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Política
Dentro da crise dos Correios há outra crise que mobiliza o governo. O Palácio do Planalto pressiona a direção da empresa a equacionar a desordem financeira e operacional da Postal Saúde. Os servidores e aposentados da estatal não têm conseguido atendimento nos principais hospitais e clínicas credenciados no plano. Grupos como Rede D’Or e Dasa vêm se recusando a agendar consultas e exames devido à falta de pagamento por parte da Postal Saúde. A inadimplência é resultado direto dos atrasos no repasse dos recursos dos Correios. Relatórios apontam que a dívida da estatal com a empresa de medicina de grupo já ultrapassa os R$ 740, mais que o dobro do registrado em 2024. Os índices de reclamação junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar também duplicaram ao longo de 2025. Auxiliares do presidente Lula enxergam as enfermidades financeiras da Postal Saúde como um foco de desgaste político tão ou até mesmo maior do que o próprio rombo financeiro dos Correios. São funcionários públicos e dependentes – em outras palavras, eleitores – que não estão sendo devidamente assistidos pela má gestão da estatal e consequentemente do plano de saúde.
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