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planos
24.08.17
ED. 5690

Ministro da Gestão

O empresário Jorge Gerdau já está em campanha pela candidatura de João Doria à Presidência da República. Em conversas reservadas com seus pares, confidencia que um dos planos de Doria seria a criação de um Ministério da Gestão Pública. Modesto, Gerdau deixa que o interlocutor diga quem seria o nome talhado para comandar a Pasta.

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31.05.17
ED. 5630

Gerdau passa a lâmina em seus ativos nos Estados Unidos

Depois de Ásia, Europa e América do Sul, o processo de desmobilização de ativos da Gerdau volta ao seu ponto de partida, os Estados Unidos. O grupo está em conversações com a japonesa Kyoei Steel para a venda de sua usina de Rancho Cucamonga, na Califórnia. A fábrica tem capacidade de produção de aproximadamente 750 mil toneladas de aços longos por ano.

Segundo o RR apurou, a negociação é o ponto de partida de uma nova temporada de alienação de ativos no mercado norte-americano. Entre 2015 e 2016, a Gerdau já havia se desfeito de cinco usinas nos Estados Unidos. Consultada, a companhia disse que “não comenta rumores de mercado”. Mas “enfatiza que segue com sua estratégia de avaliação de seus ativos, visando focar seus esforços naqueles que geram maior rentabilidade.”

Nem em seus tempos de seleção brasileira de hipismo, André Gerdau Johannpeter deparava-se com tantos obstáculos. O percurso do herdeiro de Jorge Gerdau tem sido dos mais acidentados. Inclui o indiciamento na Operação Zelotes por suspeita de pagamento de propina a conselheiros do Carf, uma constrangedora condução coercitiva pela Polícia Federal, a grave crise do setor siderúrgico nacional e a necessidade de se desfazer de ativos para cobrir os seguidos prejuízos contabilizados pelo grupo.

Os resultados da companhia derretem ano a ano. As perdas acumuladas em 2015 e 2016 passaram de R$ 7,3 bilhões. No ano passado, a receita global caiu 14%. Não fosse ele próprio o dono do haras, certamente André Gerdau já teria caído do cavalo. No ano passado, a Gerdau vendeu R$ 1,3 bilhão em ativos. Não deu nem para a saída. A meta é amealhar mais R$ 1,5 bilhão até junho de 2018. Nenhuma subsidiária está imune à lâmina dos Gerdau. A usina de Rancho Cucamonga se junta a outras operações da Gerdau que estão sobre o balcão neste momento: a mexicana Sidertul e a indiana SJK Steel Plant – a venda desta última foi antecipada pelo RR na edição de 31 de março.

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31.03.17
ED. 5590

Gerdau derrete mais uma usina no exterior

Se a Era Jorge Gerdau se notabilizou pela internacionalização do grupo, a gestão de André Gerdau Johannpeter poderá ficar marcada pelo desmonte de boa parte da operação da siderúrgica no exterior. A Gerdau colocou à venda sua usina de aços especiais na Índia. A negociação gira entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões.

A planta localizada na cidade de Tadipatri, com capacidade instalada de 320 mil toneladas/ano, se junta a uma já extensa lista de ativos desmobilizados desde 2015. Em menos de dois anos, a Gerdau se desfez das espanholas Sidenor e Forjanor, além de cinco usinas nos Estados Unidos. Até o momento, o grupo já amealhou cerca de US$ 600 milhões – um terço com a venda da Sidenor.

O plano de desmobilização de ativos da Gerdau representa, em certa medida, o desmanche do processo de ocupação geoeconômica conduzido por Jorge Gerdau, notadamente na virada da década de 90 para os anos 2000. Primeiro, a saída da Europa. Agora, a venda da única planta na Ásia. Com isso, toda a operação internacional do grupo ficará restrita às Américas.

E, ainda assim, a cartografia da Gerdau no continente não deverá permanecer a mesma por muito tempo. Além da já anunciada venda de 50% da colombiana Diaco, a siderúrgica pretende negociar outros sites na América Latina. Ao todo, a Gerdau está presente em 10 países da região. A meta da companhia é arrecadar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão com a negociação de ativos ao longo dos próximos 18 meses.

André Gerdau, a personificação da terceira geração do clã no comando do grupo, é um homem premido pelas circunstâncias. A Gerdau tem se desfeito de ativos diante da necessidade de reduzir seu endividamento. A empresa terminou 2016 com uma dívida líquida em torno de R$ 14,5 bilhões. O objetivo é abater pouco mais de R$ 4,5 bilhões, trazendo essa incômoda cifra para um dígito e reduzindo a relação passivo/ebitda a algo próximo de três para um. Ao longo de 2016, a Gerdau conseguiu diminuir essa proporção de 4,2 para 3,5 vezes.

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31.01.17
ED. 5550

Investindo nas salas de aula

O empresário Jorge Gerdau está decidido a investir na área de educação.

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05.12.16
ED. 5509

Uma joint venture que já nasce torta

A joint venture entre Gerdau, Sumitomo e JSW, voltada à produção de peças de aço para a indústria eólica, já nasce em um ambiente de fricção. O grupo gaúcho estaria insistindo em mudar a composição do controle antes mesmo de a associação ser formalmente constituída. O pomo da discórdia seria 1% do capital da empresa – exatamente aquele 1% que separa os que mandam dos que obedecem.

A Gerdau quer ter o controle acionário, com 51%, empurrando Sumitomo e JSW para uma posição de coadjuvantes. A dupla nipônica pretende dividir o capital meio a meio. Procurada, a Gerdau nega haver desavenças entre os sócios. Está feito o registro. Cada lado tem suas justificativas para o cabo de guerra societário: os gaúchos privilegiam os ativos industriais que serão aportados no empreendimento. Os equipamentos vão ser fabricados em parte da unidade da Gerdau em Pindamonhangaba (SP). Os japoneses, no entanto, entendem que de nada valeria o site se não fosse o seu aporte no empreendimento.

Por esta razão, querem fazer valer a sua condição de responsáveis pela maior parte da grana, de aproximadamente R$ 300 milhões. No fim, tudo vai se ajeitar entre Gerdau, Sumitomo e JSW, mas sabe-se lá que rusgas e eventuais rancores serão levados para o restante da relação.

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07.11.16
ED. 5490

Minha aldeia

 O prefeito eleito de Porto Alegre, Nelson Marchezann Júnior, quer criar uma super Secretaria de Desenvolvimento que cairia como uma luva em Jorge Gerdau. O problema é convencer o eterno “ministeriável” a se contentar com um cargo em sua província. Em tempo: a família Johannpeter Gerdau foi uma das mais importantes financiadoras da campanha de Marchezan, com aproximadamente R$ 250 mil em doações.

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09.06.16
ED. 5386

É de todo mundo

 Jorge Gerdau tem sido um interlocutor frequente de Michel Temer no empresariado. Como foi de Dilma, de Lula, de FHC…

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03.03.16
ED. 5319

Proteção paterna

 Há uma teoria conspiratória ganhando adeptos em Brasília que adiciona o nome de Jorge Gerdau à lista de suspeitos pelo afastamento de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça. Consta que Gerdau fez chegar ao Palácio do Planalto sua extrema irritação em relação a Cardozo por conta da ofensiva da Polícia Federal sobre seu filho, André Gerdau Johannpeter, no âmbito da Operação Zelotes. Ressalte-se que a condução coercitiva do empresário se deu justo no momento em que Gerdau, pai, se reaproxima da presidente Dilma Rousseff com a ressurreição do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

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17.11.15
ED. 5249

A indiferença sem vergonha da burguesia nacional

 Rubens Ometto, Jorge Gerdau, Abilio Diniz, Pedro Passos, Roberto Setubal e Benjamin Steinbruch, só para dizer o nome de alguns dos mais destacados empresários do país que, ao menos, se dizem interessados nos rumos do Estado Nacional. Digamos que esses acumuladores de dinheiro buscam colocar uma pitada de organicidade e interesse público naquilo que é seu mantra individual: incentivos, crédito direcionado, barreira protecionista, redução dos gastos públicos, subsídios e câmbio subvalorizado. Nenhuma dessas variáveis representa, solta, o interesse nacional, ou sequer o bordado de uma política setorial consistente. As experiências governamentais anteriores revelam que o surgimento de tecnocracias eficientes somente ocorreu em sintonia com a existência de grupos influentes de empresários orgânicos, que queriam moldar o Estado a sua semelhança e ocupá-lo virtualmente. Os empresários citados no início deste texto não operam em grupo, não falam grosso, não conspiram em bloco, não têm um projeto de país que acomode bem seus negócios, e, sim, uma dúzia de pleitos de suas empresas que ignoram o Brasil.  Os empresários têm sido a elite que traz a inovação capaz de quebrar a inércia após ciclos de dinamismo. FHC foi se pendurar em uma penca de financistas, ligados à aristocrática banca privada brasileira – Itaú, Safra e Unibanco – e a instituições do mercado de capitais, travestidos de acadêmicos independentes, ou seja, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pérsio Arida, Armínio Fraga e outros. No início do regime militar, Jorge Oscar de Mello Flores, Walter Moreira Salles, Antônio Gallotti, Gastão Bueno Vidigal e Eudoro Villela trabalharam com afinco no apoio à dupla estereotípica da tecnocracia, Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões. No Lula I e Lula II, o próprio Henrique Meirelles, saído do BankBoston, com a anuência de Antônio Palocci, era criatura e criador. Antes, é bem verdade, tinham vindo as empreiteiras – até a estigmatização pela Lava Jato, donatárias do melhor capital humano existente no país –, a Coteminas, de José de Alencar, e o Bradesco, única instituição financeira do país com uma preocupação nacional. Com o apoio desse núcleo ascenderam Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy.  Os mais bem favorecidos perderam a amarra cívica, aquele tesão pelo país, a vontade de modelar o Estado até que ele fosse objeto de orgulho. A política empresarial é tímida, pífia e egoísta. Em pouco tempo, muitos deles sairão daqui, transferindo seus negócios para o exterior, de forma a que eles estejam protegidos naturalmente em dólar. Vai nos restar lembrar um dia 1º de janeiro, quando três anciões subiram a rampa do Palácio do Planalto esbaforidos e de braços dados, ajudando-se mutuamente, para uma frugal visita matinal ao então presidente da República, o general João Baptista Figueiredo. Roberto Marinho, Amador Aguiar e Azevedo Antunes eram a metáfora da fibra empresarial daqueles tempos. Tinham ido cumprimentar o presidente e conversar sobre o Brasil. Simbolicamente, os empresários morreram.

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A disposição de Dilma Rousseff em criar um núcleo duro empresarial no seu governo, com forte participação em uma futura reforma ministerial, está esbarrando na diversidade dos interesses e ideias da categoria. O apoio do empresariado foi apresentado à presidente como uma terceira via para lidar com a borrasca perfeita do seu governo: base aliada dividida, Congresso hostil, crash de popularidade, corrupção, ministério fisiológico, inflação, recessão etc. A ideia de trazer a burguesia para compor a regência é um chiclete mastigado. Lula defende um diálogo maior com o setor privado desde a formação do ministério do segundo mandato. O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tem bons amigos entre os empresários, é entusiasta antigo dessa aproximação e adepto da criação de um conselho consultivo de dirigentes do setor privado – a presidente ouve falar em conselheiros e quer logo pegar em uma pistola. Na última vez, mirou o alvo e assassinou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Joaquim Levy veio bater na mesma tecla de atração do empresariado. A estratégia caiu na boca do povo, e ministros como Armando Monteiro e Nelson Barbosa, além dos “aliados” Michel Temer e Renan Calheiros, correram para os braços dos empresários. Os interesses nesses jantares, almoços e reuniões variam do oportunismo mais rastaquera até nobres tentativas de apoio. Em comum, o fato de que todos batem cabeça. Os empresários não têm “uma agenda para o desenvolvimento”, até porque, “agendas” – enfatize-se o plural – é o que não falta. Não há nada nesse empresariado que lembre os Srs. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Gastão Bueno Vidigal, Antonio Gallotti, Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, Cândido Guinle de Paula Machado e… Roberto Marinho. Uma elite orgânica, conservadora modernizante, frequentadora entre si, empreendedora, com um projeto permanente de conquista do Estado e ciosa de previsibilidade. O atual rating dos endinheirados varia conforme as notas sobre a gradação financeira, respeitabilidade, presença na mídia e dependência financeira do governo. Há análises combinatórias. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tem relacionamentos com o governo, respeitabilidade e porte financeiro. O presidente do Itaú, Roberto Setubal, respeitabilidade e grana, mas nunca foi bem visto no Planalto. Jorge Gerdau, arroz de festa nas especulações ministeriais, é, no momento, potencial candidato a pedir o auxílio do governo. O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, já foi aspirante a ministro da Fazenda antes de Joaquim Levy. É identificado como um sincero colaborador. Os dirigentes da Natura, Guilherme Leal e Pedro Passos – este último presidente do IEDI – são anunciados como presentes em todos os encontros, mas nunca participaram de nenhum. E tome de Benjamin Steinbruch, Rubens Ometto, Edson Bueno, Cledorvino Belini, Joesley Batista e tantos e tantos outros. Ressalvas para Paulo Skaf, considerado pelos seus pares o “Guido Mantega do empresariado”. São tantas as diferenças para um único consenso: Dilma é vista por todos como um estorvo. Se a realidade refletir o que é dito pelos empresários à boca pequena, o apoio à presidente não passa de um autoengano de Dilma.

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10.06.15
ED. 5138

Gerdau School

Jorge Gerdau, que deixou a presidência do Conselho da Gerdau, tem planos de se dedicar a  área de educação, voltada, sobretudo, a  gestão pública, sua obsessão.

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