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31.03.20

PCC testa os anticorpos de Moro

Um tanto quanto eclipsado pela crise da Covid-19, o ministro Sergio Moro tem diante de si uma doença crônica para cuidar: o crime organizado, mais especificamente o PCC (Primeiro Comando da Capital). Moro articula com a ministra da Justiça no Paraguai, Cecilia Pérez, estratégias para conter a crescente atuação da facção criminosa na fronteira entre os dois países, especialmente numa área que as autoridades dos dois países já chamam informalmente de “zona vermelha”: uma extensão de aproximadamente 120km que vai de Pedro Juan Caballero a Dourados (MS).

Uma das medidas vistas como prioritárias é a transferência imediata, para o Brasil, de aproximadamente 20 integrantes da organização presos justamente na Penitenciária de Pedro Juan Caballero. É o mesmo presídio de onde 40 criminosos do PCC escaparam em janeiro, uma chaga na gestão de Moro. O episódio quase lhe custou a cisão do seu Ministério e a perda da ingerência sobre a Segurança Pública. Investigações conduzidas pela Polícia Federal do Paraguai apontam que esses presos, de dentro da própria cadeia, têm comandado ações criminosas da facção na região de fronteira.

De acordo com as informações que chegam ao Ministério da Justiça, o PCC vem ganhando ainda mais força no país vizinho ao se unir aos “Minotauros”. Trata-se de um grupo de matadores de aluguel que presta serviços terceirizados para quadrilhas de tráfico de drogas paraguaias. Tirar esses presos de Juan Pedro Caballero é visto como uma manobra fundamental para enfraquecer essa “joint venture do crime”.

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Jair_Bolsonaro_1
31.03.20

Governo Bolsonaro sofre uma intervenção consentida

O ministro chefe da Casa Civil, general Braga Neto, assumiu o papel de “interventor soft” no Palácio do Planalto. Sua nova atividade  informal foi produto de um “acordo por cima”, envolvendo ministros e comandantes militares e o próprio presidente da República. Braga Neto tem grande empatia com Bolsonaro.

Sua “intervenção” busca reduzir a exposição do presidente, deixando-o “democraticamente” (Apud Paulo Guedes) se comportar como se não pertencesse ao seu próprio governo. O general passa a enfeixar as ações do Executivo na crise. Pode, inclusive, contrariar as declarações de Bolsonaro.

A “intervenção” de Braga Neto ocorre em um momento em que o risco de crise política e institucional ameaça acender o sinal vermelho. O ministro da Casa Civil atuará como chefe do gabinete da agrura nacional. Essa deliberação já foi comunicada, com os devidos cuidados, aos ministros e às principais autoridades dos Três Poderes. Pelo menos enquanto a grave situação de crise perdurar, o general será o “presidente operacional” do Brasil. Braga Neto assume para distender e organizar.

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31.03.20

Fala abençoada

As palavras de Jair Bolsonaro contra a “histeria” não reverberam só entre sua claque no eleitorado. Dois importantes empresários do setor de shoppings manifestaram reservadamente ao presidente apoio ao seu discurso pela reabertura do comércio.

O pastor Silas Malafaia foi uma das pessoas com quem Jair Bolsonaro conversou antes do controverso pronunciamento à nação da semana passada. Pouco depois, não por coincidência, Malafaia foi ao Twitter para dar sua “benção” à fala do Capitão: “Bolsonaro detonou!”

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31.03.20

O smartphone vai esperar

As vendas da Apple no Brasil caíram 85% com a crise da Covid-19 e o fechamento de lojas físicas.

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31.03.20

Dupla contaminação

A Marcopolo trabalha com a data de 13 de abril para a reabertura de suas três fábricas de carrocerias no Brasil – conforme a própria empresa confirmou ao RR. A companhia tem sofrido duramente com a Covid-19. A operação na China ficou paralisada entre 25 de janeiro e 2 de março. Após um retorno gradativo, a unidade de JiangSu só voltou a plena carga no último dia 17.

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31.03.20

Compasso de espera

As negociações para a venda do Banco do Brasil Americas, em Miami, travaram. A pandemia da Covid-19, associada ao fato de que a operação está longe de ser um ativo de primeira linha, jogaram os valores sobre a mesa lá para baixo. Entre os interessados que mantém conversações com o BB está a XP Investimentos – ver RR edição de 6 de fevereiro.

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31.03.20

Sem perdão para os armadores

Os planos do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima de reduzir as taxas cobradas no reescalonamento de empréstimos por meio do FMM (Fundo de Marinha Mercante) naufragaram. Caixa Econômica e Banco do Brasil, que repassam recursos do Fundo, brecaram a manobra. Valeram-se de uma resolução do Conselho Monetário Nacional de 2009, que permite a cobrança de um percentual de até 0,5% sobre o valor do financiamento.

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31.03.20

Fogo amigo

O ministro Luiz Henrique Mandetta confidenciou a pessoas próximas ter se sentido traído pelo governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, companheiro de DEM. Sem qualquer sinalização prévia, Mendes rompeu com as normas de controle recomendas pelo Ministério da Saúde e pela OMS, liberando a abertura de shoppings e de todo o comércio no estado.

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31.03.20

Os cascalhos da Paranapanema

A crise econômica pegou a Paranapanema no contrapé, em meio a uma intrincada renegociação com credores para o alongamento da dívida. O diretor financeiro, Igor Gravina, tem feito exaustivas calls com bancos para montar o difícil quebra-cabeças: uma emissão de papéis estava no radar da companhia, mas perdeu força diante das circunstâncias. Desde setembro do ano passado, a relação dívida líquida/ebitda saiu de 5,1 para 7,6 vezes.

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31.03.20

Fortaleza

As Forças Armadas são verdadeiro de exemplo de contenção da pandemia. Até a semana passada, segundo o RR apurou, nenhum caso da Covid-19 havia sido diagnosticado entre militares da ativa. A newsletter não conseguiu apurar detalhes sobre o protocolo adotado.

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