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Venture capital
Novo fundo da DNA Capital vai além das healthtechs de vitrine
19/05/2026A DNA Capital, da família Bueno, pretende usar seu novo fundo de saúde para avançar sobre uma fronteira ainda pouco explorada no Brasil: empresas com soluções para atacar ineficiências operacionais do setor, e não apenas healthtechs de vitrine. A gestora, que captou R$ 300 milhões, olha com especial atenção para negócios capazes de reduzir desperdícios em hospitais, operadoras, clínicas e laboratórios. Segundo informações que circulam no mercado, entram nesse radar plataformas de inteligência artificial para autorização de procedimentos, auditoria de contas médicas, faturamento, regulação, agendamento, gestão de filas, prontuário, prescrição digital e redução de glosas. Também há apetite por modelos ligados a cuidado domiciliar, atenção primária, saúde corporativa e monitoramento de pacientes crônicos.
A leitura da DNA é que o próximo ciclo de valor na saúde não virá apenas da digitalização da relação médico-paciente, mas da reorganização dos bastidores do sistema — justamente onde se concentram custos, retrabalho e perda de margem. O fundo do family office dos Bueno deve mirar companhias em estágio Série A e B, com cheques entre R$ 30 milhões e R$ 80 milhões. Em um setor pressionado por sinistralidade, judicialização, envelhecimento da população e crise de grupos listados, a gestora vê uma janela para comprar crescimento com desconto e ajudar a construir plataformas mais eficientes.
Destaque
Ânima e DNA Capital pretendem vender parte da Inspirali
19/06/2023Ânima Educação e DNA Capital saíram em busca um novo sócio para a Inspirali. Os dois acionistas estão dispostos a reduzir sua participação para viabilizar um aporte de capital na empresa, que reúne um colar de universidade de medicina com aproximadamente 14 mil alunos. Entre os prováveis interessados estariam o Grupo Votorantim e o Temasek. Os Ermírio de Moraes e o fundo soberano de Singapura são sócios em um fundo de R$ 3,6 bilhões, voltado a investimentos em saúde e educação. A Inspirali é um negócio em franca ascensão. Criada a partir de uma cisão de ativos da Ânima, responde por aproximadamente um terço do faturamento do grupo. No ano passado, sua receita bateu a cifra de R$ 1 bilhão, crescendo 47% em relação a 2021. Seu maior atrativo é a alta rentabilidade dos cursos de medicina. A Inspirali registra uma margem superior a 60% – para efeito de comparação, as demais operações da Ânima têm uma margem média em torno de 35%.
Os dois acionistas da Inspirali vivem um momento de pressão, o que aumenta a necessidade de venda de parte da Inspirali para fazer caixa. A Ânima Educação busca recursos para reduzir seu nível de alavancagem: a dívida de curto prazo, em torno de R$ 2,9 bilhões, equivale a 3,9 vezes o Ebitda. No mercado, há especulações de que o próprio grupo pode buscar um novo investidor. Por sua vez, os herdeiros de Edson de Godoy Bueno, controladores da DNA Capital, precisam se recapitalizar após o recente aporte na Dasa. A família teve de injetar R$ 1 bilhão na companhia para dar suporte ao follow on, que totalizou R$ 1,6 bilhão. Consultada pelo RR sobre a venda de parte da Inspirali, a Ânima não comentou o assunto. Em relação à possibilidade de entrada de um novo investidor no seu capital, a empresa foi protocolar e afirmou que “está sempre avaliando oportunidades que possam destravar valor para seus acionistas. A DNA não se manifestou.
Está no DNA
31/05/2022A DNA Capital, gestora da família Bueno, estuda aumentar sua participação na Inspirali, transformando-a em ponta de lança para novos investimentos em educação. Hoje, o clã detém 25% da empresa, que reúne os cursos de medicina da Ânima.