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A Belagrícola tem mantido conversas com fundos de investimento envolvendo um aporte de capital. Os atuais acionistas – a chinesa Pengdu Agriculture, leia-se o Shanghai Pengxin Group, dona de 54%, e a família Colofatti, detentora dos 46% restantes – não estaria dispostos a alocar dinheiro novo na companhia. A injeção de recursos teria uma dupla valia: garantir liquidez imediata e, sobretudo, dar credibilidade ao plano de reestruturação diante de credores ainda resistentes.
A movimentação em busca de um novo investidor ocorre em paralelo ao processo de recuperação extrajudicial, no qual a empresa tenta equacionar uma dívida superior a R$ 2 bilhões. Uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do país, a Belagrícola obteve recentemente na Justiça um stay period adicional de 180 dias, o que a protege de eventuais cobranças e execuções de garantias de suas dívidas. O plano já apresentado pela empresa é considerado agressivo. Para os credores que aderirem, a proposta envolve alongamento relevante de prazos, com início de amortização apenas após alguns anos e pagamento integral condicionado à geração de caixa futura. Já para os não aderentes, a condição é ainda mais dura: recuperação limitada a cerca de 25% do valor do crédito, o que, na prática, funciona como instrumento de coerção econômica para elevar o nível de adesão. A proposta já obteve aprovação de credores que representam aproximadamente 62% do passivo total.
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