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Planos
12.04.19
ED. 6093

Renda mínima é carta-trunfo no bolso de Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem um trunfo oportuno, flexível e capaz de unir críticos da Zona Norte à Zona Sul. Trata-se do imposto de renda negativo, uma invenção da Escola de Chicago, que lapidou um pensamento original de Friedrich Hayek, um dos expoentes da Escola Austríaca, junto com Carl Menger e Ludwig Von Mises. Guedes tangenciou a medida, também traduzida como renda mínima ou renda básica universal, durante a campanha eleitoral. Em algum momento, disse que Jair Bolsonaro poderia incluir a iniciativa entre os futuros feitos do seu governo.

Mais recentemente, em meio ao pau puro da luta pela aprovação da PEC da Previdência, soltou que o governo poderia instituir o imposto de renda negativo para complementar as contribuições no regime de capitalização. O ministro circunscreveu-o à reforma da Previdência. O anúncio, que devidamente explicado daria um empurrão na aprovação da reforma au grand complet, a julgar pelas perguntas que foram feitas na Comissão de Justiça da Câmara, passou batido – para ser mais preciso, nenhuma pergunta foi feita.

No dia seguinte, a mídia publicou a declaração do ministro de forma pouco entusiasmada. E nada mais se disse. A implementação da renda mínima no seu modelo clássico, no qual ricos e pobres são remunerados pelo Estado com o mesmo valor – forma de reduzir a burocracia e apropriações indébitas tão comuns no Bolsa-Família, por exemplo – simplificaria toda a política assistencialista praticada no Brasil, que tem uma dezena de rubricas e programas diferentes. Bastaria a renda mínima como pagamento, ao invés de uma miríade de benefícios sociais.

Imagine uma renda mínima de R$ 1.300,00, um valor que já foi calculado por técnicos do Banco Mundial. Nada mau para que todos os cidadãos no país tivessem esse piso como garantia de uma vida mais digna. Na revista Insight Inteligência – da Insight Comunicação, responsável pela edição do Relatório Reservado –, que começa a circular nesta sexta-feira, é republicada uma entrevista, originalmente de 2000, de Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, ícone da Universidade de Chicago e ídolo de Paulo Guedes, sobre o imposto negativo. Friedman é entrevistado, por mais inusitado que pareça, pelo ex-senador Eduardo Suplicy, que carrega essa bandeira solitariamente há 20 anos.

O mais monetarista dos professores de Chicago considera a medida a mais eficiente política compensatória. Simples e universal. Seria bom que o ministro da Economia revisitasse a ideia do velho mestre em toda a sua amplitude. A implementação da renda mínima deixa o Bolsa-Família na traseira da História – mesmo com o 13º e outros eventuais aditivos. Ela ajudaria a azeitar as difíceis negociações que terão de ser feitas para a aprovação das reformas estruturais. Hoje, a torcida por Guedes é quase uma obrigação. Sua racionalidade é um das poucas divisórias entre a reorganização de uma economia esfacelada e a desorientação generalizada que provem do Palácio do Planalto. No modelo de Guedes, a purga e a dor sociais são quase que inevitáveis no processo de estabilização. A renda mínima pode minorar esse sofrimento e levá-lo a um reconhecimento que até os seus mais aguerridos combatentes terão de aceitar como merecido.

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12.04.19
ED. 6093

Norte-Sul para na “estação STF”

A Rumo Logística ganhou, mas pode não levar. A FerroFrente, que reúne associações de trabalhadores do setor ferroviário, entrou com recurso no STF para anular o resultado do leilão da Norte-Sul, vencido pela empresa de Rubens Ometto. O caso está nas mãos do ministro Luiz Roberto Barroso. Não é uma voz isolada. De acordo com a fonte do RR, a russa RZD, que desistiu de disputar a licitação por discordâncias quanto às regras do jogo, também estaria avaliando a judicialização do caso. O nó é o chamado direito de passagem, que permite à concessionária da Norte-Sul o transporte de cargas por ferrovias de outras operadoras. A própria RZD desistiu de participar do leilão por entender que as regras sobre o direito de passagem não eram claras. A FerroFrente tentou suspender a realização da licitação pelo mesmo motivo. Antes mesmo do leilão, espocaram acusações de que o edital foi feito para favorecer a Rumo e a VLI Logística, justamente as duas únicas empresas que disputaram o certame. Ambas controlam ferrovias que levam ao Porto de Santos, exatamente o ponto de escoamento mais importante para os clientes que utilizarão a Norte-Sul. Portanto, estando nas duas concessões, tanto a Rumo quanto a VLI não teriam o menor risco de serem barradas.

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12.04.19
ED. 6093

João Doria para todos

Os dirigentes da Arteris, dona da Centrovias, também esperam ter a deferência da presença do governador João Doria em um de seus eventos, confirmando a renovação das concessões rodoviárias que vencem em seu mandato. Tudo em nome da isonomia. Na última segunda-feira, Doria compareceu a um encontro de investidores da CCR, quando anunciou a extensão de todos os contratos que expiram até 2022. É o caso da Renovias e da Via Oeste, pertencentes à companhia. Em tempo: naquele mesmo dia, as ações da CCR subiram 25%.

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12.04.19
ED. 6093

Mero espectador

Marcio Kumruian, acionista e CEO da Netshoes, tornou-se um mero passageiro na companhia que fundou. Os fundos Temasek e Tiger Global tomaram as rédeas das negociações para a venda da empresa, à revelia de Kumruain, contrário à operação. Entre os candidatos à aquisição está o Mercado Livre, conforme o RR antecipou na edição de 9 de abril.

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12.04.19
ED. 6093

Energia boliviana

O governo do Mato Grosso está prestes a fechar um acordo com as autoridades bolivianas para comprar o excedente de energia da termelétrica de San Matías – a usina fica a cerca de 110 km da cidade de Cáceres. Trata-se de uma espécie de seguro elétrico, para compensar a suspensão do fornecimento de gás no estado.

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12.04.19
ED. 6093

Risco Avianca

A BR Distribuidora vem exigindo pagamento à vista na venda de combustível para a Avianca. A empresa de German Efromovich deve R$ 35 milhões à estatal.

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12.04.19
ED. 6093

Os meninos do Guru

Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, está convicto de que tem o corpo fechado. Ex-aluno de Olavo de Carvalho, foi um dos dois únicos secretários mantidos pelo novo ministro Abraham Weintraub. Ao menos por ora.

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12.04.19
ED. 6093

O Rio derrete

Os espanhóis da Vivo preparam a transferência de áreas da empresa do Rio para São Paulo. A medida envolve, sobretudo, os departamentos comercial e de engenharia. Ganha um colete a prova de balas quem adivinhar o principal motivo para a migração.

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Depois do café da manhã com Jair Bolsonaro, Luciana Gimenez quer entrevistar Sérgio Moro no seu programa.

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12.04.19
ED. 6093

Balcão

No varejinho das articulações políticas, o Pastor Marcos Pereira, do PRB, trabalha para fisgar uma diretoria da Anvisa.

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12.04.19
ED. 6093

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: BR, Avianca, Netshoes, Vivo, FerroFrente e Rumo.

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