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Agronegócio
De forças-tarefa e coisas do gênero, o Brasil está cheio – há até um Escritório Emergencial de Enfrentamento ao Crime, criado pelos governos federal e do Rio de Janeiro. Para o agronegócio, a decisão do Ministério da Agricultura de montar, em caráter emergencial, o Grupo de Trabalho da Cadeia Leiteira da Agricultura Familiar (GT-Leite) é muito pouco. O que os pecuaristas querem mesmo é dinheiro. Os produtores de leite cobram do ministro Carlos Fávaro apoio financeiro para contornar a crise que assola o setor, agravada pelo binômio aumento dos custos/queda dos preços. O agro reivindica crédito subsidiado, prazos ampliados para pagamento de dívidas e políticas de garantia de preço mínimo. O movimento, articulado por cooperativas e federações rurais, pede a retomada de programas de compra institucional, como o antigo PAA, voltados à agricultura familiar, e defende a criação de um fundo específico de estabilização para o leite. No Congresso, há pressões por um mecanismo de compensação direta, com recursos do Tesouro, nos períodos de queda acentuada de preços. Outra proposta discutida nos bastidores prevê a atuação da Conab para garantir um preço mínimo de referência, com compras públicas em regiões mais afetadas.
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