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Segurança
Até o momento, Lula não se manifestou sobre a megaoperação operação policial e a barbárie registrada ontem no Rio. O presidente deverá se pronunciar ao longo da tarde, após reunião agendada com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Além das nuances políticas em torno do assunto, o cuidado do Palácio do Planalto se explica também pela repercussão do episódio no exterior. Desde ontem, a Secom monitora a cobertura da mídia internacional sobre o tema. As cenas de guerra no Rio eclodem a menos de duas semanas da abertura da COP30, que trará ao Brasil autoridades de mais de uma centena de países. No Planalto, há também uma preocupação em aquilatar o impacto do episódio sobre a imagem do próprio presidente da República, que acaba de regressar de sua viagem à Ásia, trazendo a reboque a exitosa reunião com Donald Trump. O estrago na imprensa estrangeira foi grande. Levantamento feito pelo RR em mais de 2.600 veículos jornalísticos de 190 países aponta 27.721 menções à tragédia entre às 10h30 de ontem e às 12h30 de hoje (horário de Brasília). Em média, são mais de 145 citações por país ou dez registros por publicação. Significa dizer que, no intervalo de tempo analisado, a mídia internacional produziu 1.066 reportagens por hora sobre a violência no Rio de Janeiro. Talvez tenha sido o dia em que a “Cidade Maravilhosa” eclipsou a Faixa de Gaza e a Ucrânia no noticiário. Uma catástrofe!
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