Arquivos Oi - Página 2 de 2 - Relatório Reservado

Tag: Oi

Mercado

O novo campo de batalha entre Oi e credores

30/04/2026
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Uma nova frente de batalha entre a Oi e seus credores está se abrindo. Os bondholders da companhia – leia-se o trio Pimco, Ashmore e SC Lowy – se articulam para contestar judicialmente a venda da Oi Soluções. A ideia é entrar com ações tanto na Justiça brasileira quanto em Nova York. A alegação é que o ativo está sendo subavaliado, o processo competitivo é insuficiente e, sobretudo, de que a destinação dos recursos pode ferir a ordem de prioridades prevista no plano de recuperação judicial. A Oi Soluções é vista como uma das últimas “joias da coroa” da companhia. A unidade reúne contratos com grandes empresas e órgãos públicos, além de operações em conectividade, nuvem e serviços digitais. Estimativas de mercado apontam valor de R$ 1,5 bilhão. O recebimento das propostas foi marcado para 17 de junho.           

A venda está estruturada no modelo de UPI (Unidade Produtiva Isolada), mecanismo que permite a transferência sem sucessão de passivos. Embora isso aumente o interesse de potenciais compradores, também abre espaço para contestação, caso os credores entendam que o formato favorece determinados investidores ou reduz o valor de recuperação.

A ofensiva dos credores tem um certo ar de déjà vu – aliás, como quase tudo tratando-se de uma empresa que está na sua segunda recuperação judicial, como é o caso da Oi. A reação do trio Pimco, Ashmore e SC Lowy amplifica uma batalha judicial que perpassa também a venda da participação da operadora de telefonia na V.tal. Os bondholders tentam barrar a transferência da empresa de fibra óptica para o BTG.

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Empresa

Bondholders da Oi abrem nova frente judicial após derrota em Nova York

22/04/2026
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Os bondholders da Oi não jogam a toalha. Liderados por Pimco, Ashmore e SC Lowy, preparam o contra-ataque após a derrota no Tribunal de Falências dos EUA, no Distrito Sul de Nova York — a Corte negou o pedido de suspensão da venda da V.tal para o BTG, negócio de R$ 4,2 bilhões fechado no início de abril. Além do questionamento à operação propriamente dita, os credores deverão contestar a forma de distribuição dos recursos arrecadados no acordo, abrindo, assim, uma nova frente de batalha nos tribunais. O ponto mais sensível é a proposta do BTG de depositar os valores em uma conta escrow sob sua administração, com a Oi indicando os destinatários dos pagamentos. Trata-se de uma dinâmica que, na visão dos credores, vai contra os mecanismos previstos nos contratos de bonds, que atribuem essa função a um agente de garantias independente, previamente aprovado pelas partes. Para os credores, essa mudança abre uma brecha relevante para contestação. A tendência é que busquem medidas judiciais para exigir o cumprimento estrito da chamada waterfall — a ordem de prioridade de pagamentos.
As teses jurídicas, em si, não são inéditas: já estavam, ainda que de forma difusa, no pedido apresentado à Justiça americana. A novidade está na estratégia. Com o insucesso no Chapter 15, os credores tendem a abandonar a tentativa de travar a operação e passar a explorar essas mesmas alegações de forma mais cirúrgica, em ações autônomas e com foco direto na recuperação de valor. Nesse contexto, devem ganhar tração as alegações de breach of contract — isto é, descumprimento dos contratos que regem os títulos de dívida.

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Destaque

Credores da Oi partem para o ataque e tentam brecar venda da V.tal

7/04/2026
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A agonia da Oi não tem fim. Segundo o RR apurou, Pimco, Ashmore e SC Lowy pretendem recorrer da decisão da juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que autorizou a venda da participação da operadora de telefonia na V.tal para o BTG. O ataque do trio de credores da Oi deve começar pelo valor da negociação, de R$ 4,6 bilhões. Os fundos sustentam que o ativo foi subapreciado – o valuation correto, segundo eles, seria da ordem de R$ 12 bilhões. Ou seja: para as três gestoras, houve destruição de valor e prejuízo objetivo aos credores. Assim é se lhe parece. Outro eixo de contestação é o desenho do processo. Pimco, Ashmore e SC Lowy alegam que a operação foi realizada sem competição efetiva e, nos bastidores, insinuam que teria havido um direcionamento implícito ao BTG. O banco, ressalte-se, já é o principal acionista da V.tal, maior empresa de fibra óptica do Brasil, com uma rede de mais de 400 mil quilômetros. No recurso, as três gestoras deverão ainda resgatar a tese do credit bid, defendendo o direito de usar seus próprios créditos para assumir o ativo. No mercado, a interpretação é que há uma boa dose de blefe no contencioso. O objetivo da tríade não seria anular a venda ao BTG e, muito menos, assumir a fatia de 27,5% da Oi na V.tal, mas, sim, obter a reabertura da negociação e consequentemente forçar a apresentação de uma oferta maior pelas ações. Procurada pelo RR, a Ashmore não quis comentar o assunto. Também consultadas, Pimco e SC Lowy não se manifestaram até o fechamento desta matéria.

A fatia de 27,5% na V.tal é, na prática, o último ativo de escala da Oi capaz de mexer ponteiro no seu segundo plano de recuperação. Depois de vender o que era vendável — móvel, torres, data centers —, sobrou um portfólio residual, com baixa tração operacional e pouca capacidade de geração de caixa. A V.tal, ao contrário, é um ativo estruturado, com receita previsível e relevância sistêmica no mercado de fibra. É o único cheque que ainda pode ser escrito com algum tamanho. É exatamente por isso que virou o principal campo de batalha entre a companhia e seus credores mais agressivos. Para Ashmore, Pimco e SC Lowy, a hora é de espremer o máximo do último fruto da Oi que ainda carrega algum sumo.

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Destaque

Bondholders arrastam contencioso com a Oi para a Justiça dos EUA

24/02/2026
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A tragédia da “supertele brasileira”, concebida em 2008 sob as bênçãos do governo Lula, parece não ter fim. A Oi está no epicentro de um tensionamento jurisdicional entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o RR apurou, bondholders da companhia, notadamente Pimco, SC Lowy e Ashmore, planejam acionar a Justiça norte-americana, mais precisamente a Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, contra o arresto de seus créditos determinado pelo Judiciário brasileiro. A estratégia envolve o uso do Chapter 15 — instrumento que reconhece processos estrangeiros de insolvência — para questionar os efeitos internacionais da medida cautelar e proteger direitos que, no entendimento dos investidores, já estão devidamente estruturados na segunda recuperação judicial da operadora. No limite, o trio pretende questionar a legitimidade da própria Justiça brasileira, especificamente da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que determinou o bloqueio dos seus créditos. O montante a receber gira em torno de US$ 1,4 bilhão.

Ressalte-se que a companhia sofreu recentemente uma derrota relevante na Corte norte-americana. Em outubro do ano passado, o Tribunal de Falências do Distrito Sul negou o pedido da Oi de encerramento do Chapter 15, frustrando a tentativa da empresa de migrar sua recuperação judicial para o Chapter 11, alternativa que poderia permitir uma reorganização mais autônoma sob a lei americana. A decisão manteve a tele sob o guarda-chuva da cooperação internacional entre jurisdições. Na prática, a Justiça dos Estados Unidos sinalizou que o processo brasileiro ainda produz efeitos que justificam sua supervisão. Consultada pelo RR, a Ashmore não quis comentar. Também procuradas, Pimco, SC Lowy e Oi não retornaram até o fechamento desta matéria.

Ontem, fundos vinculados à Pimco acionaram a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro com pedido de reconsideração da decisão do último dia 19, quando a juíza Simone Chevrand determinou o arresto dos créditos e garantias detidos pelos bondholders. No requerimento, a gestora classificou a medida como gravíssima e capaz de causar “enorme impacto no mercado nacional e internacional, que confia no Poder Judiciário para a proteção de créditos concedidos em cenários de insolvência”. Paralelamente, a Pimco se prepara para levar o contencioso a Nova York. O movimento deve incluir pedidos para limitar a eficácia extraterritorial do arresto, sob o argumento de que a decisão brasileira altera a ordem de prioridades, garantias, contratos e direitos creditórios reconhecidos na recuperação internacional. O embate ganhou contornos ainda mais agudos após a própria Oi ter ingressado com ação contra Pimco e Ashmore, acusando as gestoras de abuso de poder e influência excessiva na condução da recuperação judicial, alegando exercício de controle de fato sobre decisões estratégicas.

Enquanto isso, a Oi segue em sua agonia. Com dívidas de R$ 45 bilhões, a reincidente em recuperações judiciais chegou a ter sua falência decretada no ano passado. A decisão foi suspensa dias depois diante de argumentos de bancos credores sobre riscos sistêmicos. A empresa enfrenta situação extremamente crítica. Mesmo após a alienação de ativos, registrava em novembro apenas R$ 8 milhões em caixa líquido, segundo documentos encaminhados à Justiça. A última grande possibilidade de levantar recursos depende da venda da participação na V.tal, empresa de fibra óptica controlada por fundos do BTG, cuja fatia da Oi é avaliada em aproximadamente R$ 12 bilhões.

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Justiça

Credores trabalhistas se articulam contra honorários de gestor judicial da Oi

20/01/2026
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Nos corredores do TJ-RJ circula a informação de que credores trabalhistas da Oi se mobilizam para questionar os honorários do gestor judicial da companhia, Bruno Rezende. A remuneração de Rezende tornou-se objeto de controvérsia no fim do ano passado. A juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde tramita a recuperação judicial da empresa, autorizou o pagamento de R$ 750 milhões ao administrador. Na semana passada, o ministro Mauro Campbell, do STJ, suspendeu o repasse do valor a Rezende por considerar que a cifra “extrapola os limites do razoável”. A decisão de Campbell interrompe, de forma cautelar, a eficácia do ato que autorizaria a remuneração. Os credores trabalhistas pretendem não apenas derrubar o pagamento em questão, mas contestar os critérios para a fixação da remuneração. É mais uma das tantas polêmicas do infindável processo de recuperação judicial da Oi, que já está em sua segunda edição. Em novembro do ano passado, a própria 7ª Vara Empresarial do Rio chegou a decretar a falência da empresa, decisão posteriormente suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, da 1ª Câmara de Direito Privado.

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Governo

Crise da Oi provoca linha cruzada entre Telecomunicações e Defesa

15/12/2025
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A substituição da Oi como prestadora de serviços de telecomunicação para a esfera federal está provocando divergências dentro do governo. De um lado, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho; do outro, o ministro da Defesa, José Mucio. Siqueira Filho tem defendido que cada órgão faça uma licitação e contrate um novo fornecedor. O ministro é contrário a ideia de que a Telebras assuma operações da Oi, mesmo aquelas consideradas estratégicas. Um dos argumentos é que essa medida poderá aumentar os prejuízos da estatal – entre janeiro e setembro, a empresa acumula perdas de R$ 82 milhões. Por isso, Siqueira Filho quer a Telebras longe do imbróglio causado pela deterioração da Oi. Não é o que pensa José Mucio. O ministro da Defesa tem conduzido articulações no governo para que a Telebras encampe os serviços prestados pela Oi à Aeronáutica, notadamente ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) – conforme informou o RR. O SISCEAB envolve atividades sensíveis tanto para fins militares quanto civis – do monitoramento do espaço aéreo ao gerenciamento de aviões em voo em todo o território nacional. Nesse caso específico, a Claro já foi contratada para substituir a Oi, mas Mucio defenda que a Telebras lidere o processo de transição. Nesse choque de visões entre os ministros das Comunicações e da Defesa, o mais provável é que o segundo ganhe a parada.

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Mercado

SC Lowy deve seguir passos da Pimco e deixar capital da Oi

1/12/2025
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Há um zunzunzum no mercado de que a SC Lowy também vai zerar sua posição na Oi, em torno de 3% do capital. Seguiria, assim, os passos da Pimco, que, na semana passada, se desfez da sua participação de 19,8% na empresa de telecomunicações. O nome dos compradores não foi divulgado, mas especula-se que os papéis tenham ficado com fundos dedicados a special situations e distressed assets. SC Lowy e Pimco detinham bonds da companhia e se tornaram acionistas após a conversão da dívida em equity. Ocorre que o risco Oi está cada vez mais alto. No último dia 5 de novembro, o juiz Igor Fonseca Rodrigues, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a desconsideração de personalidade jurídica do grupo de acionistas de referência da empresa, formado exatamente pela Pimco e pela SC Lowy, além da Ashmore. Ao mesmo tempo, decretou a destituição dos diretores da operadora que haviam sido indicados pelo trio. Pior: a decisão trouxe a reboque a ameaça de execução de bens dos sócios para o pagamento de dívidas trabalhistas da Oi.

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Destaque

Defesa convoca Telebras para blindar controle aéreo da crise da Oi

25/11/2025
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As incertezas em torno da continuidade operacional da Oi acenderam um sinal de alerta no radar do Ministério da Defesa. O estado pré-falimentar da companhia desponta como um fator de risco para comunicações sensíveis da área militar e para o tráfego aéreo como um todo no Brasil. A Oi é uma das principais prestadoras de serviço do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). O SISCEAB abrange atividades nevrálgicas tanto para fins militares quanto civis, do monitoramento do espaço aéreo, leia-se identificação, interceptação e resposta a aeronaves suspeitas, ao gerenciamento de aviões em voo em todo o território nacional e áreas sob responsabilidade do Brasil no Atlântico Sul. Ou seja: missões de alta complexidade e de caráter estratégico. Segundo informações filtradas pelo RR, diante desse contexto, o ministro José Mucio tem feito articulações dentro do governo para que a própria Telebras lidere o processo de transição e coordene a redistribuição das atividades hoje a cargo da Oi entre outras empresas privadas – a começar pela Claro, já contratada para assumir parte expressiva dessas atribuições. De acordo com a mesma fonte, Mucio vê com bons olhos a ideia de que a estatal, se necessário, assuma diretamente parte dessas funções, garantindo o pleno funcionamento do SISCEAB durante a passagem de bastão. Ressalte-se que a Telebras, em conjunto com o Centro de Operações Espaciais da FAB, é responsável pela gestão do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) – sistema pode onde passam comunicações sensíveis das Forças Armadas e da administração federal como um todo, notadamente Presidência da República e Ministérios.
Em contato com o RR, a Força Aérea Brasileira informou que “o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), na qualidade de provedor do serviço de navegação aérea no Brasil, em consonância com a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), adotou todas as medidas indispensáveis para a garantia da manutenção ininterrupta do serviço oferecidos pela Oi”. A FAB confirmou que “os serviços atualmente prestados pela Oi encontram-se em processo de transição para a operadora Claro, mediante celebração de novo contrato, em estrita conformidade com os trâmites do processo judicial de recuperação da Oi. Tal medida, respaldada por decisão judicial, visa garantir a continuidade dos serviços essenciais, preservando o interesse público e minimizando riscos operacionais durante o período de transição”.
De acordo com a Força, o prazo estimado para a migração a uma nova operadora de telecomunicações é de até 10 meses, “em observância ao princípio da legalidade e devido aos trâmites próprios da contratação pública, que incluem elaboração, aprovação e demais procedimentos regulamentares, bem como às especificidades técnicas da tecnologia empregada nos meios de comunicação — incluindo a necessária certificação e verificação dos níveis mínimos exigidos para a prestação do serviço”.
A Aeronáutica disse ainda ao RR que o DECEA “dispõe de planos e protocolos rigorosos que asseguram a continuidade dos serviços e a mitigação de riscos associados, independentemente da operadora contratada”. Além disso, “a rede de comunicações utilizada no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro configura-se como infraestrutura crítica, possuindo múltiplas redundâncias e contingências que asseguram a continuidade do serviço, afastando a dependência exclusiva de qualquer prestadora”. Também procurado, o Ministério da Defesa não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

#Oi #Telebras

Empresa

Telebras mira nas raspas e restos da Oi

14/10/2025
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Há rumores no mercado de que o próprio ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, trabalha dentro do governo para que a Telebras assuma algumas das operações ou mesmo contratos da Oi. A princípio, a estatal encamparia serviços tidos como essenciais, a exemplo das comunicações de hospitais e escolas públicas, além de forças de segurança, notadamente polícias estaduais. Mas o que se ouve em petit comité é que Siqueira vislumbra a possibilidade de a Telebras herdar também contratos privados da Oi. Ressalte-se que há uma pressão para que a estatal aumente suas receitas, após ter firmado um contrato de autonomia financeira. Com isso, a empresa não poderá mais receber recursos diretos do Tesouro. Na semana passada, a situação da Oi se agravou ainda mais, com a intervenção decretada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e consequentemente afastamento da diretoria executiva e do conselho de administração.

#Oi #Telebras

Empresa

Após corte na remuneração, dirigentes da Oi ensaiam revoada

7/08/2025
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A Oi corre o risco de enfrentar uma diáspora na sua alta direção. Há informações no mercado de que integrantes da diretoria, a começar pelo próprio CEO, Marcelo Milliet, se movimentam para deixar a empresa. No último dia 19 de julho, a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio, suspendeu o pagamento de bonificações para a administração da operadora. Segundo a magistrada, a companhia não está cumprindo integralmente seu plano de recuperação judicial, aprovado em 2024. Ser diretor estatutário de uma empresa que está na sua segunda recuperação judicial, carrega um passivo de mais de R$ 35 bilhões e tem um futuro dos mais incertos já é, por si só, uma profissão de risco. Com o corte na remuneração, literalmente é muito ônus para pouco bônus.

NR: A Oi procurou o RR para esclarecer que não procede a informação de seus altos executivos estejam se desligando da companhia. Segundo a empresa, “não há qualquer processo de desligamento em curso relacionado ao que foi divulgado”.

#Oi

Empresa

Os diferentes sons na dança das cadeiras na Oi

18/12/2024
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As mudanças na gestão da Oi, anunciadas na semana passada, podem ser interpretadas, a um só tempo, como uma vitória e uma derrota do ex-CEO da companhia, Rodrigo Abreu, hoje no Conselho de Administração. O triunfo vem da saída de Mateus Bandeira do cargo de CEO, que passará a ser ocupado por Marcelo Milliet. Consta que Abreu e Bandeira não se bicavam. Em contrapartida, o que se diz é que Rodrigo Abreu tentou articular com os novos acionistas, leia-se fundos credores que converteram debt em equity, sua indicação para o posto de chairman da Oi. Não deu. A presidência do Conselho acabou nas mãos de Paul Aronzon.

#Oi

Empresa

Oi é a “rainha da sucata” na telefonia nacional

25/11/2024
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A Oi está colocando à venda uma pilha de sucata. São centenas de centrais telefônicas e placas de telecomunicações, além de milhares de quilômetros de cabos de cobre etc. Um ferro velho de dar dó. Seria cômico se não fosse trágico. Durante anos, a empresa esteve impedida de vender esses equipamentos por se tratar de bens reversíveis – ou seja, voltariam às mãos da União no caso de fim da concessão. No último dia 14 de novembro, enfim a Anatel aprovou a migração da Oi do modelo de concessão para o de autorização, desobrigando-a a manter essa parafernália de estruturas anacrônicas. Agora, ao menos nesse caso específico, é tarde. Os equipamentos ficaram obsoletos, a maior deles inutilizável. Por essas e outras, a Oi move um processo de arbitragem contra a União reivindicando reparações de até R$ 50 bilhões pela “falta de sustentabilidade e de equilíbrio financeiro” nos contratos de telefonia fixa. Bem, talvez fosse o caso de acionar também os responsáveis por seguidas gestões desastrosas que levaram a companhia a duas recuperações judiciais.

#Oi #operadora #Telefonia

Empresa

Há muitas linhas cruzadas na sucessão da Oi

8/10/2024
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A troca na presidência da Oi tem gerado burburinhos dentro da companhia. Há quem diga que a iminente saída de Mateus Affonso Bandeira, apenas dez meses após assumir o cargo, se deve a divergências com integrantes do Conselho. Principalmente com Rodrigo Abreu, justamente o CEO que antecedeu Bandeira. É uma história de frenéticas trocas de posição e uma boa dose de intriga. Abreu foi afastado do comando da companhia em janeiro deste ano, permanecendo apenas no board. Acabou substituído por Bandeira que, à época, era membro independente do Conselho. Talvez, nesse vai e vem, tenham ficado ressentimentos.

 

A rigor, Mateus Bandeira teria sido nomeado, desde o início, para um mandato temporário. Ainda assim, a nova troca na presidência causou certa surpresa dentro da Oi. O executivo conduziu a venda da Oi Fibra para a V.tal, controlada por fundos do BTG, e, sobretudo, as negociações com a Anatel em torno da migração da empresa do regime de concessão para autorização, movimento fundamental para que a Oi se livre de uma série de amarras regulatórias. Procurada pelo RR, a empresa não quis comentar

#BTG #Oi

Empresa

Operadora Oi tenta fazer dinheiro com a “imobiliária” Oi

20/05/2024
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A Oi mais parece um híbrido de empresa de telefonia e imobiliária. Os executivos da operadora estão debruçados sobre a imensa lista de imóveis de propriedade da companhia, com a missão de elencar os mais “vendáveis”. Ao todo, são quase sete mil prédios, terrenos e instalações variadas espalhados pelo país. A ordem na Oi é colocar o maior número possível de propriedades sobre o balcão, na tentativa de fazer caixa e pagar credores – a companhia, não custa lembrar, está na sua segunda recuperação judicial. A garimpagem é complexa, a começar por amarras um tanto quanto anacrônicas de ordem regulatória. As empresas de telecomunicações não podem se desfazer dos chamados bens reversíveis, ou seja, qualquer estrutura considerada indispensável para a prestação dos serviços – esses ativos sequer são contabilizados como patrimônio das companhias. Em dezembro do ano passado, por exemplo, a Oi precisou do sinal verde da Anatel para vender sua sede no Leblon, Zona Sul do Rio, adquirida pela Hemisfério Sul Investimentos (HSI) por R$ 205 milhões.

#imóveis #Oi #operadora

Destaque

BTG e Pátria ensaiam associação no setor de telecomunicações

28/02/2024
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O RR apurou que BTG e Pátria Investimentos vêm mantendo conversas para uma possível fusão entre seus negócios em telecomunicações. De um lado, está a V.tal, dona de uma rede com mais de 400 mil km de fibra ótica e cerca de 26 mil km de cabos submarinos; do outro, a Winity Telecom, focada na construção e compartilhamento de infraestruturas de comunicação, notadamente 4G e 5G. As duas empresas estão em estágios bem distintos. Criada a partir da cisão dos ativos em fibra ótica do Oi e posteriormente adquirida pelo banco de André Esteves, a V.tal registrou no ano passado receita líquida em torno de R$ 5,5 bilhões e Ebitda próximo dos R$ 3 bilhões. A Winity, por sua vez, ainda tenta se encontrar no mercado de telecomunicações em meio à brusca mudança de estratégia imposta pelo Pátria.

O plano de se tornar uma operadora de telefonia celular foi repentinamente abandonado. No fim do ano passado, a empresa devolveu à Anatel a licença de 700 MHz adquirida no leilão de 5G de 2021. No setor, a decisão chegou, inclusive, a alimentar dúvidas sobre o interesse do Pátria de seguir à frente da companhia. Consultados pelo RR, BTG e Pátria não quiseram se manifestar.

Nesse contexto, a fusão entre V.tal e Winity teria motivações diferentes para dois dos gigantes da gestão de recursos no Brasil. O BTG daria mais um passo para transformar a V.tal em uma das maiores, se não a maior, prestadora de serviços de telecomunicações do país. Com um craque do setor à frente da sua gestão, – ex-CEO da GVT, Vivo e TIM, Amos Genish -, a companhia está avaliada hoje em torno dos R$ 25 bilhões. Ao se unir à Winity, colocaria um pé na implantação de infraestruturas de telefonia.

O maior ativo da empresa do Pátria é a sua carteira de contratos nessa área. O principal deles, firmado em dezembro, prevê a implantação de rede 4G e 5G no Metrô de São Paulo. Por sua vez, no caso do Pátria, a negociação pode ser interpretada como um recuo calculado.

A gestora deixaria de ser controladora de uma empresa que, até o momento, não emplacou, como é o caso da Winity, para se unir não apenas ao BTG, mas também ao GIC, fundo soberano de Cingapura, e à canadense CPPIB, outros acionistas da V.tal, em um negócio de proporções bem maiores.

#BTG #Oi #Pátria Investimentos #Vivo

Empresa

Linha cruzada nas conversas entre Oi e credores

9/02/2024
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A Oi quer manter o ex-CEO e ainda conselheiro Rodrigo Abreu participando das negociações com os credores. Falta só combinar com o outro lado da mesa. O Itaú e o Banco do Brasil, dois dos maiores credores, querem outro interlocutor. As negociações com Abreu não saíram do lugar.

#Oi

Empresa

Carteira de fibra óptica da Oi tem um interessado nº 1

8/02/2024
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A Oi já tem comprador para a sua carteira de clientes de fibra óptica, que reúne cerca de quatro milhões de usuário. Nem Vivo, nem TIM, nem Claro. O candidato sentado na primeira fila é um grande banco de investimentos.

#Fibra óptica #Oi

Empresa

Novo CEO da OI vai elaborar plano de recuperação judicial

24/01/2024
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O RR apurou que a primeiríssima missão do novo CEO da Oi, Mateus Affonso Bandeira, será um redesenho no plano de recuperação judicial da companhia. A meta é apresentar uma nova proposta até abril. Seu antecessor, Rodrigo Abreu, caiu, sobretudo, por pressão dos credores, insatisfeitos com o plano atual, que, entre outras condições, propõe um haircut na dívida de até 80%. Em tempo: se, para os credores, Bandeira chega com o figurino de “diplomata”, internamente ele já é visto como um “carrasco”. Nos corredores da Oi, circula a informação de que o executivo terá também a tarefa de promover um expressivo corte de funcionários no que sobrou da companhia. Ressalte-se que, entre outros cargos, Bandeira foi CEO da consultoria Falconi. Ou seja: é um especialista em reestruturações de empresas temperadas a downsizing. Procurada pelo RR, a Oi não se manifestou.

#Oi

Empresa

Oi busca um armistício com trinca de concorrentes

24/07/2023
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O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, tenta construir um atalho para encerrar o litígio referente à venda dos ativos em telefonia móvel da empresa. Abreu tem feito gestões junto à Claro, à Vivo e à TIM com o objetivo de fechar um acordo à latere do processo arbitral em curso na Câmara de Arbitragem da B3. A trinca exige um abatimento de R$ 3,1 bilhões no valor total da operação (R$ 16,5 bilhões), sob o argumento de que a Oi não cumpriu diversas obrigações contratuais. Nos bastidores, segundo o RR apurou, Claro, Vivo e TIM já sinalizaram que aceitam rever esse valor e negociar um desconto menor. O problema é que ainda um gap considerável entre um lado e outro. A OI deve, não nega, mas contesta os cálculos. Nas suas contas, o deságio não pode ser superior a R$ 1 bilhão. Procuradas, Oi, Vivo, TIM e Claro não quiseram se manifestar.

#Claro #Oi #Rodrigo Abreu #TIM #Vivo

Empresa

Oi vai cortar na própria carne

12/06/2023
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A direção da Oi estaria preparando um plano de demissões. Nos corredores da empresa, o que se diz é que a navalhada poderá atingir de 10% a 15% do número de funcionários. Atualmente a companhia soma cerca de 34 mil colaboradores – há quatro anos, eram quase 60 mil. O downsizing teria, sobretudo, o objetivo de adequar os custos operacionais à queda de receita após a venda da operação de telefonia móvel, há pouco mais de um ano. O faturamento total da empresa caiu quase a um terço – de R$ 29 bilhões a algo e torno de R$ 30 bilhões. Consultada, a Oi não quis se manifestar.

#Oi

Política

Oi pode jogar no mesmo balaio todas as gestões do PT

9/05/2023
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No que depender da oposição, a CPI da Americanas vai ser uma quitanda de secos e molhados, onde caberão as mais diversas mercadorias. Segundo informações que circulam a boca miúda no Congresso, além da já manifesta intenção de escarafunchar outras empresas de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, o PL e parte do PP enxergam a Comissão como um trampolim para investigar, ou melhor, requentar eventuais irregularidades em companhias identificadas com gestões petistas. Um dos nomes recorrentemente citados nas conversas é o da Oi, que está em sua segunda recuperação judicial. A empresa carrega no seu DNA alguns genes do primeiro governo Lula: a Oi nasce do projeto de criação da “supertele” brasileira, que teve no então ministro da Casa Civil, José Dirceu, um de seus principais artífices.     

A princípio, o estratagema pode soar até com algo nom sense. Mas a história está cansada de reforçar uma máxima referente a CPIs: sabe-se como começam, mas nunca se sabe como vão terminar. Assessores do senador e ex-ministro Ciro Nogueira já estariam, inclusive, garimpando eventuais dados de ordem contábil para justificar uma possível investigação da Oi. De acordo com uma fonte do PP ouvida pelo RR, um desses fatos seria a descoberta, em 2018, de cerca de R$ 6,3 bilhões em depósitos judiciais que estavam indevidamente lançados no balanço da operadora. Nogueira, ressalte-se, é desde já um dos personagens mais fortes da CPI. É dele, por exemplo, a indicação do deputado Júlio Arcoverde (PP-PI) para presidir a Comissão.    

#Beto Sicupira #CPI da Americanas #Jorge Paulo Lemann #Lula #Marcel Telles #Oi #PL #PP

Justiça

Duelo entre Anatel e empresas de telefonia terá novo round

5/05/2023
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A queda de braço – ainda que indireta – entre a Anatel e as operadoras de telefonia sobre planos promocionais promete ser longa. Segundo o RR apuro, a agência reguladora pretende recorrer da recente decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). A Corte declarou inconstitucional o artigo 46 do Regulamento Geral de Direito dos Consumidores (RGC) da Anatel. A norma em questão obriga as empresas a estender a toda a sua base de clientes preços e pacotes promocionais oferecidos a determinados grupos de assinantes – guardadas as devidas proporções, uma espécie de “tag along” adequado ao direito do consumidor. Mesmo que de forma oblíqua, a sentença foi uma vitória das grandes operadoras, a exemplo de Claro, Vivo, TIM e Oi, que perdem milhões de receita por ano com a amarra imposta pela RGC. Ressalte-se que a decisão do TJ-DF deixou a Anatel em uma posição frágil do ponto de vista jurídico. Mesmo porque o Tribunal baseou-se em uma jurisprudência do STF, quando do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5399, em junho de 2022. O Supremo declarou inconstitucional uma lei de São Paulo que também obrigava as companhias de telefonia a democratizarem os pacotes promocionais. 

#Anatel #Claro #Oi #TIM #Vivo

Empresa

Oi entra na Justiça para vender V.tal

29/03/2023
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A Oi pretende entrar na Justiça contra a decisão da Anatel, que proibiu a empresa de vender integralmente o restante da sua participação de 42% na V.tal. O presidente da agência reguladora, Carlos Baigorri, já sinalizou que os ativos da empresa de rede de fibra ótica são considerados bens reversíveis. A figura remonta aos primórdios da privatização da telefonia no Brasil. São considerados bens reversíveis equipamentos, infraestrutura ou qualquer outro ativo, móvel ou imóvel, “essenciais e efetivamente empregados para assegurar a continuidade e a atualidade da prestação”. O entendimento da Anatel é que a Oi, pelo contrato de concessão, tem de manter o “controle” sobre esses bens, ou seja, uma participação de pelo menos 20%. Para a companhia, em sua segunda recuperação judicial, a determinação da Anatel é o pior dos mundos. A V.tal, controlada por fundos do BTG, é o último grande ativo da Oi. Sua participação estaria avaliada em aproximadamente R$ 8 bilhões. Procurada pelo RR, a Oi não quis se pronunciar. 

#Anatel #BTG #Oi #V.tal

Negócios

Oi enfrenta teste de fogo com emissão de dívida

20/12/2022
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A Oi deve anunciar até fevereiro uma emissão de dívida, com o objetivo de alongar seu passivo. Uma das ideias é oferecer como garantia ações da V.tal. Trata-se da empresa de infraestrutura de rede controlada pelo BTG e criada a partir da cisão de ativos de fibra óptica da própria Oi. A operadora ainda mantém 42% do capital da V.tal. A captação é vista pela direção da Oi como um teste de fogo: será a primeira grande operação de mercado da empresa após o encerramento da sua recuperação judicial.

#BTG #Oi

Negócios

Contagem regressiva para troca de comando da Oi

8/12/2022
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Nos corredores da Oi circula a informação de que Rodrigo Abreu estaria esperando apenas o fim da recuperação judicial para deixar a presidência da empresa. Seria uma espécie de grand finale da sua gestão, após já ter cumprido outras duas missões relevantes: a venda da operação de telefonia móvel para TIM, Claro e Vivo e a negociação de oito mil torres de telefonia fixa para a Highline Brasil. E quando a Oi deixará a recuperação judicial? A direção da companhia apostava que a decisão do juiz Fernando Vianna, da 7ª Vara Empresarial do Rio, sairia ainda neste ano. No entanto, BB e Caixa, credores da operadora, têm feito pressão pela prorrogação do processo. 

#Claro #Oi #TIM #Vivo

Negócios

Destino da Oi deve ficar nas mãos de quem a criou

24/11/2022
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O mundo dá mesmo muitas voltas. Por um capricho do destino, o futuro da Oi deverá ficar nas mãos do governo do PT – onde nasceu o projeto da “supertele” brasileira, idealizado por José Dirceu ainda na gestão Lula. O fim ou não da recuperação judicial (RJ) da Oi depende basicamente da posição do Banco do Brasil e da Caixa, ou seja, na última linha, de uma decisão do governo brasileiro. Nestas últimas semanas da gestão Bolsonaro, não tem muita conversa. Segundo o RR apurou, a disposição da direção dos dois bancos federais, credores da companhia, é uma nova ofensiva na Justiça para brecar o levantamento da recuperação judicial nas atuais condições. Ambos alegam que a operadora não estaria cumprindo cláusula do plano de recuperação judicial que prevê o uso de recursos provenientes da alienação de ativos móveis para quitar dívidas quirografárias. Travam, portanto, uma queda de braço com o Ministério Público do Rio, que quer encerrar a RJ.  

#José Dirceu #Lula #Oi #PT

Negócios

Operadoras de telefonia antecipam queda de braço com governo Lula

16/11/2022
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As grandes operadoras de telefonia – Claro, Vivo, TIM e Oi – pretendem levar ao futuro governo propostas para a redução das exigências ainda vinculadas à velha telefonia fixa. O ponto central é a obrigatoriedade para que os mais de 210 mil telefones públicos do país tenham de ser mantidos até 2025. As operadoras querem antecipar o fim dessa amarra para o fim de 2023. Em contrapartida, acelerariam os investimentos para levar 4G e fibra óptica em substituição ao serviço de telefonia fixa, dentro do acordo firmado com a Anatel em fevereiro do ano passado. As operadoras consideram a exigência dos “orelhões” um anacronismo do tempo do ronca. Um anacronismo bem caro, ressalte-se, que se junta a outros.   

A probabilidade de o futuro governo recuar e aceitar a reivindicação das operadoras é considerável. Seria uma forma de equacionar um impasse maior e muito mais oneroso que vai cair sobre o seu colo. Claro, TIM, Vivo e Oi cobram da União cerca de R$ 36 bilhões como ressarcimento a investimentos que foram obrigadas a fazer no decadente sistema de telefonia fixa, pela exigência de prestar serviços em localidades pouco rentáveis e pelos gastos com telefones públicos. É o que as empresas consideram o um “ferro velho” das telecomunicações em plena era do digital.  

#Anatel #Claro #Oi #TIM #Vivo

ICMS fora da área

15/09/2022
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O Ministério Público Federal vai investigar as operadoras de telefonia celular. Há denúncias de que o quarteto Claro, Vivo, TIM e Oi não está aplicando a redução do ICMS em diversos estados, determinada pela lei federal 194/2022.

#Claro #Ministério Público Federal #Oi #TIM #Vivo

Telecom Italia já pensa em colocar a TIM sobre o balcão

8/08/2022
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Há fortes rumores no mercado de que a Telecom Italia prepara sua saída do Brasil. Os italianos estariam apenas esperando a conclusão da compra da rede móvel da Oi – compartilhada com a Claro e a Vivo – para iniciar o processo de venda da TIM Brasil, maior operação do grupo fora da Europa. A incorporação desses ativos é fundamental para aumentar o valuation da empresa. Outro trunfo dos italianos para alavancar o preço de venda da companhia é a instalação da rede 5G, a começar pelo maior mercado do país: a operadora foi a primeira a ativar a nova frequência em 100% dos bairros da cidade de São Paulo.

Tomando-se como base apenas o valor em bolsa, a TIM Brasil é uma empresa da ordem de R$ 30 bilhões. Procurada, a TIM não quis se pronunciar. Na atual circunstância, a venda da companhia não é um negócio dos mais simples. Claro e Vivo, em tese candidatas naturais à aquisição, estão sobrecarregadas não só pela compra conjunta da rede da Oi, mas, sobretudo, pelos pesados investimentos feitos na implantação do 5G no Brasil. A empresa de Carlos Slim está desembolsando apenas neste ano cerca de R$ 11 bilhões no país; no caso do grupo espanhol, a cifra gira em torno de R$ 9 bilhões.

A alternativa para a Telecom Italia seria buscar um comprador fora do mainstream, leia-se um novo entrante no mercado. Seria, por exemplo, o caso da dupla BTG e Amos Genish? O banco de André Esteves e o executivo se associaram recentemente na vTal, criada a partir do spin-off da rede de fibra óptica da Oi. Genish conhece a TIM de forma intestina: entre 2017 e 2018 foi CEO da própria Telecom Italia. Não é a primeira vez que a venda da TIM Brasil entra na pauta da Telecom Italia. Agora, no entanto, a situação apertou.

A negociação da TIM daria fôlego ao grupo italiano para resistir a eventuais investidas de forasteiros, como a recente tentativa de compra pela gestora norte-americana KKR. Há forte pressão política na Itália para que a companhia permaneça sob controle nacional. A Telecom Italia é quase uma ex-estatal. O “quase” fica por conta da “golden share” que dá consideráveis poderes ao governo italiano sobre a companhia. A eventual negociação da operação brasileira é um movimento tão importante que teria pautado a própria sucessão do grupo, leia-se a nomeação de Pietro Labriola para o cargo de chairman. Labriola desponta como o nome certo para conduzir o processo de alienação da TIM Brasil: por pouco mais de dois anos e meio, ocupou a presidência da empresa brasileira.

#Claro #Oi #Telecom Italia #TIM #Vivo

Oi e tchau

26/07/2022
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A Oi, o que restou da Oi, prepara uma nova leva de demissões. Só no ano passado, a empresa cortou quase mil funcionários.

#Oi

A “outra” Huawei

11/10/2021
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A chinesa ZTE tem mantido intensas conversações com o “big four” da telefonia celular (Vivo, Claro, TIM e Oi). Em pauta, a venda de equipamentos para o 5G.

#Claro #Oi #TIM #Vivo #ZTE

Cortes de orçamento deixam Anatel à beira de um “caladão”

30/05/2017
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A Anatel caminha para um estado de paralisia funcional se não receber uma injeção extraordinária de recursos. O alerta foi feito na última semana pelo presidente da Agência, Juarez Quadros, aos ministros da Comunicação, Gilberto Kassab, e do Planejamento, Dyogo Oliveira. O mais recente corte de 33% achatou o orçamento do órgão regulador para aproximadamente R$ 320 milhões. A cifra não cobre sequer as despesas com pessoal da agência, da ordem de R$ 360 milhões. Receita a Anatel tem.

No entanto, do total de R$ 2,3 bilhões que ela deverá arrecadar neste ano, R$ 2,164 bilhões foram contingenciados. A secura orçamentária praticamente engessa algumas das atividades mais relevantes da agência, a começar pela área de fiscalização. Há pouco mais de 400 agentes, número distante do efetivo de mil fiscais tido como o minimamente necessário para desafogar os processos em andamento.

Some-se a isso o fato de que metade desse pessoal está concentrada em Brasília. São 11 gerências de suporte, algumas delas respondendo por quatro estados. Para este ano, o número de atos de fiscalização não deverá passar de sete mil. Em 2016, foram 8.050. No ano anterior, 9,4 mil.

A agência reduziu drasticamente as verbas para viagens. Os agentes de fiscalização têm deixado de fazer vistorias in loco. Consultada, a Anatel não quis comentar o assunto. A Anatel, neste momento, é um barril de pólvora. Em meio a questões de relevância nacional, como a recuperação judicial da Oi, o presidente da Anatel tem sido obrigado a administrar o descontentamento de seus pares com as amarras orçamentárias.

Segundo o RR apurou, o superintendente de Fiscalização, Juliano Stanzani, já manifestou a Juarez Quadros a intenção de deixar o cargo. Quadros tem reportado a gravidade da situação ao ministro Gilberto Kassab. Há, inclusive, um esgarçamento na relação entre ambos por conta da falta de uma solução para os problemas financeiros da Anatel. O agravamento da conjuntura política e seu impacto sobre a economia e a arrecadação fiscal só pioram a situação, à medida que reduzem a possibilidade de um repasse extra de verbas para o órgão regulador.

#Anatel #Oi

“MP das Concessões” seria o Ato Institucional nº 1 do governo Temer

3/04/2017
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As recorrentes notícias sobre uma possível intervenção do governo na Oi, que chegaram ao ápice na sexta-feira com os boatos da edição de uma “MP das Concessões”, levaram o mercado a um estado de forte apreensão. A longo do dia, o assunto tomou os escritórios de advocacia de investidores institucionais e grupos interessados em participar dos leilões de privatização. As interpretações iam de que a MP não somente era inconstitucional como representava um “Ato Institucional” do atual governo sem precedentes desde o regime militar.

No caso específico das telecomunicações, o principal argumento utilizado é o da Emenda Constitucional no 8. Em seu artigo 2o, ela diz que: “É vedada a adoção de medida provisória para regulamentar o disposto no inciso XI do art. 21 com a redação dada por esta emenda constitucional” – o inciso XI, por sua vez, trata exatamente da exploração dos serviços de telecomunicações, pela União ou mediante autorização, concessão ou permissão. A preocupação é abrangente, uma vez que a MP permite ao governo mudar as regras do jogo e intervir, sem critérios claros e objetivos, em qualquer concessão pública no país – além da telefonia, energia elétrica, óleo e gás, saneamento, transporte rodoviário ou ferroviário, aeroportos, rádio e televisão etc. O RR consultou três renomados escritórios de advocacia da área de M&A e a reação foi unânime: a medida cria um risco jurisdicional para todo o setor de infraestrutura.

Um dos juristas afirmou que o silêncio do governo acabará por materializar um monstrengo institucional capaz de abalar a credibilidade do país e gerar um cenário de insegurança no ambiente de negócios: “Essas coisas, a gente sabe como começam e nunca sabe como acabam”. O consenso entre as fontes do RR é que falar na ameaça de intervenção em qualquer concessão pública no momento em que o Planalto tenta colocar as PPIs na rua é de um contrassenso que beira a esquizofrenia. A insegurança criada pela possível MP é uma ameaça à privatização das 55 licenças que serão ofertadas ao mercado a partir do segundo semestre, entre ferrovias, rodovias, portos, aeroportos e linhas de transmissão.

Soma-se ainda a péssima comunicação do governo em torno do assunto: a questão tomou conta do noticiário nos últimos dias sem que qualquer autoridade tenha trazido o assunto para si em on the records. Não por acaso, a celeuma criada pelo vazamento da suposta “MP das Concessões” causou grande incômodo no próprio Palácio do Planalto. Responsável pelas PPIs, o ministro Moreira Franco já teria identificado cheiro de pólvora disparada por fogo amigo. Por sinal, um “muy amigo” bem próximo. Mas o que faz menos sentido é a “MP das Concessões” ser cogitada no governo de um professor de Direito Constitucional. Com certeza, o presidente Michel Temer não conhece os detalhes do que estaria sendo urdido nos porões do Planalto.

#Michel Temer #MP das Concessões #Oi #PPI

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