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Infraestrutura
Formalmente, o “dono” do Anel Ferroviário do Sudeste é o governo federal. Politicamente, no entanto, a gestão Lula e o governador Romeu Zema travam uma disputa pela “propriedade” do empreendimento, notadamente pela primazia nas tratativas com investidores chineses. Em sua recente viagem a Pequim, o presidente Lula abriu negociações com o governo de Xi Jinping para o financiamento a um pacote de projetos na área de infraestrutura, incluindo a construção do Anel Ferroviário. Na paralela, Zema também tenta capitalizar os dividendos políticos pela eventual viabilização do investimento. Assessores do governador mineiro mantêm conversações com investidores chineses, sobretudo a China Railway Construction Company (CRCC), uma das maiores operadoras ferroviárias do mundo. Tentam costurar a participação da CRCC no leilão de construção do corredor logístico – o Ministério dos Transportes pretende realizar o certame ainda neste ano. Orçado em R$ 4,5 bilhões, o Anel Ferroviário do Sudeste terá ao todo 495 km e conectará a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), da Vale, à malha ferroviária da MRS, no Rio de Janeiro.
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