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O Centrão está à espreita, aguardando a possível saída do general Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde. Já colocou até um nome sobre a mesa de Jair Bolsonaro: Gilberto Occhi, que ocupou o cargo no governo Temer.

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Curado da Covid-19, Jair Bolsonaro deverá desembarcar nesta semana em Mineiros (GO). Aconselhado por assessores, vai participar do lançamento do programa de recuperação ambiental do manancial do Rio Araguaia, maior reserva hidrológica do Cerrado. “Embaixador do meio ambiente”, o general Hamilton Mourão também é esperado no evento.

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03.08.20

Prescrição médica

Uma das atividades preferidas do “Dr. Bolsonaro” é receitar cloroquina para funcionários do Palácio do Planalto. Só falta sacar uma caixa do medicamento e presentear os colaboradores.

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31.07.20

Horário eleitoral?

O secretário de Cultura, Mario Frias, tem repetido a Jair Bolsonaro que sua vida merece um filme. Espera-se que seja apenas um afago despretensioso no chefe e não um projeto da secretaria.

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30.07.20

Bolsonaro e Landim têm nova jogada ensaiada

A tabelinha entre Jair Bolsonaro e Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, não se limita à polêmica MP 984, que alterou as regras para a venda de direitos de transmissão do futebol. Landim tem feito gestões junto a Bolsonaro pela mudança da Lei de Acesso Condicionado (SeAC), que regula a TV paga no país. A medida pode virar pelo avesso o concorrido mercado de aquisição de eventos esportivos no país. A principal guinada seria a permissão para que empresas de telefonia celular e operadoras de TV por assinatura possam comprar os direitos de exibição de partidas de futebol.

Aprovada em 2011, a Lei de Acesso Condicionado proíbe a participação cruzada de um mesmo player na produção e na distribuição de conteúdo. Pouco depois, diante da impossibilidade de atuar nas duas pontas, entre outros motivos, a Globo foi forçada a vender sua participação na NET. Se a MP 984 embaralhou o mercado e lançou insegurança jurídica sobre contratos em vigor, ao dar ao mandante a prerrogativa de negociar suas partidas, a alteração da SeAC poderá provocar um rebuliço ainda maior. A mudança abriria as portas desse setor para fortes players estrangeiros que hoje estão fora do game.

Vivo e Claro, por exemplo, poderiam entrar pesado na aquisição dos direitos de transmissão dos principais campeonatos de futebol do país, algo atualmente restrito às emissoras de TV e às plataformas de streaming – estas, por sinal, ainda vivem em um limbo regulatório. Com a alteração da lei, quem também poderia entrar no jogo é a Sky. Ressalte-se que o ex-presidente da operadora de TV por assinatura no país Luiz Eduardo Baptista, o BAP, é o atual vice-presidente de Relações Externas do Flamengo e um dos principais conselheiros de Landim nos assuntos referentes ao tema. À frente da Sky, BAP, muitas vezes, foi um antagonista de interesses comerciais do Grupo Globo. Jair Bolsonaro e Rodolfo Landim vivem uma conveniente simbiose.

Bolsonaro tem o poder de manejar as regras do jogo e, com isso, atender a pleitos do Flamengo; Landim, por sua vez, franqueou ao presidente da República o apoio do clube mais popular do país. O cartola rubro-negro, por sinal, é um expert em se pendurar em personagens dos quais pode obter benefícios imediatos. Foi assim com Dilma Rousseff, quando ele era presidente da BR Distribuidora e ela, ministra de Minas e Energia; foi assim com Eike Batista, de quem foi um dos “cavaleiros da távola do sol eterno”. No jogo atual, a MP 984 e a mudança na SeAC são faces da mesma moeda. Nos dois casos, a possibilidade de contrariar interesses corporativos da Globo parece galvanizar a relação entre Bolsonaro e Landim. O presidente do Flamengo, ressalte-se, recusou-se a vender à emissora os direitos de transmissão dos jogos do clube no Campeonato Carioca. E ainda levou a final da competição para o SBT, hoje uma espécie de “Sistema Bolsonaro de Televisão”. Foi tudo um jogo de cartas marcadas.

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30.07.20

Uma luz no Mercosul

Mesmo com a turbulenta relação entre os governos de Alberto Fernández e Jair Bolsonaro, a estatal argentina Cammesa começou a importar energia de geradoras brasileiras, como a EDF Norte Fluminense. Para os argentinos, sai mais barato do que ligar suas obsoletas térmicas.

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29.07.20

OCDE de festim

A obsessão de Jair Bolsonaro pela entrada do Brasil na OCDE parece ser apenas retórica. Seis meses após o governo anunciar a criação de uma secretaria especial na Casa Civil para cuidar dos trâmites para o ingresso na Organização, a promessa ainda não saiu do papel. No Palácio do Planalto, a nova data para a instalação do órgão é setembro. Nesse intervalo, ressalte-se, a Colômbia se tornou o terceiro país latino-americano a entrar na OCDE.

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29.07.20

Há alguma coisa aí

Se Salim Mattar, secretário de Desestatização, der baixa no governo, será mais um da equipe de Paulo Guedes que provocava engulhos no presidente Jair Bolsonaro. Há alguma coisa aí.

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Jair Bolsonaro ressuscitou a ideia de fusão dos Ministérios da Cidadania e da Família. A batuta ficaria a cargo de Damares Alves. Já se viu esse filme antes. No jeito Bolsonaro de ser, é a forma do presidente fritar o ministro Onyx Lorenzoni.

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28.07.20

Mourão bom de voto

Se Jair Bolsonaro nem partido tem, o vice-presidente Hamilton Mourão será o ativo mais precioso do PRTB na eleição municipal. A ideia é que o general participe de eventos ao lado de candidatos a prefeito com chance real de vitória. Além disso, Mourão vai gravar depoimentos para o programa eleitoral do partido.

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