Arquivos Energia renovável - Relatório Reservado

Tag: Energia renovável

Energia

Claifund lança ofensiva em geração renovável e data centers no Brasil

19/01/2026
  • Share

O Claifund (China-LAC Industrial Cooperation Investment), que se associou ao Pátria Investimentos na termelétrica Marlim Azul, em Macaé, tem sondado empresas da área de geração renovável no Brasil. Os chineses miram oportunidades na fronteira entre energia e infraestrutura digital. No setor, corre à boca miúda que uma das companhias com quem o fundo mantém conversas é a Casa dos Ventos. Nesse caso, todas as pontas parecem se unir. A Casa dos Ventos está envolvida em um dos maiores investimentos em curso no Brasil: a instalação de um data center no Ceará, orçado em aproximadamente R$ 200 bilhões. Seu parceiro no projeto é a Omnia, o braço de infraestrutura digital do Pátria. E quem enfeixa esse empreendimento imobiliário é a chinesa TikTok – será o seu primeiro data center na América Latina. Ou seja: trata-se de um investimento estratégico para Pequim. O Claifund se encaixaria nesse ou em outros projetos de data centers/energia no Brasil, funcionando como mais um braço de apoio para os interesses chineses.

#Claifund #Energia renovável

Destaque

Empresas de energia renovável vão à Justiça por prejuízos com cortes de produção

3/10/2025
  • Share

As empresas do setor elétrico cansaram de perder dinheiro, queimado pelo sol ou levado pelo vento. Segundo uma fonte do setor, grandes grupos de geração solar e eólica – à frente Alupar, CPFL, Engie e Auren – estão se mobilizando para entrar na Justiça e exigir do governo ressarcimento pelas perdas sofridas em decorrência do curtailment.

O polêmico procedimento adotado pelo ONS, que determina a interrupção de usinas quando há risco de sobrecarga no sistema, já causou mais de R$ 6 bilhões em perdas às geradoras – R$ 3,2 bilhões apenas neste ano. Ao longo de 2025, a Alupar, por exemplo, teve 37% da sua produção de energia solar cortada sem compensação financeira. Por sua vez, a Auren, joint venture entre a Votorantim e a canadense CPP Investments, foi penalizada em 31% do insumo gerado. São as “campeãs” do apagão financeiro.

Procuradas pelo RR, Engie e Auren não quiseram se pronunciar sobre o assunto. Alupar e CPFL não retornaram até o fechamento desta matéria.

Quando a diplomacia fracassa, a guerra se torna, muitas vezes, inevitável. O “conflito armado”, neste caso, é o iminente contencioso entre o governo e um grupo de empresas que fizeram mais de R$ 50 bilhões em investimentos em geração renovável nos últimos três anos e esperavam um tratamento diferenciado.

No entanto, até o momento, as seguidas gestões junto ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel na tentativa de revisão das regras do curtailment não avançaram. A Pasta e o órgão regulador parecem adotar a estratégia do “pisca-pisca”. Ora, acendem a possibilidade de uma solução; ora, apagam, com o argumento de que o risco de perda é inerente ao investimento realizado.

Foi o que o próprio ministro Alexandre Silveira disse publicamente na semana passada. Silveira chegou a sinalizar uma saída no meio do caminho. A proposta contemplava a possibilidade de ressarcimento às geradoras sempre que o desligamento das usinas se desse em razão de mau planejamento dos órgãos públicos – e não por falta de demanda por energia.

Parece mais a solução de quem não quer ou não sabe como solucionar. As empresas rechaçam essa hipótese. Enxergam que ela permitiria às autoridades públicas tirar o corpo fora e sempre justificar a interrupção da geração por erro do investidor e não por falha do próprio setor público.

Enquanto os grandes grupos privados e o governo não se entendem, o investimento estaciona. Neste ano, os aportes das empresas de energia devem somar R$ 113 bilhões, contra R$ 112 bilhões no ano passado. É a primeira vez em uma década que os valores devem ficar estagnados.

#Energia renovável #Ministério de Minas e Energia

Private equity

IG4 está com um pé no capital da Rio Alto Energias Renováveis

24/06/2025
  • Share
O RR apurou que a IG4 Capital apresentou, na semana passada, uma proposta para assumir uma participação na Rio Alto Energias Renováveis. A negociação, que teve início há quase dois meses, passa não apenas pelos acionistas da empresa, Rafael Sanchez Brandão e Edmond Chaker Farhat Junior, mas, sobretudo, pelos credores. Os debenturistas e bancos tornaram-se uma voz determinante na reestruturação financeira da companhia, que carrega um passivo da ordem de R$ 1,5 bilhão. Caberá a eles dar ou não seu imprimatur à oferta da IG4. O poder decisório dos investidores e instituições financeiras aumentou consideravelmente desde o início deste ano. Em janeiro, os credores concordaram em suspender a execução antecipada dívida da Rio Alto, que quebrou cláusulas contratuais, os chamados covenants. No mês seguinte, a empresa pediu à Justiça uma medida cautelar para se proteger da cobrança dos credores. Ainda assim, diante das circunstâncias, qualquer redesenho da estrutura de capital da companhia terá de passar por eles.
Desde o fim do ano passado, o risco de uma recuperação judicial paira sobre a Rio Alto, que, além do elevado passivo, enfrenta dificuldades de caixa. A entrada da IG4 no capital desponta como a solução para desatar esse nó. A proposta da gestora do ex-GP Paulo Mattos combina reestruturação da dívida e aporte de recursos – no setor, o que se diz é que a injeção pode chegar a R$ 400 milhões. A Rio Alto, que atua na construção e gestão de parques de geração solar, tem um portfólio de 1,8 GW, entre projetos em operação e desenvolvimento.

#Energia renovável #IG4

Energia

Banco asiático energiza investimentos chineses no setor elétrico brasileiro

27/03/2025
  • Share

Informação que circula no Ministério de Minas e Energia: o Asian Infraestructure Investment Bank (AIIB) mantém entendimentos com grandes empresas chinesas do setor elétrico para financiar projetos em energia renovável no Brasil. Os valores sobre a mesa giram em torno dos US$ 5 bilhões. Uma das tratativas mais avançadas seria com a SPIC (State Power Investment Corporation). A estatal chinesa já investiu mais de R$ 14 bilhões ao longo dos últimos sete anos no país. E, em conversas com autoridades brasileiras, executivos da companhia mencionam novos aportes de até R$ 10 bilhões nos próximos anos. Entre outros negócios, a SPIC controla os parques eólicos Millennium e Vale dos Ventos (Paraíba) e os projetos termelétricos GNA I e GNA II.

#Energia renovável

Energia

Brasil e Emirados Árabes costuram parceria em geração renovável

19/02/2025
  • Share

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mantém conversas com autoridades dos Emirados Árabes em torno de investimentos conjuntos em energia renovável no Brasil. De eólicas e solares a hidrogênio verde, há de tudo um pouco nas tratativas. Os árabes, sinônimo de combustível fóssil, já anunciaram que vão desembolsar globalmente mais de US$ 50 bilhões em projetos de descarbonização até 2030. Há pouco mais de um mês, não custa lembrar, Brasil e Emirados Árabes anunciaram um acordo de R$ 15 bilhões para investimentos em exploração de minerais estratégicos. Ou seja: transição energética na veia.

#Energia renovável

Geração renovável

Espanhola Zelestra tem planos de investir em energia limpa no Brasil

12/02/2025
  • Share
O nome da espanhola Zelestra tem circulado em petit comité no setor de energia. A empresa estaria prospectando negócios em geração renovável no Brasil. Os ibéricos costumam investir em projetos do zero, em vez de comprar ativos maduros. Assim tem sido sua estratégia na América Latina. Controlada pelo fundo sueco EQT, a companhia tem planos de investir cerca de US$ 4 bilhões na região. Na Colômbia, a Zelestra já desembolsou mais de US$ 300 milhões para a construção do Parque Solar La Unión, um dos maiores complexos fotovoltaicos da Colômbia. E anunciou outros US$ 600 milhões nos próximos dois anos.  A empresa também tem investimentos em energia solar no Peru e no Chile, que somam uma capacidade de 4GW.

#Energia renovável #investimentos #zelestra

Mercado

Na Engie Brasil, sai o follow on e entra emissão de dívida

31/01/2025
  • Share

A Engie Brasil está sondando bancos para uma emissão de dívida. A empresa busca reforço de caixa para cumprir seu plano de investimentos, que prevê o desembolso de mais de R$ 12 bilhões até o fim de 2026. A captação via debt surge como um Plano B. Inicialmente, o grupo franco-belga chegou a estudar um follow on, mas a ideia foi desenergizada diante das condições adversas do mercado. Na paralela, a Engie contempla também a possibilidade de venda de ativos. No setor não é de hoje que se comenta sobre o interesse da companhia em negociar mais um pedaço da sua participação na Transportadora Associada de Gás (TAG). Há pouco mais de um ano, a Engie vendeu 15% da empresa para a canadense CDPQ por R$ 3,1 bilhões. Ainda mantém em suas mãos 32,5%, hoje avaliada em torno de R$ 7 bilhões.

#emissão de dívida #Energia renovável #Engie Brasil

Política externa

Brasil busca recursos da União Europeia para transição energética

4/12/2024
  • Share

Em meio à complexa tratativa para o acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul, o governo Lula conduz uma negociação bem menos áspera com o Velho Continente. Em jogo, a ampliação da parceria com o European Investment Bank (EIB), braço financeiro da UE, para investimentos em energia renovável. A ideia do governo brasileiro é costurar a liberação de recursos para outros bancos federais, a exemplo do BNDES e o Banco do Nordeste. No ano passado, o Banco do Brasil firmou um contrato para a captação de 350 milhões de euros voltados a projetos em transição energética.   

#Energia renovável #transição energética #União Europeia

Energia

Velhos conhecidos do setor rondam térmicas no Brasil

11/09/2024
  • Share
Com a forte queda do nível de armazenagem das principais hidrelétricas, o que já ameaça as demais usinas, uma dupla de empresários que deitou e rolou com os financiamentos do governo para as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) está vasculhando o mercado de aluguel de termelétricas. O próprio ONS já deu sinal de que terá de acionar as térmicas disponíveis no país. A situação é diferente do apagão no governo FHC, quando alguns empresários, entre os quais Eike Batista, ganharam fortunas com a operação “maquila”. Traziam as termelétricas lá de fora, montavam as empresas aqui, vendiam a energia para o governo e depois remetiam as peças e equipamentos de volta ao exterior. Mas não tem lugar para todo mundo: a primazia é de quem chega na frente. As térmicas estão na mira também por outro motivo. Com o aumento da geração da energia eólica e fotovoltaica no sistema, vai crescer a necessidade de backup para quando o sol e o vento não forem suficientes ao atendimento da demanda. Já está escrito nas estrelas que serão necessárias mais termelétricas para atender esses hiatos provocados pelo aumento do consumo da energia renovável. Pode ser que um número razoável desses pirilampos tenha de ser aceso até o início da COP30, em novembro de 2025. É um cartão de visitas para um evento que discute até a taxação do aumento de exploração e uso de energia fóssil.

#Energia renovável #termelétricas

Infraestrutura

Fundo soberano de Cingapura quer investir em energia verde no Brasil

16/08/2024
  • Share

Corre feito eletricidade entre executivos da área de energia a informação de que o GIC, fundo soberano de Cingapura, está rastreando ativos em geração renovável no Brasil. Por ativos, leia-se um arco que vai de minérios, como níquel e cobre, a usinas eólicas e fotovoltaicas. Ressalte-se que o potentado asiático, com mais de US$ 800 bilhões sob gestão, já tem uma parceria no Brasil com a Iberdrola, precisamente no segmento de transmissão. Para esticar esse fio até a energia verde, pode ser um pulo.

#Cingapura #Energia renovável #Iberdrola

Energia

Há mais otimismo do que gigawatts nas projeções sobre geração renovável no Brasil

18/07/2024
  • Share

A julgar por informativo da Confederação Nacional da Indústria  (CNI), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o setor de infraestrutura, o governo nem precisaria dar subsídios para o segmento de energias alternativas, leia-se renováveis. Essas subvenções, como se sabe, são transformadas em “empobrecimento poluente” no bolso dos consumidores. O relatório prevê que, até 2028, as usinas solares fotovoltaicas (UFV) têm uma brutal possibilidade de aumento da capacidade instalada, com um crescimento de 132%. Em segundo lugar, ficam as eólicas, com previsão de 12% de aumento de capacidade. Mas, mesmo com as UFVs crescendo em uma marcha aceleradíssima, as usinas eólicas ficarão na frente das fotovoltaicas, no mesmo período. Explica-se: apesar da previsão de que essa fonte permanecerá no atual patamar de 16% da geração total de energia do país, ela parte de uma base muito mais alta do que as UFVs. Estas últimas, em 2028, deverão responder por 10% da capacidade instalada total. O relatório da CNI, em sua projeção otimista, estima que a participação da geração a partir de fontes de energia alternativa alcance 41% da capacidade instalada total. Talvez haja mais otimismo do que energia renovável nas previsões da CNI.

#Aneel #Energia renovável #Infraestrutura

Negócios

Total quer soprar mais forte na Casa dos Ventos

30/04/2024
  • Share

A francesa TotalEnergies está disposta a aumentar sua participação na joint venture com a Casa dos Ventos, do empresário Mario Araripe. Atualmente, os franceses detêm 34% do negócio, pelo qual pagaram R$ 4,2 bilhões entre aportes e dívidas assumidas. Uma divisão meio a meio seria um desenho mais compatível com os aportes que a Total pretende fazer no negócio. Procurada, a companhia francesa não se manifestou.

#Casa dos Ventos #Energia renovável #TotalEnergies

Destaque

Ermírio de Moraes se associam aos Ermírio de Moraes em energia renovável

11/03/2024
  • Share

A recém-anunciada parceria entre a Citrosuco e a Auren Energia na construção do parque gerador Sol de Jaíba (MG) é apenas a ponta do iceberg de uma engenhosa estratégia. De um lado da mesa, estão os Ermírio de Moraes; e, do outro, também. A ideia é que a Auren, controlada pela Votorantim e pela canadense CPP, se associe a outras empresas do conglomerado para investimentos conjuntos em geração renovável. Já existem conversas nesse sentido com a Votorantim Cimentos e a Nexa Resources, braço de mineração da Votorantim.

É um jogo de ganha-ganha. A Auren poderá ampliar seu portfólio de ativos – a carteira soma cerca de 1,5 MW – em um momento em que o negócio precisa mesmo de uma dose extra de voltagem. Resultados bem aquém do esperado – prejuízo de R$ 317 milhões em 2023 – e o ciclo mais longo de maturação dos projetos têm reduzido o apetite do mercado pela companhia. Desde a oferta de ações, em março de 2022, o valor de mercado da Auren caiu 23% – o market cap atual gira em torno dos R$ 12 bilhões.

Por sua vez, com a parceria “doméstica”, as empresas do Grupo Votorantim poderão ampliar seus investimentos em autogeração e aumentar garantir suprimento de parte da sua demanda por energia, a exemplo da Citrosuco, também pertencente aos Ermírio de Moraes. No caso da Nexa, por exemplo, as tratativas apontam para a instalação de um parque de energia solar em Minas Energia, onde a empresa tem uma mina e uma refinaria de zinco e duas jazidas polimetálicas nas regiões de Vazante e Morro Agudo. Procurada, a Votorantim não quis se pronunciar.

#Energia renovável #Ermírio de Moraes

Private equity

BlackRock descarrega milhões de dólares em energia renovável no Brasil

29/02/2024
  • Share

Corre no setor de energia que a norte-americana BlackRock – um potentado da gestão de recursos, com quase US$ 10 trilhões sob a sua guarda – tem cerca de US$ 500 milhões reservados para investimentos em geração renovável no Brasil. São 10 vezes mais do que os míseros R$ 50 milhões que o governo norte-americano aportou no fundo amazônico, com a postura de quem entregou uma barata por lebre, ou seja, um investimento em vez de uma esmola.

#BlackRock #Energia renovável

Energia

Stratkraft vai aumentar os seus negócios em energia renovável no Brasil

16/01/2024
  • Share

É irradiante o plano de negócios da Stratkraft, líder em geração de energia renovável na Europa, que em agosto do ano passado comprou dois parques de geração de eólica da EDP, no Rio Grande do Norte, com capacidade conjunta de 260 MW, pelos quais pagou R$ 1,57 bilhão. O RR apurou que o grupo europeu de energia renovável planeja adquirir outros ativos de geração eólica e solar no Brasil, ainda este ano. Um montante de R$1 bilhão estaria provisionado para essas operações.

Consultada pelo RR, a Stratkraft afirmou que “se manterá aberta para estudar propostas de mercado, mas focará na consolidação e integração das compras realizadas em 2023, além de finalizar duas importantes obras: a inauguração do Complexo Ventos de Santa Eugênia, o maior empreendimento do Grupo fora da Europa, na Bahia, e o término da construção de Morro do Cruzeiro, projeto eólico greenfield”.

#Energia renovável #negócios #Stratkraft

Energia

Geração renovável traz fundo holandês ao Brasil

29/11/2023
  • Share

A holandesa Triodos Investment Management prepara seu desembarque no Brasil para investir em energia renovável. Há informações de conversas com um grande grupo do segmento eólico. A gestora já tem negócios em geração no Chile, por meio do fundo Triodos Emerging Markets Renewable Energy Fund – recentemente, aportou naquele país cerca de US$ 90 milhões para a construção de 23 estações fotovoltaicas. Ao todo, a Triodos administra quase US$ 6 bilhões em ativos.

#Energia renovável #Investimento #Triodos Investment Management

Energia

Brasil é rota obrigatória do Standard Bank em geração renovável

16/11/2023
  • Share

O sul-africano Standard Bank está prospectando ativos em energia renovável no Brasil. O RR apurou que emissários do banco sul-africano têm feito contato com dois grupos do setor que tocam empreendimentos em geração eólica e solar no Nordeste. O Brasil é peça relevante de um grande projeto global do banco, que pretende investir aproximadamente US$ 14 bilhões em transição energética até 2026.

#Energia renovável #Standard Bank

Negócios

Norsk Hydro e Macquarie se unem para produzir energia renovável

24/10/2023
  • Share

A Norsk Hydro e a Macquarie Asset Management estão formando uma joint venture na área de transição energética. Segundo informação publicada há pouco pelo Energy Portal, site especializado do Reino Unido, a gestora australiana desembolsou US$ 332 milhões para comprar 49,9% da Hydro Rein. Trata-se do braço de energia renovável da norueguesa Norsk Hydro, gigante global da produção de alumínio. O aporte dará fôlego para os projetos da empresa.

Obs RR: O M&A tem impacto direto no Brasil, um dos países em que a Hydro Rein está presente – ao lado de Dinamarca e Suécia. A empresa tem uma carteira de projetos em geração eólica e solar no país. Por sinal, é possível dizer que a joint venture ganhou corpo justamente a partir do Brasil. Por aqui, Norsk Hydro e a Macquarie já são parceiras desde o ano passado, quando se uniram para construir um complexo híbrido de energia solar e eólica entre Pernambuco e Piauí. Na primeira fase do empreendimento, a dupla está investindo cerca de US$ 700 milhões. É só o começo. 

#Energia renovável #Macquarie Asset Management #Norsk Hydro

Empresa

China Petroleum quer aumentar participação em sociedade com a Petrobras

20/09/2023
  • Share

A China National Petroleum Corporation (CNPC) abriu conversações com a Petrobras em torno do aumento da sua participação no bloco Aram, uma parceria com a estatal na Bacia de Santos. Os chineses detêm 20% do consórcio; os 80% restantes estão nas mãos da empresa brasileira. Trata-se de um dos maiores e mais promissores ativos do grupo chinês em águas profundas em todo o mundo.

Em maio, a Petrobras anunciou a segunda descoberta de óleo no bloco. O diretor executivo de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos, já disse publicamente que a empresa declarar “em breve” sua comercialidade. O apetite da CNPC não se limita ao bloco de Aram.

Os chineses despontam como candidatos a outros investimentos conjuntos com a Petrobras, inclusive na área de refino. Seria um passo a mais na aproximação entre a estatal e petroleiras da China. No fim de agosto, a Petrobras assinou memorandos de entendimento com quatro grupos chinesas para possíveis investimentos em exploração e produção, refino e energia renovável.Procurada pelo RR, a estatal não se manifestou.

#China National Petroleum Corporation #Energia renovável #Petrobras

Política externa

Chile e Brasil juntam os fios na energia renovável

4/07/2023
  • Share

Os governos de Lula e Gabriel Boric começam a discutir uma política conjunta de investimentos em energia renovável. Do lado chileno, os projetos seriam desenvolvidos no âmbito da petroleira estatal Enap. Ressalte-se ainda que Boric já manifestou a intenção de criar uma nova empresa pública exclusivamente para a produção de hidrogênio verde. Em janeiro deste ano, não custa lembrar, o Chile firmou um acordo com a Colômbia para investimentos em geração renovável.

#Brasil #Chile #Energia renovável

Energia

Banco de fomento alemão vai financiar projetos em geração renovável no Brasil

27/06/2023
  • Share

O Banco do Nordeste está em conversações com o KFW – banco de desenvolvimento da Alemanha – para obter uma linha de crédito voltada a projetos de transição energética na região. A operação tem como pano de fundo as tratativas entre os governos do presidente Lula e do primeiro-ministro Olaf Scholz para investimentos conjuntos em energia renovável no Brasil. Em janeiro deste ano, após reunião com Lula, Scholz falou textualmente do interesse da Alemanha em financiar projetos em hidrogênio verde no país.

#Energia renovável #KFW

Negócios

Enel rearruma suas operações em energia renovável

26/06/2023
  • Share

A Enel está passando por uma rearrumação dos seus negócios no Brasil. Além do processo de venda da cearense Coelce – CPFL e Equatorial estão do outro lado da mesa -, o grupo italiano discute possibilidades de associação na área de geração renovável. Há dois modelos em análise: a cisão de todos os ativos em energia limpa em uma nova empresa, com a venda de parte do capital, ou a busca de sócios especificamente para cada projeto. No momento, segundo a fonte do RR, a balança pende mais para este segundo cenário. Emissários da Enel têm conversado com gestoras de private equity. Uma delas seria a Cubico Sustainable Investments, de Londres, que tem como acionistas os fundos Ontario Teachers Pension Plan e PSP Investments. Consultada, a Enel disse que “não comenta rumores”.

#Enel #Energia renovável

Private equity

Gestora norte-americana investe em energia renovável no Brasil

5/06/2023
  • Share

A norte-americana Exagon Impact Capital planeja investir em projetos de transição energética no Brasil. A gestora, com sede em Nova York, vem mantendo conversações com empresas do setor – entre as quais estaria a Casa dos Ventos e a Ômega Energia. A Exagon Impact montou recentemente um novo fundo, no valor de US$ 300 milhões, para projetos em energia renovável na América Latina. Boa parte desse dinheiro deverá ser descarregada no Brasil. 

#Casa dos Ventos #Energia renovável #Exagon Impact Capital #Omega Energia

Energia

Sky Power está a dois passos de um casamento com o Brasil

20/01/2023
  • Share

A Sky Power Global, dos Emirados Árabes Unidos, avalia aumentar investimentos em energia renovável na América do Sul. Como não poderia deixar de ser, o Brasil é o país-alvo. A informação vem de fonte da delegação brasileira que participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O olhar para o Brasil decorre do fato do país estar entre os cinco maiores mercados mundiais emergentes de investimento em energia renovável, com aportes até aqui da ordem de US$ 25 bilhões, em projetos eólicos e solares. A Sky por sua vez foca em grandes projetos de infraestrutura, comprometida com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Um casamento perfeito. Pelo andar da carruagem Lula vai faturar alto sua aposta firme em energia renovável.

#Energia renovável #Sky Power Global

Destaque

Gigante alemão da energia renovável prepara entrada no Brasil

28/12/2022
  • Share

A alemã RWE Renewables, um dos grandes players de geração renovável do mundo, planeja entrar no Brasil. Segundo o RR apurou, o grupo já sinalizou o interesse a autoridades da área de Minas e Energia. Os alemães têm sondado empresas de energia eólica e solar que atuam no país em busca de parcerias ou mesmo para a compra de ativos nesses segmentos. A RWE mira especificamente na instalação de usinas eólicas offshore. Nesse caso, poderá replicar no Brasil o acordo que mantêm com a ArcelorMittal na Alemanha. As duas empresas vão montar plataformas no Mar do Norte com o objetivo de suprir energia para as plantas da siderúrgica no país e, assim, produzir aço de baixa emissão.   

A RWE já anunciou investimentos globais da ordem de 50 bilhões de euros até 2030, com o objetivo de duplicar sua capacidade de produção de energia verde para 50 GW. A entrada no Brasil é uma peça importante no mosaico de operações internacionais da RWE, especialmente nas Américas. A empresa tem três parques eólicos e outras duas usinas solares nos Estados Unidos. Opera ainda no Canadá, onde também mantém duas plantas de energia solar. A intenção dos alemães é espraiar os investimentos para a América Latina, notadamente o Brasil. 

#ArcelorMittal #Energia renovável #RWE Renewables

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima