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Governo
A disputa em torno da equalização dos juros do próximo Plano Safra está provocando uma queda de braço dentro do governo. De um lado, está o Ministério da Agricultura; do outro, a Fazenda. O ministro da Agricultura, André de Paula, tem defendido um orçamento robusto para a compensação das taxas de crédito. Ele trabalha por uma dotação superior a R$ 20 bilhões. Consta que até o ex-ministro Carlos Fávaro age nos bastidores para que o valor seja liberado. A cifra atenderia cerca de 75% do pleito do agronegócio – a Frente Parlamentar da Agricultura pressiona por R$ 27 bilhões. Só que do outro lado da mesa está a equipe econômica, que trabalha para cortar esse valor para a casa dos R$ 15 bilhões, segundo informações que circulam em Brasília. A preocupação de Dario Durigan e seus assessores é impedir que a conta se transforme em mais uma fonte de pressão sobre as já combalidas finanças públicas. É o ciclo vicioso de uma Selic nas alturas. Cada bilhão adicional destinado à equalização representa uma despesa direta para o Tesouro Nacional. Na prática, o governo paga aos bancos a diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados dos produtores rurais. Quanto maior a taxa básica de juros, maior a conta que recai sobre os cofres públicos.
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