Arquivos Petz - Relatório Reservado

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Empresa

E-commerce da Petz e da Cobasi entra na mira do Cade

9/09/2025
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O sinal de alerta está aceso na Petz e na Cobasi. A decisão do Cade de solicitar um estudo econômico adicional sobre o mercado de petshops abre brecha para possíveis restrições capazes de alterar o desenho da fusão entre as duas companhias. O órgão antitruste pretende mapear eventual concentração tanto nas lojas físicas quanto no e-commerce, o que aumenta o risco de medidas que limitem a integração total entre estoques e preços das operações online e offline, criando uma espécie de firewall entre os dois segmentos. Outra possibilidade é a imposição de restrições geográficas ao varejo físico, em regiões onde a fusão resultaria em concentração elevada. Também não se descarta que a autoridade exija garantias para manutenção de canais digitais competitivos, evitando que a nova gigante do setor utilize sua capilaridade para sufocar rivais menores. O relator José Levi Mello do Amaral Júnior já solicitou ao Departamento de Estudos Econômicos que simule cenários alternativos para o impacto sobre os hábitos de compra.

#Cobasi #e-commerce #Petz

Negócios

Cade teme fúria consolidadora da Petz e da Cobasi

3/06/2025
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Um ponto específico tem norteado as discussões entre os conselheiros do Cade acerca da fusão entre a Petz e a Cobasi. Trata-se do poder de fogo que o novo grupo terá para avançar no processo de consolidação do setor. A rigor, as duas empresas somadas têm aproximadamente 12% do market share nacional na área de pet shops – e esse é o principal argumento usado por ambas para acelerar a aprovação do negócio. No entanto, os conselheiros do Cade enxergam a pulverização do mercado mais como parte do problema do que exatamente como uma solução. Não há outros players com abrangência nacional capazes de rivalizar com a dobradinha Petz e Cobasi. A própria Petlove, terceira do ranking, é vista como um alvo potencial para uma posterior aquisição. A empresa tem apenas 13 lojas físicas e faturamento na casa de R$ 1,5 bilhão. Está bem atrás de Petz e Cobasi, que, juntas, somam mais de 450 lojas e receita superior a R$ 7 bilhões. É poderio de sobra para engolir a Petlove, que viria a ser sua maior concorrente, e também para fazer um arrastão em redes regionais, que garantem algum equilíbrio de forças em determinadas áreas do país.

#Cade #Cobasi #Petz

Destaque

Petz e Cobasi ainda estão mais para concorrentes do que sócios

10/02/2025
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A fusão da Petz e da Cobasi, as duas maiores redes de pet shops do Brasil, parece um jogo de cão e gato. Segundo informações filtradas pelo RR, Sergio Zimerman, fundador e maior acionista da Petz, teria atingido uma fatia de 51% no capital da companhia a partir de sucessivas ordens de compra em bolsa ao longo das últimas duas semanas. A conta engloba tanto sua participação direta quanto por meio de instrumentos de derivativos financeiros. O apetite de Zimerman por ações da empresa em meio ao processo de M&A com a Cobasi chama a atenção.

Para o mercado, trata-se de um sinal de que ainda há divergências nas tratativas entre as duas companhias. A compra de ações pelo empresário é vista como um movimento, ao mesmo tempo, defensivo e de ataque. Defensivo à medida em que Zimerman estaria se protegendo de um possível take over da Petz pela Cobasi, controlada pela família Nassar; e de ataque porque seu objetivo seria também se cacifar para assegurar uma melhor relação de troca e consequentemente uma participação maior na nova empresa, resultante da fusão entre as duas redes de lojas.

Nas palavras de uma fonte do RR, colocar Sergio Zimerman e Paulo Nassar, acionista e CEO da Cobasi à mesa de negociações é como trancar um rottweiler e um pitbull na mesma sala. Ambos são conhecidos no setor – e também por isso respeitados – como players agressivos. E, até o momento, ao que tudo indica, o passado de renhida competição entre os dois empresários ainda fala mais alto do que a ideia de um futuro como sócios do mesmo grupo.

Há reticências de parte a parte a serem superadas. Zimerman seria o mais ressabiado, ainda que o desenho societário inicialmente previsto para a nova empresa dê aos atuais acionistas da Petz uma participação maior, de 52,6%, contra 47,4% para os investidores da Cobasi. Ocorre que, no fim de 2024, a Tefra Participações, holding da família Nassar, comprou ações da Petz em mercado, o que eventualmente provocar um desbalanceamento, a seu favor, na composição acionária da nova companhia.

Nesse tabuleiro, há ainda outra peça importante: a Kinea. A gestora de private equity vinculada ao Itaú joga esse jogo com um duplo chapéu, de acionista tanto da Petz quanto da Cobasi. Não obstante a dupla presença, o que se diz no mercado é que o fundo tem uma relação maior de proximidade com os Nassar. Em contato com o RR, a Cobasi informou que a fusão com a Petz “segue em avaliação do Cade”.

Ainda segundo a empresa, “até a conclusão da análise do Cade, ambas as companhias, assim como seus acionistas, seguem com suas operações normalmente, concorrendo pelo mercado”. Perguntada especificamente sobre o aumento da participação de Zimerman em seu capital, a Cobasi não se pronunciou. Também consultada, a Petz não se manifestou.

Fontes que acompanham as negociações apostam que Zimerman e os Nassar vão vencer eventuais diferenças e idiossincrasias e consumar a fusão.

O entendimento é que esse é um negócio grande demais para ser desfeito. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas é justamente o fato de ser um negócio grande demais que deixa uma pulga atrás da orelha do mercado diante das diferenças entre as duas partes. Há muito em jogo.

Ter o controle do futuro grupo significará comandar o maior conglomerado de pet shops do Brasil, com uma receita superior a R$ 7 bilhões, um Ebitda combinado de mais de R$ 500 milhões e aproximadamente 500 lojas, além de 15 hospitais veterinários.

#Cobasi #Petz

Negócios

Petz e Cobasi: não é hora de soltar os cachorros em cima do Cade

6/09/2024
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O recente recado do empresário Sergio Zimmermann, dono da Petz, para o Cade não caiu muito bem junto à família Nassar, controladora da Cobasi.  Em teleconferência com investidores, na semana passada, ao se referir à fusão entre as duas companhias, Zimmermann disse que “se o Cade entendesse o espírito da união, aprovaria em uma semana”. Entre os Nassar, o receio é que o tiro saia pela culatra.

Ou seja: que a declaração seja interpretada pelos conselheiros do órgão antitruste como um expediente adotado por Zimmermann para constrangê-los e pressioná-los publicamente. Ressalte-se que nenhuma das duas redes de pet shops está em condições de provocar o Cade. Juntas, Petz e Cobasi passarão a ter faturamento de R$ 7 bilhões, ou seja, sete vezes a receita da segunda colocada do mercado, a Petlove, com receita de R$ 1 bilhão. Para não falar da concentração de lojas em grandes capitais, a começar por São Paulo.

#Cade #Petz

Empresa

Petz e Cobasi parecem cão e gato à mesa de negociações

8/08/2024
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A estranha demora para a conclusão da fusão entre a Petz e a Cobasi tem suscitado as mais diferentes versões no mercado. Ontem, circulou a informação de que há divergências entre as duas empresas em relação à precificação do negócio. Por precificação leia-se o valuation da Petz. A ação foi fixada em R$ 7,10, mais do que o dobro do valor em bolsa no momento do acordo (R$ 3,50).

Agora, no entanto, a família Nassar, controladora da Cobasi, estaria forçando a redução desse valuation, por considerá-lo exagerado. A definição do preço de referência da Petz para efeito de composição acionária da nova companhia já havia sido motivo de atritos no início da negociação entre as duas redes de pet shops. O múltiplo teria sido uma exigência de Sergio Zimerman, maior acionista da Petz.

A família Nassar topou, muito em função da expectativa de que o valor de mercado da empresa subiria com o simples anúncio da fusão, reduzindo, assim, o gap entre o preço do papel em bolsa e os R$ 7,10 acordados. De fato, alguns dias depois a ação da Petz bateu nos R$ 5,34. Depois disso, desceu a ladeira e voltou ao nível pré-M&A, sendo negociada entre R$ 3,50 e R$ 3,70.

Fonte próxima à Cobasi garante que as duas empresas vão aparar as arestas e a fusão será consumada. Ainda assim, o mercado já trabalha com a provável prorrogação dos prazos para o desfecho do deal. A princípio, o acordo para negociação exclusiva entre Cobasi e Petz vence no próximo dia 23 de agosto. No entanto, esta última já comunicou que esse período pode ser estendido em 30 dias.

#Cobasi #Petz

Mercado

Petz se arma contra oferta hostil de seus concorrentes

16/04/2024
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Sergio Zimerman, fundador da Petz, está comprando mais papéis da empresa em mercado. Quer chegar a 51%, incluindo ações e títulos derivativos – entre fevereiro e março, avançou de 42,9% para 48% do capital total. Zimerman segue a linha de que o ataque é a melhor defesa. Busca uma posição majoritária para se blindar contra uma possível aquisição hostil em bolsa. O risco duplicou. Há informações de que, além da Cobasi, a Petlove também teria interesse em enredar a Petz por meio de um take over. Ressalte-se que a ação da empresa está no seu menor patamar histórico (R$ 3,66) – desde o IPO, a rede de petshops perdeu 78% do seu valor de mercado. Ou seja: as circunstâncias nunca foram tão favoráveis para algum pitbull da concorrência morder o controle da Petz.  Apenas como um exercício matemático, tomando-se como referência a atual cotação do papel, a compra de 50% mais uma das ações demandaria cerca de R$ 850 milhões.

#Petz #Sergio Zimerman

Empresa

Dono da Petz se blinda contra um ataque hostil

27/02/2024
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A aquisição de papéis da Petz anunciada ao mercado no último dia 19 de fevereiro é apenas a ponta do iceberg. O RR apurou que o empresário Sergio Zimmerman, fundador da companhia, está batendo à porta de fundos de investimentos minoritários, entre os quais Atmos e Kapitalo, para comprar mais ações. Trata-se de um movimento defensivo, de quem está sentindo no ar o risco de um take over da rede de pet shops. Nesse caso, todos os caminhos apontam na direção da concorrente Cobasi.

No passado recente, as duas empresas chegaram a negociar uma possível associação. As conversas não andaram. Muito em razão da insistência da família Nassar, controladora da Cobasi, de ter uma participação majoritária no negócio, o que empurraria Zimmerman para uma posição secundária.

A Cobasi tem mesmo mostrado um apetite de rottweiler. Em dezembro de 2022, comprou a Mundo Pet. A eventual fusão com a Petz criaria uma empresa com aproximadamente 15% de market share – um número respeitável, tratando-se de um setor ainda bastante pulverizado – e faturamento anual da ordem de R$ 5 bilhões.

#Cobasi #Petz #Sergio Zimmerman

Destaque

Ameaça de take over paira sobre as negociações entre Petz e Cobasi

29/09/2023
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As negociações para o M&A entre a Petz e a Cobasi, as duas maiores redes de pet shops do Brasil, se transformaram em um jogo de cão e gato. Nos bastidores, as tratativas têm sido marcadas por movimentos sinuosos e uma certa dose de tensão. Nas últimas semanas, segundo o RR apurou, as conversas esfriaram pelo lado da Cobasi.

Para todos os efeitos, o motivo seriam divergências em relação à participação societária dos atuais acionistas das duas empresas na futura companhia. A família Nassar, controladora da Cobasi, não abre mão de uma posição majoritária. Por sua vez, o empresário Sergio Zimerman, fundador, CEO e maior investidor individual da Petz, com 27,5%, reluta em ter sua fatia diluída.

No entanto, há outra questão que traz uma voltagem adicional às negociações. Na Petz, o temor é que o recuo da Cobasi não passe de um blefe, uma camuflagem. A preocupação de Zimerman é que a concorrente esteja ganhando tempo para preparar uma oferta hostil pela companhia em bolsa. Há circunstâncias que facilitariam essa investida.

A Petz tem o controle pulverizado em mercado. E seu estatuto não prevê pílula de veneno, o que a deixa em uma posição vulnerável para uma proposta não solicitada – apenas a título ilustrativo, seu valor de mercado hoje é de R$ 2,1 bilhões. Ou seja: no tal jogo de cão e gato, a própria Petz se vê na incômoda posição de possível caça.

Existe ainda um terceiro e importante ator neste enredo: a Kinea Investimentos. O braço de private equity do Itaú Unibanco, dono de 8% da Cobasi, é apontado no mercado como um dos principais artífices do M&A. A gestora tem participado ativamente das conversações. É mais um motivo de atenção para a Petz, que enxerga uma postura um tanto quanto dúbia na Kinea. O private equity tanto pode ser um facilitador da fusão, incluindo a hipótese de um aporte de recursos na nova empresa, como um aliado da Cobasi em uma eventual tentativa de aquisição hostil. Procuradas pelo RR, Petz e Kinea não quiseram se manifestar.

A Cobasi, por sua vez, diz que “apesar de ter havido no passado conversas entre as companhias, não houve evolução e interesse para um acordo.” Perguntada especificamente sobre uma possível oferta não requisitada pela Petz, a companhia não se pronunciou sobre o tema.

Entre sístoles e diástoles, as conversas entre a Petz e a Cobasi ocorrem desde o fim do ano passado, quando esta última comprou a Mundo Petz e acirrou a concorrência pela liderança do segmento. O que está em jogo é a criação de um grupo com mais de 450 lojas, faturamento anual próximo dos R4 5 bilhões e uma participação de 15% no mercado de pet shops. Para efeito de comparação, a Petlove, a concorrente mais próxima da dupla, ficaria a léguas de distância, com uma receita da ordem de R$ 1 bilhão.

#Cobasi #Petlove #Petz

Negócios

Petz afia as garras e avança sobre cidades menores

3/01/2023
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A Petz, maior rede de petshops do Brasil, estuda caminhos para avançar sobre novos mercados no país. Um dos projetos em discussão é a ampliação da plataforma de e-commerce acompanhada da instalação de centros de distribuição fora dos grandes centros. A aposta na operação online seria uma forma de aumentar as vendas em cidades de pequeno porte, onde a abertura de lojas físicas não se justifica. Trata-se de uma inflexão na estratégia de crescimento adotada nos últimos anos, baseada em grandes aquisições. Apenas na compra da Zee.Dog e da Petix, a Petz desembolsou mais de R$ 1,5 bilhão.

#Petz #Zee.Dog

Papel de estimação

2/09/2022
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O GIC, fundo soberano de Cingapura, estaria se fartando de comprar ações da Petz, maior rede de pet shops do Brasil.

#GIC #Petz

Saúde animal

28/06/2022
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A Cobasi, uma das maiores redes de produtos para animais, pretende entrar no negócio de medicina veterinária. Seguirá, assim, os passos de sua grande concorrente, a Petz.

#Cobasi #Petz

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