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Governo
A troca no comando do INSS, anunciada ontem pelo governo, veio acompanhada de um ultimato ao ministro da Previdência, Wolney Queiroz, segundo informações apuradas pelo RR. A cabeça do próprio Queiroz será a próxima a entrar na guilhotina caso o Instituto não consiga reduzir expressivamente a fila de pedidos de aposentadoria nos próximos 60 dias. No Palácio do Planalto, junho é visto como o deadline para uma intervenção mais aguda no Ministério da Previdência. No entorno de Lula, é grande a preocupação de que o problema se agrave no segundo semestre e tenha um impacto eleitoral ainda maior. São mais de 2,7 milhões de brasileiros que se acotovelam no funil do INSS à espera de sua aposentadoria. No governo, houve quem defendesse a troca do ministro já agora – caso da nova titular da Casa Civil, Miriam Belchior. Consta, inclusive, que a demissão de Gilberto Waller da presidência do INSS sequer teria sido comunicada previamente a Queiroz, um sinal de que a frigideira da sua fritura já está sob fogo quente. No entanto, também pensando na eleição, alguns colaboradores de Lula ponderaram que a saída de Queiroz da Pasta abriria uma fissura com o PDT, seu partido. A ver o que essas mesmas vozes dirão se a substituição do ministro se tornar inevitável ainda mais perto da eleição.
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