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GPT não desiste de fusão com Kepler Weber
Circula no mercado a informação de que a Grain & Protein Technologies (GPT) voltou à carga junto à Kepler Weber, na tentativa de retomar as negociações para uma fusão. A operação, que criaria um dos maiores grupos globais de soluções de armazenagem, foi desfeita em março. O motivo principal foi a falta de acordo entre a companhia norte-americana e a Trígono Capital, maior acionista da Kepler, em torno de um compromisso de voto para aprovar a transação em assembleia. Consta que a família Heller, também acionista relevante da empresa brasileira, é a principal entusiasta do M&A. O clã teria, inclusive, mantido tratativas paralelas os norte-americanos, o que gerou atritos com a Trígono.
Em tempo: o retorno da GPT se dá em um momento de resultados mais fracos da Kepler Weber. No primeiro trimestre, a receita líquida caiu 11%, para R$ 318 milhões; o Ebitda recuou 36%, para R$ 33,7 milhões; e o lucro líquido encolheu 33%, para R$ 17,5 milhões. O principal foco de pressão segue sendo o segmento de fazendas, cuja receita despencou 34%, para R$ 86,7 milhões, reflexo da retração dos investimentos dos produtores em armazenagem. A companhia tem amortecido esse tombo com agroindústrias, sobretudo projetos ligados a biocombustíveis, que já respondem por cerca de metade do faturamento dessa vertical, e com a operação internacional, cuja receita cresceu 47,1%, para R$ 60,2 milhões.
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