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A Ecopetrol sinalizou à Petrobras, sua sócia no projeto, que pretende antecipar o desenvolvimento do campo Sirius-2, em águas profundas do Caribe colombiano. Originalmente, o início da produção está previsto para 2029, mas a estatal colombiana quer agilizar os trabalhos para precipitar a operação em um ano – ao menos em um dos quatro poços que serão perfurados.
Para encurtar o prazo, há uma única saída: Ecopetrol, dona de 55,56% do consócio, e Petrobras, detentora dos 44,44% restantes, terão de colocar mais dinheiro no negócio desde já. A princípio, o investimento total está estimado em US$ 4,2 bilhões, somando-se as fases de exploração e produção. Sirius-2 representa a maior descoberta de gás na história da Colômbia.
São mais de seis trilhões de pés cúbicos, o dobro das atuais reservas conhecidas do país. O governo do presidente Gustavo Petro quer acelerar o projeto para abastecer o mercado interno, que hoje vive um déficit de gás e vem sendo suprido por importações. Ao mesmo tempo, Sirius-2 é uma peça importante no xadrez geoeconômico do suprimento de energia na América do Sul. E a Petrobras tem uma posição estratégica nesse jogo.
A Colômbia vai entrar pesado na venda do insumo para outros países da região, concorrendo com Bolívia e Argentina, com sua reserva de Vaca Muerta. Da mesma forma, o Brasil vislumbra a oportunidade de importar o gás colombiano em condições mais vantajosas, criando uma alternativa ao combustível boliviano e o argentino. Ou seja: é um jogo de ganha-ganha para Brasil e Colômbia.
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