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Minoritários forçam Carrefour a repensar valor da recompra de ações
À luz do dia, os dirigentes do Carrefour insistem com o discurso de que a oferta para a recompra de ações da sua subsidiária brasileira é justa. Na penumbra da noite, no entanto, os franceses já cogitam aumentar a proposta. A julgar pela forte reação contrária dos minoritários, a própria rede francesa considera difícil realizar a operação nos termos atuais. As gestoras BCI, do Canadá, e Wishborn Partners, dos Estados Unidos, já comunicaram que vão votar contra a proposta de R$ 7,70 por ação do Carrefour Brasil. Outros fundos devem seguir o mesmo caminho. Neste momento, o que mais pesa na ponderação da matriz é o risco de ações em Cortes internacionais, dado o considerável número de acionistas estrangeiros. A BCI, por exemplo, acusa os franceses de terem subavaliado a filial brasileira. Os canadenses já divulgaram um relatório apontando que apenas os ativos imobiliários apontando que apenas os ativos imobiliários do Carrefour Brasil valem de R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões. É mais do que o valuation atribuído pela matriz à toda a operação brasileira. Procurado pelo RR, o Carrefour não retornou até o fechamento desta matéria.
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