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Eike Batista, sempre ele, está buscando uma aproximação com a Petrobras em torno de uma possível parceria para a produção de biofertilizantes na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. O empresário usaria grandes áreas propícias ao desenvolvimento de macroalgas, que serviriam de insumo para os fertilizantes.
A opção pelo Rio se deve não só por vantagens políticas, mas também por uma demanda expressiva do produto. São 16 milhões de bocas.
Eike tem boas ideias, mas que normalmente pecam pela escala monumental e caminhos heterodoxos de captação dos meios necessários para levantar seus projetos.
No caso em questão, é curiosa a preferência de Eike Batista pelo parceiro para colocar o negócio de pé. Um aspecto a favor do empresário é que a Petrobras está determinada a avançar no setor de fertilizantes.
O ponto negativo, ou supernegativo, é o passado — ou o passivo — que Eike tem em suas relações históricas com a estatal. Talvez não haja nenhum empresário que tenha causado tantos dissabores à companhia.
Bem, pode ser que a economia inusual do país proporcione o milagre de dois raios caírem no mesmo lugar. Difícil.
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