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No fim da tarde de ontem, em um movimento quase sincronizado, investidores institucionais descarregaram ações do Banco do Brasil, pressionando a cotação do papel. Segundo informações que circularam à boca miúda, o JP Morgan teria sido um dos principais puxadores das operações de venda. O movimento refletiu o pessimismo do mercado em relação aos resultados do BB em 2025, que serão divulgados hoje. Há estimativas de que a última linha do balanço mostrará uma queda de mais de 50% em relação ao lucro de 2024 (R$ 37,8 bilhões). O BB sofre os efeitos do aumento do risco de crédito e da inadimplência, sobretudo, no agronegócio. A instituição financeira é credora de quase todos os grandes grupos do setor que entraram em recuperação judicial, a exemplo da Agrogalaxy e do Grupo Formoso. O agronegócio é o maior segmento na carteira de crédito do BB – responde por mais de um terço. Quando vai bem, é sinônimo de resultados férteis para o banco. Quando vai mal, espalha algumas ervas daninhas no balanço da instituição financeira.
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