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Infraestrutura
No Ministério dos Portos e Aeroportos, há um crescente temor de que a última licitação aeroportuária do Lula III vire um mico. As primeiras sondagens realizadas junto ao mercado apontam para o risco de baixa competitividade ou, no pior cenário, de falta de candidatos para o leilão do Aeroporto de Brasília. Os investidores reivindicam mudanças no formato. O problema não está no ativo em si. As dúvidas recaem sobre o modelo da concessão. De acordo com as regras aprovadas pelo TCU, o vencedor terá de assumir não apenas o aeroporto da capital federal, mas também outros dez terminais regionais espalhados por Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia. Além disso, o concessionário ficará responsável por investimentos obrigatórios estimados em R$ 1,2 bilhão em Brasília e cerca de R$ 858 milhões nos aeroportos regionais. Outro ponto que vem sendo alvo de críticas é o prazo da concessão. O contrato terá vigência até 2037, período considerado curto por parte dos potenciais investidores para amortizar os desembolsos exigidos e capturar ganhos operacionais mais robustos.
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