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A solidão societária da Femsa na operação da Oxxo no Brasil seria apenas um rito de transição. Segundo informações filtradas pelo RR, os mexicanos avaliam vender parte ou mesmo integralmente o controle da rede de lojas de conveniência. A Femsa se viu forçada a assumir 100% do capital com a decisão da Raízen, sua sócia, de deixar o negócio – informação antecipada pelo RR. A Femsa trouxe a operação para o Brasil sonhando alto, com a meta de abrir cinco mil lojas. Parou em pouco mais de 600. Consta que a rede varejista tem operado no vermelho desde 2022 – somente nos anos de 2023 e 2024, as perdas acumuladas passaram dos R$ 410 milhões. Nos últimos três anos, o grupo mexicano e a Raízen tiveram de aportar cerca de R$ 150 milhões para cobrir os prejuízos e sustentar os investimentos em expansão. A joint venture entre Cosan e Shell, que já tem seus próprios problemas, desistiu de enxugar gelo. E a Femsa também não está mais disposta a tampar as fissuras no dique com os próprios dedos. Consultado, o grupo mexicano não retornou.
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