Tag: PDG
Mercado
A difícil missão da PDG de manter suas quatro paredes sólidas
7/10/2025O aumento de capital de R$ 345 milhões homologado pela PDG na semana passada pouco ou nada serviu para diluir a desconfiança do mercado em relação ao próprio futuro da companhia. A operação se deu basicamente pela conversão de debt em equity, com a consequente entrada de credores no capital. Ou seja: dinheiro novo que é bom, nada. A ducha de água gélida foi tão grande que a ação despencou 61% em um único pregão, na última sexta-feira. Aos olhos dos investidores, a PDG tem poucas chances de soerguimento se não receber uma substancial injeção de recursos. Com uma receita pequena – apenas R$ 54 milhões no primeiro semestre deste ano, um grão de areia para quem já faturou R$ 10 bilhões ao ano -, a incorporadora não tem gerado caixa para fazer frente a sua dívida. Entre janeiro e junho, registrou ínfimo Ebitda de R$ 2,3 milhões. No mesmo período, teve um prejuízo de R$ 185 milhões, 35% a mais do que as perdas registradas em igual intervalo no ano passado. Na falta de um aporte de capital, a alternativa vista pelos investidores seria a PDG vender um volume expressivo de terrenos – seu landbank soma aproximadamente R$ 3 bilhões.
Mercado
Minoritários da PDG vão à CVM contra suposta mudança de controle
30/04/2025Um grupo de minoritários da PDG está acionando a CVM. Os investidores querem que a autarquia investigue uma história muito mal contada envolvendo a incorporadora imobiliária. No início do mês, o minoritário Luciano Carvalho, dono de 2,5% da companhia, entrou com uma ação no TJ-SP pedindo a imediata suspensão do aumento de capital anunciado pela PDG. Alegava que a operação daria, irregularmente, o controle da empresa a um grupo restrito de investidores, em prejuízo dos demais acionistas. Menos de uma semana depois, sem qualquer explicação, Carvalho pediu a extinção do processo antes mesmo da apresentação da defesa. Em entrevista ao Pipeline, do Valor Econômico, seu próprio advogado, Stéfano Faria, disse desconhecer os motivos da decisão de seu cliente. Os minoritários que bateram à porta da CVM querem desvendar o que há por trás do súbito recuo, além do parecer da autarquia se o aumento de capital foi ou não lesivo aos investidores. Consultada pelo RR, a autarquia confirmou que “o assunto está sendo analisado no âmbito do processo 19957.003483/2025-90”. Também procurada, a PDG não quis se manifestar.
Mercado
Sun Hung Kai Properties fecha o cerco aos principais acionistas da PDG
21/02/2025O RR apurou que a Sun Hung Kai Properties Limited (SHKP), uma das maiores incorporadoras imobiliárias de Hong Kong, tem abordado diretamente os principais acionistas da PDG para comprar o controle da empresa. É uma operação de pressão. Conforme a própria companhia informou ao mercado na última quarta-feira, a PDG recebeu uma proposta “não solicitada” para a aquisição de todas as suas ações. A SHKP aposta que, obtendo o aval dos maiores acionistas, o restante vem de arrasto, até por falta de alternativa. A incorporadora paulista tem o capital pulverizado em bolsa – o maior acionista individual é o investidor Thiago José Moises da Silva, com 8,28%. Estava escrito nas estrelas e no RR, na edição do último dia 11 que a PDG era uma presa fácil para um take over. Com seguidos prejuízos, a companhia virou pó na bolsa. Procurada, a PDG não se pronunciou.
Empresa
Quem vai ficar com a PDG? Basta tirar R$ 17,5 milhões do bolso
11/02/2025A PDG está sendo vista no mercado como uma presa fácil para um take over. A incorporadora imobiliária tem um free float de mais de 99%, um prato cheio para uma tomada hostil. O papel virou pó – somente em 2024, a cotação caiu 97%. O market cap da companhia não passa de R$ 17,5 milhões. Ou seja: quem chegar leva. E o que se ouve nas mesas de operação é que existem investidores ativistas e fundos de distressed assets rondando a PDG. Pode até soar como um paradoxo, tratando-se de uma empresa que carrega um passivo de R$ 1,7 bilhão e soma prejuízo atrás de prejuízo – entre janeiro e setembro de 2024, as perdas passaram de R$ 410 milhões. Mas, entre tanto musgo, há um pérola. A PDG tem um landbank com valor geral de vendas em torno de R$ 3,3 bilhões. Aproximadamente 57% dessa cifra se referem a imóveis voltados a média e alta renda. Ou seja: a estratos menos suscetíveis a intempéries da economia.
O telhado de vidro da PDG
10/08/2020Em recuperação judicial, a PDG sinalizou aos credores que vai partir para uma agressiva venda de terrenos. O timing é ruim: o valor dos ativos está no chão com a pandemia. Fazer o que se a PDG tem uma dívida de curto prazo de R$ 2 bilhões pesando sobre seu já frágil telhado?
Casa fechada
16/06/2020A PDG decidiu suspender novos lançamentos imobiliários até o fim do ano. É mais um golpe na difícil reestruturação da incorporadora, submersa em uma recuperação judicial, com mais de R$ 2,5 bilhões em dívidas.
Torneiras fechadas
2/12/2019Principais credores da PDG, Banco do Brasil e Caixa Econômica têm se negado a liberar dinheiro novo para a incorporadora. O temor na empresa é que a postura dos dois bancos provoque um efeito dominó, inspirando instituições privadas a seguir o mesmo caminho. O que está em jogo é o plano da PDG de retomar os lançamentos imobiliários no primeiro trimestre de 2020.
Escombros
11/09/2019A Vinci Partners prepara o terreno para deixar o capital da PDG. Será a consumação do grande fracasso da gestora de Gilberto Sayão. Só no último aporte na incorporadora imobiliária, a Vinci enterrou mais de R$ 600 milhões.
A reconstrução da PDG
18/07/2019A reentré da PDG no mercado será com o lançamento de um edifício residencial em São Paulo, com valor de venda da ordem de R$ 80 milhões. Há quatro anos, a empresa não põe um projeto novo de pé.
Vizinho do barulho
21/06/2019O ativista Mu Hak You, ex-Gafisa, estaria enchendo sua carteira de ações da PDG. É promessa de contencioso no porvir.
A difícil reconstrução da PDG
10/08/2018Após resolver parte do seu passado, com a aprovação do plano de recuperação judicial, o problema maior da PDG é equacionar o futuro. A incorporadora reabriu conversações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, entre outras instituições, em busca de financiamento para retomar as obras que estão paralisadas. Há mais de uma dezena de empreendimentos que dependem de dinheiro novo. As tratativas com a alta direção dos bancos são conduzidas pelo próprio presidente da companhia, Vladimir Ranevsky. No entanto, BB e Caixa, dois dos maiores credores da PDG, resistem a reabrir as torneiras para a incorporadora.
A “segunda” RJ da PDG
10/04/2018Mesmo após a aprovação do plano de recuperação judicial, o calvário da PDG ainda está longe do fim. A próxima “obra” da construtora é negociar com as centenas de credores extraconcursais, a quem deve R$ 2,7 bilhões. É quase uma “recuperação judicial” à parte.
Negócios
Portas escancaradas
27/02/2018Acionistas e credores da PDG estão tentando empurrar parte do capital da construtora para um fundo árabe que já tem negócios em real estate no Brasil. A injeção de dinheiro novo é tratada como fundamental para a sobrevivência da companhia, às voltas com uma recuperação judicial e uma dívida superior a R$ 5 bilhões.
Arrumação da casa
26/01/2018Com uma dívida de quase R$ 8 bilhões, a PDG planeja passar adiante ao menos três dos 19 empreendimentos imobiliários que compõem sua carteira, notadamente projetos ainda em fase inicial. Mesmo após a aprovação do seu plano de recuperação judicial, a empresa estaria encontrando dificuldades para obter crédito novo. Em tempo: em seus anos dourados, especialmente 2012, a PDG chegou a tocar a mais de 300 obras simultaneamente.