Tag: Casas Bahia
Empresa
O teste de fogo para a governança da Casas Bahia
21/11/2025
Destaque
Mapa Capital blinda Casas Bahia das tentativas de “take over” de Michael Klein
17/09/2025Além da repactuação de uma dívida superior a R$ 3 bilhões, a Mapa Capital, de Fernando Beda, André Helmeister e Paulo Silvestri, assumiu o controle da Casas Bahia com outra prioridade de curtíssimo prazo: neutralizar Michael Klein e suas recorrentes tentativas de capturar a gestão da companhia. A firma de private equity tem feito seguidos movimentos nessa direção.
O primeiro deles foi a manutenção de Renato Carvalho na presidência do conselho de administração. Sua permanência à frente do board é vista dentro da própria empresa como um anteparo às investidas de Klein. Há poucos mais de cinco meses, o empresário manobrou junto a outros acionistas minoritários com o objetivo de destituir Carvalho do cargo. Não teve sucesso.
A segunda camada de blindagem da Mapa veio na semana passada, com o afastamento de André Coji do Conselho. Ligado diretamente a Klein, Coji foi substituído pelo próprio Fernando Beda. Mas talvez a estocada mais dolorosa feita contra Michael Klein tenha sido a permanência de seu filho, Raphael Klein, no conselho.
Para quem conhece as entranhas da Casas Bahia e, sobretudo, da família Klein, aos olhos do empresário este foi provavelmente o principal gesto de hostilidade. Pai e filho estão afastados há mais de cinco anos. As desavenças misturam questões pessoais e empresariais. Teriam começado já alguns anos antes, após o casamento de Michael com sua segunda esposa, Maria Alice. Posteriormente, se acentuaram e culminaram no rompimento entre ambos, após Raphael ter assumido a presidência do Conselho da Casas Bahia, em 2022.
Na ocasião, o filho aliou-se ao então CEO da companhia, Roberto Fulcherberguer, indicado para o cargo por Michael. O pai jamais engoliu o que considerou uma dupla traição.
Nos últimos meses, Michael Klein perdeu boa parte do seu poder de fogo na Casas Bahia. Com a conversão de debt em equity, que deu à Mapa uma fatia de 85% no capital, a participação do empresário foi diluída de 10% para aproximadamente 2%.
Mas, no mercado, há quem diga que o braço de Klein vai além desse percentual, graças a uma rede de “minoritários satélite”. Com a entrada em cena da Mapa Capital, que levou a Casas Bahia a voltar a ter a figura de um acionista controlador, pode até não ser o suficiente para o empresário reassumir a orquestra. Mas, uma vez dentro do capital, ele sempre pode fazer muito barulho.
Procurada pelo RR, a Mapa Capital não se manifestou.
Mercado
CVM investiga disparada das ações da Casas Bahia
5/09/2025A súbita elevação das ações da Casas Bahia acendeu o sinal de alerta na CVM. Segundo informações apuradas pelo RR, a autarquia deverá abrir um processo para investigar movimentações atípicas com o papel da rede varejista.
Entre os pregões da última sexta-feira, dia 29 de agosto, e da segunda-feira desta semana, 1º de setembro, as cotações subiram mais de 50%. Ressalte-se que, nos 12 meses anteriores, o papel acumulava uma queda de 45%, o que aumenta a estranheza com a súbita valorização.
A CVM já teria mapeado as instituições financeiras que mais operaram com ações da Casas Bahia nos dois dias. Consultada pelo RR, a CVM informou que não “comenta casos específicos”. A autarquia limitou-se a dizer que “acompanha e analisa informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.” Talvez seja esse o caso.
Em parte, o aumento das ações da Casas Bahia é atribuído a um movimento chamado de short squeeze. À medida que as cotações começaram a subir, gestoras que vinham apostando na queda da ação se viram obrigadas a zerar rapidamente sua posição.
Com a reduzida quantidade de papéis no mercado, esses investidores foram forçados a cobrir sua posição e a buscar ações para honrar as vendas no mercado à vista, o que pressionou as cotações para cima. Pode até fazer sentido, mas, aos olhos da CVM, não justifica o boom dos preços.
Empresa
Casas Bahia já tem um novo controlador. Terá também um novo CEO?
19/08/2025Há um burburinho no mercado de que Renato Franklin pode deixar o cargo de CEO da Casas Bahia. Sua saída se daria na esteira da mudança de controle da rede varejista, agora nas mãos da Mapa Capital, com 85% das ações. A hipótese de uma troca na gestão executiva tem, inclusive, gerado preocupação entre fundos acionistas da empresa. Por um lado, há o entendimento de que Franklin cumpriu sua missão prioritária, ou seja, a repactuação do passivo da Casas Bahia – renegociação esta que culminou exatamente na transferência do controle para a Mapa, após a conversão de R$ 1,5 bilhão em debêntures. Por outro lado, no entanto, existe entre os investidores o receio de que a eventual saída do executivo coloque em risco a continuidade da reestruturação operacional da rede varejista. Há muito por fazer, como aperfeiçoar os sistemas logísticos, retomar iniciativas de expansão de crediário, acelerar o crescimento do e-commerce e impulsionar a integração entre lojas físicas e canais digitais, movimentos fundamentais para enfrentar a crescente concorrência com as plataformas de varejo chinesas. Procurada pelo RR, a Casas Bahia reencaminhou release divulgado por ocasião da entrada da Mapa em seu capital, afirmando que “a conversão representa um voto de confiança relevante no trabalho que vem sendo feito pela gestão e no plano de transformação em curso”, sem citar especificamente o nome de Renato Franklin.
Empresa
Michael Klein tem o mapa para retomar posição relevante nas Casas Bahia
8/08/2025Engana-se quem pensa que Michael Klein tirou seu time de campo e desistiu da Casas Bahia. Muito pelo contrário. Há um burburinho no mercado que Klein tem feito aproximações sucessivas da Mapa Capital, do trio André Helmeister, Fernando Beda e Paulo Silvestri. Na última quarta-feira, após a conversão de R$ 1,5 bilhão em debêntures em participação societária, a gestora se tornou o maior acionista individual da rede varejista, com 85,5%. Talvez seja apenas feeling, talvez Klein já saiba das cenas dos próximos capítulos. O fato é que a investida do empresário parte da premissa de que a Mapa não pretende ficar com todo esse quinhão e venderá uma parcela expressiva das ações em seu poder. Seria a porta para Klein retomar uma posição relevante na empresa fundada por seu pai, Samuel. Com a conversão das debêntures, a família teve sua participação diluída de 22% para 5%. Quem conhece Michael Klein sabe que ele não vai se contentar com um “quartinho” no capital das Casas Bahia. Vide a sua recente tentativa de derrubar o chairman da companhia, Renato Carvalho, e assumir o comando do Conselho de Administração.
Empresa
Mapa Capital coloca um pé no capital da Casas Bahia
3/07/2025A entrada da Mapa Capital na órbita da Casas Bahia acendeu especulações no mercado. A gestora dos ex-Itaú André Helmeister e Fernando Beda assumiu, há pouco mais de duas semanas, cerca de R$ 1,6 bilhão em dívidas da rede varejista, referentes a uma emissão de debêntures. Minoritários da empresa entendem que a casa de investimentos mira mais do que os juros dos papéis: quer não apenas uma posição no capital, mas influenciar na gestão da Casas Bahia, inclusive com a indicação de representantes para o Conselho. As debêntures são conversíveis em ações, com janela até agosto de 2025. Se optar pela conversão, a Mapa diluirá os atuais sócios, podendo até mesmo atingir uma posição majoritária no capital da Casas Bahia. Procuradas, Mapa Capital e Casas Bahia não se manifestaram.
Empresa
Casas Bahia abre a porta de suas controladas para novos sócios
26/05/2025A venda de participações acionárias entrou no radar da Casas Bahia. Segundo informações filtradas pelo RR, há discussões internas sobre a entrada de sócios em controladas, notadamente a financeira BanQi e a fabricante de móveis Bartira. No caso da BanQi, a chegada de um investidor permitiria turbinar a operação, com a ampliação do portfólio de serviços na área de crédito. Hoje, a instituição, 100% digital, basicamente se restringe à gestão do carnê da Casas Bahia. A busca de sócios para as duas empresas seria mais uma etapa do complexo processo de reestruturação financeira da rede varejista, conduzido pelo CEO, Renato Franklin. O ponto central é o acordo com os bancos credores para a renegociação de uma dívida superior a R$ 4 bilhões, anunciado no ano passado. A repactuação prevê a conversão de parte do debt (até R$ 1,6 bilhão) em equity. Consultada, a Casas Bahia não se manifestou. Em tempo: além da difícil costura com os bancos, Franklin ainda tem de tourear as investidas intervencionistas de Michael Klein, acionista minoritário da companhia. Ao menos por ora, a Casas Bahia parece ter se blindando das tentativas de Klein de mudar o Conselho de Administração. Por via das dúvidas, sublinhe-se o “por ora”.
Empresa
CEO da Casas Bahia “trava” intentona de Samuel Klein contra o Conselho
5/05/2025
Mercado
Michael Klein busca aliados para um novo bote sobre o Conselho da Casas Bahia
23/04/2025No mercado, o recuo de Michael Klein em sua ofensiva para assumir a presidência do Conselho da Casas Bahia vem sendo tratado como um mero jogo de cena. Por de trás da cortina, Klein estaria se articulando com acionistas da companhia para formar um grande bloco com peso suficiente para impor mudanças no management. Dono de 10,4% da rede varejista fundada por seu pai, Samuel Klein, o empresário já teria arregimentado um grupo de minoritários com algo em torno de 15% do capital.
A ideia de Klein seria reunir sob a sua liderança o equivalente a 35% da Casas Bahia, contando com a sua participação. Pelo seu cálculo, isso lhe permitiria rearrumar as cadeiras do board da empresa ao seu gosto. No início de abril, Klein chegou a convocar uma assembleia extraordinária de acionistas com o objetivo de se eleger chairman da companhia e também emplacar o seu indicado, Luiz Nannini, no Conselho.
Poucos dias depois, pediu o cancelamento da AGE. Não foi por boniteza, mas, sim, por precisão. O empresário identificou o risco de ser derrotado na votação. Agora, trata de buscar aliados para um novo bote sobre o board da Casas Bahia.
Finanças
Casas Bahia lustra sua fintech à espera de um novo investidor
2/10/2024
Empresa
Casas Bahia começa fechar suas cicatrizes internas
12/08/2024“O pior já passou”. Essa é a frase que o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, tem repetido quase como um mantra em encontros reservados com investidores. Nesse caso, Franklin não se refere exatamente à repactuação de R$ 4 bilhões em dívidas com os bancos credores – um feito da sua gestão. Mas, sim, às duras medidas contracionistas adotadas em função do altíssimo custo financeiro que incidia sobre o passivo de curto prazo. Por onde passa, o executivo diz que o ciclo de fechamento de lojas e demissões está encerrado. A partir de agora apenas o turnover natural de pontos de venda do varejo. Talvez o otimismo de Franklin tenha uma dose de wishful thinking. Mas, é bom dizer que, entre março e junho, por exemplo, a Casas Bahia fechou apenas três lojas. Um cenário bem diferente de 2023, o ano da razia, quando a rede varejista desativou 55 pontos de venda, quatro centros de distribuição e demitiu oito mil funcionários, mais de 20% da sua força de trabalho.
Empresa
Casas Bahia corta na carne para fazer caixa
25/06/2024Entre os credores da Casas Bahia, a informação é que a rede varejista vai fazer novos cortes em sua estrutura de custos. Fala-se no fechamento de até 20 lojas em todo o Brasil. Há especulações também sobre a venda da fabricante de móveis Bartira. A gestão do presidente Renato Franklin escalou uma montanha ao conseguir negociar um acordo com os bancos. A Casas Bahia ganhou uma carência de 24 meses para pagamento dos juros e de 30 meses para a quitação do principal da dívida – seu passivo supera os R$ 4 bilhões. No entanto, há problemas de curtíssimo prazo a serem resolvidos. Com prejuízos em sequência – no primeiro trimestre do ano, as perdas passaram dos R$ 260 milhões -, a companhia não tem conseguido gerar caixa, o que aumenta a necessidade de reduzir despesas. Consultada, a Casas Bahia não se manifestou.
Mercado
O que o BlackRock viu (de novo) nas Casas Bahia?
11/06/2024Desde a última sexta-feira, há um burburinho no mercado de que o BlackRock voltou a comprar volumes expressivos de ações da Casas Bahia. Por si só, a investida da maior gestora de ativos do mundo, com mais de US$ 10,5 trilhões em carteira, já seria suficiente para chamar a atenção do mercado. Mas há outro ponto lembrado nas mesas de operação: no fim de janeiro, a BlackRock adquiriu uma quantidade expressiva de papéis da Casas Bahia. Três meses depois, a rede varejista anunciou um importante acordo com os seus maiores bancos credores. Na ocasião, a ação chegou a subir 46% em menos de uma semana. O que será que o radar da BlackRock teria captado desta vez?
Destaque
Casas Bahia pode passar o Ponto para pagar suas dívidas
30/04/2024A recuperação extrajudicial anunciada pela Casas Bahia no último fim de semana, com a repactuação de R$ 4,1 bilhões em dívidas, é a ponta do iceberg de uma reestruturação ainda maior, que, no limite, pode culminar no desmonte de uma das maiores operações de M&A já feitas no varejo brasileiro. Segundo o RR apurou, o grupo avalia a venda do Ponto (ex-Ponto Frio), o que significaria o fim do enlace societário iniciado em 2009, quando o Pão de Açúcar, ainda sob o comando de Abílio Diniz, comprou as duas redes.
De acordo com a mesma fonte, as discussões se dão em um contexto mais amplo, em que diferentes cenários têm sido discutidos internamente com o objetivo de reforçar o caixa para honrar compromissos financeiros – hoje, o maior calcanhar de aquiles da Casas Bahia. A questão é que as demais hipóteses de desmobilização de ativos colocadas sobre a mesa – como, por exemplo, a negociação de parte do capital da BanQi, braço financeiro do grupo – teriam impacto mais restrito. Mesmo que com alguns arranhões e descascados, o Ponto ainda é a joia de maior valor, fora a própria Casas Bahia.
A venda da bandeira varejista seria um movimento realmente capaz de fazer diferença e destravar valor. Há ainda outros fatores que justificariam o negócio. Não é de hoje que a operação vem perdendo sentido para a holding. As sinergias entre o Ponto e a Casas Bahia já não são as mesas de outros tempos.
Principalmente após a volta ao passado feita pela rede varejista fundada por Samuel Klein. A Casas Bahia passou a dar prioridade ao velho comércio de rua, à venda de eletrodomésticos e móveis e muito crediário. A redução da importância do Ponto para o grupo pode ser medida pelo próprio tamanho da rede. Em dezembro do ano passado, eram apenas 135 lojas (84 de rua e 51 em shoppings), contra 943 da Casas Bahia (a maior parte delas a “céu aberto”, 765).
O RR fez seguidas tentativas de contato com a companhia, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
A Casas Bahia vive um momento sensível, de definições fulcrais para o seu futuro. O processo de recuperação extrajudicial surge como um avanço importante, obtido a duras a penas. Por trás do acordo com os credores esconde-se uma intrincada costura interna feita por Franklin.
Segundo o RR apurou, os acionistas da Casas Bahia chegaram a considerar um pedido de recuperação judicial. O nível de tensão intramuros teria atingido seu pico no início de março, quando a empresa sofreu para alongar passivos da ordem de R$ 1,5 bilhão que venceriam neste ano e em 2025, momento em que o mercado especulou fortemente sobre o risco de insolvência da companhia. Franklin trabalhou para evitar a RJ.
Em conversas com duas fontes do RR, teria dito: “Eu não vim para fazer recuperação judicial. Se for assim, pego meu boné e vou embora”. Nesse contexto, o pedido de recuperação extrajudicial é visto pelo corpo diretivo da Casas Bahia como uma vitória pessoal de Franklin.
Segundo informações apuradas pelo RR, além do acordo com Banco do Brasil e Bradesco, que concentram 54,5% da dívida da empresa, o executivo tem conduzido diretamente conversações com outros bancos para fechar um amplo apoio à proposta. A rigor, nem seria necessário. O instrumento da recuperação extrajudicial prevê aprovação automática da proposta quando os detentores de mais de 50% do passivo dão sinal verde. Mas a ampliação desse percentual tem um peso simbólico e – por que não? – psicológico, que a Casas Bahia poderá usar a seu favor na repactuação de outras dívidas, com fornecedores, por exemplo.
Empresa
Há um “pouquinho” de Michael Klein na reestruturação da Casas Bahia
4/03/2024O presidente da Casas Bahia, Renato Franklin, suspendeu o “banimento” de Michael Klein, maior acionista individual da companhia. Franklin tem conversado regularmente com Klein sobre a reestruturação em curso na rede varejista – algo impensável na gestão do ex-CEO, Roberto Fulcherberguer, desafeto do empresário. São conselhos valiosos. A “nova Casas Bahia” tem muito da “velha Casas Bahia”. A empresa tem feito um caminho de volta às suas origens, com investimentos em lojas físicas de rua e o direcionamento do portfólio para eletrodomésticos, eletrônicos e móveis.
Para a viagem ao passado ficar completa, só faltou Samuel Klein, falecido em 2014. Nos bons tempos, o fundador da Casas Bahia e pai de Michael estaria na porta das lojas cumprimentando os clientes.
Empresa
Casas Bahia vai ao mercado para afrouxar o garrote da dívida de curto prazo
5/10/2023O RR apurou que a Casas Bahia prepara uma nova emissão de dívidas, muito provavelmente com o lançamento de debêntures. A captação deverá ocorrer ainda neste ano. O alongamento do perfil do passivo é prioridade absoluta na rede varejista. A relação dívida líquida/Ebitda é hoje a mais alta entre as companhias abertas do setor de varejo: 4,7 vezes – a média do segmento é um múltiplo de 3,7. E esse múltiplo poderia ter chegado a quase 9 não fosse a bem-sucedida negociação fechada com credores nesta semana. A decisão dos detentores certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) em não antecipar o pagamento de R$ 30 milhões evitou o exercício dos covenants que disparariam o vencimento de quase R$ 3 bilhões em dívidas. Procurada, a Casas Bahia não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Empresa
Casas Bahia busca acordo com detentores de CRIs
27/09/2023A direção da Casas Bahia está quebrando a cabeça para elaborar uma proposta de negociação com os detentores de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), no valor total de R$ 420 milhões. Trata-se de uma bomba relógio que precisa ser desarmada o quanto antes. A rede varejista descumpriu regras do contrato de emissão, o que permite aos investidores anteciparem o vencimento dos papéis. A companhia pretende repactuar os prazos de pagamento. Em troca, será forçada a aumentar as taxas de remuneração dos CRIs. A Casas Bahia, ressalte-se, corre contra o tempo: o martelo terá de ser batido no dia 3 de outubro, para quando está prevista uma assembleia dos detentores dos Certificados.
Empresa
Via abre temporada de demissões e fechamento de lojas
3/08/2023A Via, dona das Casas Bahia e do Ponto Frio, atravessa uma temporada de demissões e fechamento de lojas em temporada de cortes. Segundo o RR apurou, a empresa tem feito demissões, notadamente nas áreas de marketing e comercial. Nos corredores da companhia circula à boca miúda a informação de que a rede varejista prepara um plano para o fechamento de lojas deficitárias. Consultada, a Via não se manifestou até o fechamento desta matéria. A exemplo de suas principais concorrentes, como Magazine Luiza e Americanas, a empresa tem acusado os efeitos da crise no varejo. No primeiro trimestre deste ano, teve um prejuízo de R$ 297 milhões, contra um lucro de R$ 18 milhões no mesmo período em 2022. A verdade é que as Americanas mereciam até uma punição extraordinária. A companhia criou quase uma crise sistêmica no varejo. Por enquanto, está sendo tratada quase a pão de ló vis-à-vis o mal que causou ao setor.
Negócios
Efeito Americanas: BlackRock faz liquidação de papeis da Via
13/01/2023Ecos do “Americanasgate”: segundo o RR apurou, no pregão de ontem, o fundo norte-americano BlackRock se desfez de uma parcela expressiva da sua posição na Via, dona das Casas Bahia. O papel chegou a cair quase 6% no momento em que as maiores ordens de venda foram disparadas.
ViaVarejo
4/06/2020Michael Klein estaria em conversações com investidores para a venda de uma participação no braço de e-commerce da ViaVarejo. Além de Casas Bahia e Ponto Frio, a empresa é responsável também pela operação do Extra.com, a marca de hipermercados do Casino.
Acervo RR
Revival
14/06/2019Caso recupere a antiga casa, Michael Klein vai repaginar a Casas Bahia. As lojas permanecerão focadas nos clientes populares, mas terão um apêndice para vendas a um público mais abastado. O modelo lembra um pouco o da antiga Mesbla. A rede tinha uma unidade denominada Mesbla Náutica. Além de lanchas e produtos associados, vendia outros itens de valor mais elevado.
O projeto piloto de Klein
6/06/2017Dono de uma frota de 32 jatinhos e helicópteros, Michael Klein pretende cravar novas aquisições na aviação executiva – a exemplo da Global Aviation, incorporada no ano passado. Seus planos passam também pela infraestrutura aeroportuária, com a instalação ou compra de hangares. Serve de “passa-tempo” enquanto o grande projeto do empresário não decola: a reaquisição da Via Varejo e da sua Casas Bahia. Consultado, Michael Klein confirma que “avalia oportunidades na aviação executiva”. Em relação à Via Varejo, nem sim, nem não. Disse apenas “ter sido informado de que a venda foi suspensa por tempo indeterminado”. Quando o Casino reabrir essa porta, Klein lá estará.
Plano B da ViaVarejo
21/03/2017No limite, o Pão de Açúcar cogita cindir o Ponto Frio das Casas Bahia e negociar cada uma em separado para destravar a venda dos ativos da ViaVarejo.
Rumo à ViaVarejo
9/02/2017O empresário Carlos Wizard, dono do Mundo Verde, está se unindo a outros investidores para fazer uma oferta pela ViaVarejo, leia-se Ponto Frio e Casas Bahia. Estima-se que a operação chegue aos R$ 4 bilhões. Seria a sua grande tacada desde a venda da escola de idiomas Wizard.
Klein e Aberdeen vão juntos ao shopping
26/08/2016Michael Klein, que ficou mais conhecido por ter sido dono das Casas Bahia, abriu negociações com a Aberdeen para que a gestora de recursos entre no capital da CB, sua empresa de participações e investimentos. A CB tem R$ 2,5 bilhões em caixa e 350 imóveis com valor de mercado de R$ 4,5 bilhões. O plano de Klein é se capitalizar para adquirir shoppings no Brasil e em outros países da América do Sul. Consultadas, a CB e a Aberdeen negaram a transação. Mas, segundo informação filtrada junto à CB, o ativo mais cobiçado por Klein é a General Shopping, uma das grandes no segmento de outlets, controlada pela família Veronezi. No início do ano, a Aberdeen fez um sobrevoo na General Shopping, mas não conseguiu fechar um acordo. Os Veronezi acharam baixo os valores apresentados pela Aberdeen. Se tivessem aumentado o preço na ocasião, estariam sorrindo de orelha e orelha. Depois de três anos de prejuízos – em 2015, chegou a R$ 550 milhões –, a General Shopping está enxergando o azul em 2016. As vendas aumentaram 10%. A companhia tem quatro outlets e mais 15 shoppings. A Aberdeen é uma das maiores acionistas da Renner e tem na carteira R$ 21 bilhões em ativos sob sua gestão no país. A estratégia no mercado brasileiro passa por aquisições sempre como minoritários em empresas do setor. Ela veste como uma luva no plano de Klein de aumentar o capital da CB e crescer através da compra de novos shoppings. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: General Shopping.
Casino diz “très bien” ao desemprego na ViaVarejo
16/07/2015A economista inglesa Beatrice Webb dizia que o desemprego é um dos termômetros do caráter social do empresário. Se a medição fosse aplicada nos empresários e figadais concorrentes Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri, com base no passado recente o ex-dono do Pão de Açúcar e atual mandachuva do Carrefour estaria ganhando com alguns corpos de vantagem. Por ora, seus respectivos conglomerados empresariais têm se portado de maneira distinta diante dos graves efeitos da crise econômica sobre o varejo. à‰ o que mostram os dados do obituário trabalhista no setor. Se, até ontem à noite, o Carrefour continuava invicto, sem anunciar cortes no Brasil, o Grupo Pão de Açúcar dispara nessa corrida antissocial. No varejo de alimentos, leia-se super e hipermercados, não há previsão de demissões em massa nas operações do Casino no país, mas, sim, de cortes pingados em determinadas regiões, que podem atingir até 200 trabalhadores. Na ViaVarejo, no entanto, os números saltam de escala. Entre maio e junho, a holding que reúne Casas Bahia e Ponto Frio colocou na rua cerca de três mil funcionários. Essa é a má notícia; a péssima é que a conta vai aumentar. De acordo com uma fonte próxima ao Pão de Açúcar, a ViaVarejo prepara mais uma leva de demissões. Segundo o RR apurou, há uma régua sobre a mesa dos franceses que dá a medida do novo esmagamento: o grupo calcula que Casas Bahia e Ponto Frio só conseguirão reequilibrar seus custos com o fechamento de mais duas mil vagas de emprego até outubro. à‰ sintomático, portanto, que, nos últimos 12 meses, o Grupo Pão de Açúcar tenha elevado de R$ 323 milhões para R$ 540 milhões o volume de provisões para eventuais perdas com ações trabalhistas. Não cabe qualquer juízo de valor na comparação direta e – por que não? – inevitável entre Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri. Até porque ambos são unidos pelo pragmatismo que está na essência de qualquer empresário: quando o cinto aperta, o social deixa de ser um fator prioritário. Além disso, como se sabe, a cadeia alimentar só é de todo ruim para quem está na base dela. Em Paris, deve ter muito acionista do Casino encantado com os cortes do grupo no Brasil. De qualquer forma, neste momento, o nome de Naouri está indissociavelmente vinculado a cortes e mais cortes. A se confirmar a nova fornada de demissões, em menos de seis meses o Pão de Açúcar, especialmente a Via- Varejo, terá extinguido cerca de cinco mil postos de trabalho. O número corresponderia também a um terço de todas as vagas de emprego fechadas no varejo de móveis e eletrodomésticos desde janeiro. Ressalte-se que os dois arquirrivais franceses vivem momentos distintos no mercado brasileiro, muito em função da própria natureza de suas operações. A atuação do Carrefour/ Atacadão está predominantemente concentrada no ramo de alimentos, um dos últimos a sentir o amargo paladar da crise. Não por acaso, segundo o RR apurou, a rede pretende aumentar o número de contratações. Já o Grupo Pão de Açúcar, por conta da ViaVarejo, está indexado também à área de eletroeletrônicos, duramente afetada pela queda de 5% na renda média do trabalhador. As vendas de aparelhos de TV, por exemplo, caíram quase 30% entre janeiro e junho se comparadas ao primeiro semestre do ano passado.
Acervo RR
Nostalgia
8/07/2015O empresário Michel Klein não esconde dos mais próximos o profundo incômodo em assistir de longe a s demissões e ao fechamento de lojas da Casas Bahia. Em conversas reservadas, ele já deixou escapar que tem vontade de recomprar a rede varejista e mostrar ao Casino como administrar o negócio.
Nostalgia
8/07/2015O empresário Michel Klein não esconde dos mais próximos o profundo incômodo em assistir de longe a s demissões e ao fechamento de lojas da Casas Bahia. Em conversas reservadas, ele já deixou escapar que tem vontade de recomprar a rede varejista e mostrar ao Casino como administrar o negócio.
Efeito colateral
1/07/2015A estratégia da Sony de espalhar quiosques próprios por shoppings de todo o país tem criado uma série de atritos com grandes revendedores como Casas Bahia e Ricardo Eletro.