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23.09.20

Forças Armadas blindam a Amazônia brasileira

No que depender das Forças Armadas, a contenda entre o governo brasileiro e a comunidade internacional em torno da Amazônia tende a se intensificar. Entre os militares, a leitura é que os seguidos ataques ao Brasil fazem parte de um projeto de neocolonialismo patrocinado por grandes potências estrangeiras que mantêm interesses difusos e – por que não? – inconfessáveis em relação à Região Amazônica. As ingerências de governos internacionais sobre a Amazônia têm sido interpretadas no Alto Comando do Exército como tentativas externas de afrontar a soberania nacional e impor prioridades geoeconômicas de fora para dentro do país. Nesse contexto, dentro das Forças Armadas predomina o entendimento de que o governo deve adotar uma postura ainda mais contundente, algo como uma política de tolerância zero às intromissões de outros países na gestão da Amazônia brasileira.

Como se pode ver, as duras declarações do general Augusto Heleno de que governos internacionais usam a Amazônia para “prejudicar o Brasil e derrubar o presidente Jair Bolsonaro” estão longe de ser um ato isolado. Elas refletem discussões travadas no Alto Comando e, mais do que isso, “uma posição quase permanente” das Forças Armadas, nas palavras de um general ao RR. Os militares alimentam a ideia fixa de que “forças ocultas” escondem-se por de trás de ONGs e manipulam temas visceralmente ligados à Região Amazônica – como a questão indígena e a agenda ambiental.

Mais recentemente, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse que a Amazônia sofre “cobiça por parte de atores da área internacional”. No passado, o general Villas Bôas afirmou que “muitas vezes as ONGs atuam no sentido contrário aos interesses brasileiros” sem que saiba “quem são e quais são seus reais objetivos”. O RR teve acesso, com exclusividade, a um documento classificado como confidencial bastante representativo do pensamento dos militares em relação aos personagens e interesses enraizados na Floresta Amazônica. O paper de 43 páginas (somados os anexos) foi elaborado em março de 2005, em pleno governo Lula, pelo Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM), composto pelo Ministério da Defesa, Estado Maior da Armada, DIP/Polícia Federal, CIE/Comando do Exército, Secint/ Comando da Força Aérea e Programa Calha Norte – todos coordenados pela Abin. 15 anos depois, o teor do relatório soa atual. Ele externa uma clara preocupação do aparelho de Defesa e de Inteligência brasileiro com a ação de grupos de interesse internacionais na Amazônia, que seriam acobertados por ONGs do meio ambiente, defensores da causa indígena e outros atores supostamente legítimos.

Àquela altura, o GTAM alertava para a necessidade de “maior presença do Estado na Amazônia”, uma vez que “as instituições governamentais existentes atuam de forma desarticulada e frequentemente contra os interesses superiores da Pátria”. O documento questiona políticas do próprio governo brasileiro: “É de convicção geral que essas organizações (ONGs) têm recebido muitos recursos do exterior e do próprio governo nacional, e que os têm usado sempre contra o desenvolvimento geral, do Estado e da sociedade”. Uma das preocupações do GTAM foi mapear supostos interesses globais e ações de potências estrangeiras na região. O documento menciona a “suspeita de influência de americanos” em um massacre dos índios Uaimiri-Atroaris, que vivem a Leste da margem esquerda do Baixo Rio Branco.

Ressalta ainda o “crescente aumento da presença de europeus”. Cita que “os holandeses predominam nos hotéis de selva, aparentemente como empresários de turismo. Através da ONG Médicos sem Fronteiras se assinalam muitos americanos, holandeses e italianos”. Àquela altura, o GTAM monitorava também a presença de árabes/palestinos na divisa entre as cidades de Tabatinga (AM) e Letícia, na Colômbia, “cujas atividades não foram devidamente levantadas, mas que provavelmente envolvem contrabando e descaminho”.

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23.09.20

Caçada conjunta aos guerrilheiros

O Brasil, mais precisamente a área de Inteligência da Polícia Federal, está dando apoio ao Paraguai nas ações para o resgate do ex- vice-presidente do país, Oscar Sanchéz. O político foi sequestrado pelo EPP (Exército do Povo do Paraguai), grupo guerrilheiro aliado do PCC no tráfico de drogas. Em tempo: ainda que indiretamente, outra participação brasileira na operação se dá com o uso de blindados Urutu e Cascavel, comprados pelo Exército do Paraguai à antiga Engesa nos anos 80.

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23.09.20

Grupo de risco

Informação de cocheira: Luiz Fux, novo presidente do Supremo, vai restringir as sessões e eventos presenciais na Corte. A decisão do STF de realizar a cerimônia de posse de Fux com convidados tem sido bastante questionada em Brasília. Do dia 1o de setembro, data da solenidade, para cá, seis dos presentes já foram diagnosticados com Covid-19, entre eles o próprio Fux.

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23.09.20

Pós-pandemia? Quanto otimismo

O ministro Eduardo Pazuello discute desde já com os secretários estaduais de Saúde o destino que será dado, no pós-pandemia, aos equipamentos hoje disponibilizados exclusivamente para o atendimento de pacientes de Covid-19. Os estados querem ficar com respiradores, monitores, sensores etc. Alguns secretários, inclusive, vislumbram a oportunidade de ampliar hospitais da rede pública com recursos do SUS para receber os equipamentos.

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23.09.20

Evaporação

De acordo com fontes do próprio governo de Goiás, o estado está montando uma força-tarefa para acelerar a renegociação de contratos de concessão entre a Saneago e prefeituras. Hoje, a estatal goiana de saneamento encontra-se em uma situação de fragilidade, com risco de ver boa parte da sua receita escorrer pelo ralo no curto prazo. São 129 acordos com vencimento em até cinco anos. Trata-se de um óbice a mais para a privatização da companhia.

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23.09.20

O dinheiro que atravessa a fronteira

Enquanto Jair Bolsonaro vilaniza os “comunistas” da Argentina, a gestão de Alberto Fernández atrai divisas da indústria têxtil brasileira. O governo argentino está oferecendo benefícios para as empresas do setor que queiram investir no país. Foi o caso da cearense Santana Textiles que, na semana passada, inaugurou sua segunda fábrica no país vizinho, um projeto de aproximadamente US$ 12 milhões. Por sinal, a própria vice -presidente Cristina Kirchner participou do evento por videoconferência. Uma curiosidade: quando a Santana instalou sua primeira fábrica na Argentina, em 2008, Cristina estava na Presidência da República.

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23.09.20

Insider

Sim, o RR confirmou junto a fontes próximas do Magazine Luiza que a empresa tem interesse na privatização dos Correios;] não, não era para o ministro das Comunicações, Fabio Faria, vazar essa informação.

Sim, a Americanas também está na disputa pelos Correios.

Magazine Luiza e Americanas têm planos similares: ambas pretendem fazer dos Correios uma operação de logística bastante diferenciada da atual estatal, com o objetivo de atender grupos privados. A briga vai ser boa.

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23.09.20

Ponta a ponta

Além de frigoríficos, o empresário Marcos Molina, dono do Marfrig, também se movimenta para comprar fazendas no Paraguai.

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23.09.20

Exceção à regra?

Ao que parece, a promessa de Jair Bolsonaro de não se envolver nas eleições não vale para todos. Celso Russomanno tem dito a seus correligionários que Bolsonaro se comprometeu a gravar um vídeo de apoio para o seu programa eleitoral. A conferir.

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23.09.20

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Abin, Magazine Luiza e Marfrig.

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