Tag: Pão de Açúcar
Mercado
Nem tudo é o que parece ser no jogo societário do Pão de Açúcar
29/01/2026Na condição de minoritários ativistas do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Hugo Fujisawa…
Mercado
Ferri amplia ofensiva e lidera bloco de minoritários no Pão de Açúcar
20/01/2026Para todos os efeitos, o novo pedido de assembleia do Grupo Pão de Açúcar (GPA), divulgado ontem, leva a assinatura do investidor Hugo Shoiti Fujisawa. No mercado, porém, é voz corrente que a caligrafia pertence a outro acionista: Rafael Ferri. Passo a passo, Ferri tem conseguido reunir ao seu lado um bloco de minoritários com o objetivo de se contrapor ao principal acionista do GPA, a família Coelho Diniz. O burburinho é que seu mais novo aliado seria Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado brasileiro. Desde o fim do ano passado, Tini tem comprado ações da rede varejista na Bolsa. Já teria algo em torno de 4%. Somando-se à participação conjunta de Ferri e de Fujisawa, o trio conta com 8% do capital. E há outros “minoritários-satélite” que têm se engajado à ofensiva. Ou seja: aos poucos vai se formando uma coalização capaz de, no mínimo, dar alguma dor de cabeça aos Coelho Diniz, donos de 24,5%. Ferri já havia solicitado anteriormente uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mas o pedido foi negado pelo Pão de Açúcar na semana passada. Agora, volta à carga tendo ao seu lado um vozerio maior de acionistas. O que está em jogo é a indicação de dois nomes para o Conselho de Administração da GPA e, consequentemente, uma participação mais ativa na gestão da rede varejista. Entre outros pontos de atrito que têm se acumulado nos últimos meses, Ferri e Fujisawa foram contrários à mudança de CEO da companhia – conforme informou o RR. Partiu dos Coelho Diniz a decisão de contratar Alexandre Santoro para o cargo, até então ocupado interinamente pelo CFO da empresa, Rafael Sirotsky.
Destaque
Uma nova carta embaralha o jogo societário no Pão de Açúcar
2/12/2025
Empresa
Pão de Açúcar busca fôlego e tenta alongar dívida de R$ 2,7 bilhões
17/11/2025A família Coelho Diniz, principal acionista do Pão de Açúcar, está buscando junto aos bancos credores um alongamento da dívida da rede varejista, em torno de R$ 2,7 bilhões. Depois de cortar mais de 700 funcionários e reduzir seu capex, o clã elegeu como prioridade repactuar o passivo e vender ativos não estratégicos. A alavancagem do Pão de Açúcar está acima da média do setor – a relação dívida líquida/Ebitda é superior a três vezes. A rodada de conversas com os bancos é apenas parte do complexo processo de renegociação das dívidas da companhia. O movimento mais intrincado é a repactuação de um passivo tributário da ordem de R$ 15 bilhões – 70% desse valor equivalem a multas e juros acumulados da Receita Federal.
Empresa
Família Coelho Diniz molda Pão de Açúcar a sua imagem e semelhança
29/10/2025A saída de Marcelo Pimentel da presidência do Grupo Pão de Açúcar, anunciada na semana passada, é apenas a ponta do iceberg. A família Coelho Diniz, que se tornou a maior acionista da companhia, prepara outras mudanças. No mercado, há informações de que o clã busca um nome para assumir a área financeira. Curiosamente, no momento o CFO do Pão de Açúcar, Rafael Russowsky, acumula interinamente o cargo de CEO. Os Coelho Diniz planejam ainda uma reestruturação operacional, com o fechamento de lojas e o reposicionamento das bandeiras do grupo. No front financeiro, existe, desde já, pressão dos acionistas para que a gestão agilize metas de desalavancagem e reduza custos fixos. O GPA vai rever contratos de locação e redimensionar negócios com baixo retorno de capital. No varejo digital, há informações no setor de que os Coelho Diniz pretendem impulsionar o marketplace e os negócios de e-commerce, relegando parte da ênfase das lojas físicas para canais de alto crescimento — proporcionalmente, com um volume menor do capex para expansão da rede física. No mercado, existe o entendimento de que, nos últimos anos da gestão Casino, o Pão de Açúcar perdeu competitividade frente a players digitais.
Mercado
Família Roldão encontra uma porta fechada no Pão de Açúcar
7/10/2025A eleição dos novos conselheiros do Grupo Pão de Açúcar (GPA), ontem, trouxe uma pista sobre o futuro societário da companhia. Aos olhos do mercado, a Roldão Atacadista, uma das postulantes à compra da participação do Casino, é carta fora do baralho. A família Coelho Diniz, hoje a maior acionista individual do GPA, com 26,4%, se articulou nos bastidores junto a outros investidores para brecar a indicação de Ricardo Roldão, acionista da Roldão. Há algumas semanas, o empresário vem comprando ações do Pão de Açúcar em Bolsa. Roldão via na sua nomeação para o Conselho uma forma de ter, desde já, influência nos desígnios da companhia e, assim, costurar por dentro, a possível compra da participação de 22,5% do Casino. Ficou na vontade. Faltaram votos para Roldão garantir uma cadeira no board.
Empresa
O jogo de empurra que trava a saída do Casino do Pão de Açúcar
26/09/2025Um enrosco a mais na venda da participação do Casino no Pão de Açúcar: candidatos ao negócio, como Cencosud e Supermercados BH, estão pressionando os franceses por um acordo que os exima do eventual pagamento de indenizações ao Assaí, ex-integrante do mesmo grupo econômico. Trata-se de mais uma das tantas barafundas criadas pelo Casino nos últimos anos. O Assaí entrou na Justiça exigindo garantias de que não terá de arcar com tributos anteriores ao seu spin-off com o Pão de Açúcar. Nos termos da cisão, em 2020, ficou previsto que cada companhia seria responsável por seus passivos. Mas o acordo deixou brechas para cobranças recíprocas em caso de questionamento tributário. Passados cinco anos, o Assaí entende que não existe solidariedade entre as empresas. A temperatura do contencioso entre as duas ex-controladas do Casino subiu depois que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional imputou ao Assaí responsabilidade solidária por cerca de R$ 36 milhões em débitos tributários do Pão de Açúcar. O Assaí diz que não é com ele. O Casino também não. É um jogo de empurra. Os candidatos à compra da participação do grupo francês no Pão de Açúcar querem evitar que essa fatura caia no seu colo.
Negócios
Quem paga a conta salgada do passivo tributário do Pão de Açúcar?
19/09/2025Há um fator de forte preocupação entre os interessados na compra da participação do Casino no Pão de Açúcar: o elevado risco fiscal da companhia. Os candidatos ao negócio, entre os quais Supermercados BH, Cencosud e Roldão, estão com um pé atrás em relação à elevada dívida tributária da rede varejista e aos contenciosos em torno dela.
O maior problema é a pendência com a Receita Federal referente à dedução fiscal de ágio em aquisições feitas entre 2007 e 2013. O Pão de Açúcar recebeu uma multa de R$ 2,5 bilhões. No balanço de junho, o valor lançado caiu para R$ 1,8 bilhão em razão da adesão ao programa instituído pela Lei n° 14.689/2023, a chamada “Nova Lei do CARF”. Ainda assim, a situação é delicada, para não dizer sui generis.
O assunto virou objeto de disputa entre controlado e controlador. O Pão de Açúcar entrou com um processo de arbitragem contra o próprio Casino na Corte de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional.
Nas conversas com os candidatos à compra da participação de 22,5% em poder do Casino, a direção do Pão de Açúcar tem batido na tecla de que até dezembro a maior parte do passivo fiscal estará renegociada. Pode ser.
No entanto, o receio entre os investidores é que possa haver cobras e lagartos ainda não revelados nesse matagal tributário. O track record da gestão do Casino não ajuda.
Entre outros passivos, o Pão de Açúcar chegou a acumular, por exemplo, uma dívida de R$ 3,6 bilhões referente ao recolhimento do ICMS em São Paulo. Ao aderir ao programa Acordo Paulista, a conta caiu para R$ 794 milhões.
Destaque
Pão de Açúcar reedita a disputa Casino vs. Diniz
3/09/2025Exatos 12 anos após Jean Charles Naouri, então chairman do Casino, destronar Abilio Diniz do comando do Pão de Açúcar, agora é o grupo francês que corre o risco de ser empurrado para fora da companhia. E, por uma dessas ironias, pelas mãos de um outro Diniz.
Corre no mercado que o empresário mineiro André Diniz, segundo maior acionista do Pão de Açúcar, com 24,5%, está articulando com outros investidores a formação de um bloco com o objetivo de derrubar a pílula de veneno da companhia. As conversas envolveriam acionistas relevantes da empresa, como a gestora norte-americana Nuuven, detentora de 8% das ações, o BTG, dono de 4%, e Ronaldo Iabrudi, detentor de 3% e atual presidente do conselho de administração. Trata-se de uma costura intrincada. Do outro lado da mesa está o Casino, que ainda mantém 22,5% do capital e resiste à mudança do estatuto.
Nesse xadrez societário, a retirada da poison pill do estatuto do Pão de Açúcar seria um movimento-chave nos planos de André Diniz, sócio do Coelho Diniz, umas das maiores redes de supermercados de Minas Gerais. Hoje, qualquer investidor que atingir 25% do capital é obrigado a lançar uma oferta para comprar o restante das ações em mercado.
Sem essa cancela à frente, Diniz teria o caminho aberto para ampliar sua participação e assumir o controle do Pão de Açúcar, com o respaldo de outros investidores. A intenção do empresário seria encabeçar um novo acordo de acionistas, reunindo ao menos 51% do capital, o que reforça a importância de angariar o apoio de BTG, Nuuven e Iabrudi, entre outros investidores.
Na prática, essa coalizão seria o xeque-mate sobre o Casino, alijando os franceses do comando do Pão de Açúcar e eventualmente forçando a sua saída em definitivo do capital – hoje, o grupo detém 22,5% da rede brasileira. O RR tentou contato com a Coelho Diniz, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Também consultado, o BTG não quis comentar o assunto.
Por ora, André Diniz vai avançando pelas beiradas. Na última sexta-feira, Diniz solicitou a convocação de uma assembleia extraordinária para a eleição de um novo conselho de administração. Somando sua participação direta à de BTG, Nuveen e Iabrudi, o empresário teria votos suficientes para emplacar cinco dos nove integrantes do board, o que já lhe daria uma posição majoritária no colegiado, isolando o Casino na gestão.
Seria um passo importante para mais à frente ter, de fato e de direito, o controle acionário do Pão de Açúcar.
Empresa
André Diniz monta uma coalizão societária para mudar conselho do Pão de Açúcar
26/08/2025O empresário André Diniz, dono da rede de supermercados mineira Coelho Diniz, está montando um cinturão societário para mudar o conselho de administração do Pão de Açúcar. O que se diz no mercado é que Diniz já teria ao seu lado fundos de investimentos que, somados, detêm quase 10% do capital da companhia. Essa coalizão daria ao empresário mais de um terço dos votos na assembleia geral extraordinária para votar a recomposição do board. E isso sem que Diniz disparasse a poison pill prevista no estatuto do Pão de Açúcar. Após sucessivas compras de ações em mercado, o empresário chegou a 24,6% do capital, portanto triscando na pílula de veneno de 25%.
Empresa
Casino raspa o tacho do Pão de Açúcar até o último dia
14/10/2024O Casino está acelerando o passo para vender ainda neste ano mais uma leva de ativos imobiliários do Pão de Açúcar. O pacote envolveria lojas e outros imóveis. É a reta final da arrumação da casa para a venda da rede varejista. Mas é também a última derrama dos franceses no Brasil. A cada ativo alienado, é dinheiro no caixa, que vira lucro, que vira dividendos. Em contato com o RR, o Pão de Açúcar informou que “comunicou ao final do segundo trimestre a conclusão do seu plano de vendas de ativos não core, iniciado em 2023, com a venda da sua sede administrativa e da rede de postos de
Destaque
A intrincada operação final do Casino no Pão de Açúcar
2/09/2024A Era Casino no varejo brasileiro está entrando em seu penúltimo ato. Há informações no mercado de que os franceses preparam um leilão em bolsa com o objetivo de vender parte das ações do Pão de Açúcar em seu poder, equivalente a 22,5%. A operação deverá se dar até o fim de setembro.
Consultado pelo RR, o Casino não quis comentar o assunto. Tudo leva a crer que será um passo decisivo para a transformação da rede varejista em um public company, sem a existência de um acionista de referência. Ou não.
Tudo dependerá do ato final, ou seja, o que o Casino fará com o restante de papéis que eventualmente não forem levados a leilão. Hoje, o Pão de Açúcar já tem um capital razoavelmente pulverizado. À exceção do grupo francês, nenhum outro investidor tem mais do que 6% de participação no Pão de Açúcar. Mas há quem chegue bem perto disso. E queira bem mais: Ronaldo Iabrudi, dono de 5,6%.
Uma fonte próxima ao Casino afirma que os franceses querem colocar um ponto final nessa novela no mais tardar no primeiro trimestre de 2025. O iminente leilão poderá servir como um termômetro. Após a operação e diante da demanda, é que o grupo decidirá o passo seguinte: se vende o restante das suas ações em um novo leilão ou se negocia a sua participação diretamente com um investidor.
É nesse segundo cenário que Iabrudi aposta suas fichas. Mas as conversas teriam de seguir um rumo diferente. O investidor demonstrou interesse em comprar os 22% do Casino. Mas a abordagem não sensibilizou os franceses. O mesmo, aliás, ocorreu com outros dois candidatos, a Plurix, braço de varejo do Pátria Investimentos, e a GTF Capital, de Rafael Ferri.
Foi justamente a falta de uma oferta atrativa que fez crescer no Casino a disposição de vender suas ações aos poucos no mercado – conforme noticiou o colunista Lauro Jardim, de O Globo, no último 5 de agosto.
Independentemente do epílogo que for ao ar, o mercado já farejou fumaça. A ação do Pão de Açúcar brecou o viés de baixa e já acumula uma alta de 20% nos últimos 30 dias.
Empresa
Grupo Ultra mira contratos mais longos para os antigos postos do Pão de Açúcar
10/07/2024
Mercado
O que Ronaldo Iabrudi reserva para o Pão de Açúcar?
4/06/2024
Mercado
Será o ato final do Casino no Pão de Açúcar?
26/04/2024Desde ontem, no fim da tarde, há um zunzunzum no mercado de que o Casino estaria prestes a anunciar a venda de uma nova tranche de ações do Pão de Açúcar ou até mesmo sua saída em definitivo do Brasil. O rebuliço na bolsa se retroalimenta com pesadas ordens de aquisição do papel. Um dos players mais frenéticos na ponta compradora seria a SPX Capital, gestora de Rogério Xavier.
Empresa
Casino corta alavancagem do Pão de Açúcar de olho na porta de saída
10/04/2024Segundo o RR apurou, o Casino trabalha com a meta de diminuir a relação dívida líquida/Ebitda do Grupo Pão de Açúcar de 3,5 para 2 vezes. A ordem é cortar na própria carne para fazer caixa e abater o endividamento. De acordo com a mesma fonte, além de ajustes na estrutura de custos, a rede varejista vai colocar à venda um pacote de ativos imobiliários, como lojas e centros de distribuição. A companhia já sonda potenciais compradores. Entre os interessados na aquisição estariam o FII CSHG Renda Urbana, fundo do Credit Suisse Hedging Griffo, e o TRX Real Estate.
Os franceses tratam a redução do nível de alavancagem do Pão de Açúcar como fundamental para o passo seguinte – e decisivo: a venda do restante das suas ações na rede varejista e consequentemente a sua saída do Brasil. É um trabalho árduo, feito quase que a conta-gotas. O Pão de Açúcar já colocou seus postos de combustíveis e até mesmo a sua sede, em São Paulo, à venda, com o objetivo de amealhar recursos para abater a dívida. Os R$ 704 milhões arrecadados com a recente oferta de ações tiveram o mesmo destino: diminuir o passivo.
Destaque
Minoritários do Pão de Açúcar querem barrar spin-off do Éxito
11/08/2023Segundo o RR apurou, minoritários do Pão de Açúcar acionaram a CVM na tentativa de barrar o iminente spin-off da participação da GPA (Grupo Pão de Açúcar) na rede de supermercados colombiana Almacenes Éxito. Alegam que a operação é danosa aos investidores e feita sob medida para beneficiar um único acionista da companhia: o próprio Casino, seu controlador. Não estão sozinhos. Internamente, executivos do próprio Pão de Açúcar já se manifestaram contra a cisão entre as duas redes varejistas, conforme informou o jornal Valor Econômico. No entanto, a operação tem o apoio – para não dizer a imposição – da maior parte dos conselheiros da companhia, não por acaso indicados pelo Casino. Trata-se de uma engenharia idealizada por Jean Charles Naouri, uma de suas últimas demonstrações de poder antes de perder o controle do grupo francês.
Em contato com o RR, a CVM informou que “não comenta casos específicos”. Por sua vez, o Pão de Açúcar afirma que a “distribuição de ações do Almacenes Êxito a acionistas do GPA foi proposta pelo Conselho de Administração e aprovada em assembleia de acionistas na data de14/02/2023 com amplo apoio de acionistas minoritários”. Não deixa de ser verdade, ainda que parcialmente. Para começar, nem todos os minoritários votaram a favor da proposta. Além disso, de lá para cá, um fato novo, que não estava na mesa no momento em que ocorreu a assembleia de acionistas, embaralhou todas as cartas e mexeu com o racional da operação: a entrada em cena do empresário colombiano Jaime Gilinski. Dono da terceira maior fortuna da Colômbia, Gilinski já fez duas ofertas por 51% das ações do Éxito em poder do Pão de Açúcar – no total, a participação da empresa brasileira é de 96,5%. O conselho do GPA rechaçou ambas as ofertas, a mais recente de US$ 586,5 milhões.
A acusação de parte dos minoritários é que a recusa não passa de uma manobra do Casino e, em particular de Jean Charles Naouri, para se beneficiar, lesando os demais investidores do Pão de Açúcar. Com o spin-off e a consequente distribuição da participação no Éxito proporcionalmente entre os acionistas da GPA, o grupo francês vai ficar com 34% da empresa colombiana. E poderá vender esses papéis imediatamente – antes mesmo de qualquer definição sobre sua saída do Brasil. Ou seja: o Casino vai embolsar um dinheiro que poderia entrar no caixa do Pão de Açúcar, seja para abater dívida, seja para ser distribuído sob a forma de dividendos, caso a proposta de Gilinski fosse aceita, e o spin=off da participação no Éxito, suspenso.
Os minoritários contrários à operação estão pressionados. Neste momento, travam uma corrida contra o relógio. Conforme o próprio Pão de Açúcar informou ao RR, aoperação de distribuição de ações do Éxito “já obteve devidas aprovações regulatórias e está em fase final de conclusão.”
Na última terça-feira, o Pão de Açúcar teve autorização do órgão regulador do mercado de capitais na Superintendência Financeira de Colômbia, órgão regulador daquele país. para a transferência das ações do Éxito aos seus acionistas. No mesmo dia, GPA e Casino firmaram um acordo prevendo a data de 22 de agosto para a distribuição dos ADRs e BDRs da empresa colombiana.
Empresa
Assaí vai colocar seus imóveis na gôndola
12/07/2023O Assaí, agora definitivamente desvinculado do Casino, pretende fazer caixa com a venda de imóveis, tanto hipermercados quanto centros de distribuição. O grupo atacadista já vem mantendo conversações com fundos de real estate, entre os quais o TRX e a Barzel Properties. O primeiro acaba de fechar uma nova captação, da ordem de R$ 130 milhões. A Barzel, por sua vez, tem protagonizado alguns dos principais deals do setor, com números ainda mais robustos. No mês passado, fechou a aquisição de quatro centros de distribuição e cinco lojas do Carrefour por R$ 1,2 bilhão. Em fevereiro de 2022, comprou, de uma só tacada, 17 imóveis pertencentes ao Pão de Açúcar e ao próprio Assaí, à época ainda pertencente ao Casino. Procurado pelo RR, o Assaí disse não comentar boatos.
Negócios
Fundo da CSHG pode ser o novo “senhorio” de sede do Pão do Açúcar
17/05/2023O fundo CSHG Renda Urbana II, da Credit Suisse Hedging Griffo, tem interesse na compra da sede do Pão de Açúcar em São Paulo. O Casino está pedindo cerca de R$ 250 milhões pelo imóvel, no formato sale and leaseback, ou seja, mantendo um contrato de locação do edifício. O CSHG Renda Urbana II vem se mantendo razoavelmente imune à crise global do Credit Suisse. Com ativos totais da ordem de R$ 2,5 bilhões, tem sido um dos fundos de real estate mais agressivos do setor, notadamente em São Paulo.
Nas alturas
6/06/2022A Iter, controladora do Bondinho do Pão de Açúcar, vai partir para a compra de outras concessões ligadas ao turismo. Um dos alvos é o Parque da Chapada dos Guimarães, que deve ser licitado neste ano. A Iter carrega munição para a empreitada: captou R$ 100 milhões em debêntures.
Jogo de sinais
3/06/2022O Pão de Açúcar busca um sócio para a CNova, sua plataforma de e-commerce. Por essas e outras é que os rumores de saída do Casino do Brasil crescem a cada dia.
Quem mais seria
20/05/2022Jean-Charles Naouri, chairman do Casino e do Pão de Açúcar, já identificou a fonte do vazamento de informações sobre a eventual saída do grupo do Brasil. E quem mais seria?
Marcadas para morrer
24/01/2022A rede Assaí vai fechar em definitivo uma leva de lojas da bandeira Extra. De acordo com a mesma fonte, no Rio de Janeiro, ao menos dois empreendimentos serão desativados. O Assaí fechou a compra das lojas do Extra junto ao Pão de Açúcar em outubro do ano passado, em um negócio de “irmãos”. As duas redes varejistas são controladas pelo francês Casino.
Fotocópia
14/01/2022O RR apurou que o Carrefour tem planos de lançar uma nova bandeira, voltada à venda de alimentos naturais, frescos e perecíveis. Parafraseando Chacrinha, também no varejo, nada se cria, tudo se copia. A rede concorreria com o Hortifruti e com a Pão de Açúcar Fresh, do Casino. Procurado, o Carrefour não quis se pronunciar.
Efeito colateral da vaca louca
24/09/2021Grandes redes de supermercados, a exemplo do Carrefour e do Pão de Açúcar, estão surfando na suspensão temporária das exportações de carne bovina para a China. Nas últimas duas semanas, têm se aproveitado da alta circunstancial dos estoques para pressionar os frigoríficos e comprar grandes volumes a preços mais baixos. Segundo o RR apurou, em alguns casos, a redução chega a 20%. Enquanto os chineses “ajudarem”, a faca dos supermercados vai seguir afiada.
Assaí online
23/03/2021O Assaí, braço de atacarejo do Pão de Açúcar, está montando uma mega plataforma de e-commerce. Segundo fonte próxima à empresa, a ideia é atuar como martketplace para outros varejistas. A aposta é que o novo negócio dará ainda mais gás à recém-lançada ação do Assaí.
Quanto vale o Assaí?
1/03/2021R$ 18 bilhões. Segundo o RR apurou, essa é a estimativa de valuation com o que o Pão de Açúcar trabalha para o IPO da rede atacadista Assaí.
Fator de depreciação
28/10/2020Os bancos advisers do IPO do Grupo Big, ex-Walmart Brasil, temem que os pálidos números do e-commerce achatem o valuation da empresa. Após um ano desativada, a operação digital só voltou ao ar no início de 2020. Hoje, responde apenas por 2% do faturamento total. Longe ainda dos indicadores da concorrência, como Carrefour (8%) ou do Pão de Açúcar (6%).
Cheiro de IPO no ar
5/10/2020Além cisão da rede atacadista Assaí, o Casino planeja criar uma nova empresa englobando todas as operações de e-commerce do Pão de Açúcar. O projeto passa pela reaquisição do Extra.com. Em uma operação tortuosa, a marca foi carregada pela ViaVarejo, quando da sua venda para Michael Klein.
Casino contra o “crime organizado”
6/11/2018O alardeado aumento dos estoques do Pão de Açúcar para o fim do ano em R$ 1 bilhão veio acompanhado da montagem de uma estrutura de “Defesa”. Ao longo dos últimos meses, o Casino implantou no Brasil rígidos sistemas de segurança e controle do entra e sai de mercadorias em lojas e em seus centros de distribuição. Os franceses tiveram de colocar algumas “trancas” a mais na operação brasileira após o grave episódio verificado na CNova, empresa que era responsável pelo e-commerce das bandeiras Extra, Casas Bahia e Ponto Frio. Em 2016, o Casino desbaratou um esquema interno de desvio de produtos que gerou mais de R$ 170 milhões em prejuízos.
ViaVarejo na vitrine
5/10/2018Em meio às incertezas sobre o futuro do Casino no Brasil, o Pão de Açúcar estaria em negociações com a chinesa Alibaba para a venda, em separado, da ViaVarejo.
Preliminares
10/07/2017Entre os demais candidatos à compra da ViaVarejo, notadamente a Americanas, o acordo entre Pão de Açúcar e Michael Klein foi interpretado como um “pré-contrato” para a transferência da rede varejista. Ambos abriram mão de qualquer disputa judicial remanescente da fusão entre a Casas Bahia e o Ponto Frio, em 2010. Com isso, limaram arestas pontiagudas para a venda da ViaVarejo. Segundo uma fonte enfurnada nas negociações, esta teria sido uma condição do Pão de Açúcar para reabrir as negociações com Klein sem risco de contestações judiciais. O empresário já retomou as conversações com fundos que devem se associar a ele na operação. Procurado, Klein disse “não confirmar as informações”. O Pão de Açúcar não se pronunciou.
Plano B da ViaVarejo
21/03/2017No limite, o Pão de Açúcar cogita cindir o Ponto Frio das Casas Bahia e negociar cada uma em separado para destravar a venda dos ativos da ViaVarejo.
Fator ViaVarejo
17/03/2017No mercado, há um consenso de que o adiamento do prazo para a entrega das propostas pela ViaVarejo poderá pressionar ainda mais as ações do Grupo Pão de Açúcar. Desde o fim de janeiro, as cotações acumulam uma queda de 10%. Dez entre dez analistas associam o declínio à indefinição na venda da ViaVarejo.
Ouh là là
21/02/2017O quarteto de bancos à frente do IPO do Carrefour no Brasil já disse o que os franceses mais queriam ouvir: a precificação da empresa vai superar o valor de mercado do Pão de Açúcar, hoje de R$ 21 bilhões.
ViaVarejo
9/11/2016O grupo chileno Falabella é candidato à compra da ViaVarejo, o braço de eletro-eletrônicos do Pão de Açúcar. Uma das maiores redes varejistas do Chile, o conglomerado já tem negócios no Brasil: é acionista controlador da Construdecor, holding da área de material de construção que reúne as lojas Dicico e Sodimac. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Pão de Açúcar.
Acervo RR
Pão de fel
19/09/2016A fúria do investidor ativista Carson Block, dono do fundo Muddy Waters Research, contra o Casino não tem limites. Descobriu-se que Block contratou dois ex-executivos do grupo francês para fornecer informações confidenciais. As insider informations serão usadas em seu próximo relatório, esperado para esta semana. Um dos destaques do relatório será uma crítica aguda à gestão do Grupo Pão de Açúcar.
Pão de fel
19/09/2016A fúria do investidor ativista Carson Block, dono do fundo Muddy Waters Research, contra o Casino não tem limites. Descobriu-se que Block contratou dois ex-executivos do grupo francês para fornecer informações confidenciais. As insider informations serão usadas em seu próximo relatório, esperado para esta semana. Um dos destaques do relatório será uma crítica aguda à gestão do Grupo Pão de Açúcar.
“Black block” do Casino chega ao GPA
17/03/2016Inimigo número um do Casino no mercado mundial, o mega investidor Carson Block vai virar suas baterias para cima do Grupo Pão de Açúcar no Brasil. De acordo com uma fonte do RR que detém forte posição acionária no GPA, Block – através da sua consultoria de investimentos, a Muddy Waters – estaria se articulando com acionistas minoritários para iniciar um ataque ao Grupo com informações desabonadoras. A principal acusação é de que o grupo teria escondido esqueletos fiscais no balanço de 2015. Se a ameaça proceder, o investidor apenas repetirá no país o que tem feito recorrentemente contra o Casino, dono do GPA, no mercado europeu. Block, que vendeu a descoberto ações do grupo francês, tem se articulado nos quatro cantos do planeta para levantar informações negativas da companhia. Ele mira direto no rating. Neste momento, as agências de classificação de risco estão reavaliando as notas do Casino. Block e sua turma já espalharam no exterior que também no balanço do Casino existiriam fraudes. A denúncia estaria calçada em um levantamento feito pela consultoria francesa Proxinvest, que recentemente postou no seu site críticas à governança do Casino.
Fazendo a caveira
14/03/2016Abilio Diniz tem feito a caveira do presidente do Carrefour no Brasil, Charles Desmartis, junto ao board do grupo. Entre os pecados do executivo listados no index de Abilio, estariam sua “incapacidade” em conter o aumento dos custos operacionais, o baixo ritmo de abertura de novas lojas e a demora em retomar a operação de comércio eletrônico no país. Ressalte-se, no entanto, que a campanha do empresário contra Desmartis não encontra eco nos resultados do Carrefour no mercado brasileiro. A receita da subsidiária cresceu 12,6% no ano passado, o dobro, por exemplo, do resultado de seu maior concorrente, o Grupo Pão de Açúcar .
Abilio Diniz põe fogo no Morumbi
8/03/2016Abilio Diniz parece só ter paz quando entra numa guerra, seja em seus negócios, seja em seu time de coração. O empresário está no epicentro da convulsão política que tomou conta do São Paulo. Alvo de intensa campanha conduzida por Abílio, a atual diretoria do clube paulista – à frente o advogado Carlos Augusto de Barros e Silva, mais conhecido como Leco – prepara o contra-ataque. Aliados de Leco estariam se articulando com o objetivo de pedir o afastamento de Abilio do Conselho Consultivo e, no limite, até mesmo do quadro associativo do São Paulo. Segundo o RR apurou, nos próximos dias deverá ser convocada uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para tratar do assunto. O empresário é acusado por seus adversários de orquestrar uma tentativa de “golpe de estado”, com o objetivo de afastar o atual presidente e antecipar as eleições marcadas para abril de 2017. Nos últimos dias, o ex-controlador do Pão de Açúcar teria enviado mensagens a conselheiros do SPFC com duras críticas à gestão de Leco. Abilio Diniz tem dito que vai se afastar da vida política do São Paulo. Para seus adversários, tudo não passa de um blefe, um recuo estratégico para o próximo ataque. E ele viria com o papel timbrado da McKinsey. A consultoria está prestes a concluir um relatório sobre a atual situação financeira do clube, encomendado pelo próprio empresário antes do rompimento com a atual gestão. Os integrantes da diretoria estão convictos de que o documento, antes uma “contribuição” de Abilio ao São Paulo, agora vai se tornar uma peça de campanha contra o trabalho de Leco. A disputa entre Abilio Diniz e a diretoria do São Paulo se intensificou no fim do ano passado, quando Leco demitiu o então CEO do clube, Alexandre Bourgeois. Homem de confiança do próprio Abilio, responsável por sua contratação, o executivo passou a ser visto pelos demais diretores como uma espécie de interventor do empresá- rio na gestão do São Paulo. Procurada pelo RR, São Paulo FC não comentou o assunto.
Máquina de Vendas é um território dividido ao meio
2/02/2016O adversário mais duro de Corrado Varoli, recém-contratado para comandar a reestruturação da Máquina de Vendas, não será a recessão econômica, a queda do consumo ou mesmo a má performance da companhia. O ex-presidente da Goldman Sachs na América Latina terá como maior desafio gerar resultados em uma empresa rachada ao meio pelas disputas entre seus controladores, Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista. Que o diga o ex-Pão de Açúcar Enéas Pestana, antecessor de Varoli na árdua tarefa de reerguer a rede varejista. Pestana pouco saiu do lugar nos seis meses em que ficou à frente da gestão. Fechamento de pontos de venda, redefinição do modelo de lojas, negociação de uma fatia do capital: praticamente tudo o que ele recomendou ou ensaiou executar esbarrou nas divergências entre Nunes e Batista. Desde a fusão entre a Ricardo Eletro e a Insinuante, em 2010, a coabitação societária entre o acelerado e mercurial Ricardo Nunes e o cauteloso e contido Luiz Carlos Batista nunca foi um mar de rosas. As divergências se agravaram no ano passado, durante a gestão de Richard Saunders, que assumiu a presidência após vender sua rede varejista, a Eletro Shopping, para o grupo. Saunders foi alçado ao comando para ser uma espécie de algodão entre cristais, um elemento neutro entre os dois acionistas. A tal solução pacificadora, no entanto, acabou se revelando um paiol. No entendimento de Batista, Saunders tornou-se um títere movimentado pelos dedos de Ricardo Nunes. Suas principais medidas – cortes de custos e demissões de executivos – teriam por trás a assinatura do fundador da Ricardo Eletro. Pior: suas mexidas se concentraram no Nordeste, nas lojas da Insinuante, justamente o território de Batista. O curto circuito foi inevitável. Saunders deixou o cargo em maio do ano passado. E, se ele era mesmo uma extensão de Nunes na gestão executiva, agora não há mais intermediários: o empresário se impôs e, no início deste mês, assumiu a presidência no lugar de Enéas Pestana. Tem a missão de frear uma queda nas vendas que chegou aos 10% em 2015. Entre os executivos egressos da Ricardo Eletro habituados a psicografar os movimentos de Ricardo Nunes, há quem diga que, no fundo, no fundo, o empresário se arrependeu da fusão com a Insinuante. No seu mundo ideal, a associação seria desfeita e ele voltaria a mandar e desmandar numa empresa só sua. Será que Corrado Varoli se credenciaria a desatar uma fusão?
Vira-casaca
27/01/2016David Poussier, que ficou apenas quatro meses na presidência do Makro no Brasil, teria sido sondado para assumir o comando do Assaí, a operação atacadista do Pão de Açúcar.
Ferinos relatórios
22/12/2015O investidor norte-americano Carson Block, um minoritário ativista do Casino, tem consultado Abilio Diniz e seu fiel escudeiro Eduardo Rossi para a elaboração de seus ferinos relatórios de análise do grupo francês, controlador do Pão de Açúcar. O último desses documentos fez sérias críticas à direção do Casino, mais precisamente a seu CEO, JeanCharles Naouri. Quem apresentou Diniz a Block foi William Ury, renomado professor de Harvard e negociador de Diniz na venda de ações do Pão de Açúcar. Mas o que os aproximou mesmo foi o interesse comum de dificultar a vida do Casino.
Acervo RR
Convocação
3/11/2015Abilio Diniz contratou o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para defendê-lo no caso dos pagamentos feitos pelo Pão de Açúcar à consultoria de Antonio Palocci. À época, Abilio era presidente do Conselho do grupo.
Convocação
3/11/2015Abilio Diniz contratou o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para defendê-lo no caso dos pagamentos feitos pelo Pão de Açúcar à consultoria de Antonio Palocci. À época, Abilio era presidente do Conselho do grupo.
Carrefour embala primeira aquisição da “Era Abilio Diniz”
30/10/2015Os planos de Abilio Diniz de liderar um processo de consolidação no varejo brasileiro por meio do Carrefour começam a sair do papel. O grupo negocia com a chilena Cencosud a compra dos supermercados Prezunic, do Rio de Janeiro. São 31 lojas, com faturamento anual próximo dos R$ 3,5 bilhões. A empresa estaria avaliada em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, algo em torno de US$ 280 milhões – abaixo, portanto, dos US$ 380 milhões que os chilenos pagaram à família Cunha, fundadora da rede varejista, há quatro anos. Entre os próprios funcionários do Prezunic, a venda para o Carrefour é tratada como favas contadas. Há vários sinais de que a casa já está sendo arrumada para a chegada do novo morador. Nas últimas semanas, os chilenos teriam feito várias demissões na rede varejista. Boa parte das lojas entrou em reforma, com mudanças de layout e troca de equipamentos. Além disso, em quase todas as unidades haveria um alto índice de ruptura, leia-se falta de mercadorias – um indicativo de que a Cencosud teria interrompido a reposição de estoques, algo comum no varejo quando uma rede está prestes a ser passada à frente. Consultado pelo RR, o grupo nega a venda do Prezunic. Em termos de receita, o Prezunic, isoladamente, pouco ajudará o Carrefour a reduzir a distância para o Pão de Açúcar – hoje na casa dos R$ 30 bilhões, se acrescido o faturamento da ViaVarejo. No entanto, o negócio tem forte valor simbólico, seja por quem compra, seja por quem vende. No caso do Carrefour, a operação confirmará o que se espera do grupo desde a chegada de Abilio Diniz, isso para não falar do fortalecimento do grupo no Rio de Janeiro. Atualmente, os franceses têm apenas 12 lojas no estado. Curiosamente, o Prezunic teria o mesmo destino de outras três redes de supermercados fundadas pela mesma família Cunha – Dallas, Continente e Rainha –, todas compradas pelo Carrefour no fim dos anos 90. Do outro lado, a venda do Prezunic despejará ainda mais combustível nas especulações em torno do próprio futuro da Cencosud no Brasil. A negociação pode ser interpretada como uma última tentativa dos chilenos de reequilibrar sua operação no país antes de partir para a solução radical: a saída em definitivo do mercado brasileiro, este, sim, um movimento com maior potencial de impacto sobre o ranking do setor. Ao todo, o grupo chileno fatura cerca de R$ 10 bilhões no país.
Assaí digital
30/09/2015O Pão de Açúcar deverá levar seu braço atacadista para a internet. Os franceses trabalham na montagem de uma operação de e-commerce da Assaí, rede que hoje responde por quase 10% do faturamento do grupo no país.
Casino diz “très bien” ao desemprego na ViaVarejo
16/07/2015A economista inglesa Beatrice Webb dizia que o desemprego é um dos termômetros do caráter social do empresário. Se a medição fosse aplicada nos empresários e figadais concorrentes Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri, com base no passado recente o ex-dono do Pão de Açúcar e atual mandachuva do Carrefour estaria ganhando com alguns corpos de vantagem. Por ora, seus respectivos conglomerados empresariais têm se portado de maneira distinta diante dos graves efeitos da crise econômica sobre o varejo. à‰ o que mostram os dados do obituário trabalhista no setor. Se, até ontem à noite, o Carrefour continuava invicto, sem anunciar cortes no Brasil, o Grupo Pão de Açúcar dispara nessa corrida antissocial. No varejo de alimentos, leia-se super e hipermercados, não há previsão de demissões em massa nas operações do Casino no país, mas, sim, de cortes pingados em determinadas regiões, que podem atingir até 200 trabalhadores. Na ViaVarejo, no entanto, os números saltam de escala. Entre maio e junho, a holding que reúne Casas Bahia e Ponto Frio colocou na rua cerca de três mil funcionários. Essa é a má notícia; a péssima é que a conta vai aumentar. De acordo com uma fonte próxima ao Pão de Açúcar, a ViaVarejo prepara mais uma leva de demissões. Segundo o RR apurou, há uma régua sobre a mesa dos franceses que dá a medida do novo esmagamento: o grupo calcula que Casas Bahia e Ponto Frio só conseguirão reequilibrar seus custos com o fechamento de mais duas mil vagas de emprego até outubro. à‰ sintomático, portanto, que, nos últimos 12 meses, o Grupo Pão de Açúcar tenha elevado de R$ 323 milhões para R$ 540 milhões o volume de provisões para eventuais perdas com ações trabalhistas. Não cabe qualquer juízo de valor na comparação direta e – por que não? – inevitável entre Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri. Até porque ambos são unidos pelo pragmatismo que está na essência de qualquer empresário: quando o cinto aperta, o social deixa de ser um fator prioritário. Além disso, como se sabe, a cadeia alimentar só é de todo ruim para quem está na base dela. Em Paris, deve ter muito acionista do Casino encantado com os cortes do grupo no Brasil. De qualquer forma, neste momento, o nome de Naouri está indissociavelmente vinculado a cortes e mais cortes. A se confirmar a nova fornada de demissões, em menos de seis meses o Pão de Açúcar, especialmente a Via- Varejo, terá extinguido cerca de cinco mil postos de trabalho. O número corresponderia também a um terço de todas as vagas de emprego fechadas no varejo de móveis e eletrodomésticos desde janeiro. Ressalte-se que os dois arquirrivais franceses vivem momentos distintos no mercado brasileiro, muito em função da própria natureza de suas operações. A atuação do Carrefour/ Atacadão está predominantemente concentrada no ramo de alimentos, um dos últimos a sentir o amargo paladar da crise. Não por acaso, segundo o RR apurou, a rede pretende aumentar o número de contratações. Já o Grupo Pão de Açúcar, por conta da ViaVarejo, está indexado também à área de eletroeletrônicos, duramente afetada pela queda de 5% na renda média do trabalhador. As vendas de aparelhos de TV, por exemplo, caíram quase 30% entre janeiro e junho se comparadas ao primeiro semestre do ano passado.
Esteves, BNDES e as tetas da traição
23/04/2015O banqueiro André Esteves está sendo chamado de assador de porcos entre os técnicos do BNDES – uma alusão a uma fábula de origem espanhola que ficou célebre após ser citada na publicação argentina “Juicio a la escuela”, de 1976. Os funcionários do banco nunca simpatizaram com o estilo predador do dono do BTG. Mas agora ele teria passado dos limites. Esteves detonou a agência de fomento, chamando a instituição de “um monstrengo que beira o disfuncional”. Disse que o “uso dos recursos deve ser represado” e que estaria “menos preocupado com a qualidade técnica e até com casos de corrupção do que com o tamanho do BNDES”. No banco, o mínimo que se diz é que o banqueiro é um bufão – não confundir com porcão. A dinheirama que ele queria tirar para si não vale para os outros. Quem não se lembra da tentativa de Esteves de juntar o Pão de Açúcar com o Carrefour com o dinheiro – de quem? – do BNDES. E da rocambolesca operação de fusão da EBX com a Vale, igualmente envolvendo o capital do banco. Esteves é o personagem certo para a fábula do porco assado. Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os donos dos animais, acostumados a comê-los crus, experimentaram e acharam a carne assada deliciosa. A partir daí, toda a vez que queriam comer porco assado incendiavam um bosque. O BTG, como se sabe, bem que tentou assar alguns projetos emporcalhados no BNDES, mas o banco, que obedece a critérios técnicos, não deixou Esteves queimar o bosque. Até surgir a oportunidade de torrar um novo suíno, o banqueiro vai mandar a ripa no lombo do BNDES.
Esteves avança na direção do Carrefour
23/08/2013Nem o ego atrofiado o impede de confessar: André Esteves, maior acionista do BTG, sonha acordar no corpo de Jorge Paulo Lemann quando se tornar adulto. A maturidade de Esteves, digamos assim, chama- se Carrefour. Não a operação brasileira, mas, sim, a rede varejista global. Não custa lembrar que o banqueiro esteve com um pé dentro do supermercado aqui no Brasil, quando foi adviser da tentativa de aquisição do Carrefour pelo Pão de Açúcar. Era ele também que traria o funding complementar ao merger. aguas passadas. O tempo curou feridas e permitiu que Esteves fosse montando o chamado quebra-cabeça Carrefour. Trata-se da maior aquisição internacional já realizada por brasileiros. Isso, é claro, se a engenharia der certo. O banqueiro já teria conversado com o ministro Guido Mantega, de quem é próximo. Um argumento que vai além do negócio é a importância da renacionalização do setor supermercadista, que arranha a conta- corrente do país com unhas cada vez mais longas. Hoje, falar no grande varejo do país, significa citar três nomes: Casino, Walmart e o suprarreferido Carrefour. A missão exige diplomacia no nível do assunto de Estado, até porque o governo francês costuma encrencar quando se trata da venda dos seus ícones empresariais. Basta recordar a indignada reação gaulesa quando, há alguns anos, surgiram especulações de que o Walmart faria uma oferta pelo controle global do Carrefour – se bem que, talvez, um brasileiro com ares de investidor do mundo cause menos afronta ao orgulho francês do que uma família saída da América profunda. De qualquer forma, trata-se de uma missão para um empresário do porte de Jorge Paulo. Esteves pretende juntar várias pontas de um novelo complexo para dar cabo da empreitada: fundos de pensão, investidores estrangeiros, governo e um trunfo guardado a sete chaves. É nessa tacada não visível e nada convencional que o empresário aposta suas fichas. O modelo de negócio tem um irmão gêmeo mais velho: o banqueiro e seus partners ficariam com uma participação majoritária, ao menos no início, mas a gestão seria entregue a grupo brasileiro. Bem parecido com a InBev, não? Esteves adoraria essa comparação. Aliás, por falar em comparação, dependendo de onde se olhe, o Carrefour é uma espécie maior do que a própria InBev. É verdade que existe uma galáxia de distância entre os valores de mercado dos dois grupos: aproximadamente US$ 118 bilhões no caso da cervejeira, e pouco mais de US$ 20 bilhões para a rede varejista. No entanto, em termos de faturamento, o placar vira. No ano passado, o Carrefour teve uma receita de US$ 100 bilhões, contra US$ 40 bilhões da InBev. No caso de uma operação bem-sucedida, Esteves laçaria uma hidra com quase 10 mil lojas (metade delas na França) e 365 mil empregados em 33 países. É um trabalho de Hércules, atenda ele pelo nome de Jorge ou de André? Ou André e Jorge