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A B3 avalia fazer uma oferta ao menos por um pedaço da participação societária da Totvs na Dimensa. A Bolsa de Valores já é acionista minoritária da empresa de softwares para o mercado financeiro, com 37,5%. Dona do restante das ações (62,5%), a Totvs pretende reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua posição no capital. Na semana passada, ao surgirem as primeiras informações sobre o seu interesse em sair do negócio, a empresa de Laércio Cosentino, inclusive, divulgou um comunicado ao mercado confirmando que “analisa continuamente potenciais oportunidades de investimento e desinvestimento, sem que haja decisão de venda ou redução de participação”. No setor, corre à boca miúda que há divergências entre a Totvs e a B3 por conta da estratégia de expansão da Dimensa. Desde 2021, quando foi criada, a empresa fez cinco aquisições – a mais recente, no ano passado, foi a compra da Quiver, por R$ 115 milhões. O apetite por M&As de seu acionista controlador, a Totvs, acabou causando efeitos colaterais. Consta que a Dimensa teve dificuldades na integração das empresas adquiridas, com impacto na sua performance. No ano passado, a companhia de softwares registrou um lucro de R$ 48 milhões, 39% inferior ao de 2023. Consultada pelo RR, a B3 não se manifestou.
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