ou melhor, no RR, que, no último dia 13 de março, antecipou a decisão do fundo soberano de Cingapura de vender integralmente a sua participação na Hidrovias do Brasil.
Mercado
Tem dinheiro novo no mercado de venture capital
26/03/2024A NXTP Ventures, sediada em Buenos Aires, está provocando um certo frisson na Faria Lima. A gestora deverá alocar no Brasil mais de 70% do seu mais recente fundo, o NXTP III, que fechou a fase de captação em novembro do ano passado, com quase US$ 100 milhões. Há cerca de dois anos, quando a indústria de venture capital nadava em dinheiro, seria um “trocado”. Hoje, diante da estiagem de setor, nenhum cheque pode ser desprezado. A NXTP costuma investir no estágio de pré-seed ou em rodadas Série A.
Mercado
UBS e JP Morgan carregam sua carteira de ações da Braskem
22/03/2024As idas e voltas no processo de venda da Braskem têm provocado um frenesi nas bolsas. Desde a semana passada, segundo o RR apurou, UBS e JP Morgan vêm descarregando seguidas ordens de compra do papel. A dupla estaria entre os maiores responsáveis pela disparada das cotações em quase 30% desde a última quinta-feira. O banco suíço, por exemplo, teria movimentado quase R$ 50 milhões em um único pregão. Das duas uma: os dois bancões internacionais tiveram, digamos assim, alguma premonição sobre a Braskem ou já, já entram despejando o papel no mercado para realizar o lucro.
Mercado
Dono da Vivara perde algumas joias na bolsa
20/03/2024O CEO Nelson Kaufman já fez o empresário Nelson Kaufman perder aproximadamente R$ 700 milhões. A cifra representa a queda do valuation da participação societária de Kaufman em apenas três pregões da B3. A ação da rede de joalheiras já caiu quase 20% desde o fim de semana, quando o empresário anunciou seu retorno à presidência da companhia. Para o mercado, a volta de Kaufman significou alguns quilates a menos na governança da Vivara.
Mercado
Por que Alfredo Setúbal deu para morrer de amores pelo Nubank?
19/03/2024Se a declaração viesse de Olavo Setúbal Jr. ou de Milu Villela, ninguém estranharia. Mas a ode ao Nubank feita por um executivo da estirpe de Alfredo Setúbal, presidente da Itaúsa, é, no mínimo, suspeita. Hoje, durante a teleconferência com analistas sobre os resultados da holding dos negócios da família, Setúbal só faltou dizer que o banco sem agências é melhor do que o dele próprio. Entre as mesuras, o banqueiro afirmou que o Nubank “é um player competente e que veio para ficar”;
“É um banco bastante consolidado e que com certeza vai entrar em outros segmentos de produtos financeiros, não tenho dúvidas disso”; “Dos bancos digitais, me parece o mais bem posicionado do ponto de vista tecnológico, de estratégia, capital, depósito.” Só esqueceu de citar as assimetrias regulatórias que favorecem o Nubank e seus congêneres em relação aos bancos convencionais, contra as quais seu próprio irmão, Roberto Setúbal, tanto chiou. E de mencionar que a fintech, ao abrir seu capital em Nova York, em dezembro de 2021, alcançou um valuation de R$ 232,4 bilhões, superior, na ocasião, ao valor de mercado do Itaú (R$ 211,9 bilhões).
Mercado
Chinesa Temu quer demarcar seu território junto ao governo brasileiro
19/03/2024Executivos da chinesa Temu solicitaram uma agenda com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A plataforma de e-commerce vai levar a Haddad o seu plano de investimentos no Brasil, onde está prestes a iniciar operações. Segundo uma fonte próxima à Temu, o projeto inclui a contratação de indústrias têxteis brasileiras, que ficariam responsável pela metade dos artigos de vestuário comercializados no país, e a construção de centros de distribuição. Mais do que as tradicionais mesuras de quem está chegando ao Brasil, o que os chineses querem mesmo é estabelecer um canal direto de interlocução com Haddad e de influência em decisões do governo para o setor de e-commerce. Algo que a também chinesa Shein, do CEO Marcelo Claure, já faz com alguma propriedade. Criada há apenas dois anos, a Temu já alcançou um faturamento global de US$ 7 bilhões. Por trás da empresa está o conglomerado chinês Pinduoduo, que tem ações negociadas na Nasdaq e um valor de mercado da ordem de US$ 170 bilhões.
Mercado
IPO é a grande construção do momento na BRZ
19/03/2024O RR apurou que a construtora mineira BRZ quer colocar seu IPO na rua no início do segundo semestre. A empresa já estaria fazendo feito reuniões com bancos de investimentos e fundos para sondar a demanda pelos papéis. A BRZ leva como principal isca sua carteira de contratos no Minha Casa, Minha Vida, potencializada pela recriação da antiga Faixa 1, para famílias com renda mensal de R$ 2.640. No embalo do programa habitacional, a construtora tem colocado sobre a mesa dos bancos a previsão de romper pela primeira vez, neste ano, a barreira de R$ 1 bilhão em faturamento.
Empresa
Venda da Mineração Vale Verde volta à pauta da Appian Capital
12/03/2024A inglesa Appian Capital estaria retomando negociações para a venda da Mineração Vale Verde. A empresa é avaliada em algo próximo dos US$ 500 milhões. Seu principal ativo é o Projeto Serrote, uma mina de cobre em Craíbas (AL), na qual a gestora já aportou o equivalente a R$ 200 milhões. A companhia tem uma receita anual na casa dos US$ 180 milhões. No ano passado, a Appian chegou a fechar a venda da Vale Verde e de outra mineradora de sua propriedade no Brasil, a Atlantic Nickel, para a ACG Acquisiton, pertencente ao empresário russo Artem Volynets. No entanto, a operação acabou desfeita.
Mercado
Monashees garante um pouco de chuva na seca do venture capital
11/03/2024Há uma fila de startups disputando meia hora que seja de conversa com Eric Acher e Fábio Igel. Em meio à estiagem na indústria de venture capital, o Monashees, fundado pela dupla, tem sido o responsável pelos cheques mais generosos em recentes rodadas de capitalização. E vem mais por aí já nos próximos dias. Consultada pelo RR, a IG4 não se manifestou.
Mercado
Abertura de capital volta ao radar da Ademicon
8/03/2024A administradora de consórcios Ademicon retomou o projeto do IPO. Segundo o RR apurou, a empresa vem conversando com bancos e fundos de investimentos para medir o apetite e calibrar a oferta dos papéis. A Ademicon, que fatura cerca de R$ 500 milhões por ano, tem entre seus acionistas a gestora 23S Capital, leia-se Votorantim e Temasek, e o private equity Treecorp. Procurada, a empresa não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Mercado
Apesar do resultado superior, valor da marca do Itaú cai o dobro do Bradesco
6/03/2024Os apostadores da valoração das marcas bancárias terão enigmas de sobra para decifrar, a julgar pela edição 2024 do Banking 500 da Brand Finance, disponível na internet desde a manhã de hoje. Há números que chamam a atenção. Em primeiro lugar, as dobradinhas: a marca do Bradesco teve uma queda no seu valor (-2%) menor do que a do Itaú (-4%). É possível inferir que o melhor resultado financeiro comparativo do segundo, e vice-versa, não foi suficiente para reduzir o recall da marca do Bradesco junto ao correntista nacional. Já na outra dobradinha clássica, das duas grandes instituições financeiras estatais, o brand do Banco do Brasil chegou na frente (+11%). A Caixa Econômica ficou a quilômetros de distância (-7%). Essa diferença colossal deixemos para as três bruxas de Macbeth, de Shakespeare, explicarem.
O que já era previsto: o Nubank teve uma megavaloração no seu brand de 30% em relação à edição anterior. O BTG permanece em sua escalada – sua marca valorou 23%. A grande surpresa é o Banco do Nordeste, que cresceu 27% na comparação com 2023. Fica a dica caso o governo Lula dê uma guinada radical e decida privatizar um de seus bancos públicos.
A Brand Finance é uma instituição que mede o valor das marcas bancárias do mundo inteiro. Ressalvadas as enormes diferenças, funciona como as agências de rating ou o Boletim Focus, que faz previsões macroeconômicas todas as semanas. Ambos têm critérios difusos, mas são referência.
Mercado
Pátria e IGneous disputam pole position no capital da Infracommerce
6/03/2024Pátria Investimentos e a gestora IG-Neous, de Carlos Brito, têm travado um rali na bolsa por ações da Infracommerce, uma das maiores fornecedoras de soluções para plataformas de e-commerce no Brasil. Em disputa a posição de maior acionista individual da empresa e, consequentemente, a possibilidade de aumentar o poder no Conselho e na gestão executiva. O IG-Neous beira os 8% do capital. O Pátria, por sua vez, com aquisições em mercado nos últimos dias, passou de 6% para 7%. E tem buscado papéis junto a acionistas minoritários. Esta última, ressalte-se, tem como política manter participações majoritárias e comandar o management das empresas em seu portfólio. Consultadas pelo RR, Pátria e IG-Neous não se manifestaram.
Mercado
Os últimos passos da GP na Centauro?
29/02/2024A GP Investimentos, dona de 20% da Centauro, espreita a porta de saída do capital da rede varejista. O momento é oportuno para uma oferta de suas ações: nos últimos seis meses, o valor de mercado da companhia subiu 50%.
Mercado
Todos querem o executivo Wilson Ferreira Jr.
26/02/2024Wilson Ferreira Jr. é o sonho de consumo dos acionistas da Taesa – a colombiana ISA e a Cemig – para assumir a presidência da empresa. O comando de uma das maiores companhias de transmissão do país está vago com a saída do executivo André Telles Moreira. Vai ser difícil disputar o passe do ex-presidente da Eletrobras. O que se diz no setor é que Ferreira está se guardando para ser o todo poderoso CEO da companhia que poderá ser criada com a fusão entre Vibra e Eneva. Vibra, cabe lembrar, da qual ele próprio já foi presidente.
Mercado
Monte Capital pavimenta a estrada para a compra de mais ativos da Invepar
23/02/2024A Monte Capital prepara a captação de um novo fundo para a área de infraestrutura. A meta seria levantar algo em torno de R$ 300 milhões, munição que deverá ser usada para a aquisição de mais ativos da Invepar. Trata-se de uma curiosa engenharia caseira, uma vez que a gestora é acionista da holding de infraestrutura controlada por Previ, Petros e Funcef. No ano passado, a Monte Capital desembolsou R$ 200 milhões para ficar com a Concessionaria Litoral Norte, na Bahia, até então pertencente à Invepar. O RR entrou em contato com a Monte Capital, mas não obteve retorno.
Mercado
O pai da criança no IPO da Compass
22/02/2024Nelson Gomes, que deixou a presidência da Compass no início de janeiro para assumir o comando da holding Cosan, segue com um pé lá e outro cá. Gomes tem capitaneado o projeto de IPO da empresa de gás de Rubens Ometto, que deve ser realizado até junho. O executivo cuidou de todos os preparativos ao longo de 2023. Não ia querer ficar fora do poster na hora do título.
Mercado
Ninguém quer mais o IPO da Tigre do que o Advent
19/02/2024O RR apurou que a Tigre, fabricante de tubos e conexões, retomou os planos de IPO. “Tigre” é força de expressão. Quem realmente está empurrando a empresa para a Bolsa é o fundo Advent, dono de 25% do capital.
Mercado
Fundos norte-americanos querem ampliar participação na Arco Educação
19/02/2024General Atlantic e Dragoneer se movimentam para avançar mais algumas jardas no capital da Arco Educação. O alvo é a compra de parte das ações em poder da família Sá Cavalcante, sócios controladores da empresa. No ano passado, as duas gestoras lideraram uma oferta pública que levou ao fechamento de capital da Arco – na operação, desembolsaram cerca de US$ 355 milhões.
Os norte-americanos ficaram com 43% das ações, mas apenas com 10% dos papéis com direito a voto. O que General Atlantic e Dragoneer querem mesmo é aumentar seu poder sobre a gestão. Mesmo após o aporte das duas gestoras, os Sá Cavalcante mantiveram em suas mãos 88% das ações com direito a voto.
Mercado
Lemann recua e IPO avança no Grupo Salta
15/02/2024É tudo ao mesmo tempo agora no Grupo Salta, ex-Eleva, braço de Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles na área de educação. A empresa deu a partida em seu processo de IPO. O trabalho é conduzido pelo Warburg Pincus, um dos principais acionistas da companhia.
Executivos da gestora já tem feito sondagens no mercado para aferir a demanda pelos papéis. Os preparativos para a abertura de capital estão indexados às mudanças societárias em curso no Salta. Atmos, GIC, o fundo soberano de Cingapura, Mission Co. Siguler Guff negociam a compra de 30% do grupo em poder de Lemann e Telles, avaliados em aproximadamente R$ 1 bilhão.
A entrada no negócio está vinculada ao IPO. O RR tentou contato com o Grupo Salta, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Mercado
Cosan já faz “road show” para o IPO da Compass
2/02/2024O IPO da Compass vai sair. Executivos da empresa, braço de distribuição de gás da Cosan, têm visitado bancos de investimento e fundos para calibrar o apetite pela oferta. Segundo a fonte do RR, a companhia trabalha com um valor alvo de R$ 2 bilhões para a captação. Procurada, a Compass não quis comentar o assunto.
Mercado
Emissão de green bonds entra no pipeline da Klabin
31/01/2024A Klabin estaria preparando uma emissão de green bonds. De acordo com a mesma fonte, a empresa vem consultando bancos de investimento e fundos internacionais para aferir a demanda pelos papéis. A captação daria maior conforto à empresa em um momento de intensivos investimentos e consequentemente de aumento da alavancagem – não obstante a fabricante de celulose ser um exemplo de gestão financeira.
Em dezembro, a Klabin fechou a compra de ativos florestais da Arauco no Paraná por R$ 5,8 bilhões. Em 2021, não custa lembrar, a companhia levantou US$ 500 milhões com o lançamento de títulos atrelados a metas de sustentabilidade. Na ocasião, a demanda chegou a dez vezes o valor da oferta. Consultada, a Klabin não se manifestou.
Mercado
TAG prepara emissão de títulos verdes
29/01/2024A TAG (Transportadora Associada de Gás) – leia-se Engie e o fundo canadense CDPQ – prepara sua volta ao mercado. Segundo o RR apurou, os executivos da empresa discutem uma emissão de green bonds, a ser realizada ainda neste semestre. Há pouco mais de um mês, a companhia captou R$ 600 milhões com o lançamento de debêntures incentivadas.
O combustível financeiro visa a execução dos dois maiores projetos da TAG no momento: a construção do gasoduto Gasfor II, no Ceará, e a conexão com o terminal de gás natural liquefeito de Sergipe. Até 2027, a empresa vai investir cerca de R$ 3 bilhões. Em contato com o RR, a TAG disse que “está sempre aberta a analisar as oportunidades de mercado.” A empresa afirma ainda que “eventuais operações de captação novas serão comunicadas oportunamente ao mercado, conforme as regras de divulgação e transparência em vigor para esse tipo de operação.”
Mercado
Zentynel abre o caixa para novos investimentos em venture capital no Brasil
26/01/2024A chilena Zentynel está provocando um certo frenesi no mercado brasileiro de venture capital, especialmente entre startups de biotecnologia. A gestora iniciou uma rodada de pré-seleção de empresas e projetos para novos investimentos. Os chilenos pretendem aportar no Brasil uma parcela significativa de seu segundo fundo, no valor aproximado de US$ 90 milhões. Os desembolsos em cada startup devem girar entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões. A Zentynel, ressalte-se, já tem participação em três empresas brasileiras – Harmony, Autem Medical e ISA Lab.
Mercado
Follow on entra na pauta da Rede D´Or
23/01/2024O RR apurou que a família Moll, maior acionista da Rede D´Or, discute a realização de uma nova oferta de capital do grupo. Os recursos seriam aplicados no crescimento orgânico das operações da companhia. Uma das metas da Rede D´Or é criar cerca de 400 novos leitos em 2024. Seria um salto expressivo em relação aos últimos dois anos, período em que a expansão da rede hospitalar da empresa decepcionou o mercado. Entre 2022 e 2023, o grupo ofertou apenas 164 novos leitos. A captação em bolsa permitiria ainda a retomada da abertura de hospitais – os projetos estão suspensos há quase um ano. Procurada, a Rede D´Or informou que “não comenta especulações de mercado”.
Mercado
IPO é o novo princípio ativo da Cimed
8/01/2024O IPO voltou ao radar da Cimed, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do país. A empresa tem conversado com bancos de investimento e fundos de private equity. O tema é conduzido por Nicola Calicchio, presidente do Conselho de Administração.
Mercado
Mubadala raspa o prato de ações da Zamp
22/12/2023O Mubadala lançou uma blitzkrieg junto aos minoritários da Zamp. Por meio de diversos agentes financeiros atuando simultaneamente, tem feito uma operação feérica para comprar ações em circulação na Bolsa. O que se diz no mercado é que o fundo árabe persegue a meta de fechar o ano com 40% do capital da holding controladora do Burger King no Brasil – na última quarta-feira, contabilizava 40%. Mas essa não é a linha de chegada: o Mubadala só vai sossegar quando bater nos 51% e se tornar o controlador da companhia.
Mercado
Follow on da Trisul é obra para 2024
21/12/2023A Trisul, do empresário Jorge Cury, vai desafinar o coro das grandes incorporadoras imobiliárias. A empresa postergou as discussões internas sobre um eventual de follow on para o segundo semestre de 2024, na contramão de MRV, Tenda e Direcional, que fizeram lançamentos adicionais de ações nos últimos seis meses. Os números e as projeções de demanda não animaram a companhia. Ou seja: os dois bancões de investimento que estavam na soleira da Trisul com propostas de emissões em bolsa vão ter de esperar sentados.
Mercado
Efeitos climáticos obrigam Pátria a reavaliar sua saída da Hidrovias do Brasil
19/12/2023O extremismo climático está atrapalhando os planos do Pátria Investimentos para a venda da sua participação na Hidrovias do Brasil. Desde o fim de setembro, o valor da ação caiu 18%. Nesse período, houve um agravamento das condições de navegabilidade nos dois principais eixos de atuação da companhia. O corredor logístico que conecta Brasil, Paraguai, Argentina enfrenta uma dura estiagem; no arco norte, importante via de escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste, o problema são as fortes chuvas. O Pátria tem reduzido gradativamente sua participação na Hidrovias do Brasil, preparando sua saída em definitivo do negócio. Em julho, na última oferta em bolsa, a gestora vendeu parte de sua posição na Hidrovias do Brasil a R$ 3,40 a ação. De lá para cá, o papel chegou a bater nos R$ 4,70, mas já recuou para R$ 3,80. Ou seja: o Pátria, agora, terá de esperar a maré subir novamente para uma nova colocação de ações. Procurada pelo RR, a gestora de recursos não quis comentar o assunto.
Mercado
BRB prepara lançamento de ações em Bolsa
15/12/2023O BRB (Banco Regional de Brasília) vai tirar da geladeira o seu follow on, que chegou a ser anunciado em junho e acabou cancelado. A oferta de ações deverá ocorrer em março. No banco estatal, fala-se na captação de algo em torno de R$ 1,5 bilhão.
Mercado
Genial aposta no crédito estruturado para empresas de médio porte
14/12/2023A Genial Investimentos, que chegou recentemente à marca de R$ 500 bilhões sob gestão, está esticando mais um tentáculo no mercado. O banco montou uma área de crédito estruturado voltada ao middle market, comandada por Guilherme Panno. Com isso, a Genial passará a atuar no segmento de debt capital markets em operações de até R$ 100 milhões, lastreadas, sobretudo, em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Mercado
Virgo vai ao mercado em busca de nova capitalização
13/12/2023A Virgo, fintech controlada por Daniel Magalhães, iniciou um road show informal junto a fundos de venture capital. Segundo RR apurou, ainda não há qualquer banco engajado para coordenar a operação. Por ora, as conversas são conduzidas pelo próprio Magalhães, que busca investidores para uma nova rodada de capitalização, prevista para o primeiro trimestre de 2024. Um desses nomes já está dentro de casa: a XP, que, em 2021, comprou uma participação na Virgo, especializada em soluções financeiras para o mercado de capitais.
Mercado
Advent prepara desinvestimento na Fortbras
4/12/2023Há tempo de plantar e tempo de colher: o Advent está se preparando para vender a sua participação na Fortbras, uma das maiores distribuidoras de autopeças do país. Os norte-americanos estão no negócio desde 2016. Chegaram em uma empresa com faturamento na casa dos R$ 400 milhões. Sete anos e cinco aquisições depois, vão deixá-la com uma receita superior a R$ 1,5 bilhão. Procurado, o Advent não se pronunciou.
Mercado
Venture capital americano investe em saúde no Brasil
28/11/2023O SV Health Investors prepara seu desembarque no Brasil. Na mira, laboratórios e startups focados em biotecnologia. Sediado em Boston, o fundo de venture capital soma cerca de US$ 5 bilhões em ativos.
Destaque
Fundo de Abu Dhabi entra na disputa por ativos da Sigma Lithium no Brasil
28/11/2023A disputa pela maior operação de lítio do Brasil tornou-se uma corrida entre Estados soberanos. Segundo o RR apurou, o Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), fundo do emirado árabe, entrou no páreo para comprar os ativos da canadense Sigma Lithium no país. As conversas são conduzidas pelo Bank of America. O principal concorrente é a Public Investment Fund (PIF), companhia de investimentos do governo da Arábia Saudita.
O que está em jogo é o controle sobre reservas de lítio avaliadas em mais de US$ 5 bilhões, a valor presente. São aproximadamente 110 milhões de toneladas somadas nas jazidas de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha (MG). Procurada pelo RR, a Sigma Lithium não retornou.
Arábia Saudita e o emirado de Abu Dhabi duelam pela garantia de fornecimento de lítio pelos próximos 13 anos, vida útil estimada das reservas da Sigma Lithium em Minas Gerais. Em ambos os casos, o Brasil seria uma peça valiosa dentro de uma grande engrenagem geoeconômica. Os dois países árabes têm feito movimentos para montar posições estratégicas no setor. A Ma’aden, maior mineradora da Arábia Saudita e controlada pelo PIF, está trabalhando em um projeto para a extração de lítio do mar, no Golfo Pérsico.
O ADIA, por sua vez, mantém negociações com a chinesa Sunrise New Energy e a sul-coreana LG Energy para uma parceria voltada à produção de baterias a base do mineral, equipamento fundamental para a fabricação de veículos elétricos.
Mercado
Ethos Asset garimpa níquel e cobre no subsolo brasileiro
22/11/2023O fundo norte-americano Ethos Asset está prospectando ativos na área de mineração no Brasil, notadamente em níquel e cobre, essenciais para a fabricação de baterias para veículos elétricos. A gestora tem cerca de US$ 2 bilhões disponíveis para investimentos no país. Cerca de um terço desse valor estão reservados para projetos ligados à transição energética.
Destaque
Novela da Ricardo Eletro esquenta nos bastidores
22/11/2023A recuperação judicial da Ricardo Eletro tornou-se uma novela, não exibida ao grande público. O script reúne reviravoltas, tensões, intrigas e disputas entre “mocinhos” e “vilões”. Este último papel, ao menos aos olhos dos credores, tem sido atribuído aos empresários Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista, os antigos controladores da companhia.
No roteiro em questão, escrito por bancos, fornecedores e ex-funcionários, as baterias estão voltadas contra a dupla. Segundo o relato de um credor ao RR, ex-trabalhadores estariam se mobilizando para cobrar judicialmente de Nunes e Batista o pagamento de antigas dívidas da Ricardo Eletro – o passivo total incluído na RJ é superior a R$ 4 bilhões.
Não estão sozinhos. De acordo com a mesma fonte, os advogados do atual acionista e gestor da empresa, o investidor Pedro Bianchi, também estudam medidas judiciais para responsabilizar os ex-acionistas na física. A ofensiva jurídica teria como o objetivo o bloqueio e arresto de bens pessoais dos empresários para a quitação de débitos.
O informante do RR destila sua indignação contra os ex-acionistas da Ricardo Eletro, notadamente o fundador da empresa, Ricardo Nunes. Revolta esta que seria compartilhada por boa parte dos credores. Entre eles circulam fotos supostamente recentes de Nunes em situações, digamos assim, de aparente conforto financeiro – em viagens a locais, como Ibiza e Trancoso, ou pilotando o que seria o seu próprio helicóptero.
De acordo com a mesma fonte, as imagens serão anexadas ao processo contra os antigos controladores. O RR fez tentativas de contato com Ricardo Nunes, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A publicação não conseguiu localizar Luiz Carlos Batista. Também procurada, a Ricardo Eletro não se manifestou. O espaço segue aberto para o posicionamento de todos.
Há algo de remake nesses próximos capítulos desse folhetim. Caso o pedido de bloqueio do patrimônio dos ex-acionistas da Ricardo Eletro se confirme, os advogados dos credores trabalhistas estarão seguindo os passos de Itaú Unibanco e Santander. Os bancos entraram com uma ação requerendo o arresto de imóveis, valores em contas bancárias e veículos de Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista.
Cobram dos antigos proprietários da rede varejista uma dívida de R$ 102 milhões. A eventual investida contra Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista pode colocar ainda mais eletricidade em uma trama já repleta de twists e plot twists. Em pouco mais de um ano, a Ricardo Eletro já teve sua falência decretada em três ocasiões pelo TJ-SP. Em todas elas, os advogados da empresa conseguiram reverter a decisão. Enquanto isso, Pedro Bianchi tenta fechar um acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para a repactuação de dívidas tributárias em torno de R$ 1,8 bilhão, acordo que afrouxaria um dos garrotes amarrados à rede varejista.
Ao mesmo tempo, trabalha para retomar as operações. Desde o fim do ano passado, abriu cinco lojas, sob uma nova bandeira, Nossa Eletro, e lançou um site de e-commerce, com aproximadamente mil itens. Essa é a parte do enredo em que a companhia busca a sua redenção, um happy end. Mas, ao que tudo indica, e a julgar pelo cenário traçado pelos credores, ainda há muito a se percorrer até o epílogo dessa eletro-novela.
Mercado
Parceria com YPFB para produção de ureia e amônia enfrenta resistências na Petrobras
21/11/2023A proposta do governo da Bolívia para a construção conjunta de uma fábrica de amônia e ureia em Puerto Quijaro, na fronteira com o Brasil, é vista com ressalvas na Petrobras. Segundo informações filtradas da empresa, um dos principais motivos seria o modelo societário apresentado pelos bolivianos, que prevê o capital dividido fifty to fifty entre a estatal brasileira a YPFB. O projeto está orçado em aproximadamente US$ 2,5 bilhões. Em contato com o RR, a Petrobras confirmou que uma missão de executivos esteve recentemente na Bolívia para encontros com representantes da YPFB. Segundo a estatal, os “executivos da Petrobras ouviram oportunidades apresentadas pelos representantes da YPFB, sendo que nenhuma destas oportunidades foi analisada, não havendo, portanto, qualquer encaminhamento entre as empresas para instalação de uma fábrica de fertilizantes na Bolívia.” A companhia diz ainda que “eventuais decisões de investimentos deverão, dentro da governança estabelecida na Petrobras, passar pelos processos de planejamento e aprovação previstos nas sistemáticas aplicáveis, tendo sua viabilidade técnica e econômica demonstrada.”
Mercado
Advent vai zerar sua participação no Carrefour Brasil
21/11/2023Corre no mercado que o Advent prepara uma operação em bolsa para zerar sua posição no Carrefour Brasil/ Atacadão. A gestora norte-americana ainda mantém algo em torno de 12 milhões de ações da rede varejista. Em agosto, por meio de um block trade na B3, o Advent se desfez do equivalente a 85% da sua participação total na empresa, levantando pouco mais de R$ 600 milhões.
Mercado
Barzel leva seus fundos de real estate para a B3
17/11/2023A Barzel Properties está reavaliando o timing para a abertura de capital dos fundos de real estate Barzel Retail II e Barzel Log. O projeto inicial previa a listagem na B3 ainda neste ano. No entanto, a operação já foi postergada para 2024. Entre os principais ativos imobiliários dos dois fundos estão as cinco lojas e os quatro centro centros de distribuição comprados do Carrefour neste ano por R$ 1,2 bilhão. Em conversa com o RR, a Barzel informou que “ainda existe uma possibilidade de abertura de capital, mas dada a volatilidade recente no mercado de juros, estamos aguardando uma melhor definição para confirmar a colocação publicamente.”
Mercado
Mubadala morde mais um pedaço do capital da Zamp
14/11/2023Informação que circula desde o início da tarde no mercado: o Mubadala está comprando junto a fundos de investimento minoritários mais um lote de ações da Zamp. O fundo árabe se aproxima da marca de 36% do capital, sendo, com alguma folga, o principal acionista da holding dona do Burger King no Brasil. O Mubadala quer chegar aos 51% do negócio, mas há uma pedra no caminho: a FitPart, controlada por três ex-sócios do Garantia – Antônio Valle, Eric Hime e Fernando Prado. Dona de 20% do capital da Zamp, a gestora também tem adquirido ações em mercado. Aposta em uma futura oferta pública do Mubadala para fechar o capital da companhia. A “guerra fria” entre os dois maiores acionistas da Zamp tem inflacionado o valor do papel: nos últimos seis meses, a cotação acumula alta de 43%.
Mercado
Infracommerce ainda faz as contas para o seu follow on
13/11/2023A Infracommerce está encontrando mais dificuldades do que esperava para fechar o seu follow on, anunciado em setembro. Até o momento, a empresa ainda não teria garantias de demanda firme pela totalidade dos papéis, no valor de R$ 277 milhões. E isso que a companhia de tecnologia e logística já partiu de um ponto razoavelmente confortável: segundo o fato relevante divulgado há dois meses, um grupo de investidores, entre os quais atuais acionistas da Infracommerce e o Pátria, já teriam se comprometido com a compra de até R$ 205 milhões em papéis. Procurada, a Infracommerce não se pronunciou.
Mercado
Carlyle está faminto pelo IPO do Madero
10/11/2023O IPO está de volta ao menu do Madero. Os acionistas da rede de restaurantes, à frente o empresário Junior Durski, vêm maturando a oferta de ações, com previsão para o primeiro trimestre de 2024. O Carlyle é quem demonstra maior apetite pela operação. Dona de 34% do capital do Madero, a gestora norte-americana enxerga no IPO uma porta para reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua participação. Procurados, Madero e Carlyle não se manifestaram.
Mercado
General Atlantic e Across replicam parceria
9/11/2023A norte-americana General Atlantic, que administra mais de US$ 70 bilhões em todo o mundo, e a gestora brasileira Across Capital têm trocado figurinhas para aportes conjuntos em fintechs, com foco em soluções de pagamento. As duas já têm um negócio em comum: participaram da recente capitalização da QI Tech, empresa de tecnologia ara serviços.
Mercado
Startup Blip costura novo aporte de capital
8/11/2023Há informações no mercado de que fundos acionistas da Blip pretendem fazer um novo aporte na startup, especializada em soluções de inteligência artificial para atendimento. A mais recente capitalização ocorreu em junho de 2022. Na ocasião a empresa levantou cerca de US$ 70 milhões em uma rodada capitaneada pelo Warburg Pincus. Nos últimos meses, a Blip fez ajustes na sua estrutura de custos, com a demissão de cerca de 140 funcionários em setembro. Em contato com o RR, a startup disse que “Estamos sempre atentos a oportunidades do mercado, sejam aportes, aquisições e outras vias de expansão e fortalecimento do nosso modelo de negócio.” Perguntada especificamente sobre a possibilidade de uma nova rodada de capitalização, a empresa afirmou que “No momento não existe nenhuma discussão avançada sobre este assunto.”
Mercado
CTG Brasil estuda emissão de títulos ESG
7/11/2023A CTG Brasil, subsidiária da chinesa Three Gorges, estuda uma emissão de green bonds. Segundo o RR apurou, a empresa já tem feito sondagens junto a fundos e bancos de investimento internacionais. O lançamento de títulos verdes funcionaria como uma alternativa ao IPO. Desde o início do ano, o grupo de geração de energia já adiou por duas vezes a abertura de capital na B3.
Mercado
Eletrobras coloca os dois pés na porta de saída da ISA CTEEP
6/11/2023De primeira: a estratégia da Eletrobras é realizar sua saída da ISA CTEEP em duas etapas. Agora, com a já anunciada oferta de 52% das ações preferenciais; no início de 2024, viria o ato final, com a venda de 9,73% do capital ordinário da empresa de transmissão.
Mercado
BlackRock enxerga através das paredes na Taesa
3/11/2023A BlackRock, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, estaria comprando seguidamente ações da Taesa. O que os norte-americanos teriam enxergado na empresa de transmissão? Não é de hoje que a Cemig ensaia a venda da sua participação…
Mercado
Cemig prepara lançamento de títulos verdes
26/10/2023A Cemig quer puxar a fila de captações privadas em 2024. O RR apurou que a empresa prepara uma emissão de green bonds para o início do ano que vem. A operação seria da ordem de R$ 1 bilhão. Os títulos serão lastreados em projetos de geração renovável. Desta vez, o lançamento será realizado pela própria companhia, diferentemente da colocação de R$ 300 milhões em debêntures verdes concluída no último mês de junho, feita por meio da subsidiária Cemig GT. O RR entrou em contato com a Cemig, mas a empresa não quis comentar o assunto.
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Fundo soberano de Abu Dhabi investe em startups de saúde no Brasil
24/10/2023O ADQ, um dos três grandes fundos soberanos de Abu Dhabi, está prospectando startups da área de saúde no Brasil. Há informações no mercado de que a instituição pretende montar um ecossistema de operações nesse setor no país. O primeiro passo nesse sentido foi dado em setembro: a farmacêutica suíça Acino, controlada pelo ADQ, comprou a distribuidora de medicamentos M8. Com esse movimento, passou a ter uma fatia nada desprezível da venda de remédios no Brasil. Entre outros negócios, a M8 detém a exclusividade para a distribuição do Lexotan e Valium no país.
A ADQ tem feito crescentes investimentos no Brasil. Há cerca de dois meses, aportou cerca de US$ 100 milhões na Loft, startup do setor imobiliário. Ressalte-se que o fundo soberano tem um privilegiado consultor sobre o país no primeiríssimo escalão do seu management: o brasileiro Marcos de Quadros, ex-Merrill Lynch e ABN Amro, que ocupa o cargo de CFO do ADQ.
Nos últimos meses, o fundo soberano, que administra mais de US$ 150 bilhões em ativos, tem se notabilizado por grandes investimentos globais em saúde: em março deste ano, por exemplo, costurou a fusão da própria Acino com outros três laboratórios internacionais – Pharmax, dos Emirados Árabes, Amoun Pharmaceutical, do Egito, a Acino da Suíça, e Birgi Mefar Group, da Turquia.
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Vanguard Group acerta o timing no Magazine Luiza
19/10/2023Corre no mercado que, nos últimos dias, o Vanguard Group comprou um expressivo volume de ações do Magazine Luiza. Maior gestora de fundos de investimento do mundo, com mais de US$ 7 trilhões sob a sua guarda, a casa firma de private equity norte-americana teria de saído de 1,6% para pouco mais de 2% do capital da rede varejista. A julgar pelo timing, o radar do Vanguard Group, ao que parece, está calibrado. As aquisições ocorreram poucos dias antes do Magazine Luiza anunciar que vai aderir ao Remessa Conforme, programa do governo federal que oferece isenção do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. Durante o pregão de ontem, a ação da empresa chegou a subir mais de 5% por conta da decisão.
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O clima está favorável para os investimentos da GK Partners
18/10/2023A GK Partners, gestora de Eduardo Mufarej, ex-sócio da Tarpon, fechou nas últimas semanas a captação de mais R$ 100 milhões – ao todo, já amealhou algo em torno de R$ 500 milhões. Parte expressiva desses recursos será destinada a investimentos na fronteira entre meio ambiente e clima. A GK conta com a consultoria de especialistas em condições climáticas, entre os quais o norte-americano Stephen Beaton, Ph.D em química, que, recentemente passou um mês no escritório da gestora, em São Paulo.
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BTG monta fundo de investimentos lastreado em nova liga de futebol
16/10/2023O BTG estuda a criação de um fundo de investimentos atrelado à Libra (Liga Brasileira de Futebol). Entre os ativos estariam os direitos comerciais, notadamente publicidade e contratos de direitos de transmissão, dos 17 clubes que compõem a Liga, entre os quais Flamengo e Corinthians. Ao lado da Kodajás Sports Kapital, o BTG é um dos advisers da criação da Liga, que tem o Mubadala como o seu maior investidor.
- O novo fundo, ressalte-se, é mais um capítulo da disputa particular entre o banco de André Esteves e a XP por negócios relacionados ao futebol. Esta última joga com a camisa da LFF (Liga Forte do Futebol). A XP já anunciou a criação de um fundo similar e pretende captar no mercado R$ 800 milhões para investimentos nos 18 clubes integrantes da LFF e mais as quatro SAFs com as quais já fechou acordo para a compra de 20% dos direitos comerciais por 50 anos (Botafogo, Coritiba, Cruzeiro e Vasco). Procurado pelo RR, o BTG não quis se manifestar.
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Softbank não vê mais benefício algum na Dotz
6/10/2023O Softbank quer se desfazer de sua posição na Dotz, plataforma de benefícios. A ideia é vender a participação em bloco no mercado secundário. E digerir as perdas. O investimento na empresa brasileira é responsável por um amargo prejuízo na carteira do SoftBank Latin America Fund LP, o principal fundo do banco japonês na região. O venture capital entrou na Dotz em junho de 2021, como âncora do IPO da companhia. Na ocasião, o papel foi precificado a R$ 13,20. Ontem, fechou o pregão da B3 a R$ 1,12, uma queda de 91%. Por sinal, o SoftBank, maior investidor em venture capital do mundo, é um exemplo gritante da crise que atinge o segmento. No último ano fiscal, registrou um prejuízo de mais de US$ 4 bilhões
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Venture capital mexicano chega ao Brasil de olho nas startups de “segunda mão”
2/10/2023A Attom Capital, sediada no México, prepara seu desembarque no Brasil. A gestora de venture capital atua no mercado secundário, comprando ações de startups em poder de outros fundos: Na prática, dá uma porta de saída para investidores que entraram nas primeiras rodadas de capitalização. Na maioria das vezes, aproveitando-se de um valuation do ativo abaixo da precificação anterior. Com a escassez de recursos no mercado de venture capital, o que não falta é startup nessas condições no Brasil. A Attom tem como sócios o investidor mexicano Iñigo Martinez Gil, fundador da Odetta, plataforma mexicana de venda de automóveis, e a chilena Antonia Rojas.
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B3 deixa um pé em nova bolsa sul-americana
2/10/2023A B3 decidiu permanecer com uma participação minoritária na nova instituição criada a partir da fusão das bolsas de valores da Colômbia, Chile e Peru. Terá, inclusive, um representante no board: Claudio Jacob, diretor de desenvolvimento mercados e de clientes da B3. Segundo o RR apurou, Jacob tem participado de maneira razoavelmente ativa na composição da nova companhia. Talvez ainda seja cedo para falar em retomada dos planos de internacionalização e do projeto de se tornar uma grande consolidadora do mercado bursátil na América Latina. Mesmo assim, a permanência da B3 no negócio chama a atenção pelo contraponto a movimentos no passado recente. Há cerca de dois anos, a holding brasileira se desfez da sua participação na Bolsa do México, sinalizando que gradativamente sairia também do Chile, Colômbia e Peru.
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Mubadala vai ter de pagar “pedágio” pelo controle do Burger King
29/09/2023A FitPart promete ser uma carne de pescoço no caminho do Mubadala. A gestora capitaneada por três ex-sócios do Garantia – Fernando Prado, Antônio Valle e Eric Hime – tem comprado seguidamente papéis da Zamp em bolsa. Segundo o RR apurou, vem também abordando minoritários para a aquisição de ações em bloco. De acordo com a mesma fonte, a gestora quer chegar perto dos 30% de participação – hoje, tem pouco mais de 20%. O que se diz no mercado é que o objetivo da FitPart passa longe da montagem de uma posição de mais longo prazo na holding controladora do Burger King Brasil. A gestora estaria varrendo o mercado para depois cobrar caro do Mubadala para revender as ações. O fundo soberano de Abu Dhabi tem aproximadamente 20% da Zamp e quer atingir uma posição de controle, chegando, portanto, aos 51% do capital. O rali entre a FitPart e o Mubadala tem ajudado a elevar as cotações: nos últimos 30 dias, o valor da ação acumula alta de 17%. Na semana passada, houve pregão que a cotação subiu 6%.
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Venture capital de Pierre Omidyar abre o caixa no Brasil
28/09/2023O norte-americano Flourish Ventures prepara uma nova fornada de aportes em startups no Brasil. O fundo teria reservado cerca de US$ 50 milhões. Segundo o RR apurou, o primeiro investimento deve ser fechado em até duas semanas. O Flourish pertence ao empresário Pierre Omidyar, fundador do site de leilões eBay e dono de uma fortuna estimada em mais de US$ 10 bilhões. Com uma carteira em torno de meio bilhão de dólares, o fundo já aportou recursos em oito startups no Brasil, entre as quais o Banco Neon, Swap e Kamino. Desde o ano passado, o venture capital mantém uma representação em São Paulo, capitaneada pela colombiana Diana Narváez
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Boticário semeia nova emissão de green bonds
27/09/2023O Boticário prepara uma emissão de bônus atrelados a compromissos de sustentabilidade. Segundo o RR apurou, a empresa já começou as sondagens juntos a grandes bancos e fundos. A meta seria uma colocação superior ao lançamento de SLBs (Sustainability-Linked Bonds) feito pela companhia no fim de 2020, que movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão. Parte dos recursos captados deverá ser destinada ao financiamento de fornecedores. Em parceria com o Itaú BBA, o Boticário mantém uma linha de crédito específica a parceiros vinculada ao cumprimento de 16 metas de responsabilidade socioambiental. Procurada pelo RR, a empresa não se manifestou.
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Ant Group prepara seu desembarque da Dotz
26/09/2023Circula no mercado a informação de que o Ant Group, leia-se o braço financeiro do gigante chinês Alibaba, está reavaliando seu investimento na Dotz. Os chineses planejam reduzir ou mesmo zerar a sua posição no capital, em torno de 5%. A Dotz, plataforma de programas de fidelidade, tem sido uma máquina de moer dinheiro: entre 2020 e 2022, teve um prejuízo acumulado da ordem de R$ 240 milhões. A companhia promete atingir o breakeven ainda neste ano, mas os chineses não estariam dispostos a pagar para ver. Ainda que a saída signifique a realização de um razoável prejuízo. Quando entrou no capital da Dotz, em setembro de 2021, a ação estava próxima dos R$ 9. De lá para cá, o papel despencou. Nesses dois anos, a empresa perdeu 87% do seu valor de mercado.
Mercado
BlackRock vende ações da Cemig
22/09/2023Corre no mercado que, nos últimos dois dias, o BlackRock vendeu um significativo volume de ações da Cemig. Há pouco mais de um mês, o gigante norte-americano da gestão de recursos (quase US$ 10 trilhões em ativos) já havia se desfeito de parte da sua posição na estatal mineira. O BlackRock estaria hoje com algo próximo dos 9% do capital total. Pode ser uma realização de lucro, para aproveitar a alta de 25% do papel acumulada nos últimos dois meses. Como pode ser também uma resposta ao “vai, não vai” da privatização da Cemig.
Mercado
Uma saída lenta, gradual e lucrativa da Cemig
19/09/2023A gestora nova-iorquina Pzena Investment Management teria vendido nos últimos dias mais um pedaço da sua participação na Cemig. Foi o terceiro lote de ações da estatal mineira negociado em bolsa em pouco mais de dois meses. No mercado, o que se diz é que a Pzena prepara-se para zerar sua posição na companhia, hoje em torno dos 4%. Se sair agora, vai realizar um lucro expressivo. O private equity montou boa parte de sua carteira de Cemig em fevereiro de 2021, quando o papel era negociado na casa dos R$ 8,25. Hoje, está em R$ 12,80, um salto de 55%.
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Temasek desembarca da Hidrovias do Brasil
14/09/2023O Temasek, fundo soberano de Singapura, vai vender o restante da sua posição na Hidrovias do Brasil, associação com o Pátria Investimentos. A operação deverá ocorrer no início de novembro, pouco depois do lock up que os asiáticos terão de cumprir. Na oferta secundária da Hidrovias realizada em julho, o Temasek comprometeu-se a não negociar ações da empresa por 90 dias, período que se encerrará no dia 12 de outubro. O fundo mantém 4,15% da operadora logística. Tomando-se como base apenas o valor de mercado da Hidrovias, esse quinhão corresponde a algo em torno de R$ 150 milhões.
Mercado
Compass quer puxar a fila dos IPOs em 2024
12/09/2023A Compass bateu o martelo: o RR apurou que a empresa vai realizar seu IPO no primeiro trimestre de 2024. Dona de um portfólio com 12 distribuidoras de gás, herdadas com a compra da antiga Gaspetro, a empresa trabalha internamente com uma estimativa de valuation da ordem de R$ 24 bilhões. A ideia é levantar até R$ 3,5 bilhões. A Cosan, de Rubens Ometto, dona atualmente de 88% do capital, pretende se manter como acionista majoritária. A Mitsui também seguirá no negócio.
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Grupo árabe se torna maior acionista da Telefónica. E, por tabela, da Vivo
5/09/2023O jornal espanhol El Mundo acaba de noticiar que a STC (Saudi Telecom Company) fechou a compra de 9,9% da Telefónica, tornando-se a maior acionista individual da companhia (https://www.elmundo.es/economia/2023/09/05/64f77b2de85ece4b058b4592.html). O STC é o maior grupo de telecomunicações da Arábia Saudita e um dos principais do Oriente Médio. Talvez não seja exagero dizer que a Telefónica está deixando de ser uma empresa espanhola. Não obstante o capital pulverizado, até então o Banco BBVA era o maior acionista individual, com 4,8%.
Obs RR: O negócio tem ligação direta com o Brasil. Ainda que por via indireta, a Arábia Saudita passa a ter uma posição estratégica no mercado brasileiro de telecomunicações, por meio da Vivo, controlada pela Telefónica. Isso no momento em que o setor vive a chegada do 5G, o que aumenta significativamente a oportunidade de negócios em banda larga e áreas correlatas, como a produção e distribuição de conteúdo. Há seis anos, outro país árabe ensaiou entrar no setor de telefonia no país. A Orascom, do bilionário egípcio Naguib Sawiris, fez uma oferta para comprar a Oi, então em sua primeira recuperação judicial.
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Advent já calcula os prejuízos da sua saída definitiva do Carrefour
4/09/2023O Advent pretende realizar um novo leilão na B3 ainda neste ano para se desfazer do restante do capital do Carrefour Brasil em seu poder – algo em torno de 12 milhões de ações. A oferta em bloco será um fator a mais de pressão sobre o papel, que acumula uma queda de 28% neste ano – 24% apenas no último mês. O volume de ações corresponde a algo em torno de 2% do free float.
Uma é coisa é praticamente certa: o Advent sairá do negócio amargando um prejuízo. Em março de 2021, ao vender a rede BIG para o grupo francês, a gestora norte-americana recebeu parte do pagamento em ações do Carrefour Brasil. Na ocasião, o papel valia R$ 22. No último dia 4 de agosto, quando o Advent se desfez de 63 milhões de ações, a operação saiu a R$ 12,30. De lá para cá, a cotação caiu ainda mais; o papel fechou o pregão da última sexta-feira a R$ 10,52.
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Vanguard Group despeja combustível nas ações da Marcopolo
1/09/2023No mercado, a gestora norte-americana The Vanguard Group – um colosso que administra mais de US$ 7 trilhões – é apontada como a principal locomotiva que tem puxado as ordens de compra da Marcopolo. Nos últimos 30 dias, o papel subiu 22%. Qualquer semelhança entre o apetite dos norte-americanos e o leilão do programa Caminho da Escola, marcado para o próximo dia 12, não é mera coincidência. Nesse dia, o governo federal vai licitar a aquisição de mais de 16 mil ônibus para a rede pública de ensono. Hoje, a Marcopolo responde por mais de 60% dos veículos financiados pelo programa. Mantida a média, poderá cravar a venda de quase 10 mil ônibus no leilão do dia 12. É contrato para lá de R$ 4 bilhões.
Mercado
Talvez seja hora da Centauro comprar Centauro
31/08/2023Há fortes rumores no mercado de que o Grupo SBF estaria preparando uma oferta de recompra de ações da Centauro. Seria um “circuit breaker particular”, leia-se uma tentativa de frear as seguidas quedas do papel. No ano, a rede varejista acumula uma perda de mais de 40% do seu valor de mercado. E a tendência é de que a cotação siga descendo ladeira depois que a Centauro reportou prejuízo de R$ 33,7 milhões no segundo trimestre, contra um lucro de R$ 32,1 milhões em igual período no ano passado. Em tempo: em 12 de julho, o Itaú BBA soltou um relatório elevando o preço alvo da ação de R$ 19 no fim de 2023 para R$ 22 em dezembro de 2024. A ladeira é íngreme: somente nesse intervalo, o papel caiu de R$ 13,15 para a casa dos R$ 7,30. Consultado, o Grupo SBF afirmou que “não comenta rumores de mercado”.
Mercado
Tigre afia as garras para entrar na bolsa
28/08/2023A Tigre vai abrir o capital. Segundo o RR apurou, os sócios da companhia – a família Olsen e o Advent – já estão alinhavando os termos do IPO. A ideia é que a oferta de ações ocorra no primeiro trimestre de 2024. Os acionistas da Tigre trabalham com uma estimativa de valuation acima de R$ 7 bilhões. Para efeito de comparação, em fevereiro de 2022, o Advent pagou cerca de R$ 1,35 bilhão por 25% do capital. Ou seja: a empresa foi precificada em R$ 5,4 bilhões. Ressalte-se que os indicadores mais recentes da Tigre não são exatamente os mais alvissareiros. No primeiro semestre, a maior fabricante de tubos e conexões do país teve uma queda de receita da ordem 15% no comparativo com o mesmo período em 2022. No mesmo intervalo, o seu Ebitda recuou 33% – de R$ 525 milhões para R$ 349 milhões.
Mercado
Venture capital de Hong Kong vai investir em agtechs brasileiras
24/08/2023O fundo CGV Ventures, sediado em Hong Kong, está garimpando agtechs no Brasil. Segundo o RR apurou, desde maio representantes do venture capital vêm conversando com startups brasileiras, com o objetivo de selecionar projetos no país. Controlado pelas investidoras Claudine Ying, herdeira de um dos maiores grupos de moda da Ásia, e Mimi Lau, ex-Goldman Sachs, o CGV já aportou recursos em dez empresas. Nove delas nos Estados Unidos.
Mercado
Temasek já coloca meio corpo fora do navio da Hidrovias do Brasil
22/08/2023O Temasek, fundo soberano de Cingapura, prepara seu desembarque do capital da Hidrovias do Brasil. O desinvestimento será concluído ainda neste ano, por meio de um leilão em bolsa ou de uma nova oferta de ações da empresa de logística. O Temasek tem feito uma suave saída do negócio: no follow on realizado em julho, que movimentou cerca de R$ 440 milhões, reduziu sua participação de 8,3% para 4,15%. Não obstante o fundo ter fechado o último ano fiscal com o pior desempenho desde 2016 (“retorno” negativo de 5%), a saída da Hidrovias não deve ser interpretada como uma inapetência em relação ao Brasil. Muito pelo contrário. A joint venture com o Grupo Votorantim vai de vento popa: são quase R$ 4 bilhões para investimentos em private equity no país por meio da 23S Capital. Consultados, Hidrovias do Brasil e Temasek não se manifestaram.
Mercado
Venture capital de Eduardo Saverin mira no Brasil
18/08/2023Segundo o RR apurou, o B Capital Group está selecionando startups da área de saúde no Brasil. Trata-se da gestora de venture capital pertencente ao brasileiro Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook, e ao investidor norte-americano Raj Ganguly. O alvo no Brasil são projetos de healthtech ainda no nascedouro, ou seja, operações de seed capital. Recentemente, o B Capital Group captou um novo fundo para startups em estágio inicial no valor de US$ 500 milhões.
Mercado
Advent quer largar os chocolates da Kopenhagen aos poucos
17/08/2023A Kopenhagen está sobre o balcão. Mas talvez não inteira. Nas últimas semanas, a ideia de um IPO da fabricante de chocolates ganhou força na Advent, controladora da companhia. Executivos do fundo norte-americano e da Goldman Sachs, seu adviser, já teriam, inclusive, iniciado consultas a fundos de private equity e bancos de investimento para medir o interesse pela operação. A abertura de capital seria uma alternativa à venda integral do capital da Kopenhagen, comprada pelo Advent há menos de três anos. Os norte-americanos manteriam uma participação minoritária no capital, não deixando completamente um investimento que ainda não atingiu seu ponto de maturação. Essa saída se daria mais à frente, de forma gradativa. Procurado pelo RR, o Advent não se pronunciou.
Em 2020, quando da chegada do Advent, a rede tinha 800 lojas; hoje, são mil e a meta da gestora da private equity é chegar a 1,6 mil até 2027, ou seja, uma média de 150 inaugurações por ano. O Grupo CRM – a holding onde está não apenas a marca Kopenhagen, mas também a Brasil Cacau – faturou cerca de R$ 2 bilhões no ano passado. A meta do Advent é bater nos R$ 4 bilhões em quatro anos.
Mercado
Fundador do Nubank e Mubadala podem ser sócios em venture capital
16/08/2023David Vélez, fundador do Nubank, e o onipresente Mubadala estariam conversando em torno de investimentos conjuntos em venture capital na América Latina. O projeto, curiosamente, é derivativo de uma empreitada que deu errado. Ao menos em parte. Vélez e o fundo soberano de Abu Dhabi estavam entre os investidores originais da Bicycle Capital, a nova gestora de growth equity de Marcelo Claure. ex-sócio diretor do SoftBank no Brasil. Vélez permaneceu no negócio. Mas o Mubadala recuou, deixando de aportar cerca de US$ 180 milhões na Bicycle – conforme o RR informou.
Mercado
Nem só de denúncias contra Bolsonaro vive o BB Americas
14/08/2023O Banco do Brasil está fazendo uma reestruturação no BB Americas, sediado em Miami. Os planos incluem a criação de novas diretorias e a abertura de um braço de operações digitais. Outro projeto sobre a mesa é a abertura de escritórios em outras regiões, a começar por Nova York e pela California. Em tempo: a repaginação do BB Americas ocorre justamente no momento em que o braço do Banco do Brasil é tragado pelo noticiário sobre as investigações contra Jair Bolsonaro. Foi lá que Bolsonaro abriu conta ao deixar o governo e por onde passaram movimentações suspeitas. Em todo esse enredo, ressalte-se, há ainda uma incrível coincidência. Conforme já informado pelo Banco do Brasil, o ex-diretor de Marketing e Comunicação da instituição, Delano Valentim, vai assumir presidência do BB Americanas. Em 2019, Valentim renunciou ao comando da área de marketing após pressão direta do então presidente Jair Bolsonaro, que implicou como um anúncio publicitário do BB que falava de diversidade. São as voltas que o mundo dá.
Mercado
EDP vai arrancar o que ainda resta de ações em Bolsa
14/08/2023A assembleia geral de acionistas da EDP marcada para o próximo dia 30 de agosto promete algum grau de tensão. Há um pequeno grupo de minoritários resilientes que ainda pressiona o grupo a aumentar o valor da oferta da recompra de ações. Esses investidores somam algo em torno de 5% do capital, o que sobrou em bolsa. A EDP, no entanto, não vai avançar um milímetro na proposta original de R$ 23,73. Mais: na assembleia do dia 30, a companhia vai propor o resgate compulsório dos papéis ainda em mercado. Consultada, a EDP não quis se pronunciar.
Mercado
Rumo Logística prepara nova oferta de ações
7/08/2023O RR apurou que a Cosan vai anunciar até outubro uma oferta de ações da Rumo Logística. De acordo com informações filtradas da própria empresa, o grupo de Rubens Ometto poderá reduzir sua participação de 30% para algo em torno de 20% do capital. Há estimativas de que a oferta poderá chegar a algo em torno de R$ 3 bilhões. Em um período de estiagem nas bolsas, tem tudo para ser a grande operação do mercado de ações no Brasil na reta final de 2023. Procurada, a Rumo não quis se manifestar.
Mercado
Nova captação da Valora Capital deságua no setor de saneamento
2/08/2023A Valora Capital vai entrar em projetos na área de saneamento, especialmente por meio de PPPs. Segundo o RR apurou, entre outras possibilidades, a gestora avalia projetos da estatal mineira Copasa. A Valora fechou recentemente a captação de R$ 200 milhões para o VGIE 11, seu fundo para a área de infraestrutura. É uma gota em meio aos mais de R$ 13 bilhões que a gestora de Daniel Pegorini administra.
Mercado
Arco Educação está com um pé fora da Nasdaq
1/08/2023O fechamento de capital da Arco Educação na Nasdaq está por um triz. Dentro da própria empresa é voz corrente que a família Sá Cavalcanti, fundadora do grupo de ensino, vai aceitar a proposta de compra das ações em mercado feita pelas gestoras norte-americanas General Capital e Dragooner. O clã é o fiel da balança que deve levar de arrasto os minoritários. Os Sá Cavalcanti somam 49% do capital, mas, pelo estatuto, têm poder de voto sobre o equivalente a 88%. Estima-se que General Capital e Dragooner desembolsem algo em torno de US$ 350 milhões para raspar o tacho dos papéis na Nasdaq.
Mercado
Capria vai investir em healthcare no Brasil
26/07/2023O setor de healthcare é o novo alvo do Capria no Brasil. Segundo informações obtidas junto a uma fonte ligada ao fundo, o venture capital norte-americano está garimpando startups da área de saúde no Brasil. A gestora já aportou recursos em 29 empresas brasileiras, notadamente agtechs. A maioria dos investimentos é feita em parceria com a também norte-americana Valor Capital ou com a SP Ventures, de Francisco Jardim. A Capria se notabiliza, sobretudo, pelos seus investidores âncora: entre eles estão Bill Gates e Paul Allen, fundadores da Microsoft, e a Ford Foundation. O venture capital é, notadamente, um fomentador de startups em países do Hemisfério Sul, em economias emergentes da América Latina, África e Ásia.
Mercado
HIG busca uma janela para reduzir posição na Kora Saúde
18/07/2023Há um burburinho no mercado de que a Kora Saúde vai lançar uma oferta de ações. O follow on seria uma janela para a norte-americana HIG reduzir sua participação no capital, atualmente de 62,4%. A gestora vem sendo pressionada pelos cotistas do fundo Fuji Brasil Partners I, veículo de investimento na Kora, a diminuir a exposição na companhia. A Kora tem acusado os efeitos da crise que assola os negócios na área de saúde. No primeiro trimestre deste ano, a empresa teve um lucro de apenas R$ 3,2 milhões, uma queda de 93% em relação ao mesmo período em 2022. Desde o início do ano, a Kora vem adotando medidas mais duras para fazer frente à queda da rentabilidade, com corte de investimentos e venda de imóveis.
Mercado
Luiz Barsi avança no capital da AES Brasil
11/07/2023Há informações no mercado de que, nos últimos dias, Luiz Barsi Filho voltou a comprar um volume expressivo de ações da AES Brasil. Barsi, tido como um dos maiores investidores ativistas do país, já estaria com uma participação próxima de 6%. Na bolsa, o apetite de Barsi é interpretado como um indicativo de que a AES terá uma política de participação nos lucros mais generosa para este ano – em 2022, a companhia distribuiu R$ 500 milhões aos acionistas. Como o próprio Barsi gosta de repetir, “Esse negócio de criptomoeda é fantasia. Eu gosto mesmo é de dividendo”. O RR fez contato com o investidor Luiz Barsi, que não se pronunciou.
Mercado
Venture capital da Basf abre o caixa no Brasil
10/07/2023A Basf Venture Capital, braço do gigante global da área química, teria reservado cerca de R$ 40 milhões para uma nova rodada de investimentos no Brasil. Na mira, startups de tecnologia voltadas ao agronegócio e à indústria de alimentos. Os alemães já fizeram duas operações no país: injetaram US$ 4 milhões no AgVentures II, fundo administrado pela SP Ventures, e aportaram US$ 10 milhões na Traive, fintech de crédito rural.
Mercado
Vivara é a joia da vez na bolsa
29/06/2023A Vivara está no meio de um tiroteio de especulações no mercado. A forte elevação do papel tem alimentado rumores de que a rede de joalheiras está prestes a fazer um follow on. O burburinho sobre a oferta de ações ganhou ainda mais ressonância no pregão da última segunda-feira, quando um grande banco de investimentos puxou as ordens de compra do papel. Em conversa com o RR, a Vivara negou que vá realizar um follow on. Está feito o registro. Ressalte-se que, nos últimos 30 dias, a ação da companhia subiu 17%.
Mercado
BlackRock avança no capital da Natura
28/06/2023Corre no mercado que, nas duas últimas semanas, o BlackRock voltou a disparar expressivas ordens de compra de ações da Natura. Ao longo de 2022, a gestora norte-americana já havia aumentado sua participação de algo em torno de 3% para 5% do capital. A nova investida chama a atenção por se dar após a fabricante de cosméticos vender a marca australiana Aesop para a L’Oréal por US$ 2,5 bilhões. No setor, há uma forte expectativa de que a companhia se desfaça também de operações da Avon International. O BlackRock, ao que parece, aposta suas fichas na reestruturação da Natura que vem sendo conduzida pelo executivo Fábio Barbosa.
Mercado
Indianos querem fabricar moto elétrica no Brasil
23/06/2023A indiana Odysse Electric Vehicles, fabricante de motocicletas, pretende se instalar no Brasil. Emissários da companhia já abriram um canal de interlocução com a Superintendência da Zona Franca de Manaus. Os indianos querem produzir motos elétricos, em parceria com algum investidor local. A Odysse fabrica dois modelos movidos a eletricidade. O mais barato deles, a moto Vader, custa o equivalente a R$ 7 mil no mercado da Índia.
Mercado
Marcelo Claure quer o Apollo Management sempre por perto
22/06/2023Marcelo Claure, ex-sócio diretor do Softbank no Brasil e atual CEO da chinesa Shein, está colado no Apollo Global Management – um dos interessados na compra da Braskem. As conversas passam por investimentos conjuntos no Brasil, notadamente na área de venture capital. Claure tem enfrentado alguns percalços para colocar a sua nova gestora, a Bicycle Capital, de pé. Conforme o RR já noticiou (https://relatorioreservado.com.br/noticias/recuo-do-mubadala-pode-detonar-a-nova-gestora-de-marcelo-claure/), o Mubadala e o investidor Paulo Passoni, também ex-Softbank, estão revendo sua participação no projeto de criação da Bicycle.
Apollo e Claure já estão envolvidos em negócios comuns no exterior. Alguns não muito bem-sucedidos, como a investida em parceria para a compra da Millicon, empresa de telecomunicações com sede em Luxemburgo e atuação em nove países da América Central. Após meses de negociação, a companhia recusou a oferta apresentada pelo Apollo e por Claure.
Destaque
O setor de construção pesada vai voltar. E quem diz é José Dirceu
21/06/2023Ainda sobre a breve, mas fulgurante, passagem de José Dirceu pelo Rio, na última sexta-feira, dia 16 de junho. Em palestra noturna, seguida de jantar com o grupo Prerrogativas – conforme noticiou o RR – Dirceu deitou falação no que considera o maior tumor produzido pela Lava Jato: a destruição da construção pesada. O ex-ministro diz que o presidente Lula tem a mesma opinião. Afirmou que tem contatos na América Latina, a mais atingida pelo escangalhamento do setor – “na verdade, quem foi mais atingido fomos nós mesmos”, sublinhou. Dirceu informou que vai trabalhar pelo soerguimento da construção pesada. Só não disse como. Seja lá como vai poder ajudar esse segmento, que já teve suas grandes empresas todas ranqueadas no topo das maiores do Brasil, a verdade é que a premissa de Dirceu está certa, certíssima.
Com a Lava Jato foi construída uma narrativa para “criminalizar” também as empreiteiras e não somente os dirigentes e sua rede de operadores, que cometeram falcatruas. Verdade seja dita: no desmonte da construção pesada, os juízes deram o kick off e se acumpliciaram, com omissões e associações indevida, aos demolidores da construção pesada. Mas não foram os protagonistas da destruição das companhias, papel que coube aos órgãos de controle, liderados pelo TCU. Este cometeu uma espécie de macartismo empresarial. Praticamente quebrou o top ten das empreiteiras. Atrocidades foram cometidas, como o cancelamento de contratos de obras e a suspensão do crédito público. Uma a uma, empresas como Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que vinham, inclusive, investindo na diversificação das suas atividades, tiveram de vender todos os novos projetos. Um braço importante do seu core business, a comercialização no exterior de serviços de engenharia, simplesmente se desmilinguiu. Ao mesmo tempo, acabaram sendo “expulsas” das centenas de obras que construíam no Brasil.
Para bom observador, José Dirceu veio dar este recado como ventríloquo de Lula. O ex-ministro, apesar da grande discrição, toca de ouvido com o presidente, que já disse pública e enfaticamente que vai recuperar a construção pesada nacional e retomar a exportação de serviço. Lula tem, inclusive, relações de afeto no setor, a exemplo de Emílio Odebrecht.
De acordo com Dirceu, o presidente está, sim, decidido a destruir o legado do lavajatismo. E o resgate das grandes empreiteiras é uma das ações que vão nesta direção. O ex-todo poderoso chefe da Casa Civil observou que um dos eixos da geopolítica de Lula é justamente retomar o protagonismo nos continentes, sobretudo na América Latina e na África, contendo também a expansão da China nas mesmas regiões. A exportação de serviços assim como a defesa da inclusão ou fortalecimento da participação dos países de ambos nos foros multilaterais são instrumentos com os quais o assessor de Lula, Celso Amorim, conta para fazer valer a geopolítica brasileira. Segundo José Dirceu, as condições presentes são ainda mais favoráveis para o Brasil retomar seus mercados.
O movimento imediato no xadrez da defesa é a desmontagem na CCJ da PEC esdrúxula que vem sendo articulada pela oposição para impor a exigência de aval do Congresso Nacional em caso de financiamento de bancos públicos federais a engenharia de obras no exterior. Em tempo: Dirceu não gastou tempo falando em Cuba, um dos pivôs do discurso de satanização da venda de serviços de engenharia, apesar das sabidas fortes relações com a pequena ilha. Se Lula é eminentemente um pragmático, conforme já foi dito, Dirceu disputa com ele o posto de referência nesse quesito. O Grupo Prerrogativas é um coletivo de juristas e magistrados mais ativos no combate à Lava Jato e na defesa da democracia.
Destaque
Minoritários do Santander querem destrinchar as relações entre o banco, Sergio Rial e Americanas
16/06/2023O executivo Sérgio Rial, que já é réu em processo administrativo na CVM, por sua atuação no comando das Americanas, pode se se tornar igualmente réu em um processo bem mais desestabilizador, agora pelo lado do Santander. Um grupo de minoritários do Santander Brasil, segundo fonte do RR, já solicitou à CVM a abertura de outro procedimento para investigar as operações financeiras do banco com a Americanas. Os investidores estudam entrar também na Justiça para solicitar uma auditoria nos empréstimos. Seja no âmbito administrativo, seja na esfera judicial, a intenção dos minoritários, segundo a mesma fonte, é apurar o envolvimento de Rial na aprovação dos financiamentos e responsabilizá-lo por eventuais prejuízos impostos aos acionistas do Santander em razão das linhas de crédito concedidas à rede varejista. Os empréstimos totalizam cerca de R$ 3,6 bilhões.
Sérgio Rial assumiu o cargo de CEO do Santander em 2016. Ficou no comando do banco até 2022, quando subiu para a presidência do Conselho. É nesse intervalo de tempo que moram as suspeições. Os minoritários querem esmiuçar os contratos de empréstimo firmados entre o banco e a rede varejista ao longo da jornada de Rial frente às principais decisões do Santander. Olhando para um período mais recente, os investidores focam no que eles próprios chamam de relações promíscua entre a Americanas e Sergio Rial. Essa é a diferença crucial entre os demais grandes bancos credores, tais como Bradesco e Itaú, e a subsidiária brasileira do banco espanhol: o principal executivo tinha um pé no lado do credor e o outro do lado do devedor, além de manter uma relação “diferenciada” com os sócios de referência das Americanas (Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles), que estão igualmente tentando se livrar de qualquer envolvimento com as operações fraudulentas. Um dos objetivos dos reclamantes, por exemplo, é verificar se eventualmente a instituição financeira concedeu algum crédito à companhia a partir de agosto de 2022, quando já se sabia que Rial iria assumir o comando da rede varejista dali a quatro meses. Na ocasião, o executivo ainda era presidente do Conselho do Santander Brasil.
Conta a favor de Rial que, ao contrário de César, com seu célebre “veni, vidi e vici”, o executivo veio para as Americanas, viu e perdeu. Tanto não saberia das operações, que, ao se deparar com elas, teria saído batido do banco. É um bom argumento. Mas há outras hipóteses: se o propósito era ajudar por dentro a mitigar as inconsistências e fraudes, sua rápida – e amedrontada – saída da presidência somente serviu para piorar a percepção da crise. Segundo um dos acionistas, o criador teria tremido ao ver sua criatura de perto, o que justificaria a partida da varejista quase ao mesmo tempo da chegada. Talvez os malfeitos pudessem ser escondidos mais uns anos, o que abrandaria a eventual culpabilidade do executivo. De acordo com o acionista do Santander ouvido pelo RR, “simplesmente não dá para desresponsabilizar Rial nesse episódio. Ele controlava de perto tudo que ocorria no banco. Imagina um empréstimo dessa magnitude”.
Em contato com o RR, a CVM informou que “acompanha e analisa informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.” Perguntada especificamente sobre o pedido de abertura de processo contra Sergio Rial por parte dos minoritários do Santander, a autarquia disse que “não comenta casos específicos.”. Cabe lembrar que a CVM já tornou o executivo réu ao menos em um dos processos administrativos instaurados para investigar a fraude contábil da Americanas – ao todo são 12 ações. Na condição de CEO da rede varejista, Rial será julgado por supostas irregularidades na forma de divulgação do rombo da companhia, quando ele teria infringido artigos da Lei das S/A. O RR enviou também uma série de perguntas ao Santander, mas o banco não se pronunciou.
Mercado
Alckmin tenta destravar dívida da Argentina com transportadoras brasileiras
16/06/2023O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e da Indústria, Geraldo Alckmin, tem feito gestões junto a autoridades argentinas na tentativa de equacionar um impasse na área de comércio exterior. Uma série de exigências impostas pelo governo de Alberto Fernández tem provocado seguidos atrasos no pagamento de frete a companhias brasileiras de logística que transportam carga para o país vizinho. A bola de neve acumulada entre abril e junho soma aproximadamente US$ 150 milhões. E vai aumentar. Segundo o RR apurou junto a uma das maiores empresas do setor, outros US$ 40 milhões em faturas emitidas vencem até o próximo dia 20 e, por ora, não há qualquer sinal de que serão quitadas.
Geraldo Alckmin e seus assessores têm feito gestões junto ao ministro das Relações Exteriores e Comércio Internacional da Argentina, Santiago Andrés Cafiero. O assunto, segundo o RR apurou, já foi levado também ao embaixador argentino em Brasília, Daniel Scioli. Historicamente, a remuneração pelo transporte de carga para a Argentina sempre se deu no ato da entrega. Agora, no entanto, os importadores locais têm demorado até 90 dias para quitar o débito. E jogam a culpa para cima do governo. A última novidade veio do Banco Central da Argentina, que passou a exigir das transportadoras uma licença prévia – na prática, um calhamaço de documentos emitidos tanto por autarquias federais quanto provinciais.
Mercado
Cargill passa um pente fino na sua cadeia da soja
16/06/2023A Cargill teria iniciado uma auditoria em toda a sua cadeia de fornecimento de soja no Brasil. Trata-se de um assunto delicado e tratado com a maior discrição dentro da companhia. O objetivo é afastar a ameaça de uma ação de litigância climática internacional. A empresa é alvo de uma denúncia apresentada à OCDE. A queixa leva a assinatura da organização global ClientEarth, uma das maiores entidades de ativismo ambiental do mundo. Segundo a acusação, a Cargill teria descumprido normas da OCDE, ao não conduzir due diligence “ambiental apropriada” na soja que compra de forma indireta no Brasil. A queixa reúne uma série de possíveis irregularidades cometidas pela companhia no país apontadas por ONGs e movimentos sociais. Consultada pelo RR, a empresa saiu pela tangente. Informou que “Em linha com o compromisso inabalável da Cargill em eliminar o desmatamento e a conversão em sua cadeia na América do Sul, não compramos soja de agricultores que desmatam terras em áreas protegidas e temos controles implementados para impedir que produtos não conformes entrem em nossas cadeias de abastecimento. Se encontrarmos qualquer violação de nossas políticas, tomaremos medidas imediatas de acordo com nosso processo de denúncias.” Sobre a auditoria de seus fornecedores de soja no país, nenhuma palavra.
Mercado
Bancos tentam costurar venda da Tok&Stok
15/06/2023Os maiores credores da Tok&Stok, notadamente Banco do Brasil e Santander, vestiram o figurino de advisers e saíram a campo em busca de um comprador para a empresa. As instituições financeiras mantêm conversas especialmente com a Mobly, plataforma de venda de móveis e artigos de decoração. A empresa chegou a manter tratativas para uma fusão com a Tok&Stok, mas recuou diante da grave crise financeira da companhia, às voltas com uma dívida de R$ 600 milhões. A diferença agora é que os bancos estariam dispostos a entrar no negócio, convertendo uma parcela dos créditos contra a Tok&Stok em participação acionária na nova empresa como forma de viabilizar o M&A. Nestes tempos de Americanas, o que as instituições financeiras mais temem é ter de fazer novas baixas contábeis com seus empréstimos ao varejo. Consultada, a Tok&Stok não quis se pronunciar.
Mercado
A nova investida da Amazon no Brasil
15/06/2023A Amazon, o conglomerado tecnológico de Jeff Bezos, vai esticar mais um de seus tentáculos no Brasil. A Amazon Web Services mira o agronegócio: está trazendo para o país um sofisticado sistema de imagens por satélite com o uso de inteligência artificial, capaz de antecipar mudanças climáticas. Há pouco mais de um mês, o grupo fechou um acordo com a Vivo para melhorar a conectividade à internet nas regiões agrícolas no Brasil. Ao que parece, em grande parte está semeando o terreno para si própria: primeiro, banda larga em alta velocidade; depois, seu sistema de monitoramento satelital.
Destaque
Gigante chinês do e-commerce traz sua fintech para o Brasil
14/06/2023O RR apurou que o Alibaba planeja trazer sua fintech, a Alipay, para o Brasil. Ela será uma peça importante para acelerar a expansão da Aliexpress, o gigantesco braço de varejo eletrônico do conglomerado asiático. Além da oferta de soluções de pagamento, seu principal negócio, a Alipay deverá financiar fornecedores e sellers – como são chamados os lojistas parceiros que distribuem seus produtos no marketplace de grandes plataformas de e-commerce. Com a munição financeira da fintech, o objetivo da Aliexpress seria duplicar o contingente de parceiros comerciais no Brasil em até dois anos. Os chineses não revelam o número de sellers cadastrados no Brasil, mas, no mercado, especula-se que sejam aproximadamente dois milhões. A fintech terá um papel relevante também no financiamento de revendedores que pretendem distribuir seus produtos no mercado chinês. O Alibaba/Aliexpress já anunciou um projeto para aumentar a inserção de mercadorias brasileiras no país asiático. Trata-se de uma operação mais diplomática do que comercial. A medida pode ser interpretada como mais uma das contrapartidas que as grandes plataformas chinesas de e-commerce têm colocado sobre a mesa na tentativa de evitar um aumento da tributação. A Shein, por exemplo, anunciou investimentos da ordem de R$ 750 milhões no Brasil.
A Alipay pertence ao Ant Group, holding de serviços financeiros criada a partir de um spin-off do Alibaba. Toda essa engrenagem leva a assinatura do magnata Jack Ma, dono de uma das cinco maiores fortunas da China. Em janeiro, Ma deixou o controle do Ant Group. Ainda assim, o investidor permanece como um acionista relevante e influente na gestão. Mais do que isso: Ant e Alibaba/Aliexpress seguem umbilicalmente ligados. Entre 2021 e 2022, a Alipay fez uma espécie de ensaio para a sua entrada no Brasil, atuando como uma carteira digital para clientes do Aliexpress. Foi uma operação experimental, quase um test drive. Consultada pelo RR, a Aliexpress não se pronunciou.
Mercado
Pátria já pensa em mais uma oferta de ações da Smart Fit
13/06/2023Há informações no mercado de que o Pátria Investimentos já planeja uma nova oferta de ações da Smart Fit no horizonte de até três meses. A colocação de papéis realizada na última semana – informação antecipada pelo RR – animou a gestora de recursos. A demanda alcançou R$ 590 milhões, acima da previsão inicial de R$ 550 milhões. O papel tem sido negociado na casa dos R$ 20, o maior patamar desde março do ano passado. O que não falta ao Pátria é ação para vender. Após a oferta da semana passada, a casa de investimentos ainda manteve 32% do capital da Smart Fit. Procurado pelo RR, o Pátria informou que não comentaria o assunto.
Mercado
IPO volta à vitrine da MadeiraMadeira
12/06/2023Segundo o RR apurou, os acionistas da MadeiraMadeira retomaram o processo de IPO da empresa. A oferta ocorreria no último trimestre do ano. A maior pressão pela abertura de capital da rede de lojas de móveis e artigos de decoração vem do japonês Softbank, um dos principais acionistas. Consultada, a MadeiraMadeira não se manifestou.
Mercado
Kora Saúde busca o melhor receituário para a sua capitalização
12/06/2023Os acionistas da Kora Saúde discutem caminhos para a capitalização da companhia. Há dois receituários sobre a mesa: um follow on ou uma venda em bloco de parte do capital. A empresa vem passando por um momento de medidas contracionistas, como a venda de imóveis e cortes de investimento, sobretudo em aquisições. No primeiro trimestre deste ano, a rede de hospitais teve um lucro de apenas R$ 3 milhões, uma queda de 93% em relação a igual período em 2022. O que mais causa apreensão entre os gestores da Kora é o nível de alavancagem, pressionado por aquisições feitas nos últimos anos. Entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022, a relação dívida líquida/Ebitda, que já era preocupante, subiu ainda mais: de 3,4 para 3,9 vezes.
Destaque
Nestlé e Mars disputam aquisição dos ativos de pet food da BRF
5/06/2023A venda da divisão de ração animal da BRF deflagrou um duelo entre dois gigantes globais do setor. Segundo informações apuradas pelo RR, Nestlé e Mars estão na disputa pela aquisição dos ativos. As tratativas são conduzidas pelo Santander. A operação é estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões – o pacote engloba cinco fábricas e 20 marcas. Para as duas multinacionais, o que está em jogo é a batalha pela liderança do mercado de pet food no Brasil, um negócio que movimentou mais de R$ 33 bilhões no ano passado. Os 10% de market share da BRF seriam suficientes para levar a Nestlé do terceiro lugar ao topo da cadeia alimentar do setor, com quase 20%, ultrapassando a Hills e a própria Mars. Para esta última, portanto, a aquisição teria um forte caráter defensivo. Com a eventual compra do braço de rações da BRF, a Mars poderá abrir considerável vantagem na liderança do segmento – saindo de algo em torno de 19% para 29% de share. Em contato com o RR, a Nestlé disse que não comentaria o assunto. Mars e BRF não retornaram até o fechamento desta matéria.
De acordo com uma fonte envolvida nas negociações, além de Nestlé e Mars, a BRF tem conversado com outros candidatos ao negócio, inclusive fundos de private equity internacionais e uma grande rede de lojas de pet shops. Sobre a mesa de negociações há um fator que naturalmente joga contra a companhia: a sua pressa em vender a divisão de pet food. Em delicada situação financeira, com um passivo de quase R$ 15 bilhões, a BRF precisa fazer caixa para afrouxar o garrote do endividamento. Na semana passada, o nó aliviou um pouco, com o anúncio do aporte de R$ 4,5 bilhões liderado pela própria Marfrig, acionista controladora da companhia, e o Salic, fundo soberano da Arábia Saudita.
Mercado
Jive entra na disputa por precatórios da BRF
30/05/2023A Jive Investments, uma das maiores gestoras de ativos distressed do Brasil, está fazendo suas contas para ver a fatia na pilha de precatórios que a BRF colocou à venda. São mais de R$ 2 bilhões em valor de face, somando-se recebíveis judiciais e créditos tributários. Ainda que, indiretamente, a entrada em cena da Jive representa um duelo entre XP e BTG. O banco de André Esteves, que atua fortemente no mercado de aquisição de precatórios e congêneres, também está na disputa pela compra dos créditos da BRF. Do outro, a Jive tem como sócio a XP, dona de 20% do seu capital. O RR entrou em contato com a gestora e a BRF, mas ambos não quiseram se manifestar.
Mercado
Uma pedra no sapato dos Moreira Salles
26/05/2023Ontem havia um forte burburinho no mercado de que a oferta de recompra de ações preferenciais da Alpargatas feita pela família Moreira Salles e pelo Alpa Fundo enfrenta a resistência do investidor Silvio Tini. Dono de 8,9% do capital total da companhia, Tini estaria buscando o apoio de outros minoritários para frear a proposta nos termos apresentados. O objetivo seria subir o sarrafo do preço ofertado por ação: R$ 10,50, o equivalente a um prêmio de 27,7% sobre a cotação média dos 30 pregões anteriores à formalização da proposta. Procurados pelo RR, Tini e a Cambuhy não quiseram se manifestar.
Silvio Tini é reconhecido, ao lado de Luiz Barsi, como o maior investidor ativista do mercado brasileiro de capitais. O que está em jogo, neste caso, é a consolidação do poder dos Moreira Salles na Alpargatas. Com a recompra das ações, a Cambuhy Alpa Holding, holding da família, e o Alpa Fundo, que compõem o bloco de controle da Alpargatas, passariam de 26% para 33% do capital.
Mercado
Carrefour vai colocar suas próprias ações no carrinho de compras?
25/05/2023Há fortes comentários no mercado de que o Carrefour planeja lançar uma oferta para a recompra de ações da sua subsidiária brasileira, negociada na B3 sob o nome do Atacadão S/A. Seria uma espécie de “circuit breaker”, leia-se uma tentativa de frear o desabamento das cotações. O papel é negociado na casa da R$ 9,80, a menor cotação desde o IPO do Carrefour Brasil, em 2017. No intervalo de um ano, a companhia perdeu 50% do seu valor de mercado.
Mercado
Herdeiro dos despojos do SVB vai se instalar no Brasil
25/05/2023O First Citizens Bank estuda abrir um escritório de representação em São Paulo. Seria parte do esforço da instituição norte-americana de reaproximação com as grandes startups brasileiras. O First Citizens comprou a parte boa do Silicon Valley Bank (SVB), que entrou em colapso há cerca de dois meses. A parte boa, pero no mucho. No caso do Brasil, as startups rasparam seus depósitos no SVB, sacando quase US$ 3 bilhões. O desafio comercial do First Citizens é fisgar ao menos parte dessa dinheirama de volta.
Mercado
Equatorial Energia prepara oferta de ações
24/05/2023Há um forte burburinho no mercado que a Equatorial Energia está prestes a anunciar um follow on. Informações que circulam nas mesas de operação indica que a cifra pode alcançar os R$ 2 bilhões. A nova oferta de ações teria como objetivo aumentar o gás financeiro da companhia para novas aquisições. Além de estar na disputa pela compra da Coelce, colocada à venda pela italiana Enel, a Equatorial é forte candidata à compra de ativos na área de saneamento, onde entrou no ano passado ao arrematar a concessão no estado do Amapá. Procurada pelo RR, a companhia afirmou que não comentaria a informação.
Mercado
A nova oferta da Pague Menos?
22/05/2023Há um zunzunzum no mercado de que a Pague Menos prepara um follow on. A nova oferta de ações daria gás para novas aquisições no varejo farmacêutico. O alvo da empresa cearense seria a Região Sudeste. No ano passado, a Pague Menos desembolsou mais de R$ 700 milhões para comprar a Extrafarma do Grupo Ultra.
Mercado
Gestoras embalam nova oferta por ações da Arco Educação
19/05/2023Corre no mercado que as gestoras norte-americanas Dragoneer e General Atlantic preparam uma nova oferta para a compra de ações que estão na praça e o consequente fechamento de capital da Arco Educação. A operação teria o apoio do empresário Ari de Sá Neto, controlador da companhia. No fim do ano passado, Dragoneer e General Atlantic fizeram uma primeira tentativa de aquisição dos papeis negociados na Nasdaq. No entanto, a proposta de US$ 11 por ação foi recusada por um grupo de acionistas minoritários, entre os quais o Gávea Investimentos.
Mercado
Educação é a bola da vez da General Atlantic
11/05/2023Circula no mercado que a norte-americana General Atlantic está sedenta para comprar novas participações empresas brasileiras da área de educação, notadamente de ensino superior. A aposta é que o valor dos ativos vai disparar nos próximos meses com o redesenho do Fies. A General Atlantic já tem um pedaço do capital da Arco Educação, do empresário Ari de Sá Neto, empresa com ações negociadas na Nasdaq.
Mercado
BTG coloca concessões no Chile e na Bolívia sobre o balcão
9/05/2023O BTG colocou à venda suas participações em concessões de infraestrutura no Chile e na Bolívia. No primeiro caso, o pacote engloba quatro rodovias, que somam aproximadamente 500 quilômetros: 40% da Valles del Desierto; 25% da Los Rios; e 50% na Autopista Interportuaria e na Variante Melipilla. Em território boliviano, por sua vez, o banco de André Esteves busca comprador para a sua fatia de 25% na Trenes Continentales, controladora da Red Oriental, uma das principais ferrovias do país, com cerca de 1,5 mil km. Todas essas participações estão penduradas em um fundo administrado pelo BTG Pactual Chile desde 2015. Procurado, o BTG não se pronunciou.
Nos últimos anos, as cinco concessões passaram por solavancos. Seus resultados foram afetados pela pandemia e pela alta dos preços dos combustíveis. Como se não bastasse, a decisão do BTG de sair do negócio pode ser atribuída também ao momento de certa instabilidade institucional tanto no Chile quanto na Bolívia, ambas sob os governos de esquerda, respectivamente, de Gabriel Boric e Luiz Arce. Nos últimos meses, protestos da população com paralisação de meios de transporte têm se repetido nos dois países. No último mês de novembro, em um dos períodos de maior tensão no Chile, caminhoneiros bloquearam algumas das principais rodovias locais por dez dias. Na Bolívia, as maiores paralisações ocorreram em janeiro passado, notadamente na região de Santa Cruz de La Sierra.
Mercado
Para a XP, o que interessa mesmo é o “salário-máximo”
8/05/2023A XP mostrou suas garras e fez contas sobre o impacto do salário-mínimo no governo Lula. Calculou, em tom de crítica, que valor chegará a R$ 216 bilhões. A XP segue o modelo norte-americano, que não liga muito para distribuição de renda. O que interessa é a rentabilidade do seu ativo. Com base no faturamento bruto da XP em 2022, de R$ 14 bilhões, é possível extrapolar o resultado da corretora para os próximos anos. Mantida a receita constante – em 2022, o faturamento da empresa cresceu 10% – o resultado acumulado da XP chegará a R$ 56 bilhões no fim do atual governo, caso a bufunfa não cresça, o que é improvável. Ou seja: o equivalente a um quarto do gasto calculado pela própria corretora com o aumento das despesas com o salário-mínimo – o que somente atrapalha o equilíbrio fiscal, segundo induz a XP. Pode ser que haja realmente uma preocupação da corretora com as contas públicas. Mas a sensação de um desprezo agudo com os mais pobres ultrapassa milhas e mais milhas o nhenhenhém fiscal de Guilherme Benchimol e seu exército de rentistas.
Mercado
Venture capital de fundador do e-Bay faz nova rodada de investimentos no Brasil
4/05/2023Corre no mercado que a norte-americana Flourish Ventures prepara uma nova rodada de aportes em fintechs brasileiras, com foco em operações de microcrédito. A gestora já tem um portfólio com oito startups no país, entre as quais o Banco Neon. A Flourish tem por trás o bilionário Pierre Omidyar, fundador do Ebay e dono de uma fortuna acima dos US$ 10 bilhões. O “projeto Brasil” é comandado pelo sócio de Omidyar, radicado em Miami.
Mercado
Yeld Lab semeia novos investimentos no Brasil
3/05/2023Na contramão do momento de entressafra no mercado de venture capital, o Yield Lab Latam prepara uma nova rodada de investimentos em agtechs brasileiras. O país é candidato a receber a maior parte dos US$ 50 milhões recém-captados pela gestora para aportes na América Latina. Sediado em St Louis, no Missouri, o Yeld Lab Latam já tem participações em startups voltadas ao agronegócio no Brasil, a exemplo da Agroforte e da Seedz.
Mercado
Santander sai em busca de fintechs da área de crédito
3/05/2023O Santander abriu a temporada de caça a fintechs na área de crédito pessoal no Brasil. Segundo o RR apurou, o banco espanhol mira em plataformas de empréstimo dedicadas a segmentos específicos, como turismo (compra de passagens, hospedagens etc) e saúde (pagamento de procedimentos médicos e hospitalares). Este último setor tem crescido seguidamente. Estima-se que, no ano passado, o volume de crédito para consultas, cirurgias e internações cresceu mais de 150% no país. As aquisições serão feitas por meio da SIM, fintech de empréstimos pessoais controlada pelo Santander que começa a ganhar contornos de um hub dos espanhóis no Brasil. A empresa já tem mais de oito milhões de clientes cadastrados. No ano passado, somou cerca de R$ 4 bilhões em empréstimos. A meta é chegar a R$ 10 bilhões até o fim de 2024.
Destaque
Advent cobra do Walmart perdas na venda da rede Big
24/04/2023Os esqueletos contábeis encontrados no armário dos supermercados Big estão provocando um efeito dominó. Segundo o RR apurou, o Advent pretende entrar na Justiça contra o Walmart, com o objetivo de ser ressarcido pela perda de R$ 1 bilhão na venda da rede varejista para o Carrefour. Trata-se do valor que a gestora de recursos se viu obrigada a abater do preço final negociado com os franceses. A cifra corresponde à metade dos processos trabalhistas do Big não provisionados em balanço que foram descortinados pelo Carrefour – e posteriormente confirmados por auditoria externa. O Advent, que controlou a empresa entre 2018 e 2021, quer repassar o prejuízo para o Walmart. Nos bastidores, o assunto tem provocado um tiroteio de acusações. De acordo com a mesma fonte, o Advent alega que não tinha conhecimento das ações trabalhistas a descoberto e joga a culpa pelas ossadas financeiras para cima da matriz do Walmart nos Estados Unidos, que até 2018 controlava a rede de supermercados brasileira. Ressalte-se que mesmo depois, durante os três anos em que o Big foi controlado pelo Advent, o Walmart manteve uma participação minoritária no negócio, de 20%.
Mercado
Possível follow on da Dotz agita o mercado
24/04/2023Correm no mercado rumores de que a Dotz estuda um follow on. A nova oferta de ações teria dois objetivos: aumentar a liquidez do papel e, sobretudo, reforçar a posição de caixa. A empresa tem sido pressionada por uma sucessão de maus resultados. Somente nos últimos dois anos, a Dotz acumulou perdas de R$ 178 milhões e somou um Ebitda negativo de R$ 128 milhões. No fim do ano passado, a companhia se viu obrigada a cortar na própria carne, demitindo cerca de 50 funcionários. A performance da Dotz tem sido duramente punida pelos investidores. Desde o IPO, em junho de 2021, a companhia perdeu 93% do seu valor de mercado. Consultada pelo RR sobre a possibilidade de um follow on, a Dotz disse “não confirmar a informação”. De toda a forma, as especulações sobre uma possível oferta de ações parecem ter agitado os investidores. Nas últimas sete sessões da B3, o volume médio de negócios com as ações da Dotz cresceu 144% em comparação com os sete pregões anteriores.
Mercado
Pátria prepara nova oferta de ações da Smart Fit
13/04/2023O RR apurou que o Pátria Investimentos faz planos de um novo block trade de ações da Smart Fit. A oferta, da ordem de 5%, se daria no período de até três meses. Em março, a gestora vendeu em mercado o equivalente a 2,4% do capital da rede de academias, amealhando pouco mais de R$ 200 milhões. A julgar pela participação que ainda mantém na companhia (38,3%), talvez ainda seja cedo para falar na saída definitiva do Pátria do negócio. A gestora, ao que tudo indica, está surfando na maré de alta do papel. A ação acumula uma valorização de 11% desde o início do ano. Pode até parecer pouco, uma “marolinha”, mas, no ano passado, a Smart Fit amargou uma perda do seu valor de mercado de 15%. Consultado, o Pátria não quis se pronunciar.
Mercado
Tiger Global faz uma limpa em seus investimentos no Brasil
12/04/2023Corre no mercado que o Tiger Global pretende reduzir em mais de um terço a sua carteira de participações no Brasil. Há informações de que, no caso específico de uma das startups, em delicada situação financeira, o venture capital norte-americano estuda até mesmo fazer o write off dos seus investimentos. Não se trata de um “privilégio” do Brasil. Após acumular algumas das maiores perdas da sua história, o Tiger Global tem feito um ajuste em todas as suas carteiras. No fim do ano passado, os norte-americanos remarcaram para baixo o valor dos ativos em seus fundos de risco em mais de US$ 23 bilhões. Os fundos hedge e long only caíram, respectivamente, 56% e 67% em 2022. Na esteira dessas pesadas perdas, não é de hoje que o Tiger ensaia reduzir sua exposição no Brasil – ver RR.
Mercado
BlackRock vai comendo pelas beiradas da Natura
23/03/2023Há um forte burburinho no mercado de que o BlackRock tem disparado seguidas ordens de compra de ações da Natura. O ímpeto da gestora norte-americana – um potentado que administra mais de US$ 10 trilhões – vem alimentando rumores de que a fabricante de cosméticos está perto de fechar a venda da Aesop. A Natura já recebeu propostas pela marca de cosméticos australiana. Estima-se que o negócio pode chegar à casa dos US$ 2 bilhões caso a empresa brasileira venda integralmente sua participação.
Mercado
Rede D´Or planeja nova emissão de ações
22/03/2023A Rede D´Or estuda uma nova oferta de ações em bolsa. O follow on teria um duplo objetivo: dar fôlego para novas aquisições e reduzir a alavancagem da empresa. O aumento do nível de endividamento é visto com preocupação pelos executivos do grupo. Há cerca de três anos, a Rede D´Or fez um enorme esforço para reduzir sua alavancagem: entre setembro de 2020 e setembro de 2021, a relação dívida líquida/Ebitda caiu de 5,4 para apenas 1,7 vez. No entanto, a maré do passivo voltou a subir, e esse múltiplo já está em 2,5.
Dentro da empresa, há um entendimento também de que é preciso dar uma chacoalhada nas expectativas do mercado. Nos últimos meses, a Rede D´Or não vem entregando resultados em linha com os seus invejáveis níveis históricos. Em relatório, o UBS apontou que a empresa deverá ter um aumento da sua receita líquida de apenas 15% neste ano, abaixo dos 27% projetados anteriormente. Os analistas do banco suíço reduziram a projeção de abertura de novos leitos de seis mil para quatro mil. Diante desses números, o UBS baixou o preço alvo da ação de R$ 41 para R$ 34. Hoje, a ação é negociada na casa dos R$ 21. De um ano para cá, o papel tem refletido a percepção desfavorável dos investidores em relação à companhia: a Rede D´Or perdeu 57% do seu valor de mercado, ou o equivalente a R$ 64 bilhões.
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Efeito SVB: Tiger Global reduz exposição no Brasil
20/03/2023Nas últimas horas circula no mercado venture capital a informação de que a Tiger Global Management vai zerar sua posição na Loft, plataforma de compra e venda de imóveis, e na Zak, especializada na gestão de redes de restaurantes. Trata-se de dois dos maiores investimentos feitos pela gestora norte-americana no Brasil. No caso da Loft, o Tiger foi um dos principais investidores da rodada de capitalização realizada em março de 2021 (Série D), quando a empresa captou o equivalente a US$ 425 milhões. O recuo pode ser debitado na conta da crise deflagrada pela quebra do Silicon Valley Bank (SVB). Some-se a isso as turbulências particulares do próprio Tiger Global, que precedem a bancarrota do SVB. No ano passado, os fundos do gigante do venture capital acumularam perdas superiores a 50%. Consultado pelo RR, o Tiger não quis se manifestar.
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General Atlantic avança no capital da Locaweb
17/03/2023
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Alemã Rheinmetall negocia compra da Avibras
17/03/2023A empresa de armamentos alemã Rheinmetall está na pole position para a aquisição da Avibras. Segundo o RR apurou, o negócio pode ser fechado a qualquer momento. Será a primeira incursão dos alemães na área de defesa no Brasil. O grupo já atua no país por meio do seu braço para a indústria automobilística, a MS Motorservice. De acordo com as informações apuradas pelo RR, outras empresas internacionais da área de defesa chegaram a olhar a Avibrás. Controlada pelos herdeiros de João Verdi de Carvalho Leite, a companhia vive uma severa crise financeira. Em recuperação judicial – a segunda no intervalo de 15 anos -, a empresa tem uma dívida superior a R$ 500 milhões. No ano passado, demitiu mais de 400 funcionários. Consultada pelo RR, a Avibras confirmou que seus “acionistas estão em busca de parceiros estratégicos que possam capitalizar a empresa.” A companhia informou também que há vários interessados, mas nenhuma transação ocorreu até o momento”
Estima-se que atualmente mais de 80% da receita da companhia venham das exportações. Ainda assim, historicamente a Avibrás é quase um braço das Forças Armadas. A tal ponto que o governo Bolsonaro chegou a discutir até mesmo a possível incorporação da companhia pela Aeronáutica ou uma fusão com a Imbel, fabricante de armamentos do Exército brasileiro – conforme o RR noticiou. Em seu contato com o RR, a própria Avibras fez questão de dizer que “O governo brasileiro acompanha de perto a evolução dos acontecimentos.”, em referência às negociações para a venda do controle.
A Rheinmetall tem o calibre necessário para conduzir a reestruturação de que a Avibras precisa. Trata-se de um conglomerado com fábricas em 33 países, a maior parte na Europa. Nos últimos meses, o grupo vive um momento de prosperidade: as encomendas de equipamentos bélicos dispararam na esteira da Guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde o início do conflito, em fevereiro do ano passado, suas ações subiram mais de 150%. Entre outros armamentos, a Rheinmetall fabrica os tanques Leopard que países europeus aliados do presidente Volodymyr Zelensky têm enviado para a Ucrânia. A própria empresa alemã já anunciou planos de instalar uma fábrica em território ucraniano para produzir até 400 tanques de batalha modelo Panther por ano.
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Pátria capta mais recursos para energia limpa
15/03/2023O RR apurou que o Pátria Investimentos planeja lançar um novo fundo voltado exclusivamente à energia verde. No mercado, fala-se na captação de até R$ 5 bilhões. Na mira, projetos em geração eólica e solar. O Pátria já tem um razoável portfólio de ativos no segmento. Entre outros negócios é controlador da Essentia Energia. Dona de uma carteira concentrada notadamente em hidrelétricas, a empresa vem derivando para outras fontes de geração nos últimos anos. Investiu R$ 1,4 bilhão na construção do complexo de energia solar Sol do Sertão, no interior da Bahia. Está à frente ainda da instalação do parque eólico São Vitor, também na Bahia, empreendimento orçado em mais de R$ 2 bilhões.
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JSL estuda nova emissão de ações
10/03/2023O RR apurou a informação de que a JSL, um dos maiores grupos de logística do país, estuda um follow on. A nova emissão de ações daria combustível ao arrojado plano de aquisições da companhia. A mais recente foi a compra da IC Transportes por R$ 587 milhões, anunciada na semana passada. Desde a abertura do capital em bolsa, em 2020, a JSL já pilotou seis operações de M&A. Nesse intervalo, o Ebitda da empresa saiu de R$ 400 milhões para mais de R$ 1 bilhão. Já a receita saltou de R$ 2,8 bilhões, em 2020, para R$ 6,2 bilhões no ano passado. E a conta não para de subir: a aquisição da IC significará um aumento de faturamento em torno de |R$ 1,4 bilhão.
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Mais um chinês no e-commerce no Brasil
7/03/2023Há um forte burburinho na área de e-commerce de que a chinesa Jingdong, também, conhecida como JD.com, vai desembarcar no Brasil. A abertura de uma operação no país seria acompanhada da construção de centros de distribuição, a exemplo do que já fizeram as concorrentes Shein e Shopee. A JD.com é um gigante do segmento, com mais de 250 milhões de acessos/mês. Além do seu fundador, Liu Qiangdong, tem como acionistas o conglomerado de tecnologia chinês Tencent e o Walmart.
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Cimed prepara o terreno para o seu IPO
2/03/2023A Cimed estaria em conversações com o Morgan Stanley com o objetivo de preparar seu IPO. Não por coincidência, trata-se da antiga casa bancária de Nicola Calicchio, que, em setembro do ano passado, assumiu o cargo de chairman do laboratório farmacêutico. Segundo o RR apurou, a oferta de ações deverá ocorrer no segundo semestre. A Cimed é o terceiro maior fabricante de medicamentos do país, com faturamento da ordem de R$ 3 bilhões.
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BR Properties coloca um pé fora da bolsa
17/02/2023Circula no mercado a informação de que a BR Properties vai fechar seu capital e deixar a bolsa. Seria o ato final do redesenho societário da companhia, conduzido pela GP Investimentos. A gestora de private equity comprou a participação do ADIA, fundo soberano de Abu Dhabi, e lançou uma oferta pública de recompra de ações da BR Properties. O fiel da balança para a OPA e a eventual saída em definitivo da bolsa é a Vista Capital, o “maior dos minoritários”, com 10% do capital da empresa de real estate
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Capital Group engole R$ 3 bilhões em perdas com as Americanas
16/02/2023Circula no mercado a informação de que o Capital Group, uma das maiores gestoras do mundo, vai zerar sua posição na Americanas. No mês passado, os norte-americanos já haviam reduzido sua participação de 7% para 4%. Na prática, será o writeoff das perdas com a rede varejista, a exemplo do que já fez o BlackRock, que vendeu praticamente todas as suas ações. Segundo o RR apurou, o Capital International Investors, braço do Capital Group, comprou a maior parte das ações em seu poder no segundo semestre do ano passado, com a cotação na casa dos R$ 14. Hoje, o papel vale pouco mais de R$ 1. Os norte-americanos chegaram a ter mais de 9% do capital da Americanas. Em termos absolutos, estima-se uma perda da ordem de R$ 3 bilhões. Trata-se de uma migalha no portfólio desse potentado da gestão de recursos – o Capital Group administra mais de US$ 2 trilhões. Mas migalhas também descem mal pela garganta.
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Mercado Pago a caminho da Bolsa
9/02/2023O RR apurou que o Mercado Livre estuda o IPO do Mercado Pago. A fintech é uma mina de ouro: já responde por mais da metade do faturamento do grupo no país. Somando-se todas as suas operações na América Latina, sua carteira de crédito beira os US$ 3 bilhões.
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Gigante chinês estuda adiar IPO no Brasil
3/02/2023A CTG Brasil, leia-se a chinesa Three Gorges, estuda postergar seu IPO na B3 para o segundo semestre. A abertura de capital estava inicialmente prevista para abril, mas o grupo entende que as condições de mercado talvez ainda estejam longe do ideal. Some-se a isso o contencioso com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia, um fator de pressão sobre a precificação dos ativos da CTG. No ano passado, o Ministério reduziu em 4,9% a garantia física das hidrelétricas Capivara, Chavantes, Taquaruçu e Rosana, na prática diminuindo a quantidade de energia que as geradoras podem entregar ao sistema.
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BTG enxerga um maná na dívida ativa da União
20/12/2022O BTG está afiando a faca para destrinchar um naco da dívida ativa da União. O bancão de André Esteves já se especializou em comprar os créditos do governo com altos deságios. A aposta do BTG, segundo fonte do RR, é que no governo do PT haverá fartura na oferta de “títulos podres”. Dependendo do tamanho do desconto poderá se medir a generosidade de Fernando Haddad. O valor total do débito inscrito na União chega a R$ 2 trilhões. Por enquanto o que sabe é que Esteves já está novamente íntimo do PT.