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14.01.21

Bolsonaro vai distribuir mais cargos do que vacinas

O Palácio do Planalto iniciou sua campanha de vacinação contra a “Coalizão Baleia”. A ordem é inocular o Centrão com cargos e verbas para barrar a aliança montada em torno de Baleia Rossi, garantir a eleição de Arthur Lira à presidência da Câmara e, consequentemente, assegurar a própria governabilidade de Jair Bolsonaro. Possibilidades de nomeações vêm sendo mapeadas nas conversas entre o ministro Luiz Eduardo Ramos, Lira e os principais articuladores de sua campanha, a exemplo dos deputados Hugo Motta (Republicanos) e Fausto Pinato (PP).

Segundo o RR apurou, ontem havia sobre a mesa 56 postos de todos os escalões do governo federal que poderão ser preenchidos pelo Centrão, inclusive os Ministério da Infraestrutura, de Minas e Energia e do Desenvolvimento Regional. Tudo temperado com cifrões. Paulo Guedes, por sua vez, foi incumbido de encontrar espaço dentro do sofrido orçamento onde possa encaixar o apetite pantagruélico do Centrão. A mobilização do Planalto é mais do que justificável: se fosse produzida uma peça literária sobre o enredo em torno da eleição na Câmara, ela poderia se chamar “Morte e vida, Bolsonaro”.

O governo trata a sucessão de Rodrigo Maia como um evento que não apenas antecipa, mas que, no limite, pode ser determinante para a reeleição ou não de Jair Bolsonaro em 2022. Se Baleia Rossi vencer a disputa, com o apoio da “bancada Rodrigo Maia” e dos partidos de esquerda, a Câmara passará a ser o maior “partido” de oposição do Brasil. Aí, sim, é que Bolsonaro vai poder dizer “eu não consigo fazer nada”. Governar com uma coalizão tão ampla e tão ferrenhamente contrária passaria a ser o maior teste do presidente Bolsonaro. A gestão Paulo Guedes, por exemplo, enfrentaria poucas e boas.

Se já foi difícil passar uma agenda de reformas durante o mandato de Maia, que em alguns momentos se fez de aliado do Planalto, com a eleição de Baleia vai ser pau puro. Entre outras pautas, está mais do que dado que a Câmara fará pressão pela decretação de um novo estado de calamidade e pelo retorno do auxílio emergencial. Se a proposta já encontra eco em representantes da ala mais conservadora do Congresso, imagine, então, entre os partidos de esquerda, base importante de apoio à candidatura de Baleia Rossi. A oposição terá a faca e o queijo na mão para minar, de dentro da Câmara, a gestão Bolsonaro e as suas chances de reeleição. É serviço que pode ser feito de maneira lenta, em suaves prestações até novembro de 2022, ou de forma mais radical. Já são 60 os pedidos de impeachment de Bolsonaro protocolados na Câmara. Maia cozinhou todos eles em banho-maria. Baleia Rossi pode não ter a mesma parcimônia.

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14.01.21

Delação premiada com muita pimenta e dendê

A desembargadora Sandra Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia, teria solicitado proteção especial ao procurador geral da República, Augusto Aras. Motivos não faltam. Em prisão domiciliar, a magistrada é uma bomba relógio de potencial impacto sobre o Judiciário baiano. Em sua delação premiada ao MPF, Sandra mencionou 58 nomes, notadamente desembargadores, advogados e servidores supostamente envolvidos em um esquema de venda de sentenças no TJ da Bahia.

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14.01.21

Braguinha era uma festa só

O Relatório Reservado lamenta muito o falecimento de Antonio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, que era amigo da newsletter desde 1990. Braga foi apresentado ao RR por Raphael de Almeida Magalhães – outro grande amigo. Não raras vezes ligava para dar gargalhadas sobre notas publicadas. É uma pena quando os melhores se vão.

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14.01.21

Todos odeiam a Ford

Se há um parlamentar que quer ver os dirigentes da Ford pelas costas é o senador Otto Alencar (PSD-BA). Entre seus pares da bancada do Nordeste, Alencar foi um dos que mais se empenhou, no ano passado, para que a fábrica da companhia em Camaçari (BA) recebesse incentivos do regime automotivo Rota 2030. Antes disso, as estradas do senador e da Ford já haviam se cruzado. Alencar era o governador da Bahia quando a empresa se instalou no estado. À época, recebeu incentivos da ordem de R$ 800 milhões.

O telefone de Olívio Dutra não para desde a última segunda-feira. O ex-governador gaúcho tem sido festejado por velhos companheiros de PT por ter peitado a Ford, em 2000, quando brecou incentivos que haviam sido concedidos por seu antecessor, Antonio Britto. 16 anos depois, o STJ mandou a montadora devolver R$ 216 milhões ao estado.

 

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14.01.21

Saúde na veia

A gestora Bain Capital vai partir para a compra de laboratórios no Brasil. Os norte-americanos já têm raízes fincadas na área de saúde no país, como acionistas da operadora de planos de saúde Notre Dame Intermédica.

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14.01.21

Entressafra

A pandemia e a estiagem na Região Sul formaram a tempestade perfeita para o setor de máquinas agrícolas: gigantes como AGCO e John Deere já estariam revisando planos de investimento no Brasil na esteira da queda das vendas.

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14.01.21

A polêmica de cada dia

A retomada das entrevistas quase diárias de Jair Bolsonaro no “cercadinho do Alvorada”, que haviam sido reduzidas, é atribuída a um conselho do chefe da Secom, Fabio Wajngarten.

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14.01.21

Dias melhores virão

Nos últimos dois dias, a cúpula do Podemos manteve contato com diversos senadores tentando ressuscitar a candidatura de Alvaro Dias à presidência da Casa. A ideia, no entanto, está dando traço no ibope.

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14.01.21

Espelho, espelho meu

Em conversa com um político de quatro costados, fonte do RR, o ex-presidente José Sarney defendeu enfaticamente o impeachment de Donald Trump. A justificativa foi sucinta: “Bolsonaro precisa de um susto”.

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14.01.21

Cimento fresco

O norte-americano Farallon busca um comprador para a paraibana Cimento Elizabeth. A CSN Cimentos teria sido uma das empresas procuradas.

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14.01.21

Bolsonaro vai distribuir mais cargos do que vacinas

O Palácio do Planalto iniciou sua campanha de vacinação contra a “Coalizão Baleia”. A ordem é inocular o Centrão com cargos e verbas para barrar a aliança montada em torno de Baleia Rossi, garantir a eleição de Arthur Lira à presidência da Câmara e, consequentemente, assegurar a própria governabilidade de Jair Bolsonaro. Possibilidades de nomeações vêm sendo mapeadas nas conversas entre o ministro Luiz Eduardo Ramos, Lira e os principais articuladores de sua campanha, a exemplo dos deputados Hugo Motta (Republicanos) e Fausto Pinato (PP).

Segundo o RR apurou, ontem havia sobre a mesa 56 postos de todos os escalões do governo federal que poderão ser preenchidos pelo Centrão, inclusive os Ministério da Infraestrutura, de Minas e Energia e do Desenvolvimento Regional. Tudo temperado com cifrões. Paulo Guedes, por sua vez, foi incumbido de encontrar espaço dentro do sofrido orçamento onde possa encaixar o apetite pantagruélico do Centrão. A mobilização do Planalto é mais do que justificável: se fosse produzida uma peça literária sobre o enredo em torno da eleição na Câmara, ela poderia se chamar “Morte e vida, Bolsonaro”.

O governo trata a sucessão de Rodrigo Maia como um evento que não apenas antecipa, mas que, no limite, pode ser determinante para a reeleição ou não de Jair Bolsonaro em 2022. Se Baleia Rossi vencer a disputa, com o apoio da “bancada Rodrigo Maia” e dos partidos de esquerda, a Câmara passará a ser o maior “partido” de oposição do Brasil. Aí, sim, é que Bolsonaro vai poder dizer “eu não consigo fazer nada”. Governar com uma coalizão tão ampla e tão ferrenhamente contrária passaria a ser o maior teste do presidente Bolsonaro. A gestão Paulo Guedes, por exemplo, enfrentaria poucas e boas.

Se já foi difícil passar uma agenda de reformas durante o mandato de Maia, que em alguns momentos se fez de aliado do Planalto, com a eleição de Baleia vai ser pau puro. Entre outras pautas, está mais do que dado que a Câmara fará pressão pela decretação de um novo estado de calamidade e pelo retorno do auxílio emergencial. Se a proposta já encontra eco em representantes da ala mais conservadora do Congresso, imagine, então, entre os partidos de esquerda, base importante de apoio à candidatura de Baleia Rossi. A oposição terá a faca e o queijo na mão para minar, de dentro da Câmara, a gestão Bolsonaro e as suas chances de reeleição. É serviço que pode ser feito de maneira lenta, em suaves prestações até novembro de 2022, ou de forma mais radical. Já são 60 os pedidos de impeachment de Bolsonaro protocolados na Câmara. Maia cozinhou todos eles em banho-maria. Baleia Rossi pode não ter a mesma parcimônia.

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14.01.21

Delação premiada com muita pimenta e dendê

A desembargadora Sandra Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia, teria solicitado proteção especial ao procurador geral da República, Augusto Aras. Motivos não faltam. Em prisão domiciliar, a magistrada é uma bomba relógio de potencial impacto sobre o Judiciário baiano. Em sua delação premiada ao MPF, Sandra mencionou 58 nomes, notadamente desembargadores, advogados e servidores supostamente envolvidos em um esquema de venda de sentenças no TJ da Bahia.

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