Empresa
Bloomin’ Brands deve vender mais uma fatia do Outback Brasil
O cardápio societário do Outback Brasil deve passar por uma razoável transformação. Tanto a Vinci Compass, dona de 67% do capital, quanto a Bloomin’ Brands, detentora dos 33% restantes, avaliam reduzir sua participação acionária. Se a gestora de Gilberto Sayão pretende abrir caminho para a entrada de um novo investidor, capaz de acelerar o plano de expansão da rede de restaurantes – conforme informou o Valor Econômico no último dia 28 -, a motivação do grupo norte-americano é outra. A Bloomin’ Brands, proprietária global da marca Outback, precisa concentrar capital e energia no turnaround da sua operação nos Estados Unidos. No Brasil, a cadeia de restaurantes tem aberto 15 lojas por ano; nos Estados Unidos, teve de digerir oito trimestres seguidos de queda das vendas, apenas esboçando uma leve reação no fim do ano passado. A reação à fraca performance veio em uma frigideira de óleo fervente: a Bloomin’ Brands fechou 21 restaurantes nos Estados Unidos. Esse contexto praticamente empurra o grupo norte-americano para uma nova redução da sua fatia no Outback Brasil – a primeira se deu em 2024, exatamente com a venda de 67% para a Vinci Compass. Ainda que com uma participação menor, a Bloomin’ Brands poderá preservar sua exposição a uma operação forte e, ao mesmo tempo, liberar capital para arrumar a própria cozinha nos Estados Unidos. Procuradas, Vinci Compass e Bloomin’ Brands não retornaram até o fechamento desta matéria.
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