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21.02.20

O dia em que o BC tratou os bancos como inimigos

A divulgação pelo Banco Central de estudo sobre a estratégia “atraia e extraia”, por meio da qual os grandes bancos usam a fidelização do cliente para aumentar o spread, incomodou a gregos e troianos. Aos bancos, essencialmente, por serem acusados formalmente de vilões, que usam seu poder de mercado para encurralar os tomadores de crédito. As instituições financeiras estranharam que o BC não tivesse realizado uma reunião prévia com a banca, o que seria mais eficaz para promover uma queda do spread, caso confirmada a tese dos economistas do BC.

Historicamente a autoridade monetária trata com os bancos previamente sobre assuntos que podem afetar a imagem coletiva das instituições financeiras. Mas, dessa vez, preferiu divulgar o estudo, meio que criminalizando os bancos. Uma parte da equipe econômica, na qual se inclui especialmente o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, também desgostou da divulgação. O motivo, porém, é exatamente o inverso dos grandes bancos privados. Ao informar que BB e Caixa Econômica atraem os clientes para baixar o spread na medida em que as operações de empréstimo se sucedem, o BC proporcionou uma forte argumentação antiprivatista.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está entre aqueles que acreditam ser possível privatizar pelo menos um dos bancos públicos. Após a divulgação do documento, a autoridade monetária correu para dizer que o pensamento dos autores não representa necessariamente a sua opinião. Mas a atitude com o vazamento do “atraia e extraia” não significa um caso isolado. Faz parte de uma tendência. O Banco Central não perde oportunidade para demonstrar que agora tem um lado.

A velocidade com que são facilitadas as regras de acesso das fintechs ao mercado é muito maior do que a da regulação das startups bancárias. Os grandes bancos estão vivendo em um limbo, como se a regulação só valesse para eles. A Febraban, a quem caberia um papel de proeminência nesse debate, junto ao BC e à opinião pública, tem sido recorrentemente surpreendida com a vinda à tona das alterações no sistema, tais como a portabilidade dos créditos para fintechs. Em meio à dificuldade de nadar em um oceano regulatório na maior escuridão, os bancos têm pela frente ainda o open banking, que o próprio Banco Central considera uma obra aberta. Além da devassa nos números bancários, não se sabe que coelho pode sair daquela cartola.

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23/02/20 18:08h

lakeshafabinyi1

disse:

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21.02.20

Reforma da Previdência no banco dos réus

A AGU prepara-se para uma batalha jurídica. O governo tem informações de que, nos próximos dias, entidades representativas do funcionalismo público vão acionar a Justiça contra as novas regras de contribuição previdenciária da categoria, previstas para entrar em vigor em primeiro de março. Uma das primeiras ações, segundo o RR apurou, virá da Anasps – Associação Nacional dos Servidores Públicos da Previdência e da Seguridade Social. O objetivo principal é brecar o aumento escalonado das alíquotas para servidores ativos e inativos até o patamar de 22%. No fim das contas, o governo vai ganhar a queda de braço. Mas a simples judicialização já será suficiente para o desgaste político.

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21.02.20

PT em círculos

Os governadores do PT no Nordeste foram instruídos a bater pesado na fila de espera do Bolsa Família na região, que já atinge mais de 1,5 milhão de pessoas. O assunto foi debatido entre Lula e dirigentes do partido em reunião na última terça-feira, em Brasília. No fundo, é o que resta ao PT: falar a um eleitorado que já é seu.

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21.02.20

O Queiroz do Bolsa Família

Onyx Lorenzoni convidou o secretário nacional de Proteção Global do Ministério da Mulher, Sergio Queiroz, para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social, vinculada à Pasta da Cidadania. Queiroz será uma espécie de “gerentão” do Bolsa Família, com a missão de reduzir a enorme fila de pedidos represados. Mais de 3,5 milhões de pessoas aguardam sua inclusão no programa. A relação entre Lorenzoni e Queiroz vai além do binômio chefe/subordinado. Amigos de longa data, ambos costumam frequentar cultos evangélicos juntos, ainda que vistam camisas diferentes. Lorenzoni pertence à Igreja Sara Nossa Terra; já Queiroz é pastor da Cidade Viva.

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21.02.20

Impasse na Ford

O clima entre a Ford e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté esquentou. A montadora não está disposta a atender à reivindicação dos sindicalistas, que propõem um PDV no lugar das demissões já programadas para a fábrica da companhia na cidade. Há um ar de vendeta na posição da Ford. No ano passado, a empresa fez um plano de demissão voluntária na unidade, mas o número de adesões não encheu uma caminhonete Ranger, e os custos operacionais permaneceram altíssimos.

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21.02.20

A “PPP do samba” desandou

A anunciada dobradinha entre o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e a Unidos de Vila Isabel virou o samba do crioulo doido. A escola carioca, que vai homenagear em seu enredo os 60 anos de Brasília, cobra um patrocínio de R$ 4 milhões que teriam sido prometidos por Rocha. O governador nega o suposte calote e garante que o acordo jamais envolveu verba pública. O “termo de cooperação” firmado com a Vila englobava apenas uma parceria institucional e apoio na busca por patrocinadores privados.

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21.02.20

Caçada tucana

Nos últimos meses, o senador Tasso Jereissati aproximou-se consideravelmente do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Entre outros conselhos, tem recomendando a Leite que abrace temas de repercussão nacional e tenha maior visibilidade na grande mídia. É o esforço dos velhos caciques tucanos de buscar no deserto de quadros do PSDB nomes capazes ao menos de atrapalhar o monopólio decisório de João Doria. Difícil. Muito difícil.

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21.02.20

Autonomia (quase) total na Embrapa

Efetivado como presidente da Embrapa, Celso Moretti recebeu carta branca da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para trocar todos os três diretores da estatal. Ou quase carta branca, a julgar pelo espaço que a bancada ruralista tem encontrado para indicar os substitutos.

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21.02.20

Previ vende ativos

O novo diretor de Investimentos da Previ, Marcelo Wagner, vai acelerar a venda de participações societárias. Deve começar pela BRF e pela BR Distribuidora, nas quais o fundo de pensão detém, respectivamente, 9,4% e 3,5% do capital total.

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21.02.20

Aviso prévio

A contratação de Marcelo Maia como novo CEO da rede de supermercados Dia é uma espécie de “vai ou racha”. Deve ser a última cartada do fundo Letterone, do investidor russo Mijail Fridman, para fazer o negócio decolar. Maia substitui o alemão Marin Dokozic, que ficou apenas um ano no cargo. Se a troca não surtir efeito, o próprio Dia é que deve ir para a prateleira.

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