Alcolumbre aponta a arma da CPI contra o Palácio do Planalto

Política

Alcolumbre aponta a arma da CPI contra o Palácio do Planalto

  • 28/01/2026
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) atua nos bastidores para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da CPI do INSS, em um movimento que acirra a guerra de nervos entre o Congresso e o Palácio do Planalto em pleno ano eleitoral. A comissão já reúne assinaturas suficientes para estender as investigações, e caberá a Alcolumbre dar o aval formal ao pedido. No ambiente político, a leitura é de que a manutenção da CPI interessa ao Senado como instrumento de pressão sobre o Executivo. A apuração, que investiga um esquema bilionário de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, tem insistido em avançar sobre áreas sensíveis ao governo Lula. Integrantes da comissão avaliam que a CPI não deve se limitar à burocracia do INSS e mira também relações políticas e empresariais orbitando o poder. Nesse contexto, a investigação passou a triscar os calcanhares do presidente ao tocar em personagens ligados ao seu entorno, incluindo referências recorrentes a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em linhas de apuração que envolvem contratos, entidades e operadores investigados. No Planalto, a prorrogação é vista como um gesto hostil do Congresso, capaz de manter o tema vivo no noticiário durante a campanha eleitoral e, com isso, manter um instrumento de barganha contra o governo. Afinal, não é para isso que serve uma CPI?

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