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Venture capital
A DNA Capital, da família Bueno, pretende usar seu novo fundo de saúde para avançar sobre uma fronteira ainda pouco explorada no Brasil: empresas com soluções para atacar ineficiências operacionais do setor, e não apenas healthtechs de vitrine. A gestora, que captou R$ 300 milhões, olha com especial atenção para negócios capazes de reduzir desperdícios em hospitais, operadoras, clínicas e laboratórios. Segundo informações que circulam no mercado, entram nesse radar plataformas de inteligência artificial para autorização de procedimentos, auditoria de contas médicas, faturamento, regulação, agendamento, gestão de filas, prontuário, prescrição digital e redução de glosas. Também há apetite por modelos ligados a cuidado domiciliar, atenção primária, saúde corporativa e monitoramento de pacientes crônicos.
A leitura da DNA é que o próximo ciclo de valor na saúde não virá apenas da digitalização da relação médico-paciente, mas da reorganização dos bastidores do sistema — justamente onde se concentram custos, retrabalho e perda de margem. O fundo do family office dos Bueno deve mirar companhias em estágio Série A e B, com cheques entre R$ 30 milhões e R$ 80 milhões. Em um setor pressionado por sinistralidade, judicialização, envelhecimento da população e crise de grupos listados, a gestora vê uma janela para comprar crescimento com desconto e ajudar a construir plataformas mais eficientes.
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