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140  resultados para Cosan

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20.10.17
ED. 5729

Rubens Ometto empurra a Comgás na direção da Gas Brasiliano

Rubens Ometto enxerga a compra da participação da Shell na Comgás, sacramentada na última semana, como um rito de passagem para um projeto maior. Após assumir, sozinho, o controle da distribuidora, até então compartilhado entre a Cosan e os anglo-holandeses, Ometto está empenhado em costurar a fusão da empresa com a Gas Brasiliano. A operação passa pela Petrobras e pela Mitsui, donas, respectivamente, de 51% e 49% da Gaspetro.

Esta, por sua vez, é a controladora da Gas Brasiliano. A condução do negócio requer dois requisitos que Ometto tem de sobra: musculatura financeira e boa circulação entre as veias e artérias do Poder, neste caso não apenas no governo federal, por conta da Petrobras, mas, sobretudo, na esfera estadual. A associação entre as duas distribuidoras de gás teria de passar pelo crivo da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Artesp). Trata-se de um projeto acalentado por Rubens Ometto desde 2012, quando a Cosan, sua empresa, entrou no capital da Comgás. No entanto, a Shell sempre foi um entrave a qualquer investida neste sentido. Como já havia sido em relação a sua sócia anterior na Comgás, a BG, que também chegou a estudar a associação com a Gas Brasiliano.

Para os três protagonistas da operação, a associação entre as duas concessionárias faz todo o sentido estratégico. Cosan, Petrobras e Mitsui passariam a dividir o controle do maior cinturão de distribuição de gás do país, uma empresa que teria sob o seu guarda-chuva mais de 40 milhões de consumidores, ou quase 90% da população de São Paulo. A dobradinha Comgás e Gas Brasiliano seria responsável pela distribuição de quase 50% do gás natural comercializado no país. Juntas, formariam ainda uma companhia com mais de R$ 6 bilhões em receita e um Ebitda da ordem de R$ 2 bilhões, a números de 2016. No seu caso específico, a Petrobras liberaria ainda mais recursos de seu apertado orçamento para investir em atividades do seu core business.

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20.10.17
ED. 5729

Caixa de Pandora

O ex-conselheiro José Ricardo da Silva, apontado como um dos principais participantes do esquema de propina no Carf, estaria negociando um acordo de colaboração premiada. A situação de Silva se agravou de vez com a delação do auditor fiscal Paulo Roberto Cortez.

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06.10.17
ED. 5720

O valor da Malha Paulista

A Cosan, controladora da Rumo Logística, segurou estrategicamente o lote suplementar de 33 milhões de ações que seriam disponibilizados ao mercado na oferta encerrada nesta semana. A decisão estaria relacionada à Malha Paulista. A expectativa na companhia é que o governo autorize a renovação antecipada da concessão até o início de novembro. Com a boa nova, a Rumo vislumbra a possibilidade de oferecer as ações em mercado a um valor maior do que os R$ 400 milhões que poderia ter arrecadado.

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04.10.17
ED. 5718

Raízen se torna o fiel depositário dos postos da Shell

Há conversas ainda preliminares em torno da venda de postos de combustíveis da Shell no Chile para a Raízen, joint venture entre o próprio grupo e a Cosan, de Rubens Ometto. A operação sugere um redesenho da operação dos anglo-holandeses na América do Sul. Seria uma repetição do que ocorreu na Argentina: na última semana, a Raízen confirmou a aquisição de postos da Shell no país – informação antecipada pelo RR na edição de 29 de agosto.

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29.06.17
ED. 5650

Rubens Ometto nunca perde a viagem

O empresário Rubens Ometto, da Cosan, tem usado seu prestígio político para convencer o governo a aumentar o percentual de bis-combustível misturado à gasolina, que hoje oscila entre 25% e 27%. De certa forma, seria um prêmio de consolação, uma vez que o principal pleito de Ometto e de todo o setor dificilmente será atendido: o aumento da Cide.

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14.06.17
ED. 5640

Rubens Ometto só colhe ingratidão do governo

Rubens Ometto, dono da Cosan, é um dos raros empresários que apoia publicamente o governo – vide sua presença em jantar de desagravo ao presidente Michel Temer, há cerca de duas semanas em São Paulo. No entanto, seu sentimento é que tem colhido muito pouco para o tanto que semeia. Os mais importantes projetos da Rumo Logística, uma de suas empresas, estão parados nos escaninhos do Poder à espera de respostas que não chegam. Ometto comprometeu-se a investir quase R$ 5 bilhões na expansão e modernização da malha ferroviária da companhia.

Há poucas semanas, também acenou ao governo com o interesse em participar do leilão de concessão da Ferrovia Norte-Sul no trecho que cortará São Paulo, Minas, Goiás e Tocantins – um dos empreendimentos incluídos na PPI. Estes dois movimentos, no entanto, estão condicionados à renovação antecipada, por mais 30 anos, da licença da Malha Paulista, uma das principais operações da Rumo. Ocorre que o pedido hiberna na ANTT há mais de um ano. Nem mesmo as insistentes gestões de Ometto junto aos ministros palacianos, Moreira Franco e Eliseu Padilha, têm ajudado a desatar o nó. Curiosamente, não é apenas na esfera federal que Rubens Ometto vem se deparando com a falta de carinho dos governantes que apoia.

Pulando de Brasília para São Paulo e da área de logística para o setor de energia, o empresário tem motivos de sobra para estar decepcionado com Geraldo Alckmin. Ometto não vê qualquer esforço do governo Alckmin para resolver o impasse entre a Comgás, outra de suas empresas, e a Arsesp. Desde o fim do ano passado, a distribuidora está em um embate com a agência reguladora de serviços públicos de São Paulo por conta da revisão das tarifas do gás.

É mais um enrosco que engessa os planos empresariais de Ometto. Enquanto não houver uma definição para os preços do insumo em São Paulo, a Comgás não vai se arriscar a levar adiante o plano de consolidar outras distribuidoras do setor – um dos alvos seria a participação de 49% da Cemig na Gasmig. Consta, aliás, que Ometto abordou o assunto com o governador Alckmin no próprio jantar oferecido ao presidente Temer. Saiu de lá sem a sobremesa que tanto queria.

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14.06.17
ED. 5640

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cosan, Petrobras, Cemig, OGX e QGEP.

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19.05.17
ED. 5622

Uma cobiçada cadeira na ANP

A sucessão na diretoria da ANP será um teste do prestígio do setor sucroalcooleiro no governo. Os grandes usineiros do país, entre os quais Rubens Ometto, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, trabalham pela indicação do diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira. No início de junho, chega ao fi m o mandato do diretor da ANP José Gutman. O próprio Gutman pensa em ir ficando no cargo por inércia. Com o escândalo do grampo de Temer, ele pode ir sendo esquecido por lá.

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08.05.17
ED. 5613

Da Shell para a Shell

A Raízen Fuels Finance, subsidiária da Raízen, está na disputa por ativos da Shell na Argentina: uma refinaria e uma rede de distribuição de combustíveis com 600 postos. As ofertas chegam a US$ 2 bilhões e o acordo deverá ser fechado, no máximo, em três semanas. Estão também no páreo Luksic, Trafigura, YPF e Vitol. Curioso: se a Raízen fechar o negócio, indiretamente a Shell estará vendendo os ativos para ela própria, sócia da joint venture ao lado da Cosan.

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28.04.17
ED. 5608

Açúcar e afeto

Rubens Ometto e Shell têm números açucarados para a safra 2017/2018. A Raízen, joint venture entre a Cosan e os anglo-holandeses, vai investir R$ 2,5 bilhões no plantio de cana e na produção de etanol. Serão 20% a mais do que o desembolso na safra anterior. Trata-se de um bom termômetro do humor do setor: Ometto é o principal interlocutor entre usineiros e governo.

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06.04.17
ED. 5594

Com açúcar e afeto

Rubens Ometto, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, estariam usando de toda a sua influência no governo para arrancar da Camex uma taxação de 16% para o etanol importado. Com essa linha de frente, é bem provável que o carimbo seja dado.

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09.03.17
ED. 5574

O fadeout da TPG no Brasil

A californiana Texas Pacific Group (TPG) decidiu exercer a opção de converter 12,8 milhões de ações da Rumo Logística em títulos da Cosan e da Cosan Logística – as três empresas são controladas por Rubens Ometto. Não significa, no entanto, que a gestora dos norte-americanos Jim Coulter e David Bonderman será sócia das duas companhias. Cosan e Cosan Logística acertaram com a TPG o pagamento da conversão em dinheiro, ao preço do fechamento médio dos últimos 20 dias. Nada mais conveniente para o atual momento da gestora no Brasil. Com US$ 56,7 bilhões em ativos, a TPG está em fase de desinvestimento no país.

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24.01.17
ED. 5545

Cemig acelera venda de ativos com a privatização da Gasmig

A Cemig está em negociações para a venda integral da sua participação na Gasmig, de 99%. A operação, conduzida pelo Itaú BBA, gira em torno de R$ 1,6 bilhão. Os dois principais candidatos à compra da concessionária mineira vêm da Ásia: a Mitsui e a Beijing Gas. A Comgás, leia-se o Grupo Cosan, corre por fora.

A intenção da nova diretoria da Cemig é sacramentar o negócio até março, junto com a já engatilhada venda da participação de 20% na Hidrelétrica de Santo Antônio para a chinesa Three Gorges. O duplo anúncio servirá como um categórico cartão de visitas de Bernardo Salomão, que assumiu a presidência da Cemig em dezembro. Ao embalar em um só pacote duas operações que poderão render à estatal mais de R$ 4,5 bilhões, Salomão pretende mostrar ao mercado que o plano de desmobilização de ativos da empresa será intensificado.

Não custa lembrar que seu antecessor, Mauro Borges, deixou o cargo bastante criticado pelo timing na venda de participações da Cemig vis-à-vis às necessidades de caixa da companhia. No caso da Gasmig, os estudos para a privatização da empresa sofrem idas e vindas desde o início do mandato de Fernando Pimentel. A Gasmig vale quanto pesa. Trata-se da maior concessionária do setor ainda sob controle estatal. Sua receita passa de R$ 1,8 bilhão por ano. Em 2015, seu Ebitda foi de R$ 148 milhões, o equivalente a 15% do faturamento – índice expressivo para uma empresa que atua em um setor com preços regulados. Para efeito de comparação, o ebitda da Comgás no mesmo ano correspondeu a menos de 5% da receita.

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18.11.16
ED. 5498

Raízen raspa o tacho da indústria sucroalcooleira

A Raízen, associação entre a Cosan, de Rubens Ometto, e a Shell, lançou uma blitzkrieg sobre empresas sucroalcooleiras em recuperação judicial. Logo na primeira colheita, a companhia pretende adquirir quatro usinas de três grandes grupos do setor, todos em RJ, a saber: Tonon Bioenergia, Abengoa Bioenergia e Unialco. No primeiro caso, o ativo sobre o balcão é a Usina Paraíso, localizada em Brotas (SP). A planta tem capacidade para processar 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Seu maior atrativo está na geografia: fica próxima ao polo petroquímico de Paulínia e ao Porto de Santos. Por sua vez, as conversações com a Abengoa envolvem a aquisição das duas usinas que os espanhóis colocaram à venda nas cidades de Pirassununga e São João da Boa Vista, em São Paulo. Ambas somam uma capacidade de moagem de sete milhões de toneladas por ano. Em relação à Unialco, a Raízen vai participar do leilão que o grupo pretende promover ainda neste ano para a venda da Usina Guararapes, também no interior paulista. As negociações, ressalte-se, passam não apenas pela oferta de uma quantia em dinheiro, mas também pela renegociação das dívidas das usinas com um expressivo deságio. Um fator é fundamental para a investida da Raízen: os respectivos credores da Tonon, da Abengoa e da Unialco, especialmente os bancos, não só pressionam as empresas a se desfazer de seus ativos como aceitam achatar o valor de face dos débitos. No caso da Unialco, por exemplo, estima-se que a dívida da Usina Guararapes (acima dos R$ 800 milhões) possa sofrer um desconto superior a 70%. Tomando-se como base os números, o caso mais urgente é o da Tonon, que tem um passivo total de quase R$ 3 bilhões.

• A seguintes empresa não retornaram ou não comentaram o assunto: Raízen, Tonon, Unialco, Abengoa.

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11.10.16
ED. 5473

Etanol volta ao mapa da DuPont no Brasil

 A DuPont decidiu retomar os investimentos em biocombustíveis no Brasil. O grupo norte- americano vai tirar da gaveta o projeto de construção de uma planta de etanol flex, que pode utilizar tanto cana-de-açúcar quanto milho como matéria-prima. Ao todo, desembolsará cerca de US$ 150 milhões. O investimento é uma peça importante dentro da estratégia da DuPont no Brasil. Trata-se de um projeto fundamental para dar escala ao laboratório de biotecnologia industrial que os norte-americanos montaram no ano passado, em Paulínia (SP). A DuPont investiu mais de US$ 20 milhões para montar um centro de pesquisa e desenvolvimento de última geração no país, mas, até agora, ainda não conseguiu transformá-lo em fonte de receita. O laboratório não fechou qualquer contrato com usinas sucroalcooleiras.  O projeto da planta de etanol flex estava congelado há quase dois anos. A princípio, a DuPont condicionou sua execução à atração de parceiros. Não faltaram tentativas, com Sumitomo, Cosan e Copersucar. Mas nenhuma das conversas seguiu adiante. A necessidade de impulsionar o laboratório de Paulínia, associada à recuperação do mercado de etanol, levou a DuPont a tocar o projeto sozinha. • A seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: DuPont.

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19.09.16
ED. 5457

Cosan e Petronas misturam seus lubrificantes

 A Cosan, de Rubens Ometto, vem mantendo tratativas com a malaia Petronas para uma associação no mercado brasileiro de lubrificantes – a exemplo do que fizeram recentemente Ultra/Ipiranga e Chevron. O enlace daria origem a uma distribuidora com faturamento perto de R$ 2,5 bilhões e algo em torno de 24% das vendas de lubrificantes no Brasil. A nova empresa ultrapassaria a recém-criada dobradinha Ipiranga e Chevron (22,5%) e encostaria na própria BR (25%). Cosan Lubrificantes e Petronas têm duas fábricas no Brasil – respectivamente, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – com capacidade somada de aproximadamente 500 milhões de litros por ano. O grupo de Rubens Ometto mantém ainda uma unidade de produção de lubrificantes na cidade inglesa de Kent, herdada com a compra da Comma Oil & Chemicals Limited, em 2012. A princípio, este ativo não deverá entrar na associação com a Petronas.  Mesmo com a queda nas vendas de lubrificantes em todo o país (6% em 2015), esta ainda é uma das operações mais rentáveis da Cosan. No ano passado, o Ebitda da Cosan Lubrificantes somou R$ 125 milhões, 21% superior ao apurado em 2014. Um parceiro como a Petronas é tudo o que Ometto quer para aditivar ainda mais o negócio. Com faturamento anual de US$ 70 bilhões, o grupo malaio tem feito seguidos investimentos no mercado brasileiro de lubrificantes. Os asiáticos estão instalando um centro de tecnologia e desenvolvimento de produtos para uso industrial em Contagem (MG), onde já têm uma fábrica. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cosan, Petronas.

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12.05.16
ED. 5367

Gasoduto

 A Cosan deverá retomar o projeto de construção de um gasoduto entre a Bacia de Santos e a área de concessão da controlada Comgás, um investimento da ordem de R$ 5 bilhões. Seria a oferenda de Rubens Ometto ao governo de Michel Temer. Procurada pelo RR, a Cosan não comentou o assunto.

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18.08.15
ED. 5187

Saneamento

O governador do Pará, Simão Jatene, está embalando a venda de até 49% da Cosanpa. O duro vai ser encontrar comprador. O mercado está superofertado de ativos da área de saneamento que há meses mofam sobre o balcão, a começar pela OAS Soluções Ambientais. * O governo do Pará não respondeu ao RR.

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09.06.15
ED. 5137

Ometto já vê Comgás e Gas Brasiliano no mesmo pote

Rubens Ometto anda eufórico nas últimas semanas. Motivos não lhe faltam. Além do recorde nas vendas de etanol no Brasil, registrado nos quatro primeiros meses do ano, o empresário acredita ter juntado as peças necessárias para viabilizar um antigo projeto: a compra da Gas Brasiliano e sua posterior fusão com a Comgás. O quebra-cabeça começa a ganhar forma: de um lado, está o interesse da Petrobras em vender o controle da Gas Brasiliano; do outro, surgem grupos dispostos a se unir a Ometto numa oferta pela concessionária paulista. Além da própria Shell, que já é sócia da Cosan na Comgás, a Total e a Petrogal também devem participar do bid. Estima- se que a operação possa atingir os US$ 400 milhões. Em 2010, quando comprou o controle integral da Gas Brasiliano junto ao grupo italiano Eni, a Petrobras pagou cerca de US$ 250 milhões. O caminho natural é que a operação passe pela Distribuição de Gás Participações, criada pela Cosan no início deste ano a partir do spin off de seus negócios no setor. Além da Comgás, a própria Gas Brasiliano ficaria pendurada na nova empresa – as duas distribuidoras teriam uma receita combinada da ordem de R$ 10 bilhões. Neste caso, ao que tudo indica, a Total, a Petrogal e a própria Shell entrariam diretamente no capital da subholding, passando a dividir com Rubens Ometto o controle das duas maiores distribuidoras de gás de São Paulo. Total e Petrogal estão entrando no negócio guiadas pelo mesmo interesse estratégico: ter uma garantia de consumo do gás que produzirão em seus respectivos blocos na Bacia de Santos. Rubens Ometto, por sua vez, fará por merecer o epíteto de “Mr. Gás”. Caso feche a aquisição da Gas Brasiliano, passará a controlar quase 40% da distribuição do insumo no país.

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26.05.15
ED. 5128

A Raízen

A Raízen, associação entre a Cosan e a Shell, ainda tem em estoque quase metade do etanol produzido na safra passada. Formalmente, o grupo diz que, por questões estratégicas, decidiu segurar as vendas a  espera da melhora dos preços. No setor, contudo, o que se diz é que os estoques inchados se devem a uma razão bem mais prosaica: faltou comprador, sobretudo no mercado externo.

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13.05.15
ED. 5119

Parceiro indigesto

A PDVSA teria procurado a Raizen, leia-se Cosan e Shell, com uma proposta de parceria para a distribuição de combustíveis na Região Norte do Brasil. Rubens Ometto talvez até topasse o risco. Mas é difícil imaginar que a Shell queira se associar a  estatal venezuelana e, por extensão, ao governo de Nicolás Maduro.

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10.04.15
ED. 5098

O ex-MRS Julio Fontana Neto

O ex-MRS Julio Fontana Neto assumiu a presidência da Cosan Logística com a força de uma locomotiva. Com carta branca de Rubens Ometto, já trocou executivos, refez o planejamento estratégico e reviu o programa de investimentos da empresa.

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27.02.15
ED. 5069

Limão amargo

Da caipirinha que os japoneses da Itochu preparavam sobrou apenas o bagaço do limão. O projeto do grupo de montar uma trading no Brasil voltada a  comercialização de álcool e açúcar escorreu pia abaixo. A parceria com a Bunge ficou no papel e as conversações com a Cosan não passaram disso, conversações…

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28.01.15
ED. 5050

DuPont ainda é um grão de milho no mercado de etanol

Enquanto tenta se acertar com a sócia BP para tirar do papel a primeira fábrica da Butamax, joint venture focada na produção de biobutanol, a DuPont segue seu caminho tortuoso no Brasil. Os norte-americanos suam para montar uma produção de etanol de milho no país. O recente acordo firmado com a Dedini, fabricante de equipamentos para usinas, e com a Porta, dona de duas plantas na Argentina, é apenas um alívio imediato. Mas são movimentos que ainda estão longe de garantir uma operação com a dimensão idealizada pelo grupo. A Du- Pont não conseguiu até agora parceiros para viabilizar a construção da primeira usina de etanol de milho no país. Chegou a negociar com a Cosan e com a Copersucar, mas em ambos os casos as respostas foram negativas. A DuPont planejava vincular o acordo com a Dedini e a Porta, restrita ao fornecimento de equipamentos, tecnologia e insumos, a  instalação de novas usinas no Centro-Oeste para fornecer clientes a  própria joint venture. As unidades próprias serviriam ainda para incentivar a construção ou adaptação de usinas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, o que daria, no curto prazo, massa crítica ao negócio. A região é a principal produtora do grão no país e uma das maiores no mundo. No entanto, a DuPont não conseguiu convencer suas sócias a adiar o lançamento da joint venture para 2016. Se insistisse, correria o risco de ficar sozinha. A Dedini, que teve expressivas perdas de faturamento nos últimos anos por conta da crise do setor, precisa o quanto antes de alternativas capaz de tirá-la do quase ostracismo. Já a Porta necessita urgentemente ganhar escala fora da Argentina. Apesar da obrigatoriedade da mistura de 10% de etanol a  gasolina no país vizinho, a empresa não está conseguindo ampliar a rentabilidade do negócio e precisa ter usinas em outros países da América do Sul. Mesmo diante do quadro nada favorável, a DuPont ainda tentará viabilizar, pelo menos, uma usina até o ano que vem. Para isso, deverá bancar sozinha o projeto e depois negociar a entrada de sócios. Um dos alvos da companhia a  futura sociedade é o grupo Amaggi, um dos grandes produtores de milho do país, com sede no Mato Grosso, que tem interesse em investir em biocombustíveis a partir desse grão. Procurada, a DuPont negou que esteja planejando a construção de uma planta de etanol de milho no Brasil.

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06.01.15
ED. 5034

Noble Group enterra cada vez mais dinheiro no Brasil

O Noble Group, de Hong Kong, tornou-se uma máquina de esfarelar dinheiro no Brasil. Erros estratégicos e investimentos desastrosos, somados a  erosão dos preços das commodities agrícolas e minerais, lançaram o grupo asiático em uma espiral de prejuízos no país. As perdas acumuladas nos últimos dois anos já seriam da ordem de R$ 1,5 bilhão. Parte expressiva dessa conta vem do setor sucroalcooleiro. As quatro usinas de açúcar e etanol do Noble Group em São Paulo têm operado com seguidos resultados negativos. Na área de grãos, o principal negócio da companhia, o cenário é igualmente desolador. Entre janeiro e setembro de 2014, o volume de embarques teria recuado 30% na comparação com o mesmo período no ano anterior. O faturamento, por sua vez, girou em torno de US$ 1,5 bilhão, queda de 20%. A tendência é que estas cifras piorem em 2015. O preço da soja atingiu o menor patamar desde 2010, pressionado, sobretudo, pelo boom nos estoques mundiais – só a produção norte-americana cresceu 20% na última safra. No caso específico do Brasil, o buraco nas finanças do Noble Group vai além do inexorável impacto causado pela depreciação das commodities. Entram nesta conta as equivocadas decisões de investimento no país, que, dentro da própria companhia, são, em grande parte, atribuídas a  gestão do brasileiro Ricardo Leiman – o executivo ocupou o cargo de CEO mundial do grupo entre 2009 e 2011. Um exemplo é a compra das duas usinas de açúcar e álcool do Grupo Cerradinho em Catanduva e Potirendaba, no interior de São Paulo. Em 2010, na ânsia de montar uma base de produção de etanol no país e temeroso de perder a disputa com a BP e a Cosan, também candidatas ao negócio, o Noble Group desembolsou cerca de US$ 1 bilhão. Além de um caminhão de dívidas, herdou duas usinas com sérios problemas operacionais, que exigiram um investimento de US$ 400 milhões, dinheiro que os asiáticos não devem recuperar tão cedo. Se serve de consolo, recentemente o Noble Group vendeu para a chinesa Cofco uma participação de 51% da Noble Agri, que reúne suas operações no agronegócio, inclusive na área sucroalcooleira. Ao menos terá com quem dividir os prejuízos nos canaviais brasileiros. Outro caso que ilustra a vocação do Noble Group para torrar dinheiro no Brasil envolve a compra de 30% da Mhag, dona de jazidas de minério de ferro no Rio Grande do Norte. O valor incinerado nem foi tão grande assim: cerca de US$ 60 milhões. No entanto, os asiáticos compraram cascalho por minério. Os planos da mineradora potiguar de produzir dois milhões de toneladas por ano jamais saíram do papel. Os investimentos anunciados na área de logística, idem, Hoje, a Mhag praticamente suspendeu suas operações e, diretamente, mantém apenas oito empregados.

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28.11.14
ED. 5011

Ometto dá outro rumo a sua operação logística

Rubens Ometto é homem de fazer revoluções dentro da revolução. A fusão entre a Rumo Logística, controlada pela Cosan, e a América Latina Logística (ALL) nem sequer foi concluída e muito menos aprovada pelo Cade e o empresário já articula os próximos movimentos da operação. Ometto pavimenta desde já a possível associação da nova companhia a um pool de cooperativas agrícolas de São Paulo. Há dois modelos sobre a mesa: a negociação poderia se dar por meio da criação de uma joint venture ou mesmo com a entrada deste grupo de cooperativas no capital da nova operadora logística, a partir da compra de uma participação minoritária. Do lado das cooperativas agrícolas, as tratativas estariam sendo conduzidas pela Coopercitrus, de Bebedouro (SP) – empresa que fatura cerca de R$ 1,7 bilhão por ano com a comercialização de insumos e equipamentos agrícolas. Oficialmente, a companhia nega qualquer negociação. Ressalte-se, no entanto, que a Coopercitrus já tem negócios com a Rumo Logística. Há quase quatro anos ambas são sócias na TB S/A, joint venture criada para operar um terminal de açúcar e grãos em Barreto, também no interior paulista. A intenção de Rubens Ometto é formar um cinturão de parcerias capaz de ampliar a estrutura, o grau de diversificação e a abrangência de atuação do novo grupo resultante da fusão entre ALL e Rumo. O empresário considera fundamental agregar sócios com armazéns e carga garantidos em São Paulo, não por coincidência onde está concentrada a maior parte dos ativos da Rumo – ao todo são sete terminais no estado.

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28.11.14
ED. 5011

Parasitismo

Rubens Ometto tenta pegar carona na compra dos ativos da BG pela Shell para ressuscitar um antigo projeto: a atuação conjunta da Cosan e dos anglo-holandeses em exploração e produção no Brasil. A dobradinha chegou a fazer parte dos planos originais da Raízen, joint venture entre as duas empresas, mas acabou ficando pelo caminho. No que depender da Shell, é por lá que ficará.

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11.11.14
ED. 4998

Privatização

O assunto, claro, ficou de fora da campanha eleitoral, mas o governador reeleito do Pará, Simão Jatene, está decidido a privatizar a Cosanpa. A companhia de saneamento é um pote até aqui de prejuízos.

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29.10.14
ED. 4989

Total e Raízen disputam cada litro de combustível da Ale

Quem vai ficar com a Ale? A resposta só virá ao fim do leilão em que se transformou a venda da quarta maior rede de postos de combustíveis do Brasil. A companhia, controlada pelos empresários Marcelo Alecrim e Sergio Cavalieri, permanece sobre o balcão desde o fim de 2013. A francesa Total e a Raízen, leia-se Cosan e Shell, estão na disputa. Segundo fonte do setor, o BTG Pactual também demonstrou interesse pela empresa – no mercado, desconfia-se que o banco apenas representaria os interesses de um grupo estrangeiro ainda não presente no Brasil. Se a Ale estivesse exposta na Sotheby’s, talvez o martelo já tivesse sido batido. No entanto, as conversações têm sido marcadas por uma série de idas e vindas. Na visão dos pretendentes a  compra da Ale, Cavalieri e Alecrim são dois leiloeiros com uma dose de ganância além da conta. Procurada pelo RR, a Ale não confirmou as informações e garantiu que segue com o “plano de crescimento previsto para 2014”. A Total esteve muito perto de fechar a aquisição da Ale. Chegou, inclusive, a firmar um contrato de exclusividade para negociar a compra da empresa, que venceu em fevereiro deste ano. Os franceses aceitaram pagar a cifra de R$ 1 bilhão estipulada pelos donos da Ale. No entanto, de acordo com a mesma fonte, Alecrim e Cavalieri teriam inflacionado a pedida para algo perto de R$ 1,2 bilhão. Foi a vez da Raízen concordar com as novas condições, mas a novela teria se repetido: na hora H, os controladores da Ale regatearam. Segundo a fonte do RR, as conversações tanto com a Total quanto com Rubens Ometto prosseguem, porém num tom bem mais rascante. Alecrim e Cavalieri valorizam ao máximo o mais cobiçado ativo do setor, a última das grandes distribuidoras nacionais ainda imunes ao processo de consolidação do setor. Para a Total, de modesta presença no mercado brasileiro, a aquisição significaria o passaporte para o topo do comércio retalhista. No caso da Raízen, por sua vez, a operação valeria um empate técnico com a Ipiranga, na vice-liderança do ranking. Ambas passariam a ter cerca de 14 mil postos, atrás apenas da BR, dona de 20 mil postos.

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14.10.14
ED. 4978

Pane seca

Por falar em Ometto, a Petróleo Sabbá, distribuidora de combustíveis da Raízen, é hoje um dos negócios menos rentáveis do grupo. Se fosse pela vontade da Shell, a empresa já teria sido vendida há tempos. Mas a Cosan segura a Sabbá o quanto pode.

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26.09.14
ED. 4966

Voto de Rubens Ometto vale cada gota de combustível

Os planos de Rubens Ometto na área de bioenergia não cabem entre as quatro paredes da Novvi, a joint venture recém-formada entre a Cosan e a Amyris. O firme propósito do empresário de se tornar o maior produtor de diesel a  base de cana de açúcar do mundo exige um passo além: o ingresso no capital do próprio grupo norte-americano. Ometto articula a compra de até 50% da Amyris, controlada pela francesa Total e por fundos de investimento dos Estados Unidos. Este movimento lhe daria acesso direto, sem intermediários, a  tecnologia desenvolvida pelos norte-americanos. Ometto passaria também a ter ingerência sobre a própria fábrica da Amyris na cidade de Brotas, no interior de São Paulo. Hoje, a capacidade instalada é de 50 milhões de litros de diesel de cana por ano. Embora a unidade jamais tenha atingido tal volume, Ometto acha que é pouco. Ele trabalha com projeções de que há demanda reprimida, tanto no mercado interno quanto no exterior, para o dobro desta produção – patamar que exigiria um investimento de R$ 1 bilhão. Impossível dissociar os planos de Rubens Ometto de seus recentes movimentos políticos, leia-se o duro rompimento com Dilma Rousseff e o posterior embarque na campanha de Marina Silva. Segundo fontes próximas ao empresário, Ometto já apresentou seus planos a Marina. Quem presenciou a conversa garante que ela demonstrou bastante empatia pelo projeto. Além de biodiesel, o empresário anunciou também o interesse de usar a Novvi e a Amyris para a produção de lubrificantes a  base de cana. Um eventual governo Marina Silva criaria uma ambiência propícia para a produção em larga escala de diesel e outros bioderivados de cana de açúcar. Com o apoio de Marina, o que hoje é um projeto com um único dono poderia ganhar status oficial, tornando-se um programa de governo com o nobre propósito de soerguer a indústria sucroalcooleira. Tudo devidamente acompanhado dos incentivos oficiais de praxe. Nada muito diferente do modus operandi que transformou a Cosan num dos maiores grupos de energia do país. Hoje, por exemplo, a companhia tem cerca de R$ 1,2 bilhão em empréstimos abertos com o BNDES. A julgar pela ira que Ometto passou a destilar contra o governo Dilma Rousseff, foi pouco.

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23.07.14
ED. 4919

Cosan põe um pé no capital da Gas Brasiliano

O mercado de distribuição de gás está em ponto de combustão. Além da associação entre a Cemig e a espanhola Gas Natural Fenosa e o iminente aumento da participação da própria estatal mineira na Gasmig, mais uma grande operação está se desenhando no setor. A Cosan, acionista majoritária da Comgás, articula sua entrada no capital da Gas Brasiliano. Controladora integral da empresa, a Petrobras pretende se desfazer de 40% da distribuidora. A negociação corrobora a disposição da estatal de reduzir sua presença neste mercado para fazer caixa – conforme informou o RR na edição nº 4.735. Antes da Gas Brasiliano, a Petrobras espera concluir a venda de parte da Gasmig para a Cemig – anunciada na semana passada, a operação também envolve a transferência de 40% das ações. Todas estas negociações vão alterar significativamente o jogo de forças na área de distribuição de gás. Se a Petrobras, presente no capital de quase todas as concessionárias estaduais, está recuando algumas casas, na mão contrária, a Cosan avança com tudo no tabuleiro do setor. Não é difícil imaginar aonde Rubens Ometto pretende chegar com seu ingresso na Gas Brasiliano. Uma vez dentro da companhia, Ometto terá campo aberto para articular sua fusão com a Comgás. A operação daria origem a um gigante responsável por mais de um terço das vendas de gás natural no país e dono de quase metade da malha de distribuição instalada em todo o território brasileiro. Juntas, Comgás e Gás Brasiliano dominariam uma área no mapa de São Paulo com quase 40 milhões de habitantes. Trata-se de uma operação que conta com a simpatia da Petrobras. Entre ser protagonista de um curta-metragem ou coadjuvante de uma série de sucesso, a estatal prefere a segunda opção. Ela trocaria uma participação majoritária numa empresa pequena, caso da Gas Brasiliano, por uma fatia menor na maior distribuidora de gás do país. E o mais importante: tendo ao lado um parceiro como a Cosan, poderia reduzir seus aportes no setor. A associação entre as duas distribuidoras permitiria a  Cosan manter a liderança no setor pelo critério de clientes atendidos, posto que a Comgás deverá perder quando a fusão entre os ativos da Cemig e da Gas Natural estiver concluída. Aliás, o predomínio mineiro no setor poderia ser ainda maior se, no início deste ano, a própria Cemig não tivesse desistido de comprar 40% da Gas Brasiliano.

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16.07.14
ED. 4914

Fundo canadense

O Canada Pension Plan Investment Board retomou as negociações para comprar uma participação na empresa criada a partir da fusão da ALL com a Rumo/Cosan. O fundo de pensão quase foi passageiro de primeira hora do projeto, mas recuou diante dos atrasos para a consumação do negócio.

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02.06.14
ED. 4883

Cosan

A Cosan negocia a compra da sucroalcooleira uruguaia Alur. Deve levar a empresa na bacia das almas. O grupo uruguaio passa por sérios problemas financeiros.

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24.04.14
ED. 4857

Chineses fincam raiz nos canaviais da Usinas Itamarati

Está em curso uma nova tentativa de soerguimento da Usinas Itamarati – empresa fundada pelo outrora “Rei da Soja”, Olacyr de Moraes, posteriormente apeado a fórceps do comando do negócio pela própria filha, Ana Claudia de Moraes. A esperança vem do Oriente. Ana Claudia negocia a venda de uma participação da sucroalcooleira para a China National Heavy Machiney Corporation (CHMC). Um dos maiores fabricantes de etanol a base de milho da asia, o grupo chinês pretende produzir o biocombustível também a partir da cana de açúcar. O Brasil é o eixo desta estratégia. A CHMC usaria a Itamarati como base para os seus investimentos no país. Mas por que escolher uma empresa que, há anos, convive com problemas de gestão e notórias dificuldades de caixa e ainda carrega sobre os ombros uma dívida de quase R$ 2 bilhões? Talvez, aos olhos dos chineses, a extrema fragilidade da Itamarati seja exatamente o seu grande atrativo. A empresa surge como um alvo vulnerável e pouco dispendioso – aliás, a própria estiagem da indústria sucroalcooleira nacional como um todo torna o momento mais do que propício para a investida. Ressalte-se ainda que parte do pagamento aos acionistas da Itamarati poderá ser feito mediante a garantia firme de compra de uma parte da produção por um determinado período. Mas é claro que os asiáticos não escolhem o pão pelo seu bolor. A CHMC fareja centeio de boa qualidade na Itamarati, a começar por uma questão tecnológica que pode fazer toda a diferença: os asiáticos já teriam constatado a viabilidade de converter parte da usina de Nova Olímpia (MT) para produzir também etanol a  base de milho – hipótese considerada pelo grupo para dar massa crítica ao negócio. Some-se ainda o fator logístico. O Mato Grosso é o estado brasileiro que mais fornece alimentos para a China, o que pressupõe uma estrutura de distribuição já bem azeitada. De quebra, os asiáticos vislumbram a possibilidade de aproveitar sua presença na Itamarati como trampolim para a venda de equipamentos a  própria usina e a terceiros no Brasil – como o nome sugere, a China National Heavy Machiney é uma das grandes fabricantes de maquinários pesados da asia. Nos últimos anos, Ana Claudia dividiu-se basicamente entre duas missões: brecar as tentativas do pai de retomar o comando da Itamarati – hoje, o próprio Olacyr de Moraes desistiu da ideia – e buscar um remédio para as moléstias financeiras da empresa. De 2012 para cá, Ana Claudia chegou a flertar com a ideia de uma recuperação judicial, que ganhou corpo, sobretudo, após as frustradas negociações com a Cosan. Agora, aposta suas fichas – que não são muitas – na CHMC.

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08.04.14
ED. 4847

Cosan na África

A Cosan prepara sua próxima atração: a produção de etanol e açúcar na africa.

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18.03.14
ED. 4832

Os trilhos de Rubens Ometto vão além da fusão com a ALL

Quem para a locomotiva chamada Rubens Ometto? O turbulento processo de fusão entre Cosan e ALL nem sequer percorreu os primeiros quilômetros e o empresário já se dedica a mapear os próximos movimentos no setor. Sua intenção é usar a nova companhia como ponta de lança para a aquisição de linhas férreas já em operação ou ainda por serem construídas. O principal alvo de Ometto é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). Conhecida como “ferrovia da soja”, a estrada ligará Lucas do Rio Verde (MT) a Uruaçu (GO) – o projeto prevê também uma conexão com a Ferrovia Norte- Sul. O leilão da Fico, que deverá abrir a nova temporada de licitações da ANTT, é um dos mais aguardados do setor. O trecho de mais de 1,5 mil quilômetros vai cortar uma das maiores regiões produtoras de grãos do país. Segundo fonte da própria agência, a Cosan já sinalizou ao governo o interesse em disputar a concessão da Fico. A companhia, aliás, integra o coro dos investidores que cobram a revisão das taxas de retorno do empreendimento. A rentabilidade foi originalmente fixada em 8,5% ao ano. Ao mesmo tempo em que desata os nós da fusão com a ALL, a Cosan busca parceiros para a licitação da ferrovia da soja. Ometto quer ter ao seu lado uma construtora e uma trading. Neste caso, um forte candidato é a Mitsubishi. A companhia japonesa já mantém um acordo com a Cosan para a comercialização de etanol no mercado asiático. Ometto, ressalte-se, já pensa e age como acionista controlador da ALL. E olha para o mapa ferroviário nacional como um enxadrista que estuda a posição de cada peça no tabuleiro. No caso da Fico, o que mais alimenta seu interesse na licitação é o potencial de sinergia com a própria ALL. A construção de um ramal de 500 quilômetros entre as cidades de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde permitiria a integração entre as duas malhas. Ometto mira também na aquisição de ferrovias paralisadas por falta de investimentos dos respectivos concessionários. São trechos já devolvidos a  ANTT que deverão ser leiloados nos próximos dois anos. Há mais de um ano, a Cosan Logística, braço do grupo, analisa mais de uma dezena de trechos que serão reofertados ao mercado pela agência reguladora, notadamente em São Paulo e no Paraná.

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23.12.13
ED. 4804

ALL acaba com as folhas do talão de multas da ANTT

Afinal, o que está acontecendo com a América Latina Logística (ALL)? A maior operadora ferroviária do Brasil tornou-se um comboio desgovernado. As graves falhas operacionais e o elevado número de acidentes transformaram a empresa em campeã de punições no setor de transportes. A bola de neve não para de crescer. Segundo uma fonte da própria ANTT, a ALL está prestes a levar mais um duro e dispendioso corretivo da agência reguladora. Ainda neste trimestre a companhia deverá receber uma nova leva de multas no valor aproximado de R$ 40 milhões. Ou seja: neste caso, em apenas três meses as sanções impostas pelas autoridades do setor somariam cerca de 60% a mais do que todas as multas aplicadas a  concessionária durante 2013. De acordo com a mesma fonte, a empresa ainda sofrerá outras penalidades ao longo dos próximos meses. É o preço a ser pago pelo carry over de mais de 400 acidentes ocorridos em sua malha no ano passado. Significa dizer que a ALL respondeu por quase 60% dos sinistros registrados em todas as estradas de ferrovias brasileiras. Trata-se de um número impressionante mesmo considerando que a empresa reúne cerca de 40% das linhas férreas em operação no país. O desenfreado custo descarrilamento coincide com um dos períodos mais delicados da história da ALL. No ano passado, a empresa levou uma tunga de mais de R$ 220 milhões com a cassação de suas concessões na Argentina. Neste momento, a concessionária está no meio de um complexo processo de fusão com a Rumo Logística, controlada pelo empresário Rubens Ometto. A associação foi a maneira encontrada pela ALL para encerrar o contencioso com a Cosan e escapar de uma cobrança que poderia chegar a R$ 5 bilhões. Ometto entrou na Justiça contra a concessionária alegando quebra do contrato firmado para o transporte de açúcar. A associação com a Rumo resolveu um problema, mas traz outro a reboque: a nova empresa resultante da fusão terá de investir aproximadamente R$ 10 bilhões, boa parte destes recursos na solução de gargalos logísticos.

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31.01.14
ED. 4829

Cosan

Entrou água nas negociações para o aporte do Canada Pension Plan Investment Board na Cosan Infraestrutura. O fundo de pensão condiciona o desembolso de aproximadamente US$ 500 milhões a  participação na gestão da companhia. Ocorre que o empresário Rubens Ometto não quer nem ouvir falar nessa possibilidade.

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29.11.13
ED. 4788

Rubens Ometto arranca uma passagem para a ALL

Rubens Ometto promete levar a s últimas consequências o contencioso entre a Rumo Logística, sua controlada, e a ALL. O que está em jogo, neste caso, é muito mais do que um contrato para o transporte de açúcar – para todos os efeitos, a questão central dos processos cruzados de arbitragem recém- abertos pelas duas companhias. O empresário enxerga o litígio como uma gazua – alguns dirão um pé de cabra – para abrir a porta que lhe foi fechada pelos sócios da ALL e, finalmente, entrar no capital da companhia. Segundo fontes próximas a Ometto, seu objetivo é forçar a conversão em ações das diversas multas cobradas pela Rumo a  operadora ferroviária por suposto descumprimento de contrato. O valor exigido na Justiça seria da ordem de R$ 1 bilhão. Para efeito de comparação, a cifra é superior ao dote de R$ 896,5 milhões que Ometto ofereceu, no ano passado, para comprar 5,67% do capital da ALL ou – esta, sim, a conta que interessa – o correspondente a 49% das ações dentro do bloco de controle da companhia. Procurada pelo RR, a Cosan, controladora da Rumo, disse “desconhecer a informação”. No entendimento dos advogados de Rubens Ometto há brechas no contrato entre a Rumo e a ALL que possibilitariam a conversão das dívidas em participação acionária. A própria situação da operadora ferroviária jogaria a favor de Ometto. A ALL está longe de seus melhores dias. Os sócios discutem, inclusive, a necessidade de promover um aumento de capital ou buscar um novo investidor – ver RR edição nº 4.742. Ainda que o valor fosse diferido no tempo, a cobrança de uma nova multa de R$ 1 bilhão representaria mais um baque nas finanças da companhia. No contrato firmado com a Rumo Logística, a ALL comprometeu- se a movimentar por ano um volume mínimo de açúcar e derivados e a fazer sucessivos investimentos em sua malha e na compra de equipamentos, de modo a garantir o gradativo aumento da carga transportada. No entanto, a operadora ferroviária não estaria cumprindo integralmente as contrapartidas previstas no acordo. A contenda se arrasta há quase quatro anos. No mês passado, a empresa entrou com um processo de arbitragem na Câmara de Comércio Brasil-Canadá na tentativa de evitar novas cobranças. A Rumo, por sua vez, também ingressou com um pedido de arbitragem contra a ALL, alegando já ter investido mais de R$ 1,2 bilhão na operação.

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31.10.13
ED. 4768

Trem pagador

Capitalização, já! Esta é a palavra de ordem na ALL. Sem a aguardada associação com a Cosan e prestes a fechar o ano com um fluxo de caixa negativo, a empresa corre em busca de um sócio. No limite, caberá aos próprios acionistas pagar a conta com um aporte de capital.

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21.10.13
ED. 4760

Açucareiro 2

Por falar nos franceses, a Louis Dreyfus costura um acordo comercial com Cosan e Copersucar voltado a  exportação da commodity para o mercado europeu.

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02.10.13
ED. 4747

Louis Dreyfus finca a placa de “vende-se” na Calyx

Que praga é essa que anda infestando as lavouras brasileiras? Depois da Agrinvest, leia-se o fundo norte-americano Ridgefield Capital, e da Sollus, associação entre a Touradji Capital e o Vinci Partners, mais uma grande empresa de investimentos em propriedades rurais está a  venda. A Louis Dreyfus procura um comprador para a Calyx Agro. Um dos candidatos ao negócio seria a Radar, controlada pela Cosan. Criada em 2007, a Calyx é dona de terras no Centro- Oeste e na Bahia – tem ativos também na Argentina e no Uruguai. Nesses seis anos, os franceses investiram quase US$ 100 milhões no negócio, mas a semente nunca germinou conforme o esperado. Pelo planejamento inicial, a esta altura o portfólio da Calyx no Brasil deveria somar cerca de cem mil hectares. No entanto, a companhia não teria cumprido uma parte significativa da meta. Em grande parte, a revoada de investidores internacionais neste setor é um reflexo, ainda que um pouco tardio, do parecer emitido pela Advocacia Geral da União (AGU) em 2010, restringindo a aquisição de terras por capital estrangeiro. No caso da Louis Dreyfus, também pesou contra a escassez de crédito no mercado internacional – a ideia dos franceses era atrair fundos de private equity para a operação, mas apenas a AIG pisou nas terras da Calyx. Some-se a isso o baixo retorno dos investimentos, isso porque áreas compradas pela empresa não alcançaram a produtividade projetada.

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26.09.13
ED. 4743

Cosan puxa o açucareiro da Copersucar

Rubens Ometto está cavoucando lá na raiz da Copersucar. A Cosan teria feito uma oferta para comprar uma participação no Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), dono de quatro usinas de álcool e açúcar no interior de São Paulo. A negociação seria um golpe de foice na Copersucar. O GVO é uma das principais integrantes da cooperativa paulista, seja pelo valor simbólico – foi uma das fundadoras da empresa -, seja pelo peso no faturamento. Na última safra, o Grupo Virgolino de Oliveira teve uma receita líquida da ordem de R$ 1 bilhão. Mas, em meio ao azedume do setor, amargou um prejuízo de quase R$ 90 milhões. Procuradas pelo RR, as duas empresas negaram, em coro, a operação. No entanto, segundo fontes próximas a Rubens Ometto, o empresário já acenou, inclusive, com a possibilidade os atuais controladores do GVO terem uma participação cruzada na própria Cosan como forma de viabilizar o negócio.

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13.09.13
ED. 4734

Cosan

Rubens Ometto deverá apertar ainda mais o cinto da Cosan. Após anunciar um corte da ordem de R$ 150 milhões nos investimentos de 2013, a empresa estuda reduzir em até 10% os aportes previstos para o próximo ano. Mais uma vez, a machadada atingiria principalmente a Raízen.

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06.09.13
ED. 4729

Ometto conta com Alckmin para capturar o gás de São Paulo

O governador Geraldo Alckmin teria iniciado tratativas com a Assembleia Legislativa com o objetivo de desatar as amarras legais que impedem o redesenho do mapa da distribuição de gás no estado, leia-se operações de fusão e aquisição entre as três concessionárias locais – Comgás, Gas Brasiliano e Gas NaturalSul. Na Alesp, a possível mudança já recebeu o jocoso epíteto de “Emenda Binho”, em referência a  forma como o empresário Rubens Ometto é chamado pelos mais próximos. De fato, o terno parece ser feito sob medida para o dono da Cosan. Olhando-se para as peças do tabuleiro, Ometto seria, potencialmente, o maior beneficiado pela “alforria societária”. Nenhum outro investidor do setor tem demonstrado tanto apetite quanto ele. O empresário comprou recentemente o controle da Comgás e já sinalizou o interesse em avançar sobre a Gas Natural Sul, controlada pelo grupo espanhol Gas Natural Fenosa. Procurado, o governo paulista negou a mudança nas regras. No entanto, segundo fontes do próprio Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin considera anacrônicas as regras que limitam participações cruzadas no setor – elas datam da privatização da Comgás, em 1999. Na avaliação de Alckmin, o aumento dos investimentos em distribuição no estado passaria obrigatoriamente pela quebra das algemas societárias, o que permitiria a captura de sinergias e ganhos de escala. Há uma pressão dos próprios acionistas das três distribuidoras pela mudança no arcabouço legal. Quanto mais o tempo passa, maior a aflição do governo paulista. a€ exceção da Comgás, vitaminada pela chegada da Cosan, a situação das outras duas concessionárias é preocupante. Premida pela crise em seu país de origem, a Gas Natural tem adotado uma postura cautelosa. Neste ano, deverá investir cerca de R$ 150 milhões na concessionária paulista, número considerado insuficiente pelo governo do estado para fazer frente a  expansão da oferta de gás nos 15 municípios atendidos pela companhia. No caso da Gas Brasiliano, o cenário é ainda mais preocupante. A venda de uma importante fatia da participação da Petrobras para a Cemig, equivalente a 40% do capital total, empacou – a operação está vinculada a  construção de um gasoduto entre Ribeirão Preto e Uberaba. Sem a chegada da estatal mineira, é pouco provável que a Gas Brasiliano mantenha seu plano de investimentos, em razão das restrições orçamentárias da Petrobras.

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05.09.13
ED. 4728

Day after da ALL

Nem bem absorveu o golpe da frustrada operação com a Cosan, a ALL já está a s voltas com outra intrincada negociação: os acionistas da empresa reabriram as conversas em torno de um aumento de capital que pode chegar a R$ 3 bilhões. As tratativas prometem ser tensas. A recusa dos investidores Riccardo Arduini, Julia Dora Koranyi Arduini e Wilson de Lara a  proposta da Cosan deixou ressentimentos entre os demais sócios.

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21.08.13
ED. 4717

Comgás

A esperança na Comgás é que agora, depois que as negociações com a ALL foram para o brejo, a Cosan pingue mais algum na sua controlada. Nos últimos meses, o grupo estaria reduzindo gradativamente os aportes na distribuidora de gás, concentrando o que pode e o que não pode na Raízen. Vai ver que a porção da Shell acionista da Raízen é muito mais exigente do que a parcela que também é sócia da Comgás.

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15.08.13
ED. 4713

Grupo Ultra beberica etanol com sede de grande produtor

A produção de etanol entrou no radar do Grupo Ultra. Por ora, o projeto não passa de uma semente, mas, dentro da empresa, já haveria estudos para a entrada no setor sucroalcooleiro. O grupo teria, inclusive, contratado um banco de investimentos para garimpar possibilidades de aquisição. Não é preciso ser um gênio para identificar as sinergias entre a produção de álcool e a distribuição de combustíveis, um dos principais negócios do Ultra por meio das bandeiras Ipiranga e Texaco. Menos ainda para deduzir que o objetivo seria reprisar o modelo adotado por Cosan e Shell, que juntaram suas usinas sucroalcooleiras e suas bombas de gasolina sob a marca Raízen. O setor sucroalcooleiro não vive seus melhores dias, vide a suspensão quase epidêmica de novos projetos de expansão. O que este cenário tem de preocupante tem também de atrativo. A queda nos preços do etanol e o crescente nível de endividamento do setor pesam a favor dos interesses do Ultra. Para quem quer entrar no clube pagando baratinho pelo título de sócio, a hora é essa. O mercado está extremamente ofertado de ativos depreciados. Somente em São Paulo e na Região Centro- Oeste há mais de 40 usinas a  venda, a maior parte afetada pelo binômio alta dívida e baixa rentabilidade. Alguns dos ativos nas prateleiras do setor permitiriam ao Grupo Ultra desembarcar na indústria sucroalcooleira já com razoável porte. É o caso, por exemplo, das usinas São Luiz e São João, localizadas, respectivamente, em Pirassununga e São João da Boa Vista, em São Paulo. Há mais de um ano a espanhola Abengoa procura um comprador para as duas plantas, adquiridas da Dedini Agro, em 2008, por aproximadamente US$ 700 milhões – quase US$ 400 milhões em dívidas. Juntas, elas têm capacidade para a moagem de mais de 5,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano.

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09.08.13
ED. 4709

Cancela

As negociações para o desembarque da Cosan na ALL voltaram a engarrafar. Os acionistas Wilson de Lara e Ricardo Arduini teriam feito novas exigências para reduzir sua participação na empresa.

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02.08.13
ED. 4704

Praxair e Petrobras caminham para o divórcio

A parceria entre Praxair e Petrobras tem futuro? Os próprios norte-americanos receiam já saber a resposta. A associação entre as duas companhias na Gás- Local, maior distribuidora de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Brasil, parece caminhar lentamente para a morte, como os elefantes. Dentro da White Martins, o braço brasileiro da Praxair, já se discute a possibilidade de uma ruptura e da compra da metade da joint venture pertencente a  estatal. Os norte-americanos estão cada vez mais irritados com a postura da Petrobras, que teria reduzido seus aportes na GásLocal em razão de suas notórias restrições orçamentárias. Ressalte-se que as cifras sobre a mesa não chegam a ser nenhuma fortuna, mas o próprio plano de investimentos da distribuidora é hoje uma peça pela metade. Do valor total de R$ 150 milhões, só estaria garantido o desembolso da parte da Praxair. Consultada pelo RR, a GásLocal declarou “não ter informação a esse respeito.” Para os norte-americanos, parece cada vez mais claro que, até por força das circunstâncias, a GásLocal deixou de ser um negócio estratégico para a estatal. Na Praxair, há quem diga que a Petrobras está agindo com o deliberado objetivo de criar uma situação extrema e forçar a venda de sua participação na GásLocal. A conjuntura do mercado de GNL tem contribuído para colocar mais lenha na fogueira e acirrar as animosidades entre os dois sócios, empurrando- os na direção do rompimento definitivo. A Raízen, sociedade entre a Cosan e a Shell, já anunciou que pretende entrar no setor em 2014. Multinacionais também flertam com o segmento. A chegada de outros grupos vai tirar a GásLocal da sua atual zona de conforto, exigindo, desde já, um esforço da empresa para se ajustar a esse novo cenário. Por isso mesmo, a Praxair tem pressa em acelerar o projeto de ampliação da base de Paulínia, além de outros investimentos secundários, como aumento da frota.

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02.08.13
ED. 4704

Tanque cheio

A francesa Total, que já tem negócios em exploração e produção no Brasil, flerta com a ideia de entrar no negócio de distribuição e montar uma rede de postos. Trafega na contramão de grandes grupos internacionais – como Exxon e YPF, que saíram do setor no país, ou da própria Shell, que se associou a  Cosan.

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12.06.13
ED. 4667

Mãos dadas

Rubens Ometto não acredita que a temporada dos cavalos vencedores do BNDES acabou. Usando como argumento a participação da Cosan Infraestrutura nos próximos leilões de ferrovias, verdadeira obsessão do governo, tenta arrastar a BNDESPar para o capital da empresa.

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03.05.13
ED. 4640

Rubens Ometto

Rubens Ometto estaria prestes a tirar do forno um redesenho da estrutura societária de seus negócios, incluindo uma emissão de ações da holding Cosan Ltd

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29.04.13
ED. 4637

Exxon é um felino velho Á  beira da extinção no Brasil

O seu Repórter Esso informa: não há nada de relevante a informar sobre a Esso do Brasil. Ao menos, não de positivo. O velho e imponente tigre, símbolo dos tempos áureos do grupo, tornou-se um gatinho acuado. Pouco a pouco, a Exxon tem reduzido sua operação no mercado brasileiro em suas diversas áreas de atuação, processo que se iniciou em 2008, com a venda da sua rede de postos a  Cosan. O mais novo sinal de encolhimento vem da área de exploração e produção. Segundo informações obtidas junto ao próprio grupo, os norte-americanos não deverão participar do leilão de blocos do pré-sal previsto para 2014. A Exxon está revendo todos os seus investimentos internacionais no segmento com o objetivo de realocar os recursos em suas atividades nos Estados Unidos. Na subsidiária, a esperança de retomada das operações de E&P no Brasil estão abaixo da camada do pré-sal. O grupo está fora deste setor no país desde o ano passado, quando pegou o boné e deixou o consórcio responsável pela exploração do bloco BM-S-22, na Bacia de Santos. Os norte-americanos detinham 40% do capital e eram os operadores do pool. O negócio, no entanto, revelou-se um poço sem fundo. Após desembolsar centenas de milhões de dólares, a Esso não encontrou qualquer indício da existência de gás ou petróleo em escala comercial. Nos últimos meses, a empresa teria reduzido o número de profissionais em seu escritório no Rio de Janeiro, onde estava centralizada a gestão de todos os seus negócios em E&P no país. O fade out da Esso no Brasil abrange também sua operação na área química. Os resultados da Exxon- Mobil Chemical no país têm sido desalentadores. Tanto que, na empresa, já se discute abertamente a possibilidade da venda dos ativos no país. A liquidação começaria pelo terminal de armazenagem e distribuição de produtos na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Posteriormente, seria a vez de o grupo se desfazer de sua fábrica de fluidos em Paulínia. A Shell é vista como uma forte candidata a  aquisição dos dois ativos. O esvaziamento da Exxon Brasil se irradia também pela área de lubrificantes. Na ocasião da venda da rede de postos, o grupo transferiu suas linhas para a própria Cosan. No entanto, os norteamericanos teriam contemplado, em contrato, a possibilidade de retorno a este mercado com novas marcas. Eram outros tempos. Na empresa, esta hipótese não é sequer cogitada. Consultada, a Exxon disse que “continua em busca de novas oportunidades no Brasil”.

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19.04.13
ED. 4631

Rubens Ometto

Rubens Ometto recorreu aos serviços de um influente ex-ministro e hoje consultor. Aquele? Não! O outro! É mais uma tentativa do empresário de dobrar a resistência da Previ. O fundo não aceitou a oferta da Cosan pela sua participação na ALL, provocando um efeito dominó. Na esteira da Previ, Funcef, BNDES e BRZ também recusaram a proposta de Ometto.

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10.04.13
ED. 4624

Cosan e Sumitomo ensaiam dueto na distribuição de gás

Rubens Ometto sabe comprar. E, tanto quanto ou talvez até mais, sabe também vender. A Cosan está envolvida em uma operação que, a um só tempo, poderá dar origem a uma grande parceria no mercado de gás natural e, de quebra, gerar um expressivo lucro ao grupo sucroalcooleiro. A empresa negocia com a Sumitomo a transferência de uma parcela minoritária da sua fatia na Comgás. Este movimento, ressalte-se, é parte de uma operação maior, que envolve ainda a Shell, também sócia de Ometto na Raízen. A trading japonesa pretende comprar em um só pacote 20% do capital da distribuidora paulista. Segundo executivos que acompanham a negociação, a Shell deverá vender seus 8% e deixar definitivamente a empresa paulista. O restante viria da Cosan. É justamente neste ponto que reside a grande tacada de Ometto. Além da oportunidade de se associar a  Sumitomo, o empresário poderá realizar um lucro para ninguém botar defeito. Em maio do ano passado, ao comprar a Comgás, Rubens Ometto pagou o equivalente a R$ 47,25 por ação. Agora, de acordo com as mesmas fontes, o preço de venda poderá chegar a até R$ 60 – cifra que embute um ágio de quase 20% sobre a cotação de mercado, uma vez que os japoneses entrarão no bloco de controle da concessionária paulista. Significa dizer que, em menos de um ano, a Cosan vai ganhar quase 30% sobre o valor desembolsado. Mais do que isso: com a chegada da Sumitomo, passará a ter ao lado um parceiro com muito mais apetite do que a Shell para investir no setor de distribuição de gás no Brasil. A iminente parceria com a Cosan representa uma brusca mudança na estratégia da Sumitomo no mercado brasileiro de gás. Durante muito tempo, aos olhos dos japoneses, a expansão de seus negócios no Brasil se resumiu a um só nome: Petrobras. Com as dificuldades de caixa da estatal e sua necessidade de peneirar os projetos realmente estratégicos, a trading nipônica se viu sozinha no mundo. Até olhar para a empresa de Rubens Ometto. A Sumitomo enxerga a entrada no capital da companhia paulista e a parceria com a Comgás uma antessala para a posterior compra de ações da própria Petrobras em outras distribuidoras de gás.

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18.03.13
ED. 4608

Açúcar derretido

Após várias tentativas de retomar as conversações para a venda da Usinas Itamarati para a Cosan, Ana Claudia de Moraes, filha de Olacyr de Moraes, jogou a toalha. O último fiapo de esperança se rompeu há cerca de duas semanas, com mais um “não” de Rubens Ometto.

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08.02.13
ED. 4585

Cosan & Unialco

A Cosan, de Rubens Ometto, reabriu conversações para a compra da Unialco, dona de uma usina de açúcar e álcool no Mato Grosso do Sul. Consultada, a Cosan informou que “não comenta rumores de mercado”. O RR também entrou em contato com a Unialco, mas não obteve retorno.

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25.01.13
ED. 4575

Fora do Radar

Nem só de aquisições vive o onipresente Rubens Ometto. O empresário está disposto a vender parte de suas ações na Radar, braço do Grupo Cosan voltado a  compra de propriedades agrícolas. Procurada, a Cosan informou que “não comenta rumores de mercado”.

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10.01.13
ED. 4564

Beto Richa e Graça Foster caminham sobre solo rachado

As relações entre o governador do Paraná, o tucano Beto Richa, e Maria das Graças Foster têm sido marcadas por abalos sísmicos. O epicentro dos tremores é a Compagas. Richa traça um futuro complicado para a distribuidora estadual de gás e joga a conta no colo da Petrobras, dona de 24,5% da empresa. Aponta a estatal como principal responsável por um quadro de engessamento da Compagas. Segundo fontes do governo do Paraná, a Petrobras estaria fazendo corpo mole para acertar a aprovação de novos investimentos na companhia, o que estaria dificultando a execução do plano de expansão da rede de distribuição. Richa joga mais lenha na fogueira. Tem propalado que a postura da Petrobras praticamente inviabiliza o projeto de venda de uma parte da distribuidora estadual para investidores privados. Entre os candidatos, estariam a Cosan, sócia da paulista Comgás, e as japonesas Mitsui e Sumitomo. O raciocínio é que ninguém se arriscará a investir na empresa enquanto a Petrobras permanecer de braços cruzados. Diante desse cenário, o governador paranaense tem cobrado da estatal o aumento dos investimentos na Compagas. Por enquanto, aos ouvidos de Graça Foster, os brados de Richa vêm soando como fracos sussurros. Neste momento, todas as atenções de Graça estão voltadas ao cumprimento do plano estratégico da companhia. Adicione-se a isso a crescente perda relativa de importância da distribuição de gás no mapa de negócios da Petrobras – ver RR edição nº 4.536. Procurados, o governo do Paraná e a Petrobras não quiseram comentar sobre o assunto. Para acirrar ainda mais os atritos, Richa tem sacado do bolso um estudo recente feito pela Secretaria de Energia do Paraná. De acordo com fontes do governo, o documento indica que, em até cinco anos, o consumo industrial de gás no estado vai superar a oferta disponível, criando um déficit energético. Mais uma vez, as flechas são atiradas contra a Petrobras, responsável pelo fornecimento do insumo a  concessionária estadual. Richa alega que o iminente gap na distribuição de gás no mercado corporativo é outro empecilho a  negociação de parte do capital da Compagas.

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06.12.12
ED. 4543

ALL dá um bilhete só de ida para as concessões deficitárias

A carga é pesada, e os trilhos, cada vez mais sinuosos. A América Latina Logística (ALL) vive um momento de alta tensão, marcado por uma combinação de mudanças e decisões estratégicas bastante delicadas. Além das complexas articulações para a entrada da Cosan em seu capital, que se arrastam desde o início do ano, a empresa está envolvida em uma intrincada negociação com o governo, que poderá ter impacto direto sobre seus resultados e seu plano de investimentos em 2013. A companhia costura a devolução de trechos pouco rentáveis de sua malha ferroviária, que seriam relicitados no âmbito do PAC das concessões. O primeiro da lista é a linha entre Porto Alegre e São Paulo, que, além de deficitária, tornou-se sinônimo de desgaste institucional para a ALL, devido a s cobranças por aumento dos investimentos feitas recorrentemente pelas autoridades da área de transporte. Outra concessão no índex da companhia é a ligação ferroviária entre uma série de cidades na região do Alto Uruguai (RS). Alguns trechos estão paralisados. A ALL promete retomar as operações no primeiro trimestre de 2013. Segundo informações filtradas junto a  empresa, seria puro jogo de cena. Sua intenção é a devolução da concessão, vista como um ativo de difícil rentabilização. Procurada, a ALL não quis comentar o assunto. Esta é uma agenda extremamente sensível, ao mesmo tempo com contornos políticos, regulatórios, jurídicos e financeiros. A ALL está no meio de um contencioso com a ANTT. Ela questiona na Justiça a recente redução do teto tarifário das concessões ferroviárias. Na média do setor, os cortes chegaram a 25%. Mas, em alguns trechos, a ALL foi obrigada a reduzir os valores em até 47%. A empresa chegou a obter uma liminar suspendendo a redução dos preços. Apesar da vitória jurídica pontual, a empresa trabalha com o pior cenário. Sua percepção é de que dificilmente será possível reverter a nova política tarifária imposta pelo governo. A iminente perda de receita só acentua a necessidade da ALL de devolver concessões deficitárias, o que pressupõe um acordo com o governo. Para isso, a empresa usa todas as armas que tem. Já sinalizou que, se não cortar estas gorduras, dificilmente conseguirá cumprir o plano de investimentos previsto para 2013, da ordem de R$ 700 milhões.

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30.11.12
ED. 4539

Crise, doce crise

Na esteira da crise, Rubens Ometto está vasculhando o mercado europeu em busca de ativos a preço de banana. Deve investir no Velho Continente ao lado de um parceiro local. Segundo informações filtradas junto a  Cosan, Ometto vem mantendo contatos recorrentes com a alemã Sa¼dzucker, uma das maiores fabricantes de açúcar do mundo. Consultada, a Cosan não se manifestou.

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22.11.12
ED. 4533

Camil Alimentos

A Camil Alimentos procura um sócio para dividir os investimentos na Docelar Alimentos e Bebidas, comprada do Grupo Cosan em maio deste ano. Sua intenção é vender até 30% das ações. Consultada, a Camil não retornou.

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22.11.12
ED. 4533

Recuperação judicial vira atalho para a Itamarati

A novela em torno da venda da Usinas Itamarati ganhou novos capítulos nos últimos dias. Segundo uma fonte da própria companhia, a empresária Ana Claudia de Moraes estaria disposta a entrar com pedido de recuperação judicial – ideia que ela sempre rechaçou. O entendimento dos bancos e advogados que assessoram a Itamarati é que a apresentação de um plano de recuperação e a consequente renegociação dos débitos com os credores criariam uma ambiência menos hostil a  venda da usina. É sintomático que, nos últimos dias, Ana Claudia tenha reiniciado conversações com possíveis candidatos ao negócio. De acordo com a mesma fonte, há cerca de duas semanas ela teria mantido novo contato com Rubens Ometto. Em agosto, a Raízen, associação entre a Cosan e a Shell, esteve perto de fazer uma oferta pela Itamarati, mas recuou por conta do impasse em torno da dívida de R$ 1,5 bilhão. Neste novo cenário, em um primeiro momento Ometto fecharia apenas o arrendamento da usina por um prazo determinado. Nos melhor dos mundos – se é que ainda existe isso no caso da Itamarati – seria o tempo necessário para o grupo sucroalcooleiro entrar em recuperação judicial e acertar a repactuação do passivo com os credores, quando só então a Raízen sacramentaria a compra do controle. Procuradas, Itamarati e Raízen não se pronunciaram sobre o assunto.

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19.11.12
ED. 4530

Locomotiva

Além da Previ e da Funcef, o BNDES também estaria disposto a pegar carona na proposta da Cosan e reduzir sua participação na ALL. Mas só deverá aceitar o negócio se receber os mesmos R$ 23 por ação inicialmente oferecido por Rubens Ometto aos acionistas Wilson De Lara, Ricardo Arduini e Julia Arduini.

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23.10.12
ED. 4513

Cosan encontra uma cancela na porta da ALL

Rubens Ometto muito provavelmente vai ter de assinar um cheque mais alto do que o esperado pelo bilhete de entrada na ALL. Além da complexa costura societária, leia-se a aprovação de todos os integrantes do bloco de controle, a proposta da Cosan por 5,6% do capital total está esbarrando na cobiça dos acionistas vendedores. Riccardo Arduini, sua esposa, Julia Dora Arduini, e Wilson de Lara, presidente do Conselho de Administração da ALL, teriam elevado a pedida pela participação na companhia. O valor estaria na casa de R$ 1,2 bilhão, cerca de 30% superior a  cifra negociada originalmente (algo em torno de R$ 900 milhões). Procurada pelo RR, a ALL não quis se manifestar. Tanto na Cosan quanto na ALL, o acordo é dado como favas contadas. No entanto, até as paredes do grupo sucroalcooleiro sabem o quanto Rubens Ometto está irritado não apenas com as idas e vindas nas negociações, que já levam mais de oito meses, mas, sobretudo, com a postura do casal Arduini e de Wilson de Lara. A própria “sobretaxa” imposta pelos acionistas da ALL contribuiu para retardar as tratativas, uma vez que um novo acordo ainda terá de ser submetido aos demais sócios da concessionária. Além disso, outra cancela poderá baixar no caminho de Ometto. Segundo informações filtradas junto a  própria ALL, Previ e Funcef voltaram a discutir internamente a possibilidade de vender parte de suas ações na operadora ferroviária conjuntamente com os Arduini e De Lara. O temor na Cosan é que este movimento atrase ainda mais o desfecho das negociações.

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10.10.12
ED. 4505

Açúcar de sobra

O empresário Angelo Bazan, dono da Usina Bela Vista, não apenas resiste ao assédio dos pesos – pesados do setor – o mais recente teria vindo da Cosan – como promete expandir seus canaviais. Negocia a compra de duas plantas sucroalcooleiras no interior de São Paulo.

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14.09.12
ED. 4487

UBS Brasil é um relógio em descompasso com a matriz

O CEO do UBS no Brasil, Lywal Salles, está no meio de uma intrincada negociação com a matriz. Sua missão é acertar os ponteiros da subsidiária com o rigoroso relógio dos suíços, que parece correr mais devagar. O executivo vem tentando obter sinal verde para tirar do papel uma série de medidas que seriam implementadas no início do ano e foram adiadas pelo grupo. O que está em jogo é a expansão do banco no país, o que inclui tanto o aumento das áreas de atuação quanto a ampliação da própria estrutura física e do quadro de funcionários. O principal projeto sobre a mesa é a entrada no segmento de private equities, com a consequente criação de uma unidade específica para a gestão dos fundos. Ao mesmo tempo, Salles negocia com a matriz um aumento de capital que, entre outras consequências, permitiria ao UBS aumentar a oferta de crédito para grandes clientes corporativos. Para dar suporte a estas operações, o executivo também costura com o board a contratação de aproximadamente cem funcionários. A olho nu, pode parecer nada. No entanto, este número representa quase dois terços do atual quadro do banco no Brasil. Em tempo: a baixa densidade demográfica nos escritórios do UBS, na Faria Lima, em São Paulo, reflete o adiamento dos planos de expansão no país. No início do ano, dezenas de novos computadores foram instaladas no local. Até hoje esperam por seus usuários. Segundo informações filtradas junto ao UBS no Brasil, Lywal Salles está convicto de que dobra a resistência da matriz. Isso mesmo com a persistência de alguns fatores que contribuíram para a pisada no freio. O principal deles é a demora do Banco Central em conceder autorização para o grupo voltar a atuar como banco no país. Os suíços aguardam pela licença desde 2010, antes mesmo da compra da Link. Aliás, a rigor, nem a própria aquisição da corretora foi aprovada pelo BC, o que só ajudou a alimentar a cautela do grupo. Em seu trabalho de persuasão, Salles também acredita que convencerá a matriz a passar por cima da estiagem de IPOs, um dos principais negócios do UBS no Brasil, e até mesmo de recentes tropeços na área de M&A. O banco disputou e perdeu o posto de adviser de importantes operações fechadas no país nos últimos meses, como a compra da Comgás pela Cosan e a entrada do próprio grupo sucroalcooleiro na ALL. Procurado pelo RR, o banco informou que “não comenta especulações de mercado”.

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06.09.12
ED. 4482

Cosan na África

Rubens Ometto estica os olhos na direção da africa. A Cosan estuda construir uma usina de etanol em Moçambique.

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27.08.12
ED. 4474

Gás da Cosan

A Comgás foi apenas a porta de entrada da Cosan na distribuição de gás. Rubens Ometto sinalizou a  Petrobras o interesse em comprar metade da Gas Brasiliano, controlada pela estatal. Procurada pelo RR, a Cosan informou que “não comenta rumores de mercado”. A Petrobras não quis comentar o assunto.

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02.08.12
ED. 4457

Cosan

Ao lado da Shell, Rubens Ometto planeja instalar usinas sucroalcooleiras na América Central. A primeira parada da Cosan seria na Costa Rica.

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05.07.12
ED. 4437

Raízen

O empresário Rubens Ometto e a Shell, sócios da Raízen, estão diante de um impasse. Ometto defende a expansão do uso da bandeira Cosan no comércio retalhista. A multinacional, por sua vez, não admite que a placa da Shell seja retirada de um posto a mais do que o número acertado em contrato. Procurada, a Raízen não quis se pronunciar.

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11.06.12
ED. 4419

Alta caloria

Com a mesa farta por conta da associação com a Cosan e o Gávea Investimentos, a Camil vai partir para um bem nutrido plano de aquisições no exterior. Mira uma empresa de alimentos industrializados na Argentina.

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05.06.12
ED. 4416

Rei do gás

Rubens Ometto, que comprou a Comgás, olha também para a Gas Natural São Paulo. Com a dupla aquisição, a Cosan dominaria dois terços da distribuição de gás em São Paulo. Isso, claro, se o Super-Cade deixar. Procuradas, Cosan e Gas Natural não se pronunciaram.

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04.06.12
ED. 4415

ALL desvia seus trilhos argentinos em direção Á  Los Grobo

Revoluções por minuto na América Latina Logística (ALL). Em meio ao processo sucessório – Eduardo Pelleissone assumirá a presidência no dia 2 de julho, no lugar de Paulo Basílio -, e a s negociações com a Cosan, a empresa está acelerando o processo de venda de seus ativos na Argentina. A intenção é concluir a operação antes de 30 de agosto, justamente o dead line previsto para a eventual entrada do grupo sucroalcooleiro em seu capital. De acordo com informações filtradas junto a  própria ALL, o principal candidato a  compra é o empresário argentino Gustavo Grobocopatel. Dono do grupo Los Grobo, o investidor é um dos maiores nomes do agronegócio na Argentina. Seu conglomerado de empresas faturou no ano passado cerca de US$ 1 bilhão. Grobocopatel poderá ter a seu lado um parceiro de alto calibre financeiro. Trata-se do Vinci Partners, leia-se Gilberto Sayão. Ambos são sócios na Los Grobo Brasil. O empresário estuda, inclusive, o IPO da companhia na Bovespa – ver RR – Negócios & Finanças nº 4.353. Procurada, a ALL informou que “as negociações estão em fase inicial e até o momento não há nenhum acordo definitivo”. Segundo o RR apurou, a negociação com a Los Grobo tem um aliado decisivo: o governo argentino. Grobocopatel, conhecido em seu país como “Rey de la Soja”, faz parte do rol de empresários portenhos que são unha e carne com Cristina Kirchner. Melhor para a ALL, que não vê a hora de se livrar de suas concessões na Argentina – a América Latina Logística Mesopotámica e a América Latina Logística Central. Só no primeiro trimestre deste ano, as duas subsidiárias somaram um prejuízo de quase R$ 10 milhões. Anualizado, o número representa um revés bem superior aos registrados nos últimos dois anos. Em 2010 e 2011, ambas registraram um prejuízo médio de R$ 10,3 milhões.

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31.05.12
ED. 4413

China Railway finca seus trilhos em solo brasileiro

No momento em que o setor ferroviário brasileiro vive importantes mudanças, a começar pela iminente associação entre Cosan e ALL, uma das maiores operadoras do mundo prepara seu desembarque no país. A China Railway Engineering Corporation (CREC), que controla metade dos 90 mil quilômetros da malha ferroviária do país asiático, está chegando ao Brasil com velocidade máxima. A companhia negocia com os governos do Pará e de Mato Grosso a construção e operação de uma linha entre Santarém, no Pará, e Cuiabá, que seguirá o traçado da rodovia BR-163. Executivos da empresa também já estiveram na Casa Civil e no Ministério dos Transportes apresentando seus planos para o Brasil. O apetite dos chineses pode ser medido pelas cifras envolvidas logo em sua estação primeira no país. A CREC garantiu aos governos do Pará e de Mato Grosso financiamento de bancos chineses que deverão cobrir até 40% dos investimentos necessários. O restante deverá ficar a cargo do BNDES, do Basa e dos governos de ambos os estados. O custo da ferrovia entre Pará e Mato Grosso ainda não foi oficialmente definido. Mas, pelos cálculos do grupo chinês, o investimento na implantação dos mais de mil quilômetros de trilhos desse trecho não sairá por menos de R$ 10 bilhões. O trecho entre Santarém e Cuiabá é apenas uma perna de um dos maiores projetos em infraestrutura de transportes em pauta no Brasil. O traçado completo da BR-163, referência para a ferrovia, vai da cidade paraense até o Rio Grande do Sul, cruzando o Centro- Oeste. Ao entrar nesta primeira etapa, a CREC acredita que se credenciará como um forte candidato a  construção de novos trechos ou até mesmo de toda a ferrovia. Má notícia para a própria ALL. A investida dos chineses é uma locomotiva na direção da empresa brasileira. A nova ferrovia construída pela CREC será uma alternativa de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. A ALL é justamente uma das principais responsáveis pelo transporte de grãos e derivados da região.

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22.05.12
ED. 4406

Tegram navega em meio a um maremoto societário

O futuro Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), em Itaqui, é um porto nada seguro. O projeto parece uma traineira a  deriva, diante dos conflitos entre os sócios – um cardume da maior biodiversidade, que inclui Pátria Investimentos, Promon Engenharia, Glencore, CGG Trading e o Consórcio Crescimento (Louis Dreyfus e AMaggi). Os desentendimentos começam na própria modelagem da holding que está sendo criada para administrar o terminal e – pelo menos assim reza o figurino original – investir em outras concessões portuárias. As partes não se entendem quanto a  divisão do bolo. Glencore, Louis Dreyfus e AMaggi, que são do ramo, disputam o controle do capital e o direito de operar o terminal. Apenas Pátria e Promon, reunidos na gestora de recursos P2 Brasil, estão fora dessa briga. A dupla está no barco como investidora institucional e deverá ter uma participação de até 10%. Louis Dreyfus e AMaggi chegaram a propor a partilha do restante das ações por quatro. No entanto, como não abriram mão da operação do empreendimento, a proposta bateu no paredão da Glencore e voltou feito um eco. Procuradas pelo RR, Glencore e Louis Dreyfus não quiseram se manifestar. A AMaggi não retornou até o fechamento desta edição. A desarmonia envolve também a escolha da estrutura de gestão do Tegram. Originalmente, estava definido que cada um dos acionistas indicaria um diretor. Este formato, no entanto, naufragou, até como reflexo da disputa de poder e da consequente falta de acordo em relação a  divisão societária. Os investidores discutem agora a possibilidade de contratação de gestores independentes. Ainda assim, nada andará enquanto perdurar o impasse em torno da composição acionária do consórcio. Parafraseando o dito popular, projeto que nasce torto cresce torto. O Tegram parece fadado a navegar por mares bravios e inóspitos. Os problemas começaram já na licitação. Derrotadas no leilão, Cargill, Bunge e Cosan questionaram a capacidade financeira do consórcio vencedor. Estas duas últimas chegaram a entrar na Justiça, mas desistiram no meio do caminho. A Cargill, no entanto, deu sequência ao contencioso. Em meio aos estilhaços internos, os integrantes do consórcio vencedor garantem ter bala na agulha pra tocar o projeto. Além dos R$ 143 milhões pagos na concessão, terão de investir algo próximo de R$ 350 milhões na construção da infraestrutura necessária para o escoamento de grãos. Isso quando se entenderem

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16.05.12
ED. 4402

Ventos da Cosan

Além da compra da Comgás e da negociação para se associar a  ALL, a Cosan deu a partida em uma terceira grande operação. Costura uma associação com a AES para investimentos em geração de energia eólica. Procuradas, tanto AES quanto Cosan informaram que “não comentam especulações de mercado”.

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09.04.12
ED. 4376

Ometto cobiça o posto de “maquinista do Brasil”

Com as mesmas passadas firmes que o levaram a costurar a associação entre Cosan e Shell, Rubens Ometto está urdindo o que pode vir a ser a grande companhia logística do país. Tudo depende da consumação do desembarque da Cosan no bloco de controle da ALL, operação ainda em curso. Ometto enxerga este movimento como a primeira estação de um negócio ainda maior. A partir da sua entrada na ALL, o empresário pretende se credenciar ao posto de maquinista dos grandes projetos ferroviários nacionais. Aos seus olhos, tratase de um cargo que está vago. Não por acaso um dos empreendimentos na sua mira é a Transnordestina. Ometto é candidato a assumir a construção e a operação da linha férrea. Joga a seu favor a expressa e manifesta irritação da presidente Dilma Rousseff com Benjamin Steinbruch, responsável pelo projeto. O empresário tem sido recorrentemente cobrado pelo governo por conta dos atrasos na construção da ferrovia. Inicialmente, o governo pretendia inaugurar a ferrovia em 2010. Após sucessivos adiamentos, a data foi empurrada para 2013. No entanto, segundo dados filtrados junto ao Ministério dos Transportes, a estimativa é que apenas metade do percurso total da Transnordestina, de 1,7 mil quilômetros, esteja concluída neste prazo. Com isso, a postergação para o fim de 2014 já é dada como favas contadas. Há uma insatisfação maior com a demora no início das obras em alguns trechos específicos. É o caso da ligação de 470 quilômetros entre Aurora e Pecém, no Ceará. O governo fez um enorme esforço para acelerar as desapropriações ao longo do traçado da linha férrea, mas nem um dormente sequer teria sido instalado. É importante frisar que os atrasos da Transnordestina têm um enorme efeito colateral negativo, pois diversos outros projetos dependem da construção da ferrovia. Com o interesse de Rubens Ometto, o governo poderia forçar a saída de Benjamin Steinbruch da locomotiva da Transnordestina, usando como aríete o BNDES. Ressalte-se que o banco é campeão em deslocar empresários do lugar. Neste caso específico, a agência de fomento teria uma motivação extra. É fácil antever que o projeto desenhado por Rubens Ometto tem grandes chances de cair na graça do BNDES. A operação parece feita sob encomenda para a sua política escolher um cavalo vencedor e estimular o surgimento de grandes grupos nacionais nos mais diversos setores da economia. Ao juntar a ALL e a Transnordestina em um mesmo comboio, Rubens Ometto ficaria no controle de uma das joias da coroa da logística no Brasil. Juntas, as concessões somariam mais de 37 mil quilômetros de linhas férreas. As duas ferrovias cobririam pontos importantes de produção industrial e agrícola, o que daria a Ometto maior escala e fôlego para investir no setor. Sob a ótica do governo, haveria ainda um valor simbólico em sua escolha como o “maquinista do Brasil”. Ometto é considerado um empresário clean. Não está marcado como um caçador de subsídios públicos – seus principais negócios, incluindo a associação entre a Cosan e a Shell, foram feitos sem a tradicional torrente de recursos do governo. Além disso, é visto como um empreendedor ecologicamente correto, sustentável.

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24.01.12
ED. 4336

ANP demarca a construção de alcooldutos

A ANP vai tentar colocar melodia e rima no samba do crioulo doido em que se transformou a construção de alcooldutos no país. A agência pretende lançar ainda neste semestre uma série de regras para normatizar a implantação de novos projetos no setor. A principal mudança diz respeito ao modelo legal para a execução de futuros empreendimentos. Hoje, os critérios são absolutamente difusos. Os projetos de construção são, caso a caso, avaliados e aprovados ou não pela ANP. A entidade pretende instituir leilões de concessão para a implantação de novos dutos. Além disso, a ANP quer replicar o direito de passagem adotado no transporte de gás. Ou seja: os investidores serão obrigados a abrir o duto para terceiros em caso de subutilização do pipeline. A percepção da ANP é que o atual modelo de autorização caducou e não atende mais a s necessidades logísticas do país para o transporte de etanol. Com o sistema de concessão, a agência pretende estipular critérios geoeconômicos para a construção dos pipelines. O objetivo é evitar sobreposições de traçados, o que aumenta o risco de subaproveitamento dos dutos. Em tempo: ciente das intenções da ANP, a Petrobras não perdeu tempo. Tem feito lobby para que o seu projeto de construção de um alcoolduto entre Goiás e o Porto de Santos, um investimento de US$ 2 bilhões tocado em parceria com Cosan, Copersucar, Camargo Corrêa, OTP e Uniduto, seja totalmente aprovado pela agência antes da entrada em vigor das novas regras .

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11.11.11
ED. 4285

Cosan

A Cosan está perto de se tornar uma das líderes na distribuição de lubrificantes na América do Sul. Faltam apenas vírgulas para fechar um acordo com a ExxonMobil.

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07.11.11
ED. 4281

Petrobras vê Rubens Ometto como rival em pele de parceiro

Rubens Ometto começa a ser visto com reservas dentro da Petrobras. O motivo é o transtorno bipolar do empresário na área de logística. Ao mesmo tempo em que é sócio da estatal na Logum, Ometto está prestes a se tornar um dos principais concorrentes da companhia no armazenamento e transporte de etanol. A Raízen, leia-se Cosan e Shell, tem um projeto para alavancar os negócios de sua subsidiária Rumo Logística. Não por coincidência, a operação repete o modelo societário da Logum, montado pela Petrobras em parceria com empresas do setor sucroalcooleiro. A ideia de Ometto é atrair outras usinas para o capital da Rumo. Um candidato em potencial é a já parceira São Martinho – as duas companhias fecharam um contrato de dez anos para armazenagem, transbordo e transporte de açúcar e álcool. A associação acirraria ainda mais o conflito de interesses em um jogo de participações cruzadas, uma vez que a Petrobras Biocombustíveis é acionista minoritária da São Martinho. Outra empresa com quem a Rumo vem mantendo conversações é o Noble Group, de Hong Kong, dono de quatro usinas de álcool e açúcar em São Paulo – duas delas compradas do Grupo Cerradinho, no fim do ano passado, por quase US$ 1 bilhão. No cinturão de sócios de Rubens Ometto há espaço também para uma operadora ferroviária. Um nome forte é o da ALL, com a qual a Rumo Logística também mantém uma parceria operacional. Esta seria a maior diferenciação da empresa para a Logum e o grande argumento de Ometto para usar o seu duplo chapéu. Enquanto a controlada da estatal vai focar na construção de alcooldutos, o forte da Rumo Logística passaria a ser o transporte ferroviário. A estratégia de Ometto é que cada um dos novos sócios tenha, no máximo, 10% de participação. O empresário topa abrir mão da posição de majoritário, desde que um acordo de acionistas o mantenha a  frente do negócio. Ressalte-se que a companhia já tem dois private equities em seu capital: o Gávea Investimentos e o Texas Pacific Group, donos de 25% das ações. No modelo de negócios idealizado por Rubens Ometto, a Rumo Logística poderá ainda formar SPEs para administrar determinados empreendimentos. A empresa já tem um negócio neste formato. Criou uma associação com a Coopercitrus, uma das mais tradicionais cooperativas de São Paulo, para administrar um terminal de etanol em Barretos.

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28.10.11
ED. 4276

Ometto se contenta com as sobras da Cerradinho

A trajetória sucroalcooleira da família Fernandes, sobrenome tradicional no setor, está com os dias contados. Pelo menos no que depender do apetite da Raízen. A joint venture entre a Cosan e a Shell promete artilharia pesada para comprar a usina Porto das aguas, em Chapadão do Céu (GO), com capacidade de moagem de 3,5 milhões de toneladas de cana-deaçúcar por safra. Quer também ficar com as plantações de cana da família na região. Para Rubens Ometto, a aquisição é uma questão de honra – embora a concorrência certamente prefira usar o termo -prêmio de consolação-. No fim do ano passado, a Cosan fez uma oferta pelo controle da Cerradinho, holding que, até então, reunia todas as operações da família Fernandes na área sucroalcooleira. O clã, no entanto, recusou a proposta e esquartejou seus ativos. Vendeu as usinas de Catanduva e Potirendaba, em São Paulo, para o chinês Noble Group e ficou com a planta de Goiás. Rubens Ometto jamais engoliu a perda do negócio. Na primeira quinzena de dezembro, após se reunir com integrantes da família Fernandes, o empresário deu a compra da Cerradinho como favas contadas. No entanto, o Noble Group atravessou as negociações e em apenas dois dias fechou a compra das usinas de São Paulo. Não obstante ter perdido a melhor fatia da Cerradinho, justamente as plantas paulistas, a Raízen tem interesse, sobretudo, nas plantações da família em Goiás, terras com ótimos índices de produtividade.

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28.09.11
ED. 4255

Raízen

Minoritários da Cosan, encabeçados por dois fundos norte-americanos, estão se armando até os dentes para entrar na Justiça. Vão contestar o valor que Rubens Ometto receberá como presidente do Conselho da Raízen, joint venture com a Shell. A cifra anual chegará a R$ 13 milhões.

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26.09.11
ED. 4253

BP e Grupo Ultra duelam pela Copersucar

O processo de consolidação da indústria sucroalcooleira chegou a um capítulo decisivo, capaz de alterar substancialmente o quadro de forças do setor. Há uma disputa tácita entre dois players por um dos maiores e mais cobiçados ativos do mercado: a Copersucar. Os contendores em questão são a BP, gigante mundial da área de combustíveis, e a Ipiranga, leia-se Grupo Ultra. O conglomerado britânico saiu na frente. Já manteve conversações preliminares com os acionistas da empresa paulista. A Copersucar é tratada pelos ingleses como o último grande ativo de controle nacional capaz de dar escala e musculatura a s suas operações em etanol no país. Juntas, as duas companhias criariam a maior processadora de cana-de-açúcar do país. BP e Copersucar somam capacidade de moagem da ordem de 128 milhões de toneladas por safra, praticamente o dobro da produção da Raízen, leia-se Cosan e Shell. A nova empresa teria um faturamento de quase R$ 10 bilhões por ano. Apesar de a BP ter largado na frente, a Ipiranga não pode, em hipótese alguma, ser considerada uma carta fora do baralho. A empresa conta com um potente anabolizante para acelerar suas passadas. O BNDES vê com bons olhos a possibilidade de criação de um grupo nacional puro-sangue com operações integradas na produção de etanol e na distribuição de combustíveis. Há no governo uma crescente insatisfação com o avanço do capital estrangeiro na produção de etanol. O poder de grupos internacionais na formação de estoques e na fixação dos preços do álcool é cada vez maior e só tende a crescer. A própria BP foi responsável pelo lance mais recente. Há cerca de dez dias, fechou a compra das participações da Brasil Ecodiesel e da Louis Dreyfuss na Usina Tropical, assumindo integralmente o controle da empresa. Aos olhos do governo, o BNDES pode e deve ser usado como antídoto contra a invasão dos grupos estrangeiros no setor. O apoio do banco – seja por meio de financiamento, seja por meio de uma participação societária no negócio – se tornaria um facilitador para a fusão entre a Copersucar e a Ipiranga. A associação daria origem a um grupo capaz de rivalizar com a Raízen – vista pelo governo como uma espécie de centauro do etanol, metade brasileira e metade estrangeira. A empresa resultante da fusão entre Copersucar e Ipiranga teria uma capacidade de moagem de 115 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e uma rede de distribuição de combustíveis com mais de 5,5 mil postos. Para efeito de comparação, a Raízen deverá processar cerca de 58 milhões de toneladas de cana na safra 2011/2012 e tem cerca de 4,5 mil pontos de venda de combustíveis. No entanto, há ervas daninhas e gafanhotos no caminho tanto da Ipiranga quanto da BP. Se, por um lado, a associação com a Copersucar significa um bônus em termos de estratégia, ocupação de mercado e aumento da produção, por outro há o ônus de uma difícil convivência societária. A própria estrutura de controle da empresa é um complicador para uma operação deste porte. São quase 50 usinas em sistema de cooperativa, cada uma com seus interesses. Entre as usinas de pequeno e médio portes, há um grande e justificado receio de que a associação com outro grande grupo signifique a diluição de sua participação tanto na composição acionária quanto na gestão.

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12.09.11
ED. 4243

Pré-venda

Marcelo Alecrim, controlador da Ale, está tentando de todas as formas comprar os 23,5% da empresa em poder do fundo Darby. Ressalte-se que a gestora de recursos tem uma opção de venda da sua participação que só vence em 2012. Diante da ansiedade de Alecrim, os norte-americanos desconfiam que debaixo deste angu tem um caroço que pode se chamar Ultra, Cosan ou BR Distribuidora.

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25.08.11
ED. 4232

Cana 2

Por falar em etanol e capital estrangeiro, comentário que teria sido feito pelo empresário Hermelindo Ruete , da Copersucar , na última reunião da Unica em São Paulo: -Alguém precisa dar um freio na Cosan. Aquilo virou um grande centro de transferência de lucros para o exterior. Eles são anglo-holandeses travestidos de brasileiros.-

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16.08.11
ED. 4225

Caipisaquê

Ainda não é caso para harakiri. Mas Rubens Ometto e a sua Cosan estão assistindo ao mercado asiático de etanol, especialmente o do Japão, escorrer pelos dedos. Motivo: é a logística, estúpido!

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15.08.11
ED. 4224

Alesat

Das duas uma: ou a Alesat é um dos ativos mais cobiçados da República ou seus controladores blefam como se estivessem em uma mesa de pôquer. Marcelo Alecrim, um dos principais acionistas da empresa, tem dito a interlocutores próximos que recebeu uma oferta da GP. A lista de candidatos a  compra da Alesat reúne ainda Ultra, Cosan e BR Distribuidora.

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25.07.11
ED. 4209

Rubens Ometto encarna Abílio Diniz na Raízen

Abílio Diniz baixou em Rubens Ometto, dono da Cosan. Antes que alguém pense tratar-se de uma ofensa a Ometto, deixamos claro que é apenas uma alusão a  mania de ambos de querer mudar as regras do jogo com a bola rolando. Apenas três meses após a oficialização da associação com a Shell, o empresário propôs aos anglo- holandeses uma reestruturação das participações societárias de cada empresa no negócio. Ou seja: quer jogar uma pá de cal sobre todo o trabalho que uma tropa de advogados e assessores financeiros levou mais de um ano para concluir e ele próprio aprovou. Ometto pretende aglutinar em uma só companhia as três empresas que foram criadas pela Cosan e pela Shell: uma voltada a  produção de açúcar e etanol, outra destinada a  distribuição de combustíveis e uma terceira, dedicada exclusivamente a  administração das outras duas. Ometto defende a criação de uma holding com o capital dividido fifty to fifty, englobando todas as usinas da Cosan e as operações de distribuição de combustíveis da Shell. A manobra de Rubens Ometto não se limita a  composição acionária da joint venture. Espraia-se também por uma questão bem mais nevrálgica, que diz respeito ao próprio futuro da Raízen, empresa resultante da associação entre Cosan e Shell. Ometto teria sugerido a extensão de 10 para 15 anos do prazo em que os anglo-holandeses poderão exercer seu direito de preferência sobre as ações da Cosan se a companhia se decidir pela venda de parte ou da totalidade da sua participação. A proposta causou perplexidade e mal-estar entre os dirigentes da multinacional. A Shell não é Casino, mas tende a achar que o parceiro está tentando virar a mesa, com o objetivo de evitar uma futura perda de poder no negócio. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Cosan negou qualquer mudança no acordo. A Shell, por sua vez, não se pronunciou até o fechamento desta edição. Como justificativa para a súbita mudança, Ometto defende que elas resultarão na simplificação societária da joint venture, o que facilitará uma futura captação no mercado de ações. Alega ainda que os critérios que levaram a  montagem do projeto original não fazem mais sentido. a€ época, havia diferenças no valuation dos ativos que motivaram diferentes estruturas societárias para cada uma das empresas. No caso da subsidiária de açúcar e álcool, a Cosan detém 51% e a Shell, 49%. Na empresa de combustíveis, as posições se invertem. A companhia de administração é a única que tem o capital igualmente fatiado.

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12.07.11
ED. 4200

Shree Renuka rivaliza com Petrobras no transporte de etanol

A Shree Renuka Sugars quer ser uma espécie de antagonista da Petrobras na logística de etanol no Brasil. Os indianos trabalham na montagem de um consórcio estrangeiro com o objetivo de criar uma estrutura própria de alcooldutos voltada a  exportação do combustível. O grupo está disposto a comprar uma briga encarniçada com a estatal. Além do transporte do etanol produzido em suas próprias usinas no país, a Shree Renuka pretende oferecer uma alternativa logística a empresas de médio e pequeno portes do setor. Desta maneira, vai competir diretamente com a Logum Logística, empresa criada recentemente pela Petrobras, que ainda leva na garupa sócios do porte da Copersucar, Cosan e Camargo Corrêa. Para bater de frente com a estatal, o grupo indiano está recrutando uma plêiade de parceiros pesos-pesados. A norte-americana Cargill e a japonesa Sumitomo são nomes quase certos na empreitada. Há conversações também com a Tereos, dona da Açúcar Guarani. A companhia, no entanto, está em uma zona de conflito. Vontade de participar do consórcio liderado pelos indianos é o que não falta. No entanto, os franceses temem se indispor com a própria Petrobras, sua sócia na Guarani. Não obstante o considerável risco da operação, notadamente no que diz respeito a  concorrência com a Petrobras, a Shree Renuka está disposta a gastar munição de grosso calibre no projeto. O investimento está orçado em quase US$ 4 bilhões. Não custa lembrar que o grupo está com o caixa recheado. No primeiro trimestre deste ano, fez uma captação de US$ 1,2 bilhão na Bolsa da andia. Além do aporte dos sócios, a empresa está fechando também contratos de financiamento com bancos indianos e com um pool de tradings asiáticas. A maior parte do etanol produzido pelo grupo no Brasil será destinada ao Oriente. O projeto prevê a implantação de um sistema integrado de logística. Além da construção de alcooldutos, os indianos vão se utilizar de navegação de cabotagem e de transporte rodoviário ? não por coincidência, um modelo similar ao da própria Logum. A Shree Renuka já investiu mais de US$ 400 milhões no Brasil. Comprou as usinas do Grupo Equipav e hoje soma uma capacidade instalada no país que permite a moagem de 13,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

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06.07.11
ED. 4196

AleSat

A disputa pela AleSat inflamou de vez. Além do Grupo Ultra e da Raízen, leia-se Cosan e Shell, a Petrobras Distribuidora entrou no páreo para comprar a rede de postos.

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05.07.11
ED. 4195

ADM e Antonio Cabrera enfrentam divórcio litigioso

Deu praga nos canaviais da gigante norte-americana Archer Daniel Midland (ADM) no Brasil. O litígio com o antigo sócio no país, o ex-ministro da Agricultura, Antonio Cabrera, está se espalhando feito uma nuvem de gafanhotos. O pedido de arbitragem a  Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) para a definição do valor de venda dos 51% de Cabrera na usina Limeira do Oeste, em Minas Gerais, é apenas a ponta do iceberg. Outros fatores prometem derramar hectolitros de álcool no inflamável contencioso. Mesmo com a venda de sua participação na usina, Cabrera estaria disposto a entrar com um pedido de indenização contra a ADM. A alegação é que os norte-americanos teriam agido com o deliberado intuito de depreciar o valor do ativo e, consequentemente, comprar as ações do ex-ministro na bacia das almas. A multinacional teria propositadamente postergado investimentos na usina Limeira do Oeste, postura que acabou sendo determinante para a execução incompleta do projeto. O plano original previa o início da produção de açúcar no ano passado, mas, sem os recursos dos norte-americanos, apenas a unidade de etanol saiu do papel. Além disso, em meio aos desentendimentos com Cabrera, a ADM abriu negociações com candidatos a  compra de sua participação na usina mineira a  revelia do então sócio. A Cosan e a indiana Shree Renuka estariam entre as empresas que mantiveram contatos com o grupo na ocasião. Para o exministro da Agricultura, os norte-americanos teriam agido desta maneira apenas com a finalidade de reduzir o valor da fábrica de Limeira do Oeste, aceitando ofertas bem abaixo do real preço de mercado. Por trás desta ardilosa manobra, a ADM usaria as propostas recebidas como instrumento de pressão para comprar a participação de Cabrera a cifras bem magrinhas. No fim do ano passado, os norte-americanos chegaram a apresentar uma oferta avaliada com base na capacidade de refino da usina. O preço giraria em torno de US$ 120 por tonelada. Poucas semanas, no entanto, a ADM voltou atrás e teria aparecido com um preço bastante inferior, baseando-se nas ofertas que supostamente recebeu por sua participação. Outra questão que deverá elevar ainda mais a fervura no litígio entre a ADM e Antonio Cabrera é o projeto de construção da usina de Jataí (GO), que sequer saiu da prancheta. O acordo original entre as partes previa a instalação de uma unidade com capacidade para moer 3,5 milhões de toneladas de cana por ano. No entanto, os norte-americanos também empurraram o investimento com a barriga e já sinalizaram que não querem ficar com o empreendimento. Mais uma vez, Cabrera deve entrar com um pedido de indenização. O ex-ministro tirou recursos do próprio bolso para custear os estudos de viabilidade para a construção da usina em Goiás. Também chegou a se empenhar pessoalmente com produtores locais para garantir o fornecimento de cana, o que lhe valeu um enorme desgaste por conta da suspensão do projeto.

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27.06.11
ED. 4189

Águas turvas

O governador do Pará, Adib Jatene, retomou o processo de privatização da Cosanpa, a companhia de saneamento do estado. Antes, no entanto, o Tesouro paraense vai ter de morrer numa grana e capitalizar a empresa. Endividada do jeito que está e com elevado índice de inadimplência, vai ser difícil a Cosanpa atrair pretendentes.

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25.05.11
ED. 4167

Raízen

A Raízen, leia-se Cosan e Shell, negocia a compra de duas usinas sucroalcooleiras de médio porte no Centro-Oeste.

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20.05.11
ED. 4164

ALL

A ALL está criando uma subsidiária focada exclusivamente no mercado de etanol. A nova empresa contará com uma frota própria de vagões tanques e centros de distribuição e comercialização do produto. O investimento deverá chegar a R$ 120 milhões. Trata-se de um aquecimento. A ALL pretende ganhar massa crítica para se associar a  Rumo Logística, empresa da Cosan da qual já é parceira operacional.

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11.05.11
ED. 4157

Leilão da AleSat

A venda da AleSat virou leilão. A Raízen, leia-se Cosan e Shell, apresentou uma oferta pela rede de postos superior a  última proposta do Grupo Ultra. Paulo Cunha já avisou que tem volta.

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25.04.11
ED. 4145

Ultra na aviação

Esquenta a disputa pelos negócios de querosene de aviação da Cosan, que serão vendidos por determinação do Cade. O Grupo Ultra entrou no páreo. Os outros dois concorrentes são a British Petroleum e a Gran Petro.

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