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Mercado
Afinal, o que o Magazine Luiza está ganhando com a AliExpress?
30/10/2025O anúncio da parceria entre a Casas Bahia e o Mercado Livre colocou o Magazine Luiza na berlinda – vide a queda de 6% do papel em único pregão, na última quinta-feira. O mercado tem questionado o acordo similar firmado entre a rede de Luiza Helena Trajano e a chinesa AliExpress no ano passado. Aos olhos dos minoritários, o negócio tornou-se uma zona um tanto quanto cinzenta. Nas palavras do gestor de um fundo acionista do Magazine Luiza, os investidores se ressentem da escassez de informações acerca dos resultados da aliança, que envolve a venda cruzada de produtos nas duas plataformas de e-commerce. Há poucos dados disponíveis sobre fluxo de pedidos, participação do cross-border, volume de faturamento e até mesmo sobre o portfólio ofertado de parte a parte. No mercado, existe uma percepção de assimetria. A leitura é que o Magazine Luiza abriu sua vitrine e assumiu parte do ônus logístico do parceiro, sem comprovar o retorno. Já o AliExpress teria capturado tráfego e base local. O RR encaminhou uma série de perguntas ao Magazine Luiza, mas não obteve retorno.
E-commerce
Investigações contra plataformas chinesas acendem alerta no Cade
10/09/2025O Cade acompanha com particular interesse a ofensiva da autoridade antitruste chinesa contra grandes conglomerados locais de e-commerce. Entre os integrantes do Conselho, há, inclusive, vozes favoráveis a um acordo de operação com o congênere no país asiático, o State Administration for Market Regulation (SAMR). O “Cade”chinês está fechando o cerco especialmente ao Alibaba, dona da Aliexpress, à Meituan, prestes a iniciar suas operações no mercado brasileiro de delivery, e à JD. O trio, que fatura mais de US$ 320 bilhões por ano, é suspeito de práticas anticompetitivas, entre as quais uma política agressiva de descontos que estaria asfixiando concorrentes. Ressalte-se que, em 2021, o SAMR aplicou uma multa de US$ 478 milhões na Meituan – o equivalente a 3% do seu faturamento no ano anterior – por impor acordos de exclusividade a parceiros comerciais. Entre os conselheiros do Cade, há uma preocupação especial com o risco de “importação” de determinadas práticas para o mercado brasileiro na esteira do forte avanço dessas empresas no país. A Meituan, por exemplo, já anunciou investimentos de US$ 1 bilhão em sua operação de delivery no Brasil.
Destaque
Gigante chinês do e-commerce traz sua fintech para o Brasil
14/06/2023O RR apurou que o Alibaba planeja trazer sua fintech, a Alipay, para o Brasil. Ela será uma peça importante para acelerar a expansão da Aliexpress, o gigantesco braço de varejo eletrônico do conglomerado asiático. Além da oferta de soluções de pagamento, seu principal negócio, a Alipay deverá financiar fornecedores e sellers – como são chamados os lojistas parceiros que distribuem seus produtos no marketplace de grandes plataformas de e-commerce. Com a munição financeira da fintech, o objetivo da Aliexpress seria duplicar o contingente de parceiros comerciais no Brasil em até dois anos. Os chineses não revelam o número de sellers cadastrados no Brasil, mas, no mercado, especula-se que sejam aproximadamente dois milhões. A fintech terá um papel relevante também no financiamento de revendedores que pretendem distribuir seus produtos no mercado chinês. O Alibaba/Aliexpress já anunciou um projeto para aumentar a inserção de mercadorias brasileiras no país asiático. Trata-se de uma operação mais diplomática do que comercial. A medida pode ser interpretada como mais uma das contrapartidas que as grandes plataformas chinesas de e-commerce têm colocado sobre a mesa na tentativa de evitar um aumento da tributação. A Shein, por exemplo, anunciou investimentos da ordem de R$ 750 milhões no Brasil.
A Alipay pertence ao Ant Group, holding de serviços financeiros criada a partir de um spin-off do Alibaba. Toda essa engrenagem leva a assinatura do magnata Jack Ma, dono de uma das cinco maiores fortunas da China. Em janeiro, Ma deixou o controle do Ant Group. Ainda assim, o investidor permanece como um acionista relevante e influente na gestão. Mais do que isso: Ant e Alibaba/Aliexpress seguem umbilicalmente ligados. Entre 2021 e 2022, a Alipay fez uma espécie de ensaio para a sua entrada no Brasil, atuando como uma carteira digital para clientes do Aliexpress. Foi uma operação experimental, quase um test drive. Consultada pelo RR, a Aliexpress não se pronunciou.
Empresa
Mais um gigante asiático do e-commerce chega ao Brasil
29/05/2023Mais uma grande plataforma asiática de e-commerce prepara sua entrada no Brasil. No rastro da Shein, Shopee e Aliexpress, a chinesa Banggood fez chegar a autoridades brasileiras o interesse de montar uma operação no país. Calejada pela recente crise entre suas concorrentes e o governo, a companhia já iniciou, inclusive, um trabalho de aproximação diplomática com o Ministério da Fazenda, acenando com investimentos. A Banggood fala em montar, na partida, dois grandes centros de distribuição no país. A companhia já vende para clientes brasileiros desde 2014, valendo-se do mesmo expediente por todas as grandes plataformas do setor: milhões de pacotes enviados da China que surfam na incapacidade da Receita Federal de monitorar e fiscalizar essa torrente de encomendas.
Além de afagar o governo, com promessas de investimentos, o desembarque presencial da Banggood no Brasil talvez tenha de ser acompanhado também de ações para melhorar seu capital reputacional entre os próprios clientes. No site Reclame Aqui, por exemplo, a empresa tem uma avaliação de apenas 4,2 (de uma escala que vai de um a dez) e soma somente 31% das queixas resolvidas. Para efeito de comparação, a Shein tem um índice de solução de 68% e um rating de 5,9 entre os consumidores.
Ver para crer
16/09/2020Representantes da AliExpress, um potentado global do e-commerce têm mandado sinais ao governo Doria sobre o interesse de abrir um centro de distribuição em São Paulo. Por ora, o assunto é tratado com desdém dentro do Palácio Bandeirante. No ano passado, os chineses fizeram a mesma sondagem, chegaram a procurar terrenos em áreas próximas a Campinas e nada aconteceu.