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Planos
19.08.19
ED. 6181

Mattar embala um plano de privatizações superlativo

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimentos e Mercados, José Salim Mattar, está insone, obsessivo com uma única missão: apresentar um pacote de desmobilização de ativos e privatizações “como o país nunca viu” – palavras do próprio. O plano é anunciar as medidas nos próximos dias. A pressão de Bolsonaro para privatização de ao menos uma “estatal pequenininha” é um sinal combinado. Mattar vai entregar bem mais do que isso. Mas que não se espere a venda de nenhuma big company.

É consenso no governo que não há ainda amadurecimento político para a privatização da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica. Mas as subsidiárias e coligadas do BB e da CEF devem seguir o mesmo caminho das empresas satélites da Petrobras, a exemplo da BR Distribuidora. A privatização da Eletrobras são favas contadas. A data da venda da estatal, em 2020, será anunciada ainda neste mês. Por sua vez, o Correios é considerado um estorvo – vai para o pregão das empresas indesejáveis. As novidades virão através dos mercados de valores mobiliários e capitais.

Mattar estuda com carinho formas de securitização de terras e imóveis. A ideia é constituir fundos lastreados pelo menos em parte nos ativos imobiliários, e ofertar cotas a fundos de pensão do Brasil e exterior. Os grandes imóveis e terrenos – existem, inclusive, alguns das Forças Armadas – seriam vendidos em leilões. Está em estudos um surpreendente fundo da Amazônia. Paulo Guedes pediu ao seu secretário inovações. Não quer ficar preso ao modelo clássico de editais e leilões. A ideia é dar agilidade e trazer para o balcão ativos cuja venda nunca foi cogitada. Não custa lembrar, a título de chiste, que o ministro da Economia propôs recentemente a securitização do oxigênio da Amazônia. Virão novidades na área da desestatização, podem apostar.

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19.08.19
ED. 6181

Memorial da anistia ou da corrupção?

A Polícia Federal vai concluir até o fim do mês o inquérito que investiga o desvio de recursos públicos para a construção do Memorial da Anistia, em Belo Horizonte. Segundo a fonte do RR, ao menos três servidores da Universidade Federal de Minas Gerais, responsável pela execução das obras, deverão ser denunciados. O acervo de possíveis delitos é extenso.

A PF reuniu evidências de que museólogos contratados para a montagem do Memorial prestaram serviços para o Instituto Lula às custas do empreendimento. Os investigadores apuram ainda a eventual existência de um esquema de “caixinha” imposto aos funcionários, que seriam obrigados a repartir uma parcela do salário com dirigentes da UFMG. Pairam ainda acusações de fraudes em pagamentos autorizados pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), contratada para produzir o material das exposições.

Procurada, a UFMG informou que, “como há um processo sub judice, está impedida de se manifestar por se tratar de procedimento sigiloso”. A PF e o Instituto Lula não quiseram se pronunciar. A Polícia Federal investiga as obras do Memorial da Anistia desde 2017, no âmbito da Operação Esperança Equilibrista. Em dezembro daquele ano, cinco dirigentes da reitoria da Universidade foram alvo de condução coercitiva. O timing do avanço das investigações da PF não poderia ser mais conveniente para o governo. Na semana passada, a ministra Damares Alves anunciou que as obras não serão concluídas, ao menos não na concepção original. Outro projeto deverá ocupar a área destinada ao monumento. Orçado em R$ 28 milhões, o projeto já consumiu aproximadamente R$ 12 milhões.

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19.08.19
ED. 6181

Vargas no banco dos réus

A 6ª Turma do TST deverá julgar, ainda nesta semana, uma ação que diz respeito diretamente ao bolso do trabalhador – e mais até do desempregado. A Corte decidirá se cabe ou não o pagamento de honorários advocatícios ao autor derrotado de uma ação trabalhista que declare condição de pobreza. Trata-se de um legado da Era Temer e da desconstrução das leis trabalhistas. Uma emenda discretamente enxertada na nova CLT, de 2017, tornou o desembolso obrigatório, se, no prazo de dois anos, ficar comprovado que o assalariado obteve algum valor no processo, mesmo que muito inferior à indenização solicitada. Se a 6ª Turma julgar a exigência inconstitucional, o assunto vai para o pleno do TST para o veredito final.

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19.08.19
ED. 6181

Falta dinheiro para a mulher brasileira

O governo federal vai enxugar o projeto “Casa da Mulher Brasileira”. Sem orçamento, o Ministério da Família deverá reduzir o número de unidades em todo o país, a começar por Brasília – onde o imóvel que abriga a iniciativa se encontra em precário estado de conservação. A “Casa da Mulher Brasileira” presta atendimento diário a vítimas de violência doméstica. O custo mensal de cada ponto de atendimento gira em torno de R$ 3,5 milhões por ano. O dispêndio maior é na instalação de cada unidade, em média da ordem de R$ 18 milhões

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19.08.19
ED. 6181

Lemann é um old school

A Lojas Americanas já mira 2020. De acordo com informações filtradas da própria empresa, a rede varejista planeja abrir 180 lojas no ano que vem, 60 a mais do que a marca prevista para este ano. A tecnologia avança, os algoritmos mandam na economia, mas Jorge Paulo Lemann e cia. não abrem mão da velha cerveja, do ketchup e do varejo físico.

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19.08.19
ED. 6181

O sinal da Claro caiu

Projeção que tem causado um rebuliço nos corredores da Claro: a empresa caminha para fechar o ano abaixo da linha de oito milhões de assinaturas de TV a cabo, cerca de 600 mil a menos em relação a dezembro de 2018. Proporcionalmente, nenhuma concorrente deverá ter uma queda tão acentuada. Há três anos, ressalte-se, eram mais de dez milhões de assinantes.

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19.08.19
ED. 6181

Deltan na linha de fogo

Além da reabertura de processo administrativo que havia sido arquivado – conforme o RR antecipou na edição do último dia 12 – outras duas ações contra Deltan Dallagnol estão em gestão no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo a fonte do RR, os requerimentos já teriam o apoio de seis dos 14 conselheiros.

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19.08.19
ED. 6181

Porta de saída

A GP Investimentos conversa com fundos estrangeiros para a venda da sua participação de 33% na rede de salões Beleza Natural. A empresa, ressalte-se, já tem um pé nos Estados Unidos, com uma loja no Harlem, em Nova York.

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19.08.19
ED. 6181

Circuit breaker

O governo do Rio Grande do Sul trabalha com um número cabalístico de R$ 30 para a ação do Banrisul. O valor dispararia a oferta de papéis que excedem o controle do banco. Hoje, a cotação ronda os R$ 24. Vale o otimismo: há um ano, estava em R$ 15.

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19.08.19
ED. 6181

Mundial de Clubes

A CBF negocia com a Fifa a realização, no Brasil, do Mundial de Clubes de 2022. A entidade tentou sediar a edição de 2021, mas essa deve cair no colo da China.

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19.08.19
ED. 6181

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Lojas Americanas e GP Investimentos.

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