Derrota de Messias ameaça implodir Randolfe Rodrigues

Política

Derrota de Messias ameaça implodir Randolfe Rodrigues

  • 30/04/2026
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A derrota histórica de Lula, com a recusa do Senado à indicação de Jorge Messias para o STF, pode provocar uma implosão no núcleo da articulação política do governo. Ontem mesmo, poucas horas após a votação, já se falava à boca miúda no Palácio do Planalto da possibilidade de substituição de Randolfe Rodrigues (PT-AP) na liderança do governo no Congresso. A rejeição a Messias tende a funcionar como catalisador de uma insatisfação que já vinha se acumulando dentro e fora da base governista. Ele é visto por muitos como um líder que não lidera. O nome de Randolfe já havia sido alvo de críticas em outros episódios de desarticulação. O mais recente e ruidoso foi a CPMI do INSS, quando o governo perdeu o comando da comissão para a oposição. Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, foi eleito presidente do colegiado por 17 votos a 14, em uma derrota que atingiu diretamente o Palácio do Planalto e o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Na ocasião, Randolfe fez um mea-culpa público. Admitiu que a base governista “entrou de salto alto” e “subestimou o adversário”. Também assumiu responsabilidade pela falha de articulação.

A CPMI do INSS não foi um ponto fora da curva. Antes disso, Randolfe já havia sido criticado por dificuldades em construir acordos para a análise de vetos presidenciais. Parlamentares da própria base reclamam de “falta de traquejo político” do senador. Sua atuação também virou motivo de ironia entre bolsonaristas, com a provocação de que ele estaria ajudando mais a oposição do que o Executivo.

Nas fileiras petistas, a pressão sobre Randolfe tende a vir de mais de um flanco. O primeiro é o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, a quem cabe formalmente a articulação política do governo com o Congresso. Sabe-se que o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa também não nutre simpatia pela permanência do senador na liderança.

 

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