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10.12.18
ED. 6011

Matrimônio da esquerda

O PDT reabriu conversações para uma aliança com o PSB, que tanta falta fez a Ciro Gomes na eleição. O acordo mira em 2020, com o lançamento de candidato único a prefeito em cidades com mais de 200 mil habitantes.

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24.10.18
ED. 5980

Fim de festa

A esperança no QG petista é que Ciro Gomes volte ao Brasil até sexta-feira, a tempo de participar dos últimos dois dias da campanha de Fernando Haddad. A esta altura vai mais na conta da vaidade do PT do que exatamente pelo efeito da presença de Ciro sobre o resultado eleitoral.

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27.09.18
ED. 5962

“Xou do Ciro”

Marlene Mattos, que fez fama como diretora dos programas da Xuxa e coordena a propaganda do candidato do PDT ao governo de São Paulo, Marcelo Cândido, entrou também na campanha de Ciro Gomes. Uma de suas missões será organizar um grande evento com a presença de artistas que apoiam Ciro na próxima semana, provavelmente em São Paulo.

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20.09.18
ED. 5957

O destempero do impaciente Ciro

Por falar em rompante, o Ciro “pavio curto” revelou-se um trunfo do candidato pedetista. Pesquisas qualitativas realizadas pelos seus marqueteiros mostram que uma parcela dos eleitores, notadamente do Nordeste, enxerga os arroubos do candidato como uma demonstração de autoridade, que, entre os demais presidenciáveis, só encontra eco no Capitão Bolsonaro. No que depender de Ciro, esses eleitores serão atendidos.

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17.09.18
ED. 5954

Tema na Febraban

A desconstrução de Ciro Gomes tem sido um tema frequente nas reuniões da Febraban.

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13.09.18
ED. 5952

Os muitos inimigos de Alckmin

Jair Bolsonaro não é mais um problema para Geraldo Alckmin. Diante do consenso de que o Capitão já está garantido na disputa final, a campanha do tucano vai se voltar de forma contundente contra os seus adversários diretos pela vaga no segundo turno, leia-se notadamente Ciro Gomes, Fernando Haddad e Marina Silva. O ponto não é o impacto negativo que os ataques a Bolsonaro possam ter após o atentado, como chegou a ser discutido pelos marqueteiros de Alckmin na noite da própria quinta-feira. Trata-se de puro pragmatismo e foco. Os “inimigos” são outros. Além da disputa direta contra Ciro e Haddad, tracking diários realizados pelo PSDB mostram que Marina e até mesmo João Amôedo e Alvaro Dias vêm drenando seguidamente votos do tucano.

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12.09.18
ED. 5951

PT enquadra o ambivalente Camilo Santana

A subida de Ciro Gomes nas pesquisas já está fazendo eco dentro do PT. Gleisi Hoffmann fez chegar uma dura mensagem ao petista Camilo Santana, governador do Ceará e candidato à reeleição. A cúpula do partido não fará mais vista grossa ao comportamento camaleônico de Santana, que se divide entre o apoio a Fernando Haddad e a Ciro. O governador cearense lidera uma coligação baleia, que inclui, além do próprio PT, o PDT, de Ciro, e o MDB, de Eunício de Oliveira. Santana, porém, nem parece mais um petista. Tem viajado pelo interior do Ceará de braços dados com Cid Gomes, irmão de Ciro, e participado de atos políticos em que pede votos ao candidato pedetista.

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05.09.18
ED. 5947

Um imposto sobre commodities no colo de Ciro

O imposto sobre exportações anunciado ontem pelo governo argentino sob os auspícios do FMI tem um defensor obsessivo no Brasil. O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, que fez campanha pela adoção da medida nos governos de Lula e de Dilma Rousseff, tem tentado convencer Ciro Gomes de que a tributação das commodities é o remédio para a “doença holandesa” que destrói a indústria, o emprego e o crescimento. Ciro tem ouvido Bresser com atenção, mas seus economistas consideram que o apoio do FMI e a pecha de argentinização jogam contra a ideia. Bresser, porém, é incansável e faz boa tabelinha com o mentor de Ciro, Roberto Mangabeira Unger. Aí é que mora o perigo. Em síntese, o risco não é nenhuma abobrinha.

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02.09.18
ED. 5945

Lula declara armistício a Ciro

Lula determinou que o PT lance uma trégua e interrompa os ataques a Ciro Gomes. “Vamos precisar do Ciro no segundo turno”. Segundo o RR apurou, a frase foi repetida pelo ex-presidente ao próprio Fernando Haddad e ao presidente da CUT, Wagner Freitas, que também o visitou recentemente. Lula orientou Haddad a buscar uma reaproximação de Ciro com o intuito de fechar um pacto de não agressão, tanto nos programas eleitorais quanto nos debates. Não vai ser fácil. Do lado pedetista da trincheira, o entendimento é que o armistício vale somente até Haddad oficializar sua candidatura. A partir daí é pau puro.

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02.09.18
ED. 5945

Transnordestina é um trem contra Ciro

A campanha de Geraldo Alckmin está reunindo farto material sobre a passagem de Ciro Gomes como presidente da Transnordestina, a ferrovia de Benjamin Steinbruch que liga nada a lugar algum. Além de compilar uma variedade de denúncias que cercam o projeto, os assessores de Alckmin estão mapeando os atrasos no cronograma e as demissões feitas na era Ciro. Durante sua gestão, o número de trabalhadores na Transnordestina caiu a um terço.

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31.08.18
ED. 5944

PDT joga contra a candidatura Ciro em SP

Ciro Gomes tem criticado duramente a falta de estrutura do PDT no maior colégio eleitoral do país. O diretório de São Paulo é terra arrasada. Há dívidas antigas – a maioria delas se acumula desde 2013, quando Paulinho da Força abandonou o partido e arrastou boa parte dos filiados para fundar o Solidariedade. De lá para cá, a militância da legenda no estado minguou, o que tem dificultado a organização de eventos e reuniões, tanto na capital quanto no interior. Na tentativa de contornar a rarefeita presença do PDT, o staff de comunicação de Ciro tem produzido um maior número de posts nas redes sociais voltado ao eleitorado paulista.

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10.08.18
ED. 5929

Momento difícil

Como se não bastasse a posição insular na geografia política, Ciro Gomes ainda enfrenta problemas no próprio PDT. O governador do Amazonas, Amazonino Mendes, tem feito duras críticas internas Momento difícilà articulação política de Ciro.

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30.07.18
ED. 5920

Braços dados

Ciro Gomes e Marina Silva ficaram de conversar na semana que vem. Os dois podem não estar juntos no primeiro turno, mas já firmaram um acordo para o segundo.

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25.07.18
ED. 5917

Dirceu tem a força?

Ciro Gomes está acertando uma visita ao comandante José Dirceu. Ciro acha que o Zé pode vir a ser o seu general Giap no meio das hostes petistas. O ex-presidente do PT sempre foi adepto da tática de guerrilha dos vietcongues, idealizada por Giap, de aparecer em vários lugares e não aparecer em lugar nenhum. Tanto Ciro quanto Zé condicionam o encontro a absoluta discrição. É um papo de Estado-Maior.

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24.07.18
ED. 5916

Mangabeira Unger hasteia a bandeira do pacote de reformas na campanha de Ciro

Roberto Mangabeira Unger, principal formulador do programa de governo de Ciro Gomes, pretende resgatar a ideia de pensamento estratégico em bloco, baseado em uma visão sistêmica do Estado. É dentro desse contexto que serão inseridas as reformas estruturantes. Mangabeira tem conduzido junto a outros assessores de campanha a elaboração de um trabalho a ser apresentado ao candidato pedetista, trazendo para o proscênio um plano de metas. A ideia é enfeixar todas as mudanças que a nova gestão se propõe a fazer, assim como os resultados esperados, em um programa para o resgate do desenvolvimento.

Os pontos principais são o colapso fiscal, a falência administrativa do Estado e as relações desnorteadas entre as entidades federativas e a União. O cardápio tão variado quanto indigesto politicamente: reforma da Previdência, desengessamento orçamentário da União, elaboração de um novo pacto federativo, reforma do Estado, reformulação das regras do funcionalismo público, reforma tributária – com a devida revisão da política de renúncias fiscais e adoção de um sistema de impostos progressivos – entre outras deficiências que pairam sobre o país como uma espada afiada. Mangabeira Unger tem incorporado ao trabalho conceitos e estudos sobre os quais já havia se debruçado quando da sua passagem pela Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Lula.

O programa precisa, necessariamente, ser colocado em marcha nos primeiros seis meses de um eventual mandato de Ciro Gomes. A premissa é que uma agenda desta magnitude exige uma execução integrada, em conjunto, tamanho o grau de complexidade e o desgaste político e institucional que ela traz a reboque. Ciro dá um duplo sentido ao pensamento de Maquiavel: a im- potência do governo é o mal; o bem, são todas as reformas que desatarão o nó do Brasil; é o bem, portanto, que tem de ser feito primeiro e às pressas; o mal já foi feito.

O jogo passa obrigatoriamente pelo Congresso, por mudanças profundas na Constituição, pelo inexorável confronto com grupos de veto. Não há presidente, por maior que seja a sua força eleitoral, que consiga atravessar um mandato inteiro debulhando medidas estruturantes de seis em seis meses, ou de ano em ano. Esse é um esparadrapo para ser arrancado de uma vez só. O projeto permitiria a Ciro Gomes não apenas ressuscitar o conceito de planejamento nacional integrado, mas também a ideia de “pacote” de medidas, outra tradição que evaporou nos últimos anos. Os governos, independentemente do seu matiz ideológico ou partidário, perderam a capacidade de enxergar o país de maneira holística e transversal.

O atual quadro de entropia das contas públicas não suporta ações estanques, isoladas. É praticamente inconcebível, por exemplo, se pensar em um novo pacto federativo sem a flexibilização das amarras constitucionais impostas ao Orçamento da União. As questões estão todas indexadas. Estados e, sobretudo, municípios cobram uma fatia maior das receitas fiscais federais sob a alegação de terem assumido um volume cada vez mais de gastos em serviços basilares que antes cabiam ao governo central. A transferência de mais recursos para as unidades federativas, por sua vez, reduz verbas do orçamento federal, espremido pelo engessamento dos gastos e a PEC do Teto, ambos fixados pela Constituição. O mosaico de medidas desmoraliza a Lei de Responsabilidade Fiscal. O desafio de Ciro e Mangabeira é ainda mais colossal do que a limpeza das estrebarias de Aúgias. Imagine só um plano desse feito com a concordância do Centrão. Por enquanto, as apostas são todas contra a versão pedetista do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG).

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18.07.18
ED. 5912

Ciro Gomes ajusta o dial do seu programa econômico

Há uma preocupação no PDT e potenciais alianças mais à esquerda, notadamente o PSB, em relação às sinalizações de Ciro Gomes de que poderá moderar suas propostas econômicas. O que Ciro vai fazer nesse amplo arco da moderação é que são elas. O timing da mudança de discurso é essencial, assim como o espaço negociável dos planos anunciados pelo pedetista.

Até o irmão Cid Gomes acha que o tom da guinada não deve ser tão intenso a ponto de parecer covardia ou tão tímido que demonstre ser uma farsa. A ideia de uma “Carta ao Povo Brasileiro” foi descartada. Ciro não quer renegar o que falou. Prefere que a flexibilização das propostas se dê no contexto de um programa de governo mais amplo, que seria apresentado à discussão.

Depende, em parte, de uma suavização do discurso de Ciro o apoio do chamado Centrão (DEM, PP, SD e PRB). Os dois líderes do DEM, Rodrigo Maia e ACM Neto, são cabos eleitorais do pedetista. Também Ronaldo Caiado, candidato ao governo de Goiás, “cirou” abertamente. Pode se afirmar que o núcleo duro do Centrão, a exceção do PRB, está com meio pé na candidatura do PDT.

Para afinar o discurso do presidenciável foi proposto um encontro para “discussão técnica de ideias” com Cesar Maia, guru econômico enrustido do DEM. A reunião traz riscos de forte desencontro de propostas. Ciro topa diferir no tempo medidas, reduzir o impacto de algumas proposições, ir esvaziando aos poucos umas e outras sugestões dadas no calor de entrevistas. Não aceita o papel de quinta coluna. Carta ao Povo Brasileiro renegando tudo o que foi dito, jamais, em hipótese alguma.

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17.07.18
ED. 5911

Kramer vs. Kramer

Integrantes das alas mais à esquerda do PT – “O Trabalho” e “Democracia Socialista” – pressionam a direção do partido para que o governador do Ceará, Camilo Santana, seja submetido ao conselho de ética da sigla. Motivo: o apoio à candidatura de Ciro Gomes. Não vai dar em nada. A última coisa que o PT deve fazer neste momento é criar atritos com uma máquina eleitoral no Nordeste, como é o caso de Santana.

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13.07.18
ED. 5909

Ciro e Joaquim

Em meio às sinuosas negociações com o PSB, Ciro Gomes tem se empenhado em arrancar uma declaração pessoal de apoio de um dos mais badalados nomes do partido: o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa.

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10.07.18
ED. 5906

PSB a dois passos de Ciro

Ciro Gomes está muito perto de ter o apoio dos herdeiros políticos de Eduardo Campos. Desde a semana passada, Carlos Lupi, do PDT, e Carlos Siqueira, do PSB, avançaram muitas jardas nas negociações para uma aliança eleitoral. O pano de fundo do acordo é a fusão entre os dois partidos logo no início de 2019.

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09.07.18
ED. 5905

Devida publicidade

Depois de Ciro Gomes e Fernando  Haddad, agora é Geraldo Alckmin quem costura um encontro com Delfim Netto. Tudo, claro, com a devida publicidade.

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06.07.18
ED. 5904

Ciro Gomes aponta suas baterias para a “desnacionalização” da Embraer

Se seguir os mesmos critérios anunciados para a venda das áreas do pré-sal ao capital estrangeiro, Ciro Gomes, caso eleito, vai rasgar o acordo que vem sendo costurado entre a Embraer e a Boeing. No caso das reservas petrolíferas, Ciro disse que expropriaria os campos negociados, ressarcindo os compradores. O presidenciável já afirmou em outras oportunidades que considera a fabricante de aeronaves uma empresa estratégica na indústria nacional. A aquisição da Embraer com pele de fusão, na visão do candidato, é muito mais grave do que se a Vale fosse alienada para o capital estrangeiro. A associação da Embraer com a Boeing, entretanto, está bem mais “hedgeada”, digamos assim, do que as negociações do pré-sal. A criação da mega companhia aérea tem o aval das Forças Armadas, ou, para ser mais preciso, do Comando da Aeronáutica. O mais provável, portanto, é que Ciro acomode a porção mais radical do seu discurso e não busque qualquer pugilato com os militares. Até porque o candidato comenta a boca pequena que não conseguirá implementar as reformas necessárias sem o amparo das Forças Armadas. Na sua concepção, elas desempenhariam um papel de Poder Moderador, permitindo que o Executivo se aprume e leve à frente as medidas estruturantes.

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04.07.18
ED. 5902

Democratas vs. democratas

A fotografia de momento do DEM mostra um partido dividido. O prefeito de Salvador, ACM Neto, e boa parte da ala nordestina têm se mostrado simpáticos a uma aliança com Ciro Gomes: já a massa do partido no Congresso, um caldeirão onde se misturam ruralistas,
evangélicos e a bancada da bala, ainda pende para o apoio ao tucano Geraldo Alckmin. Caberá a Rodrigo Maia, o candidato que não será candidato, bater o martelo.

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03.07.18
ED. 5901

Ciro é DEM desde pequenininho

Após alguns entreveros, Ciro Gomes hasteou a bandeira branca para o DEM. Todos os assessores de Ciro vêm sendo orientados a tratar o partido a pão de ló e, sempre que possível, dar sinais públicos de aproximação com Rodrigo Maia e cia. O primeiro deles veio com o ex-ministro Mangabeira Unger, que, na semana passada, disse que o DEM “nem é tão de direita assim”. Outras declarações nessa linha serão ouvidas nos próximos dias.

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26.06.18
ED. 5896

Ciro fala ao mercado

Ciro Gomes vai reforçar a interlocução com o mercado. Na quinta-feira, fará uma palestra na XP Investimentos, em São Paulo. Em meados de julho, deverá se reunir com investidores em Nova York.

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19.06.18
ED. 5891

O “oni-presente” Ciro Gomes

Os assessores de Ciro Gomes querem fazer do lançamento oficial da campanha, no dia 20 de julho, não apenas um, mas vários eventos simultâneos. Além do anúncio formal, na sede do PDT em Brasília, a proposta sobre a mesa prevê a realização de ações paralelas em pelo menos 12 capitais, não por coincidência o exato número de propostas que o candidato promete apresentar no mesmo dia, como a espinha dorsal do seu programa de governo. A ideia é vincular questões específicas de cada cidade a soluções que serão divulgadas por Ciro – o Rio de Janeiro, por exemplo, estaria ligado à temática “segurança pública”. Os coordenadores da campanha entendem que o formato poderá ter expressivo impacto midiático. A estratégia tem seus riscos. Pode até ser que, no caso de Ciro Gomes, o resultado seja diferente, mas espera-se que seus assessores tenham levado em consideração o case às avessas protagonizado por Geraldo Alckmin. O anúncio do seu plano para a área de segurança pública, exatamente no Rio, foi um fracasso. O evento não arrastou mais do que 25 pessoas.

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13.06.18
ED. 5887

O partido dos Gomes

Carlos Lupi, presidente do PDT, tem sofrido um eclipse na campanha de Ciro Gomes. Praticamente toda a articulação política de Ciro tem sido monopolizada por seu irmão, Cid Gomes. Isso inclui a formação de alianças estaduais, que sempre foi um terreno cativo de Lupi.

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08.06.18
ED. 5884

Ciro Gomes acena com proposta de devassa patrimonial dos presidenciáveis

Ciro Gomes estuda propor publicamente aos demais concorrentes à Presidência da República que aceitem passar por uma rigorosa auditoria do seu patrimônio pessoal. A medida funcionaria como uma espécie de amplo inventário da idoneidade dos candidatos ao Palácio do Planalto, com a anuência e cooperação de diversos órgãos competentes, a exemplo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Receita Federal, Banco Central, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) etc. Entre outras sugestões, Ciro discute com seus assessores a possibilidade de aproveitamento dos acordos operacionais feitos entre o Brasil e autoridades de outros países para a troca de informações financeiras e fiscais com o objetivo de gerar salvo-condutos para os presidenciáveis.

A medida, ressalte-se, teria um grau de profundidade e extensão muito maior do que o historicamente adotado em outros processos eleitorais. A perquirição se aplicaria não apenas ao candidato, mas também a parentes de primeiro e segundo graus. A investigação teria o devido, com a disponibilização pública das informações financeiras coletadas. A proposta embalada por Ciro Gomes pode até soar como demasiadamente invasiva. No entanto, há que se considerar que circunstâncias excepcionais pedem e justificam soluções excepcionais.

O país viverá um processo eleitoral sem precedentes, dado o grau de criminalização da política trazido – ou desvendado – pela Lava Jato. Um número de candidatos jamais visto chegará à urna eletrônica com a imagem encardida por acusações de corrupção, quando não com denúncias já formalizadas à Justiça – para não falar que o líder virtual das pesquisas à Presidência está na carceragem da PF, em Curitiba. Aos olhos da opinião pública, a premissa que prevalece hoje é a de que todos são culpados até que se prove o contrário.

Some-se a isso o fato de que o atual modelo de prestação de contas estabelecido pela legislação eleitoral revelou-se uma malha de trama larga demais, incapaz de reter devidamente indícios de enriquecimento ilícito e de eventuais malfeitos na vida pública. Em 2010, por exemplo, quando se reelegeu para o governo do Rio, Sérgio Cabral declarou ao TSE um patrimônio de R$ 843.094,42. O futuro desvendaria outras cifras. Originalmente, Ciro Gomes pensou em recuar da proposta de devassa patrimonial dos candidatos devido aos constrangimentos que ela poderia provocar junto ao PT, eventualmente um potencial aliado até mesmo para o primeiro turno. Mas, se hoje existe uma liderança política que já teve suas contas escancaradas e seus problemas assumidamente revelados é o ex-presidente Lula.

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29.05.18
ED. 5877

Coalizão nascente

Nem Lula; nem candidatura própria. Uma parte do PCdoB visualiza um terceiro cenário para as eleições: Manuela D ́Ávila como vice de Ciro Gomes.

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28.05.18
ED. 5876

Rede pressiona Marina Silva a subir no ringue eleitoral

O staff de Marina Silva empurra a candidata na direção do ringue. A recomendação de seus estrategistas de campanha é para que ela comece a golpear Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin, seus concorrentes diretos por uma vaga no segundo turno – no caso do tucano, mais pela expectativa de recuperação da sua candidatura e pelo peso eleitoral do PDSB do que efetivamente pela sua posição nas pesquisas divulgadas até o momento. A estratégia prevê que a candidata da Rede intensifique sua presença na mídia, com uma sequência de entrevistas focadas em cada um dos seus alvos, expondo suas respectivas fragilidades e contradições.

A ideia é que Marina use também os concorrentes como “escada” para ressaltar o que pesquisas de opinião encomendadas pela Rede indicam como seus maiores atributos: serenidade, coerência política e integridade. Cada um deles parece feito sob medida para um discurso de contraste com os adversários. A serenidade faz contraponto ao destempero e, não raramente, extremismo de Bolsonaro.

A coerência política é um dos pontos de vulnerabilidade de Ciro, que já vestiu camisas partidárias dos mais diversos tons. A integridade surge como um petardo na direção de Alckmin, citado na Lava Jato. O tucano, aliás, será o alvo preferencial de Marina. Ele é visto pelos estrategistas da Rede como o concorrente mais vulnerável e o mais suscetível a perder votos para a candidata – os poucos que tem.

Até porque há um entendimento de que, sob certos ângulos, Marina corre na mesma raia de Alckmin e ambos disputam uma faixa similar do eleitorado – ver RR edição de 24 de abril. A percepção entre seus colaboradores é que Marina Silva está sendo excessivamente Marina Silva, adiando em demasia sua entrada no combate eleitoral. O temor é que esta postura cobre um preço quando a campanha começar oficialmente. O risco é Marina levantar voo para cair logo à frente, como ocorreu em 2014.

Por esta razão, seu entorno recomenda ações mais contundentes. Miro Teixeira e João Paulo Capobianco, seus principais articuladores políticos, pregam que Marina acelere as viagens pelo país. Por sua vez, o economista Marcos Lisboa defende que a candidata lance uma espécie de “Carta ao Povo Brasileiro”. O objetivo seria destrinchar suas propostas para a economia, reafirmar seu compromisso com agendas inadiáveis, como o ajuste fiscal e as reformas, e, com isso, desarmar as resistências que seu nome ainda encontra junto ao empresariado. Tudo o que seus assessores querem evitar é uma repetição de 2014, quando ela anunciou dois planos para a área econômica no espaço de 15 dias, um desdizendo o outro em diversos pontos.

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28.05.18
ED. 5876

Ciro e Eunício, inimigos íntimos

Maquiavel dizia que, na política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã. E vice-versa, complementariam Ciro Gomes e Eunício de Oliveira. Desafetos até recentemente, ambos se uniram e têm dado as cartas nas eleições para o governo do Ceará. Ciro e Eunício apoiarão o petista Camila Santana, candidato à reeleição. Fecharam ainda uma aliança com o Solidariedade e o PSD. De quebra, Eunício garantiu seu apoio à candidatura de Cid Gomes, irmão de Ciro, ao Senado. Até que eventualmente a próxima eleição os separe…

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25.05.18
ED. 5875

Os muitos nomes para o ajuste fiscal de Ciro Gomes

A proposta de Ciro Gomes de incluir os gastos financeiros do Estado como parte integrante de um esforço para o ajuste fiscal pode ser interpretada de diversas formas, tendo em vista que a medida não foi detalhada. Pode ser considerada uma corruptela do projeto do senador José Serra – que Joaquim Levy tentou implementar no governo Dilma – de criar um teto do crescimento da dívida bruta. Nesta hipótese, conforme ensaiou o próprio Ciro, o controle das contas primárias teria papel essencial, mas os gastos nominais não seriam ignorados.

O pré-candidato poderia estar pensando em uma derivada do modelo mais clássico, de criação de um superávit nominal, defendido tradicionalmente pelo ex- ministro Delfim Netto e pelo economista Affonso Celso Pastore. Ciro incluiria na meta de superávit algum componente móvel de redução da dívida mobiliária de forma a criar pressões do próprio sistema para que o resultado primário permitisse a folga necessária à não utilização do resíduo financeiro. Os adversários de Ciro Gomes não pestanejam e enxergam a ideia como uma proposta de tabelamento dos juros ou atraso do pagamento de parcelas da dívida interna, o que caracterizaria uma “regra de moratória institucionalizada”.

O RR prefere ver como um mecanismo de pressão capaz de, ao melhor estilo Leonel Brizola, cindir a burguesia. A contribuição do corte no gasto financeiro seria um expediente previsto para não ser usado, a não ser com a autorização do Congresso Nacional. Uma “regra de platina”, digamos assim. Ciro usaria da manobra do “não ter de usar” para angariar apoio ao seu efetivo projeto de política fiscal: cortar as renúncias e subsídios que chegam a R$ 170 bilhões, incluindo descontos de planos de saúde, indústria automobilística, Zona Franca etc etc… A ver.

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24.05.18
ED. 5874

Aliados de aço

A passagem de Ciro Gomes pela CSN poderá ter um peso importante na montagem de seu eventual governo. Além da hipótese do próprio Benjamin Steinbruch ser o vice de Ciro em uma aliança com o PP, outro nome ligado à empresa e recorrentemente citado na campanha do pedetista é o do atual presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli. O executivo é visto como um forte candidato a integrar a equipe econômica de Ciro em caso de vitória na eleição. Ambos foram contemporâneos na CSN – Ciro como presidente da Trans-nordestina e Caffarelli na diretoria de RI da siderúrgica. Por sinal, coincidência das coincidências, entraram juntos, em março de 2015, e saíram juntos, em maio de 2016.

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22.05.18
ED. 5872

Ciro mira no renascimento da construção pesada

Ciro Gomes pretende incluir em seu programa de campanha um plano para o ressurgimento da indústria nacional da construção pesada. O assunto é conduzido por Roberto Mangabeira Unger, um dos principais estrategistas da candidatura de Ciro à Presidência. O que está em jogo, ressalte-se, não é um waiver coletivo aos delitos do passado, mas, sim, a aceleração dos processos de leniência, com as devidas punições dos malfeitores – executivos e empresários.

Ciro parte do fato de que a retomada do setor depende inexoravelmente da possibilidade de que estas construtoras voltem a prestar serviços ao Estado. Da mesma forma, a medida não significaria o fechamento das portas às empreiteiras internacionais, mas permitir que esta competição se dê em isonomia de condições. A medida teria uma série de desdobramentos positivos, do ponto de vista econômico, social e estratégico.

Ciro quer evitar que a deterioração do setor se torne um fator de desequilíbrio do balanço de pagamentos. As empresas da construção não têm vocação , a não ser com apoio do BNDES. No entanto, os programas do banco para a exportação de serviços de engenharia estão adormecidos. Por fim, a maior razão de todas: o impacto que a recuperação desta indústria teria sobre as taxas de emprego. Nos últimos três anos pós-Lava Jato, o setor perdeu mais de 400 mil vagas.

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18.05.18
ED. 5870

20 anos em 2

Ciro Gomes fez troça, ontem, com o infeliz slogan do governo – “20 anos em 2” – em palestra na Câmara de Comércio Brasil-Suécia. Segundo Ciro, os marqueteiros de Temer esqueceram do sinal negativo. “São -20 em 2”.

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08.05.18
ED. 5862

Ciro e Gleisi trocam tapas que não doem

Não era para ser assim, mas o chumbo trocado entre Gleisi Hoffmann e Ciro Gomes tem produzido um efeito de ocupação midiática muito além do imaginado – e desejado – pela concorrência. Os adversários da esquerda chegam a considerar que melhor seria se ambos estivessem se acarinhando na imprensa. Segundo breve pesquisa, ontem, no Google, Ciro e Gleisi conseguiram triplicar o noticiário do PDT e do PT em relação às legendas da direita, noves fora assuntos relacionados à prisão de Lula, é claro.

Do lado do PT, Gleisi se auto-escalou praticamente solitária para morder o candidato do PDT, que responde de volta com farpas dirigidas à senadora. Os dois aparentemente sabem até onde podem ir. Gleisi não agride a inconstância partidária de Ciro, assim como este não alude às investigações da Operação Lava Jato sobre ela. Os outros generais do PT, Fernando Haddad, Jaques Wagner e Patrus Ananias, potenciais candidatos a presidente, estão inseridos em um script diferenciado.

Todos reiteram sua disposição de manter uma janela entreaberta para que Ciro venha a ser cabeça de chapa de uma coalizão de esquerda. Ou seja, tem conversa aí. O candidato do PDT mantém a coerência. Se Lula vier candidato, retira-se do pleito. Mas, como Lula não vem e ele tem seu próprio partido e sua candidatura é competitiva, Ciro vai tocando o bonde. A posição isolada de Gleisi, apesar do seu posto de liderança partidária, deixa mais confortável o partido para pular no barco do pedetista.

É como se a bronca fosse de Gleisi. Se bem que, como sempre, tudo dependerá quase que exclusivamente do arbítrio de Lula. O “presidente do fato” do PT já trocou mordidela com Ciro. Mas até as ruas asfaltadas que vão de São Bernardo à Av.Paulista sabem do pragmatismo de Lula, capaz de juntar José Dirceu, Roberto Requião e Paulo Maluf na mesma caçamba de alianças. Por enquanto, os puxões de orelha de Gleisi favorecem Ciro, que aproveita o atalho na mídia para ir empurrando seu discurso. Mas ele sabe que esse jogo tem cartas marcadas. Ou seja: à medida que Lula posterga a indicação do seu preferido, vai fragilizando as candidaturas da esquerda, inclusive o poste do PT. Até lá o casal 20 vai trocando tapas sem beijos.

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04.05.18
ED. 5860

Ciro quer distância do “Risco Chalita”

São Paulo tornou-se um ponto de fricção entre Ciro Gomes e a cúpula do PDT. O motivo é a insistência do presidente do partido, Carlos Lupi, em lançar Gabriel Chalita como candidato ao governo de São Paulo. Entre os quadros do PDT no estado, Chalita é, sem dúvida, o nome mais conhecido pelo eleitorado. Ocorre que o seu recall vale tanto para o bem quanto para omal. Mesmo que por vias oblíquas, sua entrada em cena aproximaria a Lava Jato da candidatura de Ciro. Chalita, que durante sua trajetória no MDB sempre foi uma espécie de protegido de Michel Temer, é citado em denúncias contra o presidente. Em sua delação, o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado afirmou que, a pedido de Temer, arrecadou recursos ilegais para a campanha de Chalita à Prefeitura de São Paulo, em 2012. O doleiro Lucio Funaro, por sua vez, afirmou que Chalita foi beneficiado por recursos desviados da Caixa. Ter um palanque no maior colégio eleitoral do país é vital para Ciro, mas não com uma companhia dessas a seu lado.

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27.04.18
ED. 5856

Bresser catequiza Ciro sobre a tributação de commodities

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira se apresentou ao candidato Ciro Gomes para ministrar-lhe uma aula particular, com direito a giz e lousa. Bresser viu na proposta de Ciro de buscar um câmbio desvalorizado o caminho mais curto para vender sua tese de aplicação de um imposto sobre commodities. A tributação geraria dois câmbios, na prática: um para a indústria, sem imposto; e outro para as matérias-primas naturais, gravado. Em alguns casos, como o setor mineral, o ex-ministro aplicaria imposto sobre o imposto. Isto porque, a mineração já é taxada com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Bresser tributaria mais um pouquinho na ponta da exportação. Resta ver o que Ciro pensa dessa derrama.

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26.04.18
ED. 5855

Chapa Ciro-Haddad pode levar a indulto de Lula

O grande temor da centro-direita começa a ganhar contornos de realidade: a chapa Ciro Gomes e Fernando Haddad está amadurecendo. E traz ao fundo os dizeres “Lula livre”. A moeda de troca do PT para abrir mão da candidatura própria e fechar o apoio a Ciro seria a garantia de indulto do ex-presidente em 2019. A questão já foi abordada entre Ciro e Haddad. Além da reunião na manhã da última segunda-feira no escritório de Delfim Netto em São Paulo, que contou ainda com a presença de Luiz Carlos Bresser Pereira, ambos teriam se encontrado em outras duas ocasiões em pouco mais de dois meses.

Por ora, o mandato de Haddad é apenas para assuntar o tema. Mesmo com o compromisso do indulto presidencial por parte de Ciro, não há garantias de que Lula aceitaria o acordo. É pouco provável, inclusive, que ele saia do casulo da sua candidatura antes de agosto. Segundo integrantes do alto comando petista, ofereçam o que oferecerem a Lula, ele não entregará seus votos nem para um nome do próprio partido e muito menos para um aliado nesse período. É estranha a fábula construída por Luiz Inácio, que relata a história de um sapo barbudo que preferiu viver engaiolado a apoiar um sapo igual a ele.

O acordo em torno do indulto é feito sob medida para uma aliança PDT-PT: Ciro Gomes é o único candidato que aceitaria discutir a hipótese de conceder liberdade a Lula caso vença as eleições presidenciais. Uma moeda valiosa por outra: ao ser o “ungido” do ex-presidente, o pedetista colocaria os dois pés no segundo turno. Só algo imponderável tiraria a chapa Ciro-Haddad da disputa final. Devidamente pesados os prós e contras, Ciro poderia, inclusive, usar o próprio indulto de Lula como uma bandeira eleitoral para galvanizar o apoio do campo da esquerda em torno da sua candidatura e capturar o máximo possível do patrimônio eleitoral do ex-presidente. Ressalte-se ainda que a aliança teria o efeito de um strike sobre a atual configuração das candidaturas de centro-direita, que precisariam se reordenar em torno de uma dobradinha de calibre similar, como, por exemplo, Marina Silva-Joaquim Barbosa.

A julgar pelos recentes movimentos do STF, parece até haver, desde já, um dueto entre a Corte e Lula. Em um mundo simétrico, seria possível dizer que a coreografia do indulto já estaria sendo ensaiada, vide a decisão do Supremo de tirar de Sergio Moro trechos das delações de ex-executivos da Odebrecht contra o ex-presidente. Ressalte-se que, a rigor, a Constituição estabelece que a clemência de condenados é prerrogativa da Presidência da República. Em seu Artigo 84, Inciso XII, a Carta Magna diz que compete privativamente ao presidente a atribuição de conceder indulto e comutar penas – ambos dispositivos de alcance coletivo.

Cabe também a ele estabelecer os requisitos para a extinção da punibilidade de um determinado grupo de condenados – a graça só não se aplica a presos por prática da tortura, tráfico de drogas, atos de terrorismo ou crimes hediondos. Na atual circunstância, no entanto, independentemente do que reza a Constituição, é difícil imaginar que um eventual acordo desta natureza entre Ciro e Lula se consumaria sem passar pela agulha do STF. Não custa lembrar que, em março deste ano, atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu parte do indulto concedido pelo presidente Michel Temer, impedindo a extensão do benefício a condenados por corrupção.

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13.04.18
ED. 5846

Suspense total

A pesquisa Datafolha do fim de semana trará respostas a algumas questões chave da disputa presidencial:

. O coeficiente eleitoral de Lula após a prisão;

. As intenções de voto de Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Marina Silva;

. O percentual dos votos em Joaquim Barbosa;

. A mudança ou não do viés de baixa de Geraldo Alckmin.

. Os dados estatísticos de Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e Michel Temer não são relevantes.

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13.04.18
ED. 5846

Vice

Ciro Gomes também gostaria de ter o presidente da Coteminas, Josué Gomes, como vice da sua chapa. Olha aí uma primeira área de acordo com o PT. Mas também pode ser o contrário.

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06.04.18
ED. 5841

Plebiscito para privatizações é a nova bandeira de Ciro

O professor de Harvard e assessor da campanha de Ciro Gomes, Roberto Mangabeira Unger, levou ao candidato a ideia de fazer um plebiscito sobre a privatização das grandes estatais. Na concepção de Mangabeira, as empresas públicas pertencem ao povo brasileiro, não cabendo a decisão de se desfazer delas sem a consulta direta. Se o eleitor aprovar, então estará legitimada a venda. Caso contrário, elas estarão protegidas da dúvida permanente em relação ao seu estatuto jurídico e à continuidade dos seus planos. O professor de Harvard separa as questões da legitimidade das privatizações e da exigência de que as companhias estatais sejam submetidas a uma eficiente gestão, com rigorosos padrões de compliance e accountability. Depois do ocorrido com a Petrobras ninguém pode sequer pensar que controles e prestações de contas não são prioritários. A sugestão de Mangabeira vai ao encontro da crítica de Ciro à venda
de ativos que garantem a autonomia energética do país. Assim, o pedetista vai para a campanha sem dizer se privatiza ou não, mas que vai ouvir o povo sobre a sua decisão.

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23.03.18
ED. 5832

O império contra-ataca

Acendeu o sinal amarelo na campanha de Ciro Gomes. O candidato chamou o ex- vice-presidente do BNDES, Darc Costa, para conversar sobre seu programa de governo. O apelido de Costa é Darth Vader.

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23.03.18
ED. 5832

Uma cruzada anti-Ciro Gomes

Ciro Gomes foi variável decisiva na reaproximação entre Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. Ambos estavam rompidos desde o ano passado, quando o capitão decidiu deixar o Partido Social Cristão (PSC), o que lhe rendeu, à época, duras críticas do líder religioso. O pragmatismo fechou a cicatriz. Além da chance real de um representante da extrema direta no segundo turno, o potencial de crescimento da candidatura do pedetista contribuiu para amalgamar a coalizão político-religiosa. O “risco Ciro” foi amplamente discutido nas conversas entre Bolsonaro e Malafaia, intermediadas pelo senador Magno Malta. O pedetista pode até não vir a ser o “ungido” por Lula, caso, como tudo indica, o ex-presidente fique alijado da corrida eleitoral. Mas é visto por Bolsonaro e pela bancada
da fé que o cerca, a começar pelo próprio Malta, como o nome do campo da esquerda a ser combatido desde já. Nas conversas entre o candidato e Malafaia, chamou a atenção a ausência do nome de Lula como o outro “anticristo”. Tribuna não faltará a Jair Bolsonaro. Malafaia emprestará ao capitão seu poder de influência e alcance nas redes sociais: são dois milhões de seguidores no Facebook, 1,3 milhão no Twitter e 350 mil em seu canal no YouTube. Há ainda os 112 templos da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Por enquanto. Amanhã, Malafaia inaugura uma nova filial no Rio de Janeiro.

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15.03.18
ED. 5826

Os sete dias que revelaram Ciro Gomes ao mundo

Desde que foi formalizada pelo PDT a candidatura do ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito e ex-senador Ciro Gomes à Presidência da República, na última quinta-feira, dia 8, o mercado eleitoral vive um estado de discreta efervescência. O movimento ascendente de Ciro, medido pelo aumento das postagens na internet, a animação da militância ou mesmo o espaço concedido pela mídia, ganhou um novo público-alvo tão inusitado quanto silencioso. São dezenas de empresários que repentinamente descobriram o candidato com o currículo mais lustroso entre seus pares e se mobilizam, discretamente, para saciar a curiosidade por esse personagem até então meio renegado pela esquerda e pela direita.

Nesses últimos sete dias que alteraram virtualmente o mapa da sua potencialidade eleitoral, os chamados “jornalões” concederam a Ciro e seus assessores um espaço 70% superior à soma das suas publicações no ano. Para não dizer que é coincidência, o Jornal Nacional disponibilizou um tempo 30% maior ao lançamento da candidatura pedetista em comparação à de Rodrigo Maia, sancionada na convenção do DEM no mesmo dia. Sem fazer marola, o establishment passou a incorporar Ciro Gomes no cálculo eleitoral. O interesse dos empresários em ouvir o candidato sobre suas ideias e auscultar a consistência de seus assessores econômicos aumentou nesses sete dias. A monolítica Fiesp, latifúndio do emedebista Paulo Skaf, já acenou que quer conversar.

O vice-presidente da entidade patronal, Benjamin Steinbruch, até há pouco tempo contratante dos serviços do Ciro adviser e estrategista, é o abre-alas na Fiesp. Os dirigentes do capital estrangeiro e do mercado financeiro, tanto por medo quanto por instinto de proteção, buscam informação sobre as ideias do controverso tertius da esquerda. Hoje mesmo, o candidato estará na Associação Comercial do Rio de Janeiro, templo do conservadorismo empresarial, dando uma palestra. Ciro pretende despejar na campanha objetos de desejo do empresariado, notadamente os industrialistas.

Repetirá que vai trabalhar com um câmbio competitivo de olho nas exportações de produtos beneficiados, colocar o ajuste fiscal no centro do seu programa, realizar a reforma da Previdência, reduzir o nível dos juros a patamares civilizados, fazer política de fomento a setores como saúde e segurança, nunca colocados sob a perspectiva de geradores de inovação, simplificar o sistema tributário e diminuir a taxação sobre a pessoa jurídica para aumentá-la sobre a pessoa física. Mas que ninguém se iluda que Ciro mudou, pois estão no programa o imposto sobre fortuna, a tributação sobre dividendos e o encampamento remunerado das áreas de petróleo negociadas depois do “golpe em Dilma Rousseff”. Essas propostas já decantavam há meses em tonéis envelhecidos da sua campanha. Elas tornaram-se o must da temporada dos últimos sete dias.

São ideias batidas, assim como a maior parte das boas ideias. A diferença, entretanto, é que Ciro empresta uma energia inédita a esses consensos coletados em museus tucanos, campinenses e liberais. Mas o candidato também promete novidades. Pensa em receber aconselhamento de Prêmio(s) Nobel – por que não? – e a avaliação deles do seu plano do governo.

Ciro em sete dias tornou-se o candidato cult da esquerda, cujo plano das ideias passou a interessar, principalmente, àqueles que o detestam. A luminosidade recente de Ciro traz um efeito colateral, ao lançar um feixe de escuridão naquilo que seria sua definitiva afirmação eleitoral: a aliança com Lula e o PT. De toda a forma, nas próximas duas semanas esse fluxo de curiosidade poderá ter reflexo nas pesquisas. Se Ciro ultrapassar Marina sem nenhum apoio do PT ou de Lula, há algo de extremamente competitivo tomando forma no campo da centro/esquerda. Até a data base do lançamento da sua candidatura dois adjetivos eram suficientes para situá-lo no espectro da política: descontrolado e inconfiável – devido ao seu temperamento mercurial. Os últimos sete dias deixaram claro que essas duas palavras são minúsculas se o objetivo é interpretar o fenômeno que eclodiu nesse curto prazo. O pulso de Ciro Gomes pulsa mais forte.

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01.03.18
ED. 5816

PSB flerta com Ciro, ou Lula, ou tanto faz…

Enquanto o PSB não decide se lança candidato próprio ou apoia um “estrangeiro”, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tem se aproximado gradativamente de Ciro Gomes. Não custa lembrar que na semana anterior ao Carnaval, Câmara, um dos principais nomes do partido no Nordeste, esteve reunido com o ex-presidente Lula na sede de seu Instituto em São Paulo.

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16.02.18
ED. 5807

Lula ensaia os versos da sua “Canção do Exílio”

Há algo que aproxima Lula de Ciro Gomes bem além das afinidades ou acordos de campanha eleitoral: o exílio do primeiro. Para ser mais exato, o exílio pela metade, pois não consta dos planos petistas mandar seu líder para o exterior. O ex-presidente não tem a áurea de santidade de Nelson Mandela ou a resistência psicológica de José Dirceu. Lula ficaria no Brasil, perto e longe do cárcere, encafuado em uma embaixada, articulando, gravando vídeos e regendo a banda de dentro daquele enclave estrangeiro no país.

Ciro tem o perfil sob medida para ser o anjo vingador do ex-presidente. Lula exilado precisa de quem o defenda, quem acenda fogo nas eleições, quem vocalize a liderança do PT com uma língua de labaredas. O cearense é exatamente essa encarnação. Esse modelo afastaria dois concorrentes a sucessores de Lula:Jaques Wagner e Fernando Haddad. Wagner transparece um certo gingado do espaguete western italiano à moda baiana; pura combinação de bonomia com a malemolência de Santo Amaro.

Já Haddad mais parece um sacristão, com imensurável capacidade para o perdão e discutível poder de indignação. Pelo enredo que circula em bem frequentadas esquinas petistas, a militância cercaria a embaixada escolhida montando um acampamento permanente. Ali, em meio à vigília, seria reduto do mito. Enquanto isso, Ciro montaria no seu cavalo Silver, com duas pistolas prateadas no coldre, e tome de tocar agitação nas cidades e na mídia.

Por essa lógica Lula passaria ao largo da prisão e com a eleição do seu ungido deteria uma forte influência no governo. O certo é que não só o PT pensa nessas cada vez mais heterodoxas saídas para tentar manter o ex-presidente no game como a situação sente-se muito incomodada com a hipótese do enfrentamento com um candidato que conhece suas intimidades, tem a agressividade como característica e estará adornado com as vestes e armas de Lula. Um candidato Sátiro, meio Ciro, meio Lula, parece ser o que as oposições podem apresentar de mais competitivo nas atuais circunstâncias.

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06.02.18
ED. 5802

O nobel de Ciro

O candidato Ciro Gomes pretende ter o aconselhamento de um Prêmio Nobel de Economia. No Chile, em outros idos, o Nobel Jeffrey Sachs cumpriu essa função.  O professor de Harvard Roberto Mangabeira Unger é o responsável pelos contatos e negociações.

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26.01.18
ED. 5795

Condenação de Lula impulsiona o nome de Ciro Gomes

A julgar pelo levantamento das redes sociais e pela reação da militância jovem do PT, Ciro Gomes ganhou considerável terreno nas últimas 48 horas. Segundo empresas de medição que trabalham para o próprio pré-candidato, o número de menções a Ciro nas mídias digitais teve um crescimento vertiginoso a partir da noite da última quarta-feira, pouco depois do anúncio da condenação de Lula no TRF4. O próprio pedetista tratou de impulsionar seu nome nas redes ao postar uma nota de apoio ao ex-presidente no Facebook. Até ontem à noite, a publicação contava com mais de dez mil curtidas, o maior grau de engajamento alcançado por um post no perfil oficial de Ciro. A reação não significa que o pedetista será o “ungido” caso Lula seja efetivamente alijado da disputa eleitoral. Mas revela que, diante das circunstâncias, os ventos parecem soprar na direção do “Cirão das Massas”. No momento, Ciro Gomes representa aquilo que os dois candidatos a “poste” de Lula – Jaques Wagner e Fernando Haddad – não entregam: uma boa dose de confronto e litigância. Em outras palavras, Ciro seria o “bad boy” que o PT e Lula não têm.

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08.01.18
ED. 5781

Lula ensaia o papel de “Donald Trump dos pobres”

Lula já cantou a pedra por onde vai perseguir o crescimento da economia caso possa se candidatar e seja eleito presidente: “É a renda familiar, estúpido”. E será principalmente a renda da chamada “classe C ampliada”, uma categoria inventada pela própria gestão Lula, que combina as faixas de renda inferior com a classe média baixa. A recuperação do salário mínimo e a isenção de imposto de renda até cinco salários mínimos são medidas já anunciadas que correm nesta direção. No seu jeito galhofeiro, Lula diz que vai ser o “Trump dos pobres”, em alusão ao corte de impostos aprovado pelo presidente norte-americano, que privilegia os ricos e poderosos.

Em seus dois mandatos, o crescimento econômico foi soprado pelo aumento do poder de compra das famílias, bafejado pelo Bolsa Família, aumento do mínimo e crédito consignado. O ex-presidente não falou ainda, mas a cereja do bolo seria a criação da renda mínima, que cumpriria um papel unificador das políticas assistencialistas, além de ser um novo elo da reforma da previdência e definir um conceito inovador para o piso salarial do país. O assunto ainda vem sendo burilado pelos assessores de Lula, que está ansioso para anunciar o projeto nas ruas. O seu temor é que algum aventureiro lhe roube a bandeira e lance a proposta antes.

A renda mínima cabe em um espectro ideológico amplo, que vai de Jair Bolsonaro a Ciro Gomes. Lula tem no farnel a ideia de tributar os dividendos das pessoas jurídicas, que são praticamente isentos e funcionam como uma forma de burla fiscal para a acumulação das pessoas físicas mais ricas. Vai fazer o discurso do ajuste fiscal sem dizer de onde vai tirar. Fica para depois das eleições. Até lá segue na conversa que aprendeu muito bem com D. Marisa, que sabia economizar quando o orçamento da casa estava apertado.

O tirambaço de Lula está na área fiscal. Vai prometer uma redução da carga tributária total até o fim do seu governo, que se iniciaria com a isenção de impostos para os mais pobres. Acha que se for um bom animador e a economia crescer 6%, dá para baixar o estoque de tributos entre 3% a 5%. Lula quer afinar o discurso econômico para que, na hipótese do impedimento, ele possa servir de base programática para o entendimento com outros partidos e, quiçá, com um candidato a presidente de fora do PT. Apesar da pinta de zangado, é o programa mais liberal e comportado de Lula. Só vai ser ruim para a Rede Globo. Mas essa vendeta já está prometida não é de hoje.

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22.12.17
ED. 5772

Desconstruindo Meirelles

O candidato Ciro Gomes está trabalhando discursos específicos para desconstrução dos seus opositores. Para Henrique Meirelles, que considera com razoável chance de ser o seu principal adversário, guarda uma múltipla escolha: 1) Meirelles se diz o cão de guarda do orçamento apenas porque conseguiu identificar o buraco nas contas públicas deixado pelo governo passado; 2) Meirelles projeta todos os anos déficits fiscais maiores porque busca esse artifício para atingir as metas; 3) Meirelles somente cumpriu as metas fiscais porque se valeu de receitas extraorçamentárias, não alterando o componente estrutural do déficit público; 4) Meirelles é um gabola despropositado, porque produziu o maior déficit público da história, na casa dos R$ 400 bilhões, considerando-se a projeção para 2018; 5) Todas as respostas acima e mais uma: Meirelles não tem apoio para promover um ajuste fiscal para valer, que não seja apenas um programa assimétrico e classista de corte de gastos, mas que também penalize os segmentos que nunca foram atingidos.

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13.12.17
ED. 5765

Ciro no páreo

O Credit Suisse, em seu Cenário 2018, chama a atenção para um resultado das pesquisas pouco explorado: nas simulações do segundo turno, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes estão empatados tecnicamente. Tudo bem que uma final de campeonato difícil. Mas o “Cirão” está mais vivo do que os coveiros pensam.

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03.10.17
ED. 5717

Votos e ex-votos

O Círio de Nazaré terá uma procissão de presidenciáveis. Jair Bolsonaro e João Doria já confirmaram presença – o
prefeito de São Paulo terá como anfitriã a cantora Fafá de Belém. Ciro Gomes também deverá participar do evento religioso.

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15.08.17
ED. 5683

Eles querem Ciro

Curioso: Ciro Gomes tem sido mais assediado pela imprensa estrangeira do que João Doria, hoje o mais cosmopolita dos políticos brasileiros…

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12.07.17
ED. 5659

“Partido do Ceará”

O interesse “pátrio”, ao que parece, cala fundo no governador do Ceará, Camilo Santana. O petista tem defendido o nome do tucano Tasso Jereissati para suceder o presidente Michel Temer em caso de eleição indireta no Congresso. Desde já, apoia ainda a candidatura do também conterrâneo Ciro Gomes em 2018. E o PT, partido de Santana? Viria de vice, com Fernando Haddad.

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11.07.17
ED. 5658

Pautas: 2018 e Ciro Gomes

Lula reuniu-se com o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger há cerca de duas semanas, em São Paulo. Falaram muito sobre 2018. E, claro, sobre Ciro Gomes.

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07.02.17
ED. 5555

Fortaleza

O economista Fabio Ataliba montou uma espécie de American Econometric Society digital. Trata-se de um grupo de economistas que se reúne no WhatsApp para discutir assuntos teóricos e debater a conjuntura. Participam nomes díspares como Marcos Lisboa e Marcio Holland. O curioso é que a fraternidade mobile tem predominância de economistas cearenses, alguns ligados ao candidato à presidência Ciro Gomes.

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14.12.16
ED. 5516

Ciro Gomes

Ciro Gomes pegou a peixeira. Cunhou em cada lado os codinomes de guerra Eliseu “Quadrilha” e Moreira “Escambo”. Sem comentários.

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05.10.16
ED. 5469

O outro PDT

 Até mesmo um cabra da peste como Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência em 2018, está cortando um dobrado para domar o partido no Rio Grande do Sul. Uma ala do PDT já lançou o nome do senador Lasier Martins para concorrer ao governo gaúcho. Ciro defende a candidatura do atual presidente do partido no estado, o deputado federal Darci Pompeo de Mattos.

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13.09.16
ED. 5453

Bye, bye, Brazil

 Ciro Gomes, candidato à presidência, em 2018, pelo PDT, vai botar o pé na estrada. Nas próximas semanas, realizará o milagre da transmutação, visitando todos os diretórios estaduais do partido e participando da campanha em aproximadamente 100 cidades de médio e grande portes nas quais o PDT tem chances de vitória nas eleições municipais.

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 O futuro da democracia brasileira passa, nas próximas semanas, pela antecipação da eleição direta para a Presidência, um pacto entre as principais lideranças políticas e os Poderes da República e a definição sobre a negociação de uma “janela” na Lava Jato para que o pleito possa se dar de forma soberana. A ordem dos fatores altera o produto. O pacto social antecede os demais, pois lubrifica as mudanças constitucionais necessárias e o novo ambiente institucional. O acordão por meio do qual pretende se legitimar as “Diretas Já” é primo distante daquele conspirado por Romero Jucá e Sérgio Machado. É motivado por intenções distintas, pode ser articulado e anunciado à luz do dia e, em vez de ser uma costura entre Eduardo Cunha, Michel Temer, Renan Calheiros et caterva, seria alinhavado, por cima, por Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ciro Gomes, Dilma Rousseff, Jaques Wagner, Tasso Jereissati e, acreditem, Aécio Neves, além de empresários de primeira grandeza que voltaram a pensar no Brasil.  Os articuladores não acreditam em uma reação de Temer e sua turma, denunciando o “golpe dentro do golpe”, apesar de estarem atentos aos afagos cada vez mais explícitos do presidente interino aos comandantes militares. O professor de Direito Constitucional e suas eminências pardas sabem que a governança do país é extremamente frágil. Um “frentão” juntaria as ruas com a Av. Paulista e mudaria de direção o leme da imprensa. O espinho é o que fazer com a Lava Jato, que, se por um lado, descortinou as tenebrosas transações com a pátria mãe tão distraída, por outro, gangrenou a democracia com a criminalização do futuro. A instituição de uma “janela” na nossa Operazione Mani Pulite seria uma concessão para que as eleições diretas já não se dessem no ambiente de investigações, delações e aceitação de provas forjadas que sancionam a culpa antes mesmo da denúncia. Pensa-se em algo derivado a partir do modelo de anistia com punições razoáveis criado para a repatriação do capital estrangeiro: quem confessa sua irregularidade não é criminalizado, mas paga multa pecuniária.  Todos os participantes desse programa de adesão espontânea não teriam seus direitos eleitorais subtraídos inteiramente, mas somente no próximo pleito. A condição para que o próprio infrator confessasse a “malfeitoria de fato” sem ser criminalizado esterilizaria os porões das investigações, nos quais a intimidade do cidadão é devassada e revelada no limite dos seus pensamentos inconfessáveis, que nada têm a ver com qualquer dos delitos aventados. É nesse ponto crucial que surge a importância simbólica de Sérgio Moro em toda essa arrumação. Caberia a ele validar a seguinte mensagem: a Lava Jato não morreu, a Lava Jato entrou em uma nova fase. E não vai ter “golpe” e crime estampado diariamente nas bancas de jornais. Vai ter eleição e vai ter governança.

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29.12.15
ED. 5277

Prato frio

 Ciro Gomes tem bem guardada no seu baú de mágoas uma entrevista dada por Fernando Henrique Cardoso dizendo que Roberto Mangabeira Unger salvou a pátria por ocasião das articulações ministeriais do seu governo. “Como não tinha ministério para o Ciro, o Mangabeira foi providencial arrumando um curso de inglês para ele fazer em Harvard”. FHC que aguarde o troco.

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11.08.15
ED. 5182

 A reforma e a reforma de Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff dorme e acorda com a ideia de uma reforma ministerial na cabeça. Mas tem dúvidas sobre qual reforma deve implementar. É uma decisão grave, porque são modelos antípodas. De um lado, a reforma “por dentro”, buscando ministros que controlem suas bancadas, defendida por Lula e por acólitos do Planalto, tal como Aloizio Mercadante e Edinho Silva; do outro, uma reforma contemplando a presença de “notáveis”, técnicos e guerreiros. O objetivo da mudança “por dentro” seria enfrentar a crise política criando trincheiras no Congresso. A novidade maior seria o uso da caneta por Dilma, aprovando os pedidos e benefícios que caracterizam a política do “é dando que se recebe”. Seria um ministério político ocupado por políticos. O critério da convocação seria o grau de influência junto à sua base e o número de votos no Congresso. Os ministros técnicos, a exemplo de Joaquim Levy e Nelson Barbosa, seriam preservados. Alguns próximos, como Mercadante e José Eduardo Cardozo, iriam para o sacrifício, abrindo vagas disputadas. Todos os demais postos seriam passíveis de troca. A outra reforma ministerial, a proposta por seu exmarido Carlos Araújo, tem um viés inteiramente contrário. Araújo é a pessoa mais influente junto a Dilma e considera que a presidenta é refém de um ministério pouco qualificado e sem vocação guerreira. Qualquer associação com o ministério de notáveis de Fernando Collor não é mera coincidência. A diferença seria a predisposição para sair no pau e governar para valer. Por essa ótica, o governo de coalizão não se daria a qualquer preço ou com uma coalizão tão obesa. Quando se sentisse chantageada, Dilma confrontaria o Congresso, vetando projetos de lei. E explicaria o ocorrido publicamente. O novo ministério buscaria o maior distanciamento dos mensaleiros e do próprio Lula. Exemplo de um ministeriável: o ex-senador Ciro Gomes, que tem chamado o deputado Eduardo Cunha de canalha nas mídias. Os empresários seriam bastante contemplados: Josué Gomes da Silva, Jorge Gerdau, Luiz Carlos Trabuco e Benjamin Steinbruch são alguns nomes. Levy e Nelson Barbosa não permaneceriam nos seus cargos. Uma fantasia que teima em perdurar: Fernando Henrique Cardoso em qualquer ministério. Ah, impossível! Para quem não se lembra, FHC foi o primeiro a se apresentar para o ministério de notáveis de Collor quando o impeachment já era pule de dez. As duas reformas ministeriais trazem propostas de como governar – e tanto num modelo quanto no outro, há muito de wishful thinking. A melhor escolha assim é se lhe parece. A pior é permanecer com a abulia decisória, ausência de governança e falta de qualificação dos quadros. Esse tem sido o governo Dilma.  

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