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29.09.17
ED. 5715

Palocci atropela Caoa

Nas tratativas para fechar sua delação, Antônio Palocci soltou o freio de mão e empurrou a Lava Jato na direção do Grupo Caoa. Segundo o RR apurou, o ex-ministro deu detalhes da consultoria prestada à montadora nos idos de 2012, por meio de sua empresa, a Projeto. De acordo com a mesma fonte, Palocci relatou ter intermediado o repasse ilegal de recursos para parlamentares com o objetivo de aprovar medidas de interesse da Caoa. O ex-ministro teria revelado ainda aos procuradores de Curitiba que quase assumiu a presidência da companhia justamente em 2012.

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16.05.17
ED. 5619

Palocci empurra Lava Jato na direção das montadoras

Assim como andou tirando o sono dos bancos, agora a possível delação de Antonio Palocci inquieta também as montadoras, que teriam participado de um suposto esquema de propina para a obtenção de benefícios fiscais. Segundo a fonte do RR, um dos operadores da indústria automobilística seria o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrada, da Caoa. Ressalte-se que, de acordo com dados disponibilizados pela Receita Federal, o grupo desembolsou mais de R$ 12 milhões pelos serviços da Projeto, consultoria de Palocci. Os contratos foram firmados por meio de duas empresas – Hyundai Caoa do Brasil e Caoa Montadora de Veículos. Foi uma época bastante próspera para a Caoa. O RR entrou em contato com a Caoa, mas a empresa não quis se pronunciar.

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O prefeito João Doria gostaria muito de ter Antonio Maciel Neto em sua equipe. A passagem do executivo pelo maculado Grupo Caoa, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, não contaminou sua reputação.

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01.12.16
ED. 5507

Pote de fel

Os próprios procuradores da Operação Acrônimo estão impressionados com o grau de rancor do delator Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, em relação ao empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa.

• As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Caoa.

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18.11.16
ED. 5498

Risco Caoa

O próprio Antonio Maciel Neto está impressionado com o número de felicitações que vem recebendo após anunciar sua saída da presidência do Grupo Caoa. Os mais próximos fazem questão de registrar seu alívio

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15.09.16
ED. 5455

Ano com sinal vermelho para Grupo Caoa

 Este promete ser um ano sofrido para Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Citado nas Operações Zelotes e Acrônimo, o empresário também enfrenta problemas em seus negócios. Representante da Hyundai, o Grupo Caoa caminha para fechar 2016 no vermelho. A se confirmar, seria o primeiro prejuízo em mais de uma década. O Caoa disse que “a informação não procede”. O RR, então, insistiu algumas vezes na pergunta: “O Caoa, portanto, está operando com lucro?” O grupo não respondeu nem que sim nem que não.

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23.08.16
ED. 5439

Expertise

 Os procuradores da Lava Jato, que já viram de tudo, estão impressionados com os meticulosos conhecimentos do contador Roberto Trombetta sobre a criação de empresas offshore. Seus depoimentos são aulas magnas sobre o tema. Não custa lembrar, Trombetta é investigado também no caso dos Panamá Papers. Ele aparece na famosa papelada da Mossack Fonseca como dirigente de offshores de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa.

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13.06.16
ED. 5388

Delator

 O ex-contador do Grupo Caoa e delator premiado da Zelotes Rodrigo Morales tem sido fundamental para mapear as relações entre o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade e políticos do Centro-Oeste. A montadora tem uma fábrica em Anápolis (GO).

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01.06.16
ED. 5380

Um delator no caminho da Caoa e da Mitsubishi

  Há um míssil apontado na direção de Eduardo de Souza Ramos, da Mitsubishi Motors, e Carlos Alberto de Oliveira, do Grupo Caoa. O lobista Mauro Marcondes, personagem central da Operação Zelotes, teria reaberto negociações com a Procuradoria Geral da República para um acordo de delação premiada. Em maio, Marcondes foi condenado, em primeira instância, a 11 anos e oito meses por conduzir um esquema de corrupção para a “venda” de Medidas Provisórias que favoreciam montadoras. Mitsubishi e Caoa são apontadas nas investigações como as principais beneficiadas. Entre 2009 e 2015, a consultoria de Marcondes teria recebido mais de R$ 70 milhões das duas empresas.  Em janeiro, Mauro Marcondes chegou a negociar um acordo de delação, mas, na hora H, recuou. De lá para cá, ganhou um forte motivo para entrar no confessionário da Zelotes. Assim como ele, sua mulher e sócia, Cristina Mautoni, foi condenada a seis anos e cinco meses, em regime semiaberto. Para o octogenário lobista, tão ou mais importante do que a própria liberdade é a possibilidade de redução da pena da esposa. Ressalte-se que o casal tem uma filha de 14 anos.

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18.05.16
ED. 5371

Hyundai quer distância das sinuosas trilhas do Grupo Caoa

 A permissividade da Hyundai diante dos sucessivos escândalos protagonizados por Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o “Caoa”, parece ter chegado ao limite. Para os sul-coreanos, está mais do que na hora de deixar o temerário sócio pelo caminho, romper a parceria com o Grupo Caoa – representante da montadora no país desde 2000 – e assumir integralmente seus negócios no mercado brasileiro. Segundo o RR apurou, o próprio planejamento estratégico da Hyundai Brasil para o próximo ano já contemplaria o fim do acordo com a Caoa. Mesmo porque o tempo em que a companhia asiática era dependente ou, mais do que isso, refém da estrutura industrial e comercial do parceiro ficou para trás. Nos últimos dois anos, a montadora criou uma operação que lhe permite trafegar com as próprias rodas no Brasil. Além da fábrica de Piracicaba (SP), a Hyundai montou uma rede de revenda com mais de 210 concessionárias, capazes não apenas de comercializar os veículos que saem da unidade paulista, mas também os modelos produzidos pela Caoa na planta industrial de Catalão (GO). Procurada pelo RR, a Hyundai informou que “não comenta detalhes estratégicos de seu relacionamento com parceiros comerciais, como é o caso do Grupo Caoa”. Por sua vez, a Caoa não se pronunciou.  A Hyundai quer se livrar do “Risco Caoa” antes que, por vias oblíquas, ela própria acabe sendo tragada pelo turbilhão de denúncias e acusações contra o empresário. Neste momento, estar ao lado de Carlos Alberto de Oliveira Andrade já é, por si só, uma ameaça à reputação de qualquer corporação. “Caoa” leva no bagageiro um sem-número de escândalos recentes. No âmbito da “Operação Acrônimo”, é suspeito de ter repassado R$ 2 milhões a Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, lobista ligado ao governador Fernando Pimentel, para assegurar a aprovação de Portaria favorável ao Grupo Caoa. O empresário também é figurinha carimbada na Zelotes, que, além do esquema de pagamento de propinas a integrantes do Carf, investiga a suposta compra de trechos de Medidas Provisórias de interesse da montadora.  Além da agenda policial, outro ponto estimula a Hyundai a romper a sociedade com a “Hyundai do B”: o próprio desempenho das duas operações. Comparativamente, os sul-coreanos têm sofrido menos com a crise da indústria automobilística do que o parceiro. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas da montadora asiática no Brasil caíram 20% em relação a igual período de 2015. No caso do Grupo Caoa, responsável pela produção de alguns modelos da Hyundai em Catalão, a trombada foi muito maior: a queda chega a 45%.

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27.04.16
ED. 5356

Zelotes

 A CPI do Carf fecha o cerco aos empresários Carlos Alberto de Oliveira Andrade e Walter Faria. A comissão já solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos donos do Grupo Caoa e da cervejaria Petrópolis .

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11.04.16
ED. 5345

Onipresença

 Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do Grupo Caoa, está no escândalo do BVA, na Operação Zelotes e no “Panama Papers”. Só falta a Lava Jato.

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