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115  resultados para rubens ometto

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10.10.17
ED. 5722

Rubens Ometto e Shell se alimentam do bagaço alheio

A Raízen tem se aproveitado como nenhum outro grupo da crise do setor sucroalcooleiro, que atingiu o número recorde de 81 empresas em recuperação judicial ou em processo de falência. A companhia, que, em julho, comprou duas usinas da encalacrada Tonon por R$ 820 milhões, avança agora sobre a Abengoa Bioenergia. O alvo seriam as unidades de Pirassununga e São João da Boa Vista, duas das três usinas dos espanhóis no interior de São Paulo.

Mais uma vez, a Raízen aposta na fragilidade da presa. A Abengoa Bioenergia entrou em recuperação judicial, com uma dívida superior a R$ 800 milhões. As investidas da Raízen sobre as enfermas do setor têm seguido um mesmo roteiro. Ele passa pela conquista do apoio dos credores – na prática, em um setor com oito dezenas de empresas à beira do precipício quem manda mesmo são os bancos. Assim foi na Tonon, assim deve ser no caso da Abengoa Bioenergia. Entre os credores da companhia espanhola no Brasil está o conterrâneo Santander, que, em julho, chegou a pedir a falência do grupo.

A Raízen mira também na operação da indiana Shree Renuka, que entrou em recuperação judicial no Brasil com uma dívida em torno de R$ 3 bilhões. São duas usinas em São Paulo, Madhu e Revati. Desde 2010, o grupo asiático fez significativos investimentos e ampliou a capacidade de ambas para mais de dez milhões de toneladas. Ainda assim tem sofrido para vendê-las. Os dois leilões foram suspensos a pedido do BNDES. Tanto em um quanto em outro, a Raízen fez que entraria na disputa, mas, na hora H, saiu do páreo. Segundo a fonte do RR, na paralela a empresa estaria tentando angariar o apoio dos credores – entre os quais figuram Itaú, Votorantim e Bank of America – para assumir os ativos da Renuka no Brasil. Procuradas pelo RR, Raízen, Abengoa Bioenergia e Shree Renuka não se pronunciaram.

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04.10.17
ED. 5718

Raízen se torna o fiel depositário dos postos da Shell

Há conversas ainda preliminares em torno da venda de postos de combustíveis da Shell no Chile para a Raízen, joint venture entre o próprio grupo e a Cosan, de Rubens Ometto. A operação sugere um redesenho da operação dos anglo-holandeses na América do Sul. Seria uma repetição do que ocorreu na Argentina: na última semana, a Raízen confirmou a aquisição de postos da Shell no país – informação antecipada pelo RR na edição de 29 de agosto.

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29.08.17
ED. 5693

Seis por meia dúzia

A Raízen está perto de fechar a compra dos postos e de uma refinaria da Shell na Argentina. Segundo o RR apurou, a oferta gira em torno de US$ 1 bilhão. Em certa medida, a Shell está vendendo os ativos para si mesma, uma vez que é dona de 50% da Raízen. Na prática, vai dividir a operação argentina com Rubens Ometto, seu sócio na joint venture.

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29.06.17
ED. 5650

Rubens Ometto nunca perde a viagem

O empresário Rubens Ometto, da Cosan, tem usado seu prestígio político para convencer o governo a aumentar o percentual de bis-combustível misturado à gasolina, que hoje oscila entre 25% e 27%. De certa forma, seria um prêmio de consolação, uma vez que o principal pleito de Ometto e de todo o setor dificilmente será atendido: o aumento da Cide.

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14.06.17
ED. 5640

Rubens Ometto só colhe ingratidão do governo

Rubens Ometto, dono da Cosan, é um dos raros empresários que apoia publicamente o governo – vide sua presença em jantar de desagravo ao presidente Michel Temer, há cerca de duas semanas em São Paulo. No entanto, seu sentimento é que tem colhido muito pouco para o tanto que semeia. Os mais importantes projetos da Rumo Logística, uma de suas empresas, estão parados nos escaninhos do Poder à espera de respostas que não chegam. Ometto comprometeu-se a investir quase R$ 5 bilhões na expansão e modernização da malha ferroviária da companhia.

Há poucas semanas, também acenou ao governo com o interesse em participar do leilão de concessão da Ferrovia Norte-Sul no trecho que cortará São Paulo, Minas, Goiás e Tocantins – um dos empreendimentos incluídos na PPI. Estes dois movimentos, no entanto, estão condicionados à renovação antecipada, por mais 30 anos, da licença da Malha Paulista, uma das principais operações da Rumo. Ocorre que o pedido hiberna na ANTT há mais de um ano. Nem mesmo as insistentes gestões de Ometto junto aos ministros palacianos, Moreira Franco e Eliseu Padilha, têm ajudado a desatar o nó. Curiosamente, não é apenas na esfera federal que Rubens Ometto vem se deparando com a falta de carinho dos governantes que apoia.

Pulando de Brasília para São Paulo e da área de logística para o setor de energia, o empresário tem motivos de sobra para estar decepcionado com Geraldo Alckmin. Ometto não vê qualquer esforço do governo Alckmin para resolver o impasse entre a Comgás, outra de suas empresas, e a Arsesp. Desde o fim do ano passado, a distribuidora está em um embate com a agência reguladora de serviços públicos de São Paulo por conta da revisão das tarifas do gás.

É mais um enrosco que engessa os planos empresariais de Ometto. Enquanto não houver uma definição para os preços do insumo em São Paulo, a Comgás não vai se arriscar a levar adiante o plano de consolidar outras distribuidoras do setor – um dos alvos seria a participação de 49% da Cemig na Gasmig. Consta, aliás, que Ometto abordou o assunto com o governador Alckmin no próprio jantar oferecido ao presidente Temer. Saiu de lá sem a sobremesa que tanto queria.

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19.05.17
ED. 5622

Uma cobiçada cadeira na ANP

A sucessão na diretoria da ANP será um teste do prestígio do setor sucroalcooleiro no governo. Os grandes usineiros do país, entre os quais Rubens Ometto, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, trabalham pela indicação do diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira. No início de junho, chega ao fi m o mandato do diretor da ANP José Gutman. O próprio Gutman pensa em ir ficando no cargo por inércia. Com o escândalo do grampo de Temer, ele pode ir sendo esquecido por lá.

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28.04.17
ED. 5608

Açúcar e afeto

Rubens Ometto e Shell têm números açucarados para a safra 2017/2018. A Raízen, joint venture entre a Cosan e os anglo-holandeses, vai investir R$ 2,5 bilhões no plantio de cana e na produção de etanol. Serão 20% a mais do que o desembolso na safra anterior. Trata-se de um bom termômetro do humor do setor: Ometto é o principal interlocutor entre usineiros e governo.

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17.04.17
ED. 5600

Rumo Logística vende bilhetes para o seu capital

O empresário Rubens Ometto vai buscar parceiros para viabilizar o plano de investimentos da Rumo Logística, que prevê o desembolso de R$ 8 bilhões até 2020. A ideia original de trazer um sócio exclusivamente para a Malha Sul, uma das concessões do grupo, começa a dar lugar a um projeto mais amplo, que passa pela capitalização da própria holding. Ometto trabalha com duas possibilidades: uma oferta de ações em bolsa ou a venda direta de uma participação para um investidor.

Se uma operação restrita à Malha Sul tem potencial para a captação de aproximadamente R$ 2 bilhões, conforme estimativas do grupo, a negociação de parte do capital da Rumo poderia elevar essa cifra para algo próximo de R$ 5 bilhões. Seja qual for o trajeto escolhido, toda a operação está ancorada na renovação antecipada das concessões da Rumo Logística. Após diversos ziguezagues nas negociações com o governo, ou melhor os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, a expectativa da companhia é que a prorrogação da licença da Malha Paulista saia até junho, quando o TCU dará o parecer final após o pronunciamento da ANTT.

Segundo fonte do próprio Tribunal de Contas, a extensão será aprovada, assim como um acordo para o pagamento de valores atrasados referentes à concessão. A cifra da ordem de R$ 1 bilhão é alvo de uma disputa jurídica entre a empresa e União. Na teia de trilhos que compõe sua rede, a Rumo vai se dedicar ainda à renovação antecipada da concessão da Malha Sul, herdada com a incorporação da América Latina Logística, em 2015. O atual contrato vence em 2027, mas, a exemplo da Malha Paulista, pode ser estendido até 2057, conforme o edital original de privatização da rede ferroviária federal.

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06.04.17
ED. 5594

Com açúcar e afeto

Rubens Ometto, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, estariam usando de toda a sua influência no governo para arrancar da Camex uma taxação de 16% para o etanol importado. Com essa linha de frente, é bem provável que o carimbo seja dado.

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09.03.17
ED. 5574

O fadeout da TPG no Brasil

A californiana Texas Pacific Group (TPG) decidiu exercer a opção de converter 12,8 milhões de ações da Rumo Logística em títulos da Cosan e da Cosan Logística – as três empresas são controladas por Rubens Ometto. Não significa, no entanto, que a gestora dos norte-americanos Jim Coulter e David Bonderman será sócia das duas companhias. Cosan e Cosan Logística acertaram com a TPG o pagamento da conversão em dinheiro, ao preço do fechamento médio dos últimos 20 dias. Nada mais conveniente para o atual momento da gestora no Brasil. Com US$ 56,7 bilhões em ativos, a TPG está em fase de desinvestimento no país.

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12.01.17
ED. 5537

Terminais sem rumo

A decisão da Rumo, de Rubens Ometto, de devolver a concessão de dois portos secos no Rio Grande do Sul está provocando um bate-cabeças no governo. O Ministério dos Transportes diz que o problema é da ANTT; a agência empurra o abacaxi de volta para o Ministério.

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09.01.17
ED. 5534

Carga pesada

A incorporação da América Latina Logística (ALL) tem custado caro à Rumo, de Rubens Ometto. Além das 147 sanções pendentes junto à ANTT, há cerca de um mês a companhia foi condenada pela 1a Vara do Trabalho de Rondonópolis a pagar R$ 1,5 milhão por dano moral coletivo a funcionários de um antigo terminal ferroviário da ALL. Consultada, a Rumo informou que já recorreu da decisão.

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30.12.16
ED. 5528

Uma MP em trilhos sinuosos

Os líderes do bloco PP/PTB/PSC, Jovair Arantes, e do PSDB, Antonio Imbassahy, se desalinharam da base do governo na Câmara e estão fazendo pressão por mudanças na Medida Provisória 752, a chamada MP das Concessões. Em conversa ocorrida no início dessa semana com o relator Sergio Souza (PMDB-PR), ambos acertaram alterações em algumas cláusulas. A mais importante é a que trata dos critérios de avaliação dos investimentos que as concessionárias terão de realizar como contrapartida à renovação antecipada dos contratos. A medida é fundamental para a extensão das concessões das ferrovias da Rumo, leia-se Rubens Ometto, e da Transnordestina, ou Benjamin Steinbruch.

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29.11.16
ED. 5505

BNDES desperta de sua hibernação na infraestrutura

O BNDES, enfim, começa a sair do processo de abulia que o acometeu após o impeachment de Dilma Rousseff. O banco prepara-se para um novo ciclo de investimentos na área de infraestrutura, na esteira da assinatura da Medida Provisória 752, que estabelece as regras para prorrogação e relicitação de concessões rodoviárias, ferroviárias e aeroportuárias. A expectativa é de um expressivo aumento do número de pedidos de financiamento no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A maior retomada deverá vir do setor ferroviário, um dos mais afetados pela estiagem financeira na área de infraestrutura – vide a própria carteira de empréstimos do BNDES: em outubro, por exemplo, o valor total dos projetos para o segmento encaminhados ao banco foi 29% inferior ao de igual período em 2015. Procurado, o BNDES não retornou até o fechamento desta edição.

Estimativas preliminares do BNDES apontam para um investimento em torno de R$ 10 bilhões no curto prazo apenas com a prorrogação de concessões ferroviárias. Neste caso, já há um grupo candidato a locomotiva do setor: a Rumo Logística, de Rubens Ometto, tem projetos em análise no banco que somam R$ 3,5 bilhões. Significa dizer que a empresa responde por 42% de todos os pedidos de financiamento da área de transporte ferroviário sob avaliação do BNDES. A Rumo, aliás, pode ser duplamente beneficiada pela MP, com a renovação antecipada das licenças da Malha Paulista e da Malha Sul. No total, o plano de investimentos da companhia ultrapassa os R$ 8 bilhões. A maior parte deste valor está condicionada à extensão dos contratos de concessão.

Ressalte-se que o PPI, como de resto quase tudo na República, depende do que está por vir de Curitiba. No BNDES, a expectativa é que a Lava Jato não interrompa o processo de recuperação do investimento que se desenha no horizonte. A experiência com o denuncismo foi massacrante para a carteira de projetos do banco. Na Avenida Chile, a torcida é para que este embrionário ciclo de pedidos de financiamento para a infraestrutura ganhe corpo. Afinal, é para isso que o banco existe.

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18.11.16
ED. 5498

Raízen raspa o tacho da indústria sucroalcooleira

A Raízen, associação entre a Cosan, de Rubens Ometto, e a Shell, lançou uma blitzkrieg sobre empresas sucroalcooleiras em recuperação judicial. Logo na primeira colheita, a companhia pretende adquirir quatro usinas de três grandes grupos do setor, todos em RJ, a saber: Tonon Bioenergia, Abengoa Bioenergia e Unialco. No primeiro caso, o ativo sobre o balcão é a Usina Paraíso, localizada em Brotas (SP). A planta tem capacidade para processar 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Seu maior atrativo está na geografia: fica próxima ao polo petroquímico de Paulínia e ao Porto de Santos. Por sua vez, as conversações com a Abengoa envolvem a aquisição das duas usinas que os espanhóis colocaram à venda nas cidades de Pirassununga e São João da Boa Vista, em São Paulo. Ambas somam uma capacidade de moagem de sete milhões de toneladas por ano. Em relação à Unialco, a Raízen vai participar do leilão que o grupo pretende promover ainda neste ano para a venda da Usina Guararapes, também no interior paulista. As negociações, ressalte-se, passam não apenas pela oferta de uma quantia em dinheiro, mas também pela renegociação das dívidas das usinas com um expressivo deságio. Um fator é fundamental para a investida da Raízen: os respectivos credores da Tonon, da Abengoa e da Unialco, especialmente os bancos, não só pressionam as empresas a se desfazer de seus ativos como aceitam achatar o valor de face dos débitos. No caso da Unialco, por exemplo, estima-se que a dívida da Usina Guararapes (acima dos R$ 800 milhões) possa sofrer um desconto superior a 70%. Tomando-se como base os números, o caso mais urgente é o da Tonon, que tem um passivo total de quase R$ 3 bilhões.

• A seguintes empresa não retornaram ou não comentaram o assunto: Raízen, Tonon, Unialco, Abengoa.

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16.11.16
ED. 5496

Trilho rompido

O empresário Rubens Ometto está fulo da vida com o presidente Michel Temer. O motivo é a decisão do governo de retardar a renovação antecipada da concessão da malha paulista, pertencente à Rumo Logística, de Ometto. Temer não dá a menor pelota ao empresário. Em outros tempos, iria correndo ao seu encontro.

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04.10.16
ED. 5468

Fica para depois

 O empresário Rubens Ometto, dono da Rumo Logística, foi pego no contrapé com o recuo do governo em relação à renovação das licenças ferroviárias, que estava prevista havia se comprometido com o secretário do PPI, Moreira Franco, em investir cerca de R$ 4,6 bilhões na malha paulista como contrapartida da prorrogação da concessão. Agora, o anúncio do plano de expansão deverá ficar apenas para o próximo ano, quando o governo promete editar uma Medida Provisória autorizando a extensão das licenças. Procurada pelo RR, a Rumo disse que “reafirma seu compromisso com o país e com seu plano de investimentos no setor de logística”.

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19.09.16
ED. 5457

Cosan e Petronas misturam seus lubrificantes

 A Cosan, de Rubens Ometto, vem mantendo tratativas com a malaia Petronas para uma associação no mercado brasileiro de lubrificantes – a exemplo do que fizeram recentemente Ultra/Ipiranga e Chevron. O enlace daria origem a uma distribuidora com faturamento perto de R$ 2,5 bilhões e algo em torno de 24% das vendas de lubrificantes no Brasil. A nova empresa ultrapassaria a recém-criada dobradinha Ipiranga e Chevron (22,5%) e encostaria na própria BR (25%). Cosan Lubrificantes e Petronas têm duas fábricas no Brasil – respectivamente, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – com capacidade somada de aproximadamente 500 milhões de litros por ano. O grupo de Rubens Ometto mantém ainda uma unidade de produção de lubrificantes na cidade inglesa de Kent, herdada com a compra da Comma Oil & Chemicals Limited, em 2012. A princípio, este ativo não deverá entrar na associação com a Petronas.  Mesmo com a queda nas vendas de lubrificantes em todo o país (6% em 2015), esta ainda é uma das operações mais rentáveis da Cosan. No ano passado, o Ebitda da Cosan Lubrificantes somou R$ 125 milhões, 21% superior ao apurado em 2014. Um parceiro como a Petronas é tudo o que Ometto quer para aditivar ainda mais o negócio. Com faturamento anual de US$ 70 bilhões, o grupo malaio tem feito seguidos investimentos no mercado brasileiro de lubrificantes. Os asiáticos estão instalando um centro de tecnologia e desenvolvimento de produtos para uso industrial em Contagem (MG), onde já têm uma fábrica. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cosan, Petronas.

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12.05.16
ED. 5367

Gasoduto

 A Cosan deverá retomar o projeto de construção de um gasoduto entre a Bacia de Santos e a área de concessão da controlada Comgás, um investimento da ordem de R$ 5 bilhões. Seria a oferenda de Rubens Ometto ao governo de Michel Temer. Procurada pelo RR, a Cosan não comentou o assunto.

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 Rubens Ometto, que já foi Aécio, foi Marina e foi Dilma, é hoje um dos empresários mais próximos de Michel Temer. Ometto tem colaborado na formulação de políticas para o setor de energia.

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02.03.16
ED. 5318

Rumo definido

 A Rumo Logística, de Rubens Ometto, colocou suas cartas na mesa junto ao Ministério dos Transportes. A companhia acena com um plano de investimentos da ordem de R$ 5 bilhões em quatro anos. A contrapartida seria a extensão do prazo das concessões da controlada ALL. Procurada pelo RR, a Rumo não comentou o assunto.

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  Poucos investidores internacionais têm levado tão a sério a tese de que é uma boa hora para se comprar ativos no Brasil quanto a Brookfield. Além da iminente entrada no capital da Invepar e do suposto interesse na participação da Petrobras na Braskem, especulado no noticiário nos últimos dias, o RR apurou que a companhia canadense está envolvida em outras duas operações no Brasil, nas áreas de logística ferroviária e saneamento. De um lado, mantém tratativas com o empresário Rubens Ometto para se associar à Rumo ALL; do outro, já teria aberto conversações para a compra de uma participação da Águas do Brasil , holding pertencente às construtoras Queiroz Galvão, Cowan e Carioca Engenharia e Acquapar. Procurada, a empresa de saneamento nega a operação.  A Brookfield está se aproveitando da combinação “perfeita” de momento – câmbio favorável, crise econômica e depreciação dos ativos – para acelerar seu projeto de ocupação e consolidação de setores como energia elétrica, petróleo, concessões de infraestrutura e real estate. O Brasil é a bola da vez no mapa de negócios da companhia. Nos últimos dois anos, para cada quatro dólares desembolsados pelos canadenses na América Latina, três dólares foram direcionados à compra de empresas brasileiras. Nesse período, a Brookfield aportou R$ 5 bilhões no país. Fontes próximas à empresa afirmam que os canadenses reservaram o equivalente a R$ 4 bilhões para novas aquisições ao longo deste ano.  A Brookfield enxerga um aspecto em comum na Águas do Brasil e na Rumo ALL: ambas podem servir como ponto de partida para a montagem de um colar de participações nas áreas de saneamento e de logística ferroviária. As duas empresas guardam também outra semelhança, esta não meritória: fragilizadas pelas circunstâncias, têm encontrado dificuldades para avançar com as próprias pernas. A Águas do Brasil estaria em busca de um sócio há mais de um ano. Já a Rumo ALL prepara um programa de desmobilização de ativos para conseguir honrar os investimentos obrigatórios em suas concessões – ver RR edição de 9 de outubro de 2015. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Rumo ALL.

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11.12.15
ED. 5267

Rubens Ometto deixa alguns trilhos e vagões pelo caminho

 A Rumo ALL é um paradoxo sobre trilhos. O acordo que viabilizou a criação da maior operadora ferroviária da América Latina é hoje o maior fator de inviabilidade da companhia. O objeto da contradição é o compromisso firmado com o Cade. Para aprovar a fusão entre a Rumo e a ALL, o órgão antitruste jogou no colo de Rubens Ometto um programa de investimentos da ordem de R$ 10 bilhões. Em fevereiro deste ano, após meses de idas e vindas, Ometto acreditava ter fechado o melhor acordo possível. Só que de lá para cá, o cenário mudou radicalmente. O dólar subiu 40%, o crédito rareou e a receita com o transporte de cargas começou a cair na esteira da forte retração econômica. A conta da Rumo ALL não fecha. Hoje, a empresa tem cerca de R$ 1 bilhão em caixa. Mal dá para cobrir um terço do investimento de R$ 2,8 bilhões que terá de ser feito nos próximos 18 meses. Diante desta encruzilhada, Ometto não vê outra opção para pagar o pedágio imposto pelo Cade se não a venda de ativos da companhia. É o que ele fará já no início de 2016.  A ordem na Rumo ALL é proteger ao máximo as concessões ferroviárias, concentrando o processo de desmobilização em outras áreas de negócio. É o caso do segmento de infraestrutura portuária. A empresa deverá se desfazer dos terminais graneleiros T16 e T19, ambos no Porto de Santos. Cargill e ADM já teriam demonstrado interesse no negócio. Com capacidade de transbordo de 12 milhões de toneladas por safra, os dois terminais estariam avaliados em pouco mais de R$ 1 bilhão. A Rumo ALL pretende também realizar um leilão de equipamentos ferroviários, incluindo locomotivas e vagões. Cálculos preliminares feitos pela companhia indicam um potencial de arrecadação da ordem de R$ 500 milhões. A Rumo ALL não comentou o assunto.

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17.11.15
ED. 5249

A indiferença sem vergonha da burguesia nacional

 Rubens Ometto, Jorge Gerdau, Abilio Diniz, Pedro Passos, Roberto Setubal e Benjamin Steinbruch, só para dizer o nome de alguns dos mais destacados empresários do país que, ao menos, se dizem interessados nos rumos do Estado Nacional. Digamos que esses acumuladores de dinheiro buscam colocar uma pitada de organicidade e interesse público naquilo que é seu mantra individual: incentivos, crédito direcionado, barreira protecionista, redução dos gastos públicos, subsídios e câmbio subvalorizado. Nenhuma dessas variáveis representa, solta, o interesse nacional, ou sequer o bordado de uma política setorial consistente. As experiências governamentais anteriores revelam que o surgimento de tecnocracias eficientes somente ocorreu em sintonia com a existência de grupos influentes de empresários orgânicos, que queriam moldar o Estado a sua semelhança e ocupá-lo virtualmente. Os empresários citados no início deste texto não operam em grupo, não falam grosso, não conspiram em bloco, não têm um projeto de país que acomode bem seus negócios, e, sim, uma dúzia de pleitos de suas empresas que ignoram o Brasil.  Os empresários têm sido a elite que traz a inovação capaz de quebrar a inércia após ciclos de dinamismo. FHC foi se pendurar em uma penca de financistas, ligados à aristocrática banca privada brasileira – Itaú, Safra e Unibanco – e a instituições do mercado de capitais, travestidos de acadêmicos independentes, ou seja, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pérsio Arida, Armínio Fraga e outros. No início do regime militar, Jorge Oscar de Mello Flores, Walter Moreira Salles, Antônio Gallotti, Gastão Bueno Vidigal e Eudoro Villela trabalharam com afinco no apoio à dupla estereotípica da tecnocracia, Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões. No Lula I e Lula II, o próprio Henrique Meirelles, saído do BankBoston, com a anuência de Antônio Palocci, era criatura e criador. Antes, é bem verdade, tinham vindo as empreiteiras – até a estigmatização pela Lava Jato, donatárias do melhor capital humano existente no país –, a Coteminas, de José de Alencar, e o Bradesco, única instituição financeira do país com uma preocupação nacional. Com o apoio desse núcleo ascenderam Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy.  Os mais bem favorecidos perderam a amarra cívica, aquele tesão pelo país, a vontade de modelar o Estado até que ele fosse objeto de orgulho. A política empresarial é tímida, pífia e egoísta. Em pouco tempo, muitos deles sairão daqui, transferindo seus negócios para o exterior, de forma a que eles estejam protegidos naturalmente em dólar. Vai nos restar lembrar um dia 1º de janeiro, quando três anciões subiram a rampa do Palácio do Planalto esbaforidos e de braços dados, ajudando-se mutuamente, para uma frugal visita matinal ao então presidente da República, o general João Baptista Figueiredo. Roberto Marinho, Amador Aguiar e Azevedo Antunes eram a metáfora da fibra empresarial daqueles tempos. Tinham ido cumprimentar o presidente e conversar sobre o Brasil. Simbolicamente, os empresários morreram.

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09.10.15
ED. 5224

Rumo ALL deixa alguns trilhos e dormentes pelo caminho

A Rumo ALL nasceu no momento em que o Brasil caminhava para um novo e consistente ciclo de investimentos em infraestrutura. Menos de um ano depois, a empresa tornou-se um símbolo do descarrilamento do setor. A companhia de concessões ferroviárias estaria prestes a anunciar um substancial ajuste em seu plano de negócios. De acordo com informações filtradas junto à própria Rumo ALL, os cortes deverão ser referendados na próxima reunião do Conselho de Administração, prevista para 10 de novembro. O programa de investimentos original previa um desembolso de aproximadamente R$ 7,5 bilhões para o período entre 2015 e 2019, valor que se tornou inexequível diante das condições da economia. Segundo o RR apurou, a companhia já teria procurado fornecedores de trilhos e vagões para renegociar contratos e reduzir encomendas. Rubens Ometto e os sócios da antiga América Latina Logística pegaram um comboio pensando estar indo numa direção e acabaram em outra. O plano de negócios da Rumo ALL foi construído com base em projeções para o aumento de volume de cargas que certamente não se consumarão – ainda que 70% de suas operações estejam vinculadas ao agronegócio, por ora imune à retração da economia. Ao mesmo tempo, o programa de investimentos está atrelado a uma série de captações que dificilmente se efetivarão nas atuais condições do mercado. Ressalte-se ainda que a Rumo ALL não vive uma situação financeira das mais confortáveis. Há uma locomotiva vindo na direção contrária: trata-se do aumento da relação dívida líquida/Ebitda. Esta proporção já está em 4,97 vezes, próxima, portanto, do ameaçador patamar de 5,5. Este é o limite acertado com os credores, uma cancela que, uma vez baixada, vai disparar os covenants previstos em praticamente todos os contratos de financiamento da companhia, à exceção dos empréstimos junto ao BNDES.

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07.10.15
ED. 5222

Postos da BR Distribuidora são “saqueados” pela concorrência

Que BR Distribuidora será ofertada ao mercado? A líder absoluta na venda de combustíveis no país, notabilizada por sua portentosa estrutura logística e uma rede com mais de 7,5 mil postos, ou uma empresa em célere processo de erosão, saqueada por seus competidores? Quanto mais o IPO demorar em razão das circunstâncias adversas do mercado, maiores as chances de os investidores se depararem com a segunda opção. A BR encontra-se sob forte ataque da concorrência: alguns dos principais grupos do setor estão se aproveitando do momento de fragilidade da estatal – e, em última instância, de todo o Sistema Petrobras – para arrancar um pedacinho da companhia, avançando sobre seus revendedores. As tentativas de pilhagem do market share da empresa vêm dos mais diversos lados. Rubens Ometto e Shell estão entre os mais agressivos: apenas nos meses de julho e agosto, a Raízen abriu conversações com cerca de 150 proprietários de postos de combustíveis que usam a bandeira da BR. Já a Ale , da Marcelo Alecrim, avança sobre revendedores da estatal em São Paulo, Minas Gerais e Ceará. A expectativa da empresa é fisgar algo perto de 70 estabelecimentos até dezembro. O avanço dos predadores reflete a vulnerabilidade da presa. A BR é hoje um gigante alquebrado, que, assim como todas as subsidiárias da Petrobras, purga os efeitos da Lava Jato e sofre com a asfixia financeira da companhia. É também uma empresa acéfala, sem presidente há mais de um mês. Ou um pouco mais, numa conta rigorosa: antes mesmo de deixar o cargo, o ex-presidente José Lima Neto, citado no “petrolão”, já era um dirigente enfraquecido, pálido, sem voz de comando. Ao mesmo tempo, a BR vive um situação de esgarçamento na relação com seus revendedores. No afã de aumentar sua arrecadação, a estatal vem espremendo os distribuidores com uma política de cobrança de royalties cada vez mais sufocante. A inevitável insatisfação da tropa serve de combustível para o avanço dos concorrentes, que têm oferecido condições vantajosas para comprar o passe destes revendedores e embandeirar os postos com sua logomarca. Para se ter uma ideia do apetite com que a concorrência avança sobre a BR, a possibilidade de abduzir distribuidores da estatal teria sido uma das razões para a Ale suspender o processo de venda do seu controle. Neste momento de notória depreciação dos ativos, o empresário Marcelo Alecrim trocou de lado no balcão, vislumbrando a possibilidade de engordar sua companhia com os postos da BR e, posteriormente, retornar para a vitrine com um melhor valuation. Procurada pelo RR, a Ale disse que está investindo R$ 133 milhões em 2015 para ampliar sua rede, sem fazer menção específica aos postos da BR.

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A disposição de Dilma Rousseff em criar um núcleo duro empresarial no seu governo, com forte participação em uma futura reforma ministerial, está esbarrando na diversidade dos interesses e ideias da categoria. O apoio do empresariado foi apresentado à presidente como uma terceira via para lidar com a borrasca perfeita do seu governo: base aliada dividida, Congresso hostil, crash de popularidade, corrupção, ministério fisiológico, inflação, recessão etc. A ideia de trazer a burguesia para compor a regência é um chiclete mastigado. Lula defende um diálogo maior com o setor privado desde a formação do ministério do segundo mandato. O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tem bons amigos entre os empresários, é entusiasta antigo dessa aproximação e adepto da criação de um conselho consultivo de dirigentes do setor privado – a presidente ouve falar em conselheiros e quer logo pegar em uma pistola. Na última vez, mirou o alvo e assassinou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Joaquim Levy veio bater na mesma tecla de atração do empresariado. A estratégia caiu na boca do povo, e ministros como Armando Monteiro e Nelson Barbosa, além dos “aliados” Michel Temer e Renan Calheiros, correram para os braços dos empresários. Os interesses nesses jantares, almoços e reuniões variam do oportunismo mais rastaquera até nobres tentativas de apoio. Em comum, o fato de que todos batem cabeça. Os empresários não têm “uma agenda para o desenvolvimento”, até porque, “agendas” – enfatize-se o plural – é o que não falta. Não há nada nesse empresariado que lembre os Srs. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Gastão Bueno Vidigal, Antonio Gallotti, Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, Cândido Guinle de Paula Machado e… Roberto Marinho. Uma elite orgânica, conservadora modernizante, frequentadora entre si, empreendedora, com um projeto permanente de conquista do Estado e ciosa de previsibilidade. O atual rating dos endinheirados varia conforme as notas sobre a gradação financeira, respeitabilidade, presença na mídia e dependência financeira do governo. Há análises combinatórias. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tem relacionamentos com o governo, respeitabilidade e porte financeiro. O presidente do Itaú, Roberto Setubal, respeitabilidade e grana, mas nunca foi bem visto no Planalto. Jorge Gerdau, arroz de festa nas especulações ministeriais, é, no momento, potencial candidato a pedir o auxílio do governo. O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, já foi aspirante a ministro da Fazenda antes de Joaquim Levy. É identificado como um sincero colaborador. Os dirigentes da Natura, Guilherme Leal e Pedro Passos – este último presidente do IEDI – são anunciados como presentes em todos os encontros, mas nunca participaram de nenhum. E tome de Benjamin Steinbruch, Rubens Ometto, Edson Bueno, Cledorvino Belini, Joesley Batista e tantos e tantos outros. Ressalvas para Paulo Skaf, considerado pelos seus pares o “Guido Mantega do empresariado”. São tantas as diferenças para um único consenso: Dilma é vista por todos como um estorvo. Se a realidade refletir o que é dito pelos empresários à boca pequena, o apoio à presidente não passa de um autoengano de Dilma.

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09.07.15
ED. 5159

Caça Á  BR

Se a operação de etanol da Raízen permanece em ponto morto, a  espera de dias melhores, a área de combustível de aviação está a pleno a vapor. Rubens Ometto e Shell vão investir cerca de R$ 200 milhões nos próximos dois anos para instalar bases de operação em mais 20 aeroportos. A Raízen chegará, assim, aos 80 terminais, encostando na BR, presente em 100 aeroportos.

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03.07.15
ED. 5155

Açúcar e afeto

 Não dá para dizer que Dilma Rousseff e Rubens Ometto viraram amigos de infância. Mas a interlocução entre eles melhorou muito, a ponto de Ometto ter integrado a comitiva presidencial em Nova York.

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09.06.15
ED. 5137

Ometto já vê Comgás e Gas Brasiliano no mesmo pote

Rubens Ometto anda eufórico nas últimas semanas. Motivos não lhe faltam. Além do recorde nas vendas de etanol no Brasil, registrado nos quatro primeiros meses do ano, o empresário acredita ter juntado as peças necessárias para viabilizar um antigo projeto: a compra da Gas Brasiliano e sua posterior fusão com a Comgás. O quebra-cabeça começa a ganhar forma: de um lado, está o interesse da Petrobras em vender o controle da Gas Brasiliano; do outro, surgem grupos dispostos a se unir a Ometto numa oferta pela concessionária paulista. Além da própria Shell, que já é sócia da Cosan na Comgás, a Total e a Petrogal também devem participar do bid. Estima- se que a operação possa atingir os US$ 400 milhões. Em 2010, quando comprou o controle integral da Gas Brasiliano junto ao grupo italiano Eni, a Petrobras pagou cerca de US$ 250 milhões. O caminho natural é que a operação passe pela Distribuição de Gás Participações, criada pela Cosan no início deste ano a partir do spin off de seus negócios no setor. Além da Comgás, a própria Gas Brasiliano ficaria pendurada na nova empresa – as duas distribuidoras teriam uma receita combinada da ordem de R$ 10 bilhões. Neste caso, ao que tudo indica, a Total, a Petrogal e a própria Shell entrariam diretamente no capital da subholding, passando a dividir com Rubens Ometto o controle das duas maiores distribuidoras de gás de São Paulo. Total e Petrogal estão entrando no negócio guiadas pelo mesmo interesse estratégico: ter uma garantia de consumo do gás que produzirão em seus respectivos blocos na Bacia de Santos. Rubens Ometto, por sua vez, fará por merecer o epíteto de “Mr. Gás”. Caso feche a aquisição da Gas Brasiliano, passará a controlar quase 40% da distribuição do insumo no país.

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13.05.15
ED. 5119

Parceiro indigesto

A PDVSA teria procurado a Raizen, leia-se Cosan e Shell, com uma proposta de parceria para a distribuição de combustíveis na Região Norte do Brasil. Rubens Ometto talvez até topasse o risco. Mas é difícil imaginar que a Shell queira se associar a  estatal venezuelana e, por extensão, ao governo de Nicolás Maduro.

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10.04.15
ED. 5098

O ex-MRS Julio Fontana Neto

O ex-MRS Julio Fontana Neto assumiu a presidência da Cosan Logística com a força de uma locomotiva. Com carta branca de Rubens Ometto, já trocou executivos, refez o planejamento estratégico e reviu o programa de investimentos da empresa.

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10.02.15
ED. 5059

Sonho meu

Além de ex-ministros, como Delfim Netto e Roberto Rodrigues, Katia Abreu quer atrair empresários para o conselho de notáveis do agronegócio que está montando. A maior das conquistas, diz ela própria, seria Rubens Ometto, crítico contumaz de Dilma Rousseff.

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30.12.14
ED. 5031

Em 2015, RR promete notícias de arrepiar

O assinante do Relatório Reservado não precisou esperar pelo café da manhã de Dilma Rousseff com os jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto. A notícia sobre a abertura de capital da Caixa Econômica chegou primeiro no RR, mais precisamente no dia 24 de outubro, dois meses antes de Dilma anunciar o projeto. E quantos ministros da Fazenda cabem no noticiário? Bem mais do que os dedos das mãos podem contar. Em meados de novembro, já eram 18 os cotados pela mídia para assumir o posto de Guido Mantega. Pois no dia 17 de novembro, o RR trouxe em primeira mão o nome de Joaquim Levy como o mais forte candidato ao Ministério da Fazenda. Quando todos especulavam sobre a possível indicação de Luiz Carlos Trabuco, esta publicação dizia que o personagem “egresso do mercado, com o aval de Lula e capaz de mexer com as expectativas do empresariado” estava, sim, no Bradesco, mas “alguns andares abaixo da presidência do banco”. Levy era o “Trabuco possível” para o Ministério, cravou o RR. Dez dias depois, o ex-secretário do Tesouro era formalmente anunciado como o substituto de Mantega. Ao longo de 2014, o RR fez o que faz há mais de 40 anos: antecipou informações, revelou hoje o M&A de amanhã, descortinou a intimidade decisória das maiores corporações do país, escreveu a crônica do desamor societário, anteviu os movimentos de grandes líderes empresariais, auscultou os principais gabinetes da República. _____________________________________________________________________________________ O RR noticiou o IPO da Caixa Econômica dois meses antes de Dilma anunciar o projeto _____________________________________________________________________________________ Acompanhou o processo eleitoral sem jamais se esconder atrás dos fatos. Opinou sem ser partidário, interveio sem perder a independência. Tudo com o olhar atento e privilegiado dos que caminham nas coxias. O Relatório Reservado orgulha-se dos seus números. Em 2014, publicamos 2.110 notícias. Entre corporações, empresários, executivos e autoridades, a galeria de citados somou mais de 500 nomes. Destrinchar tais estatísticas é como gerar um eletrocardiograma do noticiário corporativo no ano. E, neste caso, nenhuma outra empresa teve tantos episódios de taquicardia quanto a Petrobras, por razões mais do que óbvias – e lamentáveis – a companhia mais mencionada no RR em 2014, com 82 registros. _____________________________________________________________________________________ Em 2014, publicamos 2.110 notícias, com mais de 500 nomes citados _____________________________________________________________________________________ O RR, ressalte-se, não caiu na armadilha do linchamento corporativo que, em muitos momentos, tem pautado a cobertura sobre o “petrolão”. Ao longo do ano, procurou separar a Petrobras, um símbolo do Brasil, da quadrilha que lá se instalou, por mais que os meliantes tenham se empenhado para evitar esta decantação e emporcalhar o nome da companhia. Entre as empresas mais citadas em 2014 figuram ainda nomes como Itaú, Eletrobras, Cemig, Previ, Votorantim e… BTG Pactual, o segundo no ranking de assiduidade no RR. E como uma publicação especializada em negócios e finanças poderia escrever sobre fusões, aquisições ou grandes costuras societárias sem mencionar o banco de André Esteves, quase que onipresente nas maiores operações de M&A no país? Entre os nomes mais poderosos do país, ninguém foi mais citado do que justamente o nome mais poderoso do país. Dilma Rousseff contabilizou 125 menções. O segundo? Ora, o segundo: Aécio Neves surgiu no RR em 54 edições. A diferença, claro, reflete o período do “mandato” de cada um. As referências a  presidente da República se espalham ao longo do ano. No caso de Aécio, as notícias ficaram concentradas durante o período eleitoral. Se bem que o tucano, por vezes, parece realmente acreditar que as eleições ainda não acabaram. Se Petrobras e BTG Pactual pontificaram no noticiário, nada mais natural que Maria das Graças Foster e André Esteves estejam entre os mais citados no RR em 2014. Este rol inclui ainda figuras como Benjamin Steinbruch, Jorge Paulo Lemann, Rubens Ometto, Jorge Gerdau, Roberto Setúbal e Abílio Diniz. Por falar em Abílio, ao apagar das luzes de 2014, no dia de 16 de dezembro, o RR informou que o empresário preparava “sua ceia de Natal no Carrefour”. Dois dias depois, era anunciada a venda de 10% do Carrefour Brasil para o ex-controlador do Pão de Açúcar. Há também o caso daqueles que estão se despedindo do ranking dos mais citados. Muito provavelmente Guido Mantega não estará entre os “mais mais” do RR em 2015. Já Joaquim Levy… Em 2015, o Relatório Reservado espera ser ainda mais Relatório Reservado: informativo, analítico, ácido, pero sin perder la ternura jamás, e, acima de tudo, “furão”, como diz o jargão jornalístico. Como qualquer publicação que carrega o compromisso com a antecipação do fato, o RR convive permanentemente com o risco do erro, até porque seu perfil editorial abre espaço para notícias com algum componente especulativo. _____________________________________________________________________________________ Em 16 de dezembro, o RR informou que Abílio Diniz preparava sua “ceia de Natal no Carrefour”. Bingo! _____________________________________________________________________________________ No entanto, o índice de acertos é muito superior a  coluna dos passivos. Arthur Hays Sulzberger, que comandou o The New York Times de 1935 a 1961, costumava dizer que “a notícia é um relatório de conflitos, e, a s vezes, os jornalistas, em seu ofício, tornam o fundo mais escuro e as sombras mais profundas do que realmente são”. O que fazer, se a melhor notícia, na maioria das vezes, está nas sombras… O que não está nas sombras é o agradecimento do Relatório Reservado a seus assinantes. O RR volta a circular na sexta feira, 2 de janeiro. A todos, um Feliz 2015!

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09.12.14
ED. 5018

Pré-estreia

Katia Abreu não é Joaquim Levy, mas também antecipou sua posse no Ministério da Agricultura. Está agendando uma série de encontros com usineiros até o fim do ano, a começar por Rubens Ometto, um dos maiores críticos no setor ao governo Dilma Rousseff.

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02.12.14
ED. 5013

Rubens Ometto

Rubens Ometto e as autoridades regulatórias de São Paulo estão em rota de colisão. O motivo é a revisão tarifária da Comgás, prevista para 2015. A Agência de Saneamento e Energia do Estado já sinalizou que exigirá da distribuidora de gás um aumento do volume de investimentos para justificar o reajuste solicitado pela empresa. Estima se que a contrapartida custe a  Comgás mais de R$ 3 bilhões. Oficialmente, a Arsesp informa que “qualquer exigência ou solicitação para as concessionárias de gás dentro do processo de revisão tarifária será tornada pública em seu devido momento.”

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28.11.14
ED. 5011

Ometto dá outro rumo a sua operação logística

Rubens Ometto é homem de fazer revoluções dentro da revolução. A fusão entre a Rumo Logística, controlada pela Cosan, e a América Latina Logística (ALL) nem sequer foi concluída e muito menos aprovada pelo Cade e o empresário já articula os próximos movimentos da operação. Ometto pavimenta desde já a possível associação da nova companhia a um pool de cooperativas agrícolas de São Paulo. Há dois modelos sobre a mesa: a negociação poderia se dar por meio da criação de uma joint venture ou mesmo com a entrada deste grupo de cooperativas no capital da nova operadora logística, a partir da compra de uma participação minoritária. Do lado das cooperativas agrícolas, as tratativas estariam sendo conduzidas pela Coopercitrus, de Bebedouro (SP) – empresa que fatura cerca de R$ 1,7 bilhão por ano com a comercialização de insumos e equipamentos agrícolas. Oficialmente, a companhia nega qualquer negociação. Ressalte-se, no entanto, que a Coopercitrus já tem negócios com a Rumo Logística. Há quase quatro anos ambas são sócias na TB S/A, joint venture criada para operar um terminal de açúcar e grãos em Barreto, também no interior paulista. A intenção de Rubens Ometto é formar um cinturão de parcerias capaz de ampliar a estrutura, o grau de diversificação e a abrangência de atuação do novo grupo resultante da fusão entre ALL e Rumo. O empresário considera fundamental agregar sócios com armazéns e carga garantidos em São Paulo, não por coincidência onde está concentrada a maior parte dos ativos da Rumo – ao todo são sete terminais no estado.

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28.11.14
ED. 5011

Parasitismo

Rubens Ometto tenta pegar carona na compra dos ativos da BG pela Shell para ressuscitar um antigo projeto: a atuação conjunta da Cosan e dos anglo-holandeses em exploração e produção no Brasil. A dobradinha chegou a fazer parte dos planos originais da Raízen, joint venture entre as duas empresas, mas acabou ficando pelo caminho. No que depender da Shell, é por lá que ficará.

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04.11.14
ED. 4993

Mau agouro

Instado por seus sócios da Shell a analisar o impacto da reeleição de Dilma Rousseff, Rubens Ometto teria traçado um cenário tenebroso para a indústria sucroalcooleira. A ponto de os anglo-holandeses se perguntarem por que a Raízen ainda investe no setor.

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29.10.14
ED. 4989

Total e Raízen disputam cada litro de combustível da Ale

Quem vai ficar com a Ale? A resposta só virá ao fim do leilão em que se transformou a venda da quarta maior rede de postos de combustíveis do Brasil. A companhia, controlada pelos empresários Marcelo Alecrim e Sergio Cavalieri, permanece sobre o balcão desde o fim de 2013. A francesa Total e a Raízen, leia-se Cosan e Shell, estão na disputa. Segundo fonte do setor, o BTG Pactual também demonstrou interesse pela empresa – no mercado, desconfia-se que o banco apenas representaria os interesses de um grupo estrangeiro ainda não presente no Brasil. Se a Ale estivesse exposta na Sotheby’s, talvez o martelo já tivesse sido batido. No entanto, as conversações têm sido marcadas por uma série de idas e vindas. Na visão dos pretendentes a  compra da Ale, Cavalieri e Alecrim são dois leiloeiros com uma dose de ganância além da conta. Procurada pelo RR, a Ale não confirmou as informações e garantiu que segue com o “plano de crescimento previsto para 2014”. A Total esteve muito perto de fechar a aquisição da Ale. Chegou, inclusive, a firmar um contrato de exclusividade para negociar a compra da empresa, que venceu em fevereiro deste ano. Os franceses aceitaram pagar a cifra de R$ 1 bilhão estipulada pelos donos da Ale. No entanto, de acordo com a mesma fonte, Alecrim e Cavalieri teriam inflacionado a pedida para algo perto de R$ 1,2 bilhão. Foi a vez da Raízen concordar com as novas condições, mas a novela teria se repetido: na hora H, os controladores da Ale regatearam. Segundo a fonte do RR, as conversações tanto com a Total quanto com Rubens Ometto prosseguem, porém num tom bem mais rascante. Alecrim e Cavalieri valorizam ao máximo o mais cobiçado ativo do setor, a última das grandes distribuidoras nacionais ainda imunes ao processo de consolidação do setor. Para a Total, de modesta presença no mercado brasileiro, a aquisição significaria o passaporte para o topo do comércio retalhista. No caso da Raízen, por sua vez, a operação valeria um empate técnico com a Ipiranga, na vice-liderança do ranking. Ambas passariam a ter cerca de 14 mil postos, atrás apenas da BR, dona de 20 mil postos.

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14.10.14
ED. 4978

Galho em galho

Rubens Ometto está sempre dentro da margem de erro. Já foi Lula e Dilma, virou Aécio, flertou com Marina e agora voltou com tudo para a campanha do tucano. Ometto tem sido uma espécie de “ministro do etanol”, participando ativamente da elaboração do programa de governo de Aécio na área de biocombustíveis.

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07.10.14
ED. 4973

Será que os R$ 8 bilhões de investimentos

Será que os R$ 8 bilhões de investimentos alardeados por Rubens Ometto, novo controlador da ALL, incluem a compra da Transportadora Antônio Grossi? O grupo está interessado na compra da empresa gaúcha, que reúne uma frota de 150 caminhões.

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26.09.14
ED. 4966

Voto de Rubens Ometto vale cada gota de combustível

Os planos de Rubens Ometto na área de bioenergia não cabem entre as quatro paredes da Novvi, a joint venture recém-formada entre a Cosan e a Amyris. O firme propósito do empresário de se tornar o maior produtor de diesel a  base de cana de açúcar do mundo exige um passo além: o ingresso no capital do próprio grupo norte-americano. Ometto articula a compra de até 50% da Amyris, controlada pela francesa Total e por fundos de investimento dos Estados Unidos. Este movimento lhe daria acesso direto, sem intermediários, a  tecnologia desenvolvida pelos norte-americanos. Ometto passaria também a ter ingerência sobre a própria fábrica da Amyris na cidade de Brotas, no interior de São Paulo. Hoje, a capacidade instalada é de 50 milhões de litros de diesel de cana por ano. Embora a unidade jamais tenha atingido tal volume, Ometto acha que é pouco. Ele trabalha com projeções de que há demanda reprimida, tanto no mercado interno quanto no exterior, para o dobro desta produção – patamar que exigiria um investimento de R$ 1 bilhão. Impossível dissociar os planos de Rubens Ometto de seus recentes movimentos políticos, leia-se o duro rompimento com Dilma Rousseff e o posterior embarque na campanha de Marina Silva. Segundo fontes próximas ao empresário, Ometto já apresentou seus planos a Marina. Quem presenciou a conversa garante que ela demonstrou bastante empatia pelo projeto. Além de biodiesel, o empresário anunciou também o interesse de usar a Novvi e a Amyris para a produção de lubrificantes a  base de cana. Um eventual governo Marina Silva criaria uma ambiência propícia para a produção em larga escala de diesel e outros bioderivados de cana de açúcar. Com o apoio de Marina, o que hoje é um projeto com um único dono poderia ganhar status oficial, tornando-se um programa de governo com o nobre propósito de soerguer a indústria sucroalcooleira. Tudo devidamente acompanhado dos incentivos oficiais de praxe. Nada muito diferente do modus operandi que transformou a Cosan num dos maiores grupos de energia do país. Hoje, por exemplo, a companhia tem cerca de R$ 1,2 bilhão em empréstimos abertos com o BNDES. A julgar pela ira que Ometto passou a destilar contra o governo Dilma Rousseff, foi pouco.

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03.09.14
ED. 4949

Banco escolar

Rubens Ometto mira agora na área de educação. Ao lado de um grupo de investidores do setor, pretende criar uma espécie de universidade do agronegócio. Certamente Dilma Rousseff não será escolhida como paraninfa do projeto.

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14.08.14
ED. 4935

Tucanagem

Rubens Ometto – que já foi Lula de carteirinha e, na noite da última segunda-feira, teve um encontro protocolar com Dilma Rousseff – está articulando um grande evento em São Paulo, com a presença de Aécio Neves e a nata da indústria sucroalcooleira.

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23.07.14
ED. 4919

Cosan põe um pé no capital da Gas Brasiliano

O mercado de distribuição de gás está em ponto de combustão. Além da associação entre a Cemig e a espanhola Gas Natural Fenosa e o iminente aumento da participação da própria estatal mineira na Gasmig, mais uma grande operação está se desenhando no setor. A Cosan, acionista majoritária da Comgás, articula sua entrada no capital da Gas Brasiliano. Controladora integral da empresa, a Petrobras pretende se desfazer de 40% da distribuidora. A negociação corrobora a disposição da estatal de reduzir sua presença neste mercado para fazer caixa – conforme informou o RR na edição nº 4.735. Antes da Gas Brasiliano, a Petrobras espera concluir a venda de parte da Gasmig para a Cemig – anunciada na semana passada, a operação também envolve a transferência de 40% das ações. Todas estas negociações vão alterar significativamente o jogo de forças na área de distribuição de gás. Se a Petrobras, presente no capital de quase todas as concessionárias estaduais, está recuando algumas casas, na mão contrária, a Cosan avança com tudo no tabuleiro do setor. Não é difícil imaginar aonde Rubens Ometto pretende chegar com seu ingresso na Gas Brasiliano. Uma vez dentro da companhia, Ometto terá campo aberto para articular sua fusão com a Comgás. A operação daria origem a um gigante responsável por mais de um terço das vendas de gás natural no país e dono de quase metade da malha de distribuição instalada em todo o território brasileiro. Juntas, Comgás e Gás Brasiliano dominariam uma área no mapa de São Paulo com quase 40 milhões de habitantes. Trata-se de uma operação que conta com a simpatia da Petrobras. Entre ser protagonista de um curta-metragem ou coadjuvante de uma série de sucesso, a estatal prefere a segunda opção. Ela trocaria uma participação majoritária numa empresa pequena, caso da Gas Brasiliano, por uma fatia menor na maior distribuidora de gás do país. E o mais importante: tendo ao lado um parceiro como a Cosan, poderia reduzir seus aportes no setor. A associação entre as duas distribuidoras permitiria a  Cosan manter a liderança no setor pelo critério de clientes atendidos, posto que a Comgás deverá perder quando a fusão entre os ativos da Cemig e da Gas Natural estiver concluída. Aliás, o predomínio mineiro no setor poderia ser ainda maior se, no início deste ano, a própria Cemig não tivesse desistido de comprar 40% da Gas Brasiliano.

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20.06.14
ED. 4896

Ometto chega Á  ALL como uma locomotiva

 Para Rubens Ometto, o Cade é apenas um detalhe. Antes mesmo do sinal verde do órgão antitruste para a fusão entre ALL e Rumo Logística, Ometto já se movimenta para aumentar sua fatia no capital da nova companhia. O empresário negocia a compra da participação da Gávea Investimentos, dona de 10% da Rumo. A rigor, as ações teriam de ser oferecidas também para os demais integrantes do bloco de controle da ALL, notadamente Previ, Funcef e BNDES. No entanto, os fundos de pensão e o banco de fomento já teriam sinalizado que não estão dispostos a ficar com os papéis da Gávea. Não deixa de ser uma postura surpreendente, sobretudo no que diz respeito a  Previ e a  Funcef. As duas fundações resistiram durante um bom tempo a  associação com Ometto. Formalmente, a Gávea deverá atribuir sua saída da ALL a  maturação do negócio e a  consequente decisão de desinvestimento. No entanto, segundo informações filtradas da própria operadora ferroviária, a gestora de recursos nunca simpatizou com a ideia de associação com a Rumo, por considerar que a ALL ampliará em demasia suas ramificações na área de logística e poderá perder o foco em seu principal negócio. Consta que foi contrária também ao excesso de poder com que Ometto chegou a  companhia. Por mais paradoxal que possa parecer, poder que ela própria aumentará caso venda suas ações ao empresário. Mas aí já não será mais um problema dela, mas, sim, dos demais acionistas da ALL.

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05.05.14
ED. 4863

Dose dupla

A entrada de Rubens Ometto na América Latina Logística (ALL) deve ter o auxílio luxuoso da russa RZD, que opera 90 mil quilômetros de linhas férreas na Europa. O empresário negocia para que o grupo faça parte do bloco de controle da operadora ferroviária.

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02.04.14
ED. 4843

Ometto descarrega os caminhões da ALL

 Rubens Ometto ainda não assumiu oficialmente o controle da ALL, mas sua voz já reverbera pelos corredores da empresa. É ele quem dita o plano de venda de ativos sobre a mesa do presidente da companhia, Alexandre Santoro. Quando desembarcar formalmente no comando da ALL, Ometto quer encontrar uma empresa mais enxuta, a começar pela devolução de trechos de ferrovias pouco rentáveis. No entanto, a maior das mudanças passa ao largo dos trilhos da concessionária. Ometto defende, desde já, a venda da frota de caminhões da antiga Delara, empresa de transporte comprada em 2001. A operação pertence a  Ritmo Logística, controlada pela ALL. Procurada, a empresa negou a venda dos ativos. Para a ALL, a negociação seria como entrar na máquina do tempo. A venda da frota da Delara praticamente significaria a saída do modal rodoviário, ou seja, um enorme passo atrás no processo de verticalização implantado pelo grupo na última década. Não obstante a aposta na complementariedade, a operação nunca rendeu a rentabilidade esperada pelos acionistas da ALL. Em tempo: talvez uma coisa não tenha nada a ver com a outra. Mas não custa lembrar que Wilson Delara, antigo proprietário da empresa de transporte rodoviário e acionista da ALL, teria se oposto a  primeira oferta de Ometto pelo controle da companhia. A recusa adiou o negócio em quase um ano. Vai ver é só coincidência. Ou não.

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18.03.14
ED. 4832

Os trilhos de Rubens Ometto vão além da fusão com a ALL

Quem para a locomotiva chamada Rubens Ometto? O turbulento processo de fusão entre Cosan e ALL nem sequer percorreu os primeiros quilômetros e o empresário já se dedica a mapear os próximos movimentos no setor. Sua intenção é usar a nova companhia como ponta de lança para a aquisição de linhas férreas já em operação ou ainda por serem construídas. O principal alvo de Ometto é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). Conhecida como “ferrovia da soja”, a estrada ligará Lucas do Rio Verde (MT) a Uruaçu (GO) – o projeto prevê também uma conexão com a Ferrovia Norte- Sul. O leilão da Fico, que deverá abrir a nova temporada de licitações da ANTT, é um dos mais aguardados do setor. O trecho de mais de 1,5 mil quilômetros vai cortar uma das maiores regiões produtoras de grãos do país. Segundo fonte da própria agência, a Cosan já sinalizou ao governo o interesse em disputar a concessão da Fico. A companhia, aliás, integra o coro dos investidores que cobram a revisão das taxas de retorno do empreendimento. A rentabilidade foi originalmente fixada em 8,5% ao ano. Ao mesmo tempo em que desata os nós da fusão com a ALL, a Cosan busca parceiros para a licitação da ferrovia da soja. Ometto quer ter ao seu lado uma construtora e uma trading. Neste caso, um forte candidato é a Mitsubishi. A companhia japonesa já mantém um acordo com a Cosan para a comercialização de etanol no mercado asiático. Ometto, ressalte-se, já pensa e age como acionista controlador da ALL. E olha para o mapa ferroviário nacional como um enxadrista que estuda a posição de cada peça no tabuleiro. No caso da Fico, o que mais alimenta seu interesse na licitação é o potencial de sinergia com a própria ALL. A construção de um ramal de 500 quilômetros entre as cidades de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde permitiria a integração entre as duas malhas. Ometto mira também na aquisição de ferrovias paralisadas por falta de investimentos dos respectivos concessionários. São trechos já devolvidos a  ANTT que deverão ser leiloados nos próximos dois anos. Há mais de um ano, a Cosan Logística, braço do grupo, analisa mais de uma dezena de trechos que serão reofertados ao mercado pela agência reguladora, notadamente em São Paulo e no Paraná.

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23.12.13
ED. 4804

ALL acaba com as folhas do talão de multas da ANTT

Afinal, o que está acontecendo com a América Latina Logística (ALL)? A maior operadora ferroviária do Brasil tornou-se um comboio desgovernado. As graves falhas operacionais e o elevado número de acidentes transformaram a empresa em campeã de punições no setor de transportes. A bola de neve não para de crescer. Segundo uma fonte da própria ANTT, a ALL está prestes a levar mais um duro e dispendioso corretivo da agência reguladora. Ainda neste trimestre a companhia deverá receber uma nova leva de multas no valor aproximado de R$ 40 milhões. Ou seja: neste caso, em apenas três meses as sanções impostas pelas autoridades do setor somariam cerca de 60% a mais do que todas as multas aplicadas a  concessionária durante 2013. De acordo com a mesma fonte, a empresa ainda sofrerá outras penalidades ao longo dos próximos meses. É o preço a ser pago pelo carry over de mais de 400 acidentes ocorridos em sua malha no ano passado. Significa dizer que a ALL respondeu por quase 60% dos sinistros registrados em todas as estradas de ferrovias brasileiras. Trata-se de um número impressionante mesmo considerando que a empresa reúne cerca de 40% das linhas férreas em operação no país. O desenfreado custo descarrilamento coincide com um dos períodos mais delicados da história da ALL. No ano passado, a empresa levou uma tunga de mais de R$ 220 milhões com a cassação de suas concessões na Argentina. Neste momento, a concessionária está no meio de um complexo processo de fusão com a Rumo Logística, controlada pelo empresário Rubens Ometto. A associação foi a maneira encontrada pela ALL para encerrar o contencioso com a Cosan e escapar de uma cobrança que poderia chegar a R$ 5 bilhões. Ometto entrou na Justiça contra a concessionária alegando quebra do contrato firmado para o transporte de açúcar. A associação com a Rumo resolveu um problema, mas traz outro a reboque: a nova empresa resultante da fusão terá de investir aproximadamente R$ 10 bilhões, boa parte destes recursos na solução de gargalos logísticos.

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31.01.14
ED. 4829

Cosan

Entrou água nas negociações para o aporte do Canada Pension Plan Investment Board na Cosan Infraestrutura. O fundo de pensão condiciona o desembolso de aproximadamente US$ 500 milhões a  participação na gestão da companhia. Ocorre que o empresário Rubens Ometto não quer nem ouvir falar nessa possibilidade.

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29.11.13
ED. 4788

Rubens Ometto arranca uma passagem para a ALL

Rubens Ometto promete levar a s últimas consequências o contencioso entre a Rumo Logística, sua controlada, e a ALL. O que está em jogo, neste caso, é muito mais do que um contrato para o transporte de açúcar – para todos os efeitos, a questão central dos processos cruzados de arbitragem recém- abertos pelas duas companhias. O empresário enxerga o litígio como uma gazua – alguns dirão um pé de cabra – para abrir a porta que lhe foi fechada pelos sócios da ALL e, finalmente, entrar no capital da companhia. Segundo fontes próximas a Ometto, seu objetivo é forçar a conversão em ações das diversas multas cobradas pela Rumo a  operadora ferroviária por suposto descumprimento de contrato. O valor exigido na Justiça seria da ordem de R$ 1 bilhão. Para efeito de comparação, a cifra é superior ao dote de R$ 896,5 milhões que Ometto ofereceu, no ano passado, para comprar 5,67% do capital da ALL ou – esta, sim, a conta que interessa – o correspondente a 49% das ações dentro do bloco de controle da companhia. Procurada pelo RR, a Cosan, controladora da Rumo, disse “desconhecer a informação”. No entendimento dos advogados de Rubens Ometto há brechas no contrato entre a Rumo e a ALL que possibilitariam a conversão das dívidas em participação acionária. A própria situação da operadora ferroviária jogaria a favor de Ometto. A ALL está longe de seus melhores dias. Os sócios discutem, inclusive, a necessidade de promover um aumento de capital ou buscar um novo investidor – ver RR edição nº 4.742. Ainda que o valor fosse diferido no tempo, a cobrança de uma nova multa de R$ 1 bilhão representaria mais um baque nas finanças da companhia. No contrato firmado com a Rumo Logística, a ALL comprometeu- se a movimentar por ano um volume mínimo de açúcar e derivados e a fazer sucessivos investimentos em sua malha e na compra de equipamentos, de modo a garantir o gradativo aumento da carga transportada. No entanto, a operadora ferroviária não estaria cumprindo integralmente as contrapartidas previstas no acordo. A contenda se arrasta há quase quatro anos. No mês passado, a empresa entrou com um processo de arbitragem na Câmara de Comércio Brasil-Canadá na tentativa de evitar novas cobranças. A Rumo, por sua vez, também ingressou com um pedido de arbitragem contra a ALL, alegando já ter investido mais de R$ 1,2 bilhão na operação.

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25.10.13
ED. 4764

Praça do pedágio

O mercado de cobrança eletrônica de pedágio virou a coqueluche de Rubens Ometto. Dois meses após comprar 10% da STP, líder nacional do setor, a Raízen estaria tentando fisgar uma opção de compra de 25% até o fim de 2014. Ao chegar aos 35%, passaria a dividir o controle da companhia com a CCR e o empresário Ivan Toledo de Corrêa Filho. Consultada, a STP não retornou.

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26.09.13
ED. 4743

Cosan puxa o açucareiro da Copersucar

Rubens Ometto está cavoucando lá na raiz da Copersucar. A Cosan teria feito uma oferta para comprar uma participação no Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), dono de quatro usinas de álcool e açúcar no interior de São Paulo. A negociação seria um golpe de foice na Copersucar. O GVO é uma das principais integrantes da cooperativa paulista, seja pelo valor simbólico – foi uma das fundadoras da empresa -, seja pelo peso no faturamento. Na última safra, o Grupo Virgolino de Oliveira teve uma receita líquida da ordem de R$ 1 bilhão. Mas, em meio ao azedume do setor, amargou um prejuízo de quase R$ 90 milhões. Procuradas pelo RR, as duas empresas negaram, em coro, a operação. No entanto, segundo fontes próximas a Rubens Ometto, o empresário já acenou, inclusive, com a possibilidade os atuais controladores do GVO terem uma participação cruzada na própria Cosan como forma de viabilizar o negócio.

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13.09.13
ED. 4734

Cosan

Rubens Ometto deverá apertar ainda mais o cinto da Cosan. Após anunciar um corte da ordem de R$ 150 milhões nos investimentos de 2013, a empresa estuda reduzir em até 10% os aportes previstos para o próximo ano. Mais uma vez, a machadada atingiria principalmente a Raízen.

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06.09.13
ED. 4729

Ometto conta com Alckmin para capturar o gás de São Paulo

O governador Geraldo Alckmin teria iniciado tratativas com a Assembleia Legislativa com o objetivo de desatar as amarras legais que impedem o redesenho do mapa da distribuição de gás no estado, leia-se operações de fusão e aquisição entre as três concessionárias locais – Comgás, Gas Brasiliano e Gas NaturalSul. Na Alesp, a possível mudança já recebeu o jocoso epíteto de “Emenda Binho”, em referência a  forma como o empresário Rubens Ometto é chamado pelos mais próximos. De fato, o terno parece ser feito sob medida para o dono da Cosan. Olhando-se para as peças do tabuleiro, Ometto seria, potencialmente, o maior beneficiado pela “alforria societária”. Nenhum outro investidor do setor tem demonstrado tanto apetite quanto ele. O empresário comprou recentemente o controle da Comgás e já sinalizou o interesse em avançar sobre a Gas Natural Sul, controlada pelo grupo espanhol Gas Natural Fenosa. Procurado, o governo paulista negou a mudança nas regras. No entanto, segundo fontes do próprio Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin considera anacrônicas as regras que limitam participações cruzadas no setor – elas datam da privatização da Comgás, em 1999. Na avaliação de Alckmin, o aumento dos investimentos em distribuição no estado passaria obrigatoriamente pela quebra das algemas societárias, o que permitiria a captura de sinergias e ganhos de escala. Há uma pressão dos próprios acionistas das três distribuidoras pela mudança no arcabouço legal. Quanto mais o tempo passa, maior a aflição do governo paulista. a€ exceção da Comgás, vitaminada pela chegada da Cosan, a situação das outras duas concessionárias é preocupante. Premida pela crise em seu país de origem, a Gas Natural tem adotado uma postura cautelosa. Neste ano, deverá investir cerca de R$ 150 milhões na concessionária paulista, número considerado insuficiente pelo governo do estado para fazer frente a  expansão da oferta de gás nos 15 municípios atendidos pela companhia. No caso da Gas Brasiliano, o cenário é ainda mais preocupante. A venda de uma importante fatia da participação da Petrobras para a Cemig, equivalente a 40% do capital total, empacou – a operação está vinculada a  construção de um gasoduto entre Ribeirão Preto e Uberaba. Sem a chegada da estatal mineira, é pouco provável que a Gas Brasiliano mantenha seu plano de investimentos, em razão das restrições orçamentárias da Petrobras.

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14.06.13
ED. 4669

Itamaraty

Ana Claudia de Moraes, filha de Olacyr de Moraes, recorreu aos préstimos de um poderoso ex-ministro para vender a Usinas Itamaraty. O personagem já procurou o empresário Rubens Ometto, que, no passado, quase comprou a empresa, mas desistiu quando viu o tamanho do problema.

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12.06.13
ED. 4667

Mãos dadas

Rubens Ometto não acredita que a temporada dos cavalos vencedores do BNDES acabou. Usando como argumento a participação da Cosan Infraestrutura nos próximos leilões de ferrovias, verdadeira obsessão do governo, tenta arrastar a BNDESPar para o capital da empresa.

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03.05.13
ED. 4640

Rubens Ometto

Rubens Ometto estaria prestes a tirar do forno um redesenho da estrutura societária de seus negócios, incluindo uma emissão de ações da holding Cosan Ltd

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19.04.13
ED. 4631

Rubens Ometto

Rubens Ometto recorreu aos serviços de um influente ex-ministro e hoje consultor. Aquele? Não! O outro! É mais uma tentativa do empresário de dobrar a resistência da Previ. O fundo não aceitou a oferta da Cosan pela sua participação na ALL, provocando um efeito dominó. Na esteira da Previ, Funcef, BNDES e BRZ também recusaram a proposta de Ometto.

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10.04.13
ED. 4624

Cosan e Sumitomo ensaiam dueto na distribuição de gás

Rubens Ometto sabe comprar. E, tanto quanto ou talvez até mais, sabe também vender. A Cosan está envolvida em uma operação que, a um só tempo, poderá dar origem a uma grande parceria no mercado de gás natural e, de quebra, gerar um expressivo lucro ao grupo sucroalcooleiro. A empresa negocia com a Sumitomo a transferência de uma parcela minoritária da sua fatia na Comgás. Este movimento, ressalte-se, é parte de uma operação maior, que envolve ainda a Shell, também sócia de Ometto na Raízen. A trading japonesa pretende comprar em um só pacote 20% do capital da distribuidora paulista. Segundo executivos que acompanham a negociação, a Shell deverá vender seus 8% e deixar definitivamente a empresa paulista. O restante viria da Cosan. É justamente neste ponto que reside a grande tacada de Ometto. Além da oportunidade de se associar a  Sumitomo, o empresário poderá realizar um lucro para ninguém botar defeito. Em maio do ano passado, ao comprar a Comgás, Rubens Ometto pagou o equivalente a R$ 47,25 por ação. Agora, de acordo com as mesmas fontes, o preço de venda poderá chegar a até R$ 60 – cifra que embute um ágio de quase 20% sobre a cotação de mercado, uma vez que os japoneses entrarão no bloco de controle da concessionária paulista. Significa dizer que, em menos de um ano, a Cosan vai ganhar quase 30% sobre o valor desembolsado. Mais do que isso: com a chegada da Sumitomo, passará a ter ao lado um parceiro com muito mais apetite do que a Shell para investir no setor de distribuição de gás no Brasil. A iminente parceria com a Cosan representa uma brusca mudança na estratégia da Sumitomo no mercado brasileiro de gás. Durante muito tempo, aos olhos dos japoneses, a expansão de seus negócios no Brasil se resumiu a um só nome: Petrobras. Com as dificuldades de caixa da estatal e sua necessidade de peneirar os projetos realmente estratégicos, a trading nipônica se viu sozinha no mundo. Até olhar para a empresa de Rubens Ometto. A Sumitomo enxerga a entrada no capital da companhia paulista e a parceria com a Comgás uma antessala para a posterior compra de ações da própria Petrobras em outras distribuidoras de gás.

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08.04.13
ED. 4622

Rubens Ometto

Por ora, são só conversas de fim de reunião. Mas Rubens Ometto e Shell, sócios na Raizen, têm falado sobre a produção de etanol a  base de milho nos Estados Unidos.

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18.03.13
ED. 4608

Açúcar derretido

Após várias tentativas de retomar as conversações para a venda da Usinas Itamarati para a Cosan, Ana Claudia de Moraes, filha de Olacyr de Moraes, jogou a toalha. O último fiapo de esperança se rompeu há cerca de duas semanas, com mais um “não” de Rubens Ometto.

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08.02.13
ED. 4585

Cosan & Unialco

A Cosan, de Rubens Ometto, reabriu conversações para a compra da Unialco, dona de uma usina de açúcar e álcool no Mato Grosso do Sul. Consultada, a Cosan informou que “não comenta rumores de mercado”. O RR também entrou em contato com a Unialco, mas não obteve retorno.

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30.01.13
ED. 4578

Cemig lidera uma inconfidência energética

A decisão da Cemig de recusar o modelo de renovação das licenças do setor elétrico proposto pelo governo federal foi apenas o primeiro ato de conjuração. A “Inconfidência Mineira” irá além da não-adesão ao plano de concessões e de redução de tarifas. Ainda que por vias transversas, a Cemig passará a adotar uma postura mais estatizante do que nunca, aumentando em centenas de volts sua já agressiva política de aquisições. O que está sobre a mesa é uma guinada estratégica na companhia. Antonio Anastasia pretende consolidar a Cemig como uma grande holding integrada da área de energia. Além dos negócios em geração, distribuição e transmissão, o projeto prevê o avanço da estatal na distribuição de gás e até mesmo a entrada em exploração e produção de petróleo. A mudança estratégica já vinha sendo alinhavada por Anastasia desde o ano passado. No entanto, o novo modelo de renovação das concessões e seu impacto sobre a empresa acabaram servindo como um dínamo. Até porque, ao não aceitar o plano de prorrogação das licenças, o governo mineiro passou a ter um estímulo natural para diversificar as áreas de atuação da companhia e criar essa espécie de “Cemigão”. Com a contenção dos investimentos em geração, automaticamente a empresa terá um reforço de caixa que não estava no script. Há ainda uma motivação de caráter eleitoral, não tão explícita, mas facilmente identificada por aqueles que enxergam através das lentes do interesse político. A diversificação dos negócios, notadamente na área de gás, evitará um corte maior do volume de contratos com construtoras, compensando a redução dos investimentos em geração. Para quem tem pretensões eleitorais – casos de Antonio Anastasia no âmbito regional e de Aécio Neves numa escala bem maior – a suspensão dos empenhos e contratos com fornecedores do primeiro time é contra-indicada em qualquer bula. Até as pedras sabem que as empresas de construção civil estão entre as maiores doadoras de campanha. O plano de diversificação da Cemig prioriza sua presença no segmento de gás natural. Após a compra de 40% da Gas Brasiliano, as baterias estão voltadas na direção da Comgás e da concessionária do Espírito Santo. Em ambos os casos, são tratativas complexas. Em relação a  Comgás, a Cemig precisa alinhavar um acordo com Rubens Ometto, que assumiu recentemente o controle da companhia. A estatal, no entanto, acredita ter moeda de troca: oferecer a Ometto participação em negócios do setor elétrico. No Espírito Santo, por sua vez, a associação com a concessionária local depende de um duplo acordo. Além da anuência do poder concedente – leiase o governo capixaba, nas mãos de Renato Casagrande, do PSB -, o tucano Anastasia terá de acertar os ponteiros com o PT na esfera federal, uma vez que o controle integral da empresa pertence a  BR Distribuidora. Não obstante essa encruzilhada política, dois pontos podem jogar a favor da Cemig. Um deles é o clima de dissenso entre o governo capixaba e a BR, que teria diminuído os investimentos na distribuidora – ver RR edição nº 4.423. Ao mesmo tempo, obrigada a fazer caixa, a Petrobras está reavaliando seus negócios em outras áreas e deverá reduzir sua participação em distribuidoras de gás. Procuradas, Cemig, Comgás e o governo do Espírito Santo não se pronunciaram. Já a BR informou que está investindo na distribuição de gás no estado e desconhece a operação.

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25.01.13
ED. 4575

Fora do Radar

Nem só de aquisições vive o onipresente Rubens Ometto. O empresário está disposto a vender parte de suas ações na Radar, braço do Grupo Cosan voltado a  compra de propriedades agrícolas. Procurada, a Cosan informou que “não comenta rumores de mercado”.

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21.01.13
ED. 4571

Passo a passo

Quando Rubens Ometto encaixa uma peça no quebra-cabeça é porque já tem outra a  mão. Após comprar o controle da Comgás, Ometto está se movimentando para entrar no capital da Transportadora Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG). O negócio é altamente estratégico. Além de verticalizar sua operação na área de gás, Ometto colocaria o pé na empresa responsável pelo transporte da maior parte do insumo comprado pela Comgás.

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30.11.12
ED. 4539

Crise, doce crise

Na esteira da crise, Rubens Ometto está vasculhando o mercado europeu em busca de ativos a preço de banana. Deve investir no Velho Continente ao lado de um parceiro local. Segundo informações filtradas junto a  Cosan, Ometto vem mantendo contatos recorrentes com a alemã Sa¼dzucker, uma das maiores fabricantes de açúcar do mundo. Consultada, a Cosan não se manifestou.

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22.11.12
ED. 4533

Recuperação judicial vira atalho para a Itamarati

A novela em torno da venda da Usinas Itamarati ganhou novos capítulos nos últimos dias. Segundo uma fonte da própria companhia, a empresária Ana Claudia de Moraes estaria disposta a entrar com pedido de recuperação judicial – ideia que ela sempre rechaçou. O entendimento dos bancos e advogados que assessoram a Itamarati é que a apresentação de um plano de recuperação e a consequente renegociação dos débitos com os credores criariam uma ambiência menos hostil a  venda da usina. É sintomático que, nos últimos dias, Ana Claudia tenha reiniciado conversações com possíveis candidatos ao negócio. De acordo com a mesma fonte, há cerca de duas semanas ela teria mantido novo contato com Rubens Ometto. Em agosto, a Raízen, associação entre a Cosan e a Shell, esteve perto de fazer uma oferta pela Itamarati, mas recuou por conta do impasse em torno da dívida de R$ 1,5 bilhão. Neste novo cenário, em um primeiro momento Ometto fecharia apenas o arrendamento da usina por um prazo determinado. Nos melhor dos mundos – se é que ainda existe isso no caso da Itamarati – seria o tempo necessário para o grupo sucroalcooleiro entrar em recuperação judicial e acertar a repactuação do passivo com os credores, quando só então a Raízen sacramentaria a compra do controle. Procuradas, Itamarati e Raízen não se pronunciaram sobre o assunto.

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19.11.12
ED. 4530

Locomotiva

Além da Previ e da Funcef, o BNDES também estaria disposto a pegar carona na proposta da Cosan e reduzir sua participação na ALL. Mas só deverá aceitar o negócio se receber os mesmos R$ 23 por ação inicialmente oferecido por Rubens Ometto aos acionistas Wilson De Lara, Ricardo Arduini e Julia Arduini.

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08.11.12
ED. 4524

Copersucar 2

Rubens Ometto está se movimentando para ser sócio da Copersucar na recém-comprada trading norte-americana Eco-Energy. Ometto não se conforma de não ter visto este pote de melado primeiro.

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24.10.12
ED. 4514

Raiz dividida

Surgiu um impasse entre Rubens Ometto e a Shell, sua sócia na Raízen. Ometto quer investir na produção de etanol no Caribe e na africa. Os anglo-holandeses, por sua vez, acham que é a hora da Raízen ficar paradinha onde está. Se a Shell não ganhar a parada, é zebra. Consultada, a Raízen não quis comentar o assunto.

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23.10.12
ED. 4513

Cosan encontra uma cancela na porta da ALL

Rubens Ometto muito provavelmente vai ter de assinar um cheque mais alto do que o esperado pelo bilhete de entrada na ALL. Além da complexa costura societária, leia-se a aprovação de todos os integrantes do bloco de controle, a proposta da Cosan por 5,6% do capital total está esbarrando na cobiça dos acionistas vendedores. Riccardo Arduini, sua esposa, Julia Dora Arduini, e Wilson de Lara, presidente do Conselho de Administração da ALL, teriam elevado a pedida pela participação na companhia. O valor estaria na casa de R$ 1,2 bilhão, cerca de 30% superior a  cifra negociada originalmente (algo em torno de R$ 900 milhões). Procurada pelo RR, a ALL não quis se manifestar. Tanto na Cosan quanto na ALL, o acordo é dado como favas contadas. No entanto, até as paredes do grupo sucroalcooleiro sabem o quanto Rubens Ometto está irritado não apenas com as idas e vindas nas negociações, que já levam mais de oito meses, mas, sobretudo, com a postura do casal Arduini e de Wilson de Lara. A própria “sobretaxa” imposta pelos acionistas da ALL contribuiu para retardar as tratativas, uma vez que um novo acordo ainda terá de ser submetido aos demais sócios da concessionária. Além disso, outra cancela poderá baixar no caminho de Ometto. Segundo informações filtradas junto a  própria ALL, Previ e Funcef voltaram a discutir internamente a possibilidade de vender parte de suas ações na operadora ferroviária conjuntamente com os Arduini e De Lara. O temor na Cosan é que este movimento atrase ainda mais o desfecho das negociações.

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06.09.12
ED. 4482

Cosan na África

Rubens Ometto estica os olhos na direção da africa. A Cosan estuda construir uma usina de etanol em Moçambique.

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27.08.12
ED. 4474

Gás da Cosan

A Comgás foi apenas a porta de entrada da Cosan na distribuição de gás. Rubens Ometto sinalizou a  Petrobras o interesse em comprar metade da Gas Brasiliano, controlada pela estatal. Procurada pelo RR, a Cosan informou que “não comenta rumores de mercado”. A Petrobras não quis comentar o assunto.

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02.08.12
ED. 4457

Cosan

Ao lado da Shell, Rubens Ometto planeja instalar usinas sucroalcooleiras na América Central. A primeira parada da Cosan seria na Costa Rica.

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23.07.12
ED. 4449

Rubens Ometto

Rubens Ometto, darling do Planalto, comprometeuse com Dilma Rousseff a investir na produção de etanol na africa na esteira de acordos entre o Brasil e países locais. Procurado pelo RR, Ometto não quis se pronunciar sobre o assunto.

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05.07.12
ED. 4437

Raízen

O empresário Rubens Ometto e a Shell, sócios da Raízen, estão diante de um impasse. Ometto defende a expansão do uso da bandeira Cosan no comércio retalhista. A multinacional, por sua vez, não admite que a placa da Shell seja retirada de um posto a mais do que o número acertado em contrato. Procurada, a Raízen não quis se pronunciar.

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05.06.12
ED. 4416

Rei do gás

Rubens Ometto, que comprou a Comgás, olha também para a Gas Natural São Paulo. Com a dupla aquisição, a Cosan dominaria dois terços da distribuição de gás em São Paulo. Isso, claro, se o Super-Cade deixar. Procuradas, Cosan e Gas Natural não se pronunciaram.

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17.05.12
ED. 4403

Previ

Rubens Ometto deu um passo fundamental para entrar no trem da ALL, o que depende do aval de todos os acionistas do bloco de controle. A Previ sinalizou ser favorável a  operação. A expectativa agora é que os outros fundos de pensão sigam o mestre. Consultada, a Previ não se pronunciou até o encerramento da edição.

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09.04.12
ED. 4376

Ometto cobiça o posto de “maquinista do Brasil”

Com as mesmas passadas firmes que o levaram a costurar a associação entre Cosan e Shell, Rubens Ometto está urdindo o que pode vir a ser a grande companhia logística do país. Tudo depende da consumação do desembarque da Cosan no bloco de controle da ALL, operação ainda em curso. Ometto enxerga este movimento como a primeira estação de um negócio ainda maior. A partir da sua entrada na ALL, o empresário pretende se credenciar ao posto de maquinista dos grandes projetos ferroviários nacionais. Aos seus olhos, tratase de um cargo que está vago. Não por acaso um dos empreendimentos na sua mira é a Transnordestina. Ometto é candidato a assumir a construção e a operação da linha férrea. Joga a seu favor a expressa e manifesta irritação da presidente Dilma Rousseff com Benjamin Steinbruch, responsável pelo projeto. O empresário tem sido recorrentemente cobrado pelo governo por conta dos atrasos na construção da ferrovia. Inicialmente, o governo pretendia inaugurar a ferrovia em 2010. Após sucessivos adiamentos, a data foi empurrada para 2013. No entanto, segundo dados filtrados junto ao Ministério dos Transportes, a estimativa é que apenas metade do percurso total da Transnordestina, de 1,7 mil quilômetros, esteja concluída neste prazo. Com isso, a postergação para o fim de 2014 já é dada como favas contadas. Há uma insatisfação maior com a demora no início das obras em alguns trechos específicos. É o caso da ligação de 470 quilômetros entre Aurora e Pecém, no Ceará. O governo fez um enorme esforço para acelerar as desapropriações ao longo do traçado da linha férrea, mas nem um dormente sequer teria sido instalado. É importante frisar que os atrasos da Transnordestina têm um enorme efeito colateral negativo, pois diversos outros projetos dependem da construção da ferrovia. Com o interesse de Rubens Ometto, o governo poderia forçar a saída de Benjamin Steinbruch da locomotiva da Transnordestina, usando como aríete o BNDES. Ressalte-se que o banco é campeão em deslocar empresários do lugar. Neste caso específico, a agência de fomento teria uma motivação extra. É fácil antever que o projeto desenhado por Rubens Ometto tem grandes chances de cair na graça do BNDES. A operação parece feita sob encomenda para a sua política escolher um cavalo vencedor e estimular o surgimento de grandes grupos nacionais nos mais diversos setores da economia. Ao juntar a ALL e a Transnordestina em um mesmo comboio, Rubens Ometto ficaria no controle de uma das joias da coroa da logística no Brasil. Juntas, as concessões somariam mais de 37 mil quilômetros de linhas férreas. As duas ferrovias cobririam pontos importantes de produção industrial e agrícola, o que daria a Ometto maior escala e fôlego para investir no setor. Sob a ótica do governo, haveria ainda um valor simbólico em sua escolha como o “maquinista do Brasil”. Ometto é considerado um empresário clean. Não está marcado como um caçador de subsídios públicos – seus principais negócios, incluindo a associação entre a Cosan e a Shell, foram feitos sem a tradicional torrente de recursos do governo. Além disso, é visto como um empreendedor ecologicamente correto, sustentável.

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02.04.12
ED. 4371

Rubens Ometto

Rubens Ometto quer fazer a América. Planeja construir um centro de armazenagem de etanol no México para atender aos Estados Unidos. O produto será exportado do Brasil.

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24.02.12
ED. 4356

Raízen amplia octanagem na área de aviação

Rubens Ometto e Shell estão pintados para uma batalha aérea. A Raízen vai investir cerca de R$ 200 milhões com o objetivo de expandir suas operações na distribuição de querosene de aviação. Trata-se de um desembolso que não estava nos planos do grupo. O investimento quase compulsório é consequência da recente decisão do Cade, que obrigou a companhia a vender uma série de ativos no setor. A operação se tornou um ovo da serpente. A Raízen acabou incubando dentro de casa o crescimento de seu maior concorrente. A Air BP, que comprou as operações forçosamente colocadas na vitrine pelo Cade, pulou de 10% para quase 20% das vendas de querosene de aviação no país. Encostou de vez na própria Raízen, vice do ranking, com aproximadamente 25% de market share. A obrigatoriedade de venda dos ativos e a consequente expansão da Air BP caíram como um galão de combustível incandescente sobre os planos de crescimento da Raízen. A empresa não conseguiu reduzir a distância da gigante BR, dona de 70% do mercado, e ainda viu um concorrente de peso crescer no seu retrovisor. Ainda que a contragosto, Ometto e Shell se viram obrigados a colocar a mão no bolso e reagir. Até porque a própria Air BR já sinalizou que não se contentará com a compra das instalações da Raízen. Os britânicos teriam reservado mais R$ 100 milhões para ampliar sua estrutura de distribuição no Brasil. Hoje, a empresa está presente em 18 dos maiores aeroportos do Brasil – terminais que concentram 70% das vendas de querosene de aviação do mercado nacional.

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07.02.12
ED. 4346

Venda da Usinas Itamarati vira o maior bagaço

Ana Claudia de Moraes passou boa parte da vida se preparando para ser herdeira de um império agroindustrial e financeiro. Agora, luta com as poucas armas que tem para não ficar marcada como a responsável pelo fenecimento do que ainda resta de uma das maiores sagas empresariais do país. Filha de Olacyr de Moraes, Ana Claudia tem encontrado cada vez mais dificuldades para manter em pé a Usinas Itamarati, um dos últimos ativos do grupo em operação. O processo de venda de parte ou do controle da companhia, visto pela própria empresária como a derradeira possibilidade de salvação do negócio, esfriou consideravelmente nas últimas semanas. Desde o fim do ano passado, Tereos e Raízen vêm mantendo conversações com o JP Morgan, adviser contratado por Ana Claudia. No entanto, em ambos os acasos, as negociações empacaram em questões nevrálgicas e de difícil equacionamento. Procuradas pelo RR, Tereos e Raízen informaram que “não comentam rumores de mercado”. A Usinas Itamarati não retornou até o fechamento desta edição. O interesse de Rubens Ometto, da Raízen, esfriou após a avaliação dos passivos fiscais e trabalhistas da Usinas Itamarati – a dívida total da empresa é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Segundo o RR apurou, Ometto se mostrou particularmente preocupado com uma parcela de R$ 250 milhões que a Itamarati terá de pagar a cerca de 20 credores entre 2012 e 2013. Há dúvidas quanto a  capacidade de geração de caixa da companhia para honrar estes compromissos, mesmo com o faturamento de R$ 700 milhões previsto para a safra 2011/2012. No caso da Tereos, que entraria no negócio em parceria com a Petrobras, o principal entrave seria a intenção de Ana Claudia de Moraes de permanecer na Itamarati. Os franceses até aceitam a coabitação societária, mas não nas condições propostas pela empresária. Ela estaria disposta a manter 40% da usina. A Tereos acha uma fatia gananciosa demais para quem não tem qualquer poder de fogo na negociação. Admite que Ana Claudia fique no capital, mas com um naco não superior a 20%. Diante desta bola dividida, as conversações azedaram. De acordo com informações filtradas junto a  própria Tereos, desde meados de janeiro os franceses não mantiveram mais qualquer contato com o JP Morgan. Diante da dificuldade de venda, Ana Claudia chegou a ser aconselhada por outros executivos da Itamarati a recorrer ao expediente da recuperação judicial. A empresária resiste a esta ideia. Ela sabe bem onde estão suas maiores vulnerabilidades. A relação entre a usina e seus credores está extremamente desgastada. Por conta disso, a empresária entende que teria muita dificuldade em aprovar um plano de recuperação judicial.

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18.01.12
ED. 4332

Shell acelera o enterro da marca Esso

O fuso horário da Raízen mudou. A empresa está correndo para tentar antecipar em um ano o prazo de conversão dos postos bandeira Esso para a marca Shell, originalmente fixado para dezembro de 2013. A mudança seria resultado da pressão do grupo anglo-holandês sobre seu sócio, Rubens Ometto. A Shell entende que a troca estaria ocorrendo em ritmo lento. Dos mais de 1.700 postos herdados com a compra dos ativos da ExxonMobil no Brasil, mais de 600 ainda estariam operando com a antiga bandeira. Para a Shell, o atraso vem criando um efeito-dominó, com impacto sobre a reforma nos postos antigos e, sobretudo, os planos de abertura de novas unidades. O projeto de expansão da Raízen prevê a inauguração de 300 estabelecimentos em 2012. O grupo vai adotar também uma política mais agressiva para a incorporação de postos bandeira branca. A investida é considerada fundamental pela Raízen na disputa com o Grupo Ultra pelo segundo lugar do ranking. Ao longo de 2012, o grupo deve desembolsar cerca de R$ 600 milhões na abertura de postos e na reforma de antigas unidades, incluindo a conversão dos estabelecimentos que ainda operam com a bandeira Esso. Um dos principais alvos da expansão da Raízen é a Região Centro- Oeste, onde serão construídos dois centros de armazenagem de combustível.

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07.11.11
ED. 4281

Petrobras vê Rubens Ometto como rival em pele de parceiro

Rubens Ometto começa a ser visto com reservas dentro da Petrobras. O motivo é o transtorno bipolar do empresário na área de logística. Ao mesmo tempo em que é sócio da estatal na Logum, Ometto está prestes a se tornar um dos principais concorrentes da companhia no armazenamento e transporte de etanol. A Raízen, leia-se Cosan e Shell, tem um projeto para alavancar os negócios de sua subsidiária Rumo Logística. Não por coincidência, a operação repete o modelo societário da Logum, montado pela Petrobras em parceria com empresas do setor sucroalcooleiro. A ideia de Ometto é atrair outras usinas para o capital da Rumo. Um candidato em potencial é a já parceira São Martinho – as duas companhias fecharam um contrato de dez anos para armazenagem, transbordo e transporte de açúcar e álcool. A associação acirraria ainda mais o conflito de interesses em um jogo de participações cruzadas, uma vez que a Petrobras Biocombustíveis é acionista minoritária da São Martinho. Outra empresa com quem a Rumo vem mantendo conversações é o Noble Group, de Hong Kong, dono de quatro usinas de álcool e açúcar em São Paulo – duas delas compradas do Grupo Cerradinho, no fim do ano passado, por quase US$ 1 bilhão. No cinturão de sócios de Rubens Ometto há espaço também para uma operadora ferroviária. Um nome forte é o da ALL, com a qual a Rumo Logística também mantém uma parceria operacional. Esta seria a maior diferenciação da empresa para a Logum e o grande argumento de Ometto para usar o seu duplo chapéu. Enquanto a controlada da estatal vai focar na construção de alcooldutos, o forte da Rumo Logística passaria a ser o transporte ferroviário. A estratégia de Ometto é que cada um dos novos sócios tenha, no máximo, 10% de participação. O empresário topa abrir mão da posição de majoritário, desde que um acordo de acionistas o mantenha a  frente do negócio. Ressalte-se que a companhia já tem dois private equities em seu capital: o Gávea Investimentos e o Texas Pacific Group, donos de 25% das ações. No modelo de negócios idealizado por Rubens Ometto, a Rumo Logística poderá ainda formar SPEs para administrar determinados empreendimentos. A empresa já tem um negócio neste formato. Criou uma associação com a Coopercitrus, uma das mais tradicionais cooperativas de São Paulo, para administrar um terminal de etanol em Barretos.

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28.10.11
ED. 4276

Ometto se contenta com as sobras da Cerradinho

A trajetória sucroalcooleira da família Fernandes, sobrenome tradicional no setor, está com os dias contados. Pelo menos no que depender do apetite da Raízen. A joint venture entre a Cosan e a Shell promete artilharia pesada para comprar a usina Porto das aguas, em Chapadão do Céu (GO), com capacidade de moagem de 3,5 milhões de toneladas de cana-deaçúcar por safra. Quer também ficar com as plantações de cana da família na região. Para Rubens Ometto, a aquisição é uma questão de honra – embora a concorrência certamente prefira usar o termo -prêmio de consolação-. No fim do ano passado, a Cosan fez uma oferta pelo controle da Cerradinho, holding que, até então, reunia todas as operações da família Fernandes na área sucroalcooleira. O clã, no entanto, recusou a proposta e esquartejou seus ativos. Vendeu as usinas de Catanduva e Potirendaba, em São Paulo, para o chinês Noble Group e ficou com a planta de Goiás. Rubens Ometto jamais engoliu a perda do negócio. Na primeira quinzena de dezembro, após se reunir com integrantes da família Fernandes, o empresário deu a compra da Cerradinho como favas contadas. No entanto, o Noble Group atravessou as negociações e em apenas dois dias fechou a compra das usinas de São Paulo. Não obstante ter perdido a melhor fatia da Cerradinho, justamente as plantas paulistas, a Raízen tem interesse, sobretudo, nas plantações da família em Goiás, terras com ótimos índices de produtividade.

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28.09.11
ED. 4255

Raízen

Minoritários da Cosan, encabeçados por dois fundos norte-americanos, estão se armando até os dentes para entrar na Justiça. Vão contestar o valor que Rubens Ometto receberá como presidente do Conselho da Raízen, joint venture com a Shell. A cifra anual chegará a R$ 13 milhões.

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16.08.11
ED. 4225

Caipisaquê

Ainda não é caso para harakiri. Mas Rubens Ometto e a sua Cosan estão assistindo ao mercado asiático de etanol, especialmente o do Japão, escorrer pelos dedos. Motivo: é a logística, estúpido!

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25.07.11
ED. 4209

Rubens Ometto encarna Abílio Diniz na Raízen

Abílio Diniz baixou em Rubens Ometto, dono da Cosan. Antes que alguém pense tratar-se de uma ofensa a Ometto, deixamos claro que é apenas uma alusão a  mania de ambos de querer mudar as regras do jogo com a bola rolando. Apenas três meses após a oficialização da associação com a Shell, o empresário propôs aos anglo- holandeses uma reestruturação das participações societárias de cada empresa no negócio. Ou seja: quer jogar uma pá de cal sobre todo o trabalho que uma tropa de advogados e assessores financeiros levou mais de um ano para concluir e ele próprio aprovou. Ometto pretende aglutinar em uma só companhia as três empresas que foram criadas pela Cosan e pela Shell: uma voltada a  produção de açúcar e etanol, outra destinada a  distribuição de combustíveis e uma terceira, dedicada exclusivamente a  administração das outras duas. Ometto defende a criação de uma holding com o capital dividido fifty to fifty, englobando todas as usinas da Cosan e as operações de distribuição de combustíveis da Shell. A manobra de Rubens Ometto não se limita a  composição acionária da joint venture. Espraia-se também por uma questão bem mais nevrálgica, que diz respeito ao próprio futuro da Raízen, empresa resultante da associação entre Cosan e Shell. Ometto teria sugerido a extensão de 10 para 15 anos do prazo em que os anglo-holandeses poderão exercer seu direito de preferência sobre as ações da Cosan se a companhia se decidir pela venda de parte ou da totalidade da sua participação. A proposta causou perplexidade e mal-estar entre os dirigentes da multinacional. A Shell não é Casino, mas tende a achar que o parceiro está tentando virar a mesa, com o objetivo de evitar uma futura perda de poder no negócio. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Cosan negou qualquer mudança no acordo. A Shell, por sua vez, não se pronunciou até o fechamento desta edição. Como justificativa para a súbita mudança, Ometto defende que elas resultarão na simplificação societária da joint venture, o que facilitará uma futura captação no mercado de ações. Alega ainda que os critérios que levaram a  montagem do projeto original não fazem mais sentido. a€ época, havia diferenças no valuation dos ativos que motivaram diferentes estruturas societárias para cada uma das empresas. No caso da subsidiária de açúcar e álcool, a Cosan detém 51% e a Shell, 49%. Na empresa de combustíveis, as posições se invertem. A companhia de administração é a única que tem o capital igualmente fatiado.

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21.06.11
ED. 4186

Doce Cuba

Rubens Ometto quer fazer um melaço nas terras de Fidel. Vai investir na produção de açúcar e álcool em Cuba. O negócio tem o dedo, ou melhor, a mão inteira de José Dirceu.

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20.04.11
ED. 4144

IPO da Radar

Rubens Ometto prepara o IPO da Radar, braço de propriedades agrícolas da Cosan/Raízen.

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25.01.11
ED. 4086

Cosan no exterior

A Cosan está negociando a compra de uma grande usina de álcool e açúcar na andia. Rubens Ometto, que não costuma dar ponto sem nó, quer aproveitar a operação para obter um robusto apoio do BNDES. Ometto vai erguer a bandeira de que a Cosan é o único grupo nacional em condições não apenas de barrar o aumento do capital estrangeiro na indústria sucroalcooleira nacional como também de disputar ativos no exterior.

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10.01.11
ED. 4075

Cosan e Shell buscam seu passaporte para o mercado de gás

Após sacramentar sua associação, Cosan e Shell preparam sua primeira grande investida em conjunto. Com o pé fincado na produção de etanol e na venda de combustíveis, a dupla pretende avançar agora para a criação de um grande grupo de energia, com múltiplios negócios em geração e distribuição. O primeiro passo previsto é a entrada no mercado de gás, com a compra de concessionárias estaduais. O alvo prioritário, de certa forma, já está dentro de casa. Trata-se da Comgás. Há conversações com a matriz para que o grupo anglo-holandês transfira para a joint venture entre Cosan e Shell a sua participação de 9% na distribuidora paulista. O próprio Rubens Ometto e o executivo Vasco Dias, presidente da nova empresa, estão a  frente das tratativas. Esta pequena fatia societária é um dos ativos mais cobiçados do setor no país. Recentemente, a Petrobras e a espanhola Gas Natural fizeram gestões para comprar as ações. Rubens Ometto ensaia o primeiro ato já pensando nas próximas cenas. Uma vez dentro da Comgás, o empresário entende que a Cosan/Shell terá caminho aberto para negociar com a BG, acionista controladora, um aumento da sua fatia societária e a formatação de um novo acordo de acionistas. Está longe de ser uma amarra simples. Ometto, contudo, parte da premissa que tem moeda de troca para levar adiante as negociações com o grupo britânico. Um dos caminhos seria um cruzamento de participações que permitisse aos ingleses entrar no capital da Cosan/Shell. Em uma engenharia mais modesta, os dois grupos seriam sócios de projetos na área de gás, notadamente em geração. No cenário ideal, o objetivo de Cosan e Shell seria usar a Comgás como ponta de lança para comprar outras distribuidoras de gás e concentrar futuros investimentos na área de geração, leia-se a construção ou aquisição de termelétricas. Outro projeto no horizonte é a instalação de térmicas movidas a etanol. Testes recentes feitos pela Petrobras e pela GE mostram que o combustível garante a mesma potência das turbinas gerada por outras matérias-primas, como o próprio diesel.

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25.11.10
ED. 4055

Copersucar encontra na AleSat o par perfeito

O que vale para a Cosan vale para a Copersucar? Pelo jeito, os sócios da segunda acreditam que sim, pois estão determinados a seguir a mesma cartilha de sucesso. Na falta de um Rubens Ometto, dono da Cosan, a Copersucar vai com um escrete de sócios. A companhia montou um time de primeira linha, composto por alguns de seus mais destacados associados, para analisar fusões e aquisições de interesse do grupo. A ideia é ter uma Shell para chamar de sua. O primeiro alvo da Copersucar é a AleSat, a quarta maior entre as distribuidoras de combustíveis. A proposta não é comprar, mas se associar, exatamente como fizeram Cosan e Shell. Esse discurso soa bem aos ouvidos de Marcelo Alecrim, o sócio da AleSat que resiste bravamente ao assédio dos maiores concorrentes. Cosan e Ultra duelam há meses para arrematar a companhia. O entendimento predominante entre os associados da Copersucar é de que o grupo necessita ter um parceiro forte na distribuição de etanol no Brasil e no mundo. Por outro lado, esses associados apostam que se não for a Copersucar, a AleSat vai cair nos braços de outro Orfeu. Nesse caso, a cooperativa ficaria órfã em um momento de consolidação acelerada tanto no mercado de produção quanto no de distribuição de combustíveis renováveis. O projeto da Copersucar é criar uma empresa, cujo controle seria partilhado com a AleSat, para assumir a distribuição do etanol em todo o Brasil. O investimento na ampliação e diversificação regional da rede de postos da AleSat e a montagem de novos centros de distribuição, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste seria de aproximadamente R$ 300 milhões até 2011. As conversações começaram há duas semanas e pegaram de surpresa Cosan e Ultra, que até então se consideravam as únicas no páreo. Terão que rever suas estratégias para não perderem o bonde.

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26.10.10
ED. 4035

Sócio no radar

O empresário Rubens Ometto, dono da Cosan, procura uma nova “Shell”. Quer um sócio de peso para a Radar, voltada a  compra de propriedades agrícolas.

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01.10.10
ED. 4019

Usineiros fazem buzinaço contra o carro elétrico

O carro elétrico made in Brazil nem sequer saiu da prancheta e já existe um pelotão de fuzilamento a  sua espera. A indústria sucroalcooleira montou uma agressiva operação de lobby em Brasília. O objetivo é frear o projeto do governo, que pretende financiar a produção deste tipo de veículo no país. a€ frente da tropa estão Rubens Ometto, da Cosan, e empresários associados a  Copersucar. O kit pressão envolve a mobilização da bancada ruralista no Congresso, o envio de dossiês a autoridades enumerando desvantagens tecnológicas do carro elétrico e um discurso convenientemente alarmista. Os usineiros alegam que a produção do veículo afetará a consolidação do etanol como combustível alternativo a  gasolina e ao diesel, trazendo a reboque o risco de suspensão de investimentos e de demissões em larga escala no setor. Batem também na tecla de que a medida enfraquecerá os grupos nacionais, abrindo espaço para uma participação ainda maior do capital estrangeiro no setor. A pressão dos usineiros cresce a  medida que avança o estudo encomendado pelo Ministério de Minas e Energia para o desenvolvimento de um carro movido a energia elétrica. Segundo informações de uma alta fonte do ministério, o esboço apresentado pela área técnica a Marcio Zimmermann prevê, a partir de 2015, a fabricação de 200 mil veículos por ano, com sucessivos aumentos de produção. A projeção é de que em até dez anos o carro elétrico poderia representar até 15% da frota nacional de automóveis novos. O projeto do governo se baseia na associação entre montadoras e distribuidoras de energia, com financiamento do BNDES. CPFL, Light e Eletropaulo partem na frente como candidatas a  empreitada. As três já estão fazendo testes com protótipos de veículos.

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02.09.10
ED. 3999

Cosan e Shell lançam sua rede sobre postos do Sul e Sudeste

Após virar a página do processo de fusão, formalmente concluído na semana passada, Cosan e Shell recarregam suas armas para voltar ao front. A dupla elegeu como prioridade absoluta a compra de uma rede de postos de pequeno a médio porte ainda neste ano. As últimas reuniões de diretoria têm se dedicado ao mapeamento de possíveis aquisições, com foco no Sudeste e no Sul. A tropa já está na rua. Nos últimos dois meses, executivos do JP Morgan, adviser da Cosan e da Shell, intensificaram as visitas a empresas nas duas regiões. Um dos principais alvos está em São Paulo. Trata-se da rede Sete Estrelas, que tem cerca de 60 postos no estado, a maior parte em cidades do Vale do Paraíba. Outra companhia na mira da Cosan e da Shell é a Potencial, que soma mais de 160 postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e, mais recentemente, entrou em Minas Gerais e em São Paulo. Cosan e Shell preparam sua munição para a nova rodada de consolidação do setor, cada vez mais iminente. Dentro do grupo, a venda da AleSat para o Ultra já é tratada como favas contadas, operação que vai acirrar ainda mais a disputa pelo segundo lugar do mercado. Com a eventual aquisição, a empresa de Paulo Cunha vai se aproximar dos 24% de market share, abrindo razoável vantagem para os padrões do setor. Cosan e Shell ficariam para trás, com uma participação em torno de 20%. A reaproximação do Ultra será uma tarefa complicada. Com mais de 1,7 mil postos, a AleSat é uma das últimas empresas de distribuição de combustíveis de abrangência nacional e com peso suficiente para fazer diferença na balança. Restará a Rubens Ometto e seus sócios anglo-holandeses partir para uma operação-arrastão, comprando separadamente redes de menor envergadura. Trata-se, aliás, de uma estratégia que já havia sido lançada pela própria Cosan antes mesmo da associação com a Shell. No fim do ano passado, o grupo sucroalcooleiro adquiriu a Petrosul, rede com 80 postos.

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