Prejuízo e falta de licitações leva Ultra a rever investimentos da Hidrovias

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Prejuízo e falta de licitações leva Ultra a rever investimentos da Hidrovias

  • 15/05/2026
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O Grupo Ultra está recalibrando o plano de investimentos e revendo sua estratégia em relação à Hidrovias do Brasil. O rumo das águas mudou desde que o conglomerado empresarial assumiu o controle da companhia, em 2025. A tese original era usar a Hidrovias como plataforma logística para capturar o avanço do transporte fluvial no país. Mas a combinação entre menor volume transportado e atraso nas novas concessões hidroviárias esfriou a ambição inicial. Este segundo item é crucial. Em janeiro de 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos falava em fazer cinco concessões hidroviárias em dois anos, começando pelo Rio Paraguai. Também estavam no radar obras em eclusas e estruturas hidroviárias do Norte ao Sul do país. Mas, em fevereiro de 2026, o governo publicou decreto suspendendo o início dos estudos para concessões nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, após pressão de povos indígenas e comunidades tradicionais. Sem a possibilidade de novos ativos, a conta da Hidrovias do Brasil não fecha.

A reprogramação dos investimentos da companhia deve se dar sobre uma base de cifras rasas. A Hidrovias havia confirmado para 2026 um plano de R$ 270 milhões, sendo apenas R$ 79 milhões à expansão. E este valor, já reduzido, ainda deverá sofrer novas podas até o fim do ano. Além de questões conjunturais, o fraco desempenho da empresa mudou o cálculo do Ultra. No primeiro trimestre de 2026, a Hidrovias reportou prejuízo líquido de R$ 34 milhões, contra perda de R$ 2 milhões um ano antes. A receita líquida caiu para R$ 445 milhões, recuo de 20% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado ficou em R$ 182 milhões, queda de 23%. Para o Ultra, isso muda a equação: antes de acelerar novos desembolsos, será preciso preservar caixa, dar prioridade a corredores mais rentáveis. Procurado pelo RR, o Grupo Ultra não quis se manifestar.

#Grupo Ultra

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