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04.05.21

Algo não está cheirando bem nos portos do Rio de Janeiro

O RR apurou que Vale, CSN e Porto Sudeste, leia-se Mubadala e Trafigura, pressionam o governador Claudio Castro a intervir e conter a estranha – e, para muitos, ilegal – espiral de sanções impostas por prefeituras a terminas portuários privados do Rio. Entre os operadores, a leitura é que municípios, sabe-se lá movidos por que interesses, estariam usurpando poderes do governo do estado referentes a regulação e fiscalização ambiental. Nas duas últimas semanas, sem anuência das autoridades estaduais, a Prefeitura de Itaguaí interditou dois terminais da CSN – Tecar e Sepetiba-Tecon-, impondo multas, respectivamente, de R$ 4 milhões e R$ 1,4 milhão. Aplicou ainda uma sanção de R$ 3 milhões no Porto do Sudeste. Também sem respaldo do governo estadual, a Prefeitura de Mangaratiba interditou o Terminal da Ilha da Guaíba, da Vale. Em tempo: pode ser só uma coincidência, mas a secretária de Meio Ambiente de Itaguaí, Shayane Barreto, é filha do secretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, Antonio Marcos Barreto.

Há ainda outras águas turvas neste episódio. As companhias estariam sendo alvo de fake news. De acordo com a mesma fonte, há cerca de duas semanas surgiram “informes” em grupos de WhatsApp de moradores de Sepetiba de que peixes estariam morrendo em função da poluição no porto, algo sem comprovação. Não que o setor portuário seja um primor de respeito ao meio ambiente. No entanto, causa estranheza que nenhuma das irregularidades apontadas pelas Prefeituras sejam endossadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), responsável pela regulação ambiental no Rio de Janeiro. Pelo contrário. O INEA suspendeu a interdição dos terminais da CSN e da Vale e parece disposto a subir o tom contra os municípios. Ao RR o Instituto informou que “o que houve foi uma autuação das Prefeituras extrapolando suas respectivas competências e usurpando atribuições que são exclusivas do INEA”.

Ouvida pelo RR, a CSN diz que “não compete a uma prefeitura municipal interditar um porto devidamente licenciado pelo órgão ambienta estadual.” O Porto Sudeste foi ainda mais contundente: afirma que “se negou a receber os documentos de autuação e notificação da Prefeitura de Itaguaí” por se tratar de “medida arbitrária, sem o conhecimento do INEA”. A Vale não se pronunciou. A Prefeitura de Itaguaí diz que “todas as irregularidades foram mapeadas e indicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, e encaminhadas ao INEA.” Já a Prefeitura de Mangaratiba não se manifestou, a exemplo do governo do Rio.

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04.05.21

Ipiranga busca a sua “Americanas”

A Ipiranga procura um parceiro para a sua rede de lojas de conveniência, a AM/PM, nos moldes do acordo operacional entre a BR e a Americanas. Não é de hoje que o Grupo Ultra está insatisfeito com a performance do negócio: no último ano, fechou mais de 500 lojas da rede. Além da concorrência com a BR, a Ipiranga enfrenta a entrada da mexicana Femsa no mercado brasileiro, em associação com os postos da Raízen.

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04.05.21

O pugilista de Bolsonaro

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, foi escalado pelo Palácio do Planalto para bater pesado na CPI da Covid. Vai sobrar também para a Anvisa, notadamente pela demora na aprovação da Sputnik. Barros é o homem certo para a missão certa. Já na época em que comandava o Ministério da Saúde, no governo Temer, era um crítico contumaz da agência reguladora.

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04.05.21

Era só o que faltava

O Ministério da Saúde deverá enviar técnicos ao Rio Grande do Sul para acompanhar de perto a escalada de casos de febre amarela entre macacos. É um forte indício de que o vírus da doença está em circulação no estado, com o risco de contágio de humanos.

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04.05.21

Escondidinho no Ministério

A nomeação do ex-secretário especial de Fazenda Waldery Rodrigues como assessor de Paulo Guedes foi o arranjo encontrado pelo ministro e por Rodrigo Pacheco para evitar seu constrangedor retorno ao Senado, onde é funcionário de carreira. Pacheco cogitou indicar Rodrigues como conselheiro da presidência do Senado para assuntos econômicos, mas a hipótese foi rechaçada pelos próprios parlamentares. O ex-secretário gerou atritos em demasia nas negociações para a aprovação do Orçamento.

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04.05.21

Sergio Cabral e Adriana Ancelmo

Sem toga e sem cargo, o ex-juiz e ex-governador Wilson Witzel faz planos de abrir um escritório de advocacia, possivelmente em sociedade com sua mulher, Helena Witzel. Quem se habilita a ser cliente da dupla?

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04.05.21

De primeira

O RR apurou que, além da cisão do Assaí, o Grupo Pão de Açúcar estuda também o spinoff da sua operação de e-commerce. O passo seguinte seria a abertura do capital em bolsa.

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04.05.21

Ainda falta muito

O presidente Jair Bolsonaro tem sido aconselhado por assessores da importância de realizar um evento no Palácio do Planalto quando o Brasil atingir cem milhões de vacinas aplicadas. O próprio ministro Marcelo Queiroga é favorável à ideia. O problema é: quando? Por ora, o país não chegou sequer à metade dessa marca.

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04.05.21

O grupo ainda existe?

Luciano Hang e Carlos Wizard tentam atrair Alberto Saraiva, dono da rede de fast food Habib´s e igualmente entusiasta do governo Bolsonaro, para integrar o grupo de empresários dispostos a comprar vacina contra a Covid-19.

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04.05.21

Trem russo

Assessores do ministro da Infraestrutura, Tarcisio Freitas, têm mantido conversações com representantes da Russian Railways (RZD). Em pauta, a licitação da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), prevista para 2022.

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04.05.21

Algo não está cheirando bem nos portos do Rio de Janeiro

O RR apurou que Vale, CSN e Porto Sudeste, leia-se Mubadala e Trafigura, pressionam o governador Claudio Castro a intervir e conter a estranha – e, para muitos, ilegal – espiral de sanções impostas por prefeituras a terminas portuários privados do Rio. Entre os operadores, a leitura é que municípios, sabe-se lá movidos por que interesses, estariam usurpando poderes do governo do estado referentes a regulação e fiscalização ambiental. Nas duas últimas semanas, sem anuência das autoridades estaduais, a Prefeitura de Itaguaí interditou dois terminais da CSN – Tecar e Sepetiba-Tecon-, impondo multas, respectivamente, de R$ 4 milhões e R$ 1,4 milhão. Aplicou ainda uma sanção de R$ 3 milhões no Porto do Sudeste. Também sem respaldo do governo estadual, a Prefeitura de Mangaratiba interditou o Terminal da Ilha da Guaíba, da Vale. Em tempo: pode ser só uma coincidência, mas a secretária de Meio Ambiente de Itaguaí, Shayane Barreto, é filha do secretário de Meio Ambiente de Mangaratiba, Antonio Marcos Barreto.

Há ainda outras águas turvas neste episódio. As companhias estariam sendo alvo de fake news. De acordo com a mesma fonte, há cerca de duas semanas surgiram “informes” em grupos de WhatsApp de moradores de Sepetiba de que peixes estariam morrendo em função da poluição no porto, algo sem comprovação. Não que o setor portuário seja um primor de respeito ao meio ambiente. No entanto, causa estranheza que nenhuma das irregularidades apontadas pelas Prefeituras sejam endossadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), responsável pela regulação ambiental no Rio de Janeiro. Pelo contrário. O INEA suspendeu a interdição dos terminais da CSN e da Vale e parece disposto a subir o tom contra os municípios. Ao RR o Instituto informou que “o que houve foi uma autuação das Prefeituras extrapolando suas respectivas competências e usurpando atribuições que são exclusivas do INEA”.

Ouvida pelo RR, a CSN diz que “não compete a uma prefeitura municipal interditar um porto devidamente licenciado pelo órgão ambienta estadual.” O Porto Sudeste foi ainda mais contundente: afirma que “se negou a receber os documentos de autuação e notificação da Prefeitura de Itaguaí” por se tratar de “medida arbitrária, sem o conhecimento do INEA”. A Vale não se pronunciou. A Prefeitura de Itaguaí diz que “todas as irregularidades foram mapeadas e indicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, e encaminhadas ao INEA.” Já a Prefeitura de Mangaratiba não se manifestou, a exemplo do governo do Rio.

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04.05.21

Ipiranga busca a sua “Americanas”

A Ipiranga procura um parceiro para a sua rede de lojas de conveniência, a AM/PM, nos moldes do acordo operacional entre a BR e a Americanas. Não é de hoje que o Grupo Ultra está insatisfeito com a performance do negócio: no último ano, fechou mais de 500 lojas da rede. Além da concorrência com a BR, a Ipiranga enfrenta a entrada da mexicana Femsa no mercado brasileiro, em associação com os postos da Raízen.

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