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Tag: Cogna

Mercado

Cogna ganha musculatura na negociação com Yduqs

7/11/2025
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No mercado, a leitura é que os resultados do terceiro trimestre fortaleceram ainda mais a Cogna nas tratativas para uma eventual fusão com a Yduqs, com impacto, inclusive, sobre a relação de troca de ações para a criação de uma nova companhia. Lucro líquido surpreendente, alavancagem no menor nível em sete anos e receita e Ebitda em forte expansão colocam a empresa em melhor posição de barganha. A dívida líquida caiu para cerca de R$ 2,6 bilhões, com alavancagem em torno de 1,1 vez o Ebitda. Esse é o principal ponto de reequilíbrio de forças entre os dois grupos, visando um possível M&A. Há dois anos, a Cogna carregava uma relação dívida líquida/Ebitda de 2,3 vezes. Com a repactuação do passivo, atingiu um nível inferior ao da Yduqs – seu nível de alavancagem atual é de 1,66 vez.
Cogna e Yduqs fazem um jogo de aproximações e distanciamentos, com conversas que vêm e vão. Há rumores no mercado de que as negociações para uma possível fusão se acentuaram nos últimos meses, estimuladas, sobretudo, por Chaim Zaher, o mais influente acionista da Yduqs. A valoração da Cogna nesse tabuleiro é uma construção que tem se acentuado desde o início do ano – no acumulado de 2025, o valor de mercado da companhia subiu 180%, chegando à casa dos R$ 7 bilhões. No mesmo período, o market cap da Yduqs aumentou “apenas” 55% – ontem, fechou a R$ 3,6 bilhões.

#Cogna #Yduqs

Mercado

Matrículas abertas: Cogna procura um sócio para sua plataforma de cursos livres

23/09/2025
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A Cogna busca um sócio para a Voomp, sua plataforma de cursos livres. Há conversas com fundos de private equity, segundo uma fonte próxima à empresa. Criado há quase três anos, o negócio ainda opera no vermelho. No setor, a leitura é que a Cogna não encontrou até o momento o “pulo do gato” para se para se diferenciar em um mercado superofertado. Além da competição com outros marketplaces da área de educação, como a Alura, da Crescera Capital (ex-Bozano), a Voomp enfrenta a crescente concorrência com influencers que oferecem cursos para tudo e para todos na internet, especialmente no TikTok e no YouTube. São oponentes sem custos fixos elevados: bastam uma ring light, uma boa narrativa de venda e viralização nas redes sociais. Consultada, a Cogna não se pronunciou.

#Cogna

Destaque

Chaim Zaher reforça posição societária para ser o “dono” da dobradinha Yduqs/Cogna

15/05/2025
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Os dados estão rolando para a fusão entre a Yduqs e a Cogna. E ninguém parece mais disposto a aumentar seu cacife no negócio do que Chaim Zaher. Corre no mercado que o empresário, um dos principais investidores da Yduqs, com 12% do capital, tem comprado em bolsa ações não apenas da própria companhia, mas também da Cogna. Trata-se de uma engenharia meticulosamente calculada, etapa a etapa.

O objetivo de Zaher seria montar uma posição societária nas duas empresas capaz de lhe assegurar o posto de maior acionista individual da futura companhia. Com isso, o empresário pavimentaria o caminho para ser o presidente do Conselho de Administração e consequentemente assumir as rédeas da gestão do novo grupo a ser criado com a fusão entre Yduqs e Cogna – fusão, diga-se de passagem, da qual ele próprio é um dos principais artífices.

O que está em jogo é o comando do que pode vir a ser o maior conglomerado privado de educação da América Latina, com mais de 2,5 milhões de alunos no ensino superior, receita líquida acima de R$ 12 bilhões por ano e um Ebitda combinado de quase R$ 3,8 bilhões, a números de 2024. Procurado pelo RR, Chaim Zaher informou, por meio da assessoria do Grupo SEB, que não comenta rumores de mercado.

A relação de troca entre os acionistas da Yduqs e da Cogna e a consequente composição societária da nova companhia passam por uma costura delicada. Chaim Zaher conta com um importante aliado para o seu intento de capitanear o futuro grupo: o norte-americano Advent, maior acionista da Yduqs. Do lado da Cogna, o maior sócio individual (18% do capital) é a Alaska Investimentos, que administra cerca de R$ 15 bilhões em ativos.

Entre os demais acionistas da empresa figuram nomes como Walfrido dos Mares Guia, ministro do Turismo e das Relações Institucionais respectivamente no Lula I e Lula II, BlackRock e Vanguard Group. Chaim Zaher é sabidamente um dos empresários de maior influência da área de educação. Seu nome remete a alguns dos maiores deals já fechados no setor.

Agora mesmo, em meio às tratativas para a fusão entre Yduqs e Cogna, Zaher está na disputa para a compra do Colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais de São Paulo. Tem ao seu lado o Kinea, gestora de private equity do Itaú.

#Chaim Zaher #Cogna #Yduqs

Negócios

Cogna e Vitru Educação na mesma sala de aula?

8/04/2025
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Há informações no setor de que a Cogna e a Vitru Educação mantêm conversações para uma possível fusão. Do lado da primeira, está a Alaska Investimentos; da segunda, SPX Carlyle, Crescera Capital, de Julio Bozano, e a 23 S, leia-se Votorantim e Temasek. Não é de hoje que a Cogna busca um possível M&A. A aproximação com a Vitru seria um Plano B, diante da enroscada negociação com a Yduqs, de Chaim Zaher e Advent. As conversas entre ambas são marcadas por ziguezagues. A fusão daria origem a um grupo com mais de 2,5 milhões de alunos, receita da ordem de R$ 8 bilhões e uma geração de caixa superior a R$ 2 bilhões por ano.

#Cogna #Vitru Educação

Mercado

Yduqs é o combustível que impulsiona a ação da Cogna

14/03/2025
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Há, desde ontem, um zunzunzum no mercado de que Cogna e Yduqs retomaram as conversas para uma possível fusão. Seria o combustível por trás da disparada da ação da Cogna, que acumula alta superior a 20% nos últimos 30 dias. As tratativas entre as duas empresas vão e vêm, vêm e vão há mais de um ano. Não é para menos. A costura é complexa, dada a dimensão do negócio. Juntas, as duas companhias teriam cerca de 2,5 milhões de alunos, ou seja, um terço do mercado privado no ensino superior, além de um Ebitda combinado de mais de R$ 2 bilhões. Outra dificuldade é contemplar os interesses dos principais acionistas de parte a parte: Chaim Zaher e Advent, do lado da Yduqs, e Alaska Investimentos, do lado da Cogna.

#Cogna #Yduqs

Mercado

O que está por trás da recompra de ações da Cogna?

3/02/2025
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O anúncio do programa de recompra de ações da Cogna disparou uma onda de especulações no mercado. A operação vem sendo interpretada como um indício de que a empresa estaria perto de fechar um acordo de M&A. Desde o fim do ano passado circulam informações sobre tratativas para uma fusão com a Yduqs. Nas últimas semanas, surgiram também no setor relatos de conversações entre a Cogna e a Cruzeiro do Sul Educacional. A recompra de ações e a consequente redução do free float seriam uma tentativa de elevar o preço da ação e, com isso, melhorar ainda mais o valuation da companhia à mesa de negociações. O frisson do mercado diante de um possível M&A tem se refletido no papel, que registra uma alta de 28% no ano – ainda longe, no entanto, de compensar a queda acumulada de 52% nos últimos 12 meses. Procuradas, Yduqs e Cruzeiro do Sul disseram não comentar “rumores de mercado”. A Cogna também não se pronunciou.

#Cogna

Empresa

Imbróglio imobiliário põe a Cogna na mira de milhares de investidores

26/08/2024
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A Cogna, um dos maiores grupos de educação do país, está às portas de um contencioso de razoável proporção. Um grupo de investidores se mobiliza para acionar a empresa na Justiça. O imbróglio remete à decisão da Cogna de rescindir o contrato de locação de um imóvel em Bauru (SP), usado pela Anhanguera Educacional, uma de suas empresas.

Ocorre que os créditos correspondentes ao aluguel foram usados como lastro de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) emitido pela Aebauru Administração de Bens Imóveis, dona da propriedade. A empresa alega que a Cogna deixou o imóvel sem pagar os aluguéis restantes, conforme estaria previsto em contrato. A soma seria da ordem de R$ 37 milhões.

O grupo de educação rebate e afirma que a multa se restringe ao valor de três meses. As duas partes abriram um processo de arbitragem, uma contra a outra. Diante do impasse, cotistas dos CRIs resolveram se mexer e discutem acionar a Cogna na Justiça. O caso pode virar uma bola de neve, devido às diferentes camadas de investidores envolvidos. Dos 100 CRIs emitidos, 57 deles estão em mercado, boa parte nas mãos de pessoas físicas. Os demais 43 estão espalhados na carteira de três fundos, que somam 1,1 milhão de cotistas. Procurada, a Cogna não se pronunciou.

#Cogna

Empresa

Kroton tira nota baixa na avaliação da Cogna

7/06/2024
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Entre executivos da área de educação, circula nos últimos dias a informação de que a Cogna vai promover uma nova onda de cortes na Kroton, seu braço de ensino superior. Fala-se na redução da rede de 120 para algo próximo de cem campi, com o fechamento de unidades deficitárias. Seria uma tentativa da Cogna de reduzir os prejuízos decorrentes do desconfortável nível de ociosidade de suas universidades, que já supera os 50% das vagas oferecidas. Poderia ser pior. Ressalte-se que, desde 2020, o grupo já fechou mais de 50 campi da Kroton. Consultada, a Cogna não se manifestou.

#Cogna #Kroton

Destaque

Yduqs e Cogna podem dividir a mesma sala de aula

19/05/2023
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Yduqs e Cogna vêm mantendo conversações para uma possível fusão. As tratativas estariam sendo lideradas pelo empresário Chaim Zaher e pelo executivo Rodrigo Galindo. Ou seja: respectivamente, o segundo maior acionista individual da Yduqs e o presidente do Conselho e, há anos, homem forte na administração da Cogna. Seria o maior M&A da história do setor no Brasil. A associação levaria à criação de um potentado da área de educação, com mais de dois milhões alunos e cerca de 200 campi em todo o país. A nova empresa teria ainda uma receita somada da ordem de R$ 8 bilhões e um Ebitda combinado em torno de R$ 2,5 bilhões, a números de 2022.  

De acordo com a fonte do RR, com a ascensão de Zaher no capital da Yduqs – em menos de dois anos, ele quase dobrou sua participação, hoje de 11% – a Yduqs tem feito seguidos movimentos no mercado para uma fusão. Recentemente, teria mantido conversações também com a Ser Educacional, do empresário cearense Janguiê Diniz. Nada que se compare ao impacto que uma associação entre Yduqs e Cogna poderá ter sobre o mercado, criando um grupo quase inalcançável na área de ensino superior. Nesse sentido, a operação teria um fator de complexidade: passar pelo crivo do Cade. Não custa lembrar que Yduqs e Cogna já estiveram perto de uma fusão em 2017, quando ainda atendiam, respectivamente, pelos nomes de Estácio e Kroton. A associação, no entanto, foi barrada pelo órgão antitruste. Eram outros tempos. Nas duas empresas, a percepção é que o Cade tem adotado uma postura mais flexível em negócios desse porte, vide a recente aprovação das fusões entre BR Malls e Aliansce e Localiza e Unidas.  

Ressalte-se que a retomada do Fies pelo governo Lula pode dar uma dimensão ainda maior ao negócio. As projeções do mercado indicam que os grandes grupos do segmento de ensino superior terão saltos expressivos de receita nos próximos quatro anos com a ressurreição do programa de crédito. As ações do setor já precificam essa expectativa. Desde o início do ano, por exemplo, o valor de mercado de Yduqs subiu 22%. No caso da Cogna, o aumento acumulado é de 17%. 

#Aliansce #BR Malls #Cade #Chaim Zaher #Cogna #Ebitda #Rodrigo Galindo #Yduqs

Empresa de jaleco

6/09/2022
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A Ser Educacional, do empresário Janguiê Diniz, estuda cindir seus cursos de medicina, criando uma empresa à parte – a exemplo do que já fizeram concorrentes como Ânima Educação e Cogna. Nos últimos dois anos, o grupo enfileirou seguidas aquisições nessa área, entre as quais a Unifacimed, Unijuazeiro, Unesc e Unifasb. Nesse período, a participação dos cursos de medicina na receita total da Ser Educacional mais do que dobrou, saindo de 8% para 17%. A expectativa é que chegue aos 20% já no ano que vem.

#Anima Educação #Cogna #Ser Educacional

Anatomia societária

26/08/2022
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Cobiçada por grandes grupos do setor, a UNIP estuda cindir seus cursos de medicina em uma nova empresa – a exemplo do que já fizeram Ânima Educação e Cogna. Seria uma forma de os herdeiros de João Carlos Di Gênio atraírem um novo sócio sem necessariamente a venda do grupo.

#Anima Educação #Cogna #Unip

GIC quer Ânima e Cruzeiro do Sul na mesma sala de aula

3/08/2022
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O GIC, fundo soberano de Cingapura, desponta como um peça importante na consolidação do setor de educação no Brasil. Segundo o RR apurou, o grupo de investimentos asiáticos tenta costurar a fusão entre a Ânima Educação e a Cruzeiro do Sul. O GIC é o maior acionista desta última, com uma participação de 34%.

Do outro lado da mesa encontra-se uma miríade de investidores, capitaneada por Daniel Castanho e Marcelo Bueno, das famílias fundadoras da Ânima. A associação daria origem a um das três maiores redes de universidades do país, atrás apenas da Cogna e da Yduqs (ex-Estácio). Juntas, Ânima e Cruzeiro do Sul somam mais de 460 mil alunos, receita líquida de R$ 4,4 bilhões e um Ebitda da ordem de R$ 1,4 bilhão, a números de 2021.

O GIC já tem um histórico de expressivos investimentos nesse mercado no Brasil. Foi acionista da Abril Educação. Nos últimos meses, o fundo asiático, que administra cerca de US$ 400 bilhões, tem feito movimentações intensas para ampliar seus domínios. Segundo a fonte do RR, entre outras empresas, os asiáticos estiveram conversando recentemente com a Ser Educacional, do empresário cearense Janguiê Diniz. As portas para um M&A não se fecharam, mas a preferência do GIC recai sobre a Ânima por conta de uma joia preciosa pendurada na empresa: a Inspirali. Trata-se do braço de universidades de medicina do grupo. A operação tem como sócia a DNA Capital, que reúne os herdeiros de Edson de Godoy Bueno.

#Anima Educação #Cogna #Cruzeiro do Sul #GIC #Yduqs

Yduqs pretende se matricular no controle da UNIP

6/06/2022
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A Yduqs (ex-Estácio) avança sobre a UNIP (Universidade Paulista). A companhia tem cercado os herdeiros de João Carlos Di Gênio um dos grandes nomes da educação privada no Brasil e falecido em fevereiro – para ficar com o braço de ensino superior do Grupo Objetivo. São mais de 230 mil alunos e 65 unidades, além de um faturamento anual acima dos R$ 4 bilhões.

Seria um movimento chave no tabuleiro do setor. Com a aquisição, a Yduqs abriria  ainda mais vantagem no ranking do segmento de ensino superior, chegando a 1,6 milhão de estudantes, contra aproximadamente um milhão de matriculados da Cogna, sua perseguidora mais próxima. Ressalte-se que a UNIP desperta também a atenção de investidores internacionais. Já há algum tempo circulam no setor informações sobre o interesse do fundo norte-americano Apollo.

Procuradas, Yduqs e UNIP não se pronunciaram. A investida tem um artífice principal: Chaim Zaher, que regressou no ano passado ao capital da Yduqs. Para Zaher, a eventual compra da UNIP combina um grande negócio com uma questão quase pessoal. Em 2016, quando dava as cartas na antiga Estácio, o empresário abriu negociações para uma fusão com a UNIP. No entanto, à época, Di Gênio, um amigo de quase quatro décadas, desistiu da operação. Quem conhece Zaher de perto sabe que ele jamais engoliu a desfeita.

#Chaim Zaher #Cogna #Unip #Yduqs

Ponto final

9/06/2021
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Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, Cogna e General Atlantic.

#Cogna #General Atlantic #Previ

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