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Infraestrutura
O plano do governo Lula de realizar até quatro licitações de hidrovias em 2026, com potencial de movimentar R$ 5 bilhões em investimentos, dificilmente vai sair do papel. No Ministério dos Portos e Aeroportos, as estimativas mais otimistas apontam para a conclusão de apenas um certame: da Hidrovia do Rio Paraguai, previsto para o segundo semestre. E olhe lá! Diversos fatores têm dificultado a concretização do cronograma inicial do Ministério, a começar por desafios logísticos e ambientais — como o prolongado período de estiagem que reduz níveis de água e torna a navegação irregular. Além disso, a complexidade regulatória de criar um marco para hidrovias no Brasil, um modal historicamente marginalizado e politicamente sensível, tem gerado debates prolongados entre ministérios, agências reguladoras e entes subnacionais. A negociação de revisões em normas ambientais e de dragagem também permanece aberta, sem consenso. Finalmente, a agenda legislativa concorrente em 2026 — ano eleitoral — tende a reduzir o foco do Congresso em aprovar marcos legais.
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