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Mineração
A australiana Brazilian Nickel está em conversas avançadas com o BNDES em busca de financiamento para o Projeto Piauí Níquel, estimado em US$ 1,4 bilhão. O que se ouve nos corredores do banco de fomento é que o empréstimo pode chegar ao equivalente a US$ 500 milhões. Na companhia, o banco de fomento é tratado como a peça principal do project finance do empreendimento, que combina extração e uma planta de processamento. Localizado no município de Capitão Gervásio Oliveira, no sul do Piauí, o projeto prevê a produção de níquel e cobalto destinados principalmente à indústria global de baterias. A expectativa da companhia é entrar em operação comercial até o fim da década. A produção projetada gira em torno de 27 mil toneladas anuais de níquel e cerca de 900 toneladas de cobalto. Além das tratativas com o BNDES, a Brazilian Nickel mantém negociações com investidores e organismos internacionais. A empresa já recebeu uma carta de intenção da agência norte-americana U.S. International Development Finance Corporation (DFC) para uma linha de crédito de até US$ 550 milhões. Ou seja: é mais um projeto de minerais críticos no Brasil em que os Estados Unidos pretendem colocar um pé. Entre os principais acionistas da Brazilian Nickel estão a gestora americana de minerais críticos TechMet, já apoiada pelo próprio DFC, além da Resource Capital Funds (RCF), um dos mais tradicionais fundos globais especializados em mineração
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