Até onde a americana Perea quer chegar na Viveo?

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Até onde a americana Perea quer chegar na Viveo?

  • 17/06/2026
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A Perea Capital vem comprando seguidamente ações da Viveo em bolsa. A gestora norte-americana já teria superado o patamar de 16%, consolidando-se como o segundo maior acionista da empresa, atrás apenas da DNA Capital, da família Bueno. No mercado, a interpretação é que a posição da Perea já deixou de ser um investimento de portfólio e passou a ter contornos estratégicos. A leitura é que a casa de investimentos pretende ter uma participação ativa na gestão da Viveo, fabricante e distribuidora de produtos médicos – entre outros ativos, é dona da marca Cremer. Com a posição que montou, a Perea torna-se uma peça que precisa ser considerada em qualquer discussão de capital, desalavancagem, venda de ativos ou eventual reorganização societária. O avanço dos norte-americanos se dá no momento em que a Viveo passa por um delicado processo de renegociação de seu passivo. A empresa acaba de fechar a reestruturação de R$ 1 bilhão em debêntures, ganhando carência para pagamento do principal até 2029 e empurrando o vencimento final da dívida para 2034. O acordo reduz a pressão sobre o caixa no curto prazo e afasta, ao menos por ora, o risco de uma crise de liquidez mais aguda, que já vinha sendo especulada no mercado. Mas ainda há muitas feridas para cicatrizar. O balanço segue pressionado. No primeiro trimestre, a Viveo registrou prejuízo líquido contábil de R$ 57 milhões. A dívida líquida fechou março em R$ 2,883 bilhões, com alavancagem de 3,88 vezes, abaixo do covenant de quatro vezes.

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