Arquivos BTG - Relatório Reservado

Tag: BTG

Destaque

L Catterton mira a porta de saída do St. Marche com o BTG à espreita

10/11/2025
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O St. Marche atravessou a tormenta: fechou um acordo com os credores para a renegociação de R$ 530 milhões em dívidas e saiu da recuperação extrajudicial. Virada esta página, o L Catterton – acionista majoritário, com 70% – volta-se agora à venda de parte ou mesmo da totalidade das suas ações. Corre à boca miúda que o fundo norte-americano conversa com private equities interessados no negócio – entre eles, uma grande gestora brasileira. Mas talvez o nome do potencial comprador já esteja dentro de casa. No mercado, há rumores de que o BTG pode assumir o controle do St. Marche. O banco de André Esteves detém cerca de R$ 280 milhões em créditos contra a rede de supermercados, por meio de um fundo. A conversão de debt em equity combinada à aquisição das ações em poder do L Catterton daria ao BTG o controle da rede de supermercados paulista. A ver.

Há pelo menos um ano, o L Catterton ensaia sua saída do St. Marche. A instabilidade financeira da rede varejista sempre foi um empecilho. Agora, a situação é diferente. A empresa colocou as contas em ordem, com a regularização do pagamento a fornecedores e fluxo de caixa suficiente para tocar a operação. Com isso, o St. Marche voltou a ser um ativo de valor no processo de consolidação do varejo alimentar. Trata-se de uma rede premium encravada na maior economia do país, São Paulo. São 30 lojas, com faturamento superior a R$ 1 bilhão por ano. Procurado pelo RR, o St. Marche limitou-se a confirmar a saída da recuperação extrajudicial e a normalização dos pagamentos a fornecedores. Consultada especificamente sobre a venda da participação do L Catterton, a empresa não se manifestou. O BTG, por sua vez, não quis comentar o assunto.

#BTG #St. Marche

Futebol

Vira-casaca do BTG enfraquece posição do Flamengo na Libra

31/10/2025
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A relação entre o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, e o BTG azedou. O motivo foi a decisão do banco de virar casaca, ou seja, abandonar a Libra (Liga do Futebol Brasileiro), encabeçada pelo rubro-negro, e se unir à rival Liga Forte União (LFU). “Bap” tentou evitar a deserção, sem sucesso. Com esse movimento, a Libra fica sem um sócio financeiro, diferentemente da LFU, que passa a ter uma linha de ataque formada pelo banco de André Esteves e pela XP, aliada de primeira hora. A tendência agora é que o BTG leve consigo alguns dos clubes que compõem a Libra, ampliando a fragilidade do projeto e enfraquecendo a posição do Flamengo, que sempre se mostrou resistente a qualquer modelo de associação com a LFU.

 

Créditos da Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo

#BTG #Flamengo

Negócios

BTG e Taesa articulam parceria para comprar linha de transmissão da Brookfield

20/10/2025
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Informação que circula em petit comité no setor de energia: BTG e Taesa, leia-se Cemig e a colombiana ISA, ensaiam uma aproximação para a aquisição em conjunto de ativos da Quantum Participações, braço da Brookfield na área de transmissão. As negociações envolvem a compra do projeto Mantiqueira, que reúne mais de 1.200 km de linhas e 18 subestações. O valuation gira em torno de R$ 5 bilhões. A chinesa State Grid e o Grupo Energía Bogotá também estão na disputa. A possível união entre BTG e Taesa juntaria a capacidade financeira de um com a experiência técnica e operacional de outro. O banco de André Esteves, ressalte-se, tem feito investimentos significativos no segmento de transmissão. No leilão realizado pela Aneel em março do ano passado, arrematou três lotes, com aportes totais da ordem de R$ 6,5 bilhões.

#BTG #Taesa

Destaque

BTG amplia seu latifúndio florestal com aporte na Cosan

29/09/2025
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A entrada no capital da Cosan é uma operação de várias camadas para o BTG. O mercado começa a destrinchar outros negócios dentro do negócio que despertaram o interesse do banco de André Esteves.

É o caso da Radar, empresa de propriedades agrícolas pertencente ao grupo sucroalcooleiro e à Nuveen Natural Capital, por sua vez controlada pelo Teachers Insurance and Annuity Association of America (TIAA), o poderoso fundo de pensão norte-americano, com mais de US$ 1 trilhão de patrimônio.

Ao se associar à Cosan, o BTG coloca o pé, ainda que indiretamente, em um portfólio com 315 mil hectares em terras, avaliadas em mais de R$ 18 bilhões. Trata-se de um ativo que se encaixa à perfeição com o Timberland Investment Group (TIG), braço de gestão florestal do banco, um latifúndio com 3,8 milhões de hectares na América Latina e nos Estados Unidos e valuation superior a US$ 7,5 bilhões.

No mercado, surgiram, inclusive, rumores de que o acordo fechado com a Cosan permitiria ao BTG incorporar, desde já, a participação do grupo na Radar, assumindo, portanto, uma posição direta no capital da empresa. Consultado pelo RR, o banco negou. Está feito o devido registro. A Cosan, por sua vez, silenciou sobre o assunto, preferindo não comentar.

Pode ser que uma eventual consolidação da Radar venha apenas daqui a seis anos, quando o BTG terá a possibilidade de assumir o próprio controle da Cosan, com base no acordo firmado com Rubens Ometto. Pode ser que venha antes. Tudo tem seu tempo.

O fato é que, direta ou indiretamente, ao ter a Radar sob sua órbita, o banco de André Esteves amplia seu poder de fogo em um negócio estratégico. Por uma combinação de fatores – da busca por segurança alimentar às pressões do mercado por investimentos ESG –, terra tornou-se objeto de cobiça de fundos soberanos, private equities, grandes gestoras de previdência privada mundo etc.

Nos últimos três anos, por meio do Timberland Investments, o BTG tem feito investimentos contundentes nessa área, algumas ao lado de parceiros de peso.

Em agosto, por exemplo, o TIG se uniu à Klabin e à British Columbia Investment Management Corporation (BCI), um dos maiores investidores institucionais do Canadá, na criação de uma plataforma de terras florestais no Sul do Brasil.

Na paralela, o Timberland vem fechando acordos com grandes grupos internacionais, como a Microsoft e a Meta, dona do Instagram e do Facebook, para a venda de créditos de carbono.

#BTG #Cosan

Destaque

SAFs: investidores entram no “tapetão” contra aumento de carga tributária

19/09/2025
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As SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) montaram uma linha ofensiva em Brasília na tentativa de virar o jogo da reforma tributária, leia-se atenuar o impacto do novo arcabouço sobre os clubes-empresa. Entre os investidores que partiram para o ataque estariam o BTG, à frente da criação da SAF do Fluminense, XP Investimentos, parceira da Portuguesa de Desportos, e o empresário mineiro Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH e do Cruzeiro.

Trata-se de uma partida disputada em dois gramados. No Congresso, as articulações passam pela apresentação de um projeto de lei complementar estabelecendo a redução das alíquotas fixas dos impostos federais e a exclusão da base de incidência de receita específicas, como cessão de atletas e prêmios de performance.

Segundo informações obtidas pelo RR, os principais interlocutores são os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), relator da Lei das SAFs, e Eduardo Braga (MDB-AM). As Sociedades Anônimas e os bancos ligados a elas enxergam uma margem de negociação com os parlamentares, uma vez que a regulamentação do IBS e da CBS ainda depende de legislação complementar a ser aprovada pelo Congresso.

Além da negociação política, os investidores discutem a possibilidade de recorrer à Justiça, questionando a mudança do marco tributário do futebol por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ou Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs). Consultado, BTG, XP e o empresário Pedro Lourenço não se pronunciaram.

Por ora, as SAFs estão perdendo o jogo por um a zero. Com a aprovação da Lei Complementar 214/2025, sua carga tributária aumentará gradativamente a partir de 2027 até chegar a 8,5% da receita bruta em 2033, com a inclusão da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), 1,5%, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), 3%.

Hoje, as Sociedades Anônimas pagam o equivalente a 5% do faturamento bruto nos cinco primeiros anos e 4% a partir do sexto ano. Ou seja: o custo com o recolhimento de gravames vai mais do que duplicar.

As SAFs alegam que o novo regime tributário vai dificultar consideravelmente a entrada de novos players no setor e provocar a desistência de investidores já presentes no futebol brasileiro. Hoje, existem 117 SAFs no Brasil.

Cinco delas disputam a Série A do Campeonato Brasileiro – Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Vasco. Todas foram constituídas com base em um regime tributário prestes a ser jogado para escanteio.

#BTG #SAFs #XP

Mercado

BTG é mais do que um credor para a Aeris

25/07/2025
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O BTG, ao que parece, está em uma categoria “especial” entre os credores da Aeris, fabricante de equipamentos de energia eólica da família Negrão. O que se diz no mercado é que o banco de André Esteves tem auxiliado o clã nas negociações com outras instituições financeiras para a renegociação do passivo da companhia. A dívida total supera R$ 1,5 bilhão.

O entrosamento entre o BTG e a Aeris tem alimentado especulações sobre a possível entrada do próprio banco no capital da empresa. Procurado pelo RR, o BTG não quis comentar o assunto.

Recentemente, o BTG fechou um acordo com a companhia para a renegociação de uma dívida em torno de R$ 200 milhões, referente ao financiamento de uma subscrição de ações em 2023. Com isso, os Negrão ganharam mais dois anos para recomprar os direitos econômicos sobre os papéis – os direitos políticos pertencem à família. Isso até lá não houver um novo acordo dentro do acordo, dando ao BTG a efetiva posse das ações e consequentemente poder de voto na Aeris. A ver.

#BTG

Finanças

BTG quer crescer em gestão de fortunas na Europa

16/07/2025
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Dois anos após comprar o FIS Privatbank, de Luxemburgo, o BTG voltou a prospectar aquisições na Europa. O alvo é o segmento de gestão de fortunas. Segundo informações filtradas pelo RR, o banco trabalha com a meta de chegar a dez bilhões de euros na área de wealth management (WM) em até dois anos – sua carteira atual gira em torno de 6,5 bilhões de euros. O projeto de expansão é capitaneado pelo executivo Ricardo Borgeth, head de WM do BTG Pactual Europe. Uma parcela expressiva dos recursos sob gestão do banco na Europa tem sido destinada a investimentos em real estate. Fundos do BTG Europe somam aproximadamente 400 milhões de euros, a maior parte alocada em empreendimentos em Portugal. Nos últimos meses, o banco passou a comprar também ativos imobiliários na Espanha, mais precisamente na região de Madri.

#BTG

Destaque

Com DNA do BTG, Nio invade território das grandes operadoras de celular

11/07/2025
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Vivo, TIM e Claro vão ganhar um concorrente com o selo BTG de capacidade de investimento. A Nio, que herdou a operação de fibra óptica da antiga Oi, prepara-se para um salto estratégico que pode redesenhar sua atuação no mercado brasileiro de telecomunicações. A empresa pertencente à V.tal, por sua vez controlada por fundos de investimento do banco de André Esteves, pretende começar sua atuação como operadora móvel virtual (MVNO) até o primeiro trimestre de 2026.

A partir desse movimento e da sua rede banda larga, a companhia vislumbra a possibilidade de montar um ecossistema de conectividade digital, aproveitando sua base de mais de quatro milhões de clientes para integrar soluções fixas e móveis, notadamente para o mercado corporativo. Nesse caso, a aposta no modelo MVNO é mais um meio do que um fim em si próprio. Ou seja: a empresa quer entrar na telefonia celular como forma de fidelizar ou fisgar novos clientes para entrar com um pacote de serviços convergentes. Consultada pelo RR, a Nio não se manifestou. 

O que não falta à Nio é fôlego financeiro. O BTG já investiu mais de R$ 10 bilhões no negócio. Outro acionista importante é o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que entrou no capital em 2022 com o aporte de R$ 2,5 bilhões. No radar da empresa, está também a venda de conectividade veicular, como SIMs embarcados para carros conectados. Outra possibilidade seria atuar como MVNE (enabler), viabilizando a entrada de marcas no mercado de telefonia móvel por meio de parcerias white-label.

Isso abriria uma nova frente de receita para a Nio, baseada na prestação de infraestrutura e serviços de suporte para terceiros. Com essa arquitetura flexível, a companhia poderia disputar espaço não só com operadoras tradicionais, mas também com fintechs e marketplaces que buscam integrar serviços móveis em suas plataformas — como já fazem o Banco Inter e a Surf Telecom. 

#BTG #Claro #TIM #Vivo

Destaque

Recuperação judicial empurra Grupo Safras na direção do BTG

20/06/2025
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O BTG desponta como um personagem-chave em uma dos maiores e mais controversas recuperações judiciais em curso no agronegócio brasileiro. Bancos credores do Grupo Safras trabalham com a possibilidade de conversão de dívidas em participação acionária. Entre as instituições financeiras, há um entendimento de que os controladores do conglomerado, Pedro Moraes Filho e Dilceu Rossato, têm pouca margem de manobra para a repactuação do passivo de R$ 1,8 bilhão.

Segundo a fonte do RR, o BTG seria o maior interessado na transformação de debt em equity e na consequente entrada no capital da companhia. Ao que parece, o banco enxerga um cavalo encilhado passando à sua frente. E, nessas horas, como bem se sabe, a casa bancária de André Esteves costuma usar esporas bem afiadas. Há uma notória sinergia entre o Safras, um dos maiores grupos de originação, processamento e armazenamento de grãos do Brasil, e a Engelhart Commodities Trading Partners (ECTP).

Trata-se da trading de commodities agrícolas do BTG. Sediada em Londres, a empresa movimenta mais de oito milhões de toneladas de grãos por ano. Em 2024, protagonizou uma das maiores emissões de Certificados de Direito Creditório do Agronegócio (CDCAs), levantando R$ 8,5 bilhões.

Ressalte-se que já existe um ponto de interseção entre o Safras e a Engelhart. Mais do que isso: uma amarra que aumenta a dependência do conglomerado agrícola em relação ao BTG. Uma das maiores unidades de processamento de soja do Safras, localizada em Cuiabá, opera quase que exclusivamente para a Engelhart. São fios que vão atando um lado ao outro e colocando o BTG em uma posição privilegiada em relação às decisões sobre o futuro da companhia agrícola.

Consta, inclusive, que recentemente o banco concedeu ao Safras uma carta de crédito “standby” no valor de US$ 6 milhões tendo como garantia um imóvel de acionistas da empresa. Procurado, o BTG não quis comentar o assunto. O RR enviou também uma série de perguntas ao Grupo Safras e fez seguidos contatos, por meio de sua assessoria de imprensa, mas a empresa não retornou até o fechamento desta matéria.

O processo de recuperação judicial do Grupo Safras está longe de ser algo simples. Trata-se de um imbróglio rumoroso, cheio de idas e vindas. Em maio, a juíza Giovana Pasqual de Mello, da 4ª Vara Cível de Sinop (MT), autorizou o pedido de RJ. Menos de duas semanas depois a desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), acolheu liminar de credores e determinou a suspensão do processo por irregularidades na documentação apresentada pelo grupo empresarial.

O Safras recorreu ao STJ, mas a Corte manteve a decisão da desembargadora. Paralelamente, o grupo tem sofrido outras derrotas na Justiça, incluindo o arresto de bens por credores. A própria unidade de Cuiabá que atende à Engelhart/BTG está no meio de um contencioso. A Carbon Participações conseguiu uma decisão judicial para assumir a gestão da fábrica. A Carbon administra a massa falida da Olvepar, empresa que era dona da planta e a arrendou para a Allos Participação.

Segundo a companhia, posteriormente a Allos teria subarrendado a instalação para o Grupo Safras sem autorização da Justiça. O Safras tenta recuperar a posse na Justiça.

#BTG

Mercado

Falta de dinheiro sobre a mesa trava venda da HSI Investimentos

18/03/2025
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As negociações para a venda da HSI Investimentos, uma das maiores gestoras de fundos imobiliários do Brasil, com uma carteira de quase R$ 14 bilhões, estão travadas. O motivo do engasgo é a recusa dos interessados em aportar recursos no negócio. Os principais candidatos, Vinci Partners e BTG, condicionam a operação a uma troca de ações, sem pagamento em dinheiro. O fundador da HSI, Máximo Lima, resiste. Consta que Lima esperava ofertas mais agressivas, além de outros pretendentes, como a Pátria Investimentos. Ocorre que esta última não demonstrou apetite. Talvez por ainda estar digerindo a aquisição da VBI Real Estate, em agosto do ano passado.

#BTG #HSI #Vinci Partners

Destaque

O que o BTG vai fazer com tantos precatórios e moedas podres

27/02/2025
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A compulsão de André Esteves por precatórios e créditos podres chega a ser intrigante. Nenhum outro banco no Brasil tem demonstrado tanto apetite pela compra desses papéis quanto o BTG. A instituição financeira não abre seus números no chamado segmento de “special situations”.

Mas a Enforce, seu braço de recuperação de crédito, diz ter R$ 100 bilhões sob gestão nas mais diversas classes de ativos. O que Esteves está enxergando nesse “junk money”? Que sussurros chegam aos seus ouvidos? Há algumas peças se mexendo no tabuleiro, notadamente no que diz respeito aos precatórios.

Existe, por exemplo, um lobby de fora para dentro do governo pelo uso desses títulos para pagamentos de concessões. Os defensores da medida alegam que seria uma forma de deslanchar o programa de concessões e consequentemente os investimentos em infraestrutura. Trata-se de uma pauta de crescente interesse do BTG.

O banco vem participando seguidamente de licitações rodoviárias. Recentemente, disputou – e perdeu – as licitações da Rota dos Cristais (BR-040/MG-GO), da Rota do Zebu (BR-262/MG) e da Rota Verde (BR-060 e BR-452). O assunto, no entanto, é repleto de ziguezagues. Em maio de 2023, a Advocacia Geral da União (AGU) suspendeu a possibilidade de quitação de outorgas por meio de precatórios.

Em abril deste ano, após o julgamento de uma matéria correlata no STF, a mesma AGU recomendou aos ministérios e agências que aguardem por uma nova regulamentação para definir se esses títulos podem ou não ser aceitos na compra de concessões. O tema está em análise na Fazenda. E o mais provável é que por lá derreta. 

Julio Bozano é uma boa, talvez a melhor, inspiração para André Esteves. Em 1994, Bozano comprou a Embraer usando uma bolada de moedas podres – títulos da Sunamam e da Siderbrás. Quase três décadas depois, o então ministro Paulo Guedes chegou a pensar na ressurreição da proposta de criar um fundo de precatórios, que poderiam ser usados pelo seu valor de face para a compra de estatais – parte dos recursos ainda seria destinada a programas sociais.

A ideia não andou. E, agora, ao menos no curto prazo, não será em privatizações que Esteves poderá usar sua montanha de créditos embolorados. Pelo simples fato de que o governo Lula não vai fazer privatização alguma. Ainda assim, há outras possibilidades no horizonte. Uma delas seria o uso de precatórios para a compra de terras improdutivas.

A União é dona de um sem-fim de áreas devolutas ou desapropriadas. Outra hipótese eventualmente tateada pelo BTG seria a aquisição de imóveis da União. Existe um grande número de propriedades passíveis de serem vendidas – ressalte-se nada perto da cifra onírica de R$ 1 trilhão que um dia chegou a ser propalada pelo ministro Paulo Guedes.

Projeções lunáticas à parte, o próprio governo Bolsonaro mapeou uma relação de ativos imobiliários avaliados em US$ 89 bilhões. A gestão Lula pouco ou nada andou nessa seara – como em tantas outras. No ano passado, levantou míseros R$ 5,7 milhões com a venda de imóveis e terrenos da União. 

O BTG é um intenso comprador de precatórios. Em seu site, tem uma página dedicada à aquisição desses papéis. Aos interessados, garante a quitação do pagamento em até cinco dias. Além de outras serventias que possam ter futuramente, os títulos públicos judiciais podem ser usados para o pagamento de dívidas ativas com a União mediante programas especiais de renegociação de débitos tributários lançados pela União, estados e municípios.

É o caso do governo de São Paulo. No fim do ano passado, a gestão Tarcísio de Freitas passou a aceitar precatórios para a quitação de tributos em aberto. Procurado pelo RR, o BTG não se pronunciou.

Cabe ressaltar que, além dos precatórios, o BTG tem também um caldeirão de moedas podres. Trata-se de um sopão que vem sendo misturado e fervido há mais de uma década. Começou em 2013, quando o banco comprou os despojos do antigo Bamerindus. Depois, foi engolindo créditos inadimplidos em sequência, como os do BVA e do Banco Econômico.

Em 2021, adquiriu uma carteira de crédito do Banco do Brasil no valor de R$ 2,9 bilhão, pagando apenas 10% desse valor.  No ano seguinte, incorporou os ativos e passivos do finado Banco Econômico. No mercado, o BTG é apontado como forte candidato a ficar também com o espólio do Banco Santos.

A Enforce é uma empresa de recuperação de crédito. Ou seja: compra carteiras de empréstimos com elevados deságios e depois vai bater na porta do devedor para cobrá-lo. Qualquer cifra que receber a mais do que pagou, já está no lucro. Esse é o ganho, digamos assim, direto.

Mas existem outras possibilidades de o BTG tirar proveito da compra das carteiras de ativos e passivos de bancos quebrados. Uma delas é usar prejuízos fiscais para abater seu próprio custo tributário. Outra é extrair valor de disputas judiciais, precatórios ou títulos e valores mobiliários que vêm junto no mesmo bolo. Se bem espremidos, são frutos que ainda dão suco.  

#BTG

Negócios

BTG afia a navalha para cortar os excessos do Julius Bauer

10/01/2025
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No mercado já se dá como certo que o BTG vai enxugar consideravelmente a equipe do Julius Bauer no Brasil – operação adquirida no início desta semana por R$ 615 milhões. Além da natural superposição de cargos, o custo de manutenção dos principais gestores do banco suíço é tido como elevado. Nos últimos anos, na tentativa de conter o êxodo de executivos, a instituição elevou significativamente salários e bônus de performance. Com a aquisição, o BTG incorpora uma carteira de ativos sob gestão e custódia no total de R$ 70 bilhões. Segundo fonte que participou das negociações, desde o início do processo de venda, o banco de André Esteves foi o candidato que se sentou à mesa de forma mais agressiva, despontando como favorito para sacramentar a operação – conforme o RR antecipou. Procurado, o BTG não quis se pronunciar.

#BTG

Negócios

BTG já está com meio corpo fora da Aeris

13/12/2024
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Há informações de que o BTG, principal acionista da Aeris, já teria aceitado a oferta da chinesa Sonoma pelo controle da fabricante de pás eólicas. Ficaria faltando, portanto, aos asiáticos acertar os ponteiros com a família Negrão, fundadora da empresa. A proposta da Sinoma foi encaminhada no mês passado por intermédio da consultoria Estáter – conforme informou, na última terça-feira, o Pipeline, do Valor Econômico. A participação do BTG, em torno de 37% do capital, está atrelada a um financiamento que garantiu o follow on de R$ 400 milhões realizado pela Aeris no fim do ano passado. Em tese, a família teria de comprar as ações de volta em um prazo de dois anos. Sublinhe-se o “teria” caso a venda da empresa para a Sonoma venha a ser consumada, como tudo indica que será. Procurados, BTG e Aeris não se pronunciaram.

#BTG

Empresa

Take over frustrado da Hypera deixa rusgas entre EMS e BTG

11/11/2024
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Circula à boca miúda entre pessoas próximas ao empresário Carlos Sanchez que a sua relação com o BTG anda azeda. Sanchez, dono da EMS, estaria debitando a fracassada tentativa de fusão com a Hypera na conta do banco, estrategista da operação. Consta que partiu da instituição financeira a ideia de que o empresário montasse uma posição acionária na concorrente – comprou em mercado quase 5% do capital – para chegar com um trunfo à mesa de negociações. Pode ser. Mas quem conhece Sanchez de perto sabe muito bem que a responsabilidade do BTG pela atabalhoada negociação vai até a página 3.

A partir dali pesou o estilo agressivo do empresário, que tentou impor a fusão. Deu no que deu: João Alves de Queiroz Filho, o Junior, acionista de referência da Hypera, raspou o tacho dos papéis em bolsa, aumentou sua participação e fechou às portas à investida da EMS. Ainda assim, no entorno de Sanchez, a aposta é que ele vai voltar à carga. Com ou sem o BTG.

#BTG #EMS #Hypera

Destaque

BTG se une à chinesa Neta Auto para a produção de veículos elétricos

1/11/2024
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Qual é o banco de André Esteves nos carros da Neta Auto no Brasil: o do carona ou do motorista? Essa é a pergunta que tem sido feita na indústria automotiva no rastro da mais nova montadora chinesa a chegar no país. A relação entre o BTG e a companhia tem suscitado especulações no setor. Para todos os efeitos, o banco veste o figurino de financiador. Em setembro, a Neta Auto obteve junto ao BTG um empréstimo de R$ 1 bilhão para dar ignição em sua operação brasileira – leia-se a importação de automóveis, o desenvolvimento de uma estrutura de recarga e a abertura de concessionárias.
O curioso é que a divulgação de um acordo dessa dimensão ficou praticamente restrita a algumas poucas publicações chinesas. No Brasil, a informação parece ter sido convenientemente envolta em uma nuvem de monóxido de carbono, a mesma que não permite se ver com muita clareza a posição do banco de André Esteves nessa engrenagem. Entre executivos do setor automotivo ouvidos pelo RR, não falta quem enxergue o montante de R$ 1 bilhão a ser desembolsado pelo BTG como um aporte de capital travestido de empréstimo, que daria ao banco uma participação societária relevante na operação da Neta Auto no Brasil.
Assim como uma posição estratégica em um dos negócios mais promissores da economia do futuro, a produção de veículos elétricos. O mercado brasileiro poderia ser – por que não? – apenas a primeira parada dessa dobradinha entre o BTG e os chineses. Além do Brasil, a Neta está expandindo seus negócios para o México, Equador e Costa Rica. O RR encaminhou uma série de perguntas ao BTG, mas o banco não quis comentar o assunto.
Fundada há exatamente uma década, a Neta Auto é uma das principais representantes do bloco conhecido como new energy vehicle (NEV), startups do setor automotivo que já nasceram voltadas à produção de automóveis eletrificados. A montadora é controlada pela holding Hozon Auto, que, por sua vez, tem como principais acionistas as chinesas CRRC Capital, 360 Security Technology e Shenzen Capital Group, braço de investimentos do governo da província de Shenzen. No momento, está em processo de IPO na Bolsa de Hong Kong. Desde 2014, concluiu dez rodadas de capitalização, nas quais levantou um total de US$ 2,75 bilhão.
No Brasil, a Neta está dando a largada oficialmente nesta semana, com o início das vendas de dois modelos de carros elétricos, o Neta Aya e o Neta X. Seria apenas um test driver. A montadora já planeja instalar uma fábrica no país, seguindo os passos das conterrâneas BYD e GWM. Teria no BTG um luxuoso parceiro para o empreendimento. O banco, ressalte-se, não é passageiro de primeira viagem na indústria automotiva. Em 2010, tornou-se sócio da Mitsubishi no Brasil, um investimento em grande parte guiado pela relação de amizade entre André Esteves e o empresário Eduardo Souza Ramos, que tem a representação para o uso da marca da montadora japonesa no país.

#BTG #veículos elétricos

Futebol

Será que o BTG vai virar casaca?

31/10/2024
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As tratativas entre o BTG e o Fluminense em torno da criação da SAF deram uma esfriada nas últimas semanas. O motivo é aproximação do banco com o Vasco. As conversas passam por múltiplas possibilidades: um empréstimo, a preparação da SAF do Vasco para a entrada em recuperação judicial e até mesmo a compra de parte das ações da empresa que pertenciam ao finado fundo norte-americano 777 Partners. A fatia, equivalente a 31% do capital da SAF do Vasco, está nas mãos da seguradora norte-americana A-CAP, que herdou a participação ao executar dívidas contra a 777. O curioso é que BTG e Fluminense caminham juntos há pelo menos dois anos. Talvez o banco queira vestir outra camisa.

#BTG #Fluminense

Energia

PetroRecôncavo está de volta ao radar da endinheirada Eneva

16/10/2024
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O follow-on da Eneva, concluído na semana passada, tem causado frenesi no mercado. O que se diz é que a empresa vai partir com tudo para aquisições e fusões em óleo e gás. Nos últimos dias, circula a informação de que a Eneva retomou conversas com a PetroRecôncavo. O que não lhe falta é calibre financeiro. Com a nova emissão de ações, a empresa levantou R$ 3,2 bilhões. Como se não bastasse, tem como principais acionistas o BTG e os Moreira Salles. Consultada, a Eneva não quis comentar o assunto.

#BTG #Eneva

Empresa

Há muitas linhas cruzadas na sucessão da Oi

8/10/2024
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A troca na presidência da Oi tem gerado burburinhos dentro da companhia. Há quem diga que a iminente saída de Mateus Affonso Bandeira, apenas dez meses após assumir o cargo, se deve a divergências com integrantes do Conselho. Principalmente com Rodrigo Abreu, justamente o CEO que antecedeu Bandeira. É uma história de frenéticas trocas de posição e uma boa dose de intriga. Abreu foi afastado do comando da companhia em janeiro deste ano, permanecendo apenas no board. Acabou substituído por Bandeira que, à época, era membro independente do Conselho. Talvez, nesse vai e vem, tenham ficado ressentimentos.

 

A rigor, Mateus Bandeira teria sido nomeado, desde o início, para um mandato temporário. Ainda assim, a nova troca na presidência causou certa surpresa dentro da Oi. O executivo conduziu a venda da Oi Fibra para a V.tal, controlada por fundos do BTG, e, sobretudo, as negociações com a Anatel em torno da migração da empresa do regime de concessão para autorização, movimento fundamental para que a Oi se livre de uma série de amarras regulatórias. Procurada pelo RR, a empresa não quis comentar

#BTG #Oi

Futebol

BTG quer acelerar o jogo da SAF do Fluminense

4/10/2024
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O BTG já demonstra impaciência com o vai e vem da direção do Fluminense, que dura quase dois anos. O banco quer acelerar as tratativas para a criação da SAF e, consequentemente, a busca de um investidor. Há perguntas fulcrais ainda sem resposta: o presidente do clube, Mario Bittencourt, vai topar abrir o capital da SAF ou apenas quer usar o modelo para buscar outras formas de financiamento, como a emissão de debêntures? Se abrir o capital, está disposto a vender o controle? E, no meio de tantas incertezas, ainda paira sobre o Fluminense e – por que não dizer? – sobre o próprio BTG o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A queda alteraria as receitas do clube em 2025, por extensão depreciando o valuation da SAF. Consultado, o BTG não se pronunciou.

#BTG #Fluminense #SAF

Finanças

C6 Bank pisa nos calcanhares da concorrência

19/09/2024
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O C6 Bank, capitaneado por um grupo de ex-partners do BTG, tem chamado a atenção de outras casas de investimento. A instituição vem adotando uma estratégia comercial mais agressiva, o que incluiria a abordagem de clientes da concorrência. O objetivo é engordar o recém-criado C6 Graphene, segmento para um público de mais alta renda – investidores com mais de R$ 5 milhões. Não faz mais do que a sua obrigação, diriam nove entre dez banqueiros. A exceção, provavelmente, seria um tradicionalíssimo banco, mas tradicionalíssimo mesmo, que não anda muito satisfeito com as investidas sobre seus clientes. Em contato com o RR, o C6 Bank disse que sua meta é “ser referência no ‘banking’ do private banking”. Sobre a abordagem de investidores, o banco afirma que concorre “com todas as instituições financeiras que atendem o público private no Brasil”.

#BTG #C6 Bank #Investimento

Destaque

O que o BTG enxergou no Magazine Luiza e na Lojas Marisa?

6/09/2024
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Há muito em comum, além da consonância fonética, entre Magazine Luiza e Lojas Marisa: as dores da crise do varejo, aumento do passivo, necessidade de aporte emergencial dos controladores, o atropelamento pelas plataformas de e-commerce chinesas e… o BTG. A presença do banco de André Esteves nas duas redes varejistas – seja como credor, seja como acionista – tem provocado alvoroço no setor, alimentando diversas conjecturas a respeito dos seus próximos passos e do futuro de ambas as empresas.

Entre executivos do varejo ouvidos pelo RR, há quase um consenso de que o BTG está pavimentando o caminho para ter ingerência no management tanto do Magazine Luiza quanto da Marisa. Até por conta de uma boa dose de dependência financeira, tanto Luiza Helena Trajano quanto os Goldfarb, controladores da Marisa, têm uma boa relação com o BTG. No setor, é sabido que, além do respaldo financeiro, o banco tem atuado como uma espécie de consultor informal das duas empresas para o enfrentamento da delicada situação do varejo.

Ou seja: o BTG está em uma posição privilegiada para os mais variados fins: desde participar ativamente da reestruturação das duas companhias até mesmo a costurar possibilidades de M&A. Para ambas ou entre ambas. Com a sua onipresença, é mais do que provável que, entre os cenários contemplados pelo banco de André Esteves, esteja a hipótese de uma associação ou uma combinação de ativos entre o Magazine Luiza e a Marisa.

À primeira vista, há complicadores para uma eventual criação deste “Magazine Mariluiza”. As duas atuam em segmentos distintos: a Marisa está focada exclusivamente em moda feminina; a Luiza é uma grande loja de departamentos. Nada, no entanto, que não poderia ser equacionado, por exemplo, com a manutenção das duas marcas e das operações separadas e a criação de uma nova holding para capturar as sinergias entre as duas empresas.

Não custa lembrar que logo ali, no passado recente, em 2019, ambas firmaram uma parceria para o compartilhamento de pontos de venda, notadamente para a retirada de produtos comprados pela internet. Consultados pelo RR, BTG e Marisa responderam que não comentariam o assunto. O Magazine Luiza, por sua vez, não se pronunciou.

Seja qual for o roteiro traçado pelo BTG, trata-se de um percurso lento, gradual e seguro, sem afobação, um trajeto que parece ter sido meticulosamente calculado pelo banco. No caso da empresa de Luiza Helena Trajano, o BTG já tem um pé no capital, com quase 6% das ações.

E, como se sabe, com um único pé, o banco de Esteves costuma ser quase uma centopeia. A qualquer ordem de compra de um volume mais expressivo de ações da rede varejista na B3, o mercado logo levanta a lebre de que fundos ligados ao BTG estão por trás da operação. Assim tem sido desde o início do ano, quando do aumento de capital privado feito pelo Magazine Luiza.

O banco não apenas entrou com R$ 250 milhões como também garantiu o funding – “por meio da celebração de determinados contratos e acordos de derivativos” – para Luiza Helena Trajano injetar R$ 1 bilhão na companhia.

Não se sabe ao certo a dimensão do financiamento e o quanto isso pode representar em termos de ações. Mas, desde então, o varejo especula fortemente a possibilidade de o BTG converter o valor do aporte e do funding em uma participação societária ainda maior no Magazine Luiza – conforme o RR antecipou.

Em relação à Marisa, não consta que o BTG tenha participação societária. Mas, a essa altura, isso é só um detalhe. O banco é um dos maiores credores da rede varejista, praticamente um arrimo financeiro no longo e ainda errático processo de reestruturação da empresa.

Segundo o balanço da Marisa, somente entre abril e junho deste ano a empresa obteve três notas comerciais junto ao BTG, nos valores exatos de R$ 100.002.000,00, R$ 150.000.000,00 e R$ 50.000.000,00. Em novembro do ano passado, captou outros R$ 55.000.000,00 junto ao banco.

Ou seja: a família Goldfarb está indexada a André Esteves. Se assim o quiser – ou, talvez seja melhor dizer, quando quiser – o BTG tem um notório poder de fogo para, digamos assim, negociar a conversão de seus créditos em participação acionária.

Ressalte-se que a Marisa vive uma situação financeira proporcionalmente pior do que a do Magazine Luiza, o que consequentemente a torna um alvo mais vulnerável à investida do BTG.

#BTG #Magazine Luiza #Marisa

Destaque

Vivo quer ser uma das grandes fintechs do Brasil

29/08/2024
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Os dois serviços de crédito pessoal recém-anunciados pela Vivo – PIX parcelado e antecipação do saque-aniversário do FGTS – são apenas a ponta do iceberg. A operadora de telefonia pretende construir, tijolo por tijolo, um amplo ecossistema de produtos financeiros, nos moldes da estratégia desenvolvida pela Telefónica, sua controladora, na Espanha e em outros países. A empresa já solicitou ao Banco Central licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD). Os ibéricos estão convictos de que têm uma jazida de ouro dentro de casa: sua carteira com mais de 110 milhões de clientes no Brasil, sendo 98 milhões na telefonia móvel.

Que fintech parte de uma base como essa?

Segundo informações apuradas pelo RR, a Vivo já tem estudos para comercializar crédito direto ao consumidor, empréstimos consignados, seguros pessoais e soluções de pagamento digital. Trata-se de um mosaico de produtos pensados para pessoa física. Mas a companhia vê espaço para, em um segundo momento, oferecer crédito e outros serviços mais para seus clientes corporativos.

As peças parecem se juntar em um encaixe perfeito. Além das operações de telecomunicação stricto sensu, nos últimos dois anos a Vivo avançou significativamente no segmento comercial por meio de contratos de armazenamento em nuvem, cibersegurança, big data e venda e aluguel de equipamentos de TI. Entre 2022 e 2023, as receitas com essas rubricas cresceram 20%, atingindo a marca de R$ 3,5 bilhões. Procurada pelo RR, a Vivo não se pronunciou.

Os espanhóis dispõem de instrumentos cruzados para alavancar os negócios dessa ˜Vivo fintech”. A princípio, todos os produtos financeiros ficarão concentrados na Vivo Pay, plataforma lançada, ou melhor, relançada no último mês de março, a partir da antiga Vivo Money. Esta última, ressalte-se, tinha como modelo a Movistar Money, app de crédito pessoal da Telefónica na Espanha e em países da América Latina, como México e Colômbia.

A Vivo dispõe também da Wayra, seu braço de venture capital. O fundo será um importante veículo para a incorporação de fintechs no Brasil. Intramuros, os ibéricos discutem também a possibilidade de atrair novos parceiros para o negócio. Ou, quem sabe, “velhos” parceiros. No mercado, fala-se do interesse da Polígono Capital, leia-se BTG e Prisma Capital, de aumentar seus investimentos na Vivo Pay.

A dupla já aportou cerca de R$ 250 milhões na plataforma. Há informações também de que a Vivo avalia aumentar os subsídios para a venda de smartphones em suas lojas ou, em determinados casos, oferecer o dispositivo quase que gratuitamente. Seria uma forma de colocar a sua “fintech” na mão de um número maior de clientes e de acelerar o ritmo de crescimento do seu braço financeiro.

#BTG #Vivo

Destaque

Investidores da Eneva questionam compra de térmicas do BTG

30/07/2024
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A onipresença do BTG tem limites. É o que pensa um seleto rol de minoritários da Eneva, da qual o banco é o maior acionista, com 23%. Segundo o RR apurou, um grupo de investidores está se mobilizando para acionar a CVM, questionando a recente operação em que a Eneva comprou quatro complexos termelétricos pertencentes ao BTG. A negociação, estimada em aproximadamente R$ 2,9 bilhões, foi feita com base em que critérios? A companhia pagou um valor justo? As usinas em questão são estratégicas para a Eneva? Há ativos similares em condições financeiras mais atrativas disponíveis no setor?

São perguntas para as quais os minoritários esperam respostas. Na prática, o banco de André Esteves tirou as térmicas de uma mão para colocar na outra, com um grande vantagem: dividindo a conta com os demais acionistas da Eneva. Os minoritários insurretos alegam conflito de interesse, com a dupla participação decisória do BTG, na ponta vendedora e, sobretudo, na compradora, com o poder de mando que tem na empresa de energia.

Entre outros argumentos, usam como analogia o disposto na Lei das S/A, em seu artigo 115, parágrafo primeiro: “O acionista não poderá votar nas deliberações da assembleia-geral relativas ao laudo de avaliação de bens com que concorrer para a formação do capital social e à aprovação de suas contas como administrador, nem em quaisquer outras que puderem beneficiá-lo de modo particular, ou em que tiver interesse conflitante com o da companhia”.

O ponto chave é exatamente o entendimento de que a transferência das térmicas possa ter beneficiado o BTG de “modo particular”. O imbróglio teria mais um fato controverso: há informações no mercado de que a operação não teria passado pelo Conselho de Administração da Eneva.

Consultada pelo RR, a empresa informou que “Todos os detalhamentos da operação foram prestados ao mercado por meio do Fato Relevante, publicado em 16 de julho de 2024. Informações adicionais serão comunicadas tempestivamente, seguindo as melhores práticas de governança e regulamentação vigente.” Igualmente procurado, o BTG não quis comentar o assunto. O RR entrou também em contato com a CVM.

A autarquia não revelou se já existe algum processo ou procedimento administrativo relacionado à venda das térmicas do banco para a Eneva. A Comissão de Valores Mobiliários disse que “não comenta casos específicos” e “acompanha e analisa as informações envolvendo as companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, quando necessário.”

#BTG #Eneva

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Questionamentos judiciais ameaçam transferência de terras da Jari Celulose para o BTG

24/06/2024
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A intenção do BTG de incorporar ativos florestais da Jari Celulose como pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 700 milhões da empresa – ver RR tem esbarrado em obstáculos de ordem legal. O principal entrave é o procedimento administrativo contra a companhia aberto pela Corregedoria de Justiça do Amapá (Processo no 088630/2021). O governo do estado e o Instituto de Terras (IMAP), autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural, reivindicam a área de 296,5 hectares da Fazenda Santo Antonio da Cachoeira, propriedade que faria parte do acordo entre o BTG e Jari. O estado alega que as terras pertencem à Gleba Iratapuru, onde há uma reserva de desenvolvimento sustentável e o território indígena Terena.

O caso é enroscado – se não fosse, não seria Jari. O RR apurou que, a princípio, a companhia apresentou uma matrícula de propriedade regular, o que, em tese, significa dizer que não há qualquer ônus ou impeditivo para a transferência das terras. Sublinhe-se o “em tese”.

Os procuradores estaduais Wellington Bringel de Almeida e Otávio de Santana Neto acusam Jari de ter feito um “puxadinho” para inserção da chamada poligonal do imóvel da fazenda no Sistema de Gestão Fundiária, em 2006, com o objetivo de obter o Certificado de Cadastro da propriedade. Segundo a mesma fonte, essa “esticada” na área teria sobreposto o imóvel em Unidades de Conservação, o que impediria a concessão do Título de Reconhecimento de Domínio. Jari, por sua vez, alega em outra ação, na 6ª Vara Federal Cível do Amapá, que o governo do estado e o IMAP não têm direito à terra.

O acordo envolvendo a transferência de uma fração das terras pertencentes à Jari Celulose desponta como uma solução sob medida para o BTG. Como o RR informou no dia 3 de maio, seria um reforço para um negócio estratégico do banco: o Timberland Investment Group (TIG), seu braço de gestão de ativos florestais, dono de um portfólio de quase US$ 7 bilhões. Mas, tratando-se de Jari, tudo é absolutamente complexo.

No encontro de contas entre o passivo da empresa e o valor das terras, a instituição financeira teria um valor a pagar – estimado em torno de R$ 70 milhões. No entanto, no último dia 19, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizados Alternativa Assets I – administrado pelo BTG e veículo por meio do qual toda a operação seria feita – protocolou um ofício junto à Vara Distrital de Monte Dourado da Comarca de Almeirim (PA). O fundo afirma que “o pagamento somente deverá ser realizado quando satisfeita a condição suspensiva prevista na Cláusula 10.1.6. (x)1 do PRJ”. Em linhas gerais, significa dizer que o Grupo Jari tem três meses para obter o encerramento do processo na Corregedoria-Geral de Justiça do Amapá, “seja pela modalidade de acordo, desistência ou outra estrutura processual que seja pré-aprovada pelo proponente vencedor do certame — resultando na conservação da atual posse, domínio e propriedade daquela matrícula pela Jari Celulose.”. Trocando em miúdos, o acordo só será consumado se a companhia comprovar a posse das terras. Procurado pelo RR, o BTG não quis se pronunciar.

Ao que parece, essa propriedade tem mais “dono” do que hectares. Além do contencioso com o governo do Amapá, a Fazenda Santo Antonio da Cachoeira teria sido envolvida pela Jari Celulose em outra transação, a venda de créditos de carbono ao Banco do Brasil. A informação é que o contrato com o BB está na mira do próprio administrador judicial da Jari Celulose, o advogado, Mauro Cesar Santos, que deve apurar os termos do acordo.

#BTG #Jari Celulose

Empresa

Dasa vende o que não lhe traz saúde

14/05/2024
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É o que se diz, é o que se comenta no setor de saúde: a Dasa, da família Bueno, já teria saído a campo em busca de um comprador para a sua operação de home care. Seria o primeiro movimento na estratégia de desmobilização de ativos menos rentáveis, que acabam por sobrecarregar o caixa da empresa. A Dasa encerrou 2023 com um prejuízo de R$ 1 bilhão. O aporte de R$ 1,5 bilhão feito no ano passado pelos Bueno e pelo BTG não se mostrou suficiente para reduzir a alavancagem – a relação dívida líquida/Ebitda permanece perto de quatro vezes. No setor, é voz comum que, nesse ritmo, dificilmente o clã conseguirá escapar de uma nova injeção de capital na empresa. Procurada, a Dasa não quis se pronunciar.

#BTG #Dasa

Destaque

Florestas de Jari Celulose entram no radar do BTG

3/05/2024
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O BTG, um dos principais credores da Jari Celulose, enxergou a possibilidade de transformar um limão creditício em uma limonada fundiária. A operação já circula à boca pequena. Ela se daria pela transferência de ativos florestais da empresa para o pagamento das dívidas junto ao banco, da ordem de R$ 700 milhões.

A ideia já teria sido levada à Vara Distrital de Monte Dourado, onde corre o processo de recuperação judicial da companhia. O BTG assumiria uma área de aproximadamente 195 mil hectares espalhados por Pará e Amapá. Os cálculos para um encontro de contas entre o valor das terras e as dívidas pendentes ainda são preliminares.

Mas há informações de que, no saldo final, o banco de André Esteves ainda poderá desembolsar até R$ 70 milhões em favor da companhia, sob administração judicial, recursos que seriam destinados ao pagamento de outros credores. Esta seria uma solução talhada sob medida pelo BTG para reforçar um negócio estratégico: o Timberland Investment Group (TIG), seu braço de gestão de ativos florestais. O portfólio do TIG soma mais de 1,2 milhão de hectares na América Latina e nos Estados Unidos, avaliados em quase US$ 7 bilhões.

Na última, por sinal, o BTG deu mais uma demonstração de força nessa área ao captar US$ 1,2 bilhão para seu novo fundo de investimentos florestais, o BTF II. Procurado pelo RR, o BTG não quis se pronunciar sobre o assunto.

Como tudo que diz respeito à velha Jari Celulose, em recuperação judicial há cinco anos, a trilha é sinuosa. A eventual transferência de áreas florestais para o BTG depende de aprovação da Justiça e dos credores. Ao que tudo indica, o banco já vinha preparando o terreno nessa direção.

Há informações de que o BTG comprou um volume razoavelmente expressivo de créditos contra a Jari com deságios de até 95%, o que lhe dá um peso maior nas tratativas com a Justiça. Ao mesmo tempo, a negociação abre caminho para que outros credores possam costurar acordos semelhantes. Jari tem aproximadamente 1,4 milhão de hectares de terras. A cessão desses ativos desponta como uma possibilidade mais concreta da empresa quitar ao menos parte dos seus passivos. Até porque a probabilidade de retomada da fábrica de celulose é cada vez mais remota.

#André Esteves #BTG

Mercado

Rio de Janeiro ocupa vários metros quadrados na carteira da Valora

26/04/2024
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A Valora, do investidor Daniel Pegorini, estaria em negociações para a compra de mais dois prédios corporativos no Rio de Janeiro. Os recursos virão do fundo imobiliário recém-captado pela gestora, que levantou R$ 335 milhões. Já fazem parte da carteira cinco imóveis empresariais, também no Rio, comprados junto a um fundo do BTG, além do Edifício Cidade Jardim, em São Paulo.

#BTG #Valora

Destaque

André Esteves flerta com a criação de um “ornitorrinco digital” para educação financeira

8/04/2024
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O banqueiro André Esteves, fundador e presidente do Conselho de Administração do BTG, estaria encantado com a ideia de criar uma plataforma voltada à disseminação de informações “educativas” do mercado, segundo um ex-sócio que guarda grandes ressentimentos e adora tecnologia. Nada parecido com o MBA que outro ex-sócio, Paulo Guedes,  inventou nas redes. O modelo também passa ao largo de algo similar ao “gabinete do ódio”, do clã Bolsonaro, conforme os mais pestilentos poderiam associar. Imaginem só se André Esteves ia se meter com fake news? Mas sensibilizar a atenção de investidores, chamar a atenção de ativos, valorizar IPOs, isso tudo Esteves poderia fazer. Quer dizer, a consultoria digital, a priori, também  poderia.

A nova plataforma não deixaria de ser uma mídia. O líder do BTG já tem um braço no setor, a revista Exame, mas só que meio maneta, nem a um milhão de quilômetros do bólido que a publicação já foi. Do ponto de vista da CVM e do BC, o ideal seria que esse “novo animal digital”, uma vez criado, estivesse perfeitamente adequado às regulamentações, para alguma situação em que isso se mostrasse necessário. Para todos os efeitos, não deveria existir nem de longe vinculação ao sócio principal do BTG ou a qualquer tentáculo do banco no mercado. O novo negócio estaria localizado em um limbo das operações na internet  que seguisse todos os enquadramentos formais.

A plataforma idealizada por André Esteves teria enorme poder de fogo nas redes. Seria um projeto para escalar milhões de seguidores. Todos diplomados e, ao mesmo tempo, bem-informados, como imagina-se serem os interessados nesse tipo de conteúdo, assim como com condições de aplicar alguma poupança nas opções de investimento apresentadas como exemplo de cases do mercado. Esteves é um sujeito extremamente criativo, o que estimula a credibilidade da versão. Ao que tudo indica, acredita na premonição de que a realidade só ganhará cores fortes se estiver contida na internet. Só que, até então, não se falava em mercado de capitais. Nesse contexto híbrido, associado a educação.

O RR entrou em contato com o BTG, consultando o banqueiro André Esteves acerca da informação. No entanto, por meio de sua assessoria, o banco disse que não iria comentar o assunto. Em conversa com o RR, a CVM, por sua vez, informou que “não há necessidade de registro na Autarquia para oferecer curso ou plataformas educativas em mercado de capitais.”. O órgão alerta, no entanto, para “que o cidadão avalie todas as informações, inclusive com relação ao curso oferecido, tendo em vista que, pode se tratar de um método utilizado por pessoas que não têm autorização para atuar no mercado de capitais com a finalidade de se aproximar do público investidor e apresentar ofertas de investimento”. A CVM recomenda que “antes de qualquer investimento, o investidor verifique se o ofertante possui registro na Autarquia para atuar no mercado de valores mobiliários.” Ainda segundo o órgão regulador, “em algumas atividades educacionais utilizadas para apresentar recomendações de investimento ao público, pode haver, por exemplo, a transmissão ao vivo em salas de conversa on-line, o acompanhamento de operações no pregão, com comentários e sugestões.” A CVM também diz que “Se essa atividade é desempenhada de forma profissional, havendo benefício, vantagem ou remuneração por conta dessa recomendação, mesmo que por meio de taxas de assinatura ou receitas indiretas, pode restar caracterizado o exercício de atividade de analista de valores mobiliários, o que requer autorização”. Nesse tema, a CVM recomenda “a leitura do Ofício Circular n° 2/2019/CVM/SIN.” Em relação a assessoramento financeiro e recomendação de investimentos, a autarquia diz que “deve ser observado o regramento disposto nas Resoluções CVM nº 20 e 179, respectivamente, dado serem atividades sujeitas a registro e supervisão da CVM.”

O RR entrou em contato também com o Banco Central. A assessoria de imprensa da instituição informou que não conseguiria atender ao pedido de posicionamento dentro do prazo de fechamento desta matéria e que enviaria um retorno até amanhã, dia 9. O espaço segue aberto para o BC. Uma vez enviada, a resposta do Banco Central será incluída no texto.

#André Esteves #BTG

Destaque

BTG e Pátria ensaiam associação no setor de telecomunicações

28/02/2024
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O RR apurou que BTG e Pátria Investimentos vêm mantendo conversas para uma possível fusão entre seus negócios em telecomunicações. De um lado, está a V.tal, dona de uma rede com mais de 400 mil km de fibra ótica e cerca de 26 mil km de cabos submarinos; do outro, a Winity Telecom, focada na construção e compartilhamento de infraestruturas de comunicação, notadamente 4G e 5G. As duas empresas estão em estágios bem distintos. Criada a partir da cisão dos ativos em fibra ótica do Oi e posteriormente adquirida pelo banco de André Esteves, a V.tal registrou no ano passado receita líquida em torno de R$ 5,5 bilhões e Ebitda próximo dos R$ 3 bilhões. A Winity, por sua vez, ainda tenta se encontrar no mercado de telecomunicações em meio à brusca mudança de estratégia imposta pelo Pátria.

O plano de se tornar uma operadora de telefonia celular foi repentinamente abandonado. No fim do ano passado, a empresa devolveu à Anatel a licença de 700 MHz adquirida no leilão de 5G de 2021. No setor, a decisão chegou, inclusive, a alimentar dúvidas sobre o interesse do Pátria de seguir à frente da companhia. Consultados pelo RR, BTG e Pátria não quiseram se manifestar.

Nesse contexto, a fusão entre V.tal e Winity teria motivações diferentes para dois dos gigantes da gestão de recursos no Brasil. O BTG daria mais um passo para transformar a V.tal em uma das maiores, se não a maior, prestadora de serviços de telecomunicações do país. Com um craque do setor à frente da sua gestão, – ex-CEO da GVT, Vivo e TIM, Amos Genish -, a companhia está avaliada hoje em torno dos R$ 25 bilhões. Ao se unir à Winity, colocaria um pé na implantação de infraestruturas de telefonia.

O maior ativo da empresa do Pátria é a sua carteira de contratos nessa área. O principal deles, firmado em dezembro, prevê a implantação de rede 4G e 5G no Metrô de São Paulo. Por sua vez, no caso do Pátria, a negociação pode ser interpretada como um recuo calculado.

A gestora deixaria de ser controladora de uma empresa que, até o momento, não emplacou, como é o caso da Winity, para se unir não apenas ao BTG, mas também ao GIC, fundo soberano de Cingapura, e à canadense CPPIB, outros acionistas da V.tal, em um negócio de proporções bem maiores.

#BTG #Oi #Pátria Investimentos #Vivo

Destaque

Advent quer matricular Inspira e Yduqs na mesma sala de aula

20/02/2024
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No que depender do Advent, a negociação para a entrada no capital da Inspira é apenas antessala para uma operação de M&A ainda maior, realizada em dois tempos. O primeiro movimento, já deflagrado, é o aporte da gestora norte-americana na rede de escolas, controlada por um fundo do BTG. A proposta de R$ 1 bilhão está na mesa dos acionistas da empresa há pelo menos um mês.

Uma vez consumado o acordo, o Advent partiria para o segundo ato do seu roteiro: costurar a associação da Inspira com a Yduqs, da qual também é acionista. O enlace daria origem a um grande conglomerado de educação verticalizado, com atuação do ensino fundamental ao superior, receita combinada da ordem de R$ 12 bilhões e um Ebitda acima de R$ 2 bilhões, em números de 2023. Procurada, a Yduqs informou que “não comenta rumores de mercado”. Advent e Inspira não se pronunciaram. O RR tentou contato com o Grupo Salta, mas não obteve retorno.

O Advent conta com um aliado importante para tirar esse projeto do papel: Chaim Zaher, maior acionista individual da Yduqs. Zaher já é, por si só, um empresário “verticalizado”: mantém um pé tanto no segmento superior como na educação básica, por meio do Grupo SEB. Além disso, é também o representante da rede de escolas canadense Maple Bear no Brasil.

Além de cobrir o setor de educação “coast to coast”, do jardim de infância ao canudo universitário, a associação com a Inspira reduziria o risco da Yduqs, funcionando como um hedge ao momento de certa instabilidade no ensino universitário. O segmento de educação básica tornou-se uma opção diante da redução de performance nos cursos superiores, na esteira do enxugamento do Fies. Fora o próprio funil da trajetória acadêmica, que vai diminuindo gradativamente o número de estudantes no segundo grau e, sobretudo, na universidade.

Atualmente o segmento básico no Brasil soma quase oito milhões de alunos, que geram um faturamento de R$ 84 bilhões. O ensino superior, por sua vez, reúne cerca de 7,4 milhões de matriculados, com uma receita somada da ordem de R$ 50 bilhões.

#Advent #BTG #Grupo SEB #Inspira #Maple Bear #Yduqs

Negócios

Operação do BTG com o Magazine Luiza mais encobre do que revela

30/01/2024
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Há algo no ar, além das operações financeiras de praxe, no aporte de capital do BTG no Magazine Luiza. Há indícios de que o banco de André Esteves está fazendo um primeiro movimento para assegurar, mais à frente, uma posição acionária relevante ou até mesmo realizar um take over da rede varejista. A percepção de que o BTG está preparando o terreno para um possível bote sobre a empresa é reforçada pela própria engenharia da negociação, no valor total de R$ 1,25 bilhão. De um lado, o banco se comprometeu a fazer um aporte de R$ 250 milhões, que poderá lhe dar até 1,8% da empresa; do outro, garantiu o funding de R$ 1 bilhão para a família Trajano honrar sua parte na capitalização da companhia. Ou seja: se a empresária Luiza Helena Trajano usar integralmente os recursos ofertados pela instituição financeira, na prática todo o dinheiro destinado ao aumento de capital do Magazine Luiza sairá do caixa do BTG.

Para todos os efeitos, o empréstimo tem como contrapartida uma troca de resultados de fluxos futuros. Pode ser. Mas o fato é que o banco sai da operação como um dos principais credores da rede varejista, o que o deixa em uma posição privilegiada para eventualmente uma conversão de debt em equity. Em um cenário mais conservador, não seria difícil o BTG se tornar ao menos o segundo maior acionista individual, atrás apenas de Luiza Helena Trajano, em razão do elevado free float da empresa. O equivalente a 43% do capital está disperso em bolsa.

Não há nada mais antigo no mercado do que a recomendação de que se deve comprar na baixa. É exatamente o caso do Magazine Luiza, assim como do varejo como um todo. Entre julho e setembro do ano passado, a companhia interrompeu uma incômoda sequência de seis trimestres no vermelho, atingindo um lucro de R$ 331,2 milhões. Ainda assim, em um horizonte mais longo, a performance é negativa. No acumulado do ano até setembro, a rede varejista carregava um prejuízo de R$ 269 milhões. Some-se a isso as perdas de R$ 498 milhões registradas em 2022.

Para piorar, o Magazine Luiza protagoniza um episódio rumoroso. No fim do ano passado, a companhia comunicou ter identificado “incorreções em lançamentos contábeis” referentes a 2022 e aos dois primeiros trimestres de 2023. A CVM abriu um processo administrativo para apurar a ressalva feita por auditoria externa no balanço do Magazine Luiza no terceiro trimestre do ano passado. Em um setor já duramente contaminado pela fraude da Americanas, qualquer sinal de “inconsistência” contábil já causa tremores. Não consta que o BTG tenha feito qualquer investigação dos balanços do Magazine Luiza anterior à já aberta pela própria empresa. Mas quem compra sabe o que está comprando.

O BTG não tem exatamente um bom track records no varejo. Sua principal incursão no setor, leia-se Leader Magazine, foi um tiro no pé. Em 2012, o banco de André Esteves fechou a compra de 40% da rede varejista do Rio de Janeiro. Poucos meses depois, aumentou sua participação para 70%. Em 2016, após torrar R$ 1,7 bilhão – incluindo a posterior aquisição de outra rede, a Salfer – o BTG se livrou da Leader pelo valor simbólico de R$ 1. Outra investida fracassada da instituição financeira no varejo foi a rede de drogarias BR Pharma. Verdade seja dita, nenhuma das duas empresas tinha o porte de uma Magazine Luiza. Suas mais de 1.300 lojas e, sobretudo, sua operação de e-commerce, que responde por mais de 70% da receita da companhia, formam uma respeitável operação de varejo, por mais que o setor ande aos trancos e barrancos. Talvez André Esteves esteja diante de uma oportunidade sem precedentes de, enfim, construir um negócio na área de retail à altura de sua bem-sucedida trajetória como banqueiro. Ou, talvez, esteja “encobrindo” algum player que, por uma ou outra circunstância, não pode e não deve aparecer agora. É tudo muito sinuoso.

#BTG #CVM #Luiza Helena Trajano #Magazine Luiza

Futebol

Fluminense mira na criação da SAF, mas sem perder 1% do controle

13/12/2023
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Após a disputa do Mundial de Clubes, a direção do Fluminense vai retomar as discussões com o BTG para a criação da sua SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Nesse caso, o Fla pode servir de benchmarking para o Flu. Um dos modelos sobre a mesa do presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, é a implantação da SAF, mas sem a venda de ações – estratégia similar à que Rodolfo Landim pretende adotar no Flamengo. Esse formato permitiria ao clube acessar outras formas de captação, notadamente via emissão de debêntures, mantendo 100% de controle sobre o futebol. É como Fernando Diniz, que não admite perder 1% de posse de bola.

#BTG #Fluminense #SAF

Mercado

BTG monta fundo de investimentos lastreado em nova liga de futebol

16/10/2023
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O BTG estuda a criação de um fundo de investimentos atrelado à Libra (Liga Brasileira de Futebol). Entre os ativos estariam os direitos comerciais, notadamente publicidade e contratos de direitos de transmissão, dos 17 clubes que compõem a Liga, entre os quais Flamengo e Corinthians. Ao lado da Kodajás Sports Kapital, o BTG é um dos advisers da criação da Liga, que tem o Mubadala como o seu maior investidor.

  • O novo fundo, ressalte-se, é mais um capítulo da disputa particular entre o banco de André Esteves e a XP por negócios relacionados ao futebol. Esta última joga com a camisa da LFF (Liga Forte do Futebol). A XP já anunciou a criação de um fundo similar e pretende captar no mercado R$ 800 milhões para investimentos nos 18 clubes integrantes da LFF e mais as quatro SAFs com as quais já fechou acordo para a compra de 20% dos direitos comerciais por 50 anos (Botafogo, Coritiba, Cruzeiro e Vasco). Procurado pelo RR, o BTG não quis se manifestar.

#Botafogo #BTG #Corinthians #Flamengo #futebol #Libra #Mubadala #SAFs #Vasco #XP Investimentos

Empresa

Andrade Gutierrez quer avançar na gestão de estádios

6/10/2023
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A Andrade Gutierrez está olhando com atenção para um negócio que parecia jogado para escanteio dentro do grupo: a gestão de arenas esportivas. A companhia vem mantendo conversas com clubes que têm projetos para reformar seus estádios, a exemplo do São Paulo e do Santos – este último, inclusive, com memorando de entendimentos já assinado com a construtora WTorre. Outro alvo seria o Independência, em Belo Horizonte, hoje administrado pelo América-MG. A Andrade Gutierrez, ressalte-se, já tem ao seu lado um potencial parceiro de ataque para novos investimentos no setor: o BTG. O banco de André Esteves é sócio da empreiteira na Brio, a empresa responsável pela gestão do Beira-Rio, em Porto Alegre. Consultada, a Andrade Gutierrez não se manifestou.

#Andrade Gutierrez #BTG #WTorre

Empresa

André Esteves permanece como um “barão da mídia” de uma nota só

31/08/2023
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A contratação do ex-ministro das Comunicações Fabio Faria, no início deste ano, acendeu no mercado a certeza de que o BTG estava preparando a criação de um império na área de mídia. Alarme falso. A operação de André Esteves no setor ficará circunscrita à revista Exame. Palavra do próprio banco. Em contato com o RR, o BTG foi enfático ao dizer que “não está analisando qualquer investimento adicional em mídia”. E o SBT? A resposta é uníssona: a instituição financeira descarta a aquisição da emissora paulista. No setor, havia até quem cravasse a pedida de Silvio Santos: em torno de R$ 1 bilhão. Tudo parecia se encaixar com a chegada ao banco de Fabio Faria, marido de Patricia Abravanel e genro do Homem do Baú. Caberia ao ex-ministro de Bolsonaro colaborar com Esteves na estruturação de seus negócios em mídia. O uso do plural, no entanto, não cabe mais. A julgar pelo que diz o BTG, Esteves parou na Exame

#André Esteves #BTG #Fabio Faria

Política externa

Lula vai à Angola e Angola vem ao Brasil vender o seu petróleo

21/08/2023
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O petróleo terá um papel central na pauta da visita de Lula a Angola, nos próximos dias 25 e 26.Os angolanos pretendem buscar investidores no Brasil para atuar na exploração e produção de óleo e gás. Segundo tratativas preliminares entre os dois países, a própria Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bicombustíveis de Angola pretende realizar um road show no Brasil para promover suas futuras rodadas de licitações. Há uma marcada logo ali na frente, em 30 de setembro, quando a agência vai leiloar as bacias terrestres de Kwanza e do Congo. Em tempo: cabe recordar que, em um passado recente, a Petrobras já teve operações de exploração e produção no continente africano, mais precisamente em Angola, Benin, Gabão, Tanzânia e Namíbia, por meio de uma joint venture com o BTG. Um negócio de incômoda lembrança tanto dentro da estatal quanto para André Esteves. Em 2019, a Lava Jato investigou suspeitas de irregularidades na venda dos ativos ao banco. 

#Angolana #BTG #Lula #Petrobras

Negócios

Seguradora da Vinci Partners entra no radar do BTG

2/06/2023
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O BTG é um dos candidatos à compra da Austral, companhia de seguros e resseguros controlada pela Vinci Partners, de Gilberto Sayão. O mandato de venda da empresa está nas mãos da consultoria Seneca Evercore. A Austral fechou 2022 com R$ 5,2 bilhões em ativos, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, além de um faturamento de R$ 3 bilhões. O interesse do banco de André Esteves repousa, sobretudo, na carteira de resseguros da empresa. Os prêmios ganhos somaram R$ 1,4 bilhão no ano passado, um salto de 65% na comparação com 2021. Por falar em salto, a eventual compra da Austral permitiria ao BTG galgar várias posições no ranking brasileiro do setor de resseguros, saindo da 9ª posição para o top four, atrás apenas do IRB, Munich Re e Mapfre. Procurado pelo RR, o BTG informou que não comentaria o assunto. A Vinci, por sua vez, não retornou. 

Ressalte-se que esta não é a primeira vez que a Vinci coloca a Austral sobre o balcão. Nos últimos cinco anos, a gestora fez ao menos duas tentativas de negociar a empresa. Em uma dessas ocasiões, esteve perto de fechar negócio a chinesa Fosun, mas, na hora H, o acordo micou. 

#BTG #Gilberto Sayão #Vinci Partners

Negócios

Fundo canadense quer aumentar participação na V.tal

26/04/2023
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De acordo com informações apuradas pelo RR, o fundo de pensão CPPIB tem planos de aumentar sua participação na V.tal. No ano passado, os canadenses aportaram cerca de R$ 2,5 bilhões para ficar com 8,7% da empresa de redes de fibra óptica controlada pelo BTG. O CPPIB tem interesse em comprar parte das ações ainda em poder da Oi, que ainda mantém uma fatia em torno de 42%. Os canadenses querem comprar: a operadora de telefonia, às voltas com a sua segunda recuperação judicial, quer vender. A negociação, no entanto, depende de uma complexa articulação junto à Anatel. O entendimento da Agência é que a OI é obrigada a manter a sua participação na V.tal, uma vez que os ativos da companhia são considerados bens reversíveis. Trata-se de uma figura que remete aos primórdios da privatização da telefonia no Brasil. São considerados bens reversíveis equipamentos, infraestrutura ou qualquer outro ativo, móvel ou imóvel, “essenciais e efetivamente empregados para assegurar a continuidade e a atualidade da prestação”.  

#BTG #CPPIB #V.tal

Empresa

Oi entra na Justiça para vender V.tal

29/03/2023
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A Oi pretende entrar na Justiça contra a decisão da Anatel, que proibiu a empresa de vender integralmente o restante da sua participação de 42% na V.tal. O presidente da agência reguladora, Carlos Baigorri, já sinalizou que os ativos da empresa de rede de fibra ótica são considerados bens reversíveis. A figura remonta aos primórdios da privatização da telefonia no Brasil. São considerados bens reversíveis equipamentos, infraestrutura ou qualquer outro ativo, móvel ou imóvel, “essenciais e efetivamente empregados para assegurar a continuidade e a atualidade da prestação”. O entendimento da Anatel é que a Oi, pelo contrato de concessão, tem de manter o “controle” sobre esses bens, ou seja, uma participação de pelo menos 20%. Para a companhia, em sua segunda recuperação judicial, a determinação da Anatel é o pior dos mundos. A V.tal, controlada por fundos do BTG, é o último grande ativo da Oi. Sua participação estaria avaliada em aproximadamente R$ 8 bilhões. Procurada pelo RR, a Oi não quis se pronunciar. 

#Anatel #BTG #Oi #V.tal

Finanças

Itaú entra na disputa pelo Credit Suisse no Brasil  

13/03/2023
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Agora, no final da tarde, circulou no mercado que o Itaú vai comprar a operação brasileira do Credit Suisse. O banco helvético seria o BBA da vez – uma alusão ao BBA Creditanstalt, adquirido pelos Setúbal em 2002. Pode ser. Mas lembremos que o BTG já andou estudando a mesma operação e estaria no páreo, segundo fonte bem posicionada do RR. E o Credit Suisse não dá demonstrações de que pretende deixar o país. Mas a verdade é que o banco suíço atravessa um momento difícil, no exterior. Consultado pelo RR, o Itaú não quis comentar o assunto. O Credit Suisse, por sua vez, afirmou que “não confirma a informação de que o Itaú está em negociações para comprar a operação brasileira. 

Se for sério o boato de aquisição, a hora seria essa. A investida provocaria mudanças no capital societário de um outro badalado asset: o Credit Suisse detém 25% Fundo Verde, do falante Luis Stuhlberger. Agora, segundo a newsletter Brazil Journal, a Lumina Capital Management, de Daniel Goldberg, estaria comprando um pedaço do Fundo Verde. A aquisição do Credit Suisse, portanto, faria um rolo na consolidação do setor. O RR acha que o negócio estaria mais para o BTG, pois o Itaú já tem uma operação de atacado consolidada. E também pode ser uma fofoca provinda do próprio pessoal do Itaú ou do Credit Suisse. Aguardemos o desenrolar do fio dessa meada.  

#Banco Itaú #BTG #Credit Suisse #Itaú

Economia

André Esteves entra de “penetra” na reforma tributária

2/03/2023
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Entre os ministros, governadores, dirigentes empresariais e acadêmicos que participarão de um megaevento amanhã, no Rio de Janeiro, para discutir a reforma tributária, o nome de um expositor em especial gerou estranheza: o do chairman do BTG, André Esteves, que, pela programação, falará depois do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Não consta qual a contribuição que Esteves poderá dar a esse debate. Tradicionalmente, o banqueiro é tido como penetra em eventos que tenham autoridades governamentais, independentemente da coloração ideológica do partido no Poder. Esteves é um pragmático. No governo Dilma Rousseff, era o “melhor amigo” de Guido Mantega. Já na gestão de Jair Bolsonaro, trocava figurinhas com o ex-sócio Paulo Guedes diuturnamente. Não faltou quem dissesse que o BTG era a casa de espetáculos de Guedes tamanho o número de vezes em que foram realizados eventos para que o ministro comparecesse e fizesse seu show.

#André Esteves #BTG #Jair Bolsonaro

Negócios

Fabio Faria quer juntar as pontas entre André Esteves e Elon Musk

20/01/2023
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O ex-ministro das Comunicações Fabio Faria, que está assumindo um cargo no BTG – como informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo –, elegeu como uma de suas primeiras missões costurar uma parceria entre André Esteves e Elon Musk. O alvo seria o setor de telecomunicações, aproveitando sinergias entre a Space X, empresa de satélites de Musk, e a V.tal, companhia de redes de fibra óptica controlada por fundos do BTG. Faria estabeleceu alguma proximidade com o bilionário por conta das tratativas em torno do acordo entre a Space X e o governo Bolsonaro para levar internet por satélite à Amazônia. Por sinal, Esteves foi um dos empresários brasileiros que participaram do célebre encontro entre Musk e Bolsonaro, em maio do ano passado, quando o projeto foi anunciado. 

#BTG #Fabio Faria

Negócios

V.tal estica sua fibra óptica pela América Latina

3/01/2023
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A V.tal, controlada por fundos de investimentos do BTG, tem planos de expandir suas operações na América Latina com a compra de redes de fibra óptica. Na mira, países como México e Peru. Criada a partir de um spin-off da Oi, que também é sua acionista, a empresa já está presente nos Estados Unidos, Colômbia, Argentina, Chile, Venezuela. A entrada nesses países se deu com a aquisição da Globenet, companhia de cabos submarinos. Fôlego financeiro para a expansão não faltará: a V.tal acaba de receber um aporte de R$ 2,5 bilhões da CPP Investments, maior fundo de pensão do Canadá.

#BTG #Globenet

Negócios

Oi enfrenta teste de fogo com emissão de dívida

20/12/2022
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A Oi deve anunciar até fevereiro uma emissão de dívida, com o objetivo de alongar seu passivo. Uma das ideias é oferecer como garantia ações da V.tal. Trata-se da empresa de infraestrutura de rede controlada pelo BTG e criada a partir da cisão de ativos de fibra óptica da própria Oi. A operadora ainda mantém 42% do capital da V.tal. A captação é vista pela direção da Oi como um teste de fogo: será a primeira grande operação de mercado da empresa após o encerramento da sua recuperação judicial.

#BTG #Oi

Negócios

André Esteves quer fazer a América (Latina)

29/11/2022
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México e Colômbia são as próximas paradas do BTG. Segundo o RR apurou, o banco de André Esteves planeja lançar uma plataforma de investimentos nos dois países até o fim de 2023. Trata-se de um projeto expansionista que mira os principais mercados da América Latina: recentemente, o BTG iniciou uma operação nos mesmos moldes no Chile. De acordo com a mesma fonte, a investida seria acompanhada da compra de corretoras ou mesmo fintechs. No caso da Colômbia, esse terreno já começou a ser preparado, com a aquisição da Bolsa y Renta. Consultado pelo RR, o BTG não quis se manifestar. 

#André Esteves #BTG #Colômbia #México

Negócios

André Esteves já busca um lugar ao lado do próximo ministro da Fazenda

28/11/2022
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O BTG pode não ser o banco do coração do PT. Mas nenhum banqueiro se esforça mais do que André Esteves para cativar os ministros da Fazenda petistas. Com Guido Mantega, Esteves teve um caso explícito de acesso e interação. A história, como se sabe, foi parar até nos jornais. O RR, à época, encontrou os dois tricotando, em canto mais reservado e pouco iluminado do finado Hotel Maksoud Plaza. O local era o recinto escolhido para os jantares discretos. O papo fiado foi registrado nesta newsletter. Mas Mantega é água passada. Agora, Esteves está cercando Haddad. O hedge do banqueiro começa na primeira hora do primeiro rumor. Se der Persio Arida na Fazenda, a relação está mais que construída. Arida foi presidente do BTG, durante o período que Esteves, até injustamente, experimentou as agruras do cárcere. Mas com Haddad é um convívio a ser conquistado. E Esteves é um craque nesse assunto. Quem viu sua performance no almoço da Febraban, na última sexta-feira, quando se sentou bem ao lado de Haddad, assistiu aos sorrisos, comentários e salamaleques. Não dá para dizer que a proximidade com Esteves não tenha o seu lado positivo. O RR acha que o banqueiro do BTG e outros financistas, tais como André Jakurski e Luis Stuhlberger, são craques em enxergar a conjuntura por ângulos raros. Eles têm o que aconselhar. Mas sabe como é que é: quem dorme com os olhos dos outros não acorda a hora que quer. 

#André Esteves #BTG #Guido Mantega #PT

Negócios

BTG avança sobre o Banco Alfa

16/11/2022
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Há uma forte especulação no mercado de que o BTG já teria firmado um acordo de exclusividade com as herdeiras de Aloysio Faria para negociar a compra do Banco Alfa. A instituição soma aproximadamente R$ 25 bilhões em ativos – um grão de areia no oceano do BTG, com seus mais de R$ 450 bilhões em volume total de ativos. Ainda assim, herdaria uma operação sólida e saudável, com destaque para a carteira de crédito, com um dos mais baixos índices de inadimplência do mercado. Segundo o último balanço do Alfa, 99,2% dos empréstimos estão classificados entre os níveis de risco AA a C, ou seja, um patamar máximo de provisão de apenas 3% das operações. Consultados pelo RR, BTG e Banco Alfa não se pronunciaram. 

#Banco Alfa #BTG

Economia

A ronda de Esteves

4/11/2022
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O presidente do BTG, André Esteves, tem tentado seduzir os potenciais nomes para a futura equipe econômica do governo Lula. O cerco de Esteves é amplo: tem conversa até com candidatos considerados menos prováveis. Mas o banqueiro, de uma forma ou de outra, sempre esteve perto do PT.

#André Esteves #BTG #Lula

Destaque

O sonho helvético de André Esteves

21/10/2022
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André Esteves pretende ou não comprar o Credit Suisse? Essa era a pergunta feita ontem por executivos do próprio BTG. A crise do banco helvético reavivou um antigo sonho de Esteves: colocar os dois pés na Suíça e ter uma operação bancária de abrangência global. Há alguns caminhos para o negócio, uns mais curtos outros mais longos. A hipótese de compra de ações em bolsa seria a menos provável, uma vez que levaria um certo tempo para o BTG montar uma posição relevante. Outra possibilidade, essa com maior chance de êxito, seria o banco de André Esteves entrar aportando capital no Credit Suisse, em um voo solo ou ao lado de eventuais parceiros. De acordo com a Bloomberg, Abu Dhabi e Arábia Saudita estudam fazer uma injeção de recursos na instituição suíça por meio de seus respectivos soberanos, Mubadala e o Public Investment Fund (PIF). Procurados pelo RR, o BTG e o Credit Suisse não quiseram se manifestar.

O Credit Suisse precisa de um aporte no curtíssimo prazo. O banco tem hoje um rombo de capital da ordem de US$ 4,5 bilhões. Um relatório da Goldman Sachs aponta que, no ritmo atual, esse buraco pode chegar a US$ 8 bilhões em 2024, devido ao momento de “geração de capital mínima”. Para ganhar tempo, o Credit Suisse estuda se desfazer de participações acionárias, como uma fatia no Six Group, que administra a bolsa de valores de Zurique, 8,6% da gestora espanhola Allfunds e uma joint venture com a American Express, conforme publicou o Financial Times.

O Credit Suisse soma cerca de US$ 700 bilhões em ativos totais, ou algo em torno de R$ 3,9 trilhões. O BTG, por sua vez, tem pouco mais de R$ 450 bilhões em ativos totais. Dito assim, pode soar como uma mordida grande demais para a embocadura do banco brasileiro. No entanto, não obstante esses números, é importante ressaltar que o Credit Suisse não é mais aquele e vive um momento de notória vulnerabilidade, que se reflete na atual discrepância entre o valor de mercado das duas instituições. Desde o início do ano, com o agravamento dos rumores sobre a sua situação financeira, o banco suíço perdeu mais 50% do seu market cap. Hoje, tomando-se como base a cotação em bolsa, o Credit Suisse vale apenas meio BTG – no fechamento de ontem, o banco brasileiro estava avaliado em quase R$ 125 bilhões. Mais do que isso: hoje, o Credit Suisse é tido como um banco à beira do precipício.

Não é de hoje que André Esteves acalenta o desejo de iniciar uma saga helvética. Pouco após recomprar o velho Pactual do UBS, em 2009, tentou adquirir o controle do próprio banco suíço. Passados 13 anos, e alguns percalços pelo caminho, o BTG encontra-se em um momento de notória prosperidade. Entre março e junho deste ano, registrou os maiores resultados trimestrais da sua história. O lucro de R$ 2,1 bilhões foi 26% superior ao registrado em igual período em 2021., A receita, por sua vez, subiu 19,7% no mesmo intervalo, chegando a R$ 4,5 bilhões. Entre junho de 2021 e junho deste ano, o volume de ativos de terceiros sob gestão subiu de R$ 880 bilhões para aproximadamente R$ 1,1 trilhão.

A eventual compra do Credit Suisse faria jus à ousadia e à competência de André Esteves que o caracterizam desde os primeiros passos no velho Pactual. Ao mesmo tempo, a entrada na Europa diferenciaria o BTG do movimento de outros bancos brasileiros que miram notadamente a América Latina e a aquisição de instituições de menor porte. O Credit Suisse é um dos mais míticos bancos de investimento do mundo. Fundado em 1856, carrega um capital humano de alta qualificação, tem uma vasta capilaridade e é um brand que consta em qualquer lista do top ten do setor. É um dos líderes globais do cobiçado segmento de gestão de fortunas.

#BTG #Credit Suisse #Mubadala

Balanceamento

19/08/2022
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A direção da Estapar, rede de estacionamentos controlada pelo BTG, trabalha com uma ideia fixa: reduzir a relação dívida líquida/Ebitda para cinco vezes até o fim do ano – informação confirmada ao RR pela própria empresa. Hoje, esse múltiplo é 7. Nada que se compare a 2021. O passivo virou um carro sem freios, chegando a 18 vezes o Ebitda.

#BTG #Ebitda #Estapar

Modus operandi

18/07/2022
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Recomenda-se aos demais bancos que sigam o exemplo do BTG e da XP. Ambos realizam pesquisas eleitorais, têm acesso aos dados antes e depois divulgam com estardalhaço. Se essa é a práxis, então que se locupletem todos.

#BTG #XP Investimentos

Modus operandi

18/07/2022
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Recomenda-se aos demais bancos que sigam o exemplo do BTG e da XP. Ambos realizam pesquisas eleitorais, têm acesso aos dados antes e depois divulgam com estardalhaço. Se essa é a práxis, então que se locupletem todos.

#BTG #XP Investimentos

Assédio na Faria Lima não sai do armário

1/07/2022
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A Caixa Econômica não é o único anfiteatro de assédio sexual do mercado financeiro, um dos setores onde grassa o maior desrespeito a mulheres. Na mão inversa da provinciana Brasília, encravada na Faria Lima, a lascívia corre solta que nem dólares e criptomoedas. Em dias nem tão distantes assim, um episódio de descontrole verificou-se na Necton Investimentos, uma das maiores empresa de agentes autônomos comprada pelo BTG.

O protagonista foi um dos mandarins do negócio, que tem sob seu controle uma carteira de R$ 10 bilhões. O dito cujo insistiu de todas as maneiras em abduzir, para não dizer outra palavra, uma lady das mais influentes da casa. A dama não só resistiu como deixou a endinheirada empresa, não sem antes enviar um sugestivo “presente” que resumia seu pensamento nada cortês pelo personagem.

Aliás, reza a lenda que o mandarim em questão não dorme há dois dias desde que o episódio da CEF explodiu nas mídias e o seu caso ganhou vida própria na rádio corredor da Necton. Todo mundo sabe da história, vergonha individual que se tornou corporativa. O vexame chegou ao BTG. Como se sabe, André Esteves detesta esse tipo de procedimento. A ver as consequências. Consultada, a Necton, como não poderia deixar de ser, informou que “não tem conhecimento de nenhuma denúncia apresentada sobre o tema e, após as devidas checagens internas, nega veementemente as informações apresentadas.”

#BTG #Caixa Econômica #Faria Lima

Créditos à vista

15/06/2022
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A Enforce, leia-se BTG, é forte candidata à compra da carteira de créditos duvidosos do BRB (Banco Regional de Brasília), da ordem de R$ 1,2 bilhão.

#Banco Regional de Brasilia #BTG #Enforce

Banco rubro-negro

9/05/2022
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Os bastidores da criação da nova liga de futebol pegam fogo. O bloco liderado pelo presidente do Athletico-PR, o empresário Mario Celso Petraglia, quer tirar o BTG da mesa de negociações. A alegação é que o banco faz o jogo do Flamengo. E só do Flamengo.

#Athletico-PR #BTG #Flamengo

O day after do IPO do BV

21/02/2022
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Com anos-luz de atraso, o BV (antigo Banco Votorantim) pretende correr atrás da XP e do BTG. O banco dos Ermírio de Moraes tem planos de se tornar um consolidador de escritórios e plataformas de agentes autônomos. Uma parte dos investimentos necessários para a empreitada viria do seu IPO. Aliás, não custa lembrar que o RR antecipou, na edição de 9 de fevereiro, a abertura de capital do BV e as negociações para o fim da sociedade com o Banco do Brasil – informação publicada pelo jornal O Globo na última sexta-feira.

#Banco Votorantim #BTG #Ermírio de Moraes #XP Investimentos

A velha história da mulher de Cesar

12/11/2021
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Existem certas condições para evitar uma relação de promiscuidade entre o setor público e a iniciativa privada que deveriam ser repensadas para o bem da ética. Seria o mínimo. Mesmo o período de quarentena imposto a influentes assessores do Ministério da Economia e do Banco Central parece ser insuficiente. O caso do ex-secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, detentor de todas as informações fiscais do governo, é um exemplo didático. Em um momento em que o BC, em suas diversas atas, diz que a formação da taxa de juros dependerá da equação fiscal, o passe de Mansueto foi às alturas. O BTG entendeu isso desde a primeira hora. O economista chegou a ser sondado para ser o “Posto Ipiranga II”. Um convite sem autorização do presidente Jair Bolsonaro, segundo o Posto Ipiranga titular, Paulo Guedes. Em tempo: André Esteves, que virou “secretário do Tesouro”, por alguns minutos, devido a um ato falho de Guedes, está satisfeitíssimo com Mansueto. Poderia ser de outra forma?

#Banco Central #BTG #Jair Bolsonaro #Paulo Guedes

Mais um no time

5/11/2021
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A aprovação do clube-empresa no Brasil tem atraído uma série de instituições financeiras para o mercado da bola. Depois do BTG e da XP Investimentos, agora é o Itaú BBA que está entrando em campo para assessorar clubes no processo de abertura de capital e na busca por investidores.

#BTG #XP Investimentos

Panelaço

3/11/2021
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A Tramontina estaria em conversações para a compra da fabricante de panelas Brinox, controlada pela gestora argentina Southern Cross. A negociação é conduzida pelo BTG.

#BTG #Tramontina

Uma operação casada contra Paulo Guedes

11/10/2021
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Ao que parece, o Congresso lançou, em dobradinha, uma espécie de “Operação Paulo Guedes”. O RR apurou que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado planeja convocar o ministro da Economia para explicar a venda da carteira de créditos do antigo Banco Econômico para o BTG, de André Esteves, seu antigo sócio. Ressalte-se que Guedes já foi chamado pela Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre seus depósitos de US$ 9,5 milhões em uma offshore. Há muito de vendetta contra o ministro, que, verdade seja dita, tem se sacrificado na relação com o Congresso e o STF.

#BTG #Paulo Guedes

Trabalho de campo

30/09/2021
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O fundo de pensão holandês APG busca parceiros para a compra de terras no Brasil. Ressalte-se que a fundação é sócia do BTG em reservas florestais no Chile. E que o banco lançou recentemente um fundo para a compra de terras. De repente, dá match.

#BTG

Rasante

22/09/2021
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O BTG está procurando sócios para a companhia aérea chilena Sky Airline. No ano passado, com a assessoria do banco, a empresa chegou a estudar uma oferta de ações, mas o céu não está para isso. Procurados, o BTG e a Sky Airline não se pronunciaram.

#BTG #Sky Airline

Substituição à vista

10/09/2021
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A WTorre está procurando um novo banco para ser parceiro do projeto de reforma e gestão da Vila Belmiro, estádio do Santos. A tabelinha com o BTG perdeu gás. Procurados, WTorre e BTG não se pronunciaram.

#BTG #WTorre

BTG venture capital

1/09/2021
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Já há uma fila de startups na porta do BTG. O banco de André Esteves prepara o lançamento de um novo fundo de venture de capital. O valor captado deve oscilar entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões. Procurado, o BTG não quis se manifestar.

#BTG

Madeira

11/08/2021
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A chilena Arauco, fabricante de painéis de madeira, é candidatíssima à compra de ativos florestais no Brasil. Curiosamente, em maio a empresa vendeu florestas no Chile para um fundo do BTG.

#Arauco #BTG

BTG na Colômbia

26/05/2021
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Mesmo com a convulsão social na Colômbia, o BTG está acelerando o passo para abrir seu banco naquele país – operação aprovada pelo BC em novembro passado. Segundo o RR apurou, a instituição de André Esteves deverá desembolsar cerca de US$ 120 milhões em capital para dar a partida na filial.

#BTG

Farsa da venda da Globo tem um forte suspeito

17/03/2021
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O mar de postagens sobre a rocambolesca história de que a J&F estaria comprando a Globo leva ao Palácio do Planalto. O RR conversou com um bruxo do Congressoque identificou a digital do clã dos Bolsonaro por trás da espetaculosa operação feita na internet no último sábado sobre a “venda” do grupo de comunicação. A informação bombou nas redes sociais durante toda a madrugada do dia 13 de março, com um impulsionamento milionário e uma escala de postagens que só poderia ser feita por uma tropa de choque.

É redundante falar sobre a animosidade entre o presidente Jair Bolsonaro e a Globo e a competência da família para operar nas mídias sociais. A plantação de que a J&F estaria comprando a Globo tem pelo menos dois meses. Esse foi o tempo em que a desinformação chegou antecipadamente ao RR. A Globo sabe disso. A newsletter não levou a questão a sério. Há cerca de uma semana, o assunto voltou à baila.

O mesmo “vírus do M&A”, igualzinho, foi inoculado junto a um operador do mercado financeiro badalado nas mídias. O personagem cantou a pedra para o RR. A newsletter desacreditou a história mais uma vez. O enredo não tem nem pé nem cabeça pelas mais variadas razões. Joesley Batista, um dos principais acionistas da J&F, tem relação pessoal com os controladores da Globo.

Não custa lembrar também que a empresa de Batista é um cliente pesado do grupo de comunicação. O BTG, o coadjuvante da história, até poderia ter analisado os ativos da Globo e enviado um report para a J&F. Mas, da mesma maneira, não faria sentido divulgar o que seria um dos maiores negócios do país através de um “vazamento monstro” nas redes sociais. O fato é que todas as empresas citadas desmentiram publicamente a veracidade da notícia. Se o procedimento não ocorresse, até caberia a abertura de inquérito pela CVM. O RR sentiu a pulsação de alguns dos players em relação a uma suposta autoria dos Bolsonaro na disseminação da falsa notícia. O diagnóstico é que a participação do clã na operação faz um enorme sentido.

#BTG #J&F #Jair Bolsonaro #Rede Globo

Alto calibre

10/03/2021
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O BTG carrega na cartucheira mais R$ 1 bilhão para a compra de ativos imobiliários. Desde o início de 2020, por meio de fundos próprios, o banco de André Esteves já desembolsou mais de R$ 4 bilhões na aquisição de torres de escritórios e galpões logísticos.

#BTG

Sale

8/03/2021
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A BR Malls está embalando um novo pacote de shoppings para venda. Na última grande “liquidação”, em 2019, sete empreendimentos foram transferidos ao BTG por R$ 700 milhões.

#BR Malls #BTG

Não toma partido

16/12/2020
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  • O ministro Paulo Guedes foi sondado por BTG e XP para que assuma um lado no contencioso sangrento entre as duas instituições. Já mandou avisar que não toma partido, mesmo com todo o carinho que nutre pela antiga casa.

#BTG #Paulo Guedes #XP Investimentos

Tabelinha bilionária

9/10/2020
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Cerca de R$ 1 bilhão. É quanto BTG e WTorre pretendem levantar para montar um fundo de investimento voltado a reforma e gestão de arenas esportivas. A empresa de Walter Torre, não custa lembrar, já é parceira do Palmeiras no Allianz Parque.

#BTG #WTorre

IPO no horizonte

1/10/2020
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Os sócios do C6 Bank, todos egressos do BTG, já conversam sobre o IPO da fintech.

#BTG

Turbulência

14/08/2020
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Contratado pela chilena Sky Airlines para liderar uma captação internacional de US$ 100 milhões, o BTG vai ter fazer acrobacias aéreas para consumar a operação. A situação da empresa é preocupante. Segundo o RR apurou, no limite os acionistas da Sky Airlines cogitam até mesmo recorrer ao Capítulo 11, nos Estados Unidos, a exemplo da conterrânea Latam.

#BTG #Sky Airlines

XP e BTG trocam tiros de alto calibre

21/07/2020
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Vai ficando mais quente o rali entre o BTG e a corretora XP. Ambos disputam raivosamente a exclusividade dos serviços da legião de agentes autônomos de investimentos, que agora se organizam como partnerships em escritórios. O BTG quer comprar participação nos escritórios e a XP quer dar participação aos escritórios no seu capital. As duas hipóteses tem problemas regulatórios.

Os juizados das causas serão o Banco Central e a CVM. Um dos pleitos é a facilitação para que os escritórios de AAI se tornem corretoras. Essas empresas de valores voltariam às pencas, conforme ocorreu nos anos 70 e 80. Mas, BTG e XP já se arranham há algum tempo. Antes as duas instituições se bicavam em um processo judicial, no qual o XP denuncia o BTG devido ao uso de insider information.

Procurado, o BTG não quis se pronunciar. Na área institucional, o BTG estuda fazer um frentão com outros grandes bancos para pressionar o BC a tirar a XP do seu privilegiado limbo regulatório e colocá-la a concorrer de igual para igual. Estuda também publicar anúncios compartilhados questionando as ditas vantagens comparativas da corretora. Falta combinar com as instituições financeiras do andar de cima. A XP está sozinha com todos os grandes bancos contra ela. É bom que os bancões corram antes que XP se transforme no predador no topo da cadeia financeira.

#BTG #XP Investimentos

Amazônia vs. Eneva Energia

25/05/2020
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Parlamentares da Amazônia deverão solicitar ao Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) e ao TCU a abertura de processo para investigar o empréstimo do Fundo Constitucional do Norte (FNO) à Eneva Energia – leia-se BTG e Cambuhy, holding da família Moreira Salles. Deputados de oposição ao governador Wilson Lima levantam suspeições de favorecimento à empresa na concessão de R$ 1 bilhão do FNO, administrado pelo Banco da Amazônia. O valor equivale a 10% de todos os recursos do Fundo e a 50% do orçamento previsto para o estado do Amazonas. Ressalte-se que outro benefício obtido pela antiga MPX já é objeto de investigação no TCE-AM (Processo 763/2019). A Corte apura supostas irregularidades em benefícios fiscais que teriam sido concedidos pelo governo amazonense à Eneva. Em decisão do último dia 5 de maio, o ministro Ari Jorge Moutinho Junior, relator do processo, determinou a comunicação do caso ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao TCU, “em razão das possíveis graves impropriedades relatadas”.

#BTG #Cambuhy

Baixa voltagem

5/05/2020
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O BNDES é o fiel da balança da venda da AES Tietê. O banco trabalha para que a AES aceite a oferta da Eneva – leia-se a Cambuhy, dos irmãos Moreira Salles e o BTG. O banco enxerga uma janela de oportunidade: com o negócio, poderá reduzir sua exposição no capital da AES Tietê de 14,4% para algo próximo dos 6%.

#AES #BNDES #BTG

De fora

15/04/2020
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A julgar pelas ações compartilhadas no combate ao coronavírus ficou claro quem está na primeira e na segunda divisão da banca nacional. BTG e Safra sequer foram cogitados para participar das medidas conjuntas capitaneadas por Bradesco, Santander e Itaú.

#Bradesco #BTG #Itaú #Safra #Santander

Multa milionária

24/03/2020
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A WTorre vai recorrer à Justiça contra a recente derrota que sofreu no Carf. A construtora foi condenada a pagar uma autuação de R$ 400 milhões da Receita Federal em cima de uma intrincada operação de troca de ativos com o BTG. A pendenga se arrasta desde 2011. Resta à WTorre fazer de tudo para que se arraste ainda mais.

#BTG #Carf #WTorre

A guerra fria entre BTG e XP

4/03/2020
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A cúpula da XP cogitou subir o tom e reagir duramente à provocação feita, na semana passada, pelo BTG, que não perdoou as interrupções no sistema da concorrente e disparou no Twitter: “Por aqui, até o momento, nenhuma ocorrência de instabilidade na nossa plataforma.” “Por aqui, nenhuma ocorrência de sócio preso”, teria sido o tiro de canhão sugerido a Guilherme Benchimol, fundador da gestora, no calor dos acontecimentos. Depois, o sangue esfriou e os acionistas da XP, ao que tudo indica, engoliram o episódio a seco. Melhor não comprar certos riscos…

#BTG #XP Investimentos

BR Malls põe mais dois shoppings na vitrine

8/11/2019
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A BR Malls estaria em conversações com a Hedge Investment para a venda dos shoppings São Luís, no Maranhão, e Via Brasil, no Rio de Janeiro. A dupla negociação envolveria algo em torno de R$ 200 milhões. Trata-se de mais um movimento da BR Malls para seu portfólio. Em julho, a empresa vendeu sete shoppings de uma só vez para um fundo do BTG

#BR Malls #BTG

Aportes sucessivos

5/11/2019
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O C6 Bank, banco digital formado por ex-sócios do BTG, estaria prestes a receber mais um aporte capital. O mais recente foi de aproximadamente R$ 100 milhões

#BTG

Renova Energia em busca de uma luz

25/10/2019
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O BTG está muito bem cotado no governo mineiro para assumir o processo de recuperação judicial da Renova Energia e, sobretudo, buscar um comprador para a empresa. São R$ 3 bilhões em dívidas sobre a mesa, à espera de solução. A Cemig é o principal acionista da companhia de energia renovável, com 36%.

#BTG #Cemig #Renova Energia

Feitiço do tempo

24/10/2019
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Em um mundo idealizado, o sócio controlador da JGP, André Jakurski, bem poderia ser partner e CEO do BTG. Jakurski foi um mito entre os operadores de mercado e chefe de André Esteves, quando era um dos donos do Pactual. Posteriormente, tornou-se sócio de Paulo Guedes, também parceiro no Pactual. Originalmente, Guedes é o “G” do JGP. Jakurski é respeitadíssimo no mundo dos bankers. Ele seria um cleaner perfeito para o BTG, mais especificamente da presença de Esteves no BTG. Recentemente, Jakurski tem sido chamado para eventos de finance show patrocinados pelo banco. Os dois parecem se entender às mil maravilhas. Pena que a realidade seja tão madrasta.

#BTG

Palocci estraga os planos de André Esteves

10/10/2019
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A recente delação de Antônio Palocci acusando André Esteves de insider information vai mudar os planos do banqueiro. Esteves, que retornou de mansinho no ano passado à posição de sênior partner do BTG, tornou-se um comprador compulsivo de ações do próprio banco, ampliando bastante sua já expressiva participação acionária. O próximo passo seria retornar ao posto de presidente da instituição. A deduração de Palocci, por motivos óbvios, abortou o plano. A decisão foi tomada em reunião informal com os principais sócios. Ganha o BTG.

#Antônio Palocci #BTG

Blindagem

29/07/2019
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A Caixa Econômica, sócia do BTG no Banco Pan, tem cobrado providências urgentes para a redução do número de reclamações dos clientes da instituição. O Pan liderou o ranking de queixas do BC no segundo trimestre. O temor da Caixa é que a má reputação do banco acabe contaminando sua própria imagem.

#Banco Pan #BTG #Caixa Econômica

André Esteves minera o maior banco de blockchain do mundo

18/07/2019
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A volta de André Esteves ao comando do BTG promete ser cesarista. Os planos incluem a aposentadoria do modelo mais radical de partnership, que caracterizou o regime societário do banco desde os tempos em que se chamava Pactual. Esteves pretende ser controlador “mesmo”, no estilo dos Setúbal e dos Moreira Salles com o Banco Itaú, com um domínio societário absolutista dos negócios, algo que durante décadas ele considerou uma fórmula ultrapassada.

O BC já está avisado sobre seu mimetismo, assim como devidamente informado sobre o seu projeto de tornar o banco um gigante de criptomoedas e fundos ativos digitais. Na visão do mais ousado dos banqueiros de investimentos tupiniquim desde Jorge Paulo Lemann, do Banco Garantia, a arquitetura de blockchain permite que uma instituição financeira brasileira almeje o protagonismo internacional. Consultado pelo RR sobre os planos de André Esteves, o BTG negou o projeto de ser uma das maiores instituições do mundo em ativos digitais.

Nega também que esteja buscando parcerias em blockchain e afins. Curioso! Parece que o banco esqueceu que acaba de fechar um acordo com a Dalma Capital, de Dubai, para a emissão de US$ 1 bilhão em ativos “tokenizados” no exterior. A ideia de um BTG full cyber money, uma gigantesca fintech mineradora de moedas digitais, faz nexo e tem todo sentido. André Esteves sempre esteve mais para matemático do que para banqueiro. Ele acredita que o país tem vantagem na estruturação combinada de lastros não convencionais, tais como ativos da natureza e criptomoedas. Esteves não quer desacelerar de jeito nenhum. Vai virar a própria mesa. A jato.

#André Esteves #BTG

Acervo RR

Banco imobiliário

26/06/2019
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A Enforce, empresa de recuperação de créditos do BTG, abriu tratativas com a Caixa. Em jogo, a aquisição de aproximadamente R$ 500 milhões em imóveis retomados pelo banco estatal por inadimplência. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, quer tirar boa parte desse entulho já do balanço deste ano.

#BTG #Caixa Econômica #Enforce

Banco imobiliário

26/06/2019
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A Enforce, empresa de recuperação de créditos do BTG, abriu tratativas com a Caixa. Em jogo, a aquisição de aproximadamente R$ 500 milhões em imóveis retomados pelo banco estatal por inadimplência. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, quer tirar boa parte desse entulho já do balanço deste ano.

#BTG #Caixa Econômica #Enforce

Melhor esperar mais

24/06/2019
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Caso dilua completamente sua participação com o iminente aumento de capital do Banco Pan, a Caixa Econômica vai deixar o negócio com prejuízo. Não obstante sua recente recuperação, no somatório o Pan ainda carrega um prejuízo acumulado de R$ 260 milhões desde 2009, quando a Caixa se associou ao BTG na operação.

#Banco Pan #BTG #Caixa Econômica

Uma página a ser folheada pela CVM

29/03/2019
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A CVM terá de aprender rapidamente a escarafunchar o interesse por trás do conteúdo das publicações. A iminente compra da Exame por André Esteves, o próximo “publisher do mercado de capitais”, vai desaguar em um novo balcão para venda de produtos do BTG, na versão mais ingênua, e disseminação de informações do seu interesse, na versão mais hard. A Empiricus vai ganhar um concorrente à altura, muito mais sofisticado, é claro.

Com a sacada da compra da Exame, pode estar se iniciando uma corrida bancária por revistas quebradas ou sites e newsletters especializados. É uma nova fronteira para a venda de produtos fi nanceiros. As páginas se tornarão prateleiras. Antes que algum aventureiro se pronuncie, o RR informa que não está à venda. Mas examinamos ofertas.

#BTG #CVM

Deep throat

11/02/2019
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André Esteves, há muito, não andava tão atuante em suas relações com a imprensa. O banqueiro é a fonte, em off the records, do contencioso entre o BTG e a XP, comunicando diretamente ou por meio de ventríloquos.

#André Esteves #BTG #XP

Corda bamba

8/10/2018
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O risco da Queiroz Galvão entrar em recuperação judicial aumenta. O RR apurou que o BTG Pactual vai pedir, nos próximos dias, a execução de seus créditos contra a companhia. O Banco Votorantim, por sua vez, já acionou a Queiroz Galvão na Justiça para receber cerca de R$ 400 milhões. No total, a dívida do grupo passa de R$ 10 bilhões.

#BTG

BTG busca outra porta de saída da África

26/09/2018
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O encerramento das tratativas entre o BTG e a Vitol para a venda de 50% da PetroÁfrica não significa necessariamente a permanência do banco da empresa. Segundo o RR apurou, a instituição financeira já abriu outras frentes de negociação. O banco de André Esteves tenta arrancar uma proposta superior à apresentada pela Vitol, da ordem de US$ 1,3 bilhão. Trata-se do mesmo valor ofertado pela trading holandesa para ficar com os outros 50% da PetroÁfrica pertencentes à Petrobras. No fundo, não convém nem à estatal nem ao banco de André Esteves permanecer em um negócio maculado pela Lava Jato.

#BTG

BR Pharma x BTG

17/09/2018
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Paulo Remy, dono da BR Pharma, está disposto a brigar na Justiça contra o BTG, maior credor da empresa, caso o banco não aprove a venda da Farmais. Trata-se da última sobrevivente entre as redes de drogarias que compunham a holding. A briga é antiga. Remy acusa o BTG, ex-controlador da BR Pharma, de ter passado o negócio adiante cheio de “pílulas” fora da validade.

#BR Pharma #BTG

BTG e Mitsubishi manobram em direções opostas

24/08/2018
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A relação societária entre o BTG e a Mitsubishi Motors percorre seus últimos quilômetros. O RR apurou que os sócios do banco pretendem vender sua participação na companhia, representante da marca japonesa no Brasil e controlada pelo empresário Eduardo Souza Ramos. Mesmo que de forma indireta, o movimento pode ser associado ao esforço de higienização da imagem do BTG e de seus acionistas, uma árdua escalada que teve início após a prisão de André Esteves.

A Mitsubishi é considerada um ativo tóxico para a reputação do banco. A montadora desliza a instituição financeira na direção da Operação Zelotes. A Mitsubishi é uma das principais citadas no esquema de compra de sentenças no Carf. Paulo Ferraz e Robert de Macedo Rittcher, ex-executivosda MMC Automotores do Brasil (empresa que detém a licença técnica para comercializar os automóveis da marca Mitsubishi no Brasil), foram condenados em primeira instância. Acabaram funcionando como um escudo para o seu patrão.

Até o momento, Eduardo Souza Ramos tem escapado da Zelotes apenas com algumas escoriações. Foi absolvido em primeira instância por falta de provas. A coabitação entre o BTG e a Mitsubishi Motors é cercada por pontos de interrogação. As partes nunca divulgaram formalmente o tamanho da fatia societária – a informação no mercado é que ela é de 25%. Além disso, o BTG sempre negou ser acionista da montadora. Garante que a participação pertence a sócios do banco reunidos na empresa BTG MB Investments. Não há por que duvidar. De toda a forma, o negócio sempre foi visto dentro da instituição financeira menos como um investimento e mais como uma ação entre amigos, notadamente de André Esteves, chapa de Eduardo Souza Ramos.

#BTG #Mitsubishi Motors

O trio vai virar quarteto

23/07/2018
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Os ex-acionistas do BTG Marcelo Kalim, Carlos Fonseca e Leandro Torres já estariam negociando o ingresso de um investidor estrangeiro no C6Bank, banco digital recém- criado pela tríade.

#BTG

Costela do BTG

4/05/2018
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O trio Marcelo Kalim, Leandro Torres e Carlos Fonseca, que deixou o BTG para criar o C6Bank, já se movimenta para fisgar um cardume de fintechs. O alvo são plataformas digitais voltadas à área de crédito, um dos principais negócios do novo banco.

#BTG

Apoio mútuo

26/03/2018
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O diretor da GRT Partners e fundador do Banco Pactual, Luiz Cezar Fernandes, tem conversado com o controlador do BTG, André Esteves. Os dois, que já se detestaram, hoje mantêm uma relação afetuosa. Fernandes previu no ano passado que o Brasil decretaria o calote da dívida interna em breve. E Esteves permanece encalacrado com processos na Lava Jato.

#Banco Pactual #BTG

Fora, pero no mucho

5/03/2018
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Marcelo Kalim teria acertado com os demais sócios do BTG sua saída do cargo de presidente do Conselho para maio. Segundo o RR apurou, Kalim já se desfez de boa parte das ações da instituição em seu poder. Sua próxima atração seria um banco digital, que deverá ter alguns algoritmos de parceria com o próprio BTG.

#BTG

Duas centenas

28/02/2018
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O total de fintechs compradas por BTG, Bradesco, Safra e Itaú já caminha para duas centenas. Qualquer hora rola um bazar de vendadas ativos que estão sobrando no portfólio…

#Banco Safra #Bradesco #BTG #Fintechs #Itaú

BR Pharma: uma dura lembrança para o BTG

19/01/2018
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O RR teve a informação de que a BR Pharma, hoje pertencente ao investidor Paulo Remy, estuda entrar na Justiça contra o BTG. A instituição financeira é ex-controladora da empresa, que entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. Consultada, a holding de drogarias não quis se pronunciar, alegando se “tratar de companhia de capital aberto”. A newsletter, então, perguntou ao BTG se ele tinha “conhecimento da intenção dos atuais controladores da BR Pharma de acionar o banco na Justiça?”. De uma forma despropositada, em um tom intimidatório, o banco respondeu que “repudia insinuações levianas a seu respeito e reforça que a lei 7.492 de 1986, em seu artigo 3o, tipifica como crime divulgar informações falsas ou prejudicialmente incompletas sobre instituição financeira”. O RR tem compromisso com o furo e ousa fazer pequenas análises, expondo vísceras e vértebras das empresas, muitas vezes com uma linguagem irônica. Devem ser essas as razões para o incômodo anormal demonstrado pelo BTG.

#BR Pharma #BTG #Paulo Remy

A hora é agora

13/12/2017
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A direção do Banco do Brasil avalia uma nova emissão de títulos no exterior. Os ventos sopram a favor das instituições bancárias brasileiras. Nas últimas semanas, Itaú e BTG captaram, respectivamente, US$ 1,25 bilhão e US$ 500 milhões. O próprio BB emitiu em outubro cerca de US$ 1 bilhão em bônus. Foi pouco vis-à-vis à demanda de investidores por papéis, que passou de US$ 5,5 bilhões. Procurado, o banco informou que “analisa regularmente oportunidades de captação em mercado”.

#Banco do Brasil #BTG #Itaú

Política

O nome da vez

11/12/2017
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Como a iminente saída dos sócios Marcelo Kalim, Leandro Torres e Carlos Fonseca, quem deve subir alguns degraus na hierarquia de poder do BTG é o acionista Marcelo Flora, responsável pela área digital do banco.

#BTG

Assunto no BTG

27/11/2017
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A privatização da Eletrobras é assunto forte no BTG.

#BTG #Eletrobras

Back to the game II

16/11/2017
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Mesmo que não volte à presidência ou mesmo ao Conselho do BTG, André Esteves não está resignado a ficar como dono de banco proscrito. Afinal, é o maior acionista da instituição, com 30% do capital. Entre as ações para a sua rentrée em cena, com o devido polimento de imagem, estuda-se no BTG a realização de um summit no ano que vem, no qual seriam discutidos cenários para 2019. O evento contaria com um elenco de conferencistas estrelados. Esteves reaparecia como participante da mesa, emoldurado por Prêmios Nobel e nomes do Olimpo do empresariado. Por ora, no entanto, o banqueiro não tem muito boas notícias: o lucro do BTG no terceiro trimestre caiu 30% em relação a igual período em 2016. Ao mesmo tempo, permanece a prudente expectativa sobre uma eventual delação premiada de Guido Mantega. André Esteves, como se sabe, era unha e carne com o ex-ministro da Fazenda.

#BTG

Cifras na balança

9/11/2017
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O Banco Pan, associação entre o BTG e a Caixa Econômica, celebrou os R$ 157 milhões de lucro amealhados entre janeiro e setembro. Pois agora só faltam R$ 303 milhões para contrabalançar com as perdas acumuladas nos últimos quatro anos.

#Banco Pan #BTG #Caixa Econômica

Acervo RR

Pneu queimado

18/10/2017
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O empresário Eduardo Souza Ramos, sócio da Mitsubishi no Brasil, quer ter a própria montadora japonesa no capital da MMC Automóveis, fabricante e distribuidora da marca no país. A porta de entrada seria a compra da participação de André Esteves e outros acionistas do BTG, em torno de 25%. O problema é convencer os japoneses a embarcar no negócio no momento em que a empresa está maculada pela Operação Zelotes – dois de seus executivos foram condenados por pagamento de propina a conselheiros do Carf.

#BTG #Carf #Mitsubishi #MMC Automotores

Pneu queimado

18/10/2017
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O empresário Eduardo Souza Ramos, sócio da Mitsubishi no Brasil, quer ter a própria montadora japonesa no capital da MMC Automóveis, fabricante e distribuidora da marca no país. A porta de entrada seria a compra da participação de André Esteves e outros acionistas do BTG, em torno de 25%. O problema é convencer os japoneses a embarcar no negócio no momento em que a empresa está maculada pela Operação Zelotes – dois de seus executivos foram condenados por pagamento de propina a conselheiros do Carf.

#BTG #Carf #Mitsubishi #MMC Automotores

Pandemônio

6/10/2017
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Em sua pré-delação, Antônio Palocci está desfiando passo a passo a venda do PanAmericano para o BTG, com destaque especial para as relações entre André Esteves e Guido Mantega.

#Antônio Palocci #Banco PanAmericano #BTG

Seis por meia dúzia

28/08/2017
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A angolana Sonangol demonstrou interesse em ficar com a parte do BTG na Petro África, a joint venture com a Petrobras que tanto deu o que falar. E talvez continue dando: a Sonangol é uma das empresas “controladas” por Isabel dos Santos, filha do ditador angolano José Eduardo dos Santos, prestes a deixar a presidência após 38 anos.

#BTG #Petrobras #Sonangol

Acervo RR

Pague mais

2/08/2017
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O empresário cearense Deusmar Queirós, que domina o varejo farmacêutico no Nordeste, pena agora em avançar para o “Sul Maravilha”. Terceira maior rede de drogarias do país, com vendas de quase R$ 6 bilhões, a Pague Menos estaria em busca de ativos no Rio e em São Paulo. Consta que o grupo chegou a analisar os números da BR Pharma, mas recuou por conta das dívidas do antigo braço farmacêutico do BTG.

#BR Pharma #BTG

Pague mais

2/08/2017
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O empresário cearense Deusmar Queirós, que domina o varejo farmacêutico no Nordeste, pena agora em avançar para o “Sul Maravilha”. Terceira maior rede de drogarias do país, com vendas de quase R$ 6 bilhões, a Pague Menos estaria em busca de ativos no Rio e em São Paulo. Consta que o grupo chegou a analisar os números da BR Pharma, mas recuou por conta das dívidas do antigo braço farmacêutico do BTG.

#BR Pharma #BTG

Fado da despedida

28/07/2017
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O Banif já dispensou boa parte dos funcionários e vendeu seus imóveis no Brasil. Até o início de setembro, deverá encerrar suas operações no país, dentro do plano acordado com o Banco Central. No início do ano, o BTG chegou a negociar a compra das operações do banco português no Brasil, mas recuou. O Banif deixa o mercado brasileiro manchado pelos escândalos na matriz, que levaram à sua intervenção.

#Banco Banif #Banco Central #BTG

Mudanças à vista no controle da BR Brokers

23/06/2017
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O RR encostou o ouvido nas paredes da BR Brokers e auscultou os planos da empresa de fazer uma emissão de ações. A operação abriria caminho para mudanças significativas na estrutura societária. De um lado, a possibilidade de aumento das participações do Morgan Stanley e da Squadra Investimentos, que, juntos, detêm 28% da holding de imobiliárias; do outro, abre-se uma porta de saída para o BTG, que tem 8,4%.

#BR Brokers #BTG

Venda da Estre Ambiental é um rio contaminado pela Lava Jato

6/06/2017
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O empresário Wilson Quintella Filho tem duas prioridades cruciais neste momento: desvencilhar-se da Lava Jato, que insiste em arrastá-lo para o seu redemoinho, e encontrar um comprador para a Estre Ambiental, uma das maiores empresas privadas de saneamento do país. A primeira questão interfere decisivamente na segunda. Interessados na companhia existem. Segundo o RR apurou, há canais abertos de negociação com a espanhola Acciona e a canadense Brookfield.

A mexicana Pasa, que no ano passado esteve muito perto de se associar à Estre, ainda corre por fora. No entanto, mais do que a elevada dívida, que já estaria na casa de R$ 1,5 bilhão, a pressão dos bancos credores e os maus resultados da companhia, o maior entrave à venda do controle vem de outra direção. Todos os resíduos e dejetos da Estre Ambiental parecem escoar para um único local: Curitiba.

O turbilhão da Lava Jato ameaça invadir a Estre dos mais diversos lados. Pode vir dos depoimentos de Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa e ex-gestor do FI-FGTS, ao qual a companhia solicitou um aporte de R$ 500 milhões, que acabou não se realizando; ou de uma eventual delação do próprio Eduardo Cunha, o condutor dos passos de Cleto, a quem, digamos assim, recomendou que aprovasse a capitalização da empresa. O maior risco, no entanto, está dentroda própria Estre: o BTG, importante sócio da companhia, com 27,4% do capital.

Os persistentes rumores de que André Esteves já teria feito um acordo de delação premiada calam fundo em Wilson Quintella. É por ali que um veio de lama pode invadir os reservatórios da Estre. Enquanto a venda não sai e o fantasma da Lava Jato espreita à porta, a Estre Ambiental acumula prejuízos.

Até o momento, a empresa não divulgou os resultados de 2016, mas é pouco provável que tenha conseguido estancar a sangria dos anos anteriores: as perdas somadas entre 2013 e 2015 passaram dos R$ 800 milhões. O passivo, por sua vez, teria superado a marca de 3,5 vezes o Ebitda. Wilson Quintella Filho quer distância desta água barrenta. Por todos os motivos.

#Brookfield #BTG #Estre Ambiental #Lava Jato

Esteves ganha espaço

5/06/2017
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Com a deserção de sócios e a iminente saída de outros, a participação de André Esteves no BTG está aumentando. Já foi bem mais glamouroso ser partnership do banco.

#André Esteves #BTG

BTG Digital

9/05/2017
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Cinco meses após abrir seu banco digital, o BTG vai avançar mais algumas casas na operação. Hoje praticamente restrita a investimentos, a plataforma está sendo preparada para possibilitar outras transações, como empréstimos e venda de seguros.

#BTG

André Esteves back to the game?

14/02/2017
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Há uma certa expectativa de que André Esteves ressurja das brumas da Lava Jato amanhã, participando da divulgação dos resultados do BTG e da teleconferência com analistas. Por ora, os acionistas estão rachados em relação ao retorno de Esteves à ribalta. Quem defende sua exposição entende que o banqueiro não tem nada a temer, e a inclusão do seu nome na Lava Jato foi um equívoco. Já estaria mais do que na hora de virar a página e seguir em frente. A presença de Esteves também seria oportuna para demonstrar a unidade dos acionistas no momento em que um dos sócios, o ex-chefe de fusões e aquisições, Marco Gonçalves, foi praticamente expulso em um episódio controverso de inadimplência de um valor ínfimo frente às cifras auferidas pelos donos do BTG. O RR torce pela reaparição do destemido banqueiro.

#BTG #Lava Jato

Hora da verdade

2/02/2017
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Maio é o dead line da Leader Magazine, segundo informações filtradas junto à própria empresa. Este é o tempo que Fabio Carvalho, novo controlador da rede varejista, se deu para renegociar as dívidas de R$ 1 bilhão. Caso contrário, a companhia deverá partir para a recuperação judicial. É a herança da gestão BTG, ex-acionista da Leader.

#BTG #Leader Magazine

Que Deus a ouça…

20/01/2017
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As empreiteiras tiveram uma rara boa notícia, vinda da vice-presidente da Moody ´s Cristiane Spercel. Ontem, durante café da manhã com executivos do BTG, Cristiane afirmou com todas as letras que os projetos paralisados em função de atrasos de pagamento serão retomados. E cravou que as construtoras voltarão aos leilões de concessões.

#BTG #Moody´s

Ansiolítico

12/01/2017
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A BR Pharma, leia-se BTG, teria oferecido o controle da rede de drogarias Big Ben para a norte-americana CVS. Com mais de 260 farmácias, a bandeira esteve perto de ser vendida para o Grupo Ultra. No entanto, as negociações foram suspensas no fim do ano passado por falta de acordo em relação ao preço.

#BR Pharma #BTG #CVS #Grupo Ultra

Do ônus ao bônus

29/12/2016
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Os sócios do BTG discutem a retomada do pagamento de bônus aos administradores em 2017. O valor simbólico é grande: o variável está suspenso desde que o mundo do banco quase caiu.

#BTG

Domínio do fato

21/11/2016
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 Mesmo após a venda da Leader Magazine, a turbulenta passagem pela companhia ainda rende sérios problemas ao BTG. O Banco IBM está entrando na Justiça para cobrar um empréstimo de R$ 65 milhões não honrado pela rede varejista. Alega que o BTG era o controlador da Leader e, em última instância, responsável pelo pagamento do débito.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG Pactual e Banco IBM.

#BTG #Leader Magazine

Questão de saúde

11/11/2016
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• Abilio Diniz só pensa em saúde, mais precisamente nas redes de drogarias da BR Pharma/BTG. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Península Participações e BR Pharma.

#BR Pharma #BTG

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

26/10/2016
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  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

#Aché #Advent #Bain Capital #BTG #Cimed #JP Morgan #Medley #Pfizer #Teuto #Torrent Pharmaceuticals

Rasante

22/01/2015
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A alemã Fraport fez uma oferta para comprar a parte da UTC na Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o terminal aeroportuário de Campinas. A UTC, como se sabe, está sendo lavada a jato.

#BTG #Sky Airline

Acervo RR

Muito Vivo

12/08/2010
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O presidente da Vivo, Roberto Lima, parece estar em campanha eleitoral. Prestes a enfrentar um processo de fusão com a Telefônica, Lima tem feito um enorme esforço para se aproximar das “bases”. Nas últimas semanas, vem circulando pessoalmente por várias áreas da empresa. Só falta distribuir santinhos.

#Banco do Brasil #BTG #Itaú

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