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Política
O único partido dos Bolsonaro são os próprios Bolsonaro. O clã está atropelando a direção do PL e impondo uma nova engenharia para a eleição à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas. A estratégia da família, já em curso nos estados, prevê reduzir o número de postulantes em favor de candidaturas de partidos aliados com grande potencial de puxar votos. A avaliação é que, diante do limite legal de candidaturas proporcionais — número de vagas mais um —, há um “engarrafamento” em diversos estados, o que impede acomodações políticas mais amplas. Ao redistribuir candidatos, o grupo busca ganhar capilaridade e garantir palanques regionais mais fortes para Flávio Bolsonaro, ainda que o expediente venha a custar algumas cadeiras a menos na Câmara e nas Assembleias em determinados estados. Ocorre que Valdemar da Costa Neto, cioso dos compromissos internos que precisa honrar e sempre de olho no fundo partidário, resiste à ideia por enxergar risco direto à musculatura do PL nas eleições proporcionais.
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