O novo campo de batalha entre Oi e credores

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O novo campo de batalha entre Oi e credores

  • 30/04/2026
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Uma nova frente de batalha entre a Oi e seus credores está se abrindo. Os bondholders da companhia – leia-se o trio Pimco, Ashmore e SC Lowy – se articulam para contestar judicialmente a venda da Oi Soluções. A ideia é entrar com ações tanto na Justiça brasileira quanto em Nova York. A alegação é que o ativo está sendo subavaliado, o processo competitivo é insuficiente e, sobretudo, de que a destinação dos recursos pode ferir a ordem de prioridades prevista no plano de recuperação judicial. A Oi Soluções é vista como uma das últimas “joias da coroa” da companhia. A unidade reúne contratos com grandes empresas e órgãos públicos, além de operações em conectividade, nuvem e serviços digitais. Estimativas de mercado apontam valor de R$ 1,5 bilhão. O recebimento das propostas foi marcado para 17 de junho.           

A venda está estruturada no modelo de UPI (Unidade Produtiva Isolada), mecanismo que permite a transferência sem sucessão de passivos. Embora isso aumente o interesse de potenciais compradores, também abre espaço para contestação, caso os credores entendam que o formato favorece determinados investidores ou reduz o valor de recuperação.

A ofensiva dos credores tem um certo ar de déjà vu – aliás, como quase tudo tratando-se de uma empresa que está na sua segunda recuperação judicial, como é o caso da Oi. A reação do trio Pimco, Ashmore e SC Lowy amplifica uma batalha judicial que perpassa também a venda da participação da operadora de telefonia na V.tal. Os bondholders tentam barrar a transferência da empresa de fibra óptica para o BTG.

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