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11.11.19

O novo “prêmio” de Tarcísio Freitas

A reputação de melhor ministro do governo Bolsonaro virou um castigo para Tarcísio Freitas. O titular da Infraestrutura tornou-se um colecionador de pepinos. Freitas não conseguiu fazer os diretores das agências reguladoras e, apesar de todo empenho, não deu a velocidade esperada junto ao TCU para destravar o pacote de concessões.

O fast track entrou em slow motion e as licitações estão atrasadas. Vai piorar. O Palácio do Planalto estuda transferir o Programa Nacional de Mobilidade Urbana para a Pasta da Infraestrutura. Ou seja: o incensado ministro Tarcísio Freitas teria como “prêmio” a missão de deslanchar um pacote de investimentos que hoje se encontra paralisado no âmbito do Ministério o Desenvolvimento Regional.

O Programa de Mobilidade está mais para um grande “Plano Nacional de Paralisia Urbana”. Há 248 projetos em atraso ou parados, segundo estudo da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos. Do total de investimentos previstos, R$ 150 bilhões, apenas 10% foram executados. Caberia a Tarcisio Freitas colocar de pé ao menos os grandes empreendimentos, como o plano de mobilidade de Recife ou o VLT do Mato Grosso. Este último já consumiu mais de R$ 1 bilhão sem sequer entrar em operação. Freitas teria também a missão de botar ordem na casa. Em dez meses de governo Bolsonaro, a Secretaria de Mobilidade Urbana já teve três titulares – o último, José Lindoso de Albuquerque, foi demitido no fim de outubro. Cada um fez menos do que o outro.

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11.11.19

Bolsonaro no Nordeste

Jair Bolsonaro parece ter se rendido aos conselhos de assessores palacianos para ir mais amiúde ao Nordeste. Hoje, está prevista sua presença em Campina Grande para a inauguração de obras do Minha Casa Minha Vida. Pelo mesmo motivo, outras duas idas à região estão engatilhadas até a primeira semana de dezembro – uma delas para o Ceará.

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08.11.19

Lula solto: Congresso, Mídia, Sociedade

Termômetro

Soltura do ex-presidente Lula influenciará todo o debate político parlamentar, bem como o noticiário, amanhã e nos próximos dias. Alguns pontos, tudo indica, serão centrais nesse processo:

1) Em termos parlamentares e de mídia, a força com que avançará a proposta de se votar emenda constitucional repondo a prisão em segunda instância. Pauta terá apoio do Grupo Globo e de grandes veículos, como o Estadão, mas o grau de pressão que será alcançado ainda é incerto.

O mesmo vale para o Congresso. Setores já se mobilizam e prometem investir pesado em emenda constitucional. Que deve ser capitaneada pelo Senado, através da CCJ, comandada pela senadora Simone Tebet. No entanto, presidente da Casa, Davi Alcolumbre, demonstra enorme reticência em pautar o projeto. E Maia, embora indique que abrirá caminho para tramitação de emenda na Câmara, está longe de patrociná-la. Vale muita atenção para o posicionamento de ambos, amanhã.

O outro ponto decisivo serão as movimentações do Centrão, que pode aumentar a fervura ou jogar balde de água fria na tentativa. A segunda hipótese parece ser a mais provável, mas não se pode bater o martelo.

2) A atitude do próprio Lula e do PT, nos próximos dias. Pelo tom do primeiro discurso, Lula voltará suas baterias para ataque duplo: contra Moro e a Lava Jato  e, em menor medida, a mídia; contra o governo, com foco na economia e na educação.

A se observar como esse posicionamento evoluirá – particularmente buscará se constituir como polo de crítica à gestão Bolsonaro. Se o fizer, pode utilizar como gancho, justamente, a atual política econômica e o ministro Guedes, que vem de semana na qual angariou apoio renovado da mídia e do setor empresarial.

Outros alvos naturais seriam pastas mais impopulares – educação e meio ambiente estão no radar. Nesse caso, haverá reação dos ministros? E, no que se refere à política econômica, do mercado?

3) O posicionamento dos partidos de oposição, particularmente do PDT e de Ciro Gomes. Se associarão ao impacto que virá da soltura ou buscarão distanciar-se de Lula?

4) Também estarão no radar as decisões de movimentos sociais que apoiam o “Lula Livre”. Esquerda tem mostrado enorme dificuldade de mobilização, mas não se pode descartar impulso para algum tipo de manifestação, com a liberdade do ex-presidente.

5) Reação do presidente Bolsonaro e do ministro Moro. É questão similar a do próprio Lula. Responderão de maneira mais institucional – como ocorre até o momento – ou mais política, mobilizando seguidores e opinião pública?

6) Movimentações nas redes sociais e no PSL. Vale observar se a existência de um “inimigo comum” pode amenizar embates internos em grupos ligados ao presidente Bolsonaro e a partidos da direita. A deputada Joice Hasselman, por exemplo, já acena com articulação para votar emenda constitucional que reporia prisão em segunda instância. E Carlos Bolsonaro começa a operar nas redes.

7) Posicionamento da chamada ala militar do governo – e de lideranças das Forças Armadas como um todo. Não há expectativa de nenhuma iniciativa fora de arcabouços institucionais, mas, dado o momento, qualquer declaração mais enfática pode gerar forte polêmica.

8) Nível de mobilização institucional que ainda pode ser alcançado por uma fragilizada Lava Jato.

9) A quantidade de pessoas com possibilidades reais de serem soltas – terá forte impacto sobre o debate. Se aproximarão das 5 mil, como indicou o noticiário nas últimas semanas, o que alimentaria percepção de impunidade? Ou tal número diminuirá significativamente, indicando que estimativas podem ter sido exageradas?

Outros dois temas, nesse âmbito, serão:

> Ilações sobre liberação de nomes conhecidos, que, sem a popularidade do ex-presidente, favoreceriam discurso contrário à decisão do STF. Seria o caso do ex-ministro José Dirceu, do ex-governador Eduardo Azeredo e do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque;

> Como outro lado da moeda – para parte de movimentos sociais com alguma entrada na mídia –, a libertação de ativistas presos sem condenação definitiva.

10) Presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que STF não veria negativamente uma proposta de emenda constitucional que acabasse por reverter decisão do Tribunal. Para ele o tema não seria cláusula pétrea da Constituição. Mas os demais ministros – particularmente os ditos “garantistas” –  ainda não corroboraram tal posição.

Diagnóstico da América Latina

Vale conferir, na segunda-feira, a Sondagem da América Latina, levantamento trimestral da FGV. Gera muito interesse pela situação atual de muita instabilidade na região, econômica e politicamente, sobretudo. No último estudo, publicado em agosto, o Indicador de Clima Econômico havia recuado pela segunda vez consecutiva – influenciado, também, por temores de guerra comercial entre EUA e China –, mas  o de Expectativas havia melhorado.

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08.11.19

Lula livre agradece o pacote fiscal do governo

Os telefones dos membros da equipe econômica, o ministro Paulo Guedes à frente, tocaram sem parar ao fim da sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou contra a prisão em segunda instância. A eminência do Lula livre significa um esforço muito maior para aprovação do “Pacote 3D” – desindexação, desvinculação e desobrigação. As medidas para redução do déficit público são um programa de oposição sob medida para Lula, que deverá trocar o Estado de Emergência Fiscal pelo Estado de Emergência Social. Levantaram a bola para o ex-presidente. Lula vai focar seu discurso nas medidas de arrocho fiscal, que preveem, inclusive, restrições ao salário mínimo. A preocupação da equipe econômica, incluindo o triunfalista Paulo Guedes, é justamente a dedicação de Lula em angariar apoio contra as medidas. O líder do PT vai satanizar em tempo integral Jair Bolsonaro, Guedes e os economistas do governo, que sairão do conforto dos braços do Congresso para o ataque permanente dos trabalhadores, regidos por Lula nos palanques e nas redes sociais

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08/11/19 9:57h

Mufasa06

disse:

ok bot

08/11/19 6:29h

capeto

disse:

O tom da matéria é de júbilo caso a hipótese se confirme. Uma pena que o RR de papel que traz tantas saudades - e de tão claro posicionamento político e econômico - tenha também se transformado em um boletim "politicamente correto" e de posicionamentos de esquerda. Com esse atraso ideológico, que contamina a tudo e a todos, estamos mesmo fadados ao atraso e à miséria. Já há países da África com grau de desenvolvimento maior que o nosso e aqui ainda se incensa um mafioso "metalúrgico", grosseiro e ignorante...

08.11.19

Um quatro estrelas na Dataprev?

O presidente Jair Bolsonaro cogita colocar um militar à frente da Dataprev para comandar o processo de privatização da empresa. Segundo a fonte do RR, o nome que circula no Palácio do Planalto é o do general de Exército Décio Luis Schons, ex-comandante da Escola Superior de Guerra e atual chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da Força.

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07.11.19

Bolsonaro abre guerra à moratória da soja

O presidente Jair Bolsonaro chamou para si mais uma agenda controversa. Comprometeu-se com líderes da bancada ruralista, notadamente o senador Luiz Carlos Heinze, não só a frear a instauração da moratória da soja no Cerrado como trabalhar pela extinção do pacto na Amazônia, em vigor desde 2006. Na próxima semana, a Frente Parlamentar da Agricultura vai encaminhar ao Palácio do Planalto um estudo detalhado sobre as perdas potenciais da medida para os produtores rurais. Nesta semana, 13 tradings reunidas na Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais) anunciaram a intenção de não mais comprar o grão produzido em áreas desmatadas do Cerrado, a exemplo do que já ocorre na Floresta Amazônica há 13 anos.

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06.11.19

Qual a fronteira entre desvario e “método” dos Bolsonaro?

Há uma dúvida rondando velhas raposas dos meios de comunicação: a insistência de Jair Bolsonaro e família na quebra de decoro, ataque ao fantasma do comunismo e ofensa aos próprios aliados teria um componente estratégico, por mais desvario que o conjunto da obra possa insinuar? A análise sobre o “método” não pode ser feita em razões de coincidências entre os disparates mais agudos e as agendas mais complicadas de governo. A comparação não é factível simplesmente porque é inevitável a superposição de fatos, na medida em que o clã Bolsonaro ocupa o noticiário todo o tempo com aberrações e indecências, quer esteja em Brasília, quer esteja em missões diplomáticas no estrangeiro.

É difícil acreditar que o presidente e sua prole sejam maquiavélicos e instruídos na teoria geral das informações. Mais fácil concluir que Bolsonaro e os seus são a antítese do bom senso e do perfil exigido para os cargos de Estado. Mais fácil ainda é imaginar que toda essa grosseria e paranoia contra inimigos inexistentes reproduz o pensamento e discurso matricial do dono da voz, o filósofo Olavo de Carvalho, e sua tese da guerra cultural. O indiscutível é que a geração de fatos pelos “Bolsonaro’s” é inigualável. Eles ocupam a mídia como nenhum grupo familiar no poder jamais o fez.

E todos os seus colaboradores parecem convencidos de que esse “desvario ou estratégia”, é a melhor solução. A julgar pela agenda dos “3 Ds” – desvinculação, desindexação e desobrigação -, e o seu efeito cruel sobre o social e o público corporativo, Bolsonaro e família deverão usar munição ainda mais pesada. É a forma de desviar o foco do impacto doloroso das medidas do ajuste orçamentário. Caso não ocorram barbaridades, as dúvidas sobre o “método” não passariam de teorias conspiratórias. Não se sabe o que é pior.

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06.11.19

Comitiva presidencial

O próprio presidente Jair Bolsonaro fez questão de que o ministro da Secretaria de Governo, General Luiz Eduardo Ramos, integrasse a “comitiva” que caminhou a pé do Palácio do Planalto ao Congresso, ontem de manhã, para entregar os projetos das reformas. A princípio, apenas Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni estavam escalados para a travessia.

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06.11.19

Disputa pelo Parlasul

O PSL, ou melhor, o PSL de Jair Bolsonaro, vai testar sua força no Congresso hoje. A ala bolsonarista do partido passou o dia de ontem buscando votos para a senadora Soraya Thronicke (MS), que hoje disputará a presidência da representação brasileira no Parlamento do Mercosul contra o colega Telmário Mota (Pros-RR). O “primeiro turno” da eleição se dá nos bastidores: Mota tenta convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a restringir a votação aos dez senadores que integram o Parlasul, entre os quais acredita ter maioria, e a não a todo o plenário.

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05.11.19

(Des)relações exteriores

O subserviente chanceler Ernesto Araújo deverá seguir o mestre Jair Bolsonaro e também não comparecer à posse do novo presidente da Argentina, Alberto Fernández. Sua ida a Buenos Aires seria o mais apropriado do ponto de vista da reciprocidade: em janeiro, o ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Faurie, veio ao Brasil para a posse de Jair Bolsonaro.

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