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O agronegócio está em alerta. Como se não bastasse a confirmação de dois casos de vaca louca em Minas Gerais, há uma apreensão no setor com o risco de entrada da Peste Suína Africana (PSA) no Brasil. O Ministério da Agricultura pretende aumentar a rede de laboratórios credenciados para testar possíveis casos da grave doença, segundo o RR apurou atendendo a um pedido dos próprios frigoríficos. Consultada, a Pasta confirmou que o “credenciamento de laboratórios públicos de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo está sendo analisado”.
O temor entre os frigoríficos e as autoridades aumentou com a recente comprovação de focos da Peste Suína na República Dominicana, confirmando a chegada do severo vírus ao continente americano. Entre 2018 e 2019, a doença dizimou mais da metade do rebanho de suínos da China. Ainda que um fato não tenha nada a ver com o outro, a confirmação de dois casos de vaca louca em Belo Horizonte faz crescer os cuidados das autoridades.
No fim de semana, o Brasil se viu obrigado a suspender as exportações de carne bovina para a China. Afastar qualquer suspeição em relação ao rebanho suíno ganha ainda mais importância, até em razão do peso do Brasil no mercado internacional. O país é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo.
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