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10.05.21

Política de remuneração cria um “apartheid” dentro da Petrobras

Se, de fora para dentro, o principal desafio da Petrobras será equilibrar o intervencionismo do presidente Jair Bolsonaro na governança da estatal; interna corporis o general Joaquim Silva e Luna terá uma missão igualmente complexa: levantar o moral da “tropa”. Entre grande parte dos funcionários, há uma crescente insatisfação com o atual modelo de avaliação de desempenho de cada área e, consequentemente, com a política de remuneração variável da companhia. O descontentamento se concentra, notadamente, entre os petroleiros do “chão de fábrica” – leia-se exploração e produção, refino e logística. Trata-se da grande massa de trabalhadores da Petrobras, reconhecida pela sua capacidade de mobilização, tanto interna quanto externa. Este é um fator sensível que muito provavelmente já está no radar do general Silva e Luna, recém-empossado na presidência da Petrobras.

O entendimento entre os petroleiros é que as regras em vigor criaram um sistema segregacionista, que, na hora da divisão do bolo, privilegia as funções corporativas em detrimento das atividades operacionais, aquelas que realmente fazem a empresa existir. O modelo de avaliação de desempenho da Petrobras e de seus funcionários é baseado no balance scorecard. Ao fim do ano, a empresa atribui notas às respectivas áreas com base, principalmente, no cumprimento das metas. Até aí, nada muito distante das melhores práticas corporativas. No entanto, há questionamentos aos critérios de medição. A voz corrente na Petrobras é que os setores administrativos recebem metas mais fáceis de serem cumpridas – e até questionáveis – do que as áreas operacionais. Isso explicaria a goleada nos resultados de 2020, que serviu de base para o último bônus distribuído. Em uma escala de 0 a 5, das 44 gerências executivas, 15 receberam nota máxima, todas elas corporativas. Entre as unidades operacionais, o quadro é distinto. Muitas delas não passaram sequer da nota 4: Refino (3,2), Logística (2,9), Comercialização interna e externa (3,2), Exploração (3,5), Poços (3,9), Libra (3,8), Búzios (3,7), Águas Ultra-Profundas (3,8) e Águas Profundas (3,8).

O scorecard é determinante para definir o “teto” da remuneração variável dos funcionários vinculados a cada uma das gerências executivas. Entre os petroleiros, esse sistema – denominado PPP (Prêmio por Performance) – é visto como draconiano e injusto. Uma fonte do RR informou que o maior problema é que as metas não refletem o verdadeiro retorno das áreas para a empresa. Aqui e ali, já despontam vozes reivindicado o retorno ao tradicional modelo de PL, com divisão mais igualitária dos lucros.

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10.05.21

Contra-ataque

Renan Calheiros pretende enviar, em breve, à Polícia Federal e ao STF um dossiê com os ataques e as fake news de que tem sido alvo nas redes sociais. O volume das postagens foi multiplicado em muitas vezes desde que ele assumiu a relatoria da CPI da Covid. Renan quer jogar o relatório nos braços da Comissão, mesmo antes da conclusão das autoridades.

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10.05.21

Rivotril

Filipe Martins, assessor especial de Jair Bolsonaro, teria sido escalado pelo Palácio do Planalto para acalmar Ernesto Araújo. A recente entrevista de Araújo em tom crítico contra o governo acendeu o sinal de alerta. Araújo não é o general Eduardo Pazuello, de quem o Planalto espera lealdade e compromisso com a missão.

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10.05.21

Contrastes

A brilhante entrevista de Andre Jakurski, sócio fundador da JGP, ao Valor deixa pensar como seria melhor se ele fosse o ministro da Economia em vez de Paulo Guedes. Mas essa hipótese é praticamente irrealizável, ainda mais em um governo Bolsonaro. Em tempo: Jakurski foi sócio de Guedes na JGP e o tocou para fora da gestora.

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10.05.21

Vale or not Vale? Eis a questão

A Funcef avalia a venda de uma parcela da sua participação na Vale. A operação, no entanto, está longe de ser um consenso na diretoria do fundo de pensão. A valorização dos papéis foi determinante para a Funcef fechar 2020 com uma rentabilidade mais de três pontos percentuais acima da meta atuarial – 13,7% contra 10,1%

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10.05.21

O engavetador da República

Augusto Aras manobra nos bastidores para enterrar a reclamação disciplinar contra a subprocuradora Lindôra Araújo, protocolada por oito governadores junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM). Eles contestam o ofício enviado por Lindôra pedindo explicações sobre o uso de verbas federais no combate à pandemia. Acusam a subprocuradora de estar agindo politicamente em favor de Jair Bolsonaro. Aras aposta suas fichas no relator do processo no CNPM, Osvaldo D´Albuquerque, um velho aliado.

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10.05.21

Preliminar

A Amazon, que, entre outros campeonatos, transmite a Premier League, pretende entrar na disputa pela compra de competições esportivas no Brasil. Seria um aquecimento para o seu grande sonho de consumo no país: ter os direitos dos jogos do Flamengo.

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10.05.21

Sem toga

O CNJ negou recurso do ex-juiz da 3ª Vara de Lucas do Rio Verde, Wendell Karielli, para retomar à carreira. Em 2015, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso decidiu pela aposentadoria compulsória do magistrado, acusado de integrar um suposto esquema de venda de sentenças.

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10.05.21

Fio desencapado em Tucuruí

O Conselho de Administração da Transnorte Energia está analisando uma nova proposta do Ministério de Minas e Energia e da Aneel para encerrar o imbróglio em torno da construção da linha de transmissão de Tucuruí. O problema é que a distância entre o que a empresa exige e o que o governo oferece ainda é grande. A Aneel estaria disposta a autorizar o reequilíbrio financeiro do contrato e reconhecer que a Transnorte teve perdas da ordem de R$ 320 milhões. A companhia, no entanto, alega ter direito a quase R$ 1 bilhão – ver RR de 2 de março de 2021.

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10.05.21

Álibi indireto

O general Hamilton Mourão é um dos maiores defensores no governo da saída de Ricardo Salles do Ministério do Meio Ambiente. Talvez seja um motivo a mais para Jair Bolsonaro manter Salles no cargo.

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10.05.21

Política de remuneração cria um “apartheid” dentro da Petrobras

Se, de fora para dentro, o principal desafio da Petrobras será equilibrar o intervencionismo do presidente Jair Bolsonaro na governança da estatal; interna corporis o general Joaquim Silva e Luna terá uma missão igualmente complexa: levantar o moral da “tropa”. Entre grande parte dos funcionários, há uma crescente insatisfação com o atual modelo de avaliação de desempenho de cada área e, consequentemente, com a política de remuneração variável da companhia. O descontentamento se concentra, notadamente, entre os petroleiros do “chão de fábrica” – leia-se exploração e produção, refino e logística. Trata-se da grande massa de trabalhadores da Petrobras, reconhecida pela sua capacidade de mobilização, tanto interna quanto externa. Este é um fator sensível que muito provavelmente já está no radar do general Silva e Luna, recém-empossado na presidência da Petrobras.

O entendimento entre os petroleiros é que as regras em vigor criaram um sistema segregacionista, que, na hora da divisão do bolo, privilegia as funções corporativas em detrimento das atividades operacionais, aquelas que realmente fazem a empresa existir. O modelo de avaliação de desempenho da Petrobras e de seus funcionários é baseado no balance scorecard. Ao fim do ano, a empresa atribui notas às respectivas áreas com base, principalmente, no cumprimento das metas. Até aí, nada muito distante das melhores práticas corporativas. No entanto, há questionamentos aos critérios de medição. A voz corrente na Petrobras é que os setores administrativos recebem metas mais fáceis de serem cumpridas – e até questionáveis – do que as áreas operacionais. Isso explicaria a goleada nos resultados de 2020, que serviu de base para o último bônus distribuído. Em uma escala de 0 a 5, das 44 gerências executivas, 15 receberam nota máxima, todas elas corporativas. Entre as unidades operacionais, o quadro é distinto. Muitas delas não passaram sequer da nota 4: Refino (3,2), Logística (2,9), Comercialização interna e externa (3,2), Exploração (3,5), Poços (3,9), Libra (3,8), Búzios (3,7), Águas Ultra-Profundas (3,8) e Águas Profundas (3,8).

O scorecard é determinante para definir o “teto” da remuneração variável dos funcionários vinculados a cada uma das gerências executivas. Entre os petroleiros, esse sistema – denominado PPP (Prêmio por Performance) – é visto como draconiano e injusto. Uma fonte do RR informou que o maior problema é que as metas não refletem o verdadeiro retorno das áreas para a empresa. Aqui e ali, já despontam vozes reivindicado o retorno ao tradicional modelo de PL, com divisão mais igualitária dos lucros.

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10.05.21

Contra-ataque

Renan Calheiros pretende enviar, em breve, à Polícia Federal e ao STF um dossiê com os ataques e as fake news de que tem sido alvo nas redes sociais. O volume das postagens foi multiplicado em muitas vezes desde que ele assumiu a relatoria da CPI da Covid. Renan quer jogar o relatório nos braços da Comissão, mesmo antes da conclusão das autoridades.

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