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Empresa
Estrela tenta atrair sócio em meio à recuperação judicial
25/06/2026A recuperação judicial da Estrela vai muito além de uma renegociação de dívidas. Segundo informações obtidas pelo RR, o plano de reestruturação em estudo pela fabricante de brinquedos contempla a atração de um novo sócio estratégico e a venda de uma participação de até 30% do capital da companhia. O objetivo é reforçar o caixa, melhorar a estrutura de capital e criar condições para a retomada dos negócios após o pedido de recuperação judicial protocolado em maio. Consultada, a Estrela não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Controlada por Carlos Tilkian, a Estrela entrou em recuperação judicial com dívidas de aproximadamente R$ 109 milhões, distribuídas entre oito empresas do grupo. A companhia atribuiu a medida ao elevado custo do crédito, às dificuldades de financiamento e às mudanças no comportamento do consumidor infantil, cada vez mais voltado para jogos eletrônicos e entretenimento digital.
Os números da empresa ajudam a explicar a gravidade da situação. Em 2024, último exercício com demonstrações financeiras amplamente disponíveis, a Estrela registrou receita líquida de R$ 154,5 milhões e prejuízo de R$ 24,2 milhões. Mais preocupante foi a deterioração patrimonial: a companhia encerrou o período com patrimônio líquido negativo de R$ 553,7 milhões e prejuízos acumulados de R$ 626 milhões. A despesa financeira alcançou R$ 91,4 milhões, valor equivalente a quase 60% de toda a receita líquida anual.
O desafio, porém, não é apenas financeiro. Encontrar um investidor disposto a aportar recursos em uma empresa com esse perfil não será tarefa simples. Além do passivo acumulado, a Estrela enfrenta um problema estrutural: a crescente invasão de brinquedos importados da China, que operam com custos significativamente menores e pressionam as margens de toda a indústria nacional. Some-se a isso a migração do público infantil para plataformas digitais e jogos eletrônicos, fenômeno que reduziu o espaço dos brinquedos tradicionais nas últimas duas décadas.
Efeito colateral
3/03/2020Longe de Carlos Tilkiam, dono da Estrela, festejar o coronavírus. Mas, digamos, que o empresário esfrega as mãos, não necessariamente com álcool gel, quando vê as projeções de exportações da sua companhia. Por conta da paralisia da indústria de brinquedos na China, seu maior algoz, a Estrela deverá ter o melhor resultado em muitos, muitos anos.
Sem brincadeiras
17/11/2016Foi-se o tempo em Carlos Tilkiam, dono da Estrela, levava ao governo propostas para salvar a produção nacional de brinquedos. O empresário agora defende regras mais flexíveis para a importação de produtos chineses.
Acervo RR
Estrela cadente
27/06/2016Um grupo de investidores chineses se movimenta para comprar a Brinquedos Estrela na bacia das almas. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto:Estrela.
Estrela cadente
27/06/2016Um grupo de investidores chineses se movimenta para comprar a Brinquedos Estrela na bacia das almas. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto:Estrela.
Acervo RR
Sem brincadeira
21/01/2016A Zenith Asset Management vem chamando atenção no mercado pela volúpia na compra de ações da Estrela. A gestora paulista já tem nas mãos mais de 15% do capital total da fabricante de brinquedos de Carlos Tilkian.
Sem brincadeira
21/01/2016A Zenith Asset Management vem chamando atenção no mercado pela volúpia na compra de ações da Estrela. A gestora paulista já tem nas mãos mais de 15% do capital total da fabricante de brinquedos de Carlos Tilkian.
Carlyle monta seus novos brinquedos no Brasil
8/12/2014Após fisgar o controle das duas maiores varejistas do setor – PBKids e RiHappy -, para onde mais o Carlyle pode caminhar no mercado brasileiro de brinquedos? Neste jogo de tabuleiro, a carta que os norte-americanos levam a mão parece dizer: “Avance duas casas e verticalize sua operação”. O fundo também pretende fincar sua bandeira em um grande fabricante nacional de brinquedos. Os dados estão rolando sobre a mesa, mas, desde já, dois nomes surgem no radar do Carlyle: Estrela e Grow. Além da possibilidade de adicionar ao seu portfólio uma marca forte, com expressivo índice de recall entre os consumidores, o que impulsiona os norte-americanos é o desejo de dominar o setor de ponta a ponta, garantindo condições mais vantajosas para suas duas redes varejistas. Ao todo, PBKids e RiHappy somam mais de 200 lojas no Brasil. O Carlyle, que administra cerca de US$ 200 bilhões em recursos, já investiu mais de US$ 500 milhões no mercado brasileiro de brinquedos – 80% desta cifra foram desembolsados na aquisição da RiHappy e da PBKids. Comparativamente, a compra de uma participação em um dos dois grandes fabricantes nacionais seria um investimento bem menos dispendioso. Noves fora um eventual prêmio de controle, atualmente o valor de mercado da Estrela, por exemplo, não passa dos R$ 130 milhões. A empresa, aliás, é vista pelos norte-americanos como uma presa até mais frágil do que a Grow, que sempre conseguiu manter um nicho de mercado – no segmento de jogos de tabuleiro – e, nos últimos anos, soube se reinventar com a digitalização de seus produtos mais famosos, como War, Perfil e Imagem & Ação. A entrada no capital de um fabricante de brinquedos poderia gerar um efeito colateral para o Carlyle e suas redes varejistas, com um eventual estremecimento das relações entre a PBKids e a RiHappy e outros grandes fornecedores. No entanto, os norte-americanos, ao que parece, não temem esse risco, assim como Abílio Diniz não temeu comprar uma participação na BRF quando ainda tinha um pé no Pão de Açúcar.