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04.08.22

Auxílio Brasil pode ter um Natal antecipado

Para ganhar a eleição vale tudo. A ex-ortodoxa equipe econômica do governo estuda uma medida fora dos esquadros: a antecipação de um mês do pagamento do Auxílio Brasil. Como se o beneficiário ganhasse em 30 dias dois auxílios emergenciais.

O argumento seria o atraso de quase um mês do primeiro pagamento, inicialmente previsto para julho, e o impacto da inflação elevada nesse período. Uma lógica socialmente defensável, mas absolutamente eleitoreira. O Palácio do Planalto já teria convencido o novo “maestro da heterodoxia”, Paulo Guedes. Afinal, se foi possível antecipar dividendos das estatais, por que não seria possível também adiantar um mês do Auxílio Brasil? Sim, haverá reações de ordem política. Mas não custa lembrar que as oposições aplaudiram e aprovaram o aumento do Auxílio para R$ 600.

É difícil ser contra uma medida de caráter social, que, na verdade, não significaria um gasto novo, “mas apenas uma antecipação compensatória”, realizada na vigência do estado de emergência e com o caixa mais folgado em função da antecipação dos dividendos das estatais. Portanto, agosto – mês mais provável – ou setembro – mês que expõe mais o interesse eleitoreiro – podem ser datas de um Natal antecipado para os mais necessitados. O ministro transformista Paulo Guedes seria o Papai Noel dos excluídos. Com a bênção do Palácio do Planalto. A palavra de ordem, portanto, é “antecipação”.

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04.08.22

Diplomacia do “bateu, levou”

Há um Jair Bolsonaro no caminho entre a Bolívia e o Mercosul. O Palácio do Planalto articula com Rodrigo Pacheco para que o Senado cozinhe em banho-maria a votação da entrada do país vizinho como membro do bloco econômico. Entre os integrantes do Mercosul, falta apenas o imprimatur do Congresso brasileiro. No que depender de Bolsonaro, o sinal verde não sairá tão cedo.

A postura do governo brasileiro não deve ser atribuída apenas a uma má vontade de ordem ideológica do presidente Bolsonaro. A Bolívia também tem feito por onde, especialmente por meio da YPFB. A estatal boliviana está reduzindo o fornecimento de amônia e ureia ao Brasil, para privilegiar outros mercados. A medida tem tudo para afetar a produção interna e, consequentemente, o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio nos próximos meses. Some-se a isso o fato de que, recentemente, a YPFB cortou em 30% a venda de gás para a Petrobras, descumprindo seu contrato com a estatal brasileira. É outra medida que também atinge a indústria de fertilizantes, intensiva no uso do insumo.

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04.08.22

Segundo tempo

No mercado, há quem veja um algo a mais na emissão de R$ 3,5 bilhões em debêntures anunciada pela Itaúsa. Além de financiar a compra da participação da Andrade Gutierrez na CCR, a captação já “precificaria” uma oferta por parte das ações da empresa em poder do Grupo Soares Penido. A Votorantim acompanharia os Setúbal na investida.

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04.08.22

Terceiro tempo

Por falar em Andrade Gutierrez: após sair da CCR, a companhia busca comprador para a sua participação na Brio, sociedade com o BTG responsável pela gestão do estádio Beira-Rio.

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04.08.22

Ainda os dividendos

O RR expressou, na edição da última terça-feira, sua perplexidade com o uso da antecipação de dividendos de estatais para pagamento do aumento do Auxílio Brasil em pleno estado de emergência. Uma fonte do Ministério da Economia disse que a newsletter se confundiu. O estado  de emergência foi criado para fazer frente aos problemas gerados pela volatilidade nos preços dos combustíveis. O Auxílio Brasil entrou no embrulho assim como os precatórios foram colocados no estado de calamidade, para que o teto não fosse furado. A antecipação dos dividendos estaria vinculada à determinação do governo de gerar um superávit primário. Tudo menos ardiloso do que o RR publicou. Fica registrada a versão.

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04.08.22

Ironia do destino

A rede de lojas Império tem conversado com fundos de investimento interessados em entrar no seu capital. A empresa fatura cerca de R$ 800 milhões por ano e quer duplicar de tamanho até 2026. As voltas que o mundo dá: seu controlador é Richard Saunders, ex-acionista da Ricardo Eletro, que hoje pena para escapar da falência.

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No Palácio do Planalto, a avaliação é de que Jair Bolsonaro conseguiu se desvencilhar do caso Pedro Guimarães, demitido da presidência da Caixa Econômica sob a acusação de assédio. Ainda mais depois do conveniente vazamento da informação de que Paulo Guedes vetou o reajuste de 44% do salário de Guimarães, proposto pelo próprio executivo poucos meses antes de deixar o cargo.

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04.08.22

Azul de fome

A Azul não vai pagar para ver como fica depois da privatização de Congonhas. Tem se movimentado intensamente junto à Anac para aumentar o número de slots no aeroporto, com base nas novas regras aprovadas em junho pela agência reguladora para a distribuição dessas áreas.

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04.08.22

Incentivos de aço

O governo do Ceará já acena com incentivos fiscais para a ArcelorMittal instalar uma linha de aços planos na recém-comprada Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Trata-se de um projeto que foi engavetado pelos ex-controladores da fabricante de placas – a Vale e as sul-coreanas Dongkuk Steel e Posco.

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04.08.22

Efeito colateral

A Citrosuco, do Grupo Votorantim, já vislumbra um aumento das exportações de suco de laranja para os Estados Unidos nos próximos meses. O motivo são os fortes incêndios que atingem a Califórnia. O estado é o segundo maior produtor de laranjas para processamento industrial dos Estados Unidos, atrás apenas da Flórida.

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04.08.22

Auxílio Brasil pode ter um Natal antecipado

Para ganhar a eleição vale tudo. A ex-ortodoxa equipe econômica do governo estuda uma medida fora dos esquadros: a antecipação de um mês do pagamento do Auxílio Brasil. Como se o beneficiário ganhasse em 30 dias dois auxílios emergenciais.

O argumento seria o atraso de quase um mês do primeiro pagamento, inicialmente previsto para julho, e o impacto da inflação elevada nesse período. Uma lógica socialmente defensável, mas absolutamente eleitoreira. O Palácio do Planalto já teria convencido o novo “maestro da heterodoxia”, Paulo Guedes. Afinal, se foi possível antecipar dividendos das estatais, por que não seria possível também adiantar um mês do Auxílio Brasil? Sim, haverá reações de ordem política. Mas não custa lembrar que as oposições aplaudiram e aprovaram o aumento do Auxílio para R$ 600.

É difícil ser contra uma medida de caráter social, que, na verdade, não significaria um gasto novo, “mas apenas uma antecipação compensatória”, realizada na vigência do estado de emergência e com o caixa mais folgado em função da antecipação dos dividendos das estatais. Portanto, agosto – mês mais provável – ou setembro – mês que expõe mais o interesse eleitoreiro – podem ser datas de um Natal antecipado para os mais necessitados. O ministro transformista Paulo Guedes seria o Papai Noel dos excluídos. Com a bênção do Palácio do Planalto. A palavra de ordem, portanto, é “antecipação”.

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04.08.22

Diplomacia do “bateu, levou”

Há um Jair Bolsonaro no caminho entre a Bolívia e o Mercosul. O Palácio do Planalto articula com Rodrigo Pacheco para que o Senado cozinhe em banho-maria a votação da entrada do país vizinho como membro do bloco econômico. Entre os integrantes do Mercosul, falta apenas o imprimatur do Congresso brasileiro. No que depender de Bolsonaro, o sinal verde não sairá tão cedo.

A postura do governo brasileiro não deve ser atribuída apenas a uma má vontade de ordem ideológica do presidente Bolsonaro. A Bolívia também tem feito por onde, especialmente por meio da YPFB. A estatal boliviana está reduzindo o fornecimento de amônia e ureia ao Brasil, para privilegiar outros mercados. A medida tem tudo para afetar a produção interna e, consequentemente, o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio nos próximos meses. Some-se a isso o fato de que, recentemente, a YPFB cortou em 30% a venda de gás para a Petrobras, descumprindo seu contrato com a estatal brasileira. É outra medida que também atinge a indústria de fertilizantes, intensiva no uso do insumo.

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