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Agronegócio
Às vésperas do Plano Safra 2026/27, a Frente Parlamentar da Agropecuária já cobra do governo um reforço específico para os produtores de milho, sobretudo via bancos públicos. Na lista entram renegociação de dívidas, crédito novo, fundo garantidor e juros subsidiados. O elevado endividamento virou o gargalo central da próxima safra. A Abramilho estima que a colheita poderá cair dos 140 milhões de toneladas no ciclo 2025/26 para cerca de 130 milhões. Produtores endividados, com garantias já presas em renegociações anteriores, não estão conseguindo tomar crédito novo. O resultado é que há uma queda nas encomendas de adubo, defensivos e tecnologia – a redução no uso de recursos tecnológica já beira 30%, de acordo com dados da entidade. A crise vem também dos insumos. O custo da ureia, fertilizante-chave para o milho, disparou com a guerra no Irã, e os fosfatados também pressionam a conta. Áreas de solo arenoso, que exigem mais adubo, podem simplesmente ficar fora do plantio.
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