Planalto teme que ala bolsonarista provoque um curto-circuito na tarifa social de energia

Política

Planalto teme que ala bolsonarista provoque um curto-circuito na tarifa social de energia

  • 12/08/2025
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Em meio à temporada de motins e congêneres da base bolsonarista no Congresso, a articulação política do Palácio do Planalto trabalha nos bastidores na tentativa de acelerar a votação da MP 1.300/2025, que trata da reforma do setor elétrico. Mais do que isso, o desafio do governo é evitar mudanças radicais no texto. O temor é que a oposição, energizada pelo clã Bolsonaro, tente desfigurar a nova tarifa social de energia elétrica, prevista na MP. O regime especial visa ampliar o acesso à gratuidade ou a descontos na conta de luz para cerca de 60 milhões de brasileiros. Trata-se de um dos tantos benefícios sociais que deverá sair do forno daqui até a eleição de 2026. No Congresso, a aprovação da tarifa social é praticamente consenso, mesmo entre partidos do Centrão que não compõem a base aliada. No entanto, o clã Bolsonaro tem demonstrado que o interesse público não é exatamente sua prioridade. Para afastar o risco de blecaute na votação do projeto, que precisa ocorrer até 17 de setembro, data-limite para a caducidade da MP, o governo está disposto, inclusive, a aceitar a proposta de apensamento do texto ao de outra MP, a 1.304/2025, defendida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Por sinal, depois da motim parlamentar da semana passada, o próprio Motta está precisando dar sinais de força para rechaçar a pecha de que virou um “morto-vivo” ou algo do gênero na cadeira de presidente da Câmara.

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