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Além da disputa aberta na CVM, há também uma guerra de narrativas nos bastidores entre acionistas da Marfrig e da BRF, empresas em processo de fusão. Investidores próximos a Adriano Fontana, membro da família fundadora da antiga Sadia e acionista minoritário da BRF, disseminam a informação de que ele tentou algumas vezes um acordo com Marcos Molina.
No entanto, o empresário, controlador da Marfrig/BRF, teria se recusado a rever a relação de troca das ações na fusão entre as duas companhias. Toda a ação provoca uma reação igual e contrária. Do lado oposto surgem insinuações de que Adriano e seu pai, Alex Fontana, não teriam o apoio de outros integrantes de família que também herdaram a participação na BRF.
Há quem diga também que, ao questionar formalmente os termos do M&A, os Fontana estariam falando em nome de outros minoritários sem o devido consentimento. No fim das contas, não obstante o processo aberto na CVM e, sobretudo, o tiroteio de intrigas, a tendência é que as partes acertem os ponteiros. Há muito em jogo, seja para o acionista majoritário, seja para os minoritários.
Não será por conta de 3%, a participação atribuída aos Fontana, que a fusão vai travar. Da mesma forma, os integrantes do clã não vão perder a oportunidade de manter uma posição acionária em um conglomerado da cadeia da proteína com valor de mercado superior a R$ 50 bilhões e receita líquida na casa dos R$ 210 bilhões.
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