fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
04.08.22

Diplomacia do “bateu, levou”

Há um Jair Bolsonaro no caminho entre a Bolívia e o Mercosul. O Palácio do Planalto articula com Rodrigo Pacheco para que o Senado cozinhe em banho-maria a votação da entrada do país vizinho como membro do bloco econômico. Entre os integrantes do Mercosul, falta apenas o imprimatur do Congresso brasileiro. No que depender de Bolsonaro, o sinal verde não sairá tão cedo.

A postura do governo brasileiro não deve ser atribuída apenas a uma má vontade de ordem ideológica do presidente Bolsonaro. A Bolívia também tem feito por onde, especialmente por meio da YPFB. A estatal boliviana está reduzindo o fornecimento de amônia e ureia ao Brasil, para privilegiar outros mercados. A medida tem tudo para afetar a produção interna e, consequentemente, o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio nos próximos meses. Some-se a isso o fato de que, recentemente, a YPFB cortou em 30% a venda de gás para a Petrobras, descumprindo seu contrato com a estatal brasileira. É outra medida que também atinge a indústria de fertilizantes, intensiva no uso do insumo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que Jair Bolsonaro conseguiu se desvencilhar do caso Pedro Guimarães, demitido da presidência da Caixa Econômica sob a acusação de assédio. Ainda mais depois do conveniente vazamento da informação de que Paulo Guedes vetou o reajuste de 44% do salário de Guimarães, proposto pelo próprio executivo poucos meses antes de deixar o cargo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.08.22

Operação tartaruga

Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, confidenciou a aliados que pretende marcar a sabatina dos novos indicados ao STJ apenas para depois das eleições. Será um novo chá de cadeira, cujo alvo principal é Jair Bolsonaro. Alcolumbre adotou o mesmo expediente na nomeação de André Mendonça para o STF. Se serve de “benchmarking”, a sabatina de Mendonça demorou quatro meses.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.08.22

O ping-pong da Damares

Procura-se um lugar para Damares Alves. Ontem, circulava no Palácio do Planalto a informação de que Damares poderá voltar ao Ministério da Família nos próximos dias. Seria a solução para a falta de solução: sua candidatura ao Senado perdeu fôlego e as articulações de Jair Bolsonaro e aliados para emplacar a ex-ministra como candidata ao governo do Distrito Federal – ver RR de 26 de julho – também enfrentam forte resistência dentro de seu próprio partido, o Republicanos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.08.22

As artimanhas fiscais do governo dentro da lei

O RR decidiu fazer algumas observações sobre fatos fiscais discutíveis e, algumas vezes, oportunistas que contraditam o próprio discurso do governo. São números impressionistas, que não levam em consideração, por exemplo, a correção pela inflação. Mas trazem à tona inquietações submersas em relação ao que move determinadas decisões do governo. Vamos a elas:

  • Causa estranheza, em plena vigência do Estado de Emergência, cujo um dos motivos da sua decretação foi permitir o financiamento do Auxílio Brasil fora do teto, o governo antecipar dividendos das estatais com a mesma finalidade. Por que não fez antes? Não fez por quê?

 

  • Qual a razão da insistência de privatizar as principais estatais, que são verdadeiras vacas leiteiras do governo? Que desperdício seria vender empresas geradoras de prováveis R$ 100 bilhões em dividendos para a União neste ano?

 

  • Pode não ser uma pedalada fiscal sob uma avaliação rigorosa. Mas provoca espécie uma operação de transferência de parcela dos dividendos das grandes estatais para o BNDES, que, por sua vez, transferirá os recursos para o Tesouro com o objetivo de financiamento dos gastos de custeio do governo. Dilma Rousseff nunca teve tamanha criatividade.

 

  • Entre 2019 e 2021, a União arrecadou R$ 70,7 bilhões com dividendos de estatais. Caso a previsão de R$ 100 bilhões para este ano seja atingida, o Tesouro vai amealhar, portanto, R$ 170,7 bilhões durante o mandato de Jair Bolsonaro. No mesmo intervalo, as despesas discricionárias do governo central somaram R$ 455,7 bilhões. Em um exercício hipotético, se os dividendos com estatais entre 2019 e 2022 fossem integralmente alocados a investimentos, representariam 37,4% do total de gastos discricionários do período.

 

  • A título de curiosidade “privatológica”: somando-se a participação direta da União e as ações em poder do BNDES, o governo detém 36,5% do capital total da Petrobras. Tomando-se como base apenas o valor de mercado da estatal no fechamento de ontem, essa fatia equivale a algo como R$ 158 bilhões. Ou seja: somente os dividendos pagos à União no primeiro semestre deste ano, cerca de R$ 50 bilhões, correspondem a um terço dessa cifra. Vale mesmo vender a estatal? Uma vez privatizada, esses recursos somem.

 

  • Ainda a Petrobras: caso fossem investidos na construção de novas refinarias, os dividendos pagos pela estatal à União tornariam o país superavitário na produção de diesel – as importações respondem por 23,2% do consumo.

 

  • Para se ter uma ideia do impacto dos dividendos da estatal na produção de diesel, apenas o valor de R$ 50 bilhões antecipados pela Petrobras à União no primeiro semestre daria para “comprar” cinco vezes a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), vendida ao Mubadala. Nem seriam necessárias as cinco. Apenas três refinarias com a capacidade da RLAM cobririam o déficit de diesel no país. Como se sabe, nenhuma empresa privada se apresentou ainda para construir qualquer refinaria.

 

  • Não custa lembrar que a comparação da antecipação de dividendos com as pedaladas fiscais de Dilma são uma “forçação” de barra. As pedaladas foram feitas ao arrepio da lei. A antecipação de dividendos “tapa teto” está dentro das regras, mas não deixa de ser uma contabilidade criativa muito heterodoxa, especialmente jeitosa para um ano eleitoral.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O governador Claudio Castro pretende ressuscitar, em plena campanha eleitoral, o projeto de construção de um novo autódromo no Rio. O que se diz no Palácio Guanabara é que há dois grupos interessados no negócio. Trata-se de um empreendimento que carrega um histórico recente cheio de turbulências. Há cerca de dois anos, o consórcio Rio Motorsport apresentou uma proposta para investir R$ 700 milhões, com apoio do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o projeto derrapou depois de idas e vindas na Justiça.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) desponta como candidata à vaga de Ana Arraes no TCU, com apoio do presidente Jair Bolsonaro. Sua entrada na disputa ameaça causar um racha dentro do partido. O PL do Rio, leia-se o governador Claudio Castro, trabalha pela indicação da também deputada Soraya Santos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.08.22

Os 2% de Andre Janones

O candidato à presidência Andre Janones (Avante) vai iniciar nas próximas duas semanas uma investida nas redes sociais, com ataques simultâneos a Jair Bolsonaro e Lula. Vale menos por Janones e mais por quem está por trás da estratégia: o empresário Paulo Marinho, um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro em 2018.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.07.22

Propaganda

O fato de ser um dos ministros mais prestigiados não livrou Fabio Faria de um puxão de orelhas de Jair Bolsonaro. O presidente cobra maior celeridade na implantação do 5G. Quer que a nova banda chegue a todas as capitais até setembro, antes, portanto, da eleição. Faria tem tratado de repassar a pressão às operadoras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.07.22

O cast de Bolsonaro

O staff de campanha de Jair Bolsonaro está debruçado sobre a ideia de realizar um festival de música, com a presença de artistas que apoiam o presidente. Seria uma espécie de “Rock in Rio bolsonarista”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.