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01.04.21

Não é dessa vez que vão tirar os militares do sério

Integrantes do Alto-Comando das três Forças passaram os últimos dois dias disparando telefonemas para seus subordinados em postos estratégicos. A preocupação era auscultar os comandos sobre a temperatura tanto de oficiais quanto de soldados após a renúncia simultânea dos chefes do Exército, Aeronáutica e Marinha. O objetivo foi sentir, especialmente, a pulsação das patentes de capitão para baixo. Como se sabe, é nessa faixa de militares que o presidente Jair Bolsonaro tem o maior grau de adesão – juntamente com as polícias militar e civil. Segundo fonte do RR, a percepção do Alto-Comando é de tranquilidade e pacificação na “soldadania”. O efetivo mais relevante das Forças Armadas apoia e respeita a posição de seus três ex-comandantes.

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01.04.21

Não há orçamento que segure Rogério Marinho

O atentado constitucional ao orçamento federal, feito por políticos que transferiram R$ 26,5 bilhões das despesas obrigatórias para emendas parlamentares, implodiu os planos de Rogério Marinho. O ministro do Desenvolvimento Regional pretendia fazer dessas e de outras emendas um trampolim para o aumento de gastos da sua Pasta. Seriam aportados no Desenvolvimento Regional R$ 10,2 bilhões transferidos das despesas obrigatórias. Marinho é o maior garimpeiro de recursos orçamentários e extraorçamentários do governo. O ministro trabalha desde já para garantir alguma verba do fundo Renda Brasil, que Paulo Guedes pretende criar com o objetivo tríplice de renegociar os passivos dos estados, instituir um programa de renda mínima e abater a dívida pública interna federal.

Marinha atua com o firme propósito de detonar o teto de gastos, ou seja, abrir a porteira para as despesas com obras públicas, principalmente em 2022, ano eleitoral. O ministro pretende driblar o orçamento da União neste ano, através da aprovação do estado de calamidade, o que permitiria capturar recursos para obras de infraestrutura no meio dos gastos com a Covid-19. O argumento de Marinho é que os salvos com a vacina e beneficiários com os programas provisórios de preservação dos postos de trabalho precisarão de empregos à frente. Ele defende tirar os investimentos desse cárcere fiscal.

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01.04.21

Pool anti-Bolsonaro

Os governadores do Nordeste discutem o lançamento de uma campanha conjunta para dar visibilidade ao gastos e as medidas adotadas pelos nove estados da Região no combate à Covid-19. A se confirmar, será, sobretudo, uma peça política contra Jair Bolsonaro. A ideia é destrinchar e destacar o volume de recursos próprios desembolsados pelos estados durante a pandemia. Os governadores pretendem ainda rebater informações imprecisas divulgadas pelo presidente sobre os repasses de verbas a estados e municípios.

Em tempo: Jair Bolsonaro está conseguindo unir João Doria à esquerda. Doria e governadores do Norte e Nordeste têm trocado figurinhas sobre a criação de um bloco inter-regional para discutir medidas relacionadas à pandemia. Seria essencialmente um fórum de oposição ao “comitê de adulação de Bolsonaro”, como o tucano tem se referido aos governadores engajados no gabinete de crise montado pelo presidente.

Foto: Adriano Machado/Reuters.

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01.04.21

Uma degola comemorada na Petrobras

A demissão do gerente de RH da Petrobras, Claudio Costa, na última segunda-feira, foi festejadíssima pelos funcionários da estatal, segundo relatos de colaboradores da empresa ao RR. Sem entrar no mérito do motivo do seu afastamento – a suposta venda de ações da companhia dias antes da divulgação de resultados –, Costa tinha um elevadíssimo índice de rejeição entre os empregados. Dois episódios ajudam a ilustrar o porquê do rating tão baixo. Em meados de 2019, Costa encomendou uma pesquisa para mostrar que a Petrobras pagava salários mais altos do que o setor privado em funções correspondentes. Para piorar, divulgou internamente o resultado do estudo como forma de constranger os colaboradores.

Quando a Petrobras fechou seu escritório em São Paulo, Costa reuniu os funcionários da regional para dizer que cortes e demissões eram normais, faziam parte do ciclo de qualquer empresa etc – um discurso talvez aceitável na iniciativa privada, mas absolutamente desconexo da cultura Petrobras. A fala de Costa foi gravada, viralizou entre os funcionários e fez disparar a objeção a ele dentro da companhia.

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01.04.21

Veto bolsonarista

No Palácio do Planalto, a rejeição decisiva ao nome de Luis Fernando Serra, que era o mais cotado para substituir Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores, é atribuída a Eduardo Bolsonaro. Na hora H, o “03” teria “desconvencido” Jair Bolsonaro a convidar Serra, embaixador do Brasil em Paris. O curioso é que o diplomata é um ferrenho defensor de Bolsonaro.

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01.04.21

Me dá um dinheiro aí

Dia sim, e o outro também, o governador Claudio Castro tem usado seu canal direto com os Bolsonaro com o objetivo de pedir verbas
federais para o combate à pandemia. Melhor entrar na fila.

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01.04.21

Grupo de risco

Segundo uma fonte próxima ao ex-governador Geraldo Alckmin, médico, teria se colocado à disposição de João Doria para colaborar no combate à pandemia. Até agora, não teve resposta. Doria não dá a menor brecha para os tucanos da velha guarda.

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01.04.21

Um tiro a mais

O Centrão, que está levando tudo, voltou a fazer pressão pela recriação da Pasta da Segurança Pública. O nome indicado para o cargo seria o do deputado Capitão Augusto, líder da “bancada da bala”, que, curiosamente, nos últimos dias, tem alvejado Jair Bolsonaro de críticas.

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01.04.21

Fica para 2022

2021 já acabou. O que se diz na Cosan é que o IPO da Compass, empresa de gás natural do grupo, será empurrado para 2022.

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01.04.21

Proteína na veia

O RR apurou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) tem sido procurada nas últimas semanas por investidores chineses interessados em adquirir frigoríficos no Brasil. Os ativos brasileiros estão baratos demais.

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01.04.21

Não é dessa vez que vão tirar os militares do sério

Integrantes do Alto-Comando das três Forças passaram os últimos dois dias disparando telefonemas para seus subordinados em postos estratégicos. A preocupação era auscultar os comandos sobre a temperatura tanto de oficiais quanto de soldados após a renúncia simultânea dos chefes do Exército, Aeronáutica e Marinha. O objetivo foi sentir, especialmente, a pulsação das patentes de capitão para baixo. Como se sabe, é nessa faixa de militares que o presidente Jair Bolsonaro tem o maior grau de adesão – juntamente com as polícias militar e civil. Segundo fonte do RR, a percepção do Alto-Comando é de tranquilidade e pacificação na “soldadania”. O efetivo mais relevante das Forças Armadas apoia e respeita a posição de seus três ex-comandantes.

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01.04.21

Não há orçamento que segure Rogério Marinho

O atentado constitucional ao orçamento federal, feito por políticos que transferiram R$ 26,5 bilhões das despesas obrigatórias para emendas parlamentares, implodiu os planos de Rogério Marinho. O ministro do Desenvolvimento Regional pretendia fazer dessas e de outras emendas um trampolim para o aumento de gastos da sua Pasta. Seriam aportados no Desenvolvimento Regional R$ 10,2 bilhões transferidos das despesas obrigatórias. Marinho é o maior garimpeiro de recursos orçamentários e extraorçamentários do governo. O ministro trabalha desde já para garantir alguma verba do fundo Renda Brasil, que Paulo Guedes pretende criar com o objetivo tríplice de renegociar os passivos dos estados, instituir um programa de renda mínima e abater a dívida pública interna federal.

Marinha atua com o firme propósito de detonar o teto de gastos, ou seja, abrir a porteira para as despesas com obras públicas, principalmente em 2022, ano eleitoral. O ministro pretende driblar o orçamento da União neste ano, através da aprovação do estado de calamidade, o que permitiria capturar recursos para obras de infraestrutura no meio dos gastos com a Covid-19. O argumento de Marinho é que os salvos com a vacina e beneficiários com os programas provisórios de preservação dos postos de trabalho precisarão de empregos à frente. Ele defende tirar os investimentos desse cárcere fiscal.

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