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15.03.18
ED. 5826

Os sete dias que revelaram Ciro Gomes ao mundo

Desde que foi formalizada pelo PDT a candidatura do ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito e ex-senador Ciro Gomes à Presidência da República, na última quinta-feira, dia 8, o mercado eleitoral vive um estado de discreta efervescência. O movimento ascendente de Ciro, medido pelo aumento das postagens na internet, a animação da militância ou mesmo o espaço concedido pela mídia, ganhou um novo público-alvo tão inusitado quanto silencioso. São dezenas de empresários que repentinamente descobriram o candidato com o currículo mais lustroso entre seus pares e se mobilizam, discretamente, para saciar a curiosidade por esse personagem até então meio renegado pela esquerda e pela direita.

Nesses últimos sete dias que alteraram virtualmente o mapa da sua potencialidade eleitoral, os chamados “jornalões” concederam a Ciro e seus assessores um espaço 70% superior à soma das suas publicações no ano. Para não dizer que é coincidência, o Jornal Nacional disponibilizou um tempo 30% maior ao lançamento da candidatura pedetista em comparação à de Rodrigo Maia, sancionada na convenção do DEM no mesmo dia. Sem fazer marola, o establishment passou a incorporar Ciro Gomes no cálculo eleitoral. O interesse dos empresários em ouvir o candidato sobre suas ideias e auscultar a consistência de seus assessores econômicos aumentou nesses sete dias. A monolítica Fiesp, latifúndio do emedebista Paulo Skaf, já acenou que quer conversar.

O vice-presidente da entidade patronal, Benjamin Steinbruch, até há pouco tempo contratante dos serviços do Ciro adviser e estrategista, é o abre-alas na Fiesp. Os dirigentes do capital estrangeiro e do mercado financeiro, tanto por medo quanto por instinto de proteção, buscam informação sobre as ideias do controverso tertius da esquerda. Hoje mesmo, o candidato estará na Associação Comercial do Rio de Janeiro, templo do conservadorismo empresarial, dando uma palestra. Ciro pretende despejar na campanha objetos de desejo do empresariado, notadamente os industrialistas.

Repetirá que vai trabalhar com um câmbio competitivo de olho nas exportações de produtos beneficiados, colocar o ajuste fiscal no centro do seu programa, realizar a reforma da Previdência, reduzir o nível dos juros a patamares civilizados, fazer política de fomento a setores como saúde e segurança, nunca colocados sob a perspectiva de geradores de inovação, simplificar o sistema tributário e diminuir a taxação sobre a pessoa jurídica para aumentá-la sobre a pessoa física. Mas que ninguém se iluda que Ciro mudou, pois estão no programa o imposto sobre fortuna, a tributação sobre dividendos e o encampamento remunerado das áreas de petróleo negociadas depois do “golpe em Dilma Rousseff”. Essas propostas já decantavam há meses em tonéis envelhecidos da sua campanha. Elas tornaram-se o must da temporada dos últimos sete dias.

São ideias batidas, assim como a maior parte das boas ideias. A diferença, entretanto, é que Ciro empresta uma energia inédita a esses consensos coletados em museus tucanos, campinenses e liberais. Mas o candidato também promete novidades. Pensa em receber aconselhamento de Prêmio(s) Nobel – por que não? – e a avaliação deles do seu plano do governo.

Ciro em sete dias tornou-se o candidato cult da esquerda, cujo plano das ideias passou a interessar, principalmente, àqueles que o detestam. A luminosidade recente de Ciro traz um efeito colateral, ao lançar um feixe de escuridão naquilo que seria sua definitiva afirmação eleitoral: a aliança com Lula e o PT. De toda a forma, nas próximas duas semanas esse fluxo de curiosidade poderá ter reflexo nas pesquisas. Se Ciro ultrapassar Marina sem nenhum apoio do PT ou de Lula, há algo de extremamente competitivo tomando forma no campo da centro/esquerda. Até a data base do lançamento da sua candidatura dois adjetivos eram suficientes para situá-lo no espectro da política: descontrolado e inconfiável – devido ao seu temperamento mercurial. Os últimos sete dias deixaram claro que essas duas palavras são minúsculas se o objetivo é interpretar o fenômeno que eclodiu nesse curto prazo. O pulso de Ciro Gomes pulsa mais forte.

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13.11.17
ED. 5744

Preleções sobre o banco de reservas da candidatura Lula

O presidente do PDT, Carlos Lupi, e o ex-governador Jaques Wagner têm proseado sobre a candidatura do campo da esquerda se Lula for impedido de participar da disputa. Não são muitas as alternativas. O nome de Wagner surgiu, é claro, em várias combinações. É um notório candidato a pré-candidato se o titular não for para a eleição. As outras hipóteses levam a Ciro Gomes. Na primeira, ele encabeçaria a chapa com o ex-prefeito Fernando Haddad como vice-presidente. Outra derivada seria Ciro sair para a presidência com um empresário como vice, repetindo o modelo dos Lula I e II. O nome ideal é o filho de José Alencar, vice de Lula. O dono da Coteminas, Josué Gomes da Silva, esteve cotado para ser ministro por pelo menos três vezes nos governos de Lula e Dilma Rousseff. E uma chapa com Haddad na presidência? O consenso é que o político paulista não agrega à esquerda e ainda fraciona o monolítico e majoritário eleitorado do PT no Nordeste. O que ambos querem é que Lula supere a Lava Jato. Se isto acontecer, sua eleição para presidente é a única coisa praticamente certa na política brasileira.

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31.08.17
ED. 5695

O Rio corre

Estão bem avançadas as negociações para que o empresário Omar “Catito” Peres seja candidato ao governo do Rio pelo PDT. Pelo menos slogan ele já tem: “O Rio corre para Omar”.

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19.07.17
ED. 5664

Os Maias

A “base aliada” de Rodrigo Maia ganhou novas adesões. Na tarde de ontem, Maia confidenciou a uma fonte do RR que dá como certo o apoio de todos os deputados do PDT e de dois terços da bancada do PSB a sua candidatura à Presidência em caso de eleição indireta.

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05.10.16
ED. 5469

O outro PDT

 Até mesmo um cabra da peste como Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência em 2018, está cortando um dobrado para domar o partido no Rio Grande do Sul. Uma ala do PDT já lançou o nome do senador Lasier Martins para concorrer ao governo gaúcho. Ciro defende a candidatura do atual presidente do partido no estado, o deputado federal Darci Pompeo de Mattos.

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13.09.16
ED. 5453

Bye, bye, Brazil

 Ciro Gomes, candidato à presidência, em 2018, pelo PDT, vai botar o pé na estrada. Nas próximas semanas, realizará o milagre da transmutação, visitando todos os diretórios estaduais do partido e participando da campanha em aproximadamente 100 cidades de médio e grande portes nas quais o PDT tem chances de vitória nas eleições municipais.

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05.08.16
ED. 5427

Portas abertas

 PDT e PRB já abriram as portas ao senador Romário. A permanência do ex-jogador no PSB tornou-se uma incógnita após a sua mal contada desistência de concorrer à Prefeitura do Rio.

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 Em público, Fernando Haddad diz que Gabriel Chalita está mantido como candidato a vice em sua chapa; entre quatro paredes, já busca alternativa. O assunto foi tratado nos últimos dias entre o prefeito e Carlos Lupi, que acumula a presidência nacional e de São Paulo do PDT. A preocupação de Haddad é o impacto negativo da citação de Chalita na delação de Sérgio Machado. Já basta o desgaste do PT com a Lava-Jato.

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22.04.16
ED. 5353

Novas alianças

 Com a decisão do PT de retirar o apoio à candidatura de Pedro Paulo para prefeito do Rio, Eduardo Paes busca novas alianças. O principal alvo é o PDT, de Carlos Lupi.

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 O deputado federal Luciano Ducci (PSB) está disposto a enfrentar de qualquer jeito o prefeito Gustavo Fruet (PDT) na disputa por Curitiba. A carta na manga de Ducci é o apoio, ainda velado, do governador Beto Richa, de quem foi vice na prefeitura até 2010.

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13.01.16
ED. 5286

Custo Chalita

 Gabriel Chalita tem feito mil e uma exigências para se filiar ao PDT, incluindo o comando do partido em São Paulo. O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, acha que Chalita não vale tanto.

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11.12.15
ED. 5267

Alçapão

 A ala pró-impeachment do PMDB já contabiliza os votos dos pedetistas no Congresso. Aliados de Michel Temer estão convictos de que basta um empurrãozinho para o PDT deixar o governo.

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06.08.15
ED. 5179

Além do PDT e do PMDB

 Além do PDT e do PMDB, ACM Neto flerta também com o PSDB, que, aliás, governou durante oito anos de mãos dadas com seu avô. O casamento, no entanto, teria seu preço: em 2018, o neto de ACM seria o candidato ao governo baiano. E nada mais.

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28.07.15
ED. 5172

Porta de saída

O PDT decidiu permanecer no governo. Mas a interlocução entre o presidente do partido, Carlos Lupi, e Aécio Neves, nunca esteve tão frenética.

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