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Está difícil para o fundo L Catterton deixar o controle dos supermercados St Marche, um movimento já ensaiado e engavetado algumas vezes nos últimos dois anos. O entrave de momento é a recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de suspender a homologação do plano de recuperação extrajudicial da rede varejista e a consequente renegociação de um passivo superior a R$ 500 milhões. Há uma discussão jurídica em torno do voto de um fundo de investimento gerido pelo BTG. Para o desembargador Jorge Tosta, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial, ele não poderia ser comprado para efeito do quórum de aprovação, uma vez que a dívida com a instituição financeira seria de natureza extraconcursal. Sem o acordo é pouco provável que algum novo investidor se arrisque a colocar dinheiro no St Marche. Na verdade, nem novo, nem “velho”. O L Catterton, que controla 70% da rede varejista, não quer aportar mais recursos no negócios e busca uma porta de saída para vender integralmente sua participação. O St Marche soma 32 lojas no estado de São Paulo e um faturamento de mais de R$ 1 bilhão por ano.
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