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08.10.18
ED. 5969

Bolsonaro rumo aos 60%?

De acordo com tracking fechado pelo PSL no fim de semana, Jair Bolsonaro deverá aparecer com algo em torno de 57% dos votos válidos nas primeiras pesquisas para o segundo turno. O índice ultrapassa, com alguma margem, os 51% registrados pelo Ibope e pelo Datafolha no último sábado. Ressalte-se que os levantamentos do staff de Bolsonaro têm mostrado acertadamente números superiores aos dos grandes institutos de pesquisa, por conta de diferenças nos métodos de amostragem do eleitorado – conforme antecipou o RR na edição de 21 de setembro.

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08.10.18
ED. 5969

“Fidelidade” tucana

Os deputados Carlos Sampaio (SP), Bruno Araújo (PE) e o senador Cássio Cunha Lima (PB) estão entre os tucanos que provavelmente sequer apertaram “45” na urna eletrônica. O trio passou o fim de semana fazendo campanha para Jair Bolsonaro.

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05.10.18
ED. 5968

Açúcar e carne viram moeda eleitoral de Bolsonaro

Não bastasse o notório conservadorismo dos ruralistas, nos últimos dias Jair Bolsonaro fez importantes acenos para garantir o apoio maciço do agronegócio a sua candidatura. O Capitão comprometeu-se a entrar pesado em duas graves questões no âmbito do comércio multilateral: a disputa com a Índia no mercado de açúcar e o embargo russo à carne brasileira. Os interlocutores de Bolsonaro junto à Frente Parlamentar da Agropecuária e empresários do setor, notadamente o ruralista Frederico D ́Ávila, asseguraram que o seu eventual governo vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os crescentes subsídios públicos da Índia aos produtores de açúcar locais, pleito dos usineiros nacionais. Ao mesmo tempo, os porta-vozes do Capitão garantem empenho redobrado logo no início do mandato para equacionar o impasse com o governo Putin. A suspensão das importações de carne brasileira já dura dez meses. Nesse período, os frigoríficos nacionais depenaram mais de três mil postos de trabalho.

A campanha de Jair Bolsonaro dá como certa a vitória em primeiro turno. Ao menos entre os brasileiros que moram no exterior. Simulações contratadas pelo PSL apontam que a preferência pelo Capitão passa dos 55% em países como Estados Unidos e Portugal. Ressalte-se que o Ministério das Relações Exteriores abriu 33 novas seções, chegando a 99 países. Em 2014, eram 350 mil eleitores aptos a votar no exterior. No domingo, serão mais de 520 mil – contingente vitaminado, claro, pelo êxodo de brasileiros nos últimos anos.

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04.10.18
ED. 5967

O presidente do varejo

Jair Bolsonaro parece exercer algum fascínio especial sobre empresários do varejo. Depois de Luciano Hang, dono da Havan, e Pedro Zonta, proprietário da rede de supermercados Condor, agora é a vez do mineiro Romeu Zema se descobrir Bolsonaro de carteirinha. Candidato ao governo de Minas Gerais pelo Partido Novo, o empresário não apenas anunciou seu voto no “Capitão”, a despeito do correligionário João Amoedo, como já colocou as mais de 450 lojas da rede Zema à disposição para “Bolso” fazer campanha em um eventual segundo turno. Seriam mais se Zema não tivesse fechado 60 pontos de venda no últimos dois anos.

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04.10.18
ED. 5967

Suprema Janaína

Virtualmente eleita para a Câmara, Janaína Paschoal sonha com outro endereço na Praça dos Três Poderes em caso de vitória de Jair Bolsonaro: o STF. Durante o próximo mandato presidencial, duas vagas no Supremo serão abertas, com as saídas de Marco Aurélio Mello e Celso de Mello.

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03.10.18
ED. 5966

ESPECIAL – Christian Lynch, jurista e cientista político: Um “golpe fechado” espera por Haddad na esquina

Há muito se percebe que a magistratura e o Ministério Público agem como partido contra o PT como meios de contrabalançar o peso eleitoral de Lula. Já está mais que manjado o mecanismo dos vazamentos seletivos das delações premiadas e das liminares extemporâneas inaugurado por Moro, ou das proposituras de processo pelo MP às vésperas das eleições. Agora, o novo presidente do STF, Dias Toffoli, dá sinais de acreditar que um golpe militar pode ser possível. Homem político, flexível, Toffoli afirma que a Suprema Corte deve agir como um poder moderador, evitando crises políticas ou gerá-las.

Convidou um general quatro estrelas para assessorá-lo e afirma que 1964 não foi golpe, mas “movimento”. Ontem, manteve liminar de Fux contra Lewandowski, destinada a impedir que Lula seja entrevistado e assim “interfira nos resultados eleitorais”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Toffoli acredita na possibilidade de um golpe militar e apruma o Supremo para as eventualidades. Toffoli sabe que parte expressiva das Forças Armadas não quer a volta do PT, nem o da magistratura. Se depender deles, Lula não sai mais da cadeia. Como nem sempre o eleitorado ajuda, as duas corporações darão uma mãozinha para Bolsonaro vencer, como já se está a ver.

É possível imaginar cenários possíveis para desatar o nó em que o país se meteu. Caso Bolsonaro vença e encontre dificuldades no Congresso, militares e juízes darão o impulso necessário para as reformas constitucionais que “dinamizem a economia” e “restabeleçam a autoridade”. Se der Haddad, haverá comoção da metade do país que não quer mais saber de PT e pressão por não empossá-lo. Como um golpe aberto é difícil, tentarão primeiro arrancar dele algum compromisso de rompimento com o petismo; um equivalente do parlamentarismo imposto a Jango em 1961. O resto do script a gente já conhece.

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02.10.18
ED. 5965

Jair Bolsonaro entrega o comando da infraestrutura nacional ao seu “Estado Maior”

Engana-se quem pensa que o economista Paulo Guedes será uma espécie de primeiro-ministro se o capitão Jair Bolsonaro for eleito. O economista vai mandar um bocado, conforme é sabido, mas não tanto o quanto propala aos quatro ventos. Desde já dois comandos centrais estão decididos: a macroeconomia vai para o civil Guedes; mas a infraestrutura ficará sob o mando dos generais Augusto Heleno (provável ministro-chefe do Gabinete Civil e um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro) e Hamilton Mourão (vice-presidente na chapa militar).

O general Mourão já confirmou que pretende assumir a pasta da infraestrutura ou o comando de toda a área de projetos deste setor. O general Heleno, por sua vez, é quem tem tratado dos assuntos com maior impacto na formação bruta de capital fixo. O modelo liberaloide de Guedes exclui os agentes clássicos de desenvolvimento da economia. Os cabeças de ponte da intervenção do Estado. Os generais não concordam com a ideia de que basta o ajuste das contas públicas e um bom ambiente regulatório para que o capital estrangeiro chegue em profusão para resolver o déficit de investimento do país.

O pensamento dos militares é contraditório com o do virtual ministro da Fazenda em pontos sensíveis. O papel do BNDES é um exemplo do dissenso. Enquanto Guedes detona o banco, considerando deletéria sua participação, Mourão e Heleno teriam planos diferentes para a instituição. Na visão dos generais, o BNDES teria sua função espraiada para a análise de projetos – uma das maiores deficiências da área de infraestrutura – e auditoria de performance das obras. Uma das críticas ao banco é que os empreendimentos que financia atrasam e estouram os custos.

Para o cumprimento das missões, uma hipótese seria o reforço da capacidade operacional do BNDES, com a realização de convênios junto ao Departamento de Engenharia e Construção do Exército e o Instituto Militar de Engenharia (IME). Ambos cumpririam papéis hoje distribuídos junto a distintas instituições do governo, tal como a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Desde o início da candidatura Bolsonaro foi previsível que o governo teria o maior componente militar desde a abertura democrática. O que ninguém imaginou é a combinação do pensamento friedmaniano de Paulo Guedes com a visão nacionalista, patriota e desenvolvimentista dos generais.

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02.10.18
ED. 5965

O príncipe

Por falar no time de Bolsonaro, o “príncipe” Luiz Philippe de Orléans e Bragança já circula como se fosse o ministro das Relações Exteriores. Tem feito contatos com embaixadores e convidado jornalistas para apresentações sobre relações internacionais.

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28.09.18
ED. 5963

O “programa de governo” radical, porém sincero do General Mourão

Desde já, estamos entendidos: o General Hamilton Mourão não vocalizou nem o seu superior hierárquico na política, o candidato Jair Bolsonaro, nem seus companheiros de farda ao defender o fim de conquistas trabalhistas, tais como o 13o salário e férias. Ontem mesmo Bolsonaro não somente desautorizou a incontinência do seu vice como fez gestões para que os pares de Mourão nas Forças Armadas intervenham junto ao general, pedindo a ele que se contenha nas suas manifestações. O General Mourão, segundo o RR apurou junto a alguns oficiais, é considerado um caso perdido fora do seu ambiente de origem, o Exército. Sua extrema sinceridade é aceita como natural na área militar.

Nas Forças Armadas, os oficiais estressam suas opiniões ao limite, sendo naturalmente interpelados conforme a cadeia de comando. É razoável que Mourão sequer pense aquilo que tem dito. De toda a maneira, as diatribes do General têm incomodado civis e militares envolvidos na campanha de Bolsonaro.Do praça ao general quatro estrelas, se há um estamento na República que tem pleitos represados na esfera trabalhista é justamente o militar, a começar pela periodicidade dos reajustes. A regra em vigor prevê aumentos salariais de três em três anos – o próximo está previsto apenas para 2019. As Forças Armadas reivindicam reajustes anuais. Outro ponto bastante sensível é a defasagem na remuneração da categoria, uma bola de neve que rola desde o já longínquo governo de FHC.

Hoje há uma dezena de forças policiais que pagam a seus integrantes valores superiores aos recebidos pelos militares em patentes equivalentes. Em alguns casos, a remuneração é quase o dobro. Um exemplo: um coronel da Polícia Militar de Santa Catarina recebe algo em torno de R$ 28 mil, ao passo que o salário mensal de um coronel do Exército é da ordem de R$ 15 mil. Há cerca de um mês, em sua despedida do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, o general Fernando Azevedo e Silva, até então o primeiro na linha sucessória do Comandante Villas Bôas, fez críticas aos salários pagos aos militares. Por certo, verbalizou um pensamento comum a seus colegas de Alto-Comando. Mourão errou na forma e no conteúdo, tocando em um ponto nevrálgico para os militares.

A fonte do RR lembra que as demais corporações do aparelho de segurança exercem maior pressão sobre o governo e a própria opinião pública dos que as Forças Armadas. Militares não fazem greve, ao contrário de policiais militares e civis, bombeiros ou mesmo a Polícia Federal. É sintomático, por exemplo, que o Projeto de Lei 5.492, de autoria do deputado Cabo Daciolo e já aprovado em diversas comissões da Câmara, proponha o pagamento de adicional de periculosidade aos “órgãos de segurança pública previstos no Artigo 144 da Constituição”: Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias militares e corpos de bombeiros. Exército, Aeronáutica e Marinha não fazem parte dessa “corporação”. Todos perderiam se fosse adotado o duríssimo “programa de governo” do General Mourão.

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28.09.18
ED. 5963

O magazine do Bolsonaro

Luciano Hang vai buscar o “voto” dos nordestinos. Um dos grandes entusiastas da candidatura de Jair Bolsonaro entre o empresariado, Hang prepara a entrada da rede varejista Havan no Ceará e no Rio Grande do Norte. Hoje, a empresa catarinense está presente apenas em dois estados da região: Bahia e Pernambuco.

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27.09.18
ED. 5962

Porta fechada

Com 3% nas pesquisas, Alvaro Dias foi sondado nesta semana pelo PSL sobre a hipótese de retirar sua candidatura e apoiar Jair Bolsonaro no primeiro turno. O emissário de Bolsonaro foi o Major Olímpio, colega de Dias no Congresso Nacional. Voltou para o PSL com um “não”.

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26.09.18
ED. 5961

A rentrée de Bolsonaro

O staff bolsomita conta com dois acontecimentos fortes para turbinar o voto no Capitão no segundo turno: a aparição de Jair Bolsonaro no debate eleitoral, cambaleante e demonstrando dor; e um fato novo e relevante na investigação do episódio da facada.

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25.09.18
ED. 5960

As mulheres do Capitão

Os marqueteiros de Jair Bolsonaro querem aumentar a participação de Janaina Paschoal e Joyce Hasselmann no programa eleitoral do Capitão na reta final da campanha. O objetivo é aproveitar o crescimento do “Bolso” entre o eleitorado feminino. Janaina e Joyce são candidatas, respectivamente, a deputadas estadual e federal.

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24.09.18
ED. 5959

Campo minado

A principal ponte entre Jair Bolsonaro e o agronegócio ficou um tanto quanto esburacada. Frederico D´Ávila afastou-se da diretoria da Sociedade Rural Brasil (SRB) após desentendimentos com o presidente da entidade, Marcelo Vieira. D´Ávila estaria usando e abusando do cargo em sua campanha a deputado federal sem combinar com os russos.

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24.09.18
ED. 5959

O prontuário do Capitão

Na edição da última quinta-feira, o RR publicou que Jair Bolsonaro se exaltou querendo sair do hospital para retomar sua campanha. A mesma informação circulou com diferentes versões nas redes sociais. Apesar da fonte do RR ser muito boa, a newsletter decidiu procurar a assessoria de Bolsonaro para tirar a história a limpo. Os assessores do candidato preferiram não comentar o assunto. Portanto, fica o dito pelo dito

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21.09.18
ED. 5958

Bolsonaro está mais perto da vitória no primeiro turno do que mostram as pesquisas

O PSL tem fortes motivos para acreditar na vitória de Jair Bolsonaro já no primeiro turno. As pesquisas realizadas pelo partido indicam que as intenções de voto atribuídas a Bolsonaro tanto no Ibope quanto no Datafolha estão subestimadas. A defasagem seria da ordem de 2,5%, o que representaria algo entre 3,5 milhões e quatro milhões a mais na conta do Capitão.

O gap estatístico se deve aos critérios adotados pelos maiores institutos de opinião pública do Brasil. Tanto o Ibope quanto o Datafolha usam, como amostragem, um corte do colégio eleitoral baseado no Censo de 2010. Ocorre que essas ponderações estão descalibradas: as sondagens realizadas pelo PSL têm revelado que há um Brasil conservador, fruto da recessão econômica, que não está representado no universo dos institutos de pesquisa. De 2010 para cá, o PIB caiu 10%.

Nesse mesmo intervalo, o desemprego disparou de 4% para a casa dos 13%. Esse efeito gera o que os estatísticos chamam de uma subestimativa da medida amostral. Algo similar ocorreu na eleição de João Doria para a Prefeitura de São Paulo. As pesquisas não captaram a guinada conservadora na periferia paulistana. Nas últimas sondagens às vésperas da eleição, Doria tinha 44% dos votos válidos. Acabou eleito em primeiro turno, com 53,2%.

Na última pesquisa do Ibope, Bolsonaro apareceu com 35,5% dos votos válidos. Considerando-se a margem de erro de dois e meio pontos percentuais para cima e para baixo, na verdade, no melhor cenário, ele já estaria com 38%. Aplicando-se o modelo adotado pelos consultores do PSL, com o grau de dispersão de 2,5% não capturado nas pesquisas, o Capitão já chega, portanto, a 40,5% dos votos válidos nas sondagens recebidas pelo partido. O problema para Bolsonaro é que esse diferencial continuará sem ser quantificado nas próximas pesquisas dos grandes institutos. Ou seja: ele perde o impacto do “já ganhou”, que costuma ter um efeito-retroalimentador sobre a opinião pública.

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21.09.18
ED. 5958

Ministro “Paulinho” tropeça na matemática

Paulo Guedes é um sujeito inteligente, mas relapso. Apresentou seu esboço de reforma tributária sem combinar com o chefe Jair Bolsonaro, que não gostou do que ouviu. “Paulinho” propôs simplificar o mosaico tributário, adotando dois gravames: um substituindo a mordida sobre as receitas que não são transferidas para estados e município e outro sobre a contribuição sindical. Nenhum deles se espelha no IVA do economista Marcos Cintra ou no Imposto Único, do ex-ministro Roberto Campos, bem mais radicais, porém organizados. A proposta do economista de taxar a movimentação financeira tem por objetivo ampliar a base da arrecadação, e não repetir a velha CPMF, em que o imposto se superpõe a todos os demais. No projeto do virtual ministro da Fazenda de Bolsonaro, a carga tributária encolherá devido à extinção ou à redução dos demais impostos e alíquotas. Até aí, tudo bem. O problema de “Paulinho”, como sempre, é a falta de rigor com números e o exagero nas associações. Na apresentação do novo modelo, o economista simplesmente falou os percentuais que lhe vieram à cabeça, ignorando a matemática. Um crime para qualquer “Chicago Boy”. O resultado, feita a simulação, foi um corte de dois terços na arrecadação tributária. Uma vacilada típica do “Paulinho”.

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20.09.18
ED. 5957

O destempero do paciente Bolsonaro

Jair Bolsonaro teve uma crise de exaltação, na presença do filho Eduardo. O Capitão quis deixar o hospital, dizendo que precisava retomar sua campanha de qualquer maneira. Referia-se bastante ao General Mourão como incapaz de substituí-lo nos programas de TV e em comícios. Transtornado, dizia: “Temos uma eleição para vencer… Temos uma eleição para vencer…” A muito custo, foi contido por Eduardo.

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20/09/18 8:31h

msiqueira@jeffreygroup.com

disse:

É boato - https://www.boatos.org/politica/audio-bolsonaro-enfermeira-teatro.html

20.09.18
ED. 5957

O primeiro desertor da campanha de Alckmin

O PRB deverá ser o primeiro partido a roer a corda a abandonar a coalizão que apoia a candidatura de Geraldo Alckmin. A sigla tem tudo para embarcar, ainda no primeiro turno, na campanha de Jair Bolsonaro. As conversas estão bem adiantadas: de um lado, o Pastor Marcos Pereira, ex-ministro de Michel Temer, pelo PRB; do outro, o Major Olímpio, um dos articuladores políticos do Capitão, pelo PSL.

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19.09.18
ED. 5956

Você esfola daí que eu fuzilo daqui

Jair Bolsonaro vai gravar um vídeo agradecendo pela manifestação de apoio do jogador Felipe Mello, do Palmeiras. A julgar pelo trackrecords da dupla, será algo na linha “Você esfola daí que eu fuzilo daqui”.

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17.09.18
ED. 5954

Bolsonaro já ganhou a eleição

Alertado por partidos como PT e PSDB, o TSE está investigando o site www.urnadigital.com. Nova coqueluche no WhatsApp e redes sociais, a ferramenta simula a eleição de outubro, recolhe votos dos internautas e disponibiliza a apuração online. O que mais intriga é o desempenho do clã Bolsonaro no escrutínio cibernético. O patriarca aparece com 61% dos votos, mais do que o dobro do seu melhor resultado nas pesquisas. Ou seja: “vence” no primeiro turno. Flavio Bolsonaro, que disputa vaga no Senado pelo Rio de Janeiro, surge com 39% – na última pesquisa do Ibope, tinha 19%. Em São Paulo, a lista dos quatro mais “votados” para deputado federal é encabeçada – adivinhem só – por Eduardo Bolsonaro. A seguir, Joice Hasselmann, Alexandre Frota e o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, todos correligionários de Bolsonaro. Convenientemente, o site disponibiliza ferramenta que permite disseminar os resultados por WhatsApp. Por falar em Bolsonaro e internet, seus advogados estão entrando com uma ação para obrigar o Facebook e o Twitter a tirar do ar posts com comentários ou insinuações de que o atentado ao Capitão foi uma farsa.

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Paulo Guedes vem tentando cooptar Jorge Gerdau para a campanha de Jair Bolsonaro. Pensando bem, o duet entre o Capitão e o Kaiser faz todo o sentido.

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14.09.18
ED. 5953

Meu voto, minha vida

No intuito de avançar sobre o eleitorado das classes C e D, notadamente no Nordeste, a campanha de Jair Bolsonaro vai tonitruar nos próximos dias a promessa de expansão do “Minha Casa Minha Vida”. Ressalte-se que o Capitão tem como conselheiro um expert no assunto: o empresário Meyer Nigri, dono da incorporadora Tecnisa.

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13.09.18
ED. 5952

Os muitos inimigos de Alckmin

Jair Bolsonaro não é mais um problema para Geraldo Alckmin. Diante do consenso de que o Capitão já está garantido na disputa final, a campanha do tucano vai se voltar de forma contundente contra os seus adversários diretos pela vaga no segundo turno, leia-se notadamente Ciro Gomes, Fernando Haddad e Marina Silva. O ponto não é o impacto negativo que os ataques a Bolsonaro possam ter após o atentado, como chegou a ser discutido pelos marqueteiros de Alckmin na noite da própria quinta-feira. Trata-se de puro pragmatismo e foco. Os “inimigos” são outros. Além da disputa direta contra Ciro e Haddad, tracking diários realizados pelo PSDB mostram que Marina e até mesmo João Amôedo e Alvaro Dias vêm drenando seguidamente votos do tucano.

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12.09.18
ED. 5951

O Capitão e a Padroeira

Jair Bolsonaro confidenciou a aliados que o visitaram na UTI do Albert Einstein a intenção de ir à Aparecida do Norte em 12 de outubro. Bolsonaro aproveitaria o Dia da Padroeira do Brasil para agradecer por sua recuperação e, assim espera, pela passagem para o segundo turno. E, claro, para gravar imagens de forte apelo para o horário eleitoral.

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exercito-rj
10.09.18
ED. 5949

Atentado contra Bolsonaro encurta a ponte entre militares e as eleições

A reunião do Alto Comando do Exército, realizada na última quinta-feira sob a comoção do atentado contra o candidato Jair Bolsonaro, teve uma participação excepcional de dois oficiais quatro estrelas da reserva, os generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno. Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, comandou as tropas do Sul do país, consideradas as maiores das Forças, até 2016, quando foi retirado do posto, preventivamente, pelo Comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, devido a declarações ameaçadoras feitas no Dia do Soldado. general Heleno liderou as tropas de paz da ONU no Haiti e defende que se trate os criminosos como inimigos de guerra, fuzilando-os imediatamente.

Os dois expoentes do Estado-Maior de Bolsonaro não estiveram de corpo presente na reunião extra no Forte Apache, mas, sim, por meio de contatos diversos com o generalato, contribuindo com subsídios para a análise da situação. É desnecessário, por previsível, carregar nas tintas sobre o grau de excitação do momento. Mourão e Heleno até ontem, pode se dizer assim, pertenciam ao Alto Comando da Força. Algo comum que mantivessem contato intenso com seus pares na grave circunstância.

Por tendência natural, as conjecturas dos militares percorrem perímetros largos em torno do estado de saúde do candidato. Eles prospectam riscos psicossociais, entre os quais o país tornar-se um caldeirão fervente, o que poderia levar, em hipótese extrema, até ao adiamento das eleições. Todos os cuidados devem ser tomados para que a situação não se radicalize. A militância de Bolsonaro não é o que pode se chamar de mansa. E violência gera violência, um velho clichê de atualidade eterna. Nunca o país viveu uma conjuntura política tão odienta.

O manejo de arma branca, a própria expressão “facada”, a despeito das motivações serem de fundo religioso, trazem inusitados componentes, real e simbólico, de uma violência aguda. O psiquismo da sociedade já se manifestava com fúria inaudita nas redes sociais. Faltava transbordar da internet para o mundo físico. Transbordou. Um cenário considerado pouco provável passaria pela caserna, ainda que apenas tangenciando-a; seria um estado mais preocupante de saúde de Bolsonaro que o levasse a permanecer até depois das eleições em unidade de terapia intensiva – hoje, este não é um quadro provável, mas não é absurdo.

Digamos que o capitão, mesmo na UTI, fosse eleito. Nessa hipótese, há dúvidas se o seu vice-presidente, o general Mourão, assumiria na condição de interino, ou seria empossado diretamente como titular da presidência, na medida em que Bolsonaro não pudesse comparecer à cerimônia de diplomação. E se, mesmo diplomado, Jair Bolsonaro fosse impedido por um tempo mais prolongado de governar o país? O cenário seria parecido: Mourão, autor das frases mais intimidadoras da democracia, assumiria definitivamente a Presidência da República. Mesmo que a recuperação do capitão seja breve, o ambiente psicossocial permaneça sob controle e as eleições ocorram sem turbulências, como a população deseja, o fato é que a agressão a Bolsonaro é, desde já, a facada que mudou o rumo da história.

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10.09.18
ED. 5949

Guarda especial

Está em discussão no comando do Exército a formação de uma guarda especial para acompanhar o capitão Jair Bolsonaro até as eleições.

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10/09/18 12:00h

Marival Mattos

disse:

O que será do Capitão? Do fuzil às flores? Ou à faixa presidencial em 1 de janeiro de 2019? Vejo algo de muito obscuro para retirá-lo do pleito eleitoral. Yo no creo en las brujas pero que las hay, hay

06.09.18
ED. 5948

Guerra dos cem dias

As equipes de filmagem que acompanham Jair Bolsonaro colhem imagens não só para a campanha eleitoral, mas também para um documentário. A ideia é lançar o filme sobre o Capitão até maio de 2019, tendo como mote os cem primeiros dias de seu eventual governo.

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05.09.18
ED. 5947

Dersa, Dersa, Dersa!

Os marqueteiros de Jair Bolsonaro preparam uma reação pesada à agressiva campanha de Geraldo Alckmin, que, entre outros ataques, já associou o Capitão à violência contra a mulher. O chumbo grosso virá até o fim desta semana pela agenda da corrupção.

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04.09.18
ED. 5946

Além mar

Brasileiros e portugueses bolsonaristas deram um espetáculo ontem no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Embalados por garrafas de bagaceira, entoaram juntos por horas o seu grito de guerra: “Mitooo, mitooo…”

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04.09.18
ED. 5946

“Marina Pitbull” entra na arena eleitoral

Os marqueteiros de Marina Silva estão trabalhando o lado “pitbull” da candidata. A recomendação é que ela adote um estilo mais agressivo nos próximos debates, a exemplo do que ocorreu no embate com Jair Bolsonaro no último programa. Os assessores defendem que Marina use a causa feminista como o principal mote para o enfrentamento dos adversários.

Seu staff está garimpando nas redes sociais e na mídia declarações dadas pelos demais candidatos em agravo às mulheres. No caso do próprio Bolsonaro, chega até a ser covardia. Mas ele não será o único alvo. Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, por exemplo, deverão ser arguidos por Marina em relação à baixa presença de mulheres em suas gestões em São Paulo e no Ceará.

Com esta estratégia, os marqueteiros de Marina Silva vislumbram a possibilidade de valorizar a imagem da mulher aparentemente frágil que defende com vigor suas posições em meio a candidatos homens. A “enquadrada” de Marina em Jair Bolsonaro no programa da Rede TV foi o momento que mais gerou reações no ambiente digital. Os tweets com menção à candidata cresceram aproximadamente 300% poucos minutos após o embate com o capitão. O assunto permaneceu no trend topics do Twitter após o encerramento da transmissão, como um dos cinco pontos mais comentados na rede social.

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02.09.18
ED. 5945

Bolsonaro nas vitrines do varejo

O catarinense Luciano Hang, dona da rede varejista Havan, se dispôs a organizar encontros entre Jair Bolsonaro e empresários da Região Sul. Um dos primeiros deverá reunir representantes da esgarçada indústria têxtil de Santa Catarina. Entusiasta declarado do Capitão, Hang chegou a cogitar a hipótese de abrir suas próprias lojas (122 em todo o Brasil) para que Bolsonaro fizesse campanha. Foi demovido por seus executivos.

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02.09.18
ED. 5945

Linha de tiro

Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin estarão na linha do tiro dos próximos programas eleitorais de Henrique Meirelles. Lula também será citado, mas na prateleira dos autoelogios à gestão de Meirelles no BC.

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31.08.18
ED. 5944

Jair Bolsonaro e João Doria dançam um bolero eleitoral

Jair Bolsonaro e João Doria têm feito aproximações sucessivas. Ambos executam uma coreografia de colaborações cruzadas, que podem avançar e ganhar mais corpo à medida que as pesquisas assim determinem. O liaison entre ambos vem sendo promovido por Paulo Guedes, ministro da Fazenda em uma eventual gestão Bolsonaro. Os sinais de estreitamento das relações entre o presidenciável e o candidato ao governo de São Paulo surgem a olhos vistos.

É o caso do jantar oferecido pelo empresário Fabio Wajngarten a Bolsonaro há cerca de dez dias, em São Paulo. A maior parte dos presentes era ligada ao Grupo Lide, de Doria, convescote de empresários extremamente liberais, a rigor muito mais afeitos ao discurso de Guedes do que, por exemplo, ao de Pérsio Arida, coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin. Para Bolsonaro, essa aproximação poderá ajudá-lo a construir a imagem de um candidato mais pró-empresariado. João Doria, que conspirou até o último instante para ser o presidenciável tucano, movimenta -se no tabuleiro com duas peças.

Para todos os efeitos, seu candidato é o correligionário Geraldo Alckmin. E assim será se as próximas pesquisas apontarem para o crescimento de Alckmin. Caso contrário, o mais provável é que o candidato ao governo de São Paulo deslize de vez na direção de Bolsonaro, vislumbrando um acordo para o segundo turno. Por sinal, aliados de Doria no PSDB, notadamente o grupo Conexão 45, já têm feito reuniões no interior de São Paulo pedindo voto para o Capitão.

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João Amôedo tem dito a aliados próximos que Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin se comprometeram a aderir ao abaixo-assinado pedindo a sua participação nos debates presidenciais. Até agora, no entanto, nem sinal do chamegão de um e de outro.

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30.08.18
ED. 5943

Bolsonaro cria manual de etiqueta para presidenciáveis

A entrevista de Jair Bolsonaro ao Jornal Nacional acendeu uma luz para os marqueteiros das campanhas presidenciais. O Capitão criou um padrão: fatura o evento quem é mais rude com os entrevistadores. Ou seja: é mais importante contraditar duramente do que ser convincente nas respostas. A própria Globo engendrou essa receita.

Em parte por transmitir a mensagem de que o entrevistado enfrentou um poder até então imbatível; em outra, devido à postura arrogante e antipática dos âncoras Willian Bonner e Renata Vasconcellos. O primeiro candidato entrevistado, Ciro Gomes, não tinha descortinado esse caminho, e, preocupado com sua fama de destemperado, manteve-se demasiadamente manso frente a perguntas intimidatórias e com cerca de um minuto de duração. Daqui para frente, após Bolsonaro, as próximas entrevistas no JN serão sessões de tiro livre.

É muito mais divertido ver tapas e revides na Globo do que a resposta a temas complexos ou que já embutem uma desculpa ou desmentido na arquitetura da pergunta. Em tempo: o entorno de Jair Bolsonaro passou o dia de ontem exultante com os resultados da entrevista ao Jornal Nacional. Levantamento feito pela campanha do Capitão mostrou que o número de menções ao candidato nas redes sociais triplicaram em relação ao debate da Rede TV. Mais do que isso: cerca de 70% das citações foram favoráveis a Bolsonaro. O pico veio com o “embate” travado com a apresentadora Renata Vasconcellos sobre a questão dos salários das mulheres.

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23.08.18
ED. 5938

Emprego é a nova arma no coldre de Jair Bolsonaro

O capitão Jair Bolsonaro quer dar um tiro de morte na sua concorrência. Vai prometer o que até agora ninguém prometeu: emprego maciço com treinamento. O “keynesianismo bolsomita” é uma contribuição ainda duvidosa de Paulo Guedes à campanha. Seria a prova que mesmo os liberais mais xiitas cedem em suas convicções diante da vontade de poder. Seja como for, o programa “Trabalho para todos” vem como uma cereja nessa fase em que o tempo de televisão tende a favorecer candidaturas adversárias, e Bolsonaro tem um espaço exíguo.

A proposta combinará austeridade fiscal, controle da dívida mobiliária, reformas estruturais e frentes de emprego no melhor estilo militar, muitas vezes tendo a colaboração dos batalhões de engenharia do Exército. Não faltam pontes, fossas, trilhos, estradas e casas para levantar. E a dinheirama para tudo isso? Coloque-se tudo na conta da megaprivatização, supercorte das renúncias fiscais, hiperredução do funcionalismo público, maxirreforma da Previdência e outros superlativos tão ao gosto do virtual ministro da Fazenda, Paulo Guedes. A última vez que alguém trouxe o emprego para o centro do debate nacional foi o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, radical antípoda de Jair Bolsonaro.

Betinho pode até ter tomado uns cascudos do capitão, quando ambos atravessavam sua fase mais hard core. Sabe-se lá. Mas o fato é que o sociólogo tentou contagiar o país ofertando soluções criativas para que as unidades federativas privilegiassem projetos mais intensivos em mão de obra. Não deu tempo para sua sedução extrair da terra os postos de trabalho. Betinho virou anjo e a fome de emprego perdeu sua urgência. Hoje é quase um sonho de heterodoxia pensar que um economista triliberal ouse colocar o emprego no centro de um programa de campanha arquiconservador. Trata-se de uma heresia tão grande que não serão suficientes as promessas do capitão ao vivo e a cores. Enquanto Paulo Guedes não vier em público afiançar seu malabarismo, o emprego prosseguirá sendo um apêndice da crença neoliberal misturada com as esquisitices bolsomitas.

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22.08.18
ED. 5937

Dupla missão

Jair Bolsonaro reserva uma dupla missão para o general Hamilton Mourão em seu eventual governo. Além de vice, ele assumiria também o Ministério da Segurança Pública.

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22.08.18
ED. 5937

Novos e velhos “bolsonaristas” duelam

Jair Bolsonaro tem sido seguidamente alertado por seus aliados sobre as crescentes disputas internas no pequeno PSL. O assunto é tratado pelos mais cautelosos como uma bomba-relógio na campanha do capitão. Antigos seguidores – casos dos deputado federais Major Olímpio (SP), Delegado Francischini (PR) e Delegado Eder Mauro (PA) – estão bastante incomodados com o espaço reservado a novos “bolsonaristas”. No último fim de semana, circulou em grupos de WhatsApp de integrantes do PSL um manifesto acusando “correligionários de ocasião” de “oportunistas”. O torpedo tinha endereço certo: a Janaína Paschoal e a jornalista Joice Hasselmann. A primeira se mantém bastante próxima da campanha de Bolsonaro, mesmo tendo recusado o convite para ser sua vice. Joyce, por sua vez, que também esteve cotada para compor chapa com Bolsonaro, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Os “bolsonaristas”-raiz dizem que o candidato ouve as duas em demasia. A mesma crítica é feita à aproximação com o deputado Onyx Lorenzoni, que, mesmo filiado ao DEM, embarcou na candidatura Bolsonaro e dá pitacos na sua campanha.

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21.08.18
ED. 5936

Bolsonaro prepara uma blitzkrieg para gringo ver

Vai dar no New York Times: o staff de campanha de Jair Bolsonaro costura, a toque de caixa, uma agenda de entrevistas a veículos da mídia estrangeira. A ideia é que ele seja escoltado nas conversas pelo economista Paulo Guedes, seu virtual ministro da Fazenda. A tendência é que esse road show seja reforçado por um encontro com investidores internacionais, provavelmente em Nova York. O sinal de alerta quanto à necessidade de aproximação com a imprensa internacional veio, sobretudo, após o editorial publicado na última edição da The Economist. Com o título “Brasília, we have a problem”, o texto classifica sua candidatura como um “risco à democracia”. Os assessores do candidato têm identificado também um aumento das menções, em publicações estrangeiras, de que sua eleição representa um risco ao capital estrangeiro. Bolsonaro tem de manter a sua fama de “mau”, mas tudo tem um certo limite.

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20.08.18
ED. 5935

O peixe

Sem candidato no Rio, Jair Bolsonaro vem tentando, nos bastidores, emplacar uma tabelinha com Romário. Mas o Peixe prende a bola e finge que não é com ele.

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17.08.18
ED. 5934

Reunindo depoimentos

Bastante popular entre os “boleiros”, Jair Bolsonaro está reunindo depoimentos de jogadores em apoio a sua candidatura. Um de seus grandes cabos eleitorais é o vigoroso Felipe Melo, do Palmeiras, uma espécie de “Bolsonaro dos gramados”.

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15.08.18
ED. 5932

Bolsonaro teme inimigos infiltrados na sua campanha

O comando da campanha de Jair Bolsonaro está paranoico com o risco de infiltração de subversivos entre os seus eleitores. A preocupação não é só com os eventos e aglutinações, mas também com ações de baderna ou destruição isoladas feitas por pequenos grupos de falsos militares; elementos vestidos com uniforme das Forças Armadas e plantados entre seus apoiadores somente para denegrir a imagem de Jair Bolsonaro. Os palanques das principais candidaturas são o alvo potencial que mais causa apreensão.

O temor é de que confrontos sejam estimulados em comícios com os pseudo bolsonaristas. Até mesmo as recepções de milhares de bolsonaristas à chegada do capitão aos gritos de “mito, mito” são vistas com cautela. Um atentado em qualquer um dos encontros dos candidatos adversários seria facilmente atribuível à militância do capitão, mesmo que sem pistas tão evidentes.

O alto comando da campanha de Jair Bolsonaro acredita que a popularidade do candidato vai crescer bastante ainda, na medida em que seu estilo vai se tornando “pop”. O medo é que ocorra um terrorismo reverso ao dos anos de chumbo, com os bandidos saindo supostamente em seu nome para afrontar a sociedade. Pode ser fantasia conspiratória ou simples pânico. Mas é fato que Bolsonaro já viu esse filme do outro lado da cerca.

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15.08.18
ED. 5932

Imagem e semelhança

Tão ou mais insondável do que o pensamento econômico de Jair Bolsonaro é o posicionamento de seu partido, o PSL, sobre questões fulcrais. Os deputados da sigla não fecharam questão sobre os projetos de lei da cessão onerosa da Petrobras e da privatização das distribuidoras de energia administradas pela Eletrobras, ambos em tramitação no Congresso.

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13.08.18
ED. 5930

O capitão é pop

O PSL, de Jair Bolsonaro, foi a sigla que mais recebeu filiados no primeiro semestre de 2018. Foram 13 mil fichas assinadas, nove mil a mais do que a soma obtidas por todos os demais partidos. Mais de 90% das adesões se deu depois de março, quando Bolsonaro chegou ao PSL.

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09.08.18
ED. 5928

Os pontos em comum de Bolsonaro e Skaf

Após uma primeira e frustrada tentativa de aproximação, Jair Bolsonaro e Paulo Skaf voltaram a conversar. A interlocução tem sido conduzida pelo “diplomata” do capitão em São Paulo: o deputado Major Olímpio, presidente do PSL local. O que está em jogo é uma espécie de mutualismo entre órfãos eleitorais. Embora seja o líder nas pesquisas em São Paulo, como de resto em todo o Brasil, Bolsonaro não tem alianças no maior colégio eleitoral do país. Seu partido, o PSL, praticamente inexiste no estado. Sequer terá candidato. Na corrida pelo governo de São Paulo, Skaf, por sua vez, garantiria desde já o palanque de um presidenciável forte, algo que ele não terá, mesmo que a candidatura de Henrique Meirelles vá adiante. E, mesmo que vá, Skaf não tem o respaldo do magma do partido, leia-se, notadamente, Eliseu Padilha, Romero Jucá e Moreira Franco.

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08.08.18
ED. 5927

Pergunta à Janaína..

Janaína Paschoal já virou um fetiche na campanha de Jair Bolsonaro. Após a frustrada negociação para ter a “musa do impeachment” como vice, Bolsonaro quer anunciar Janaína como a futura ministra da Justiça em seu eventual governo. Talvez seja bom para Paulo Guedes, citado ad nauseam pelo capitão nos programas de TV, ganhar um descanso.

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01.08.18
ED. 5922

O elo perdido de Paulo Guedes para as privatizações

O economista Paulo Guedes, virtual ministro da Fazenda em um governo de Jair Bolsonaro, extrai sempre ideias criativas das suas caraminholas. Dessa última leva, uma proposta merece atenção especial. Guedes anunciou publicamente que quer privatizar todas as estatais – ou “metade que seja”, minimiza. Diz que levantaria um valor entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões. Mas como realizar o milagre? Vender essa miríade demoraria o tempo de um governo. Ou mais.

O pulo do gato do economista é embalá-las todas em um fundo, que seria trocado por dívida da União. As empresas passariam a ter gestão profissionalizada e governança no conceito corporation. A mágica de Guedes se dá toda dentro do governo, sem editais, leilões, várias instâncias reguladoras e demais burocracias. A receita do bolo contém só o valuation das companhias, a transferência das empresas para um fundo de estatais e o abatimento das cotas desse fundo da dívida pública bruta interna.

A privatização para valer, no melhor estilo Chicago University, se daria em um segundo momento, quando as cotas do fundo iriam a mercado. Nas contas do economista, a dívida poderia descer de 73% para algo na casa de 40%. Com a efetuação das reformas que foram adiadas, a exemplo da tributária e previdenciária, o Brasil desentortaria o seu ajuste fiscal passando a ter zero de déficit primário no orçamento. As contas permitiriam uma queda acentuada da Selic real, talvez para algo em torno de 3%. E a relação dívida bruta/PIB baixa e cadente permitiria a conquista de um ciclo virtuoso da economia. Parece ser simples e bom demais, para emergir da dupla Bolsonaro e Paulo Guedes. O RR não crê em brujas, pelo que las hay, las hay.

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31.07.18
ED. 5921

Âncora

Pré-candidato à Câmara, o ator Alexandre Frota se ofereceu para ser o apresentador do programete eleitoral de Jair Bolsonaro. Ou melhor: dos centésimos que sobrarem dos oitos segundos a que o Capitão terá direito na TV.

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27.07.18
ED. 5919

Quindins de Iaiá

O publicitário Eduardo Fisher é a noiva da vez dos políticos. Pelo menos três pré-candidatos ao Palácio do Planalto em busca de marqueteiro de campanha o sondaram: Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro e Álvaro Dias.

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26.07.18
ED. 5918

Azeite e vinagre

O ex-diretor do BNDES, Darc Costa, estaria flertando com o capitão Jair Bolsonaro. Darc, que era apelidado no banco de Darth Vader, é egresso dos quadros da Escola Superior de Guerra (ESG). É difícil, contudo, imaginar qualquer análise combinatória com Darc, o embaixador informal da Bolívia e Venezuela no Brasil, e Paulo Guedes, o coordenador da campanha de Bolsonaro.

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25.07.18
ED. 5917

Pastas em extinção

O Ministério do Meio Ambiente não está sozinho. Se eleito, Jair Bolsonaro pretende também extinguir a Pasta dos Esportes, varrendo-a para algum canto do Ministério da Educação.

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20.07.18
ED. 5914

Janaína dançou?

Ontem, no fim da tarde, aliados de Jair Bolsonaro “vazavam” a informação de que a jornalista Joyce Hasselmann, que já atua na campanha do capitão, poderia ser indicada como candidata a vice em sua chapa. Parece coisa de fogo amigo. A dica era acompanhada da ressalva de que Joyce está em “guerra interna” com o deputado Major Olímpio, presidente do PSL em São Paulo

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17.07.18
ED. 5911

Bolsonaro vai ao campo

Jair Bolsonaro terá uma agenda cítrica na última semana de julho: é aguardado em Bebedouro (SP) para participar de uma das maiores feiras agrícolas do país. No evento, organizado pela Coopercitrus, Bolsonaro vai falar para uma plateia de ruralistas, notadamente produtores de laranja, com negócios na casa dos R$ 4 bilhões/ano. Trata-se de mais um movimento feito por Frederico D’Ávila, diretor da Sociedade Rural Brasileira, para aproximar o capitão do agronegócio. Será mais uma oportunidade para Bolsonaro desfiar seu discurso pela defesa da propriedade rural, contra os sem-terra e a favor do amplo armamento no campo.

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16.07.18
ED. 5910

Discreto

O empresário Josué Gomes da Silva, no seu estilo discreto, trabalha para distanciar o PR, seu partido, de Jair Bolsonaro.

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13.07.18
ED. 5909

Aproximação

Jair Bolsonaro vem tentando se aproximar de Luiza Helena Trajano. A dona do Magazine Luiza preenche dois vazios na campanha do capitão: é empresária e mulher.

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12.07.18
ED. 5908

Bolsonaro no Araguaia

O pré-candidato Jair Bolsonaro fará um périplo pela Região Norte a partir de hoje. O local escolhido para o início da viagem do “capitão”, por sinal, é repleto de simbolismo histórico: Bolsonaro estará em Marabá e Parauapebas, no Pará, cidades localizadas na região onde se deu o confronto entre as Forças Armadas e a Guerrilha do Araguaia.

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10.07.18
ED. 5906

Costurando uma visita

Com a devida escolta do onipresente Paulo Guedes, Jair Bolsonaro está costurando uma visita a bancos de investimento em Nova York para agosto.

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05.07.18
ED. 5903

Paulo Guedes alista empresários na campanha de Bolsonaro

O economista Paulo Guedes foi encarregado da missão de atrair os empresários para a candidatura de Jair Bolsonaro. Guedes é o assessor econômico do capitão. Ele tem se reunido com líderes empresariais pesos-pesados, notadamente de São Paulo. Guedes sabe que os dirigentes de grandes corporações tendem a apoiar o PSDB, o partido da iniciativa privada oligárquica. Para demover essa preferência, o economista tem usado uma moeda de troca valiosa: se os empresários institucionalizarem a campanha de Bolsonaro, terão participação expressiva no futuro governo. A julgar pelo discurso do economista e ex-sócio do Banco Pactual, noves fora a intenção golpista, a articulação eleitoral de Jair Bolsonaro lembra à distância a conspiração do pré-64. À época, empresários e militares se juntaram para a tomada do Estado, com um projeto econômico ortodoxo. Hoje, não consta que haja militares cogitando qualquer intervenção autoritária. Pelo contrário! Os oficiais que comporão a maioria de um eventual governo Bolsonaro virão da reserva das Forças Armadas. Mas é bom que, mesmo por cautela, os detentores do capital se lembrem de 1964. Os empresários que financiaram o golpe e um projeto amplo de reforma do Estado, achando que participariam do governo, foram devidamente rifados. O combinado saiu caro.

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04.07.18
ED. 5902

O jogo já começou

O TSE já contabiliza 11 processos por propaganda antecipada de pré-candidatos à Presidência. A maior parte, oito deles, contra Lula ou Jair Bolsonaro.

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28.06.18
ED. 5898

Lula fixa o piso da candidatura Haddad

Lula disse “que pensaria” na hipótese de descartar sua candidatura e indicar Fernando Haddad para substitui-lo caso o ex-prefeito de São Paulo alcance 15% do eleitorado nas pesquisas de julho. O percentual deixaria Haddad acima de Marina Silva e em condições de ser o grande adversário de Jair Bolsonaro. Na última pesquisa da XP Investimentos, Fernando Haddad estava empatado com Marina, em 12%, nas duas primeiras semanas de junho. Se Lula não se posicionar mais rapidamente, corre o risco de ver desinflar o seu portfólio pessoal de votos e reduzir a capacidade de transferi-los. A informação é de um dos escudeiros com acesso ao ex-presidente, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

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26.06.18
ED. 5896

O “Brasil profundo” de Bolsonaro arrepia

A defesa da pena de morte que Jair Bolsonaro vem fazendo tem amparo popular. O candidato realizou pesquisa sobre a receptividade das suas propostas de campanha mais polêmicas. A tese da pena de morte recebeu aprovação de 68% dos entrevistados. Esse é o “Brasil profundo” que Bolsonaro afirma conhecer melhor do que os concorrentes. Dá até um calafrio na espinha imaginar quais as outras perguntas da pesquisa e as respostas do nomeado “Brasil profundo”.

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26/06/18 9:48h

douglasvalverde

disse:

Nossa constituição atual não permite a pena de morte. Como dito no final da matéria a reportagem não teve acesso as demais perguntas, portanto escreve sobre o que ouviu dizer, o que caracteriza baixa capacidade investigava do relatório reservado.

19.06.18
ED. 5891

Bolsonaro dois a zero

O staff do capitão Jair Bolsonaro já está encomendando as cervejas e os salgadinhos para comemorar. Nesta semana, antes do jogo da seleção brasileira, na sexta-feira, serão divulgadas três pesquisas: Ipsos (hoje), de avaliação da imagem dos políticos e não de intenção de voto; Paraná Pesquisas (também hoje), intenção de voto, mas somente para São Paulo; e XP/Ipespe (21/06), intenção de voto para presidente em nível nacional. O “Bolso” acha que fatura as duas pesquisas para presidente.

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18.06.18
ED. 5890

Supremo se veste de Justiça Eleitoral e decide as regras do jogo para o pleito de outubro

O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se o grande árbitro das eleições de outubro – como de resto, de quase tudo na República. Com o consentimento do próprio TSE, o STF tem promovido uma espécie de take over da Justiça Eleitoral, assumindo o papel
de definidor das regras do jogo. Prova disso é a mobilização que a presidente da Suprema Corte, Cármen Lucia, tem feito junto a seus pares para acelerar a votação da pauta eleitoral que está parada no STF. O RR apurou que a meta fixada pela ministra é julgar até 10 de agosto – uma semana após o retorno do recesso do Judiciário e seis dias antes do início oficial da campanha – as seis ações pendentes no STF que podem virar de ponta-cabeça a disputa entre os candidatos.

Na verdade, seis ações que devem virar sete. Na última terça-feira, o senador Romero Jucá protocolou no TSE consulta sobre a possibilidade de partidos de uma mesma coligação lançarem individualmente candidatos ao Senado – sob a a alegação de que se trata de eleição majoritária, tal qual para governador e presidente da República. A tendência é que o presidente do Tribunal, ministro Luiz Fux, empurre a questão para o STF, como tem feito sucessivamente com outras pautas. De acordo com informações filtradas do STF, até pela complexidade das pautas, aquelas com maior impacto sobre a disputa eleitoral deverão ser justamente as últimas a serem julgadas. São as que tratam da divisão do tempo de TV e das regras para o autofinanciamento de campanha.

No primeiro caso, entre os partidos há uma percepção de que o Supremo está inclinado a alterar as regras atuais e considerar a atual bancada como critério para fixar o tempo a que cada partido terá direito na propaganda gratuita. Hoje, o que vale é a proporção das siglas no Congresso na eleição de 2014. Se a chave for virada, siglas como o DEM e o PSL, de Jair Bolsonaro, seriam as grandes favorecidas. Ambas tiveram a maior captação de parlamentares na última janela partidária, encerrada em abril.

Pela regra em vigor, tomando-se como base apenas a bancada do PSL, sem contabilizar as coligações, Bolsonaro terá apenas um segundo em cada bloco de propaganda e somente duas inserções ao longo da semana. Será praticamente uma vinheta a dividir o programa de seus concorrentes. Se o STF mudar a legislação, o Capitão iria para 11 segundos e 14 programetes por semana. Entre os partidos, a proposta de mudança nas regras de autofinanciamento já ganhou a alcunha de “Emenda Meirelles”, uma referência à notória prosperidade patrimonial do ex-ministro Henrique Meirelles.

Hoje, o candidato só pode financiar sua campanha no limite de 10% dos seus rendimentos brutos no ano anterior. Um dispositivo aprovado no Congresso, mas vetado por Michel Temer, permite que que o candidato banque integralmente suas despesas. Em tempo: ressalte-se que, nas seis ações em curso na Corte, qualquer decisão do STF que altere as regras do pleito não configurará alteração na Lei Eleitoral, mas, sim, mudança na interpretação da Constituição. Por esta razão, terão efeito já em outubro, não precisando aguardar pelo prazo de um ano, aplicado a emendas na legislação eleitoral.

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14.06.18
ED. 5888

O baiano e o capitão

Há indícios de que Nizan Guanaes, o profeta que previu a vitória de Jair Bolsonaro no primeiro turno, fará o marketing de campanha do candidato da extrema direita. De olho no bolso do “Bolso”, Nizan considera o capitão “um Dorflex para as dores do Brasil”.

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11.06.18
ED. 5885

Janaina perde altitude

Cotada, inicialmente, para ser candidata vice na chapa de Jair Bolsonaro ou concorrer ao governo paulista, Janaina Paschoal deverá ter uma missão mais modesta dentro do PSL. O mais provável é que a “musa” da direita no impeachment de Dilma Rousseff dispute uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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08.06.18
ED. 5884

Fogo amigo contra Josué

Mal saiu do chão, o balão de ensaio da candidatura de Josué Gomes da Silva já é soprado para longe pelo seu próprio partido, o PR. O líder da legenda, Valdemar da Costa Neto, tem conversado simultaneamente com Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Na hora certa, deverá pular no zeppelin que estiver voando mais alto.

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06.06.18
ED. 5882

Bolsonaro enche de afagos os extremos da pirâmide eleitoral

A ordem na campanha de Jair Bolsonaro é conquistar os polos do eleitorado – de acordo com as pesquisas onde se concentram as maiores barreiras a sua candidatura. Se, de um lado, Bolsonaro acena às classes mais baixas, com a promessa de uma carta de princípios em defesa do Bolsa Família e dos demais programas sociais, do outro vai intensificar a interlocução com o andar de cima,
leia-se o empresariado. Segundo o RR apurou, a partir da segunda quinzena de junho o candidato do PSL vai anunciar, seguidamente, “programas de governo” específicos para diferentes setores da economia.

A ideia é disparar ao menos um petardo por semana, sempre em apresentações feitas pelo próprio Bolsonaro a empresários do segmento em questão. De acordo com informações filtradas do QG de campanha do Capitão, os dois primeiros setores contemplados deverão ser o agronegócio e a área de construção. Um dos objetivos dos seus estrategistas de é desarmar algumas das críticas mais contumazes desferidas contra o candidato: a de que ele faz uma campanha quase monocórdica, praticamente concentrada na agenda da segurança, e de que não tem profundidade nos assuntos que aborda, notadamente na esfera econômica.

A intenção dos assessores Bolsonaro é realizar uma blitzkriegde forte impacto midiático, casando o anúncio de cada pacote de propostas com uma entrevista à imprensa. As recentes pesquisas têm mostrado o crescimento de Jair Bolsonaro em todos os estratos sociais. Ainda assim, a maior parte de seus eleitores segue concentrada no intervalo de cinco a dez salários mínimos – sua intenção de votos nessa faixa chega a 30%. Por isso, o empenho do seu staff de campanha em avançar nos dois polos do eleitorado. Em relação ao topo, dois nomes têm se notabilizado na construção de pontes entre o candidato do PSL e o empresariado: Meyer Nigri e Frederico D´Ávila.

Não por coincidência, ambos representam os dois primeiros setores que serão abordados por Bolsonaro.Nigri, fundador da Tecnisa, tem ciceroneado o Capitão em encontros com aelite paulistana. Segundo o RR apurou, está previsto para daqui a duas semanas um jantar de adesão de empresáriosà candidatura de Bolsonaro, quando ele deverá anunciar a primeira versão do seu programa econômico, assinado por Paulo Guedes. D´Ávila, por sua vez, tem sido o semeador da candidatura de Bolsonaro junto ao agronegócio e, desde já, é dado como pule de dez para o Ministério da Agricultura em caso de vitória do presidenciável nas eleições. Irmão do cientista político Luiz Fernando D´Ávila, coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, Frederico D´Ávila é diretor da Sociedade Rural Brasileira.

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04.06.18
ED. 5880

Bolsonaro ao alvo

A campanha de Jair Bolsonaro está discutindo a realização de um evento esportivo em São Paulo para promover sua candidatura. Parece até piada pronta, mas a ideia que ganha força é a de um torneio de tiro. Mais simbólico e popular junto ao eleitorado de Bolsonaro, impossível.

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01.06.18
ED. 5879

Regulação da mídia

Jair Bolsonaro já iniciou seu projeto de “regulação da mídia”. O pré-candidato tem um índex de jornalistas para os quais não dá entrevista e sequer autoriza o envio da sua agenda de campanha.

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29.05.18
ED. 5877

Tiroteio na base aliada de Bolsonaro

Alguns dos principais grupos de apoio de Jair Bolsonaro travam um duelo entre si. Policiais, militares, bombeiros, líderes evangélicos e maçons abrigados no PSL, a casamata partidária de Bolsonaro, disputam o direito de indicar um número maior de candidaturas ao Legislativo. Só em São Paulo há mais de 30 pré-candidatos ligados às Forças Armadas e à PM e outro tanto vinculado a igrejas evangélicas. Vagas até existem, o problema é como financiar toda essa tropa. Com apenas oito deputados federais, incluindo o próprio Bolsonaro, o PSL terá direito a uma fatia bem fininha do fundo partidário. A missão de aplainar as arestas foi entregue ao deputado Major Olímpio, presidente do PSL-SP. A julgar pelo estilo do Major, é mais fácil ele colocar ainda mais pólvora no paiol.

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25.05.18
ED. 5875

Bolsonaro atropela seu partido

O PSL parece fadado a servir apenas de hospedagem eleitoral para Jair Bolsonaro. Dois meses após a sua filiação, o Capitão ainda não “entrou” no partido. Sua interlocução com os líderes da sigla, incluindo Luciano Bivar, presidente do PSL, é praticamente nula. Tudo que diz respeito a sua campanha passa exclusivamente pelas mãos de seus fi lhos – Flavio, Eduardo e Carlos Bolsonaro – além do economista Paulo Guedes, seu virtual ministro da Fazenda. Será que alguém no PSL esperava algo diferente?

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17.05.18
ED. 5869

Bolsonaro abusará do “marketing mata-leão”

O que, para qualquer outro candidato, seria um terrível antimarketing, no caso de Jair Bolsonaro se torna uma propaganda valiosa. A fama de brigão será explorada ao máximo possível em sua campanha. Pesquisas recém-chegadas ao seu comitê mostram que a reputação de “durão”, “agressivo” e “pit bull” lhe traz mais bônus do que ônus: não tem só ajudado a galvanizar seu eleitorado fiel como a atrair indecisos numa escala maior do que as intenções de voto eventualmente deixadas pelo caminho. A imagem de Bolsonaro será cada vez mais associada ao combate, de forma a valorizar o seu jeito “brawler” de ser.

Vale tudo para reforçar o “marketing do octagon”, inclusive recorrer aos próprios profissionais do ramo: uma das ideias é atrair famosos lutadores de UFC como garotos-propagandas de Bolsonaro. Os primeiros golpes dessa estratégia de campanha foram ensaiados no último sábado. Eram pouco mais de 23 horas, quando o homem de camisa social azul para fora de calça, escoltado por seguranças e assessores, irrompeu por uma das entradas  laterais e ganhou vagarosamente o piso central da Jeunesse Arena, no Rio. Mal conseguiu andar diante da aglomeração que instantaneamente se formou ao seu redor.

Bastaram poucos segundos para que os urros de “Mito!” e “Uh, é Bolsonaro” revoassem pelo ginásio, abafando as vaias que espocavam aqui e ali. Entre as redes do octagon, Lyoto Machida e Vitor Belfort, que fazia a última luta da sua carreira, viraram mero detalhes, dois engaiolados perdidos na paisagem. Naquele momento, Bolsonaro tornava-se a grande estrela do UFC 224.  Acomodado na quinta fileira de trás pra frente entre as cadeiras dispostas na área VIP, Bolsonaro passou boa parte do tempo acenando para o público e disparando autógrafos. Ali, o capitão estava em casa. Pouco mais de 20 minutos depois, deixou o local para se instalar em um setor reservado. O evento, cuidadosamente organizado nos mínimos detalhes, não suportava duas atrações simultâneas. Bolsonaro já havia ganho o cinturão da noite, além de milhares de posts nas redes sociais e preciosas imagens para seus programas de campanha.

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04.05.18
ED. 5860

Bolsonaro não quer saber de Índio

Índio da Costa tem buscado o apoio de Jair Bolsonaro a sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. O Capitão, no entanto, recusa a aproximação. No seu entendimento, tem mais a perder do que a ganhar com a aliança. Qualquer crescimento de Índio de Costa, do PSD, ajudaria a dar fôlego no Rio ao candidato à Presidência apoiado pelo partido – seja ele Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles ou mesmo Michel Temer.

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24.04.18
ED. 5853

Nobel de medicina

Paulo Guedes quer voltar à PUC-Rio, não exatamente como professor, mas como sócio. O virtual ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro fez uma oferta para se associar à universidade na montagem de uma faculdade de medicina. A primeira proposta foi descartada pela direção da PUC-Rio, mas Guedes prepara nova ofensiva. “Paulinho” e o sócio Júlio Bozano uniram-se ao empresário Elie Horn, dono da Cyrela, em um fundo para a área de saúde. Com cerca de R$ 800 milhões em carteira, o trio tem como objetivo criar uma rede de escolas de medicina e comprar ativos no setor hospitalar. No ano passado, adquiriu o Hospital São Lucas, em Ribeirão Preto (SP).

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O apresentador Ratinho tem ajudado Jair Bolsonaro a construir pontes com a classe artística. Padrinho por padrinho, trata-se de upgrade em relação a Alexandre Frota.

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13.04.18
ED. 5846

Suspense total

A pesquisa Datafolha do fim de semana trará respostas a algumas questões chave da disputa presidencial:

. O coeficiente eleitoral de Lula após a prisão;

. As intenções de voto de Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Marina Silva;

. O percentual dos votos em Joaquim Barbosa;

. A mudança ou não do viés de baixa de Geraldo Alckmin.

. Os dados estatísticos de Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e Michel Temer não são relevantes.

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10.04.18
ED. 5843

O pito do capitão Bolsonaro

O reduzido público na manifestação a favor da prisão de Lula, na última quinta-feira, em Brasília, ainda repercute na campanha de Jair Bolsonaro. O capitão põe a culpa pelo baixo quórum – cerca de 1,5 mil pessoas – na conta do PSL, que não teria conseguido mobilizar filiados e os milhares de seguidores de Bolsonaro.

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28.03.18
ED. 5835

Sólidas pontes

O construtor Meyer Joseph Nigri, dono da Tecnisa, tem erguido sólidas pontes entre o candidato Jair Bolsonaro e a comunidade judaica.

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23.03.18
ED. 5832

Uma cruzada anti-Ciro Gomes

Ciro Gomes foi variável decisiva na reaproximação entre Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. Ambos estavam rompidos desde o ano passado, quando o capitão decidiu deixar o Partido Social Cristão (PSC), o que lhe rendeu, à época, duras críticas do líder religioso. O pragmatismo fechou a cicatriz. Além da chance real de um representante da extrema direta no segundo turno, o potencial de crescimento da candidatura do pedetista contribuiu para amalgamar a coalizão político-religiosa. O “risco Ciro” foi amplamente discutido nas conversas entre Bolsonaro e Malafaia, intermediadas pelo senador Magno Malta. O pedetista pode até não vir a ser o “ungido” por Lula, caso, como tudo indica, o ex-presidente fique alijado da corrida eleitoral. Mas é visto por Bolsonaro e pela bancada
da fé que o cerca, a começar pelo próprio Malta, como o nome do campo da esquerda a ser combatido desde já. Nas conversas entre o candidato e Malafaia, chamou a atenção a ausência do nome de Lula como o outro “anticristo”. Tribuna não faltará a Jair Bolsonaro. Malafaia emprestará ao capitão seu poder de influência e alcance nas redes sociais: são dois milhões de seguidores no Facebook, 1,3 milhão no Twitter e 350 mil em seu canal no YouTube. Há ainda os 112 templos da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Por enquanto. Amanhã, Malafaia inaugura uma nova filial no Rio de Janeiro.

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22.03.18
ED. 5831

Sem graça

O discretíssimo octogenário Julio Bozano, lenda viva da banca nacional, não acha nenhuma graça na agitação do sócio Paulo Guedes com a campanha de Jair Bolsonaro.

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16.03.18
ED. 5827

La meme chose

A julgar pelo programa de campanha – uma agenda liberal com ênfase em uma ampla privatização – o Partido Novo, de João Amoedo e Gustavo Franco, segue o Partido Social Liberal, de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.

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15.03.18
ED. 5826

#Parabénscapitão

A campanha de Jair Bolsonaro quer fazer da próxima quarta-feira, dia 21, quando o candidato completará 63 anos, uma sonora demonstração da sua força junto ao eleitorado. A meta é alcançar um milhão de posts, curtidas e compartilhamentos nas redes sociais alusivos ao aniversário do capitão.

Jair Bolsonaro está burilando com carinho sua estratégia para as eleições ao governo do Rio, seu reduto. Trabalha com dois cenários. O primeiro, uma chapa puro-sangue, , com o lançamento da candidatura de seu filho, Flavio Bolsonaro. A alternativa é o apoio a um candidato de outro partido, sacrificando o rebento em nome de uma aliança nacional. O nome, neste caso, seria o de Índio da Costa, do PSD.

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14.03.18
ED. 5825

Temer não consegue tirar a segurança de Bolsonaro

Não parece ser nada simples desalojar o capitão Jair Bolsonaro da sua narrativa cativa: a defesa do direito à segurança. Segundo pesquisa qualitativa realizada pelos bolsonaristas, quanto mais se fala no tema, maior a aderência do assunto à candidatura de Bolsonaro. Simples assim. É como se a violência fosse a essência da nossa era, e esse espírito do tempo tivesse sido capturado pelo mais tosco dos candidatos. Um analista de pesquisa de opinião que assessora Bolsonaro considera que Michel Temer foi, no mínimo, precipitado quando disse que a “intervenção militar foi um golpe de mestre”.

À luz das primeiras impressões e mesmo da resiliência dos indicadores eleitorais, ao trazer a insegurança urbana para o centro da galáxia das políticas públicas, Temer acabou fortalecendo a “ideia-força” que diferencia o discurso do capitão. Não seria, portanto, uma questão da medida de emergência no Rio de Janeiro dar certo ou não. Se tiver algum êxito, fizeram o que Bolsonaro dizia. Se for um fracasso, ele teria feito diferente. Como se diz na linguagem do Google, pertencem ao capitão todas as palavras de busca vinculadas à intervenção: insegurança, militares, proteção, presídios etc. Bolsonaro surfa na intervenção de Michel Temer como se ela fosse sua.

Por essa ótica, a maior qualificação do debate sobre segurança não significaria um “take over” no discurso de Bolsonaro. Ao contrário, seu eleitorado entenderia apenas como confirmação de que está onde tudo começou, no lugar certo com a pessoa certa. Vale um registro simbólico: a última pesquisa de opinião CNT/MDA, segundo o analista consultado, identifica, na queda de Lula, a migração, ainda que rasa, de petistas na direção do seu antípoda. O voto da raiva é o voto em Bolsonaro. As próximas pesquisas vão dizer se ele aprisionou de vez o discurso do combate à violência. Aparenta ser mais fácil ganhar do capitão devido à sua fragilidade partidária, parco tempo de propaganda eleitoral, reduzidos recursos de campanha e nanismo intelectual. Entrar no seu campo de batalha é um risco não recomendável para nenhum dos adversários.

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08.02.18
ED. 5804

Agora é sério

O economista Paulo Guedes agora se reúne semanalmente com o candidato Jair Bolsonaro. Parece que o negócio é sério mesmo.

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06.02.18
ED. 5802

Os sertões

O empresário pernambucano Luciano Bivar, que “arrendou” o Partido Social Liberal (PSL) para Jair Bolsonaro, está organizando um tour do capitão pelo Nordeste para depois do Carnaval. Serão mais de 20  cidades no roteiro.

Por falar em Carnaval, a presença de Jair Bolsonaro na folia já está garantida. A máscara com o rosto do candidato é uma das mais vendidas no país.

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29.01.18
ED. 5796

O empresário do capitão

Luciano Hang, dono da varejista Havan, está com um pé no PSL. Espécime raro de empresário ligado a Jair Bolsonaro, Hang já foi citado pelo capitão como um possível candidato a vice em sua chapa. O partido, no entanto, prefere que ele dispute o governo de Santa Catarina.

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22.01.18
ED. 5791

A vez dos fortes

Um suelto de caráter antropológico de Eduardo de Alencar, intitulado “Onde os fracos não têm vez”, está fazendo o maior sucesso tanto nas hostes petistas quanto tucanas. O paper, que foi produzido a partir da vivência e pesquisas do autor na favela da Rocinha desmonta as possibilidades de Jair Bolsonaro ganhar as eleições com o voto dos mais pobres. É interessante até porque Bolsonaro se apoderou da bandeira da segurança, que toca fundo justamente os menos favorecidos.

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10.01.18
ED. 5783

O capitão e o delegado

O nome de José Mariano Beltrame, que carrega o goodwill da melhora da segurança pública no Rio durante o governo Cabral, tem sido bastante repetido na equipe do candidato Jair Bolsonaro.

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08.01.18
ED. 5781

Lula ensaia o papel de “Donald Trump dos pobres”

Lula já cantou a pedra por onde vai perseguir o crescimento da economia caso possa se candidatar e seja eleito presidente: “É a renda familiar, estúpido”. E será principalmente a renda da chamada “classe C ampliada”, uma categoria inventada pela própria gestão Lula, que combina as faixas de renda inferior com a classe média baixa. A recuperação do salário mínimo e a isenção de imposto de renda até cinco salários mínimos são medidas já anunciadas que correm nesta direção. No seu jeito galhofeiro, Lula diz que vai ser o “Trump dos pobres”, em alusão ao corte de impostos aprovado pelo presidente norte-americano, que privilegia os ricos e poderosos.

Em seus dois mandatos, o crescimento econômico foi soprado pelo aumento do poder de compra das famílias, bafejado pelo Bolsa Família, aumento do mínimo e crédito consignado. O ex-presidente não falou ainda, mas a cereja do bolo seria a criação da renda mínima, que cumpriria um papel unificador das políticas assistencialistas, além de ser um novo elo da reforma da previdência e definir um conceito inovador para o piso salarial do país. O assunto ainda vem sendo burilado pelos assessores de Lula, que está ansioso para anunciar o projeto nas ruas. O seu temor é que algum aventureiro lhe roube a bandeira e lance a proposta antes.

A renda mínima cabe em um espectro ideológico amplo, que vai de Jair Bolsonaro a Ciro Gomes. Lula tem no farnel a ideia de tributar os dividendos das pessoas jurídicas, que são praticamente isentos e funcionam como uma forma de burla fiscal para a acumulação das pessoas físicas mais ricas. Vai fazer o discurso do ajuste fiscal sem dizer de onde vai tirar. Fica para depois das eleições. Até lá segue na conversa que aprendeu muito bem com D. Marisa, que sabia economizar quando o orçamento da casa estava apertado.

O tirambaço de Lula está na área fiscal. Vai prometer uma redução da carga tributária total até o fim do seu governo, que se iniciaria com a isenção de impostos para os mais pobres. Acha que se for um bom animador e a economia crescer 6%, dá para baixar o estoque de tributos entre 3% a 5%. Lula quer afinar o discurso econômico para que, na hipótese do impedimento, ele possa servir de base programática para o entendimento com outros partidos e, quiçá, com um candidato a presidente de fora do PT. Apesar da pinta de zangado, é o programa mais liberal e comportado de Lula. Só vai ser ruim para a Rede Globo. Mas essa vendeta já está prometida não é de hoje.

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05.01.18
ED. 5780

Bolsonaro vai ou fica?

Embora Jair Bolsonaro garanta que vai mesmo mudar de casa, a cúpula do PSC, a começar pelo Pastor Everaldo, passou a tratar como factível sua permanência na sigla. A dificuldade de Bolsonaro para se acertar com o Patriota e com outras legendas que lhe ofereceram a candidatura à Presidência da República o forçaria a continuar no partido. Nessa hipótese, o pré-pré-candidato Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, teria de buscar outra sigla para concorrer ao Palácio do Planalto.

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20.12.17
ED. 5770

Sondagem revela que Lula tem o maior número de empresários fiéis; Bolsonaro passa em branco

Lula, por mais paradoxal que possa parecer, é o candidato vinculado ao maior número de nomes do empresariado. Por sua vez, Jair Bolsonaro está no extremo oposto: não consta sua ligação com os donos das grandes corporações privadas. Estas são algumas das constatações da sondagem realizada pelo Relatório Reservado junto a uma parcela da sua base de assinantes – no total, 128 pessoas, predominantemente empresários, executivos, analistas de mercado e advogados, entre outros. A verificação ocorreu entre 12 e 15 de dezembro. O RR indagou: “Quais são os empresários mais identificados com os seguintes pré-candidatos à Presidência da República?”

O levantamento indicou que há uma razoável confusão na vinculação entre empresário e presidenciável, dado o elevado grau de dispersão, a associação dos mesmos nomes a diferentes postulantes ou mesmo a ausências de indicações – na média entre todos os candidatos, 37% dos assinantes não souberam responder. O RR citará apenas as três primeiras colocações, quando houver. Ressalte-se ainda que os votos conferidos a empresários réus ou condenados na Lava Jato não foram contabilizados, devido a sua natureza eminentemente de ataque à imagem do candidato. Lula foi quem teve o maior número de empresários mencionados, 23. Segundo os consultados, Josué Gomes da Silva é o mais associado ao petista, com 7%. Certamente, a ligação entre o ex-presidente e o pai de Josué, José de Alencar, seu vice por oito anos, impulsionou as respostas.

A seguir, Jorge Gerdau, Katia Abreu, Luiza Helena Trajano e Walfrido Mares Guia, ministro do governo Lula, empatados com 4%. No terceiro lugar, com 2%, aparecem David Feffer e Armando Monteiro, ex-presidente da CNI. O oposto de Lula é Bolsonaro. Talvez o resultado que mais chama a atenção na sondagem, nenhum dos entrevistados conseguiu citar um empresário próximo ao candidato representante da extrema direita. Assim como a inexistência de identificação com um pensamento econômico, esta é outra lacuna de Bolsonaro. Ciro Gomes não chega a ter uma falta de aderência tão radical, mas também ficou clara a dificuldade dos assinantes do RR em apontar empresários ligados ao pré-candidato do PDT. Só dois nomes foram citados, por 5% e 3%, respectivamente, dos consultados: o de Carlos Jereissati, dono do Iguatemi, e o do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch.

Certamente, a lembrança do empresário cearense foi motivada pela relação histórica de Ciro com Tasso Jereissati, irmão de Carlos. Já Benjamin até recentemente era patrão de Ciro. Segundo os entrevistados, os empresários mais identificados com Geraldo Alckmin são Roberto Setubal e Jorge Gerdau, empatados com 6%. Com 3% dos votos, vieram Abílio Diniz, Rubens Ometto e Beto Sicupira. Juntos, no terceiro lugar, com 1%, Nizan Guanaes, o presidente da Anavea, Antonio Megale, e o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman. No caso de Marina Silva, deu o óbvio. Para 11%, Neca Setubal, herdeira do Itaú e fiel aliada, é a empresária com o maior grau de aderência a Marina. Em seguida, Guilherme Leal, da Natura, e Artur Grynbaum, do Boticário.

Candidato a vice na chapa de Marina em 2010, Leal foi lembrado por 7%. Grynbaum, recebeu 5% das indicações. Os entrevistados apontaram um total de seis nomes associados a Marina. Por fim, o mais “novo” candidato na praça: Michel Temer. Para 14% dos entrevistados, o presidente da Fiesp e correligionário Paulo Skaf é o empresário que apresenta a maior coesão com Temer. Quase que por atração gravitacional, o vice da Fiesp, Benjamin Steinbruch, ressurge em outra extremidade, chamado de “temerista” por 7% dos consultados. Jorge Gerdau, uma espécie de “PMDB do empresariado”, foi novamente citado, empatado com o ministro Blairo Maggi, ambos com 5%. Temer foi associado diretamente a 10 empresários. À exceção de Marina, Ciro e, obviamente, Bolsonaro, todos os demais candidatos foram vinculados a dirigentes condenados ou investigados na Lava Jato.

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15.12.17
ED. 5767

Quem dá mais pela candidatura de Henrique Meirelles?

Mesmo antes de decidir se será pré-candidato à presidência e por qual partido disputaria as eleições, Henrique Meirelles vem sendo cortejado por todos os principais concorrentes de direita e centro-direita. Em várias das vezes a sedução é para que Meirelles assuma os dois cargos ao mesmo tempo: vice-presidência e Ministério da Fazenda. O ex-banqueiro é multiuso. O presidente Michel Temer, com o ar de distanciamento brechtiano, tratou da sua hipotética candidatura sondando en passant seu ministro. Repetiriam a dobradinha, que tanto tem encantado o empresariado.

Meirelles continuaria com seu papel de âncora fiscal e inflacionária. Mas subiria um degrau: seria o vice-presidente. Tudo depende da aprovação da reforma da Previdência, é claro. O candidato Jair Bolsonaro, que está apalavrado com o economista Paulo Guedes para o Ministério da Fazenda, tem em Meirelles o seu ideal de vice-presidente. Com ele, atrairia eleitores do centro-direita que duvidam do preparo do candidato e seus quadros, assim como do seu comprometimento com um programa liberal. Meirelles opera como se fosse uma hidra, com seus tentáculos espalhados pelo mercado financeiro internacional, e empresta cosmopolitismo a candidatos suburbanos. Ele já tem sua base aliada no Congresso. E se preciso for tem interlocução até com a outra extrema, o PT.

Bolsonaro o usaria como garantia da sua agenda liberal. Meirelles assumiria a posição de uma espécie de chairman do Ministério da Fazenda. O governador Geraldo Alckmin, candidatíssimo à Presidência, por sua vez, faz suas conjecturas sobre Meirelles vir a comandar o Novo Plano Real, proposta símbolo da sua campanha- ver RR edição de 6 de dezembro. Não haveria restrições para que ele acumulasse a vice-presidência caso fosse essa a exigência. Mas, como se disse, por enquanto são só conjecturas. Finalmente, o deputado Rodrigo Maia, cuja candidatura é a mais encruada, vê em Henrique Meirelles alguém que agregue uma dimensão maior a sua pretensão política.

Por enquanto, Maia é candidato dele mesmo e da sua trupe no Congresso. Se o ministro da Fazenda topasse ser vice, a sua postulação ganharia peso político e a mensagem de um ideário nítido. Para tudo e para todos, é preciso que Meirelles abdique da sua intenção presidencial. O deadline é dia 6 de abril. O ministro só assume a candidatura se a economia estiver voando em céu de brigadeiro. Caso contrário, estará na prateleira à disposição para ofertas. Quem dá mais? Quem dá mais?

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Gilberto Kassab tem fé que consegue unir Henrique Meirelles e Silas Malafaia. O ministro tem circulado com desenvoltura entre os evangélicos e Malafaia está “órfão” desde a saída de Jair Bolsonaro do PSC.

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29.11.17
ED. 5755

Paulo Guedes monta Ministério à sua imagem e semelhança

O economista Paulo Guedes faz forfait quando afirma que ainda não respondeu ao convite para se tornar ministro da Fazenda em um eventual governo de Jair Bolsonaro. Guedes não só aceitou como já começou a montar sua equipe. Um dos escalados é o econometrista João Luiz Mascolo, que trabalhou com Guedes no Ibmec. Mascolo é sócio da SM Managed Futures, professor do Insper e ex-marido de Maria Silvia Bastos Marques.

Ele e o eventual futuro chefe formam a dupla mais radical de extrema direita entre os economistas do país. Bolsonaro estará bem acompanhado. Em um debate com a professora Maria da Conceição Tavares, na Anbid, nos idos da década de 80, o então jovem economista Paulo Guedes afirmou que, se fosse preciso colocar fogo nas favelas para obter o ajuste econômico, não hesitaria. Os favelados desceriam e a estabilidade os alocaria no mercado de trabalho. Ninguém morreria, é claro. Ou ficaria transtornado pela perda de detalhes tão insignificantes da sua vida. O mercado funciona. Por pouco, Conceição não mordeu sua jugular.

Paulo Guedes é assim mesmo; combina brilhantismo com disparates. É como se fosse um “Glauber Rocha de extrema direita entre os economistas”, com visões barrocas e alucinadas. Seu maior desejo sempre foi o de ter uma passagem pela vida pública. Quem o conhece sabe que ele trocaria os milhões de reais ganhos no mercado financeiro por essa experiência de manda-chuva da Fazenda. Passo a passo, o possível governo Bolsonaro vai se tornando uma antiobra assustadora.

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09.11.17
ED. 5742

Road show

Jair Bolsonaro vai se apresentar ao mundo da política e dos negócios internacionais. Seu staff está costurando uma agenda de entrevistas à mídia estrangeira.

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03.11.17
ED. 5738

Diretrizes de Bolsonaro

Jair Bolsonaro tem sido aconselhado por aliados a apresentar um esboço das suas diretrizes para a economia. Como? Diretrizes? Economia?

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23.10.17
ED. 5730

Bolsonaro vale quanto pesa

O Patriotas melhorou sua “oferta” para ter Jair Bolsonaro em suas fileiras. Ele terá a prerrogativa de escolher os candidatos do partido aos governos do Rio e de São Paulo – dois estados sob influência política do clã Bolsonaro. Vale tudo para ter o “capitão”. Além do seu maior ativo -quase 20% das intenções de voto para a Presidência nas pesquisas mais recentes –, estima-se que Bolsonaro arraste com ele cerca de 20 deputados federais. Ou seja: tempo de TV e cotas do fundo de partidário.

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17.10.17
ED. 5726

Em nome do pai

Jair Bolsonaro não tem pressa. Vai esperar até o início de 2018 para definir a missão eleitoral de seus filhos, Flávio e Carlos. Um pode sair candidato ao Senado; o outro, ao governo do Rio. Isso se o patriarca Jair não sacrificar um dos rebentos no estado em troca de apoio de partidos de maior fôlego a sua candidatura à Presidência da República.

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09.10.17
ED. 5721

Arrastão

Jair Bolsonaro, de saída do PSC, sequer definiu seu novo partido. Ainda, assim, tem trabalhado dentro do Congresso para montar uma coalizão de pequenas e médias siglas em torno da sua candidatura à Presidência. As conversas passam pelo PRP, PROS e o PEN – o mais cotado para encabeçar a chapa. Quanto mais partidos, mais tempo na TV.

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05.10.17
ED. 5719

O círio do capitão

Grupos de direita se organizam nas redes sociais para acompanhar Jair Bolsonaro em suas viagens pelo Brasil. Um teste da capacidade de mobilização dos “Bolsomaníacos” está previsto para hoje, em Belém, onde o pré-candidato desembarca para participar do Círio de Nazaré.

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Em tempo: nas mídias sociais, os seguidores se dão ao cuidado de pedir que os paraenses não usem cartazes com dizeres na linha “Bolsonaro presidente” para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. Coisa de profissional.

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03.10.17
ED. 5717

Votos e ex-votos

O Círio de Nazaré terá uma procissão de presidenciáveis. Jair Bolsonaro e João Doria já confirmaram presença – o
prefeito de São Paulo terá como anfitriã a cantora Fafá de Belém. Ciro Gomes também deverá participar do evento religioso.

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29.09.17
ED. 5715

Bolsonaro no SBT

Depois de João Doria, agora é Jair Bolsonaro que costura sua participação no programa de Silvio Santos. O apresentador Ratinho tem ajudado na intermediação.

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27.09.17
ED. 5713

Silas Malafaia – 2018

O pastor Silas Malafaia foi sondado pelo PSC para concorrer à Presidência. Seria um nome à altura de Jair Bolsonaro, que acaba de deixar a sigla.

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29.08.17
ED. 5693

Bolsonaro e economia

Jair Bolsonaro tem sido aconselhado por seu staff a arriscar algumas propostas para a economia. O discurso rarefeito sobre o assunto é um empecilho nas tentativas de aproximação com o empresariado.

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24.08.17
ED. 5690

Candidato de fé

Jair Bolsonaro, que está deixando o Partido Socialista Cristão, já é página virada. Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, anda encantado com os valores de João Doria.

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23.08.17
ED. 5689

Alckmin celebra noivado com o PTB

Em conversa com o presidente do PTB-SP, o deputado Campos Machado, Geraldo Alckmin recebeu a garantia de que o partido apoiará sua candidatura à Presidência da República. O curioso é que a aliança valeria para o Brasil, mas não para a eleição ao governo de São Paulo. O PTB tem pretensões de lançar um candidato próprio. Nem que seja para cobrar caro pela saída da disputa.


Por falar em PTB, enquanto Jair Bolsonaro está de mudança para o PEN, o filho Flavio Bolsonaro, também do PSC, conversa com o partido de Roberto Jefferson. Para trocar de sigla, quer a garantia de que será candidato ao governo do Rio. A princípio, o PTB está comprometido com Eduardo Paes, mas com a Lava Jato tudo pode mudar.

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16.08.17
ED. 5684

“Bolsonarinho”

Meio de brincadeira, meio a sério, Jair Bolsonaro tem falado com assessores em lançar seu próprio boneco em miniatura. As vendas do “Bolsonarinho” ajudariam a financiar sua campanha à Presidência da República. Periga virar coqueluche no Dia das Crianças.

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15.08.17
ED. 5683

Bola alta na ponta

Deve ser o efeito Bernardinho. Ou Bolsonaro… A ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei Ana Paula, que mora nos Estados Unidos, tem sido sondada por partidos para voltar ao Brasil e se candidatar ao Congresso em 2018. A ex-atleta, que acaba de estrear um blog no Estadão, é uma das coqueluches das redes sociais, onde costuma fazer a alegria de “coxinhas” e matar “petralhas” de raiva. No ano passado, declarou seu voto em Donald Trump.

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10.08.17
ED. 5680

O cast de Bolsonaro

Jair Bolsonaro quer reunir em um evento os artistas que o apoiam. Sim, eles existem, ainda que não sejam muitos: o cast é liderado pelo cantor Amado Batista e pelo ator Alexandre Frota.

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07.08.17
ED. 5677

Um novo nome para Bolsonaro

Jair Bolsonaro busca um novo nome capaz de abençoar sua candidatura entre o eleitorado evangélico. Sua decisão de abandonar o PSC esfriou a histórica relação com Silas Malafaia.

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01.08.17
ED. 5673

Alguém de peso para apoiar Bolsonaro

Jair Bolsonaro busca um nome de peso da área de segurança para ter ao seu lado na campanha eleitoral. Um nome como o do ex-secretário do governo Cabral, José Mariano Beltrame.

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02.06.17
ED. 5632

O capitão e o “mensaleiro”

O ex-deputado Valdemar Costa Neto vem conduzindo pessoalmente as conversas com Jair Bolsonaro para a entrada do pré-candidato à presidência no partido “Muda Brasil”. Essa relação nascente preocupa os aliados mais próximos de Bolsonaro, que olham para 2018 e já enxergam o “mensaleiro” Costa Neto no palanque do candidato da “moralização”.

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19.05.17
ED. 5622

Guia turístico

Após ciceronear Jair Bolsonaro em jantar com 15 empresários paulistas, o apresentador Otávio Mesquita dedica-se agora a aproximar o candidato de donos de emissoras de TV, a exemplo de Johnny Saad, da Band, e Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, da Rede TV.

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24.04.17
ED. 5604

Bolsonaro foge do pastor como o diabo da cruz

A citação ao Pastor Everaldo nas delações da Odebrecht foi o fim da linha para Jair Bolsonaro. O presidenciável deverá acelerar sua saída da PSC, levando consigo uma parte da bancada. A última coisa que Bolsonaro precisa neste momento é que as denúncias contra o correligionário respinguem na sua candidatura ao Planalto. Já bastam os pingos d ́água do Rio Jordão, onde Bolsonaro foi batizado pelo próprio Pastor Everaldo em maio de 2016, quando ambos eram amigos de fé e irmãos camaradas.

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20.03.17
ED. 5581

Bolsonaro cola ainda mais sua candidatura no eleitorado de farda

Jair Bolsonaro irá menos aonde o povo está do que aonde a soldadesca se reúne. A decisão não é oriunda de uma estratégia rasa: como Bolsonaro tem o contingente das forças nacionais de segurança como sua base de sustentação eleitoral, nada mais natural do que fortalecer sua candidatura junto a esse segmento. O raciocínio é um pouco mais sofisticado.

Bolsonaro identifica dois pontos críticos para galvanização do eleitorado de massa: a vacância de autoridade e a brutal crise de credibilidade. Quanto mais o parlamentar se aproxima do seu grupo de apoio mais a sociedade tende a identificá-lo como detentor da franquia. A lógica do capitão-candidato é intensificar sua programação de viagens por diversos estados para participar de encontros, eventos e ações organizadas por policiais militares e civis, bombeiros e guardas municipais.

A prioridade, é claro, serão as Forças Armadas, consideradas hoje o estamento mais confiável pela sociedade. No último dia 13, durante a audiência entre representantes da Polícia Civil do Rio, em greve desde 20 de janeiro, e a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, um dos filhos de Jair Bolsonaro, portou-se como se fosse um dos líderes da greve da Polícia Civil. Em vários momentos, chegou a defender a continuidade da paralisação. No momento oportuno, Bolsonaro espera que esse engajamento resulte em manifestações de apoio e crescimento nas pesquisas eleitorais. Suas bandeiras são o desenvolvimento, a moralização e o resgate da autoridade, através da presença democrática do representante das forças de segurança como comandante em chefe da Nação.

Em 2016, Bolsonaro esteve presente ou foi mencionado em diversos dos movimentos e protestos da área de segurança, tais como o da PM e bombeiros de Pernambuco; bombeiros, policiais civis e militares na área de desembarque do Aeroporto do Galeão, onde foi estendida uma faixa com os dizeres “Welcome to hell”; e PM de Minas Gerais. Neste ano, pontificou na greve da PM no Espírito Santo e no protesto de mulheres de policiais militares, que atingiu 27 dos 39 batalhões do Rio de Janeiro. Em conversa com o RR, Flavio Bolsonaro negou que o pai fará uma campanha de uma nota só, voltada prioritariamente ao eleitor de farda.

No clã, o entendimento é que hoje a candidatura de Bolsonaro tem representatividade e eco nos mais diversos segmentos da sociedade. Se as redes sociais são o palanque do século XXI, talvez essa observação não esteja de todo errada. Com 3.927.748 seguidores até a noite de ontem, o capitão Bolsonaro está a apenas 400 mil pessoas de se tornar o político brasileiro com a maior comunidade no Facebook, superando Aécio Neves. Para se ter uma ideia do seu poder de alcance nas mídias sociais, uma publicação postada pelo deputado federal no último dia 12 de fevereiro saudando a passagem do Exército pela cidade de Vitória teve quase dois milhões de visualizações.

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24.02.17
ED. 5568

Bolso trip

Logo após o Carnaval, Jair Bolsonaro pretende iniciar uma agenda de viagens pelo Brasil.

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